quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Projeto Energia Verde

Proposta
Destaca a importância do desenvolvimento sustentável e energia renovável e o aumento requerido nos poderes do Parlamento necessário para ajudar a aproveitar a energia verde potencial e, portanto, tirar o máximo partido da "revolução renovável".
Faz campanha para legislação sobre mudança climática na Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, em Copenhague para promover o papel de enfrentar e mitigar a mudança climática. Isto incluiu a assinatura de um Acordo de Parceria com o Maldivas, um dos países mais expostos às consequências da elevação do mar.
Mas o que é energia verde?
A energia verde é uma forma que devemos colocar em prática para se evitar toda a destruição e as mudanças climáticas que estão ocorrendo, tendo como motivo essas catástrofes, como o desmatamento das florestas, lixo nos rios, mares e muitos outros.
Existem vários tipos de energia, porém nem todas são energias renováveis como a energia verde; sendo uma energia natural que usa o vento, sol, mar, biomassa, biogás e outros para se ter uma energia renovável, assim diminuindo cada vez mais as catástrofes que temos visto em diversos lugares do mundo.
Com a energia verde não é apenas a natureza que vai sair ganhando, mas também os gastos serão reduzidos em cerca de 80% se todos pegarem firme nesses projetos de energia verde; Alguns exemplos de energia verde pode nos mostrar ao certo o que proporciona a energia verde.
Exemplos de energia verde:
Vento
Água
Mar
Sol
(aj2)


Exemplos de energia verde

Confira no artigo quais são as medidas sustentáveis utilizadas para evitar a poluição ambiental através de recursos naturais.
Atualmente, novos conceitos a cerca da sustentabilidade tem norteado inúmeras atividades humanas. Esse pensamento ambiental tem como objetivo, manter os recursos naturais, e diminuir a sua degradação. A emissão de gases poluentes advindos dos veículos são os principais causadores da poluição atmosférica, com a queima de petróleo são lançados na ar vários componentes químicos, como enxofre e nitrogênio, substâncias estas que são componentes da chuva ácida que destrói a natureza.

Para reduzir a dependência de petróleo e a emissão de gases-estufa, são utilizadas alternativas sustentáveis.
Outro problema de poluição advém das fábricas que emitem gases-estufa, surtindo o mesmo efeito da queima de combustível. Por esses e outros motivos de proteção ao meio ambiente, muitos estudos são realizados a fim se encontrar medidas que contornem essa situação, almejam a busca por combustíveis alternativos e também da opção denominada como “verde” para se ter energia. As fontes são quase inesgotáveis, pois também dependem da natureza, mas auxiliam nas diferentes atividades, portanto são viáveis.

O biocombustível é uma fonte sustentável que aproveita os recursos naturais para garantir o funcionamento de vários veículo automotores. O álcool – etanol/metanol, o biodiesel, o bioquerosene, podem ser obtidos a partir da biomassa, nome dado à matéria orgânica de origem animal – sebo bovino ou aviário, óleos vegetais e até a cana-de-açúcar.
Usina hidrelétrica
Outro exemplo de energia verde é a Energia Hídrica, a qual utiliza a força cinética das águas de um rio e a converte em energia elétrica, através de turbinas hidráulica. As grandes indústrias hidrelétricas, são capazes de suprir a necessidade de um estado inteiro.
A Energia Eólica é outra opção de energia verde, e neste caso utiliza o vento para gerar energia, usando moinhos e modernas turbinas eólicas. No Brasil essa atividade é muito comum devido a grande incidência de vento no país.
Energia verde
A Energia Solar considerada praticamente inesgotável, é utilizada para a produção de eletricidade a partir de painéis solares e células fotovoltaicas. Ainda pode ser obtido através do método ativo, ou seja, a transformação dos raios solares em energia térmica ou elétrica, e método passivo, quando o usa para o aquecimento de prédios.
A Energia Nuclear pode ser considerada como alternativa sustentável, portanto gera energia verde, uma vez que é obtida a partir de fissões atômicas, renovável e não chega a produzir poluentes capazes de prejudicar o meio ambiente. No entanto, as atividades das usinas nucleares podem por em risco também a vida humana, caso aconteça algum acidente nuclear, que expele lixo atômico acondicionado. (dicasfree)
 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Brasileiro ainda desconhece microgeração

Em abril de 2012, o governo através da diretoria da agência reguladora de energia elétrica (Aneel) aprovou regras destinadas a reduzir barreiras para instalação de geração distribuída de pequeno porte, que incluem a microgeração, com até 100 KW de potência, e a minigeração, de 100 KW a 1 MW.
A resolução 482 aprovada permite que os consumidores possam produzir sua própria energia através da instalação de pequenos geradores em suas residências para consumo elétrico e receber descontos na conta de luz paga às concessionárias.
A regra é válida para geradores que utilizem fontes alternativas de energias – painéis solares, pequenas turbinas eólicas, geradores a biocombustíveis ou mesmo minicentrais hidrelétricas – e para geração distribuída de pequeno porte.
A partir desta resolução, Greenpeace em parceria com Market Analysis desenvolve este estudo para explorar o conhecimento e as atitudes da população brasileira em relação à energia renovável no país.
Os principais objetivos deste estudo consistem em:
. Avaliar a percepção dos brasileiros sobre a microgeração de energia no país;
. Avaliar o nível de conhecimento da população brasileira sobre a resolução 482 aprovada pelo governo e das diferentes fontes de microgeração de energia;
. Conhecer as percepções do público diante dos fatores condicionantes e efeitos que a implantação do sistema de microgeração de energia traz;
. Identificar o nível de disposição financeira dos brasileiros em instalar um sistema de microgeração de energia em suas residências. (ambienteenergia)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Carro elétrico movido a energia solar

A Ford apresenta um veículo inédito movido a energia solar, o C-MAX Solar Energi Concept, na CES, maior feira de tecnologia do mundo, que abre para o público amanhã, em Las Vegas. O modelo, desenvolvido pela Ford em parceria com a SunPower e o Instituto de Tecnologia da Georgia, oferece o melhor de um híbrido plug-in, sem depender da rede elétrica ou combustível para recarregar sua bateria.
O conceito aproveita a energia do Sol usando um concentrador especial que atua como uma lente de aumento, direcionando os raios para os paineis solares no teto do veículo. O resultado é um veículo que, com um dia inteiro de sol, entrega o mesmo desempenho do híbrido plug-in C-MAX Energi convencional, abastecido na rede elétrica. O Ford C-MAX Energi tem o menor consumo combinado de combustível da categoria, equivalente a 42,5 km/l (46 km/l na cidade e 39 km/l na estrada). Por usar energia renovável, o Ford C-MAX Solar Energi Concept também reduz em cerca de quatro toneladas por ano as emissões de gases de efeito estufa.
“O Ford C-MAX Solar Energi Concept lança uma nova luz sobre o transporte elétrico com energia renovável”, diz Mike Tinskey, diretor global de infraestrutura e eletrificação de veículos da Ford. “Como líderes em inovação, queremos promover o diálogo público sobre as alternativas para levar o mundo em direção a um futuro mais limpo.”
Vendas em alta - O C-MAX Solar Energi Concept estreia no momento em que a Ford fecha um ano recorde na venda de veículos elétricos. A marca deve somar 85 mil veículos híbridos, híbridos plug-in e totalmente elétricos em 2013, o primeiro ano completo de vendas dos seus seis modelos elétricos. O C-MAX Energi é o plug-in líder de vendas da Ford, com mais de 6.300 unidades em novembro.
A Ford vendeu mais veículos plug-in em outubro e novembro que a Toyota e a Tesla e também superou a Toyota no acumulado do ano. A venda de híbridos plug-in continua a crescer na medida em que mais consumidores descobrem os benefícios de usar a eletricidade no transporte. O C-MAX Hybrid ajudou a trazer novos clientes para a Ford – cerca de 64% de seus compradores eram donos de carros outras marcas e metade deles de importados.
Tecnologia limpa - A SunPower, parceira da Ford na área de tecnologia solar desde 2011, fornece as células solares de alta eficiência do Ford C-MAX Solar Energi Concept. Para encurtar o tempo de recarga total do veículo e viabilizar o seu uso diário, a Ford buscou o Instituto de Tecnologia da Georgia, que desenvolveu uma forma de amplificar a luz do Sol.
Os pesquisadores desenvolveram um concentrador solar com uma lente Fresnel especial, que dirige a luz para as células solares e amplia oito vezes o seu impacto. A lente Fresnel é compacta e foi desenvolvida originalmente para uso em faróis. Com conceito similar a uma lupa, o sistema segue o movimento do sol de Leste a Oeste, extraindo em um dia energia equivalente a uma recarga de quatro horas da bateria (8 kW).
Com uma carga completa, o Ford C-MAX Solar Energi Concept deve oferecer a mesma autonomia total de um C-MAX Energi convencional, de até 1.000 km, incluindo 33,8 km somente no modo elétrico. Além disso, o veículo conta com com cabo de conexão para recarga em estação elétrica, se o usuário desejar.
Depois da apresentação na CES, a Ford e o Instituto de Tecnologia da Georgia vão iniciar os testes do C-MAX Solar Energi Concept em condições reais de uso para determinar a sua viabilidade de produção.
Fora da rede - Com o uso da energia solar renovável, o C-MAX Solar Energi Concept não depende da rede elétrica tradicional para recarregar a bateria. Estudos da Ford mostram que até 75% de todas as viagens feitas por um motorista médio poderiam ser feitas usando a energia solar. Isso é especialmente atraente em lugares onde a rede elétrica é insuficiente ​​ou cara.
O veículo também reforça o MyEnergi Lifestyle, conceito apresentado pela Ford e vários parceiros na CES 2013. O MyEnergi Lifestyle usa a matemática, ciências e modelagem por computador para ajudar os proprietários a entender como aproveitar melhor seus eletrodomésticos com consumo eficiente de energia, sistemas de energia solar e veículos híbridos para reduzir seu gasto mensal e as emissões totais de carbono.
O Ford C-MAX Solar Energi pode ter um impacto ambiental significativo, reduzindo em até 4 toneladas a geração anual de CO2 e outros gases de efeito estufa, o equivalente ao que uma casa típica norte-americana produz em quatro meses. Se todos os carros leves adotassem a tecnologia do Ford C-MAX Solar Energi Concept nos Estados Unidos, as emissões anuais de gases de efeito estufa poderiam ser reduzidas em cerca de 1 bilhão de toneladas. (ambienteenergia)

sábado, 18 de janeiro de 2014

Boeing e o ‘diesel verde’

Boeing pretende buscar aprovação para usar ‘diesel verde’
Novo combustível reduziria emissões de gás carbônico sem aumentar custos.
Um funcionário trabalha na seção da cauda de um Boeing 737-900 na fábrica de montagem em Renton, Washington
A fabricante de aeronaves norte-americana Boeing pretende buscar aprovação de órgãos reguladores ao redor do mundo para usar "diesel verde" como combustível, disse a companhia, o que reduziria emissões de gás carbônico sem aumentar custos.
O diesel verde é feito de óleos e gorduras como os usados em óleo de cozinha, óleo vegetal ou gorduras animais que seriam descartadas em um processo que usa hidrogênio para quebrar moléculas grandes em outras menores.
O combustível também é conhecido como "diesel renovável" e pode ser usado em qualquer motor a diesel. Ele é diferente do biodiesel, contudo, que é produzido por uma reação química entre óleo vegetal e álcool.
"A aprovação do uso do diesel verde traria um grande avanço na disponibilidade de combustível sustentável para aviação com preços competitivos", disse James Kinder, da equipe técnica da divisão de sistemas de propulsão de aviões comerciais da Boeing.
O custo de atacado do diesel verde é de cerca de 3 dólares o galão, incluindo incentivos do governo, preço semelhante ao do combustível para aviões baseado em óleo, disse a companhia.
Ainda é necessário comprovar se sua eficiência e confiabilidade são comparáveis às de combustíveis tradicionais. (exame)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Economia de 60% com geração própria de energia

Empresas e consumidores domésticos economizam cerca de 60% com geração própria de energia
O uso da energia solar ganha adeptos e reduz as contas de energia em empresas e residências.
Apesar de contar com uma das maiores radiações solares, só recentemente o Brasil começou a dar os primeiros passos rumo à geração doméstica de energia. Autorizada pela Aneel em abril de 2012 e posta em prática em março de 2013, o Sistema de Compensação de Energia permite ao consumidor brasileiro instalar pequenos geradores fotovoltaicos em sua casa ou empresa e trocar energia com a distribuidora local.
Um panorama da nova modalidade de geração energética, elaborado em agosto pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), apontava que 101 consumidores aguardam respostas de pedidos de ligação pelas concessionárias, tinham os projetos em estudo pelas empresas, ou, ainda, precisavam dar algum retorno à distribuidora sobre detalhes do aparelho gerador.
Na estatística da Abradee, a energia solar, produzida por meio de painéis fotovoltaicos, é a preferida dos novos e potenciais produtores, compreendendo 81% das ligações e pedidos. O consumidor doméstico também lidera o ranking de interessados, são 59% de pedidos ou ligações, frente aos 37% de clientes comerciais e 4% de industriais. Mas, apesar dessa adesão crescente, o número de interessados poderia ser maior, se não fosse o alto custo de equipamento e instalação.
De R$ 700 para R$ 200
Mesmo com o retorno garantido em dez anos e uma economia na conta mensal de luz que varia de 60% a 90%, é preciso desembolsar em torno de R$ 15 mil para o investimento inicial.
Pioneiro no país na microgeração de energia, o empresário de Uberlândia (MG) Vitor Moura precisou investir o equivalente a R$ 90 mil para gerar energia na sede da empresa que abriu com o pai ainda em novembro de 2011, antes mesmo de a Aneel autorizar o Sistema de Compensação de Energia.
“Conheci a tecnologia em viagens ao exterior, mas só pude instalar aqui depois que um empresário brasileiro, que tinha morado na Bélgica, trouxe o sistema. Comprei a ideia, mas precisei trazer as placas dos EUA e o inversor da Noruega”, relembra o empresário, que salienta que a ligação do sistema só foi possível por meio de um regime especial concedido pela concessionária, a Cemig.
“Apesar de termos ficado assustados com o valor do investimento, não nos arrependemos. Gastávamos em média R$ 700 por mês num prédio de pequeno porte e hoje a conta de luz varia entre R$ 150 a R$ 200”, conta Vitor, destacando que, em dois anos, o custo com a tecnologia teve uma queda de mais de 25%.
Alemão de nascimento e carioca há dez anos, Hans Rauschmayer se tornou consultor de geradores domésticos de energia desde que, em agosto, decidiu instalar painéis fotovoltaicos no telhado de sua casa, em Santa Teresa, no Centro do Rio, onde mora com a esposa e duas filhas. Hoje, sua economia na conta de energia, graças a seu equipamento doméstico, já chega a 63%.
“Na época, precisei investir R$ 20 mil. Hoje produzo 60% do que consumo e a minha conta,que era de R$ 159, foi para R$ 59, uma economia de R$ 0,49 por quilowatt-hora (KWh)”, explica Hans.
Segundo ele, a burocracia da instalação não é a causa da baixa adesão. “Esse é um investimento que dá pouco retorno financeiramente. O mercado é ainda muito pequeno e a construção é cara. Mas, com as tarifas de energia subindo a cada ano, acredito que o sistema vá trazer ótimos retornos para quem apostou nesse investimento”, avalia. (ecodebate)


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Que se fará com o lixo nuclear?

Estranho que possa parecer, está de volta a discussão, nos meios científicos e na comunicação, no mundo todo, do tema energia nuclear, que parecia ultrapassado quando, após o acidente na usina de Fukushima, no Japão, a Alemanha decidiu fechar, até meados da próxima década, todas as suas usinas – e foi acompanhada por vários países. Até a França, que depende da nuclear em 70% de seu consumo total de energia, decidiu rediscutir a questão. Além da possibilidade de acidentes graves, entra em jogo a falta de destinação para o lixo nuclear em toda parte, inclusive no Brasil.
Agora, entretanto, a Inglaterra já estuda implantar em Hinkley Point, Somerset, ao custo de mais e R$ 50 bilhões, um novo reator (já tem dois ali, um próximo do fechamento). A decisão deve-se (New Scientist, 26/10/2013) à necessidade de novas fontes de eletricidade. E a usina poderá prover até 7% do atual consumo no Reino Unido, embora o custo, de R$ 3.500 por MW/hora, seja o dobro do atual. Mas não é só na Inglaterra a retomada: a China está construindo 29 reatores e em 2030 terá um terço do mercado mundial na área.
No Brasil o tema continua polêmico. O professor Heitor Scalambrini Costa, da Universidade Federal de Pernambuco, observa** (remabrasil, 4/1) que esse caminho envolve “mais riscos do que a prudência aconselha”. Principalmente com a projetada implantação, até 2030, de quatro novas usinas nucleares, duas das quais no Nordeste e pelo menos uma às margens do Rio São Francisco. A população de Itacuruba (PE), por intermédio de 50 instituições, já se manifestou contra o projeto e o Ministério Público em Arapiraca (AL) exige em inquérito esclarecimentos dos empreendedores. No Rio de Janeiro, a Justiça Federal exige (O Globo, 4/12/2013) da Comissão Nacional de Energia Nuclear e da Eletrobrás que incluam em seus orçamentos recursos para a construção de um depósito para o lixo nuclear das usinas Angra 1 e 2 (onde ele fica em piscinas internas). Na Bahia, o Sindicato dos Mineradores de Brumado e Microrregião denuncia a ocorrência de vários acidentes na mineração e estocagem de urânio. Ricardo Baitelo (O Globo, 25/11/2013) lembra que o custo de Angra 3 já está 39% acima do projeto inicial e chegou a R$ 13,9 bilhões. Sem solução para o lixo.
Será a questão dos resíduos algo que só se resolva com um projeto multinacional? – pergunta a revista New Scientist (2/11/2013). Já há países que pensam nessa direção. E até identificam a Argentina, a África do Sul, a China Oriental e a Austrália (este último país principalmente) como os locais mais indicados. Mas o estudo “vazou” para a comunicação e foi vetado pelo governo australiano. A Associação Internacional para Estocagem no Subsolo insiste, entretanto, em que essa é a melhor opção, ao custo de US$ 4,7 bilhões, que permitiria acondicionar o lixo em cápsulas de cobre e asseguraria proteção ao longo de muitos séculos. O depósito que os Estados Unidos começaram a instalar em Yucca Mountain, por exemplo, e que foi abandonado pelo presidente Barack Obama, já custara mais que o dobro disso.
O desastre da usina de Fukushima continua a perseguir a memória mundial – mas o governo japonês já recua e anuncia a retomada da produção de energia nuclear, com o argumento da precariedade de outras fontes neste momento. Talvez para contornar ao menos parte da resistência a operadora da usina anuncia que providenciará a remoção dos resíduos radioativos na instalação e que, encerrados em dispositivos de dióxido de urânio, ficarão em tonéis e, mais tarde, no fundo do oceano. Paralelamente, planeja construir na região de Fukushima uma “cidade de energia renovável”, com painéis solares, simultaneamente ao plantio em larga escala de arroz, para incentivar parte da população deslocada pelo acidente (80 mil pessoas) a retomar suas atividades. Já estão funcionando dez painéis solares, com um total de 30 KW. Mas poderão ser acrescidas instalações de energia eólica (1 GW). As primeiras colheitas, porém, serão destinadas à fabricação de lubrificantes e óleos combustíveis.
Nos Estados Unidos, com o projeto de Yucca Mountain posto de lado e ainda sem outras soluções para o lixo radioativo, o Departamento de Energia vai financiar com US$ 226 milhões um depósito ao lado de pequenos reatores submersos. Na Rússia, o governo está construindo em São Petersburgo um reator nuclear flutuante, que funcionará em 2016.
Em meio a tudo isso, prosseguem as notícias de que a contaminação de Fukushima continua a chegar à costa oeste dos Estados Unidos, levada pelas águas do Pacífico. Cientistas do Alasca manifestam preocupação. Mesmo nos Estados Unidos, a Agência de Energia promete (The New York Times, 29/11/13) remover em 25 anos a carga radioativa depositada em Savannah River Site. Ela passará a ficar em tanques subterrâneos. Em Brunswick, na Alemanha, o problema é com centenas de toneladas de lixo radioativo depositadas nas décadas de 1960 e 70 numa antiga mina de sal, que agora gera a cada semana centenas de litros de salmoura contaminada.
Pode-se falar também em 65 mil toneladas de resíduos de usinas nucleares norte-americanas (mais 2 mil toneladas por ano) levadas para depósitos temporários. No mundo, são 350 mil toneladas – mais 12 mil por ano – de lixo radioativo sem solução definitiva. China, Índia e Rússia têm os maiores problemas. A Finlândia pretende construir um depósito no fundo de rochas – caminho que a Suécia também pretende seguir.
Esse é o panorama. Mas por aqui continuamos impávidos, como se a questão não nos afetasse. Como se não tivéssemos de resolver nosso problema já existente, nem o que nos aguarda com os projetos em andamento e planejados – as críticas caem em ouvidos surdos. No mínimo, a comunidade científica precisa estar mais presente à discussão. E dar à sociedade argumentos de que ela necessita. (ecodebate)

Agora a usina nuclear será em Piranhas, Alagoas?

Agora a usina nuclear será em Piranhas, Alagoas? A insensatez continua
A construção de usinas nucleares no país significa a disposição do poder público de aceitar mais riscos do que recomendaria a prudência.
A formulação de políticas públicas, em particular na área energética, tem sido calcada em diagnósticos superficiais e imediatistas, influenciados por interesses econômicos poderosos, com clara reincidência em erros cometidos no passado. Na verdade o governo pensa o Brasil do futuro com ideias do passado.
Hoje no chamado mundo moderno, se discute e executa uma completa mudança de direção no que concerne à questão nuclear. Mais e mais países decidiram refrear e mesmo abandonar a construção de novas usinas nucleares. Decisões essas tomadas com largo apoio popular. A óbvia conclusão é que o risco de tal tecnologia não compensa os ganhos (se é que existem!!!).
Aqui no Brasil tudo é diferente. Projeta-se até 2030 a instalação de quatro novas usinas nucleares sendo duas no Nordeste. Falou-se na cidade de Itacuruba no sertão pernambucano (480 km de Recife) como provável local para esta instalação a beira do Rio São Francisco. Houve uma total repulsa a esta proposta. As populações, os movimentos populares, sindicais e religiosos, se expressaram no documento “Carta de Itacuruba” (http://blogs.diariodepernambuco.com.br/meioambiente), subscrito por mais de 50 entidades.
Agora no final do ano toda atenção é dirigida ao município de Piranhas (291 km de Maceió) no sertão oeste alagoano, em função da declaração pública do chefe do escritório da Eletrobrás/Eletronuclear de Recife, apontando o município como o provável destino para a instalação da usina nuclear nordestina, as margens do Rio São Francisco.
Com esta informação um inquérito civil foi instaurado pelo Ministério Público Federal (MPF) em Arapiraca/Alagoas para investigar o processo de instalação da usina nuclear. O MPF enviou ofício a Eletrobrás/Eletronuclear solicitando informações sobre o andamento do projeto, e detalhes, como a localização exata das duas usinas nucleares anunciadas pelo Governo Federal a serem instaladas no Nordeste, bem como a data prevista para o início da construção. Ainda foi solicitado o esclarecimento de que forma as populações afetadas foram consultadas sobre a implantação da usina, como exige a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
De acordo com a procuradora da República em Arapiraca, responsável pela instauração do inquérito, a instalação de uma usina nuclear no Sertão de Alagoas é passível de afetar diversas populações tradicionais locais, como ribeirinhos, quilombolas, indígenas e pescadores artesanais. Motivo pelo qual o MPF instaurou o inquérito, de forma a reunir informações sobre eventual violação de direitos, pelo poder público federal, às normas internacionais sobre populações tradicionais e ao meio ambiente.
O procedimento adotado é característico da área energética, em particular pelos gestores da energia nuclear no país, que agem na surdina. Na calada da noite, sem nenhuma discussão com os maiores interessados, as populações próximas do local que os “sábios” decidiram como o mais adequado (?), a noticia vem a público, é vazada.
A reação nesse caso foi imediata visto que existe um sentimento e um desejo da maioria da população de que tal forma de geração de energia elétrica não ocorra no Brasil. Não importando em que região, a quase unanimidade contrária a estas usinas existe fortemente. Todavia o governo e setores minoritários, mas com grande poder de decisão, insistem nessa insanidade que parece não ter limites.
Mas uma certeza é muito clara. As usinas nucleares não terão espaço em nosso país, e por uma única razão, os brasileiros e brasileiras não a desejam. Em 2014, vem pra a rua você também. (ecodebate)

Operadora de Fukushima pede ao governo ajuda suplementar

Operadora de Fukushima pede ao governo japonês uma ajuda suplementar de 7 bilhões de euros
A Tokyo Eletric Power Company (Tepco), que gere a Central Nuclear de Fukushima, no Japão, afetada pelo terremoto e tsunami de março de 2011, anunciou em 27/12/13 que fez um pedido suplementar de apoio estatal no valor de 7 bilhões de euros.
A ajuda solicitada pela Tepco visa a compensar as vítimas deslocadas pelo acidente com a central nuclear não só por terem perdido terras, mas também por danos morais.
Esta é a sexta vez que a Tepco pede a intervenção do Estado para adiantar dinheiro, depois da injeção de capital na empresa que transformou o Estado japonês no maior acionista da companhia.
O último adiantamento feito à Tepco foi equivalente a 4,6 bilhões de euros.
Com o atual pedido de ajuda, o montante de fundos solicitados pela Tepco já ultrapassa o equivalente a 24 bilhões de euros a preços correntes. (ecodebate)


Vazamentos de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil em Caetité

Denúncia; mais vazamentos de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil em Caetité, na Bahia

Mina de urânio em Caetité
Mais um ano amargo para o Programa Nuclear Brasileiro. O balanço 2013 é mesmo degradante, encerrando com vazamentos de licor radioativo, de contaminantes químicos, supressão de vegetação e baixa produção em sua unidade industrial de Caetité, na Bahia, onde uma mineração de urânio dá inicio ao ciclo de produção de energia nuclear. Crimes ambientais e trabalhistas, constatados e denunciados, ao longo do ano, aos órgãos responsáveis pela fiscalização continuam impunes.
O Sindicato dos Mineradores de Brumado e Microrregião (Sindmine) revelou, hoje, que a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) conseguiu esconder um acidente no TQ 1402, maior tanque de estocagem do sistema de produção de concentrado de urânio, que há mais de um mês está encharcando o solo com licor radioativo. E ontem foi detectado outro vazamento, num reservatório de rejeitos de altíssima concentração de urânio na área 170, onde se realizam atividades de precipitação, filtração, secagem e entamboramento desse minério. É a mesma área que foi parcialmente interditada, em julho de 2011, pelo Ministério Público do Trabalho e MTE, devido à irregularidades verificadas na INB.
Vazamento de urânio em pó, na área de entamboramento.
Negligência da fiscalização
O Sindicato ainda não tem informação sobre o volume de líquido percolado, nem de quanto tempo o vazamento vem ocorrendo. Mas, o secretário do Sindmine Lucas Mendonça destaca a gravidade da situação, sobretudo porque o único fiscal da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), proprietária e fiscal da INB, residente na Bahia, entrou de férias e não foi substituído. A preocupação é grande porque o ano administrativo da CNEN se encerrou hoje, dificultando a vinda de fiscais de outras regiões a Caetité. Mas, com certeza, os trabalhadores da INB, o povo de Caetité, o povo do sudoeste, não merecem um presente de Natal como este!
Se o IBAMA tivesse agido, desde que descobriu, há quase 10 meses, que a INB manteve escondido mais um vazamento grave no tanque 6307, talvez os acidentes de agora pudessem ter sido evitados.  O vazamento ocorrido em 08/03/13, liberou cerca de 2.000 m3 de líquido para o meio ambiente e os fiscais recomendaram a aplicação de sanções porque a empresa opera descumprindo condicionantes da Licença de Operação.
Em março eles descobriram uma grande devastação de mata, que vinha ocorrendo há oito anos, e propuseram a autuação da INB por suprimir vegetação, sem a respectiva Autorização de Supressão de Vegetação, como manda a lei.  No mesmo relatório da vistoria sobre a gestão ambiental da mineração, o órgão menciona outro vazamento de fluido, com elevada concentração de sódio, ocorrido em 21 de fevereiro passado, na bacia 1403B, devido a incompetência técnico-operacional no descarte de carbonato de sódio empedrado, que danificou a manta de contenção dos efluentes da planta.
Resíduos contaminados cobertos com manta de PEAD ao fundo da vala aberta recentemente.
Contaminantes ameaçam
Entre as criticas dos fiscais do IBAMA, está o registro da inexistência de manuais de operação, em especial, procedimentos para situações de emergências e procedimentos gerais de segurança, saúde e meio ambiente.  Anotaram que a área de estocagem de resíduos contaminados permanece inadequada, que medidas corretivas, recomendadas há anos, não foram adotadas e que os tambores com esse material continuam expostos às intempéries. Materiais perigosos, resíduos inservíveis continuam sem adequado tratamento, dispostos em valas. Plásticos, madeira, enfardados, lâmpadas fluorescentes ficam ao ar livre.
Desde agosto do ano passado, diversos acidentes chegaram ao conhecimento público. Poucos foram comunicados aos órgãos competentes. Em 19 de agosto, houve um transbordamento de óleo BPF na área das caldeiras. Em 22 do mesmo mês, o fato se repetiu. O terceiro transbordamento de óleo combustível BPF ocorreu em 25 de agosto. Em 26 de setembro, cerca de 300 litros de óleo BPF escoaram para a rede de drenagem pluvial, transbordando para o meio ambiente. Já em 18 de outubro, uma falha na operação da INB espalhou cerca de 250 kg de urânio em pó, que estavam sendo embalados em um tambor, dos quais a empresa só conseguiu recuperar 118 kg. Em 2 de novembro, vazou ácido sulfúrico a 98% de um tanque e transbordou para o meio ambiente, chegando ao Córrego do Engenho. Este acidente paralisou a produção.
Vazamentos de ácido sulfúrico são corriqueiros na INB. E chama a atenção, o fato dos gestores da empresa orientarem os trabalhadores a não registrar problemas em seus livros de relatório. Há um poço de monitoramento, por exemplo, o PMA-18, que desde 2010 vem detectando vazamento de solventes por baixo da planta da usina, que jamais foi controlado, apesar de todo o piso da área ter sido concretado. Este fato ilustra bem a incompetência gerencial da unidade de Caetité, que há anos não sabe de onde parte o vazamento, nem tem ideia do volume já infiltrado no solo.
Prejuízos do nuclear
A condicionante do licenciamento determina que qualquer acidente causador de dano ambiental deve ser comunicado de imediato ao IBAMA, à CNEN e ao INEMA. Mas os fiscais afirmam que “a INB continua não informando o Ibama de todos os eventos ocorridos na instalação”. E sugeriram a aplicação do Decreto nº 6.514/2008, que prevê multa de R$ 500,00 a R$ 10.000.000,00 pelo descumprimento das condicionantes do licenciamento.
A violação de leis ambientais, de leis trabalhistas e o descumprimento de condicionantes do licenciamento é prática rotineira na unidade baiana da INB. Isto já foi denunciado várias vezes por movimentos sociais e fiscais do IBAMA. No campo do meio ambiente do trabalho, o ano findou com um saldo bastante negativo. Práticas antisindicais tentam impor uma cortina de silêncio sobre os problemas que acontecem na empresa e resultam em tentativas de demissão de sindicalistas e afastamento de trabalhadores, por adoecimento psicológico, vitimados por um assédio moral sem precedentes.
A média anual de acidentes em Caetité evidencia a incompetência gerencial e a insegurança técnico-operacional que caracterizam o Programa Nuclear Brasileiro. Até quando o Estado brasileiro continuará fazendo vistas grossas à devastação ambiental e aos prejuízos de trabalhadores e das populações afetadas por este programa, no Sertão da Bahia? (ecodebate)


MPF investiga intalação de usina nuclear em Piranhas

MPF investiga processo de intalação de uma usina nuclear em Piranhas, no Sertão alagoano
Inquérito Civil apura impactos socioambientais da obra a ser possivelmente realizada no Sertão.
Um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Federal (MPF) em Arapiraca vai investigar o processo de instalação de uma usina nuclear em Piranhas, no Sertão alagoano. O MPF enviou ofício à Eletrobrás Eletronuclear solicitando informações sobre o andamento do projeto, e detalhes, como a localização exata das duas usinas nucleares anunciadas pelo Governo Federal a serem instaladas no Nordeste, bem como a data prevista para o início da construção.
O MPF também pediu cópias de toda a documentação relativa às autorizações para o projeto, além de cópias dos estudos realizados até o momento para a escolha dos locais no Nordeste. Ainda é solicitado o esclarecimento de que forma as populações afetadas foram consultadas sobre a implantação das Usinas, como exige a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O inquérito também solicita informações à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) quanto o recebimento, pelo órgãos, de requerimento de aprovação de local para funcionamento da usina, licença de construção da obra; e ao e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o licenciamento de instalação da usina, e a cópia integral do processo administrativo correspondente.
Ameaças – O inquérito foi aberto pelo MPF após a afirmação pública do coordenador regional na Eletrobrás Eletronuclear, Carlos Henrique Costas Marins, dando conta que a próxima etapa para a concretização do projeto é avaliação do desenho das áreas consideradas adequadas aos planos nucleares do governo. Sendo uma delas a região de Piranhas, às margens do rio São Francisco, um rio federal já bastante impactado por obras governamentais.
De acordo com a procuradora da República em Arapiraca, Polireda Madaly Bezerra, responsável pela instauração do inquérito, a instalação de uma usina nuclear no Sertão de Alagoas é passível de afetar diversas populações tradicionais locais, como ribeirinhos, quilombolas, indígenas e pescadores artesanais. Motivo pelo qual o MPF instaurou o inquérito, de forma a reunir informações precisas sobre eventual violação de direitos, pelo poder público federal, às normas internacionais sobre populações tradicionais e de meio ambiente.
Os órgãos oficiados pelo MPF terão prazo de 10 dias para enviar as informações requeridas. Além das informações solicitadas aos órgãos, o próprio MPF deverá indicar especialistas para a realização de estudo sobre as consequências instalação da usina nuclear e, em especial, os impactos sobre as populações tradicionais da região apontada pelo Governo Federal. (ecodebate)

domingo, 12 de janeiro de 2014

Construção de depósito dos rejeitos radioativos das usinas de Angra

Justiça manda União definir recursos para construção de depósito dos rejeitos radioativos das usinas de Angra
A Justiça Federal atendendo a uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) em Angra dos Reis, determinou a União, a Cnen e a Eletrobras a definirem, em orçamento, os recursos que devem ser aplicados para a projeção, construção e instalação de depósitos que receberão os rejeitos radioativos das usinas nucleares Angra 1, Angra 2 e Angra 3, que integram a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto.
Por entender, que a escolha do local para o depósito definitivo depende de estudos prévios e análise técnica, a Cnen informou, por meio de nota, que recorreu da decisão, logo após ser intimada da sentença de 2012, referente aos autos da ação civil pública. De acordo com informações da Procuradoria Federal que atua na Cnen, o recurso está sob análise do Ministério Público Federal e, como ainda não foi apreciado, pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, o prazo de um ano definido na decisão judicial não está em vigor.
A Eletronuclear, também por meio de nota, explicou que a sentença da Vara Federal de Angra dos Reis foi definida no dia 2 de julho de 2012. A empresa entrou com recurso de apelação na Vara Federal de Angra dos Reis em 14/08/12. Ainda de acordo com a empresa, o Ministério Público Federal devolveu o processo para que a Vara Federal de Angra se manifestando sobre os recursos interpostos em agosto do ano passado. Em 04/12/13 a Vara Federal remeteu o processo para a 2ª região do TRF processar e julgar. A Eletronuclear informou ainda que o processo está em julgamento e a sentença foi suspensa porque o juiz federal acatou o recurso de 14 de agosto com efeito suspensivo.
A Cnen explicou que antes mesmo da determinação, já vinha fazendo estudos há mais de quatro anos, em diversas áreas para escolher o local mais adequado, do ponto de vista técnico, para instalar o depósito definitivo. A comissão esclareceu, na nota, que alguns critérios devem ser observados antes da construção do depósito: pré-seleção do local, elaboração dos estudos de impacto ambiental e obtenção de licença prévia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Segundo a Cnen, somente após cumprir essas etapas será possível calcular o volume de recursos necessários para cumprir a decisão da Justiça.
A sentença obriga ainda a Cnen a encaminhar relatórios bimestrais ao Ministério Público sobre o andamento da escolha do local para o armazenamento do lixo nuclear das usinas de Angra.
Até agora, os rejeitos de baixos e médios níveis de radiação permanecem em três depósitos da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto. Eles são licenciados pelo IBAMA e pela Cnen. De acordo com a Eletronuclear, os depósitos têm capacidade para armazenar de forma segura, isolados do público e do meio ambiente, todos os rejeitos de baixo e médio níveis de radiação produzidos pela operação e manutenção das usinas Angra 1, Angra 2 e Angra 3 até 2020. Já o combustível usado é armazenado em uma piscina instalada no edifício da própria central nuclear. (ecodebate)

Angra deverá instalar depósitos finais de rejeitos radioativos

Justiça Federal determina que as usinas de Angra deverão instalar depósitos finais de rejeitos radioativos
União, Eletrobras e CNEN devem cumprir a determinação judicial no prazo de um ano.
Após ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) em Angra dos Reis (RJ), a Justiça Federal condenou a União, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e a Eletrobras a incluir no orçamento os recursos necessários para a projeção, construção e instalação de depósitos finais de rejeitos radioativos do lixo atômico das usinas nucleares Angra I, II e III, no prazo de um ano. Esta medida tem como objetivo abrigar o lixo atômico produzido pelas unidades da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA).
De acordo com a sentença da Justiça, a CNEN também deverá encaminhar ao MPF relatórios bimestrais sobre o andamento da etapa de seleção do local para o armazenamento do lixo nuclear, bem como realizar reuniões para debater a escolha do ambiente. Em 2007, o MPF moveu uma ação baseada em um inquérito civil público no qual apurou que o lixo atômico das usinas nucleares de Angra era armazenado em depósitos provisórios desde 1982, representando riscos à vida da população. (ecodebate)
 

Divergências sobre interrupção da construção de usinas termonucleares

Em audiência pública, debatedores divergem sobre interrupção da construção de usinas termonucleares no país
Senadores e convidados que participaram em 27/11/13 de audiência pública da Comissão de Infraestrutura não chegaram a um consenso sobre o projeto (PLS 405/2011) do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que suspende pelo prazo de 30 anos a construção de novas usinas termonucleares em território nacional. A necessidade de diversificação da matriz energética brasileira se contrapôs a questões de segurança e ao medo de acidentes, como os ocorridos em Chernobyl (União soviética) há 27 anos, e Fukushima (Japão), em 2011.
O diretor-presidente da Eletrobras Termonuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, afirmou que as usinas modernas, construídas em locais apropriados e com a tecnologia adequada, são seguras e eficientes na geração de energia. Segundo ele, o Brasil pode prescindir das nucleares, mas vai pagar pela decisão.
– O país é rico em minerais e em urânio, o qual não tem outra utilização que não a geração de eletricidade. Podemos ficar três décadas sem novas instalações, mas vamos pagar muito por isso. É uma questão de opção. Suspender por 30 anos é possível, mas vamos pagar mais e sacrificar mais o povo – argumentou Othon Silva.
Ele garantiu ainda que a Usina Angra III, que deve entrar em operação em 2018, no litoral sul do Rio de Janeiro, está sendo construída com as normas mais modernas de segurança existentes e que existe um plano de evacuação bem preparado da cidade fluminense, em caso de emergência.
– Fukushima contou com um plano de fuga que permitiu a evacuação de 140 mil pessoas da região sem acidentes. Em Angra adotamos metodologia semelhante – afirmou.
Já o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, defendeu a diversificação da matriz energética brasileira e disse que se há um país no mundo que não pode “fechar as portas” para nenhuma opção é o Brasil.
– Cada fonte deve entrar sem competir com as demais. Tem espaço para todas as fontes, inclusive para a nuclear. Não devemos fechar as portas para nenhuma opção. O Brasil precisa fazer sua economia crescer. E, sem energia, não se tem desenvolvimento. Só ela [energia] não resolve; mas, se faltar, não há indústria, não há agricultura, não há emprego, e a economia não cresce – argumentou.
O senador Lobão Filho (PMDB-MA) criticou o projeto de Cristovam e disse que a proposta surgiu “no calor de acontecimentos recentes”, referindo-se ao acidente de Fukushima.
– Aprendi a não reagir no calor das emoções. E isso que estamos fazendo aqui: discutindo o assunto no calor da emoção. Usinas antigas e ultrapassadas como a de Chernobyl não são exemplos para nada. Em Fukushima houve falhas e um componente ambiental. Temos que aprender com erros de terceiros e impedir que aconteçam aqui – afirmou.
Riscos
O diretor-executivo da F.G.Whitaker Assessoria Técnica de Negócios e Serviços Internacionais, Francisco Whitaker Ferreira, mostrou-se favorável à proposição. Ele lembrou que outros países, como Alemanha e Japão estão abandonado esse tipo de usina e defendeu mais investimentos em sistemas eólicos e solares.
– Apenas pouco mais de 2% de nossa matriz vêm da energia nuclear. Será que vale a pena correr riscos? O preço que vamos pagar? É a energia mais cara. Mas eu não penso no preço da energia, mas no preço de vidas humanas – afirmou.
Para Francisco Whitaker, que duvidou da eficiência de um plano de evacuação de Angra dos Reis, a questão não é se o Brasil pode ou não ficar sem usinas por 30 anos, mas se deve ou não abrir mão deste sistema.
– A pergunta a ser feita é se devemos ou não. E não devemos, pois não temos o direito de expor a população a tal risco, que já está comprovado no mundo todo – disse.
O senador Cristovam Buarque deixou claro que o projeto não impede o desenvolvimento do setor, visto que não proíbe a realização de pesquisas. Ele alegou que a energia nuclear não seria abandonada no Brasil.
– Em Chernobyl havia irresponsabilidade geral do sistema soviético. Mas o Japão é um país reconhecidamente cuidadoso e eficiente e mesmo assim aconteceu – alertou.
O senador Walter Pinheiro (PT-BA), por sua vez, mostrou-se preocupado com a falta de uma cultura de defesa civil no país, o que impacta diretamente os sistemas de manejo e evacuação da população de Angra dos Reis e região, que sofre até na época das chuvas, com inundações e deslizamentos.
– Diferentemente do Japão, não temos essa cultura. Nem nas 12 sedes da Copa do Mundo os centros de emergência estão funcionando. Na Copa das Confederações foi no improviso – lamentou.
* Matriz de oferta de eletricidade no Brasil:
1ª) Hidro: 81,8%
2ª) Derivados da cana: 5,2%
3ª) Gás natural: 4,4%
4ª) Nuclear: 2,8%
5ª) Petróleo: 2,2%
6ª) Outras: 2,5%
7ª) Carvão: 1,1%
* Capacidade instalada de geração em 2012 (GW):
1º) Hidro: 84,3
2º) Gás natural:11,4
3º) Biomassa: 10
4ª) Óleo: 7,2
5ª) Carvão: 2,3
6ª) Nuclear: 2
7ª) Eólica: 1,9
8º) Gás industrial: 1,2
* Fonte: Ministério de Minas e Energia (ecodebate)

Energia nuclear: falsa solução para um falso problema

Existe uma ação de manipulação da opinião pública – concatenada pelo lobby nuclear – com foco em Pernambuco (Nordeste), voltada a propagandear e defender a necessidade de se instalar usinas nucleares na região. “Isso ocorre através de editoriais nos jornais, reportagens autopromotoras, entrevistas com especialista”, tudo dirigido para subverter a opinião pública com informações, no mínimo, dúbias sobre esta fonte energética tão polêmica. Infelizmente não se pratica um jornalismo informativo, nem investigativo. Não se ouve e nem se dá o mesmo destaque ao outro lado da questão, aos críticos.
Neste ano, em particular, ocorreram diversas iniciativas neste sentido, e recursos financeiros consideráveis foram despendidos, para evidenciar junto à opinião pública os benefícios, a inexistência de riscos, e a necessidade “urgente” da região receber uma usina nuclear (ou mais de uma).
Aos defensores dessa tecnologia, apoiados pela grande mídia (que precisa das verbas de publicidade para sobreviver), se juntam alguns setores acadêmicos (que recebem recursos para financiar suas pesquisas), grandes empreiteiras, fabricantes de equipamentos, e – por motivos óbvios – setores militares, todos com amplo espaço na “mídia amiga” para alardear a sua concepção e assim formar uma opinião pública favorável a este tipo de empreendimento que – em países desenvolvidos – já vem sendo abandonado.
Nesse contexto, o vale tudo e a insanidade predominam. Chegam à raia da desonestidade científica e intelectual ao afirmarem que “as usinas nucleares não oferecem risco a população”. Deixa-se mesmo de levar em conta a tragédia do desastre em Fukushima (Japão, março 2011) que parece não ter fim, pois as atividades de limpeza da área da usina devem levar ainda mais 40 anos. E o que agrava mais a situação é que será preciso ainda desenvolver tecnologias para finalizar esse trabalho sem precedentes.
Outra seara que emerge nesse debate – onde o nuclear se apresenta como falsa solução, para um falso problema – é com relação aos apagões e apaguinhos (interrupções de energia elétrica) dominantes e recorrentes no dia a dia da população da região. Apregoam que tudo seria diferente se as usinas nucleares estivessem funcionando. Mentem descaradamente associando eventos que estão ligados à questão da gestão do setor elétrico, à falta de investimentos e de manutenção das redes, e mesmo à incompetência dos gestores do sistema elétrico nacional. Querem fazer crer que as usinas nucleares resolveriam o problema dessas interrupções no fornecimento de energia elétrica que a população brasileira vem tendo que suportar. Afirmam também que a eletricidade nuclear é barata e não vai onerar o bolso do consumidor. Tudo mentira. A energia nuclear é uma das mais caras fontes energéticas comerciais, com enormes subsídios que desviam recursos e mascaram o preço final do Mwh produzido.
A falácia maior é a afirmativa de que não produz gases de efeito estufa, sendo assim uma “fonte limpa” de energia. Não levam em conta que para se obter o combustível nuclear são utilizados diversos processos industriais (mineração e produção do concentrado, conversão, enriquecimento, reconversão, fabricação de pastilhas e de elementos combustíveis…) que contribuem para a produção e emissão de considerável quantidade de CO2. Fonte limpa coisa nenhuma.
Não se justifica, tampouco, a afirmação de que essas usinas vão incrementar o desenvolvimento regional através de aumento do emprego e da renda, pois estudos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) comprovam que as indústrias ligadas às cadeias produtivas de energia eólica e de energia solar geram mais emprego e renda do que a cadeia da indústria nuclear.
Têm-se ainda os resíduos – o chamado lixo atômico – um dos enormes problemas dessa tecnologia de produção de energia elétrica. Esses resíduos são deixados para as gerações futuras, uma vez que não se sabe qual destinação dar a eles, cuja radiação permanece ativa por milhares de anos.
Concluindo: temos que dizer, em alto e bom som, que o Brasil, o Nordeste, e Pernambuco não precisam de usinas nucleares.
Xô Nuclear. (ecodebate)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

NE com reservatórios abaixo de 35%

 
Um atraso no início do período de chuvas tem deixado os reservatórios das usinas hidrelétricas do país em nível baixo, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Na Região Nordeste, o nível está em 34,88%. Já no Sudeste/Centro-Oeste, os reservatórios estão com 43,34% de sua capacidade.
De acordo com a assessoria de imprensa do ONS, normalmente o chamado “período molhado” começa em outubro, mas, em 2013, começou apenas em dezembro. A falta de chuvas provoca a redução do nível dos rios e, consequentemente, dos reservatórios das hidrelétricas.
É a água acumulada nos reservatórios que movimenta as turbinas geradoras de energia elétrica da usina. Por isso, quanto menos água, menos energia pode ser produzida. De acordo com o ONS, para compensar o baixo nível dos reservatórios, as usinas termelétricas da Região Nordeste, que produzem uma energia mais cara, estão ligadas.
Com o início das chuvas, a assessoria de imprensa do ONS informou que os reservatórios devem, aos poucos, se recuperar. As chuvas que atingiram o Sudeste nas últimas semanas, além de ajudar a encher os reservatórios na própria região, têm beneficiado as hidrelétricas do Rio São Francisco, que responde por quase 97% da capacidade instalada no Nordeste, já que a nascente fica em Minas Gerais.
No Norte, o nível dos reservatórios está em 48,6% e, no Sul, em 57,56%. (ambienteenergia)

Novo recorde mundial para Itaipu

 
Os termômetros apontaram quase 40º C, com sensação térmica de 47º C, no último dia do ano no Rio de Janeiro e a demanda por energia foi maior que a esperada. O resultado: Itaipu superou os 98,5 milhões de MWh previstos para 2013. O recorde mundial de geração de energia elétrica, atingido em 30/12/13, foi ainda maior. Itaipu fechou o ano com a produção histórica de 98.630.035 megawatts-hora (MWh).
“O consumo é que puxa a produção”, sintetiza o superintendente de Operação de Itaipu, Celso Torino. “São as pessoas em casa com o dedo no interruptor que definem o quanto vamos gerar”. De acordo com ele, a previsão do Operador Nacional do Sistema (ONS) para o dia 31 foi superada pelo alto consumo, principalmente, na capital fluminense. “Corrigimos em tempo real a nossa produção nos últimos dois dias do ano para atendermos a forte demanda”, conclui.
A produção de 2013 superou o recorde anterior, de 2012, que era de 98.287.128 MWh. No acumulado histórico, ou seja, desde 1984 quando Itaipu começou a operar, foram gerados 2.135.680.660 MWh. Em termos de participação do mercado de energia elétrica, Itaipu atendeu, em 2013, 16,9% da demanda brasileira e 75% do mercado paraguaio.
De acordo com o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, uma série de fatores contribuiu para a hidrelétrica atingir a produção histórica de 2013. “É um trabalho permanente de formação dos quadros de profissionais e o comprometimento de todas as equipes para aproveitar a água da melhor maneira”, afirma. “Soma-se a isso o bom momento pelo qual passam as economias do Paraguai e do Brasil aumentando a demanda por energia elétrica”.
Novo patamar - A produção de 2013 não só foi recorde mundial como marcou um novo patamar alcançado nos últimos dois anos. Se comparar a média de 2013 e 2012 à produção de 2008 (ano da 3ª maior produção histórica), houve um aumento de quase quatro milhões de MWh. Comparando com a média dos cinco anos anteriores ao biênio 2012-2013, o aumento é de sete milhões de MWh, ou metade do consumo anual da segunda maior cidade do Brasil, o Rio de Janeiro.
“Nós mudamos a nossa régua, é outro patamar”, afirma Samek. De acordo com ele, se mantiver alto o consumo de energia e continuar o regime de chuvas, a tendência é ficar sempre neste patamar elevado de produção.
De acordo com Celso Torino, o novo patamar foi possível devido a uma série de melhorias internas na área técnica da hidrelétrica, envolvendo operação, manutenção, engenharia e obras, além de uma melhor coordenação com os parceiros externas de Itaipu – Eletrobras, ONS, Furnas e Copel, no Brasil, e Ande, no Paraguai.
Alguns comparativos da geração de 2013
No Paraná, é o suficiente para suprir o consumo de energia elétrica anual de:
- 21 cidades do porte de Curitiba;
- 73 cidades do porte de Londrina;
- 140 cidades do porte de Cascavel;
- 186 cidades do porte de Foz do Iguaçu.
Em relação às cidades, estados e regiões brasileiras, é suficiente para suprir todo o consumo de energia elétrica:
- do Brasil por 79 dias;
- da Região Sul por um ano e três meses;
- da Região Sudeste por cinco meses;
- do Estado do Paraná por três anos e sete meses.
- do Estado de São Paulo por oito meses e 24 dias;
- da cidade de São Paulo por três anos e quatro meses;
- da cidade de Campinas por 31 anos;
- da cidade do Rio de Janeiro por seis anos e sete meses.
Em termos de países latino-americanos, é suficiente para suprir o consumo de energia elétrica:
- da Argentina por nove meses e 22 dias;
- do Paraguai por oito anos;
- do Chile por um ano e seis meses;
- da Venezuela por um ano;
- de toda a América Latina (excluindo o Brasil) por 89 dias.
Em relação a outros países, a produção de 2013 atenderia de energia elétrica:
- China por sete dias;
- Estados Unidos por nove dias;
- Índia por um mês e nove dias;
- Japão por um mês e cinco dias;
- Portugal por um ano e 11 meses;
- Alemanha por dois meses;
- França por dois meses e 14 dias;
- Reino Unido por três meses e 12 dias;
- Espanha por quatro meses e 16 dias.
Ou o mundo todo por aproximadamente dois dias. (ambienteenergia)


Chuvas irregulares e as incertezas do nível dos reservatórios

Chuvas irregulares trazem incertezas quanto ao nível dos reservatórios
NOS revisou PMO de janeiro que aponta redução de afluências no Sudeste e Nordeste; preços no mercado livre continuam estáveis.
A situação do setor elétrico está melhor do que no ano passado, essa é a opinião unânime dos especialistas ouvidos pela Agência CanalEnergia. Contudo, a incerteza ainda domina as estimativas de como será 2014. Tanto é assim que a revisão do PMO de janeiro, publicado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico em 03/01/14, considerou a irregularidade das chuvas no país com a redução da previsão de afluência no Nordeste e Sudeste. Esse fator resultou no aumento do custo marginal de operação e redução da expectativa de aumento do nível de reservatórios. Apesar das variações, os preços no mercado livre permanecem no patamar de R$ 192 por MWh para a energia convencional e em cerca de R$ 220 por MWh na incentivada, já considerando o desconto da TUST.
De acordo com o relatório InfoPLD, publicado em 03/01/14 pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, os reservatórios no Sudeste, a principal reserva de armazenamento, estavam a 42,8% ao final de 2013. Esse patamar é 14% acima do registrado um ano antes. Na região Sul o nível dos lagos estava 24% acima na mesma base de comparação.
A recuperação dos reservatórios do Nordeste começou a ser vista pelo ONS em dezembro, quando atingiu o nível crítico de pouco mais de 22% de energia armazenada. Em janeiro, as barragens iniciaram o ano com 10 pontos percentuais acima do mês anterior.
O próprio operador explicou essa elevação em seu relatório como uma anomalia positiva de precipitação na bacia do São Francisco, além do Tocantins, Doce e Jequitinhonha, por conta da Zona de Convergência do Atlântico Sul. Contudo, a perspectiva de comportamento dos reservatórios das hidrelétricas ainda é uma incógnita, apesar desse fenômeno que alcançou duas das principais bacias do país ter seu efeito positivo para o SIN.
Em sua revisão, o ONS alterou significativamente os dados de energia armazenada para o final do mês de janeiro. De acordo com o gerente geral de Risco e Inteligência de Mercado da Ecom Energia, Carlos Caminada, esses dados são alterados semanalmente e neste caso levam em conta a previsão de pouca chuva que as regiões Sudeste e Nordeste deverão ter.
A expectativa do mercado já era de que o nível de reservatórios estimado no PMO da primeira semana operativa deste ano não deveria mesmo se confirmar. Na opinião do vice-presidente da Comerc, Fábio Fernandes, a estimativa de que o Nordeste alcançasse quase o dobro do que apresentava no inicio da semana passada em termos de armazenamento, passando de 30,9% para 57,9% poderia ocorrer somente se chovesse muito. De acordo com ele, seria necessário um volume 150% da MLT. Para ele, a previsão do ONS - de 120% da MLT para a região - não seria suficiente para elevar ao patamar projetado inicialmente.
Segundo o documento publicado pelo Operador, o subsistema Sudeste/Centro Oeste poderá encerrar a quinta semana operativa de janeiro a 48,1% (ante previsão anterior de 52,7%), já o Sul passou a ter expectativa de 74,6% (ante 54,8%). No Nordeste e Norte é que vem as maiores alterações: a primeira região está com previsão de alcançar 51,9% (esperava-se na semana passada 57,9%) e na maior região do país o nível de armazenamento deverá saltar de 42,7% para 74%, segundo o último relatório.
Como esperado pelo executivo da Comerc, como resultado da previsão de afluências e consequente elevação do CMO, o PLD apresentou elevação. O CMO médio para todos os submercados e cargas, à exceção da leve no Norte, passaram de pouco mais de R$ 245 por MWh para mais de R$ 280 por MWh. A CCEE divulgou que o aumento do PLD ficou na casa de 15%, já na carga leve na região Norte recuou 53%.
Essa elevação foi justamente o resultado da redução das afluências nas regiões Nordeste e Sudeste, que elevou os preços em quase todos os subsistemas, exceção apenas ao Norte, cuja previsão de armazenamento aumentou, como demonstrado na revisão do PMO. (canalenergia)