terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Demanda por energia elétrica deve crescer 3,8% ao ano entre 2026 e 2030

O documento, referência fundamental para decisões de política energética, expansão da oferta e estratégias de mercado, projeta que a carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) deve crescer, em média, 3,8% ao ano no período de 2026 a 2030.

A EPE, o ONS e a CCEE divulgaram sua projeção de crescimento da carga no Sistema Interligado Nacional, incluindo a projeção de crescimento de 1,6% em 2025, em comparação com 2024, chegando a 81.302 MW médios.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgaram em 04/12/25, as Previsões de Carga para o Planejamento Anual da Operação Energética – 2026-2030. A perspectiva é de crescimento médio anual de 3,8% da carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) no período.

Para 2025, os estudos apontam para um crescimento de 1,6% em relação a 2024, com a carga projetada de 81.302 MW médios. A estimativa considera os dados verificados até novembro e as previsões divulgadas no Programa Mensal da Operação (PMO) de dezembro. Em 2026, espera-se uma expansão de 4,6% frente a 2025, atingindo 85.067 MW médios. Em 2030, espera-se uma carga de 98.151 MW médios.

A projeção de crescimento do PIB para 2025 foi mantida em 2,3%. Houve, também, suave redução de 0,1 ponto percentual nas projeções do índice para o período de 2026 a 2029, devido à expectativa de manutenção da política monetária restritiva por um período mais prolongado. No horizonte de médio e longo prazo, prevê-se que a implantação da reforma tributária contribua para aumentar a produtividade da economia e encorajar investimentos, especialmente em infraestrutura.
Importância estratégica do estudo para o setor elétrico

As Previsões de Carga do PLAN são consideradas um dos insumos mais relevantes para o planejamento energético nacional. Elas influenciam desde análises de expansão da transmissão e da geração até decisões empresariais ligadas a portfólios de compra, estratégias de longo prazo no mercado livre, avaliação de riscos e projeções de preço.

O crescimento acelerado previsto para o período 2026-2030 reforça a necessidade de:

Consolidar investimentos em infraestrutura,

Ampliar a resiliência da operação,

Integrar novas tecnologias ao sistema,

Fortalecer mecanismos de flexibilização e resposta da demanda,

Acelerar projetos que permitam acompanhar a transição energética.

Dada a rápida evolução do setor, especialmente com o avanço de fontes renováveis variáveis e novas cargas emergentes, as previsões de carga se tornam ainda mais essenciais para o equilíbrio estrutural e a segurança operativa do SIN.
Relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) prevê expansão sustentada no consumo elétrico nos próximos 2 anos, com protagonismo das fontes renováveis e da energia nuclear.
Demanda global por eletricidade crescerá até 2026 e exigirá redes mais resilientes e investimentos em flexibilidade. (pv-magazine-brasil)

Prefeitura de SP libera mais R$ 156 milhões para eletrificação de ônibus

São Paulo atinge a marca de mais de mil ônibus elétricos e revoluciona a mobilidade urbana no Brasil.
A Prefeitura de São Paulo está destinando outros R$ 156,3 milhões para financiar a eletrificação de seu sistema de transportes coletivos. Os recursos foram autorizados no final de novembro de 2025 e serão destinados a quatro operadoras – Express, A2 Transportes, Pêssego e Alfa Rodobus.

Os recursos da prefeitura cobrem a diferença nos preços entre os veículos elétricos e os convencionais a diesel. Até o final de outubro, a prefeitura já havia liberado o pagamento de mais de R$ 1,49 bilhão em subvenções às operadoras; os recursos tiveram origem no Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES.

Com nova entrega de 60 veículos e tecnologia inédita de recarga, capital paulista evita o consumo de 35 milhões de litros de diesel por ano.
Prefeitura de SP autoriza R$ 156 milhões para eletrificação da frota das empresas Express, A2 Transportes, Pêssego e Alfa Rodobus.

A Prefeitura de São Paulo chegou a um marco histórico na mobilidade sustentável do Brasil e entregou à cidade o milésimo ônibus elétrico da frota municipal de transportes públicos. Com os 60 novos veículos apresentados no Pacaembu, a capital soma agora 1.009 coletivos movidos a energia limpa — sendo 820 a bateria e 189 trólebus —, que representam redução de 35 milhões de litros de óleo diesel consumidos por ano.

A entrega do milésimo ônibus marca o início da programação especial da Prefeitura voltada à sustentabilidade e à preparação para a COP30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, encontro global anual para discutir e negociar ações contra as mudanças climáticas que será realizado neste mês, em Belém (PA). A Prefeitura realiza ao longo desta semana uma programação especial que destaca o papel da capital paulista nas discussões globais sobre meio ambiente, inovação e sustentabilidade. Veja aqui a agenda completa.

A substituição da frota movida a diesel por veículos elétricos vem transformando o ar da metrópole. Levando em conta somente os 60 novos ônibus incorporados à rede, deixarão de ser consumidos 2,1 milhões de litros de diesel por ano, o que representa 5,2 mil toneladas de CO2 a menos na atmosfera — o equivalente ao plantio de 6.400 árvores por ano cada.
Em seu discurso, o prefeito lembrou da importância desse legado para as gerações futuras e de como as ações na capital podem inspirar outras cidades. “Hoje é um dia de muita alegria para a cidade de São Paulo, mas também para o Brasil, porque o que acontece aqui acaba reverberando para o país inteiro”, disse o prefeito Ricardo Nunes durante a entrega dos veículos. “Essa entrega representa melhor qualidade do ar, melhor qualidade do nosso meio-ambiente, representa a saúde, representa um avanço gigantesco, mais de 2 bilhões e meio de investimentos”.

Além do impacto ambiental, os ônibus elétricos oferecem viagens mais confortáveis e tecnológicas. Todos contam com ar-condicionado, tomadas USB, Wi-Fi e um sistema de monitoramento inteligente SmartSampa, o maior da América Latina, que já conecta 35 veículos à central de segurança da Prefeitura.

Para isso, a Prefeitura buscou uma solução alternativa com a implantação do BESS (Battery Energy Storage System) — um sistema pioneiro de armazenamento de energia elétrica nas garagens. O BESS funciona como um “powerbank gigante”, capaz de acumular energia nos horários de menor consumo e recarregar as baterias dos ônibus de forma mais eficiente, evitando sobrecarga na rede e garantindo a operação contínua da frota.

Segundo o prefeito, a adoção dessa tecnologia resolve um dos principais gargalos para a expansão do transporte elétrico. “Encontramos uma solução nacional para o carregamento das baterias. Hoje temos energia garantida, ônibus sendo fabricados no Brasil e R$ 6 bilhões levantados para ampliar a frota. Agora São Paulo pode acelerar de vez nessa transição limpa”, destacou Nunes.
Os investimentos, que contam com financiamento do BNDES e do Banco do Brasil, fazem parte do Programa de Metas 2025–2028.

Para Nunes, o avanço paulistano serve de referência nacional e chega em um momento estratégico, às vésperas da COP30 no Brasil. “O que estamos fazendo aqui é COP na prática. São Paulo mostra que sustentabilidade não é discurso, é ação. Cada novo ônibus elétrico é uma prova concreta de que é possível crescer cuidando do planeta”.

“A descarbonização do transporte coletivo é um desafio complexo e o prefeito Ricardo Nunes tem se empenhado pessoalmente para criar alternativas e trazer soluções. Isso tem permitido a cidade avançar e se tornar um exemplo para o Brasil”, disse o secretário de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Caldeira.
Motorista do milésimo ônibus elétrico, Elaine Cristina Cotrim, 49 anos, falou da importância desse investimento da Prefeitura. “Acho muito importante a cidade contar com mais ônibus elétricos, porque ajuda a diminuir a emissão de gases poluentes”, disse. Elaine falou também da gratidão por trabalhar com essa nova tecnologia e dos ganhos para a própria saúde. “Antes dirigia ônibus a diesel e trabalhar com um elétrico é muito prazeroso. É silencioso e mais confortável para os passageiros”. (prefeitura.sp.gov)

Participação brasileira de fontes renováveis é 4 vezes superior à média global

Participação brasileira de fontes renováveis é quatro vezes superior à média global, aponta estudo.
Ministério de Minas e Energia (MME) publicou em 01/12/25, a edição de 2025 da Resenha Energética Brasileira. O documento, que apresenta dados do ano de 2024, consolida informações de diversas fontes, como a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de oferecer uma perspectiva comparativa do ponto de vista internacional, com países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e médias globais.

O secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, Gustavo Ataíde, destacou que a Resenha é mais um instrumento de monitoramento das políticas energéticas. "Esta nova edição da Resenha Energética evidencia o aprimoramento contínuo das políticas do setor e reafirma o caminho do aproveitamento dos recursos nacionais e da diversificação da matriz. Continuaremos trabalhando para fortalecer a transição energética e assegurar o protagonismo do Brasil no cenário global”, afirmou.

Nesse sentido, a edição traz a confirmação de que as fontes renováveis atingiram 50% da matriz energética brasileira em 2024, um avanço de 0,9% em relação ao ano anterior. Com isso, o Brasil se coloca em posição de destaque mundial, com uma participação de renováveis quase quatro vezes superior à média global de 14,2% e significativamente acima do verificado nos países da OCDE (13%). Esse crescimento foi impulsionado, principalmente, pela expansão da energia solar, que registrou aumento de 33,2%, seguida pela eólica (12,4%) e pelos óleos vegetais (28,35%).
Com energias renováveis representando metade da matriz, Brasil supera média global e da OCDE, impulsionado por solar, eólica e biocombustíveis.

Um dos destaques foi a Oferta Interna de Energia (OIE), que alcançou seu maior nível histórico, chegando a 322 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep), com crescimento de 2,4% em relação a 2023. Enquanto as fontes renováveis avançaram, as não renováveis mantiveram-se estáveis, com leve recuo no consumo de petróleo e derivados.

No setor de transportes, o consumo final de energia cresceu 2,7%, com destaque no uso de biocombustíveis: o etanol registrou alta de 15,6% e o biodiesel, 19,2%. Esse movimento foi reforçado pela sanção da Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), que estabelece mandatos para biocombustíveis, biometano e diesel verde.

No campo da eficiência energética, o Brasil mostrou evolução consistente. O Índice ODEX, que mede os ganhos de eficiência do país, indica que em 2023 estávamos 11,8% mais eficientes do que em 2005. Resultado do fortalecimento de políticas e programas do governo, como o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) que, desde 1986, já economizou cerca de 263 bilhões de quilowatt-hora (kWh).

A Resenha Energética Brasileira 2025 reafirma o papel do Brasil como uma das nações com a matriz energética mais limpa e diversificada do mundo, em linha com seus compromissos climáticos e com a construção de um futuro energético mais seguro e inclusivo. O MME disponibiliza um painel interativo on-line com todos os dados da Resenha, assegurando transparência e utilidade para pesquisadores, empresas e cidadãos. (biodieselbr)

domingo, 4 de janeiro de 2026

Painéis solares de perovskita com base de vidro da Panasonic

Painéis solares de perovskita com base de vidro da Panasonic testados em janelas de escritório.
Panasonic Inova com Janelas que Geram Energia Solar Utilizando Perovskita

Descubra como a gigante Panasonic inovou convertendo janelas comuns em geradoras de energia renovável através das células solares de perovskita.

A Panasonic está testando painéis solares de perovskita transparentes em janelas de escritórios no Japão, em parceria com a YKK AP, integrando geração de energia em arquiteturas de vidro com diferentes níveis de transparência e design personalizado via impressão a jato de tinta, visando edifícios de emissão líquida zero e redefinindo a integração solar em estruturas urbanas.

O que são esses painéis:

Tecnologia de Perovskita: Material semicondutor que permite a criação de células solares leves, flexíveis e, crucialmente, transparentes ou semitransparentes.

Integração Arquitetônica: A camada fina de perovskita é impressa em substratos de vidro, transformando janelas e fachadas em geradores de energia sem comprometer a luz natural.
Como funciona o teste:

Parceria: A Panasonic colabora com a YKK AP, fabricante de materiais de construção, para testar protótipos em janelas de escritório.

Customização: Os protótipos possuem transparência variada (de 20% a quase transparente) e padrões decorativos, permitindo flexibilidade para diferentes aplicações em edifícios.

Objetivo: Integrar energia solar em espaços não convencionais, atendendo à demanda por edifícios sustentáveis e de emissão líquida zero, como parte de uma estratégia de eletrificação urbana.

Vantagens e Desafios:

Vantagens: Potencial para alta eficiência, versatilidade de design, personalização e integração harmoniosa em edifícios urbanos.

Desafios: Como outras tecnologias de perovskita, a durabilidade a longo prazo em comparação com painéis de silício ainda precisa de comprovação em condições reais, embora avanços em células tandem (perovskita + silício) visem solucionar isso.

A fabricante japonesa de eletrônicos está testando sua tecnologia fotovoltaica de perovskita à base de vidro em janelas de escritório fabricadas pela YKK AP, uma empresa de materiais de construção.

A fabricante japonesa de eletrônicos Panasonic Holdings e a YKK AP, empresa de materiais de construção, estão testando a instalação de janelas feitas com painéis solares fotovoltaicos (PV) de perovskita à base de vidro da Panasonic.

O objetivo do teste é “examinar os métodos de instalação de janelas internas e confirmar sua viabilidade”, disse um porta-voz à pv magazine.

No estudo, o painel solar fotovoltaico de perovskita tipo vidro da Panasonic é utilizado em quatro janelas internas YKK com caixilhos de madeira resistentes às intempéries, medindo 723 mm x 1.080 mm. O projeto não inclui a verificação do desempenho de geração de energia.

A transparência e o padrão do material perovskita de película fina são personalizados em cada um dos quatro protótipos, com um padrão decorativo em um deles e acabamentos semitransparentes a quase transparentes nos outros.

A empresa afirmou que a transparência dos painéis fotovoltaicos é controlada com precisão pelo grau de processamento, com o desempenho da geração de energia variando de acordo. “Isso possibilita escolhas flexíveis de acordo com a aplicação no edifício e o ambiente de instalação”, disse a Panasonic em comunicado.

A Panasonic vem desenvolvendo a tecnologia solar de perovskita há mais de uma década. Recentemente, avançou no uso da impressão a jato de tinta para dispositivos de grande área. Em 2023, seus dispositivos de perovskita com base em vidro de 802 cm² apresentavam uma eficiência de conversão de energia certificada de 18,1%, um resultado superior aos 17,9% registrados em 2023 pela pv magazine para um dispositivo do mesmo tamanho.

Um dos recursos inovadores deste vidro é sua transparência, fator que até então tem representado um desafio nas soluções de vidro solar. Ao absorver a energia solar diretamente, o vidro gera eletricidade, protegendo o interior do edifício dos raios solares. Nesse sentido, o objetivo da Panasonic é oferecer uma solução que se encaixe em uma ampla gama de estruturas arquitetônicas e atendendo as necessidades energéticas do local.

Panasonic Inova com Janelas que Geram Energia Solar Utilizando Perovskita. (pv-magazine-brasil)

Pegada de carbono do consumo digital no Brasil

Pegada de carbono do consumo digital no Brasil: Onde estão os custos invisíveis.
O Brasil digitalizou a rotina, do streaming à nuvem, do Pix aos games, e isso tem custo climático. A boa notícia é que nossa matriz elétrica é majoritariamente renovável, o que puxa a intensidade de carbono para baixo. A má é que volume importa. Com quase todo o país online, cada hora a mais de vídeo, cada upgrade de tela e cada aparelho novo entram na conta.

O que pesa mais e o que pesa menos

Estudos indicam que, em média, uma hora de streaming na Europa emite ~55 gCO2e, com o dispositivo do usuário (TV, celular, console) respondendo pela maior parte das emissões, e data centers e redes com parcelas menores, de acordo com o Carbon Trust. Ou seja, tela maior e brilho no máximo costumam pesar mais do que a nuvem em si.

No Brasil, a pegada tende a ser menor que a europeia, porque a eletricidade tem intensidade de carbono mais baixa. Em abril/2025, o fator médio do Sistema Interligado Nacional foi de 0,0289 tCO2/MWh (≈ 28,9 gCO2/kWh), e 88,2% da oferta de energia elétrica em 2024 veio de fontes renováveis, sendo 56,1% hídrica e 23,7% solar e eólica.

Escala brasileira: Muita gente, muitas telas

Do lado das redes, o 5G traz maior eficiência energética por gigabyte transportado, ajudando a desacoplar crescimento de tráfego e consumo. Mas a soma de horas de uso ainda é determinante, já que mais vídeo, mais chamadas e mais jogos significam mais watts na conta.

Jogos, cassinos online e plataformas sociais operam com tickets baixos e sessões frequentes. É aí que minutos viram horas. Em títulos casuais e apostas de baixo tíquete, o impacto climático não está no valor do lance, mas no tempo de tela, no hardware (PC, console ou celular) e na qualidade gráfica escolhida.

Ou seja, jogos rápidos e com gráficos simples tem menor pegada de carbono. Por exemplo, ao fazer uma aposta no jogo Mines, faz toda a diferença se o jogo está sendo acessado pelo smartphone ou pelo computador. A adaptabilidade do game ajuda nessa questão. Além de ser possível escolher o nível de dificuldade (definindo as dimensões da grade e a quantidade de minas), o tamanho da tela também é uma eleição pessoal.
A regra é a mesma do streaming. Quanto maior a tela e a taxa de quadros, mais energia do seu lado. Além disso, a conectividade já é massiva. Em 2024, 85% dos lares urbanos tinham internet. A TV tornou-se o segundo dispositivo mais usado para acessar a rede (60%), atrás do celular (99%).

Isso importa porque TVs consomem mais energia que smartphones, elevando a pegada do streaming em casa, mesmo com rede elétrica mais limpa. Nos bastidores, data centers responderam por 1,7% do consumo total de eletricidade do país em 2024, com projeção de chegar a 3,6% em 2029, segundo a Agência Internacional de Energia, ainda bem abaixo de setores como o industrial (36%) e residencial (28%).

O bônus limpo do Brasil só dura se a gente usar melhor

Mesmo com eletricidade majoritariamente renovável, o efeito-escala do consumo digital pode apagar essa vantagem. A conta real está no dispositivo e no tempo de uso. Se o usuário reduz a qualidade do vídeo e prioriza telas menores, a pegada de carbono cai sem “desligar” a economia digital.
Custo Brasil: Obstáculo Invisível que dificulta o nosso Progresso Sustentável.

Enquanto o mundo busca soluções para descarbonizar a economia e tornar a produção mais eficiente, o Brasil ainda enfrenta um entrave silencioso que compromete seu desenvolvimento: o Custo Brasil.

Trata-se de um conjunto de ineficiências sistêmicas, burocracias excessivas e custos elevados que afetam diretamente nossa capacidade de produzir, exportar, competir e atrair investimentos.

E o muito mais grave: prejudica a transição para uma economia verde, porque torna mais caro e lento qualquer processo de inovação. (ecodebate)