quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Toyota desenvolve veículo elétrico de dois lugares e teto solar

A Toyota Manufacturing UK diz que está liderando um consórcio para investigar a viabilidade de um veículo elétrico leve de micro mobilidade com teto fotovoltaico, conectividade digital e componentes sustentáveis.
Veículo conceitual Toyota FT-Me.

Um consórcio liderado pela Toyota Manufacturing UK, uma subsidiária da Toyota Motor, está investigando a viabilidade de um veículo elétrico leve de dois lugares com energia solar fotovoltaica integrada, conectividade digital e componentes sustentáveis.

O estudo de viabilidade se concentrará em um veículo do tipo L6e de última milha modelado no conceito de micro mobilidade FT-Me da Toyota anunciado no início deste ano. Um tipo L6 é um veículo de 4 rodas ou quadriciclo com velocidade máxima de 45 km.

O projeto inclui um teto solar integrado ao veículo (VIPV) a ser projetado, desenvolvido e validado pelo parceiro do consórcio Savcor, uma empresa de tecnologia finlandesa. O VIPV destina-se a estender a autonomia em 20%, “criando uma solução que suporta o uso diário médio sem carregar”, disse a Toyota Manufacturing UK em um comunicado à imprensa.

ELM Mobility, com sede no Reino Unido, que possui seu próprio veículo de micro mobilidade, um tipo L7eCU maior com volume de carga de 4 m², de acordo com seu site, pesquisará o potencial para maximizar os componentes compartilhados. Esse trabalho tem o potencial de reduzir os custos de desenvolvimento duplo e, ao mesmo tempo, criar economias de escala, de acordo com a empresa.

Toyota FT-Me recarrega com energia solar e dispensa pedais e habilitação

Componentes de conectividade digital e o uso de materiais reciclados leves e sustentáveis também estão planejados.

Liderado por uma equipe da Toyota em Derby, Inglaterra, o projeto será apoiado por pesquisadores da Universidade de Derby, que fornecerão experiência em comportamento do usuário de micro mobilidade e viabilidade de energia solar.

Os parceiros do consórcio garantiram £ 15 milhões (US$ 20 milhões) em financiamento equivalente, de acordo com um anúncio separado do Departamento de Negócios e Comércio do Reino Unido, observando que o financiamento é do programa de Pesquisa e Desenvolvimento Colaborativo do Centro de Propulsão Avançada do Reino Unido (APC), visando tecnologias de emissão zero e novos conceitos de mobilidade.

Outro exemplo recente de energia solar fotovoltaica sendo usada com veículos leves de micro mobilidade é o consórcio European Giants, que está desenvolvendo protótipos integrados ao VIPV de veículos das classes L5, L6 e L7 fornecidos por vários fabricantes internacionais. E no ano passado, a equipe francesa Croisière Verte usou um Citroën Ami modificado para demonstrar o potencial de veículos elétricos portáteis solares e compactos e leves em uma jornada continental africana.

A principal característica da cabine é a ausência dos pedais, já que todo controle do carro é feito pelo volante multifuncional. Esta função, um tanto quanto diferente, permite que usuários de cadeira de rodas o utilizem sem nenhuma modificação. Além disso, o pequeno carro também tem conectividade, graças a um aplicativo próprio que transforma o celular do usuário em quadro de instrumentos. (pv-magazine-brasil)

Qual estação favorece mais a geração de energia solar no Brasil?

Primavera ou verão: qual estação favorece mais a geração de energia solar no Brasil?

Verão geralmente favorece a geração de energia solar no Brasil devido aos dias mais longos e à maior incidência de radiação solar, resultando em um potencial de produção maior. No entanto, as altas temperaturas do verão podem diminuir a eficiência dos painéis, enquanto a primavera oferece uma combinação de dias ensolarados e temperaturas moderadas, o que pode ser mais eficiente.

Verão

Vantagens: Os dias são mais longos e o sol é mais intenso, o que faz com que os painéis captem mais luz e gerem mais eletricidade. Essa alta produção pode gerar créditos de energia para serem usados posteriormente, especialmente porque as temperaturas elevadas no verão também aumentam a demanda por eletricidade (com o uso de ar-condicionado, por exemplo).

Desvantagens: O calor excessivo pode reduzir a eficiência dos painéis fotovoltaicos, diminuindo sua capacidade de geração em comparação com dias mais frescos.

Primavera

Vantagens: Apresenta um equilíbrio entre dias ensolarados e temperaturas mais amenas, o que é ideal para a eficiência dos painéis. A menor incidência de chuva e a maior quantidade de dias ensolarados comparados ao outono e inverno a tornam uma época muito favorável para a geração.

Desvantagens: Os dias são um pouco mais curtos do que no verão, o que pode resultar em um pico de produção ligeiramente menor em comparação.

No verão, a região interior e oeste do Brasil apresenta um recurso solar inferior à primavera. Porém, nas demais regiões do país, o verão é a estação predominante em termos de disponibilidade de radiação solar, especialmente na região Sul. Em novo artigo para a pv magazine Brasil, o meteorologista da Tempo OK Jorge Rosas analisa as diferenças entre as estações para a geração solar.
Brasil é um dos melhores países para a produção de energia solar por ocupar uma posição de destaque nesse cenário, graças à sua localização privilegiada e condições climáticas favoráveis, o país reúne características únicas que o tornam ideal para o desenvolvimento de projetos solares.

Há quem diga que o verão é a melhor estação para a geração de energia solar, afinal, os dias são mais longos e o sol está mais alto no céu. No entanto, fatores como o calor excessivo e pancadas de chuva podem reduzir a eficiência dos painéis solares. Outros apostam na primavera, devido as temperaturas mais amenas. Mas essa estação muitas vezes é marcada pela formação de corredores de umidade, que também limitam a irradiância solar. A dúvida, então, persiste: afinal, é na primavera ou no verão que os sistemas fotovoltaicos produzem mais energia?

A resposta é: depende. Apesar de a primavera e o verão apresentarem características astronômicas relativamente similares, a meteorologia mostra que o predomínio de diferentes sistemas meteorológicos pode levar a diferenças significativas e, portanto, o predomínio de uma estação ou outra depende da região específica.

Para entender essa variação, é importante analisar o recurso solar desde o momento em que ele chega ao topo da atmosfera, em uma superfície horizontal ortogonal ao raio solar, a chamada irradiância no topo da atmosfera, ou TOA (Top of Atmosphere).

Na figura 1, é possível observar a série temporal dos valores de TOA. Quanto maior esse valor, maior é a quantidade de energia solar incidente esperada no topo da atmosfera. No entanto, não é apenas isso que influencia o potencial solar no topo da atmosfera, fatores como a declinação solar, que é a inclinação do eixo da Terra em relação ao plano do Sol ao longo do ano, e a posição geográfica da região, também exercem grande influência.

Figura 1: irradiância solar no topo da atmosfera em uma superfície horizontal ortogonal ao feixe solar (TOA).

Ao observar a série temporal dos valores de TOA, pode parecer que a quantidade de energia solar disponível é relativamente estável ao longo do tempo e muito similares entre a primavera e verão, apenas dependendo dos parâmetros astronômicos. Mas, na prática, o que realmente importa é o que chega à superfície considerando os processos de extinção da radiação solar por meio da absorção e do espalhamento pelos componentes atmosféricos.

Para captar essa realidade com mais precisão, a Tempo OK calcula as climatologias (Figura 2), que mostram o comportamento do recurso solar diário em superfície usando dados de satélite. Os dados revelam para o Brasil que nem sempre o recurso solar é maior em verão ou primavera, portanto, esse recurso precisa ser analisado regionalmente.

Figura 2: declinação terrestre como exemplo para o ano 2025, esta variável apenas depende do dia do ano, em cores ou sombras se mostram os dias correspondentes as estações primavera e verão.

No verão, a região interior e oeste do Brasil apresenta um recurso solar inferior à primavera. Porém, nas demais regiões do país, o verão é a estação predominante em termos de disponibilidade de radiação solar, especialmente na região Sul. Nesse caso, os sistemas meteorológicos predominantes são os que determinam esse comportamento.

Na Figura 3 podem ser resumidas as diferenças climatológicas da irradiação solar diurna média entre a primavera e o verão. No verão, sistemas transientes chegam com menor frequência às regiões Sul e Sudeste, especialmente sobre o mar e a costa, resultando em menor nebulosidade e, consequentemente, maior irradiação solar nessas áreas. Por outro lado, na região amazônica e Norte do Brasil, o verão é caracterizado pelo aumento do transporte de umidade e da atividade convectiva local, o que eleva a nebulosidade e, portanto, reduz a irradiação em superfície.

Figura 3: diferenças entre a irradiação média do Verão com a primavera. Valores positivos (vermelhos) correspondem a valores onde o verão é superior a primavera.

Esse cenário reforça a importância de uma análise regionalizada, sustentada por dados climatológicos confiáveis. Com ferramentas como o TOK Solar, da Tempo OK, profissionais e empresas podem acompanhar informações de irradiância e climatologia em tempo real, testar diferentes cenários e tomar decisões mais precisas e estratégicas.

A eficiência dos sistemas fotovoltaicos não depende apenas de fatores astronômicos, mas em grande medida, da meteorologia. (pv-magazine-brasil.com)

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

15 aparelhos que brasileiros buscam carregar com energia solar

De ar-condicionado a drone: 15 aparelhos que brasileiros buscam carregar com energia solar.

De acordo com o levantamento, cerca de 600 mil buscas mostram o interesse dos internautas por itens movidos a energia solar. Ar-condicionado, chuveiro e geladeira continuam no topo, refletindo o desejo de reduzir o consumo dos maiores vilões da conta de luz.
Nos últimos 12 meses, cerca de 600 mil pesquisas foram registradas no Google Brasil buscando por termos relacionados a eletrodomésticos e eletrônicos movidos a energia solar, de acordo com levantamento da Aldo Solar, distribuidora de equipamentos de energia solar.

A pesquisa revela os 15 principais aparelhos que fazem a população repensar o consumo de energia. A lista dos 15 aparelhos mais buscados revela que ar-condicionado, chuveiro e geladeira continuam no topo, refletindo o desejo de reduzir o consumo dos maiores vilões da conta de luz. Também chama a atenção o grupo de aparelhos tecnológicos e portáteis.

O avanço mais interessante vem dos aparelhos tecnológicos e portáteis.

Celulares, notebooks, drones e câmeras têm ganhado destaque nas pesquisas, evidenciando a procura por autonomia energética fora de casa — em viagens, acampamentos, áreas rurais ou até situações de emergência. Outros itens, como lâmpadas e refletores, seguem a mesma lógica. São fáceis de instalar, funcionam de forma independente e ampliam a segurança e a iluminação em espaços externos.

Já a busca por energia solar associada a termos como ventiladores, roteadores, televisores, aquecedores, freezers e frigobares mostra como a energia solar começa a integrar pequenos negócios, hospedagens e áreas de lazer.

(pv-magazine-brasil.com)

Brasil está pronto para liderar biocombustíveis em aviões e navios

Brasil está bem posicionado para liderar a produção de biocombustíveis para aviação e navegação devido à sua forte base agrícola, maturidade tecnológica e capacidade de inovação. A transição energética para o transporte marítimo e aéreo é uma oportunidade estratégica para o país, embora seja necessário reforçar o marco regulatório interno, garantir o acesso a investimentos e atuar ativamente em negociações internacionais.

Vantagens do Brasil

Matéria-prima abundante: A agricultura diversificada, com culturas como soja, milho e cana-de-açúcar, garante uma base sólida para a produção de biocombustíveis.

Produção sustentável: O Brasil possui tecnologia para expandir a produção sem comprometer a segurança alimentar e a preservação ambiental.

Inovação: O país se destaca pela sua capacidade de inovação e busca por soluções mais eficientes para o setor de biocombustíveis.

Potencial de mercado: A demanda global por combustíveis sustentáveis abre uma grande oportunidade para o Brasil se posicionar como fornecedor.

Desafios e próximos passos

Regulamentação: É preciso simplificar as regulamentações internas para incentivar a produção e o consumo de biocombustíveis.

Investimento: A falta de acesso a investimentos a preços competitivos e apoio bancário pode dificultar a expansão do setor.

Negociação internacional: O Brasil precisa atuar ativamente nas negociações globais para que outros países reconheçam o alto padrão dos produtos nacionais.

Tecnologia: Além da matéria-prima, é fundamental investir em tecnologia para liderar a inovação do setor.

A próxima Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30) é uma oportunidade para o Brasil reforçar seu compromisso com os biocombustíveis e debater o tema com outros países.

O Brasil está pronto para avançar na produção de biocombustíveis para navios e aviões. Porém, decisão da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) de adiar por um ano a definição de metas globais obrigatórias de descarbonização do transporte marítimo trouxe frustração e cautela ao setor.

O adiamento do primeiro sistema global de precificação de carbono do transporte marítimo, previsto no quadro Net-Zero, é visto por especialistas como resultado de táticas de postergação. Sendo o primeiro do mundo, o mecanismo exigiria que os navios pagassem taxas pelo descumprimento de metas de intensidade de carbono gradualmente crescentes, o que, de acordo com estimativas, deve gerar até US$ 15 bilhões por ano em financiamento a partir de 2030.

No entanto, Estados Unidos (EUA), Arábia Saudita, Rússia e outros países produtores de petróleo adotaram uma prática de atraso processual. A moção de adiamento foi apresentada, em reunião na última semana, por Singapura e submetida à votação pela Arábia Saudita.

Alguns delegados acreditam que suspender as negociações dará aos países mais tempo para chegar a um consenso sobre esta importante lei climática. Outros temem que os Estados Unidos — que chegaram a ameaçar tarifas e sanções a países em desenvolvimento que apoiassem o acordo — ampliem a pressão para adiar sua adoção definitiva.

Papel do Brasil

Apesar do impasse internacional, o Brasil surge como um dos países mais bem posicionados para liderar a nova fronteira dos biocombustíveis sustentáveis. Segundo estudo da Boston Consulting Group (BCG), o país reúne uma combinação de vantagens naturais, industriais e tecnológicas para capturar uma fatia relevante do mercado global de energia limpa.

O Brasil é, atualmente, o segundo maior produtor mundial de biocombustíveis, referência em agricultura regenerativa e detentor de um dos menores custos de energia renovável do planeta — cerca de US$ 33 por megawatt-hora. Além disso, possui experiência em rastreabilidade, por meio do programa RenovaBio, e capacidade logística consolidada, o que, de acordo com a BCG, coloca o país em posição estratégica para atender à futura demanda de combustíveis sustentáveis para aviação (SAF) e navegação (BioBunk).

Conforme a BCG, o mercado global de combustíveis marítimos sustentáveis poderá movimentar entre US$ 180 bilhões e US$ 250 bilhões por ano até 2050. Desse volume, o Brasil poderia capturar entre 8% e 10%, o equivalente a até US$ 25 bilhões anuais em exportações de biocombustíveis. Há ainda o potencial de gerar entre 200 mil e 300 mil empregos diretos e indiretos.

Segundo Camilo Adas, diretor de Transição Energética da Be8, o Brasil já dispõe da infraestrutura necessária para aproveitar a oportunidade dessa demanda global, especialmente no curto prazo. “O Brasil tem um potencial enorme em biocombustíveis, com uma longa tradição e estrutura consolidada desde 2005. Hoje, já é possível abastecer com biodiesel praticamente em qualquer porto do país, o que nos coloca em vantagem para atender ao transporte marítimo sustentável”, destaca.

Na avaliação de Adas, o país pode contribuir para as metas de redução de emissões por meio do uso de biodiesel, diesel renovável (HVO) e etanol, cada um com diferentes aplicações e prazos de adoção. O biodiesel, por exemplo, pode ser utilizado sem alterações nos motores marítimos, enquanto o etanol exige adaptações, mas é considerado promissor pela ampla oferta interna e histórico de uso desde o proálcool.

Combustível sustentável para aviação

Além das discussões para uso de biocombustíveis para navegação, está em andamento a transição dos combustíveis da aviação. Há cerca de três anos, a Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO) iniciou a implementação de mandatos de uso gradual de combustíveis sustentáveis, o chamado SAF (Sustainable Aviation Fuel).

Esse combustível pode ser produzido por diferentes rotas tecnológicas, como:

• HEFA: hidrotratamento de óleos vegetais

• Álcool-to-jet: fabricado a partir do etanol de segunda geração, que utiliza bagaço de cana e resíduos agrícolas.

Essas rotas devem ampliar a demanda por biocombustíveis no Brasil à medida que as metas internacionais de mistura forem crescendo. Além disso, há também a demanda interna. A legislação brasileira para o combustível do futuro já prevê uma introdução gradativa do SAF, com percentuais de mistura crescentes, o que tende a impulsionar novos investimentos na cadeia produtiva. “O Brasil tem as rotas mais favoráveis para SAF. Se não der certo aqui, dificilmente vai dar em outro lugar porque a gente produz três safras ao ano, enquanto outros países produzem uma e com neve”, afirmou Tarcísio Soares, gerente de estratégia e negócios da Airbus, durante a 25ª Conferência Internacional Datagro sobre açúcar e etanol.

Brasil tem potencial para produzir muitos bilhões de litros de bioquerosene a partir de resíduos (biomateriais sustentáveis).

Agro como base

O potencial da produção de biocombustíveis no Brasil está diretamente ligado à força do agronegócio. A diversidade de matérias-primas agrícolas — como soja, milho, cana e trigo — reforça essa vantagem competitiva. “O Brasil tem um agro pujante, com alta tecnologia e capacidade de múltiplas safras. Conseguimos produzir intensamente, preservando nossas florestas e recuperando terras degradadas”, observa o diretor da Be8.

Segundo ele, nesse cenário, o etanol de milho vem ganhando força. Além disso, pesquisas com cereais de inverno, como o triticale, apontam novas possibilidades sem competição direta com a produção de alimentos. (biodieselbr)

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Veículos abastecidos com 100% biocombustível cruzaram país rumo a COP30

 Veículos abastecidos com 100% biocombustível vão cruzar país a caminho da COP30.

4 veículos (2 caminhões e 2 ônibus) da Mercedes-Benz, abastecidos com um novo biocombustível 100% renovável da Be8 (BeVant), cruzaram o Brasil em uma "Rota Sustentável" até a COP30 em Belém (PA). A iniciativa, uma parceria da Mercedes-Benz do Brasil e da produtora de biodiesel Be8, tem como objetivo avaliar o desempenho e as emissões do biocombustível e mostrar os benefícios da transição energética. A caravana começou em Passo Fundo (RS), já passou por São Bernardo do Campo (SP) e chegou em Belém em 05/11/2025.

Iniciativa: A "Rota Sustentável COP30" é um projeto que busca apresentar dados sobre o desempenho e as emissões do novo biocombustível.

Objetivo: Avaliar o novo biocombustível Be8 BeVant® e mostrar como a inovação pode auxiliar na redução de emissões, com o objetivo de contribuir para os debates na Conferência do Clima (COP30).

Veículos: 2 caminhões (Mercedes-Benz Actros Evolution) e 2 ônibus rodoviários (Mercedes-Benz O 500).

Combustível: Biocombustível 100% renovável da Be8, que pode substituir o diesel em qualquer motor diesel sem a necessidade de adaptação, segundo a empresa.

Trajeto: A rota de aproximadamente 4.000 km passa por 9 estados (RS, SC, PR, SP, MG, GO, DF, TO, MA e PA) com destino a Belém, no Pará, onde a COP30 será realizada.

Desempenho: Os testes iniciais indicam que não houve alteração em torque ou potência, e o consumo foi mantido, segundo os motoristas envolvidos.

Chegada: A previsão de chegada em Belém é 05/11/2025.

2 caminhões e 2 ônibus percorreram cerca de 4.000 quilômetros em projeto idealizado pela Be8 e Mercedes-Benz para comparar emissões entre combustível renovável e fóssil.

Um grupo de 4 veículos – 2 caminhões e 2 ônibus – percorreram um trajeto de aproximadamente 4.000 kms entre Passo Fundo (RS) e Belém no estado do Pará.

O biodiesel está indo – muito literalmente – à COP30. Um grupo de 4 veículos – 2 caminhões e 2 ônibus – percorreu um trajeto de aproximadamente 4.000 kms entre Passo Fundo (RS) e Belém (PA) com o objetivo de demonstrar as vantagens ambientais de substituir o diesel de origem fóssil por biocombustíveis. O projeto, chamado Rota Sustentável, foi idealizado por uma parceria entre a fabricante de biocombustíveis Be8 e a Mercedes-Benz.

A ideia é que a frota chegue à capital paraense em 05/11/2025, durante as atividades da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), onde os veículos ficaram expostos no espaço que a Be8 vai montar durante o evento. Em 30/10/25 o comboio passou por Brasília (DF), onde a iniciativa foi apresentada ao presidente Lula, a ministros e parlamentares.

Rota sustentável COP 30 avalia desempenho e emissões de novo biocombustível 100% renovável

Caravana percorre quatro mil quilômetros de Sul a Norte com energia renovável e resultados positivos.

Os pares de veículos foram abastecidos de formas distintas: um com óleo diesel B convencional, comprado em postos ao longo do caminho, e o outro com BeVant – um tipo de biodiesel destilado desenvolvido e patenteado pela Be8, que pode substituir integralmente o diesel de petróleo em veículos não modificados. Todos os veículos usados na iniciativa são de linha e equipados com motores BlueTec 6, sem qualquer modificação. Para simular as condições normais de operação, os caminhões foram carregados com 20 toneladas de mantimentos que serão doados a comunidades de Belém.

O abastecimento dos veículos que rodarão com BeVant será feito por um caminhão-tanque que acompanhará o comboio durante todo o trajeto.

Segundo Camilo Adas, diretor de Transição Energética da Be8, as conversas para realizar esse teste de longo curso com foco na COP30 já vinham ocorrendo desde o começo do ano. “A Mercedes tem uma filosofia de testagem muito robusta, porque faz esse tipo de teste em campo de forma recorrente e tem um grande conhecimento das estradas do Brasil”, explicou.

Rota Sustentável' vai percorrer Brasil com biocombustível rumo à COP 30

Medições

O trajeto também será acompanhado por uma equipe de técnicos do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), que medirá o consumo dos veículos para estimar as emissões de carbono e de outros poluentes. As medições ocorreram em 4 pontos da rota: na fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo (SP), em Brasília (DF), Imperatriz (MA) e na parada final, em Belém (PA).

Na primeira parcial – que cobre o trecho de aproximadamente 1.000 km entre Passo Fundo e São Bernardo do Campo –, as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) dos veículos abastecidos com BeVant foram 99% menores em comparação às das unidades que rodaram com B15 convencional. Esse número reflete a performance do tanque à roda, ou seja, o quanto os veículos estão emitindo isoladamente.

Quando consideradas também as emissões geradas ao longo do processo produtivo do BeVant – análise do poço à roda –, a vantagem do biocombustível puro fica em 65%. Vale ressaltar que o diesel usado já contém 15% de biodiesel renovável.

“Esta caminhada é a materialização de um novo momento da mobilidade brasileira, mostrando ao mundo, durante a COP30, que o Brasil está preparado para ser protagonista da transição energética com soluções reais e acessíveis, com entrega imediata de descarbonização”, afirmou o presidente da Be8, Erasmo Battistella.

Na corrida para COP30 tem biodiesel 100% renovável

“Mais do que uma demonstração técnica, a Rota Sustentável COP30 é um marco simbólico. Ela mostra que cada quilômetro percorrido com biocombustível nacional é um passo em direção ao protagonismo brasileiro na transição energética global”, completou Battistella. (biodieselbr)