Matriz energética e o impacto ambiental
O entendimento vem com o nível cultural e intelectual de cada pessoa. Aprendizagem, conhecimento e sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança em agregar novos valores aos já existentes.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
TCE Sergipe inaugura carport solar de 609 kWp
Carpot
Solar
O
Carport Solar é um abrigo de veículos que, em sua cobertura, não possui telhas
ou outro tipo de telhado convencional, mas, sim, módulos fotovoltaicos que
captam energia solar. Assim, ao mesmo tempo em que protege os veículos do sol,
esse tipo de estacionamento produz eletricidade por meio de painéis solares.
Os
carports aproveitam muito melhor a área que seria destinada a um estacionamento
comum ao também servir para gerar energia solar fotovoltaica, que, além de
propiciar uma grande economia financeira, reduz as emissões de dióxido de
carbono. Entre os benefícios da usina modelo carport solar está a proteção dos
veículos contra danos causados pela exposição ao sol e à chuva.
Esses painéis captam a luz do sol e convertem a energia solar em energia elétrica, a qual pode suprir a demanda instantânea do usuário ou ser inserida na rede elétrica, caso a geração ultrapasse o consumo, gerando créditos energéticos que, depois, são utilizados para abater valores na conta de luz.
TCE inaugura usina fotovoltaica e avança no uso de energia limpa e sustentável
O
Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE) inaugurou em 17/12/25, sua
usina fotovoltaica no modelo carport ou estacionamento solar. A iniciativa tem
como objetivo ampliar o uso de energia limpa e renovável, reduzir custos com
energia elétrica e reforçar o compromisso institucional com a sustentabilidade.
Para a presidente do TCE/SE, conselheira Susana Azevedo, a entrega da usina representa a concretização de um projeto alinhado às boas práticas ambientais e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
“É um sentimento de muita felicidade, de dever cumprido. Saber que o Tribunal de Contas passa a utilizar energia limpa, gerada pelo nosso sol do Nordeste, e que isso contribui diretamente para a sustentabilidade e para o cumprimento das ODS da ONU, torna este um dia de muita alegria não apenas para mim, mas para todos que participaram do projeto”, destacou a presidente.
O procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Eduardo Côrtes, também ressaltou a importância da iniciativa, classificando a obra como um marco para a administração pública estadual.
“Hoje, o Tribunal inaugura uma obra extraordinária, que o coloca na vanguarda da sustentabilidade em Sergipe. É um exemplo a ser seguido, estimulando que outros órgãos do sistema de justiça e da administração pública desenvolvam projetos semelhantes”, afirmou.
Além do impacto ambiental positivo, a implantação da usina trará economia significativa aos cofres públicos. A expectativa é de uma redução aproximada de R$ 50 mil por mês nos gastos com energia elétrica do Tribunal.
De acordo com o auditor de Controle Externo I, Gerson Araújo, a usina possui capacidade de geração anual de cerca de 780 mil quilowatts-hora. “Foram instaladas 1.050 placas solares, cada uma com potência de 580 watts, totalizando quase 600 mil watts em placas instaladas. O sistema conta ainda com cinco inversores de 100 quilowatts cada, somando 500 quilowatts de potência instalada”, explicou.
Entre
os benefícios adicionais do projeto estão a modernização dos sistemas de
iluminação e climatização da Corte, além do fortalecimento das ações voltadas à
eficiência energética, à responsabilidade ambiental e à gestão sustentável dos
recursos públicos. (tce.se.gov)
Corte de geração fotovoltaica pode chegar a 27,7% em 2030
Por
que isso acontece?
Crescimento
Exponencial da Solar: A energia solar (tanto distribuída quanto centralizada)
tem crescido muito, superando o ritmo de crescimento da demanda elétrica.
Excesso
de Oferta: Em certos períodos, especialmente no meio do dia, a geração solar é
tão alta que excede o consumo, desequilibrando o sistema.
Necessidade
de Gestão: O ONS precisa intervir, cortando a geração de usinas (inclusive
solares) ou diminuindo o despacho de hidrelétricas para manter a estabilidade,
o que resulta em perdas de energia e receita.
O
Que Pode Acontecer:
Cortes
de Geração: Redução da produção de usinas solares, principalmente as maiores
(centralizadas), para equilibrar o sistema.
Impacto
na Geração Distribuída (GD): Embora a GD (painéis em casas e comércios) tenha
um tratamento diferente, a alta penetração também contribui para o desafio de
gestão do SIN.
Busca
por Soluções: O setor busca inovações como armazenamento (baterias), projetos
híbridos e melhor gerenciamento da demanda para absorver essa energia.
Em
resumo, a questão não é a falta de energia solar, mas o desafio de integrá-la
de forma eficiente e estável ao sistema elétrico, especialmente nos horários de
pico de produção, o que pode levar a cortes de geração.
Já em 2026, o nível dos cortes de geração solar centralizada deve chegar a 23,5% na média anual. A maior parte dos cortes fica concentrada nos períodos de 09h até 16h, coincidindo com o pico de geração solar distribuída. O Operador Nacional do Sistema recomendou que a expansão da geração solar centralizada e distribuída não continue avançando em ritmo superior ao crescimento da carga diurna no SIN.
O corte de geração solar centralizada no Brasil, já em um patamar alto em 2025, deve continuar aumentando nos próximos anos chegando a 27,7% do potencial de geração em 2029, segundo projeções divulgadas em 16/12/25 pelo Operador Nacional do Sistema. Já em 2026, o nível dos cortes de geração solar centralizada deve chegar a 23,5% na média anual. Para a fonte eólica, o nível de curtailment previsto é menor, indo de 10,5% em 2026 e permanecendo em 11% nos anos seguintes até 2029.
A maior parte dos cortes fica concentrada nos períodos de 09h até 16h, coincidindo com o pico de geração solar distribuída, quando o nível dos cortes pode chegar a 73%. Nesse intervalo, os cortes podem atingir montantes superiores a 40 GW a 50 GW nos cenários mais críticos, notadamente em fins de
e
feriados, quando a carga supervisionada no período diurno atinge seus valores
mínimos.
Na
manhã e no entardecer, entre as 7h e 09h e no período de 16h até as 18h, os cortes
chegam a 37,8%. À noite, das 18h até as 7h, o nível de corte permanece mínimo,
abaixo de 4%.
A
integração de novos grandes consumidores, especialmente de data centers no
Nordeste, pode reduzir os cortes, mas de forma limitada. A análise do ONS estima
que mesmo com a inserção de 4 GW de novas cargas em um cenário de sensibilidade
avaliado para 2029, a redução de cortes foi inferior a 800 MWmédios, reforçando
que o curtailment é um fenômeno concentrado em determinados intervalos e com
tendência estrutural.
O
ONS alerta que uma redução mais significativa do curtailment não dependerá
apenas da integração de grandes consumidores ou de recursos de flexibilidade,
como armazenamento ou resposta da demanda, mas de um conjunto integrado de
medidas estruturantes. O Operador menciona a necessidade de racionalizar
políticas públicas, incentivos e subsídios para que “a expansão da geração
sobretudo solar centralizada e distribuída não continue avançando em ritmo
superior ao crescimento da carga diurna no SIN“.
Atualmente,
cerca de 25% da capacidade instalada no SIN, sendo 43,5 GW na MMGD e 20 GW em
usinas do Tipo III, estão instalados na distribuição, fora do controle da ONS.
Em
novembro, o ONS enviou à Aneel um plano de gestão de excedente de energia na
rede de distribuição, mirando principalmente as usinas do Tipo III, que não
englobam a MMGD, mas incluem pequenas usinas solares conectadas na rede de
distribuição e algumas usinas de autoprodução.
O
plano sugere que o ONS acione as distribuidoras quando for identificado risco
de esgotamento dos recursos de redução de geração centralizada para controle de
frequência da rede.
Em um primeiro momento, as distribuidoras Cemig, Energisa MT, Copel, Elektro, Celesc, Equatorial GO, Energisa MS, Coelba, RGE, EDP ES e Neoenergia PE foram chamadas a criar uma Instrução de Operação específica para atender aos comandos do ONS. Essas distribuidoras também devem enviar ao operador um inventário atualizado da capacidade de redução da geração nas usinas Tipo III das suas áreas de concessão.
Para além do plano voltado para usinas do Tipo III, o ONS também recomendou uma série de ações regulatórias para aprimorar esse relacionamento com as distribuidoras na administração da geração distribuída. O projeto “Interface ONS-DSO”, iniciado em 2024 e finalizado no primeiro semestre de 2025, foi executado em parceria com as consultorias PSR e Diamon, e apresentou recomendações para a criação de um marco regulatório para a gestão das usinas classificadas como Tipo III e da MMGD em colaboração com as distribuidoras de energia. (pv-magazine-brasil)
sábado, 24 de janeiro de 2026
Petrobras entra no mercado solar com a Lightsource bp e acelera renováveis no Brasil
O
acordo prevê a aquisição de 49,99% das subsidiárias da bp no Brasil e a gestão
compartilhada dos projetos com um pipeline de até 1,5 GW em desenvolvimento,
incluindo uma das maiores usinas solares do Ceará já em operação.
No Brasil
Rio de Janeiro - Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio.
A
Petrobras e a Lightsource bp anunciaram a assinatura de uma parceria
estratégica para atuação conjunta no segmento de energia renovável no Brasil,
marcando a entrada da estatal na geração solar em larga escala. O acordo prevê
a aquisição de 49,99% das subsidiárias da Lightsource bp no país e a criação de
uma joint venture com gestão compartilhada, condicionada às aprovações
regulatórias.
Com
a iniciativa, a Petrobras amplia sua presença no mercado de fontes renováveis e
avança em sua estratégia de transição energética justa, indo além dos projetos
solares já desenvolvidos para consumo próprio em refinarias. A parceria cria
uma plataforma para a expansão em novos negócios de baixo carbono, incluindo
soluções de armazenamento de energia e atendimento a outros consumidores.












