quinta-feira, 18 de junho de 2026

Motoristas de aplicativo aumentam até 70% na margem de lucro com carros elétricos

Levantamento nacional da plataforma GigU foi realizado com base em dados operacionais de 56 mil motoristas em 22 estados brasileiros e mostra que a margem média dos condutores de veículos elétricos chega a 57%, enquanto nos automóveis a combustão o índice fica em 36,8%.
Entre motoristas de aplicativo, a troca dos veículos a combustão por modelos elétricos aumenta a rentabilidade da atividade, revela levantamento divulgado em abril/2026 pela plataforma GigU, especializada em análise de desempenho de motoristas de aplicativo.  Segundo o estudo, profissionais que utilizam carros elétricos conseguem obter até 70% mais lucro em comparação aos veículos movidos a gasolina ou etanol. A troca também influencia a relação desses profissionais com o mercado de energia.

O estudo foi realizado com base em dados operacionais de 56 mil motoristas em 22 estados brasileiros e mostra que a margem média dos condutores de veículos elétricos chega a 57%, enquanto nos automóveis a combustão o índice fica em 36,8%.

A principal diferença está justamente no custo operacional. Com a substituição dos combustíveis fósseis pela eletricidade, o gasto por quilômetro rodado cai significativamente, reduzindo o impacto da volatilidade dos preços dos combustíveis sobre a renda dos trabalhadores.

O efeito prático, segundo especialistas do setor energético, é uma mudança estrutural na lógica financeira da atividade. Se antes o abastecimento era o principal fator de pressão sobre os ganhos, agora a energia elétrica passa a ocupar papel central no orçamento dos motoristas.

Carros elétricos para motoristas de aplicativo 70% menos custos

Para o diretor da Coesa Energia, Luís Fernando Roquette, o avanço dos carros elétricos cria uma nova dinâmica de consumo energético e aproxima os motoristas de soluções alternativas de fornecimento de energia.

“O carro elétrico muda completamente a lógica de custo do motorista. A energia passa a ser o principal insumo da atividade, e hoje já existem alternativas que permitem reduzir esse gasto sem investimento inicial, o que impacta diretamente a renda de quem depende do veículo para trabalhar”, afirma.

Segundo Roquette, o crescimento da mobilidade elétrica também começa a impulsionar o interesse por modelos como geração distribuída, energia solar compartilhada e energia por assinatura, especialmente entre profissionais que utilizam o veículo como ferramenta diária de trabalho.

A mudança ocorre em meio à consolidação do carro elétrico como alternativa financeiramente competitiva no país. Nos grandes centros urbanos, motoristas de aplicativo relatam redução relevante nos gastos mensais com abastecimento e manutenção, dois dos principais custos da atividade.

Além da economia com combustível, os veículos elétricos também apresentam menor necessidade de manutenção mecânica, devido à redução do número de componentes móveis e à ausência de itens como óleo lubrificante, velas e sistemas tradicionais de combustão.

O movimento tende a ampliar a conexão entre os setores de mobilidade e energia nos próximos anos. Com o crescimento da frota elétrica, a discussão sobre infraestrutura de recarga e custo da eletricidade deve ganhar protagonismo semelhante ao que os combustíveis tiveram nas últimas décadas.

Para Roquette, a transformação já começou e deve impactar diretamente a forma como consumidores enxergam o mercado energético.

Motoristas da Uber descobriram forma de lucrar até 70% a mais

“A energia deixa de ser apenas uma despesa doméstica e passa a fazer parte da estratégia de renda de milhares de trabalhadores. Isso muda a percepção do consumidor e acelera a busca por soluções mais eficientes e econômicas”, diz. (pv-magazine-brasil)

terça-feira, 16 de junho de 2026

Brasil adiciona 4,4 GW de capacidade solar no 1º trimestre

Brasil adiciona 4,4 GW de capacidade solar no primeiro trimestre/2026.
O Brasil registrou um forte avanço na energia solar no 1º trimestre de 2026, adicionando cerca de 4,4 GW de nova capacidade, impulsionado pela conexão de grandes usinas centralizadas, totalizando mais de 67 GW de capacidade instalada no país. Este crescimento consolidou a fonte como segunda maior na matriz elétrica nacional, com destaque para a Bahia, Minas Gerais e Ceará.

Destaque de Março: Em março/2026, 25 novas usinas solares centralizadas entraram em operação, somando 1.109 MW adicionais.

Expansão Contínua: O país superou as projeções internacionais de crescimento, impulsionado pela geração centralizada e distribuída.

Desafios: Apesar do recorde, o rápido aumento gera a necessidade de maior capacidade de armazenamento e melhoria na rede de transmissão para evitar desperdício de energia (curtailment).

Com esse ritmo, a energia solar supera 17% de participação na matriz elétrica, acumulando R$ 195 bilhões em investimentos desde 2012.

Capacidade adicionada ganhou impulso de 25 usinas centralizadas que somam 1.109 MW e foram conectadas em março. Se mantiver até o final do ano o ritmo observado nos primeiros 3 meses, o país poderia adicionar mais de 13 GW em 2026.

Complexo Solar Barro Alto, da Newave e Gerdau, conectado em março de 2026.

O Brasil adicionou 4,4 GW de capacidade solar entre janeiro e março/26, puxada pela conexão de 25 usinas centralizadas em março, que somam 1.109 MW. Apesar do novo impulso, de acordo com o acompanhamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as novas conexões centralizadas devem desacelerar até o final do ano.

O país adicionou 2.295 MW de geração solar centralizada até março, quase metade do total de 4.704 MW previstos para serem adicionados em 2026. Apesar de, nos últimos anos, a expansão da geração solar ter se baseado em contratos no mercado livre de energia, quase um quarto da capacidade adicionada esperada para este ano virá de projetos contratados em leilões para atender o mercado regulado, ou 1.087 MW.

Na geração distribuída, foram registrados 2.177 MW da fonte solar entre janeiro e março, em 245,112 mil novos sistemas — uma média de 8,8 kW por micro ou miniusina solar. Os novos sistemas geram créditos para 315,624 mil unidades consumidoras.

Se o país mantiver o ritmo de conexão observado nos três primeiros meses de 2026 até o final do ano, poderá adicionar 8,7 GW na geração distribuída. Somados aos 4,7 GW previstos na geração centralizada, totalizarão 13,4 GW.

Esse resultado seria um pouco maior do que o projetado pela Absolar no início de 2026, que esperava um crescimento em torno de 10 GW para este ano, mas ainda está longe dos crescimentos expressivos nas adições anuais observadas no Brasil há 2 anos.

Além de ter atingido um patamar alto de expansão anual, acima dos 10 GW desde 2022, o setor enfrenta restrições e gargalos de conexão à rede, tanto na geração distribuída quanto na centralizada, além de mudanças de regras setoriais. Nesse cenário, a oferta de soluções para além da instalação de sistemas fotovoltaicos, incluindo a oferta de eficiência energética, substituição de equipamentos, sistemas de armazenamento (BESS) e migração para o mercado livre de energia — é apontada como um caminho para manter os negócios no setor.

Brasil terá 68 GW nos próximos cinco anos, estima Solar Power Europe.

Brasil deve adicionar 44 GW de potência de energia solar até 2027.

Solar Power Europe aponta que o país terá taxa de crescimento anual de 23%, apesar das perspectivas de apoio político serem incertas.

 (pv-magazine-brasil)

domingo, 14 de junho de 2026

Sistema híbrido de energia das marés e fotovoltaica

Sistema híbrido de energia das marés e fotovoltaica para implantação de renováveis ​​em canais.

Pesquisadores no Brasil desenvolveram e simularam um conceito de parque flutuante híbrido de energia maremotriz e fotovoltaica para canais estuarinos, analisando os efeitos de esteira, o espaçamento das turbinas e as compensações energéticas híbridas. Os resultados mostram que a integração de energia fotovoltaica com turbinas hidrocinéticas melhora a produção energética geral, compensando as perdas relacionadas à esteira e otimizando as configurações modulares do parque.
Pesquisadores brasileiros desenvolveram um conceito híbrido de geração de energia das marés e fotovoltaica para implantação modular de energia renovável em canais estuarinos.

Em seu estudo de simulação, a equipe investigou a recuperação longitudinal da esteira, seu efeito na eficiência do conjunto de turbinas eólicas e as relações de compromisso entre o espaçamento entre as turbinas, a capacidade instalada e a produção de energia. A esteira se refere ao fluxo turbulento de água a jusante de uma turbina após a extração de energia, o que pode reduzir o desempenho das turbinas subsequentes.

“Embora o presente trabalho seja ilustrado por meio de um estudo de caso no Canal do Boqueirão, a metodologia proposta não é específica para esse local e pode ser estendida a outros canais estuarinos com características semelhantes, como restrições geométricas, grandes amplitudes de maré, correntes fortes e disponibilidade favorável de recursos solares”, afirmou a equipe. “Portanto, a estrutura fornece uma base útil para a avaliação de pré-viabilidade de parques energéticos hidro cinéticos e híbridos modulares em ambientes estuarinos”.

Segundo os pesquisadores, o regime de marés no Canal do Boqueirão é semi diurno, com um período de aproximadamente 12,4 horas. A região apresenta amplitudes de maré superiores a 6 m e velocidades de corrente frequentemente acima de 2,5 m/s, resultando em uma densidade de potência máxima de 7,63 kW/m² e uma densidade energética anual de 17,96 MWh/m². Cerca de 82,5% das velocidades de corrente anuais estão dentro da faixa de operação da turbina, de 0,5 a 2,0 m/s.. Para o componente fotovoltaico, a área recebe forte irradiação solar de cerca de 5 a 5,5 kWh/m² por dia, ou aproximadamente 1.900 kWh/m² anualmente.

O componente de geração de corrente de maré foi baseado na turbina hidrocinética Yarama, uma turbina de eixo horizontal com seis pás e difusor integrado, projetada para condições de baixa velocidade em estuários e rios. Ela possui uma potência hidráulica nominal de 5 kW, uma potência elétrica efetiva de 4 kW, uma velocidade de partida de 0,5 m/s e uma velocidade de parada de 2,4 m/s. A turbina apresenta um diâmetro de garganta de 1,21 m, um diâmetro externo de 1,64 m e um comprimento de difusor de 1 m.

Antes de incorporar a energia fotovoltaica ao sistema, os pesquisadores estimaram o rastro das turbinas usando simulações numéricas. Com base nisso, descobriram que um espaçamento lateral de 3D (onde D representa o diâmetro da turbina) resultou em perda de desempenho praticamente nula. Em contrapartida, o espaçamento longitudinal teve um efeito significativo: quando as turbinas foram posicionadas a 40D de distância uma da outra na direção do fluxo, o coeficiente de potência da turbina a jusante caiu de 0,88 para 0,64 devido às perdas por rastro. O aumento do espaçamento para 50D e 60D melhorou o coeficiente de potência a jusante para 0,76 e 0,80, respectivamente, demonstrando que um espaçamento maior permite melhor recuperação do rastro e maior rendimento energético.

No entanto, o espaçamento das turbinas reduz o número de unidades que podem ser instaladas na área disponível, criando um dilema entre a produção de energia e a capacidade instalada. Portanto, os cientistas decidiram instalar painéis solares no topo de cada turbina, em uma plataforma flutuante do tipo catamarã. Cada unidade híbrida tem 4,5 m de comprimento e 2,0 m de largura, com pontões de 0,45 m de diâmetro e um suporte vertical de 1,5 m que conecta a estrutura flutuante à turbina submersa. O sistema fotovoltaico consiste em quatro painéis montados acima da plataforma, com uma capacidade combinada de 2,48 kW e uma eficiência de 23%.
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Os pesquisadores simularam o sistema híbrido como uma fazenda flutuante instalada em uma área piloto de 0,5 km × 3 km no Canal do Boqueirão. Cada fazenda continha entre uma e 17 colunas, com cada coluna composta por 138 unidades híbridas de energia das marés e fotovoltaicas dispostas lado a lado ao longo do canal. Para cada configuração da fazenda, a equipe também testou espaçamentos longitudinais de 40D, 50D e 60D entre as colunas.

A série de simulações mostrou que uma fazenda com espaçamento longitudinal de 40D e 3 colunas geraria 5,186 GWh de energia por ano, com um custo nivelado de energia (LCOE) de US$ 0,36/kWh. Expandir o layout para quatro colunas aumentaria a geração anual para 6,401 GWh, com um LCOE de US$ 0,37/kWh, enquanto uma configuração com cinco colunas atingiria 7,468 GWh/ano com um LCOE de US$ 0,38/kWh.

Para a configuração 50D, seis colunas gerariam 10,043 GWh/ano a um LCOE de US$ 0,33/kWh, oito colunas gerariam 12,466 GWh/ano a US$ 0,33/kWh e o layout com 11 colunas geraria 15,605 GWh/ano a US$ 0,35/kWh. Para a configuração 60D, nove colunas gerariam 15,002 GWh/ano a US$ 0,30/kWh, 12 colunas gerariam 18,680 GWh/ano a US$ 0,31/kWh e o layout máximo com 17 colunas geraria 23,956 GWh/ano a US$ 0,32/kWh.

Os resultados também indicaram que, embora os efeitos de esteira levem a uma redução na produção de energia das turbinas hidrocinéticas a jusante, a integração da geração fotovoltaica ajuda a compensar parcialmente essas perdas. Consequentemente, a configuração híbrida melhora a produtividade geral do local, aumentando o rendimento energético total e fazendo um uso mais eficaz dos recursos ambientais disponíveis.

“De modo geral, o estudo confirma que os sistemas híbridos hidro cinéticos - fotovoltaicos representam uma solução tecnicamente viável e economicamente promissora para a implantação modular de energia renovável em canais estuarinos”, concluíram os acadêmicos. “A metodologia proposta fornece uma estrutura robusta de apoio à decisão para a avaliação de projetos em estágio inicial, permitindo comparações realistas entre configurações de painéis, estratégias de espaçamento e níveis de hibridização”.

O sistema foi apresentado em “Design and techno-economic assessment of a hybrid diffuser-augmented hydrokinetic–PV array in an estuarine channel”, publicado na revista Energy Conversion and Management. Cientistas da Universidade Federal do Maranhão, da Universidade Federal de Itajubá, do Instituto Federal do Maranhão e da Universidade Estadual de Campinas contribuíram para a pesquisa. (pv-magazine-brasil)

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Eletrificação e hidrogênio surgem como solução para descarbonizar transporte pesado

O transporte rodoviário de cargas representa 40% das emissões totais do setor de energia. Atualmente, 94% desse setor ainda opera com combustíveis fósseis. Um relatório sobre, baseado em patentes, sobre as tendências de inovação e tecnologias de descarbonização de caminhões e ônibus em todo o mundo aponta para novos.

A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena) lançaram em 11/05/26 um novo Relatório sobre o Panorama de Patentes ligados à Descarbonização do Transporte Rodoviário Pesado. O relatório, que conta com contribuições da União Internacional de Transportes Rodoviários (IRU) e do Fórum Econômico Mundial (WEF), oferece uma análise abrangente, baseada em patentes, das tendências de inovação nas tecnologias que impulsionam a descarbonização de caminhões e ônibus em todo o mundo.

Caminhões e ônibus são responsáveis ​​por aproximadamente 31% e 9% das emissões do setor, respectivamente. Contudo, cerca de 94% desse setor ainda opera com combustíveis fósseis, tornando-o um dos alvos mais urgentes para ações de descarbonização.

Relatório analisa mais de 158.000 famílias de patentes (invenções) publicadas entre 2000 e 2024 em quatro áreas tecnológicas principais: fontes de energia de baixa emissão, infraestrutura energética, eficiência veicular e digitalização de frotas. Suas conclusões revelam um setor em rápida transformação tecnológica, mas onde o ímpeto da inovação e sua aplicação prática ainda não estão totalmente alinhados.

Eletrificação na vanguarda, hidrogênio ganha terreno

Tecnologia de hidrogênio avança no transporte pesado sul-americano com projeto pioneiro no Uruguai, integrando produção local de combustível renovável e operação logística em larga escala, enquanto montadora amplia presença global em soluções de emissão zero para longas distâncias.

As soluções de baterias elétricas emergiram como o principal caminho para a descarbonização de veículos pesados. A participação de patentes relacionadas a tecnologias de descarbonização cresceu de apenas 7% de todas as patentes de transporte pesado em 2000 para aproximadamente 20% em 2024, com as baterias representando sozinhas 73% de todas as patentes de fontes de energia de baixa emissão em 2024. As patentes de infraestrutura energética apresentaram um crescimento superior a 2.200% no mesmo período, principalmente devido a patentes relacionadas a soluções de carregamento e redes inteligentes.

As tecnologias de hidrogênio, embora ainda em menor escala, estão ganhando impulso significativo. A atividade de patentes relacionadas a células de combustível e infraestrutura de hidrogênio praticamente dobrou entre 2019 e 2024, sugerindo que o hidrogênio pode desempenhar um importante papel complementar, particularmente em aplicações de longa distância, onde as soluções elétricas as baterias enfrentam limitações de autonomia e recarga.

Motores a hidrogênio e elétrico serão a grande sacada para economia e sustentabilidade no setor de transportes.

Um cenário de inovação geograficamente concentrado

A atividade de inovação é altamente concentrada. A China lidera em volume absoluto de patentes, com as publicações anuais de patentes por inventores chineses subindo de apenas 11 em 2000 para cerca de 7.300 em 2024. Os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha e a República da Coreia completam os cinco primeiros, com mais de 6 mil patentes casa. A Suécia (1.166 patentes) e a Alemanha (10.588) se destacam por sua especialização relativa excepcionalmente alta em tecnologias de descarbonização de veículos pesados, refletindo a força de suas indústrias de fabricação de caminhões. O Brasil publicou 1.080 patentes em fontes de energia de baixa emissão para transporte pesado em 2024. Embora não apareça no ranking, a Índia é destacada como local de inovação de crescimento mais rápido em diversas áreas tecnológicas, impulsionada por iniciativas governamentais de apoio à implantação de ônibus elétricos.

Gigantes corporativos dominam o cenário da inovação. Toyota lidera o ranking de patentes em todas as áreas tecnológicas, seguida pelas empresas Volkswagen, Hyundai, Ford e General Motors. Notavelmente, nenhuma universidade ou instituição pública de pesquisa figura entre os principais detentores de patentes, o que evidencia a natureza madura e impulsionada pela indústria da inovação neste setor.

Hidrogênio verde pode reduzir emissões, custos e dependência do petróleo nos próximos anos.

Lacuna entre inovação e implementação

Apesar do impressionante crescimento no número de patentes, o relatório destaca uma lacuna entre a atividade de inovação e a implantação de infraestrutura. O Conselho Internacional de Transporte Limpo estima que somente a União Europeia precisará de entre 60.000 e 80.000 carregadores públicos para veículos pesados ​​até 2030, em comparação com os cerca de 1.500 atualmente em operação.

A análise da Irena, que constitui um capítulo dedicado do relatório, identifica a eletrificação como o principal caminho e apresenta recomendações específicas em políticas, infraestrutura, modelos de negócios e desenvolvimento de competências para acelerar a transição. As contribuições da IRU e do WEF fornecem uma perspectiva adicional do setor. 

Baterias para veículos elétricos de transporte rodoviário pesado

Nos últimos 25 anos, os sistemas de baterias para veículos rodoviários evoluíram de tecnologias caras e de nicho para uma base comercialmente viável para carros de passeio e, cada vez mais, para caminhões e ônibus pesados. Do final da década de 1990 em diante, a química de íon-lítio emergiu como a solução dominante, superando os tipos de baterias tradicionais, como chumbo-ácido, níquel-cádmio e níquel-hidreto metálico (NiMH). Os fabricantes melhoraram rapidamente a densidade de energia das baterias de lítio, reduzindo significativamente os custos por meio da otimização da química das células, do design do pacote e da escala de produção. Esses avanços possibilitaram a implantação em larga escala de ônibus elétricos e caminhões de distribuição regional.

Olhando para o futuro, várias tendências devem influenciar a próxima fase de implantação de baterias para o transporte rodoviário pesado. É provável que as melhorias na química e na fabricação continuem: prevê-se que o custo dos conjuntos de baterias diminua ainda mais e a densidade de energia melhore, reduzindo a barreira para veículos mais pesados ​​e rotas mais longas. Um potencial disruptor pode ser a troca de baterias, que está ganhando impulso na China, permitindo custos iniciais mais baixos para os operadores, mas maiores investimentos e necessidades de baterias para os fornecedores.

Hyundai aposta no hidrogênio para transformar a América do Sul com XCIENT Fuel Cell e avança rumo a transporte sem emissões ao substituir diesel por solução energética inovadora.

Tecnologias de próxima geração, como baterias de estado sólido, baterias de lítio-enxofre e íon-sódio, estão em desenvolvimento ativos e prometem maior densidade de energia e/ou segurança, mas ainda enfrentam desafios de fabricação e tecnológicos antes de poderem ser produzidas comercialmente. Para casos de uso pesado, inovações incrementais para baterias de íon-lítio existentes, como a tecnologia célula-carroceria, baterias mais duráveis ​​e carregamento mais rápido, também devem permanecer muito importantes. (pv-magazine-brasil)

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Prefeitura de Pinhais/PR, amplia parque solar com economia anual de R$ 950.000

Prefeitura de Pinhais, no Paraná, amplia parque solar e projeta economia anual de R$ 950 mil.
A Prefeitura de Pinhais, no Paraná, consolidou sua infraestrutura sustentável com a ampliação de seu parque solar, projetando uma economia anual de aproximadamente R$ 950 mil aos cofres públicos. O sistema, que passou por expansão em 2026, utiliza energia limpa para abastecer 21 unidades públicas municipais.

Destaques do Projeto Solar em Pinhais (Dados de Maio/2026): m2.

• Geração e Economia: A geração estimada é de 1.267.200 kWh por ano, resultando em uma economia anual de R$ 950.400,00.

• Investimento: O projeto foi viabilizado com recursos próprios da prefeitura, totalizando um investimento de cerca de R$ 2,4 milhões à R$ 3 milhões.

• Funcionamento: O sistema opera na modalidade de autoconsumo remoto (on-grid) com a Copel, permitindo que o excedente gerado, especialmente em férias escolares, compense o consumo de outras unidades, como postos de saúde e secretarias.

• Locais Beneficiados: A estrutura inclui um carport solar (estacionamento coberto) no Cenforpe 2, além de painéis no Horto Municipal, sede da prefeitura e Centro de Convivência do Idoso (CCI).

Evolução da Sustentabilidade:

A cidade tem expandido sua capacidade de forma gradual. Em dezembro de 2025, o parque possuía 1.498 módulos, com uma economia estimada de R$ 845 mil, valor que foi superado pela nova expansão de 2026.

Sistema com 1.936 módulos fotovoltaicos abastece 21 unidades públicas por meio de compensação de créditos energéticos; investimento total no projeto foi de cerca de R$ 3 milhões.
A Prefeitura de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, ampliou seu parque fotovoltaico municipal e estima uma economia anual de aproximadamente R$ 950,4 mil com a geração própria de energia solar. O sistema passou a contar com 1.936 módulos fotovoltaicos integrados à rede elétrica, distribuídos em uma área de cerca de 5,4 mil m².

Segundo a administração municipal, a geração anual prevista é de 1.267.200 kWh, energia suficiente para abastecer parte significativa das unidades públicas atendidas pelo programa de compensação energética da prefeitura. O investimento total no projeto alcançou cerca de R$ 3 milhões, somando recursos próprios do município, aportes da Itaipu Binacional e verbas do Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA).

Prefeitura de Pinhais inaugura nova sede com estrutura moderna, sustentável e acessível

O modelo adotado utiliza o sistema on-grid, no qual a energia excedente produzida é injetada na rede da Copel e convertida em créditos energéticos. Esses créditos são utilizados para compensar o consumo de 21 unidades municipais, incluindo prédios administrativos, escolas, centros municipais de educação infantil (Cmeis) e unidades de saúde.

Entre as estruturas instaladas está um carport solar no Cenforpe 2 — estacionamento coberto com painéis solares inaugurado neste ano — além de sistemas já implantados em locais como o Horto Municipal, a sede da prefeitura e o Centro de Convivência do Idoso (CCI).

De acordo com a prefeitura, o sistema também permite otimizar o consumo energético entre diferentes prédios públicos. Em períodos de baixa demanda, como férias escolares, a energia excedente pode ser redirecionada automaticamente para unidades com funcionamento contínuo, como secretarias municipais e serviços de saúde.

São José dos Pinhais (PR) inaugura escultura solar que abastece o Terminal de Ônibus Afonso Penha.

O município vem expandindo gradualmente sua infraestrutura solar. Em dezembro/2025, o parque fotovoltaico municipal contabilizava 1.498 módulos e uma economia anual estimada em R$ 845 mil. Com a nova expansão, houve crescimento tanto da capacidade instalada quanto da projeção de redução de custos com eletricidade. (pv-magazine-brasil)