Essa queda consolida o país
entre os mercados mais competitivos internacionalmente, ficando abaixo da média
global e equiparando-se a gigantes como a China e a Índia Custo nivelado da
energia solar cai 25% no Brasil e coloca o país entre os mais competitivos do
mundo, diz Irena. A expansão dessa matriz tem sido vital para a economia de
energia, cortando até 90% dos gastos com eletricidade para consumidores Energia
solar já corta 90% da conta de luz e pode dobrar de tamanho no Brasil até 2027
e poupando bilhões em combustíveis fósseis evadidos Brasil foi o 3º país que
mais reduziu gasto com fósseis, diz relatório.
Relatório da Agência Internacional para as Energias Renováveis aponta que o custo nivelado da energia solar fotovoltaica no Brasil caiu para US$ 37/MWh em 2025, colocando o país entre os mercados mais competitivos do mundo para novos projetos de geração.
Complexo Solar Boa Sorte, em Paracatu (MG).
O custo nivelado de geração
(LCOE, na sigla em inglês) da energia solar fotovoltaica no Brasil caiu 25% em
2025, alcançando US$ 37/MWh, segundo o relatório Renewable Power Generation
Costs in 2025, divulgado nesta semana pela Agência Internacional para as
Energias Renováveis (Irena). O resultado coloca o país entre os mercados mais
competitivos do mundo para novos empreendimentos solares em escala de utilidade
pública.
Segundo o estudo, apenas
China (US$ 36/MWh) e Índia (US$ 35/MWh) registraram custos médios inferiores
aos observados no Brasil. O valor brasileiro também ficou significativamente
abaixo da média global da geração fotovoltaica, que permaneceu em US$ 44/MWh em
2025.
O levantamento mostra que,
embora o custo médio global da tecnologia tenha permanecido praticamente
estável em relação a 2024, alguns mercados conseguiram avanços expressivos
graças à combinação de equipamentos mais baratos, ganhos de produtividade e
melhores condições de implantação. O Brasil foi um dos destaques desse
movimento.
Para a Irena, a redução dos
custos dos equipamentos continuou compensando parcialmente o aumento do custo
de capital observado em diversos países, permitindo que a energia solar mantivesse
sua competitividade frente às fontes fósseis.
Segundo o relatório,
aproximadamente 91% dos novos projetos renováveis comissionados em 2025
produziram eletricidade a custos inferiores à alternativa fóssil mais barata
disponível em seus respectivos mercados.
Além da energia solar fotovoltaico, o Brasil também aparece entre os países mais competitivos na geração eólica terrestre. O estudo aponta que o custo nivelado da fonte eólica onshore no país permaneceu próximo dos menores níveis globais, reforçando a posição brasileira como um dos principais mercados para investimentos em energias renováveis.
Competitividade crescente
O relatório destaca que a
queda dos custos das tecnologias renováveis observada ao longo da última década
continua transformando a economia da geração elétrica. Entretanto, a IRENA
ressalta que a próxima etapa da transição energética dependerá menos da redução
do preço dos equipamentos e mais da expansão da infraestrutura elétrica, da
modernização das redes de transmissão, da incorporação de sistemas de
armazenamento e da redução do custo do financiamento.
Segundo a agência, em muitos
mercados os principais desafios para novos investimentos já não estão
relacionados ao custo da geração em si, mas à capacidade das redes elétricas de
absorver volumes crescentes de energia renovável e às limitações de conexão dos
empreendimentos.
No caso brasileiro, o resultado ocorre em um momento em que o setor enfrenta desafios relacionados ao curtailment, principalmente nas regiões Nordeste e Norte, evidenciando que a elevada competitividade da fonte solar precisa ser acompanhada por investimentos em transmissão, flexibilidade operativa e armazenamento de energia.
Custo da energia solar cai 25% no Brasil: País está entre os mais competitivos do mundo
Com LCOE de US$ 37/MWh,
Brasil se aproxima dos patamares da China e da Índia e permanece abaixo da
média global. (pv-magazine-brasil)




















