RN inaugura 1ª Lavanderia Agroecológica do Brasil e amplia ações de sustentabilidade social
Matriz energética e o impacto ambiental
O entendimento vem com o nível cultural e intelectual de cada pessoa. Aprendizagem, conhecimento e sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança em agregar novos valores aos já existentes.
sábado, 16 de maio de 2026
Energia solar viabiliza lavanderia coletiva voltada a mulheres rurais em RN
Aumento de quase 700 GW em 2025 comprova o avanço da energia renovável
Destaques do Crescimento em 2025:
Capacidade Adicionada: Cerca de 692 GW a 700 GW de novas fontes renováveis foram adicionadas, um novo recorde.
Protagonismo Solar: A energia solar fotovoltaica foi a principal impulsionadora, representando a grande maioria das adições.
Liderança Regional: A Ásia liderou a expansão, contribuindo com a maior parte da nova capacidade, especialmente com forte crescimento na China.
Domínio na Nova Capacidade: As fontes renováveis responderam por aproximadamente 85,6% de toda a nova capacidade de geração de energia no ano.
Resiliência e Avanço: Esse aumento demonstra o avanço contínuo das renováveis, tornando os sistemas energéticos mais resilientes.
A energia solar e a eólica estão expandindo-se rapidamente, provando ser soluções eficientes de baixo custo e com rápido tempo de implantação.
As energias renováveis
tiveram um grande avanço no mundo em 2025. O relatório “Estatísticas da
Capacidade Renovável 2026”, lançado pela Agência Internacional de Energia
Renovável (IRENA), neste início de abril, mostra que houve um aumento
significativo de 692 gigawatts (GW) na capacidade global instalada de energias
renováveis.
Enquanto o presidente dos
Estados Unidos da América (EUA) investe na predominância dos combustíveis
fósseis e promove guerras contra a Venezuela, o Irã e outros países, as
energias renováveis crescem em ritmo acima da média do aumento do PIB global.
Donald Trump tem buscado transformar os EUA em um Petroestado, aumentando as
emissões de carbono e contrariando as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris,
de 2015. Mas outros países, especialmente, a China tem investido em energias
mais limpas e na formação de um Eletroestado.
As tensões geopolíticas
estão, mais uma vez, colocando o setor energético no centro das atenções da
economia global. A guerra dos EUA e Israel contra o Irã levanta novas
preocupações sobre a segurança do abastecimento e a volatilidade dos preços dos
combustíveis fósseis. Nesse contexto, a energia renovável está ganhando
destaque como uma ferramenta para a construção de sistemas mais resilientes e
menos vulneráveis a choques internacionais.
O relatório afirma que a energia renovável dominou a expansão total da capacidade, com uma participação de 85,6%, enquanto as fontes não renováveis continuam a representar uma parcela menor das adições. Em 2025, a capacidade total de energia renovável atingiu 5.149 GW após a adição de 692 GW, um aumento anual de 15,5% em relação a 2024, como mostra o gráfico abaixo.
Em linha com os anos anteriores, a energia solar liderou o crescimento, representando 511 GW, ou aproximadamente 75% da capacidade total adicionada de energias renováveis. A energia eólica veio em seguida, com 159 GW adicionados. Juntas, a energia solar e a eólica representaram 96,8% de todas as adições líquidas de energias renováveis no ano passado, refletindo a maior redução de custos entre todas as tecnologias renováveis.
A Ásia continuou a liderar os
avanços da transição energética, contribuindo com 74,2% de toda a nova capacidade
de energia renovável; os 513,3 GW adicionados representam uma taxa de
crescimento de 21,6%. A África registrou seu maior aumento de capacidade, com
um crescimento de 15,9%, ou 11,3 GW, impulsionado pela Etiópia, África do Sul e
Egito. Outra região que apresentou seu maior crescimento anual foi o Oriente
Médio, com um aumento de 28,9%, liderado pela Arábia Saudita. Outros destaques:
• A energia solar
fotovoltaica representou 510,3 GW dos 511,2 GW de adições totais de energia
solar em 2025.
• Energia hidrelétrica
renovável (excluindo hidrelétricas de bombeamento): foram adicionados 18,4 GW
em 2025, com 96% do aumento proveniente da China.
• A capacidade de energia eólica cresceu 14% em relação a 2024, com adições recordes de 158,7 GW em 2025. A China foi responsável por quase ¾ da expansão, adicionando 119,4 GW, enquanto a Índia registrou um aumento de 6,3 GW.
• A capacidade de bioenergia
aumentou em 3,4 GW, liderada pelo Japão, que mais que dobrou sua expansão de
capacidade de bioenergia em relação a 2024, adicionando 1,1 GW em 2025. A China
seguiu com adições de capacidade de 0,8 GW e o Brasil com adições de 0,6 GW.
• A capacidade de energia
geotérmica cresceu a uma taxa semelhante à do ano anterior, em 1,7%,
adicionando 0,3 GW em 2025. As Filipinas e a Indonésia contribuíram com 0,1 GW
cada para as adições, seguidas pela Alemanha, Turquia e Japão.
Diante desse cenário, fica
evidente que, enquanto algumas nações insistem em um modelo ultrapassado e
beligerante de exploração de combustíveis fósseis, a grande maioria do mundo
acelera rumo a um futuro mais limpo, seguro e economicamente vantajoso. O
avanço expressivo das renováveis em 2025, liderado por solar e eólica com
participação avassaladora na nova capacidade global, não é apenas uma tendência
técnica, mas uma resposta geopolítica e climática inevitável.
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Quais mercados de energia são mais impactados pelo conflito no Oriente Médio?
Principais Impactos Setoriais:
Petróleo e Derivados: Alta de preços pressiona combustíveis como diesel e gasolina (ex: alta de 35% nos EUA), com petróleo Brent atingindo picos elevados.
Gás Natural: Ataques a instalações como o polo de Ras Laffan (Catar) geram instabilidade no fornecimento e aumento de preços.
Logística e Comércio: A paralisação ou risco no Estreito de Ormuz afeta o transporte de mercadorias, fertilizantes e combustíveis.
Custo de Geração: Aumento de custos para 13 grandes mercados de energia, dependentes de importação.
Países e Regiões mais afetadas:
Ásia (Japão/Coreia): Altamente expostos devido à dependência energética.
Brasil: Risco de reajustes em contratos de gás e pressão inflacionária.
Europa: Alta vulnerabilidade a interrupções no fornecimento.

O relatório mais recente da consultoria, intitulado “A Grande Divisão de Poder”, aborda o impacto da crise atual em 13 mercados de energia – Brasil, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Coreia do Sul, Espanha, Tailândia, Estados Unidos, Reino Unido e Vietnã. Desde o início do conflito, os preços do GNL à vista na Ásia subiram 94%, enquanto os preços do carvão aumentaram entre 17% e 31%.
A Wood Mackenzie constatou que os países com maior dependência de importações de combustíveis são os que enfrentam maior risco de aumento significativo de custos e potenciais restrições de abastecimento. O Japão é o mercado de energia mais vulnerável entre os analisados, com 64% da sua geração de eletricidade dependendo da importação de carvão e gás, seguido pela Coreia do Sul com 56% e pela Itália com 47%.
Em contraste, os EUA e o Brasil demonstraram vulnerabilidade mínima, entre 0 e 1%. Juntamente com a China e a Índia, esses países são considerados mais protegidos devido aos seus recursos domésticos de combustíveis fósseis e energias renováveis, como a matriz energética brasileira, dominada por hidrelétricas.
Questionado pela pv magazine se as energias renováveis poderiam ajudar a amenizar a situação nos países mais afetados pela crise, Xizhou Zhou, Vice-Presidente Executivo e Chefe Global de Energia e Renováveis da Wood Mackenzie, afirmou que o investimento em recursos de geração não fósseis leva tempo para se traduzir em mudanças significativas na matriz energética.
“Por exemplo, após uma década de crescimento fenomenal em energias renováveis, a China ainda tem 56% de sua geração proveniente de carvão e gás, em comparação com uma participação de 68% em 2015”, explicou Zhou.
Zhou acrescentou que, embora as energias renováveis sejam uma parte importante da solução, muitos dos mercados analisados, como o Japão, a Coreia do Sul e a Alemanha, têm ou tinham grandes parques nucleares que poderiam protegê-los dos choques do mercado de combustíveis fósseis.
“A Alemanha optou por fechar todas elas, o Japão ainda está lutando para reativar as usinas nucleares fechadas após Fukushima e os governos anteriores da Coreia do Sul também haviam planejado desativar as usinas nucleares, embora o governo atual seja muito mais favorável a isso”, disse ele.
Zhou também disse à revista pv magazine que a gestão da demanda não deve ser subestimada.
“Por exemplo, após o acidente de Fukushima, o Japão desativou toda a sua capacidade nuclear, que gerava 30% da sua energia, enquanto o carvão e o gás aumentaram a produção para ajudar a suprir a diferença. Medidas de gestão da demanda foram implementadas – incluindo a permissão do uso de camisas de manga curta em ambientes comerciais durante o verão para reduzir a demanda por ar-condicionado – e o consumo de energia nunca retornou aos níveis pré-Fukushima”, explicou ele.
A análise mais recente da Wood Mackenzie acrescenta que os custos médios de geração de energia provavelmente aumentarão em US$ 2,30/MWh nos 13 mercados analisados, utilizando o cenário base, que pressupõe que a desescalada geopolítica permitirá a moderação dos preços dos combustíveis no segundo semestre de 2026.
“Para os mercados emergentes com capacidade fiscal limitada, os custos elevados dos combustíveis também se traduzem em maiores riscos de confiabilidade, uma vez que garantir o fornecimento adicional de combustível se torna cada vez mais difícil durante períodos de aperto no mercado”, acrescentou Wang. (pv-magazine-brasil)
terça-feira, 12 de maio de 2026
Sistemas fotovoltaicos verticais em telhados estreiam nos EUA
A
instalação integra-se a um telhado verde no bairro industrial de Willets Point,
no Queens, Nova York, no topo de um edifício de proprietário não divulgado. A
entrega foi realizada pela Sempergreen USA, parceira da Over Easy Solar e
produtora e fornecedora de mantas de vegetação pré-cultivada para telhados
verdes com atuação na América do Norte.
O
sistema vertical de 100 kW utiliza a unidade VPV xM3 da Over Easy Solar, um
sistema bifacial vertical pré-fabricado projetado para telhados planos. Ele
conta com quatro unidades de 256 W cada, células solares de tecnologia de
heterojunção (HJT) da Huasun com 95–96% de bifacialidade e um sistema de
montagem que não requer lastro ou perfuração do telhado.
“Graças à sua resistência única à ação do vento, este sistema superleve [aproximadamente 11 kg/m2] pode ser combinado com um telhado verde sem qualquer preocupação adicional com lastro”, comentou Dick Bernauer, vice-presidente de vendas da Sempergreen USA. “Se você tem um telhado plano comum com baixa capacidade de carga, esta também é uma ótima solução”.
Trygve
Mongstad, fundador e CEO da Over Easy Solar, disse à pv magazine que o sistema
vertical permite que tanto a chuva quanto a luz solar atinjam toda a superfície
vegetal, mantendo a retenção de água pluvial e a saúde das plantas, algo que,
segundo ele, seria comprometido com os sistemas tradicionais com lastro.
“Uma
instalação de 100 kWp com painéis solares verticais em Nova York produziria de
100.000 a 140.000 kWh por ano, dependendo de fatores como albedo, azimute e
sombreamento local”, explicou Mongstad. “Uma instalação solar convencional de
100 kWp em um telhado plano com inclinação de dez graus e orientação
Leste-Oeste produziria cerca de 116.000 kWh por ano em Nova York, usando os
mesmos dados de radiação”.
“Em
termos de rendimento específico, as instalações solares verticais variam de
1.000 a 1.400 kWh/kWp/ano, enquanto os sistemas solares convencionais em
telhados planos, orientados Leste-Oeste, rendem cerca de 1.300 kWh/kWp/ano”,
acrescentou.
Mongstad
também compartilhou que a Over Easy Solar começou a desenvolver um portal de
rendimento energético que permite aos usuários explorar o efeito do albedo,
azimute e localização em sistemas solares bifaciais verticais. A empresa agora
adicionou dados de Nova York, juntamente com números de Berlim, Madri, Oslo e
Tromsø.
Em setembro passado, a Over Easy Solar bateu seu próprio recorde mundial para o maior sistema solar vertical em telhado, com 320 kW, em Tromsø. No início do ano, um estudo de caso da empresa revelou que os painéis solares verticais em telhados podem superar os sistemas solares convencionais durante os meses de neve, com um rendimento energético até 30% maior.
Em janeiro, a Smart Commercial Energy, com sede em Sydney, anunciou uma parceria com a Over Easy Solar para lançar o sistema solar vertical para telhados da empresa norueguesa no mercado australiano. (pv-magazine-brasil)
domingo, 10 de maio de 2026
Jacareí (SP) inicia implantação de usina fotovoltaica para abastecer prédios públicos
A
Prefeitura de Jacareí, no interior de São Paulo, iniciou a implantação de uma
usina fotovoltaica voltada à compensação do consumo de energia elétrica da
administração pública municipal.
De
acordo com a gestão municipal, a usina terá geração média estimada de 270 mil
kWh por mês, volume suficiente para compensar até 100% do consumo de energia
dos prédios públicos por meio do sistema de compensação.
O
empreendimento será instalado em uma área pública de aproximadamente 17 mil m2,
permitindo o aproveitamento de um espaço ocioso para a geração de energia
limpa.
A
iniciativa integra as ações do município voltadas à sustentabilidade e à
eficiência energética, com o objetivo de reduzir os custos com eletricidade e
diminuir os impactos ambientais associados ao consumo de energia convencional.
Segundo a prefeitura, o projeto representa mais um avanço na modernização da gestão energética municipal e no uso de fontes renováveis no setor público.
Mais sustentabilidade: Jacareí inicia implantação de Usina Fotovoltaica para compensação do consumo de energia na administração pública.
Sistema
acompanha demanda de responsabilidade ambiental
A
Prefeitura de Jacareí, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Planejamento
Urbano, deu início à implantação de uma usina fotovoltaica que deve representar
um avanço em sustentabilidade e economia anual de, pelo menos, R$ 1,5 milhão
aos cofres públicos. A obra encontra-se em fase de terraplanagem.
A
instalação é realizada em um terreno público de aproximadamente 19 mil m2,
às margens da Rodovia Geraldo Scavone. Antes do serviço de terraplanagem, os
trabalhos já contaram com a obtenção de devido licenciamento ambiental,
conclusão da limpeza do terreno e da preparação da área. O investimento
previsto para toda a obra é de cerca de R$ 7,8 milhões.
O
efeito fotovoltaico, previsto com a instalação das placas, é responsável por
transformar a luz solar em energia elétrica. A potência máxima prevista é de 1
MWp (megawatt-pico). Na prática, o sistema deve possibilitar a geração de
créditos que poderão ser compensados e gerar economia em faturas de energia,
incluindo de prédios públicos e serviços como o da iluminação pública, por
exemplo.
“A geração de energia solar própria permite ao município otimizar seus recursos públicos, transformando um custo fixo elevado em economia a médio e longo prazo. Estamos adotando uma matriz limpa, renovável e alinhada com as demandas atuais de desenvolvimento sustentável”, explicou o secretário de Meio Ambiente e Planejamento Urbano, Rogério Costa Manso.
Jacareí avança com usina fotovoltaica e aposta na sustentabilidade para transformar a gestão pública com energia solar limpa, reduzindo custos operacionais e fortalecendo a eficiência energética em serviços essenciais.
A
previsão é de que o sistema seja concluído e dê início à operação ainda em
2026. (pv-magazine-brasil)















