Cenário do Mercado
• Ajuste de ritmo: O mercado
mundial passa por um momento de readequação após anos de forte expansão e
recordes consecutivos de instalações.
• Excesso de capacidade: Há
uma oferta estrutural abundante de componentes na cadeia de fabricação global.
• Diferenças regionais:
Enquanto grandes mercados como a China enfrentam reajustes nas taxas de
crescimento, outras regiões continuam expandindo a adoção da tecnologia.
Perspectivas e Impactos
• Preços dos módulos: Os
custos de painéis solares tendem a oscilar devido a questões comerciais,
subsídios locais e políticas tarifárias em polos como os Estados Unidos e a
Índia.
•
Transição e baterias: A integração da energia solar com sistemas de
armazenamento ganha tração para equilibrar a oferta nas redes elétricas.
Análise da Intertek CEA aponta que o excesso estrutural de oferta é grave e persistente, com a capacidade de fabricação em todas as etapas da cadeia superando com ampla margem a demanda projetada para 2026.
American Public Power Association en Unsplash
As instalações fotovoltaicas
globais devem chegar a 638 GW em 2026, de acordo com uma análise da consultoria
técnica em energia solar e armazenamento Intertek CEA.
O relatório PV Supply,
Technology and Policy Report for Q2 2026, da empresa, prevê uma queda nas
instalações em relação ao ano passado, seguida pela retomada do crescimento até
2030.
Segundo o estudo, a retração deste ano é causada inteiramente pela China, que enfrenta uma estagnação do mercado, enquanto a maior parte das outras regiões do mundo deve registrar crescimento estável ou acelerado.
O relatório acrescenta que o excesso estrutural de oferta é “grave e persistente” em toda a cadeia de valor solar, com a capacidade de fabricação em todas as etapas superando com ampla margem a demanda projetada para 2026.
A capacidade de produção de
polissilício está em aproximadamente 2.034 GW, ante 638 GW de instalações
previstas, segundo os dados do relatório. Já a capacidade de fabricação de
módulos, de cerca de 1.908 GW, representa um excedente superior a 1,2 TW.
O PV Price Forecasting Report
for Q2 2026, também da Intertek CEA, acrescenta que os preços dos módulos
chineses devem continuar subindo entre 2026 e 2027, à medida que os
fornecedores “buscam ampliar suas margens e repassar os custos de materiais”.
O relatório também afirma que
os preços dos módulos nos Estados Unidos permanecerão elevados enquanto o
mercado “aguarda clareza sobre a estrutura tarifária que provavelmente surgirá
da investigação sobre o polissilício conduzida com base na Seção 232”,
referência à legislação comercial norte-americana.
Na Índia, os preços dos módulos ao longo de 2026 e 2027 continuarão expostos aos custos dos insumos provenientes da China.
A partir de 2028, a Intertek CEA prevê uma queda dos preços, citando o amadurecimento do mercado e margens baixas, porém estáveis.
O relatório acrescenta que os
custos de produção regionalmente integrados variam de menos de US$ 0,12/W a
mais de US$ 0,37/W. Os subsídios à fabricação nos Estados Unidos reduzem a
diferença de custos entre a produção norte-americana e a produção fora da China
para apenas US$ 0,01/W a US$ 0,03/W.
A fabricação de células e a
montagem de módulos na Índia, assim como a montagem de módulos no mercado do
Sudeste Asiático, devem ficar, “com o tempo”, entre US$ 0,01/W e US$ 0,03/W dos
preços chineses, segundo o relatório.
A montagem de módulos na União Europeia, por outro lado, não deve eliminar a diferença de preços em relação aos demais mercados, projeta a Intertek CEA.
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passou por uma das maiores transformações regulatórias da sua história com a
aprovação da Lei 14.300/22, conhecida como marco legal da geração distribuída.
(pv-magazine-brasil)


























