Pontos-chave da eletrificação
no Brasil:
Vantagem Econômica: Motores
elétricos operam com mais de 90% de eficiência, contrastando com os 20-30% dos
motores a combustão, tornando-os mais vantajosos economicamente com a alta do
petróleo.
Aceleração pelo Diesel: O
encarecimento do diesel, conforme reportado pelo pv magazine Brasil e Canal VE,
impulsiona a eletrificação.
Infraestrutura e Produção: A
necessidade de sistemas de armazenamento de energia (BESS) é destacada pela
Livoltek Brasil no Instagram como estratégica para a expansão.
Cenário 2030: Estudos, como
os citados pela Minaspetro e Canal VE, sugerem que, impulsionados pela alta da
gasolina Fast Company Brasil e pela mudança na demanda Brasil 247, os
eletrificados (incluindo híbridos) terão forte presença.
Produção Local: A fabricação
nacional de VEs deve aumentar a partir de 2026, impulsionada pelo programa
Mover, informa o InsideEVs Brasil.
Apesar do aumento da produção
nacional de petróleo, a eletrificação é vista como uma tendência irreversível
para a descarbonização.
Para a Livoltek, fabricante
de inversores, sistemas de armazenamento e carregadores veiculares do grupo
chinês Hexing, o momento atual reforça uma vantagem estrutural da energia
elétrica frente aos combustíveis fósseis.
“Se buscamos maior controle
de custos, a energia elétrica, de geração local e imune a crises
internacionais, sempre vai se apresentar como uma alternativa vantajosa”,
afirmou o diretor comercial da Livoltek Mobility para a América Latina, Flávio
PImenta. Segundo o executivo, a volatilidade do diesel contrasta com a
previsibilidade da eletricidade, especialmente com a expansão do mercado livre
de energia, que amplia o acesso a contratos mais competitivos.
Crescimento acima das
projeções
Nesse contexto, a empresa
avalia que a adoção de veículos elétricos pode avançar mais rápido do que as
estimativas atuais. “Acredito que haverá um crescimento exponencial. Aquele
percentual que se pensava de 30% de novas vendas de elétricos em 2030 será
alcançado muito antes, pelo menos no segmento de veículos leves”, relatou
Pimenta.
Para o diretor, além do fator
econômico, o avanço da infraestrutura e a entrada de montadoras com produção
local consolidam a transição. “A infraestrutura de recarga cresce a olhos vistos
e essa insegurança está se desfazendo com o tempo”.
Recarga rápida e mudança de
comportamento
A evolução da infraestrutura também passa por uma mudança no perfil da recarga. Segundo o executivo, redes públicas e semipúblicas devem priorizar carregadores rápidos (DC), enquanto o carregamento AC tende a se concentrar no ambiente residencial.
Flavio Pimenta, diretor comercial da Livoltek Mobility para a América Latina.
“Menos tempo carregando gera
valor para o cliente e também para o operador das redes. A distância em relação
ao abastecimento com combustível fóssil tende a se encurtar”, afirmou. Já no
uso cotidiano, a tendência é de massificação da recarga doméstica. “Todos
teremos carregadores em nossas casas, como temos hoje um micro-ondas”,
comparou.
Outro fator relevante para a
expansão do mercado é a fabricação nacional de equipamentos, que permite acesso
a linhas de financiamento como o Fundo de Financiamento para Aquisição de
Máquinas e Equipamentos Industriais (FINAME), do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Por terem fabricação nacional,
esses produtos contam com alternativa de financiamento pelo FINAME, diluindo o
investimento inicial, que ainda é um entrave natural para a eletrificação”,
explicou.
A Livoltek também aposta em
uma estratégia integrada de fornecimento. “Grandes clientes podem acessar uma
solução completa, lidando com apenas um fornecedor em toda a infraestrutura de
recarga”.
Transporte público ainda
enfrenta barreiras
Apesar
do avanço no segmento de veículos leves, a eletrificação de ônibus urbanos
ainda depende de fatores estruturais e regulatórios. “O transporte público
segue uma lógica própria, com interferência de questões políticas e um certo
tradicionalismo na adoção de novas tecnologias”, disse.
Segundo Pimenta, a expansão
em larga escala exigirá planejamento prévio da infraestrutura e maior
descentralização dos projetos. “São Paulo tem cumprido um papel importante, mas
é preciso fomentar essa tecnologia por todo o país”.
Diante das limitações da rede
elétrica, sistemas de armazenamento de energia (BESS) aparecem como solução
estratégica para acelerar a eletrificação, especialmente no transporte público.
“O BESS pode encurtar o tempo de renovação da frota e trazer mais segurança
operacional. Em caso de interrupções, parte da frota pode seguir operando com a
energia armazenada”, afirmou.
A empresa também prepara uma
nova fase de crescimento no Brasil, com foco na ampliação de parcerias. “Já
consolidamos presença em diversos segmentos e agora a fase é de escalar. São
muitos processos em andamento e novidades devem ser anunciadas ainda no
primeiro semestre”, disse. Segundo ele, a estratégia passa pela integração
tecnológica. “Quando o cliente entende como as soluções trabalham de forma
integrada, a Livoltek se torna a alternativa mais interessante”.
(pv-magazine-brasil)
















