Matriz energética e o impacto ambiental
O entendimento vem com o nível cultural e intelectual de cada pessoa!!! Aprendizagem, conhecimento e sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança em agregar novos valores aos já existentes.
domingo, 6 de setembro de 2026
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Estudantes levam carros solares à vitória no American Solar Challenge
Equipes de estudantes da Appalachian State University e da KU Leuven (Innoptus Solar Team) conquistaram o primeiro lugar no American Solar Challenge (ASC) de 2026. A prova exigiu que os protótipos cruzassem os Estados Unidos de Minneapolis até Amarillo, enfrentando condições climáticas extremas ao longo de milhares de quilômetros.
Detalhes da Competição
• Rota de aproximadamente 1.500 milhas entre Minneapolis
(Minnesota) e Amarillo (Texas).
• Duração de oito dias de percurso em estradas abertas.
• Participação de dezenas de equipes universitárias focadas em
eficiência energética.
• Vitória histórica da equipe europeia Innoptus Solar Team (KU Leuven)
em sua respectiva categoria.
Após meses de trabalho no desenvolvimento de seus veículos solares, as equipes vencedoras do Electrek American Solar Challenge 2026 foram homenageadas em uma cerimônia especial de premiação realizada em Amarillo, no Texas. A Tesla é patrocinadora de longa data da competição, aberta a estudantes de engenharia de todo o mundo.
Appalachian State University’s winning solar car crosses the finish line.
Aequipe da Appalachian State University e a equipe da KU Leuven
conquistaram o 1º lugar no American Solar Challenge (ASC) deste ano, encerrado
em 05/08/2026 com uma corrida de longa distância até a linha de chegada em
Amarillo, Texas.
Realizado anualmente, o ASC destaca as competências de engenharia,
projeto e desenvolvimento de produtos de diferentes equipes de estudantes de
diversas partes do mundo.
Os participantes passam cerca de dois anos construindo seus carros movidos a energia solar antes de colocá-los à prova em uma corrida de aproximadamente 1.500 a 2.000 milhas, ou entre 2.400 e 3.200 quilômetros, através dos Estados Unidos.
A equipe belga da KU Leuven venceu na categoria Single-Occupant Vehicle (SOV), para veículos de um ocupante, enquanto a Appalachian State University conquistou o título na categoria Multi-Occupant Vehicle (MOV), para veículos com mais de um ocupante. Ao todo, sete equipes completaram a rota-base de 1.547 milhas, cerca de 2.490 quilômetros, nesta edição.
Os organizadores relataram uma chegada bastante disputada na
categoria SOV, na qual a KU Leuven superou a TU Delft com 2.671,2 milhas
oficiais e tempo de 62 horas, 7 minutos e 2 segundos, com velocidade média de
43,4 milhas por hora, ou aproximadamente 70 km/h. A École de technologie
supérieure (ÉTS), de Montreal, ficou em terceiro lugar.
Na categoria MOV, as equipes norte-americanas dominaram a competição. A Appalachian State marcou 92,7 pontos, com 1.829,6 milhas percorridas, seguida pela Polytechnique Montréal, com 88,8 pontos e 1.983,6 milhas, e pela Georgia Tech, com 87,2 pontos e 1.622,4 milhas.
As equipes percorreram trechos da famosa Route 66, passando pelos estados de Oklahoma e Texas. Antes da corrida final, elas tiveram de se classificar em uma prova realizada em circuito fechado, chamada Electrek Formula Sun Grand Prix.
Durante a corrida final, os participantes levaram seus carros
solares ao limite, enfrentando os concorrentes e, ao mesmo tempo, as restrições
impostas pela capacidade das baterias e pelas condições meteorológicas para
completar o percurso.
O ASC é organizado anualmente pela Innovators Educational
Foundation (IEF), uma organização sem fins lucrativos administrada por
entusiastas de veículos solares e voluntários. A entidade funciona como uma
rede de apoio para engenheiros em início de carreira nas áreas de energia limpa
e aeroespacial.
“Enfrentando montanhas, nuvens e calor extremo em 8 estados ao longo de 8 dias, as equipes passaram de 39 participantes na largada, em Minneapolis, para 18, e chegaram a 14 carros solares na linha de chegada em Amarillo — um ano recorde”, disse Gail Lueck, diretora do evento e diretora de operações da IEF.
Além da Electrek, outros patrocinadores do ASC incluem Blue Origin, Tesla, SpaceX, SunCat Solar e SolCast. A Siemens também participou como parceira principal e concedeu US$ 10 mil à equipe de melhor desempenho em um desafio de engenharia realizado no circuito. (pv-magazine-brasil)
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Novo boletim do Inmet indica El Niño “muito forte” e eventos extremos no Brasil
Impactos por Região
• Região Sul: Alto risco de
grandes inundações e cheias, pois a região já inicia o ciclo com solos e
índices de umidade elevados.
• Região Nordeste:
Preocupação com o avanço e agravamento da seca moderada e severa, que afeta a
segurança hídrica e a umidade do solo.
• Região Norte: Redução das
chuvas na Amazônia, temperaturas acima da média, risco elevado de incêndios
florestais e queda nos níveis dos rios.
• Centro-Oeste: Calor intenso, baixa umidade e maior propensão a ondas de calor e queimadas devido ao prolongamento do período seco.
O fenômeno El Niño deve se intensificar ao longo do segundo semestre de 2026 e alcançar intensidade “muito forte” entre a primavera e o início do verão, aumentando a probabilidade de ocorrência de eventos extremos no Brasil, sobretudo nas regiões Sul e Norte.
A análise está no Boletim nº2
do Painel El Niño 2026-2027, divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia
(Inmet).
O El Niño é um fenômeno
climático natural que ocorre quando as águas do Oceano Pacífico ficam mais
quentes – o que altera a circulação atmosférica em escala global, impactando o
regime de ventos, chuvas e temperaturas.
Segundo o boletim, a probabilidade de o El Niño se manter ativo pelo menos até o início de 2027 é de 100%. A possibilidade de alcançar a categoria “muito forte”, quando o aquecimento das águas do Oceano Pacífico supera 2°C, é elevada.
Historicamente, no Brasil, a região Sul é a que mais sente os efeitos do El Niño. A previsão indica maior frequência de chuvas acima da média, temporais, cheias de rios, enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra.
As chuvas registradas no Rio Grande do Sul durante julho, que provocaram enchentes em diferentes municípios, já representam os primeiros impactos do fenômeno.
Segundo o boletim, “a situação exige atenção especial” porque a região não apresenta déficit hídrico. Isso significa que o solo já tem bastante água, favorecendo a rapidez no transbordamento dos rios diante de episódios de chuvas intensas.
Na região Norte do país,
especialmente na Amazônia, o cenário é de redução das chuvas, temperaturas
acima da média e atraso do início da estação chuvosa.
O boletim destaca que esse
padrão favorece a persistência da estiagem, reduz a disponibilidade hídrica,
aumenta o ressecamento da vegetação e amplia significativamente o risco de
incêndios florestais.
Outro efeito esperado é a redução gradual dos níveis dos rios. Embora boa parte das bacias ainda apresente condições próximas da normalidade, os indicadores mostram avanço da estiagem em diferentes sub-bacias da Amazônia.
Segundo os órgãos responsáveis pelo monitoramento, caso não haja reposição significativa das chuvas nas próximas semanas, a resposta hidrológica tende a se intensificar, afetando a navegação, o abastecimento de água e atividades econômicas dependentes dos rios. (biodieselbr)
domingo, 30 de agosto de 2026
O carro elétrico vai pressionar a demanda por combustíveis?
A conclusão é que o impacto “já é real e crescente” apesar de
ainda modesto. No longo prazo, porém, o tema deveria acender “uma luz amarela”
para empresas como Vibra e Ultrapar, além de grupos de etanol como São
Martinho, Jalles e Adecoagro.
“Em 2025, estimamos que os veículos elétricos (EVs) substituíram
cerca de 0,7 bilhão de litros (em uso de etanol e gasolina), só 1% da demanda doméstica”,
escreve a equipe liderada por Gabriel Barra. “Mas a dinâmica sugere que isso
deve acelerar, e o mercado pode estar subestimando o quão rápido um ponto de
inflexão está se aproximando”.
O Citi projeta que o deslocamento de demanda poderia atingir 5
bilhões de litros em 2030, ou 8% do consumo de gasolina e etanol em seu
cenário-base, saltando para 9 bilhões de litros em 2040, ou 14% do total.
Isso poderia fazer a demanda por esses combustíveis ter seu pico
em 2026, iniciando uma ligeira retração que levaria os volumes em 2040 para 8%
abaixo do nível atual. Em um cenário mais agressivo, de penetração mais forte
dos EVs, o uso de gasolina e etanol poderia cair em 2040 para 27% abaixo do
pico.
A aceleração do movimento, principalmente após 2030, chama a atenção mais do que os números em si, disseram os analistas do Citi, sugerindo que o impacto sobre o setor de combustíveis será gradual, mas “se tornará estrutural ao longo do tempo”.
As projeções levam em conta uma penetração dos carros elétricos no país chegando a 47% das novas vendas em 2035, em linha com a média global. Um cenário de adoção mais rápida, usando a China como referência, poderia levar essa participação a 68% no período.
A
demanda brasileira por gasolina e etanol só seguiria crescendo em um cenário
mais conservador, em que a adoção dos elétricos estagnaria em 10% das novas
vendas a partir de 2030.
O efeito sobre o uso dos combustíveis é gradual porque as vendas
de novos EVs demoram para se refletir na frota total, um fenômeno visto em
todos os países, até na China. Lá, 55% dos carros que saem das lojas são EVs,
porém a penetração na frota é de 13% – um nível que o Brasil deve alcançar só
em 2040.
Além disso, o mix de vendas no Brasil é principalmente de híbridos
plug-in, o que significa que o deslocamento da demanda de combustíveis é menor
que em outros países em que a adoção dos 100% elétricos é maior.
O Citi ainda incluiu em suas contas o recente aumento da tarifa de
importação de elétricos para 35%, embora avaliando que a estratégia de players
como a BYD, que investiu em uma fábrica local, pode compensar a maior parte do
impacto da taxação.
A tendência, assim, é que o crescimento dos elétricos mude a
relação entre o consumo de gasolina e etanol e o PIB no país, com a demanda pelos
combustíveis passando a cair mesmo com a economia crescendo.
Isso inclusive já começa a ser visível em algumas cidades – em Brasília, por exemplo, a segunda capital com maior participação de elétricos nas vendas, a demanda por etanol e gasolina recuou em 2025. Em São Paulo, a líder em EVs, e no Rio de Janeiro ela tem ficado estável e abaixo dos picos já registrados.
“No longo prazo, uma mudança estrutural está a caminho”, escreveram os analistas. “O cenário não é bom para a demanda”. (biodieselbr)












