segunda-feira, 20 de abril de 2026

Alta do diesel acelera participação de veículos elétricos a 30% antes de 2030

Alta do diesel pode acelerar participação de veículos elétricos a 30% antes de 2030 no Brasil.
A alta nos preços dos combustíveis fósseis, como diesel e gasolina, acelera a adoção de veículos elétricos (VEs) no Brasil, impulsionada pela busca por menor custo operacional e eficiência energética. A eletrificação avança rapidamente, com projeções indicando que os eletrificados podem representar uma parcela significativa do mercado até 2030, apoiados por investimentos de montadoras.

Pontos-chave da eletrificação no Brasil:

Vantagem Econômica: Motores elétricos operam com mais de 90% de eficiência, contrastando com os 20-30% dos motores a combustão, tornando-os mais vantajosos economicamente com a alta do petróleo.

Aceleração pelo Diesel: O encarecimento do diesel, conforme reportado pelo pv magazine Brasil e Canal VE, impulsiona a eletrificação.

Infraestrutura e Produção: A necessidade de sistemas de armazenamento de energia (BESS) é destacada pela Livoltek Brasil no Instagram como estratégica para a expansão.

Cenário 2030: Estudos, como os citados pela Minaspetro e Canal VE, sugerem que, impulsionados pela alta da gasolina Fast Company Brasil e pela mudança na demanda Brasil 247, os eletrificados (incluindo híbridos) terão forte presença.

Produção Local: A fabricação nacional de VEs deve aumentar a partir de 2026, impulsionada pelo programa Mover, informa o InsideEVs Brasil.

Apesar do aumento da produção nacional de petróleo, a eletrificação é vista como uma tendência irreversível para a descarbonização.

Pressão sobre custos do transporte impulsiona busca por alternativas mais estáveis, enquanto avanço da recarga, produção nacional e acesso ao FINAME fortalecem viabilidade da mobilidade elétrica. Livoltek projeta forte crescimento do mercado.
A disparada recente do preço do diesel, em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio, começa a redesenhar a discussão sobre mobilidade no Brasil. Com impacto direto sobre o transporte público e a logística, o cenário abre espaço para a eletrificação ganhar tração mais rapidamente do que o previsto.

Para a Livoltek, fabricante de inversores, sistemas de armazenamento e carregadores veiculares do grupo chinês Hexing, o momento atual reforça uma vantagem estrutural da energia elétrica frente aos combustíveis fósseis.

“Se buscamos maior controle de custos, a energia elétrica, de geração local e imune a crises internacionais, sempre vai se apresentar como uma alternativa vantajosa”, afirmou o diretor comercial da Livoltek Mobility para a América Latina, Flávio PImenta. Segundo o executivo, a volatilidade do diesel contrasta com a previsibilidade da eletricidade, especialmente com a expansão do mercado livre de energia, que amplia o acesso a contratos mais competitivos.

Crescimento acima das projeções

Nesse contexto, a empresa avalia que a adoção de veículos elétricos pode avançar mais rápido do que as estimativas atuais. “Acredito que haverá um crescimento exponencial. Aquele percentual que se pensava de 30% de novas vendas de elétricos em 2030 será alcançado muito antes, pelo menos no segmento de veículos leves”, relatou Pimenta.

Para o diretor, além do fator econômico, o avanço da infraestrutura e a entrada de montadoras com produção local consolidam a transição. “A infraestrutura de recarga cresce a olhos vistos e essa insegurança está se desfazendo com o tempo”.

Recarga rápida e mudança de comportamento

A evolução da infraestrutura também passa por uma mudança no perfil da recarga. Segundo o executivo, redes públicas e semipúblicas devem priorizar carregadores rápidos (DC), enquanto o carregamento AC tende a se concentrar no ambiente residencial.

Flavio Pimenta, diretor comercial da Livoltek Mobility para a América Latina.

“Menos tempo carregando gera valor para o cliente e também para o operador das redes. A distância em relação ao abastecimento com combustível fóssil tende a se encurtar”, afirmou. Já no uso cotidiano, a tendência é de massificação da recarga doméstica. “Todos teremos carregadores em nossas casas, como temos hoje um micro-ondas”, comparou.

Outro fator relevante para a expansão do mercado é a fabricação nacional de equipamentos, que permite acesso a linhas de financiamento como o Fundo de Financiamento para Aquisição de Máquinas e Equipamentos Industriais (FINAME), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Por terem fabricação nacional, esses produtos contam com alternativa de financiamento pelo FINAME, diluindo o investimento inicial, que ainda é um entrave natural para a eletrificação”, explicou.

A Livoltek também aposta em uma estratégia integrada de fornecimento. “Grandes clientes podem acessar uma solução completa, lidando com apenas um fornecedor em toda a infraestrutura de recarga”.

Transporte público ainda enfrenta barreiras

Apesar do avanço no segmento de veículos leves, a eletrificação de ônibus urbanos ainda depende de fatores estruturais e regulatórios. “O transporte público segue uma lógica própria, com interferência de questões políticas e um certo tradicionalismo na adoção de novas tecnologias”, disse.

Segundo Pimenta, a expansão em larga escala exigirá planejamento prévio da infraestrutura e maior descentralização dos projetos. “São Paulo tem cumprido um papel importante, mas é preciso fomentar essa tecnologia por todo o país”.

Diante das limitações da rede elétrica, sistemas de armazenamento de energia (BESS) aparecem como solução estratégica para acelerar a eletrificação, especialmente no transporte público. “O BESS pode encurtar o tempo de renovação da frota e trazer mais segurança operacional. Em caso de interrupções, parte da frota pode seguir operando com a energia armazenada”, afirmou.

Já a geração solar localizada nas garagens, segundo Pimenta, tende a ter papel mais limitado nesse segmento. “A demanda de energia é muito grande. É preciso muita área”.
O futuro é mesmo elétrico?

A empresa também prepara uma nova fase de crescimento no Brasil, com foco na ampliação de parcerias. “Já consolidamos presença em diversos segmentos e agora a fase é de escalar. São muitos processos em andamento e novidades devem ser anunciadas ainda no primeiro semestre”, disse. Segundo ele, a estratégia passa pela integração tecnológica. “Quando o cliente entende como as soluções trabalham de forma integrada, a Livoltek se torna a alternativa mais interessante”. (pv-magazine-brasil)

sábado, 18 de abril de 2026

Copel investe R$ 23 mi levando energia solar a 155 escolas públicas em PR

Copel investe R$ 23 milhões para levar energia solar a 155 escolas públicas no Paraná.
Copel (uma das maiores companhias elétricas do Brasil) está investindo R$ 23 milhões para instalar sistemas de energia solar em 155 escolas públicas do Paraná, substituindo equipamentos antigos por outros mais eficientes. O projeto, parte do Programa de Eficiência Energética, beneficiará 200 instituições no total (incluindo 45 com apenas troca de equipamentos), reduzindo custos e modernizando a infraestrutura até 2027.

Principais detalhes do projeto:

Abrangência: 100 escolas estaduais e 100 municipais, distribuídas por todo o estado, incluindo áreas rurais.

Benefícios: Instalação de 6.467 placas fotovoltaicas e substituição de 246 geladeiras, 196 aparelhos de ar-condicionado e 10.540 lâmpadas.

Impacto: Aproximadamente 77.000 estudantes, professores e funcionários serão beneficiados, permitindo que a economia na conta de luz seja reinvestida em ações educacionais.

Andamento: A primeira fase já está em andamento no Noroeste do Paraná, em municípios como Perobal, Esperança Nova, Alto Piquiri, São Jorge do Patrocínio, Cafezal do Sul e Brasilândia do Sul.

Foco: O programa prioriza escolas com base no IDH do município e no Ideb, visando o consumo consciente de energia.

O projeto é regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e visa aumentar a sustentabilidade nas instituições de ensino paranaenses.

O avanço das obras contempla unidades de ensino em diversas regiões do estado com a instalação de sistemas próprios que contarão com 6,4 mil módulos fotovoltaicos. Outras 45 unidades serão contempladas apenas com a substituição de equipamentos elétricos, devido a limitações estruturais.

As obras de instalação de sistemas de geração solar em escolas públicas do Paraná estão avançando por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Copel, com investimento total previsto de R$ 23 milhões. A iniciativa deve beneficiar 200 instituições de ensino das redes estadual e municipal.

Do total, 155 escolas receberão sistemas próprios de geração fotovoltaica, enquanto outras 45 unidades serão contempladas apenas com a substituição de equipamentos elétricos, devido a limitações estruturais.

O projeto prevê a instalação de 6.467 módulos solares, além da troca de 246 geladeiras, 196 aparelhos de ar-condicionado e 10.540 lâmpadas, ampliando a eficiência energética das unidades e reduzindo o consumo de eletricidade.

A primeira etapa já está em execução em oito escolas da região Noroeste do estado, em municípios como Perobal, Esperança Nova, Alto Piquiri, São Jorge do Patrocínio, Cafezal do Sul e Brasilândia do Sul.

Segundo a Copel, a iniciativa permitirá economia nas contas de energia, possibilitando que os recursos sejam direcionados para melhorias educacionais. Além disso, a adoção da geração solar e de equipamentos mais eficientes contribui para maior conforto térmico e melhores condições de ensino nas unidades beneficiadas.

O programa integra uma estratégia mais ampla de promoção do uso racional de energia, com foco na redução de desperdícios e na disseminação de tecnologias limpas no setor público, sob regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Investimento de R$ 23 milhões vai beneficiar 200 unidades escolares estaduais e municipais

Escolas públicas do Paraná já estão recebendo sistemas de geração solar da Copel (uma das maiores companhias elétricas do Brasil). (pv-magazine-brasil)

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Substituir biomassa por solar corta 99,66% de emissões no processo da castanha de caju

Substituição de biomassa por solar corta 99,66% das emissões no processamento da castanha de caju.

Estudo realizado por pesquisadores brasileiros e dinamarqueses revela que a geração fotovoltaica evita 282 t de CO2/ano, alcança autossuficiência elétrica e payback de aproximadamente 7 meses, com potencial de replicação em agroindústrias de alimentos, grãos e bebidas.
Um estudo recente avaliou a substituição de fontes térmicas baseadas em biomassa por eletrificação com energia solar fotovoltaica em uma agroindústria brasileira, com foco no processamento de castanha de caju. A análise investiga os impactos técnicos, econômicos e ambientais dessa transição energética em processos industriais intensivos em calor.

Os resultados mostram que a eletrificação dos processos térmicos, quando combinada com geração fotovoltaica, permite uma redução expressiva das emissões de gases de efeito estufa. A substituição da biomassa evitou cerca de 282 toneladas de CO2 por ano, correspondendo a 99,66% das emissões totais reduzidas no sistema analisado.

O estudo também evidencia que, em comparação, o uso convencional da energia solar apenas para compensação do consumo elétrico da rede apresenta impacto limitado na redução de emissões, respondendo por apenas 0,34% do total evitado. Esse resultado está relacionado ao perfil da matriz elétrica brasileira, que já possui elevada participação de fontes de baixo carbono.

A análise indica que o maior potencial de descarbonização da energia solar no país está na substituição de fontes térmicas, e não apenas na geração elétrica. Ao eletrificar processos que tradicionalmente dependem de biomassa ou outras fontes térmicas, a tecnologia fotovoltaica amplia significativamente seu impacto climático.

Do ponto de vista econômico, o sistema apresentou elevada atratividade. A configuração analisada alcançou autossuficiência elétrica e registrou tempo de retorno de aproximadamente 7 meses, indicando viabilidade para aplicações em agroindústrias com perfil de consumo semelhante.

A avaliação técnica demonstra que a eletrificação dos processos térmicos é capaz de atender às demandas operacionais da unidade, mantendo níveis adequados de desempenho e estabilidade. A integração com a geração solar também contribui para maior previsibilidade energética e redução da dependência de insumos tradicionais.

Segundo os autores, os resultados avançam a literatura ao demonstrar que a substituição de energia térmica por eletrificação baseada em fotovoltaico pode gerar benefícios climáticos até cem vezes maior do que os sistemas solares convencionais voltados apenas à geração elétrica.

A pesquisa também destaca o potencial de replicação da solução em outras cadeias agroindustriais com consumo intensivo de calor, reforçando o papel da energia solar como vetor de descarbonização não apenas do setor elétrico, mas também de processos produtivos.

O novo modelo foi apresentado por pesquisadores brasileiros da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) e da Universidade Técnica da Dinamarca com foco na avaliação integrada da eletrificação renovável no setor agroindustrial no país por meio do estudo “Green electrification of agroindustry: Technical, economic and environmental assessment”, publicado em Sustainable Energy Technologies and Assessments.

Placa Solar com Castanha de Caju: 43,86% mais eficiência

Com LCC da castanha, coletor solar térmico chega a 43,86% e pode reduzir o custo do aquecimento de água. Payback estimado entre 2 e 5 anos.

Conteúdo aborda uma aplicação específica da energia solar. Para entender quanto custa a energia solar no Brasil, quando ela compensa e quais fatores influenciam o preço. (pv-magazine-brasil)

terça-feira, 14 de abril de 2026

Autódromo de Goiânia instala usina solar de 62 kWp

Sistema fotovoltaico integra pacote de eficiência energética e contribui para economia de quase 500 MWh/ano no complexo esportivo, somando geração própria e redução de consumo.
O Autódromo Internacional de Goiânia passou a contar com uma usina fotovoltaica como parte de um projeto de modernização energética voltado à redução de custos e ao aumento da eficiência operacional. O sistema, com potência instalada de 62,15 kWp, deve gerar aproximadamente 106,71 MWh por ano.

A produção estimada é suficiente para abastecer cerca de 50 residências ao longo de um ano, reforçando o papel da geração distribuída na diversificação da matriz elétrica e na redução da dependência de energia da rede.

Reta principal do autódromo de Goiânia, com visão para prédios dos boxes e centro médico.

MotoGP: autódromo de Goiânia recebe últimos ajustes e mira mais categorias.

Local tem praticamente toda a obra concluída para poder receber o Mundial de Motovelocidade.

A implantação da usina integra um conjunto de medidas de eficiência energética no autódromo, que também incluiu a substituição de 619 refletores por tecnologia LED. Embora o foco esteja na geração solar, o projeto como um todo potencializa os ganhos energéticos: a economia anual com a nova iluminação chega a 388,59 MWh.

Combinando a energia gerada pelo sistema fotovoltaico e a redução do consumo proporcionada pelo LED, o complexo atinge um total de 495,31 MWh por ano entre energia economizada e produção limpa. O resultado contribui diretamente para a diminuição dos custos operacionais e das emissões associadas ao consumo de eletricidade.

A iniciativa faz parte de um pacote de investimentos superior a R$ 2 milhões em eficiência energética no estado de Goiás, com participação da Equatorial Goiás, dentro de programa regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Além do autódromo, também foram contemplados outros equipamentos esportivos, como o Estádio Serra Dourada e o Ginásio Goiânia Arena.

Usina solar do Autódromo de Goiânia

Equatorial Goiás investe mais de R$ 2 milhões na modernização energética do Autódromo de Goiânia

Usina solar foi instalada no circuito do Autódromo de Goiânia/GO. (pv-magazine-brasil)

domingo, 12 de abril de 2026

Solar flutuante em hidrelétrica aumenta eficiência e estabilidade

Solar flutuante em reservatório hidrelétrico aumenta eficiência e estabilidade de geração.

A instalação de usinas solares flutuantes em reservatórios hidrelétricos aumenta a eficiência energética (até 25% mais) devido ao resfriamento hídrico dos painéis, reduzindo a evaporação da água e inibindo algas. Esta hibridização proporciona estabilidade à rede, utilizando infraestrutura de transmissão existente e maximizando a geração.

Principais Vantagens da Solar Flutuante em Hidrelétricas:

Maior Eficiência: A água atua como dissipador de calor, aumentando a performance dos painéis em comparação à instalação em terra (aumento de eficiência energética superior a 17% em alguns projetos).

Hibridização e Estabilidade: A solar fotovoltaica gera energia durante o dia, permitindo que a hidrelétrica poupe água, reservando-a para períodos de pico ou seca, otimizando a capacidade de geração.

Conservação de Recursos: A cobertura dos painéis reduz a evaporação da água entre 30% a 50%, preservando o nível do reservatório, e inibe o crescimento de algas.

Uso de Infraestrutura Existente: Aproveita as linhas de transmissão e subestações da usina hidrelétrica, reduzindo custos de instalação e conexão.

Projetos Piloto e Expansão: Projetos como o da Itaipu Binacional demonstram viabilidade para grandes potências, com painéis bifaciais que captam luz direta e refletida.

O potencial brasileiro é expressivo, com estudos indicando que a cobertura de 1% dos reservatórios pode adicionar até 38 GW à matriz energética, com destaque para projetos de pesquisa que visam 30 anos de vida útil para os equipamentos.

Estudo sobre o caso do reservatório da usina de Furnas mostra que o sistema híbrido apresenta maior resiliência à variabilidade climática interanual, mantendo níveis mais estáveis de geração mesmo em cenários de seca prolongada.

Usina hidrelétrica Luiz Carlos Barreto de Carvalho, ou UHE Estreito, onde Furnas desenvolve três usinas fotovoltaicas

Um estudo recente analisa a integração entre geração hidrelétrica e sistemas fotovoltaicos flutuantes (FPV) em reservatórios brasileiros, com foco no aumento da geração de energia e na resiliência do sistema elétrico frente a eventos climáticos extremos.

A pesquisa considera o caso do reservatório da usina de Furnas, no Sudeste do Brasil, que enfrentou períodos severos de seca entre 2012 e 2023, impactando os níveis de armazenamento e a capacidade de geração hidrelétrica. Nesse contexto, a adoção de sistemas híbridos surge como alternativa para mitigar os efeitos da variabilidade hídrica.

O modelo combina a operação da usina hidrelétrica com a instalação de painéis solares flutuantes sobre o reservatório, permitindo a geração de eletricidade a partir da radiação solar sem a necessidade de uso adicional de terra. Os resultados indicam que uma produção relevante de energia pode ser alcançada ocupando menos de 1% da área total do reservatório.

A complementaridade entre as fontes é um dos principais fatores de ganho do sistema. Durante o dia, a geração solar reduz a necessidade de despacho hidrelétrico, permitindo o armazenamento de água para uso posterior em períodos de maior demanda ou menor disponibilidade hídrica.

Usina de energia solar flutuante pode ser bem muito mais eficiente e poderá reduzir a evaporação de água dos reservatórios.

O estudo mostra que o sistema híbrido apresenta maior resiliência à variabilidade climática interanual, mantendo níveis mais estáveis de geração mesmo em cenários de seca prolongada. Essa característica é particularmente relevante em um país com forte dependência de geração hidrelétrica.

Além disso, a utilização de sistemas fotovoltaicos flutuantes pode contribuir para reduzir a evaporação da água e aumentar a eficiência dos módulos solares, devido ao efeito de resfriamento proporcionado pelo ambiente aquático.

Os autores destacam que a solução permite ampliar a capacidade de geração e otimizar o uso da infraestrutura existente, sem necessidade de expansão significativa de áreas. A abordagem também contribui para reduzir a dependência de fontes térmicas em períodos críticos.

Os resultados reforçam o potencial da integração entre hidrelétricas e energia solar como estratégia para aumentar a segurança energética e ampliar a participação de fontes renováveis no sistema elétrico brasileiro.

O novo modelo foi apresentado por pesquisadores brasileiros do Instituto de Recursos Naturais, da Universidade Federal de Itajubá, Instituto de Ciências Marinhas da Universidade Federal de São Paulo, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas da Universidade Federal de Santa Catarina, Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas, no artigo “Evaluating solar potential and hydro-photovoltaic hybrid systems for enhanced energy production”, publicado em Energy Nexus.

Painéis solares fotovoltaicos flutuantes sobre a superfície de uma represa de usina hidrelétrica.

Painéis solares flutuantes sobre a água geram energia limpa e evitam a evaporação de reservatórios. (pv-magazine-brasil)