Solar cresce 30% em 2025 e
responde por 75% da expansão da demanda elétrica global, aponta Ember.
Relatório mostra que a geração
solar atingiu 2.778 TWh no ano e liderou, junto com a eólica, praticamente todo
o aumento do consumo global de eletricidade, enquanto fontes fósseis
permaneceram estáveis.
A geração de energia solar no
mundo registrou em 2025 seu maior avanço em quase uma década, consolidando-se
como o principal vetor de crescimento da eletricidade global. De acordo com o
relatório Global Electricity Review 2026, publicado pela Ember, a produção
solar cresceu cerca de 30% no período, alcançando 2.778 TWh e marcando o ritmo
mais acelerado desde 2017.
O desempenho colocou a fonte no
centro da expansão do consumo elétrico mundial. Segundo o levantamento,
aproximadamente 75% do aumento da demanda global de eletricidade em 2025 foi
atendido pela geração solar. Quando combinada à energia eólica, a contribuição
das duas fontes renováveis praticamente cobre a totalidade do crescimento
observado no ano.
A demanda global por
eletricidade continuou em trajetória de alta, impulsionada por fatores
estruturais como eletrificação de setores, crescimento econômico e maior uso de
sistemas de resfriamento diante de temperaturas mais elevadas. Episódios de
calor extremo em diferentes regiões contribuíram para picos de consumo,
reforçando a necessidade de expansão rápida da oferta de energia.
Mesmo com esse cenário de
aumento da demanda, a geração a partir de combustíveis fósseis apresentou
estabilidade em termos agregados, com leve tendência de queda. Para a Ember,
esse é um indicativo de que o crescimento das fontes renováveis, especialmente solar
e eólica, já começa a desacoplar a expansão do consumo elétrico das emissões do
setor.

O relatório também destaca a
crescente relevância da energia solar na matriz global. A tecnologia segue
ampliando participação impulsionada por custos competitivos, prazos curtos de
implantação e maior disseminação geográfica. Grandes mercados continuam
liderando a expansão, mas o avanço tem sido cada vez mais distribuído, com
novos países acelerando a adoção da fonte.
A energia eólica, por sua vez,
também registrou crescimento, embora em ritmo inferior ao do solar. Já a
geração hidrelétrica apresentou recuperação em alguns mercados após períodos de
menor disponibilidade hídrica, enquanto fontes como carvão e gás natural
mantiveram participação relativamente estável no agregado global.
Outro ponto observado pela
Ember é o impacto das condições climáticas sobre o sistema elétrico. Além de
elevar a demanda, eventos extremos também influenciaram a geração em diferentes
fontes, reforçando a importância de uma matriz mais diversificada e resiliente.
Na avaliação da organização, os
dados de 2025 indicam que o sistema elétrico global já dispõe de alternativas
suficientes para acompanhar o crescimento da demanda sem depender da expansão
de fontes fósseis. Nesse contexto, a energia solar tende a manter papel central
na transição energética, sustentando a redução de emissões e contribuindo para
a segurança do suprimento.

Geração solar chega a atender
30% da demanda instantânea do Brasil. (pv-magazine-brasil)