Matriz energética e o impacto ambiental
O entendimento vem com o nível cultural e intelectual de cada pessoa. Aprendizagem, conhecimento e sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança em agregar novos valores aos já existentes.
quinta-feira, 12 de março de 2026
terça-feira, 10 de março de 2026
Recarga rápida cresce 167% em 12 meses e já representa 31% dos 21.061 eletropostos no Brasil
O Brasil alcançou 21.061
pontos públicos e semipúblicos de recarga de veículos elétricos até fevereiro,
segundo levantamento da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) em
parceria com a Tupi Mobilidade. O volume representa crescimento de 42% em
relação a fevereiro/2025 (14.827) e de 25% frente a agosto do ano passado
(16.880).
Com 411.869 veículos
elétricos plug-in em circulação no período, a relação entre frota e
infraestrutura chegou a 19,6 veículos por ponto de recarga — proporção
considerada adequada para o estágio atual do mercado, mas ainda distante da
meta ideal, que demandaria praticamente dobrar a base instalada.
Avanço da recarga rápida
O principal destaque da
atualização é o avanço dos carregadores rápidos e ultrarrápidos (DC), que
cresceram 167% em 12 meses. O número saltou de 2.430 unidades em fevereiro/2025 para 6.479 em fevereiro/2026. Com isso, os equipamentos DC passaram a
representar 31% da rede nacional, ante 16% no mesmo período do ano anterior.
Já os carregadores lentos (AC) somaram 14.582 unidades, alta de 17,6% sobre as 12.397 registradas em fevereiro/2025. Apesar de ainda responderem por 69% da infraestrutura, o ritmo de expansão é significativamente inferior ao da recarga rápida.
Lei permitirá avanço da recarga elétrica com segurança e esclarece ainda mais sobre requisitos e competências.
Recarga pública rápida sobe
167% em um ano e atinge 31% dos 21 mil eletropostos.
A mudança no perfil da rede
acompanha a demanda por maior agilidade nas recargas, impulsionada pela redução
de custos dos equipamentos, avanços tecnológicos, ganho de escala dos
operadores e crescimento das viagens de média e longa distância com veículos
elétricos. A eletrificação de frotas corporativas e logísticas também contribui
para a maior procura por estações de maior potência.
Interiorização da
infraestrutura
A rede de recarga está
presente em 1.649 municípios brasileiros, alta de 21% em comparação com
fevereiro/2025 (1.363) e de 10% frente a agosto (1.499).
A expansão, no entanto,
ocorre de forma heterogênea entre as regiões. O Norte apresentou o maior
crescimento proporcional, com alta de 74,5% no número de municípios atendidos
(de 47 para 82). No Nordeste, o avanço foi de 26,4% (de 326 para 412), enquanto
o Centro-Oeste cresceu 25,6% (de 121 para 152).
Nas regiões com maior base instalada, o ritmo foi mais moderado. O Sul passou de 363 para 423 municípios (+16,5%) e o Sudeste, de 506 para 580 (+14,6%).
Eletroposto da Volvo com recarga rápida, no interior de São Paulo
Brasil atinge 21 mil
eletropostos; carregadores rápidos crescem 166%.
O avanço da infraestrutura
fora das capitais e dos grandes centros indica maior interiorização da
mobilidade elétrica, com presença crescente em cidades médias, polos turísticos
e corredores logísticos. A ampliação da rede contribui para reduzir a
chamada “ansiedade de autonomia” e ampliar o uso prático dos veículos elétricos
no país. (pv-magazine-brasil)
Estudo aponta que 96% dos donos de carros elétricos não querem voltar para a gasolina
A transição para os carros
elétricos parece ser um caminho sem volta para quem já deu o primeiro passo. Um
novo levantamento realizado nos Estados Unidos revelou que a fidelidade aos
veículos elétricos atingiu níveis recordes, contrariando o ceticismo de parte
do mercado. De acordo com o estudo da consultoria J.D. Power, a quase
totalidade dos atuais proprietários planeja adquirir outro modelo a bateria
como seu próximo carro.
O dado mais contundente da
pesquisa aponta que, mesmo entre os consumidores que se beneficiaram do antigo
crédito fiscal federal de US$ 7.500 — incentivo financeiro que não está mais em
vigor no país —, 96% afirmam que pretendem permanecer no segmento elétrico.
Esse índice de lealdade e retenção é considerado raríssimo na indústria
automotiva tradicional.
O avanço da infraestrutura e as notas de satisfação
Melhoria na rede de carregadores foi um dos principais fatores da alta satisfação
Um dos principais motores
para essa alta aprovação é a melhora expressiva na infraestrutura de recarga
pública, histórica vilã dos elétricos. Na métrica da J.D. Power, que avalia o
cenário em uma escala de até 1.000 pontos, a percepção sobre a recarga pública
saltou expressivamente: os donos de elétricos premium deram nota 652 (alta de
101 pontos em um ano), enquanto no mercado de massa o índice subiu para 511
(avanço de 115 pontos).
https://www.youtube.com/shorts/zmipeLbnmAc - O que explica o aumento na venda de carros elétricos usados?
No quesito de satisfação geral com o veículo, os elétricos abrem ampla vantagem sobre os híbridos plug-in (PHEVs), com os modelos premium 100% a bateria registrando 786 pontos.
Os queridinhos do mercado
Entre os veículos mais bem
avaliados em seu primeiro ano de uso, o Tesla Model 3 lidera o ranking geral e
o segmento de luxo com 804 pontos, ditando o padrão do mercado. Ele é seguido
de perto pelo “irmão” Model Y (797) e pelo alemão BMW i4 (795). Já no
concorrido mercado de massa, o Ford Mustang Mach-E assumiu a dianteira com 760
pontos, superando o sul-coreano Hyundai Ioniq 6 (748) e o SUV Kia EV9 (745).
Feito em parceria com a plataforma PlugShare, o levantamento ouviu 5.741 proprietários de modelos 2025 e 2026. A conclusão é clara: apesar das turbulências políticas, a experiência prática do dia a dia (que envolve menor custo de manutenção, facilidade de recarga doméstica e desempenho dinâmico) está consolidando a tecnologia de forma quase irreversível entre seus usuários.
Bolt, Leaf e Zoe são três modelos elétricos já presentes no Brasil
Carros elétricos serão mais
baratos que os movidos a gasolina até 2027
Europa verá essa mudança em 6
anos, mas no Brasil são os híbridos que estão fazendo a transição para os
carros eletrificados.
Até 2027 os carros elétricos
serão mais baratos quando comparados àqueles que utilizam combustíveis fósseis.
Pelo menos é isso que aponta um levantamento feito pela BloombergNEF (New
Energy Finance) para o Transport & Environment (T&E). (msn)
domingo, 8 de março de 2026
Eletricidade solar durante a noite
Painéis
solares não geram energia à noite, pois dependem da luz solar direta. No
entanto, é possível usar energia solar de noite através de sistemas on-grid
(compensação de créditos na rede elétrica) ou sistemas off-grid/híbridos com
baterias, armazenando o excedente gerado durante o dia para uso noturno.
Principais
Formas de Usar Energia Solar à Noite:
Sistema
On-Grid (Rede Elétrica): É o método mais comum no Brasil. Durante o dia, o
excedente de energia gerado pelos painéis é injetado na rede da concessionária,
gerando créditos. À noite, o consumidor utiliza a energia da rede, compensando
com os créditos acumulados.
Sistemas
com Baterias (Off-grid/Híbridos): O excesso de energia gerado durante o dia é
armazenado em baterias físicas (como as de lítio-íon) para ser consumido quando
o sol se põe, garantindo autonomia mesmo sem rede elétrica.
Compensação
de Energia: Em muitas regiões, a energia solar de assinatura permite que a
energia gerada em um local remoto seja creditada na sua conta, garantindo o uso
de energia renovável a qualquer hora.
Novas
Tecnologias:
Pesquisas
estão em andamento para desenvolver diodos termo radiativos que convertem a
radiação infravermelha (calor emitido pela Terra) em eletricidade à noite,
embora a tecnologia atual produza pouquíssima energia comparada aos painéis
fotovoltaicos comuns.
Resumo
de funcionamento:
Dia:
Produção > Consumo = Excedente enviado à rede ou bateria.
Noite:
Produção = 0 = Consumo da rede ou bateria.
Embora
não haja "produção" direta à noite, o uso de energia limpa é
viabilizado por esses sistemas, tornando a energia solar uma solução 24 horas.
De
longe, as tecnologias de armazenamento mais importantes são o armazenamento
hidrelétrico por bombeamento e as baterias, tanto em termos de capacidade (GW)
quanto de energia (GWh).
Além
disso, o vento é ótimo porque muitas vezes sopra à noite. Em alguns lugares,
eólica e solar são correlacionadas de forma contra-acentuada. Transferir cargas
da noite para a diurna também é útil. Geração hidroelétrica, geotérmica,
bioenergia e nuclear despachável ajudam, embora sejam pequenas ou inexistentes
na maioria dos países.
O
crescimento e ascensão das instalações solares nos telhados, fazendas solares e
eólicas força grandes mudanças na operação das redes elétricas. Normalmente, a
geração de carvão e gás é pressionada por preços baixos ou negativos durante o
dia e aprende a operar de forma flexível. A redução do sol e do vento é
frequente.
As
figuras 1 e 2 mostram a geração da meia-noite à meia-noite com média de 28 dias
em fevereiro (final do verão) no Mercado Nacional de Eletricidade (NEM) da
Austrália e no estado da Austrália do Sul.
No NEM, a geração média de carvão variou de 16 GW durante o pico noturno até 10 GW por volta do meio-dia. A maior parte do carvão será aposentada à medida que o NEM caminha para 82% de renováveis em 2030.
Na Austrália do Sul (Figura 2), o carvão já foi aposentado. Solar e eólica estão encaminhando para atingir 100% da demanda em média em 2027. O equilíbrio é fornecido por gás, baterias, comércio de eletricidade com estados do leste e superconstrução de energia solar e eólica, juntamente com a frequente redução de energia.
Na maioria dos sistemas de eletricidade renovável, é necessária uma grande quantidade de armazenamento para rodar durante a noite, e em dias e semanas úmidos e sem vento.
As
baterias estão ganhando importância rapidamente devido à implantação de muitas
grandes baterias utilitárias (tipicamente de 2 a 4 horas) e a um grande
programa de suporte de baterias domésticas. Bateria e capacidade energética
suficientes para cobrir a maioria dos horários de pico da noite e da manhã
estarão disponíveis em breve, o que moderará muito os preços. O foco no
equilíbrio então muda para noites caras, e clima úmido e sem vento.
De
forma geral, é necessário um armazenamento de 16 horas em média para cobrir a
noite entre dois dias ensolarados. A cobertura para um dia nublado exige 40
horas de armazenamento, enquanto uma semana nublada exige 160 horas de
armazenamento. O armazenamento dessa duração está muito além do alcance das baterias
atuais, mas está bem dentro do alcance do armazenamento por bombeamento.
A
Figura 3 mostra estimativas recentes de custo de capital feitas pela GenCost
para armazenamento em função da duração.
Essas estimativas são amplamente utilizadas na Austrália. Comparando
baterias utilitárias no ano de 2055 com hidrelétricas por bombeamento, o ponto
de interseção tem cerca de 30 horas de duração.
No
entanto, a vida útil técnica da energia hidrelétrica bombeada é de 150 anos em
comparação com as baterias de 20 anos, o que desloca o ponto de cruzamento para
uma duração muito menor, dependendo principalmente da taxa de desconto
assumida. O armazenamento hidrelétrico por bombeamento deve permanecer
altamente competitivo para armazenamento durante a noite e por mais tempo.
Também
é exibida a energia hidrelétrica Snowy 2.0 bombeada, que armazena 350 GWh de
energia (13 kWh por australiano) com duração de 160 horas, e será concluída em
2028 a um custo de cerca de $10 bilhões ($29/kWh). Snowy 2.0 pode gerar a 2,2
GW por 10 horas na maioria das noites e pode ser recarregado quando está
ensolarado e ventando. Em um ano, isso rende 8000 GWh. Importante destacar que
o Snowy 2.0 pode gerar em ritmo acelerado por 160 horas durante uma semana
ocasional de chuva e sem vento de alto custo. Ao longo de seus 150 anos de
existência, o custo de capital do Snowy 2.0 é inferior a um centavo por
australiano por dia.
Andrew.blakers@anu.edu.au ;
rruther@gmail.com
ISES,
International Solar Energy Society, é uma ONG credenciada pela ONU, fundada em
1954, que trabalha em prol de um mundo com 100% de energia renovável para
todos, utilizada de forma eficiente e responsável. (pv-magazine-brasil)










