Energia
solar no Brasil supera projeção internacional com quase dois anos de
antecedência.
No
entanto, essa estimativa já foi superada com mais de um ano e meio de
antecedência. Dados atualizados nesta semana pela ANEEL (Agência Nacional de
Energia Elétrica) mostram que o país já atingiu cerca de 67 GW de capacidade
instalada em energia solar.
O
número considera a soma da potência instalada em usinas de grande porte
(geração centralizada) e em pequenos sistemas de geração própria instalados em
residências, comércios e indústrias (geração distribuída).
Quando
divulgou a projeção, a IEA estimava que entre 40 GW e 44 GW seriam adicionados
pela geração distribuída até o fim de 2027 – patamar que já foi ultrapassado.
Atualmente, a modalidade se aproxima dos 46 GW instalados no Brasil.
No
caso da geração centralizada, a expectativa da agência internacional era que o
país alcançasse entre 22 GW e 26 GW até o fim de 2027. Esse deverá ser atingido
sem muitas dificuldades, uma vez que hoje o Brasil possui cerca de 21,5 GW no
segmento.
Segundo
profissionais do setor, os números poderiam ser ainda mais expressivos se não
fossem alguns desafios regulatórios e operacionais enfrentados pela fonte, como
questões relacionadas à inversão de fluxo nas redes de distribuição e os cortes
forçados de geração nas grandes usinas, prática conhecida no setor como
curtailment.
Esses
cortes já resultaram na perda de energia equivalente ao consumo anual de cerca
de 26 milhões de residências brasileiras.
O
presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR (Associação Brasileira de
Energia Solar Fotovoltaica), Ronaldo Koloszuk, avalia que, sem esses entraves,
a expansão da fonte solar no país poderia estar ainda mais avançada.
Já
o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, afirma que o potencial solar brasileiro pode
ser ainda melhor explorado com avanços regulatórios e novos investimentos em
infraestrutura.
“Os
cortes e a dificuldade de conexão de pequenos sistemas acendem um alerta para a
necessidade de modernizar o planejamento e acelerar os investimentos na
infraestrutura do setor elétrico, sobretudo em linhas de transmissão e novas
formas de armazenar a energia limpa e renovável gerada em abundância no país”,
afirma.
Nesse
contexto, Sauaia ressalta que a integração entre geração solar e sistemas de
armazenamento em baterias pode desempenhar um papel estratégico para aumentar a
flexibilidade do sistema elétrico brasileiro.
“Neste sentido, a combinação da geração solar com sistemas de armazenamento em baterias representa uma oportunidade estratégica para ampliar o suprimento, aumentar a segurança da operação do sistema elétrico, reduzir custos aos consumidores e contribuir de forma ainda mais consistente para o desenvolvimento do Brasil”, conclui.
Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR. (canalsolar)
















