sábado, 14 de março de 2026

Célula solar híbrida de perovskita gera energia a partir do sol e da chuva

Dispositivo com energia da chuva gera até 110 V por gota: nova célula de perovskita funciona no sol e na tempestade e pode alimentar sensores, LED e dispositivos da Internet das Coisas.

Pesquisadores desenvolveram uma célula solar híbrida de perovskita, combinando os efeitos fotovoltaico e tribo elétrico, capaz de gerar eletricidade tanto da luz solar quanto da energia cinética das gotas de chuva. A tecnologia utiliza uma camada especial de polímero que resiste à água e converte o impacto das gotas em energia, operando dia e noite, até mesmo em tempestades.

Detalhes Técnicos e Funcionamento

Captação Híbrida: A célula solar utiliza a tecnologia de perovskita para luz solar e, simultaneamente, incorpora nano geradores tribo elétricos (TENGs) para converter a energia mecânica das gotas de chuva em eletricidade.

Eficiência e Potência: O sistema demonstra alto desempenho, com algumas pesquisas indicando a geração de até 110 V por gota de chuva em condições ideais, oferecendo uma solução energética contínua.

Estrutura: Uma camada de polímero fluorado, como o CFx, é usada para proteger a perovskita da umidade e aumentar a eficiência na captação da energia da chuva.

Versatilidade: Além da chuva, o mecanismo tribo elétrico pode ser aplicado em pisos, roupas inteligentes e outras superfícies, transformando movimentos em energia elétrica.

Essa inovação no campo da energia renovável visa reduzir a dependência de baterias, fornecendo energia contínua e superando as limitações da luz solar em dias chuvosos ou nublados.

Pesquisadores desenvolveram uma célula solar híbrida de perovskita que gera eletricidade a partir da luz solar e das gotas de chuva, utilizando os efeitos fotovoltaico e triboelétrico. Uma camada de polímero fluorado CFₓ proporciona resistência à água, captação de energia triboelétrica e alta transparência à luz sem reduzir a eficiência da célula solar.

Pesquisadores do Instituto de Ciência e Tecnologia de Materiais (ICMS) em Sevilha, Espanha, desenvolveram uma célula híbrida que converte simultaneamente a radiação solar e o impacto de gotas de chuva em eletricidade. Enquanto o componente de perovskita se baseia no efeito fotovoltaico, a conversão de gotas de chuva em eletricidade utiliza o efeito triboelétrico.

O efeito triboelétrico ocorre quando dois materiais diferentes entram em contato e se separam, gerando uma carga elétrica. Os elétrons são transferidos entre os materiais durante o contato, deixando uma diferença de carga quando se separam, o que produz uma voltagem elétrica. Por exemplo, quando uma gota de água atinge uma superfície polimérica adequada, o contato e o subsequente escoamento ou desprendimento criam uma separação de cargas que pode ser aproveitada como um pulso elétrico por meio de eletrodos.

A principal inovação da equipe é uma camada de polímero fluorado, conhecida como “camada CFₓ”, que desempenha múltiplas funções. Ela encapsula e protege a camada de perovskita da umidade, aumenta a hidrofobicidade da superfície para reduzir a interação com a água e exibe propriedades triboelétricas. É importante ressaltar que ela mantém uma alta transparência óptica, superior a 90%, garantindo que o desempenho fotovoltaico não seja comprometido.

A camada de CFₓ é depositada à temperatura ambiente sob vácuo, utilizando tecnologia de plasma. De acordo com os pesquisadores, o revestimento deixa o desempenho das células solares praticamente inalterado, com as melhores células atingindo uma eficiência de 17,9%.

Para a geração de energia triboelétrica, a composição química da camada de CFₓ foi otimizada. Em uma das variantes, o gerador acionado por gotas de chuva atingiu tensões de circuito aberto de até 110 V e uma densidade de potência máxima de cerca de quatro mW/m².

O revestimento não afeta o desempenho das células solares. Em uma configuração híbrida que combina geração fotovoltaica e triboelétrica, o sistema atingiu uma densidade de corrente de curto-circuito de 11,6 mA/m² com 0,5 sóis de iluminação. Picos de tensão de até 12 V por gota impactante também foram medidos.


Em um protótipo, a célula solar híbrida de perovskita foi usada para carregar um supercapacitor, com um conversor especialmente desenvolvido permitindo a operação contínua de uma fita de LED vermelha. Os autores observam que a velocidade de carregamento é determinada principalmente pela célula solar, enquanto o gerador triboelétrico fornece uma contribuição complementar. Resta incerto se esse conceito pode ser escalado além de protótipos de laboratório.
Tecnologia Solar Híbrida: Eletricidade da Chuva Revoluciona Setor Renovável

Este trabalho faz parte do projeto 3DScavengers, financiado pelo Conselho Europeu de Pesquisa (ERC Starting Grant), e do projeto Drop Ener, cofinanciado pelo Next Generation Fund.

Os pesquisadores publicaram suas descobertas em “Water-resistant hybrid perovskite solar cell – drop triboelectric energy harvester”, publicado na revista Nano Energy. (pv-magazine-brasil)

Transforme seu telhado num gerador de economia

Transformar seu telhado em um gerador de economia é possível instalando painéis fotovoltaicos, que reduzem a conta de luz, valorizam o imóvel e geram energia limpa. Alternativas incluem telhas solares (custo de aprox. R$ 764,75/m²), aluguel do espaço ocioso ou sistemas híbridos (solar+eólico) que geram até 6x mais energia.

Como transformar seu telhado em fonte de renda/economia:

Energia Solar Fotovoltaica: A forma mais comum, utilizando painéis sobre telhados metálicos (que facilitam a instalação), fibrocimento ou cerâmica.

Telhas Solares: Substituem telhados convencionais, sendo esteticamente atraentes e gerando energia, com custo médio de R$ 764,75 por m2, integrando estética e funcionalidade, integrando estética e funcionalidade.

Aluguel de Telhado: Se não puder investir, você pode alugar seu telhado para instalação de painéis por terceiros, ganhando um valor R$ 3,00 m2.

Telhados Verdes (Ecológicos): Uma alternativa sustentável que melhora o isolamento térmico, reduzindo gastos com ar-condicionado.

Sistemas Híbridos (Power Nest): Tecnologias modernas que combinam energia solar e eólica, prometendo eficiência muito superior aos painéis tradicionais.

Vantagens:

Redução drástica na conta de luz (até 95%).

Valorização imediata do imóvel.

Alta durabilidade, especialmente em telhados metálicos.

Sustentabilidade e redução da pegada de carbono.

Recomenda-se contratar um projeto técnico de engenharia para avaliar a melhor estrutura e o potencial de geração da sua propriedade.
Você já parou para pensar que o seu telhado não precisa ser um espaço vazio? O uso do telhado para economizar energia solar é um dos melhores aproveitamentos que você pode fazer no espaço da sua residência ou negócio.

Principalmente diante da crise geopolítica e energética que o mundo enfrenta, buscar estratégias para reduzir esse impacto é mais do que necessário. É nesse sentido que a Europa implementou o plano REPowerEU, criado com o objetivo de acelerar a implementação das energias renováveis no continente. O objetivo europeu é de atingir a neutralidade carbônica até 2050. Interessante, não?

E se os desafios globais vêm afetando países inteiros, o consumidor como indivíduo também enfrenta seus percalços. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, a conta de luz vai aumentar em 5,6% em 2023. Em 2022, já havíamos passado pos um aumento de 11,35%.

Neste artigo, você passará a ver o seu telhado como uma oportunidade de economizar na fatura de energia e conquistar sua independência energética.

Painel Solar no telhado: tudo o que você precisa saber

Aproveite seu telhado para economizar energia

Primeiramente, devemos lembrar o quanto o nosso país é privilegiado em questão de irradiação solar. De acordo com o Atlas Brasileiro de Energia Solar, a irradiação solar média do Brasil fica em torno de 5.153 kWh/m². Enquanto isso, a Alemanha, um dos países mais próximos de se abastecerem somente por energias renováveis, recebe apenas 1.200 kWh/m².

Por isso, instalar painéis solares no telhado para economizar energia é um dos melhores investimentos para o brasileiro. Essa tecnologia garante sua imunidade da inflação energética por décadas, afinal, um painel solar tem uma vida útil de mais de 25 anos.

Como reduzir o consumo de energia na sua casa?

Painel Solar no telhado para economizar energia: como funciona?

Um painel solar é o conjunto de placas solares, também chamadas de módulos fotovoltaicos. Eles são capazes de gerar energia pela conversão direta da luz solar.

Para escolher um painel solar, é preciso buscar por um fabricante que tenha uma boa política de garantia e boa estabilidade no mercado. Peça ao seu integrador solar (o profissional que te auxiliará) para conhecer os fabricantes da liste Tier 1, que atesta essa qualidade. Alguns exemplos são a Jinko Solar e a JA Solar.

Painel solar não é tudo igual: saiba escolher o melhor para seu projeto

Além dos painéis, será necessário um kit de energia solar. O kit contém os seguintes equipamentos, dependendo da sua necessidade:

Inversor solar: equipamento que adapta a energia gerada pelas placas para ser utilizada na casa e que gerencia a energia do sistema com a energia da rede elétrica;

String-box: dispositivos de segurança do sistema contra surtos elétricos e chave de ligar/desligar;

Estrutura Solar: estrutura metálica utilizada para fixar o painel sobre o telhado da casa;

Cabeamento: conjunto de conectores e cabos para conexão elétrica do sistema.

Em conjunto, esses equipamentos formam o gerador de energia solar fotovoltaico. Com ele, é possível gerar sua própria energia e deixar de sofrer com a inflação da energia elétrica.

Talvez você se pergunte, “mas e durante a noite?”. Inicialmente, vale saber que existem duas diferentes opções de instalação do seu sistema:

Gerador OFF GRID: do inglês “fora da rede”. São os sistemas que utilizam baterias para armazenar excedentes de energia durante o dia, que irão alimentar o imóvel à noite ou em períodos de baixa produção do painel.

Gerador ON GRID: “na rede”. São os sistemas conectados à rede elétrica, que trocam o excedente gerado no dia pela energia consumida da rede durante a noite.

No Brasil, a maioria dos sistemas instalados são do tipo ON GRID, devido ao seu menor custo e manutenção mais simples.

Uma alternativa ao sistema OFF GRID é injetar sua energia excedente na rede da distribuidora. Ou seja, aquela energia que você gerou mas não consumiu durante o dia pode ser enviada para a sua distribuidora de energia, e “recuperada” durante à noite.

Para isso, conforme a Lei 14.300, será preciso pagar uma pequena taxa de disponibilidade, que dependerá da sua distribuidora, mas continua sendo uma alternativa muito mais econômica e vantajosa do que a energia elétrica.

Vantagens do painel solar no telhado para economizar energia

Em primeiro lugar, temos a vantagem da longa vida útil dos painéis. Conforme comentamos mais acima, um painel dura em média 25 anos (pelo menos!). Além disso, sua perda de eficiência também é mínima, variando de cada fabricante.

Também vale considerar que o sistema exige pouca manutenção. O próprio consumidor pode cuidar da limpeza dos módulos, que é a principal manutenção a ser feita, e só é necessária quando os painéis estiverem realmente muito sujos.

Ainda que na sua região ocorram chuvas de granizo, os painéis solares possuem enorme resistência a esse tipo de impacto. Portanto, mais uma vez, não é preciso se preocupar com a vida útil.

Outra grande vantagem é a valorização do seu imóvel. Afinal, uma residência que gera a própria energia com certeza valerá mais do que uma sem a autogeração.

Por fim, reforçamos a maior vantagem que este artigo aponta desde o início: a redução na conta de luz. Com a energia solar, é possível economizar até 95% na sua conta de luz!

Energia solar residencial: quais são as vantagens de se ter em casa?

Conclusão: seu telhado pode ser fonte de economia

Em conclusão, você viu que é possível aproveitar o telhado, um espaço até então inutilizado do imóvel, para economizar seu dinheiro. Com a economia gerada pela energia solar, você poderá investir em mais conforto em sua vida, ou até mesmo em um sonho que parecia distante. (aldo)

quinta-feira, 12 de março de 2026

Otimizando estações de energia solar para veículos elétricos

Um novo relatório do Programa de Sistemas de Energia Fotovoltaica da Agência Internacional de Energia (IEA PVPS), Tarefa 17, descreve como os sistemas fotovoltaicos podem ser integrados de forma eficaz à infraestrutura de carregamento de veículos elétricos por meio de dimensionamento otimizado, controle inteligente e projeto específico para cada local.
O relatório “PV-Powered Charging Stations: Sizing, Optimization and Control” analisa locais de carregamento em ambientes de trabalho, configurações de microrredes, operação veículo-rede (V2G), conceitos de troca de baterias e infraestruturas de carregamento para ônibus elétricos. Como explicam os autores, a adequação da demanda de carregamento à produção de energia solar é fundamental para maximizar o autoconsumo e reduzir custos.

Seis anos de dados sobre cobranças no local de trabalho

Um dos principais estudos de caso do relatório avalia uma instalação de carregamento para veículos elétricos em um local de trabalho no sul da França, utilizando seis anos de dados empíricos. O conjunto de dados inclui mais de 32.000 transações de carregamento de mais de 350 usuários de veículos elétricos em aproximadamente 80 pontos de carregamento.

Utilizando esses dados do mundo real, os pesquisadores desenvolveram uma metodologia de dimensionamento modular para avaliar diferentes estratégias de carregamento. A análise comparou o carregamento descontrolado com o carregamento inteligente alinhado à energia solar.

Os resultados mostram que o carregamento otimizado melhora significativamente o alinhamento entre a geração fotovoltaica e a demanda de veículos elétricos. O carregamento inteligente de energia solar reduz a capacidade de pico fotovoltaica necessária em comparação com o carregamento não controlado, ao mesmo tempo que aumenta o autoconsumo fotovoltaico e diminui a troca com a rede. A estrutura modular da metodologia permite que os operadores que gerenciam vários locais repliquem os procedimentos de dimensionamento de forma eficiente, uma vez estabelecidas as relações essenciais entre a produção fotovoltaica e a demanda de carregamento.

Carros elétricos e energia solar: uma combinação sustentável para o futuro

Sistemas conectados à rede elétrica apresentam desempenho superior aos sistemas isolados da rede

O relatório também examina estações de carregamento movidas a energia fotovoltaica baseadas em microrredes, que combinam painéis fotovoltaicos, sistemas de armazenamento de baterias e conexões à rede elétrica. Utilizando programação linear inteira mista, os sistemas foram otimizados ao longo de uma vida útil de 25 anos com base no custo nivelado de energia (LCOE) e nas emissões do ciclo de vida (LCE).

Os resultados indicam que cidades com alta irradiação solar apresentam LCOE e LCE menores em comparação com cidades com baixa irradiação solar. Observa-se também que a classificação das cidades com base na irradiação solar média não necessariamente se correlaciona com a classificação de LCOE e LCE.

A análise também destaca a importância da variabilidade sazonal. Uma maior irradiação solar anual não se traduz automaticamente em custos de sistema mais baixos. Descompassos mensais e sazonais entre a produção e a demanda de carregamento podem aumentar a capacidade necessária do sistema.

Uma comparação entre Dijon e Poitiers ilustra esse efeito. Embora Dijon tenha maior irradiação anual, a menor disponibilidade de energia solar no inverno e no outono reduz o autoconsumo fotovoltaico e aumenta o dimensionamento necessário do sistema em comparação com Poitiers, onde a demanda e a produção estão mais bem alinhadas.

Energia solar impulsiona recarga de veículos elétricos no Brasil

Potencial de veículo para rede

O relatório avalia a operação V2G por meio da simulação de cronogramas de carregamento. Em cenários otimizados, os veículos elétricos carregam durante períodos de alta geração fotovoltaica e descarregam durante os picos de demanda, mantendo o nível de carga necessário para a partida.

Os resultados mostram que o agendamento inteligente pode reduzir os custos de energia em comparação com o carregamento não gerenciado. No entanto, os autores apontam diversos desafios de implementação, incluindo a degradação da bateria devido a ciclos adicionais, a necessidade de sistemas de comunicação robustos e a importância de simulações de longo prazo para avaliar os impactos operacionais ao longo do tempo.

Recomenda-se a utilização de estruturas de simulação anuais para melhor compreender os efeitos da degradação e o desempenho do sistema a longo prazo.

Energia solar acelera o retorno do investimento em estações de recarga de carros elétricos

A troca de baterias aumenta a flexibilidade

O relatório também apresenta modelos de sistemas de troca de baterias. Nessa configuração, as baterias são carregadas independentemente do uso do veículo, permanecendo conectadas à rede elétrica por períodos prolongados. Isso permite programar o carregamento durante períodos de alta produção de energia fotovoltaica.

Uma região modelada com aproximadamente 200.000 habitantes foi usada para comparar a troca de baterias com abordagens de carregamento convencionais. Os resultados indicam que a troca de baterias pode aumentar a integração de energia fotovoltaica e reduzir a demanda de eletricidade da rede, uma vez que as baterias estacionárias proporcionam maior flexibilidade para alinhar o carregamento com a disponibilidade de energia solar.

Vantagens e desvantagens do carregamento de ônibus elétricos

A eletrificação do transporte público é analisada por meio de um estudo de caso da rede de ônibus em Compiègne, França. Três estratégias de carregamento foram modeladas: carregamento apenas em garagens, carregamento em terminais e carregamento de oportunidade.

O carregamento exclusivo em garagens exige grandes baterias de bordo de 422 kWh. O carregamento de oportunidade reduz significativamente a capacidade de bateria necessária, mas introduz altas demandas de potência de pico. Eventos de carregamento simultâneos podem exigir conexões à rede de até, no máximo, 1.200 kW.

Uma instalação fotovoltaica de 100 kWp pode exceder o consumo total do ônibus durante os meses de verão, mas fica aquém no inverno, o que destaca a necessidade de balanceamento sazonal e, potencialmente, de armazenamento estacionário.

O estudo conclui que a seleção da estratégia de carregamento afeta diretamente o dimensionamento da bateria, a sobrecarga da rede elétrica e o potencial de integração de energias renováveis.
Projeto orientado por dados e otimização multiobjetivo

Em todos os casos de uso, o relatório enfatiza que os dados empíricos melhoram a precisão do dimensionamento do sistema e que as estratégias de controle de carregamento influenciam materialmente o autoconsumo e o desempenho econômico.

Em vez de se basearem em médias anuais, os autores enfatizam a importância da análise horária e sazonal. A otimização multiobjetivo — que equilibra custos, emissões e restrições operacionais — é identificada como essencial para a implantação em larga escala.

O relatório também aponta para desafios contínuos, incluindo a escalabilidade computacional para grandes frotas de veículos elétricos, a melhoria da modelagem da degradação da bateria e a padronização dos protocolos de comunicação.

Em geral, a Tarefa 17 conclui que as estações de carregamento alimentadas por energia fotovoltaica são tecnicamente viáveis e economicamente rentáveis quando apoiadas por controle inteligente, análise detalhada de dados e projeto de sistema específico para cada local. (pv-magazine-brasil)

Eletrificados leves crescem 92% em fevereiro e alcançam 14% do mercado brasileiro

Com 24.885 emplacamentos no mês, eletrificados quase dobram volume sobre fevereiro de 2025 e acumulam alta de 90% no primeiro bimestre com São Paulo respondendo por 31% das vendas e a projeção da ABVE projeta mais de 280 mil unidades em 2026.
O mercado brasileiro de veículos leves eletrificados manteve ritmo acelerado em fevereiro/2026. Foram 24.885 unidades emplacadas no mês, alta de 92% em relação a fevereiro/2025 (12.988) e avanço de 5% frente a janeiro deste ano (23.706).

A participação de mercado dos eletrificados sobre o total de veículos leves vendidos no país em fevereiro (176.797 unidades) atingiu 14%, consolidando o patamar de dois dígitos. No mesmo mês de 2025, o índice era de 7%. Desde então, a participação avançou para 9% em novembro, 13% em dezembro, 15% em janeiro e 14% em fevereiro.

No acumulado do primeiro bimestre, foram comercializadas 48.591 unidades (23.706 em janeiro e 24.885 em fevereiro), crescimento de 90% sobre o mesmo período de 2025, quando o volume foi de 25.544 veículos.

Para o presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Bastos, o desempenho reforça as projeções do setor. “2026 será o melhor ano da eletromobilidade no Brasil”, afirmou. A entidade mantém a expectativa de vendas superiores a 280 mil eletrificados ao longo do ano, após o recorde de 224 mil unidades registrado em 2025.

Incentivos e avanço dos 100% elétricos

Entre as tecnologias, os veículos 100% elétricos (BEV) representaram 35% do total de eletrificados vendidos em fevereiro, com 8.703 unidades, alta de 5,5% sobre janeiro (8.250) e crescimento de 94% na comparação anual (4.492 em fevereiro de 2025).

Os híbridos flex não plug-in (HEV Flex) somaram 3.960 unidades, avanço de 14,6% frente a janeiro (3.457) e expansão de 170% sobre fevereiro do ano passado (1.464).

Segundo a entidade, incentivos fiscais estaduais têm influenciado o desempenho de algumas tecnologias. Benefícios relacionados ao IPVA em estados como São Paulo, além de políticas adotadas no Distrito Federal e no Rio Grande do Sul, têm favorecido tanto híbridos flex quanto modelos 100% elétricos.

Plug-in concentram 69% das vendas

Do total de 24.885 eletrificados emplacados em fevereiro, 69% (17.096) foram modelos plug-in, que incluem BEV e híbridos plug-in (PHEV).

Os PHEV responderam por 8.393 unidades (34% do total), com estabilidade frente a janeiro (8.399) e crescimento de 43% sobre fevereiro de 2025 (5.884).

Híbridos mantêm crescimento no mix

Os híbridos sem recarga externa (HEV e HEV Flex) totalizaram 7.789 unidades em fevereiro, o equivalente a 31% do mercado de eletrificados no mês. Em janeiro, essa participação era de 30%, acima dos 20% registrados em fevereiro de 2025.

Os híbridos convencionais (HEV) somaram 3.829 unidades, alta de 6,4% frente a janeiro (3.600) e crescimento de 234% na comparação anual (1.148). Já os HEV Flex, com 3.960 unidades, avançaram 170% sobre fevereiro de 2025.

Pelos critérios da ABVE Data, vigentes desde janeiro/2025, os micros híbridos (MHEV) não são considerados eletrificados. Ainda assim, em fevereiro foram vendidas 3.201 unidades dessa categoria, queda de 13% frente a janeiro (3.685) e estabilidade em relação a fevereiro/2025 (3.249).

Carros eletrificados têm 14% de participação do mercado no Brasil

Sudeste lidera e São Paulo concentra 31% das vendas

Regionalmente, o Sudeste liderou as vendas em fevereiro, com 11.299 unidades (45,4%), seguido por Sul (4.504; 18,1%), Nordeste (4.291; 17,2%), Centro-Oeste (3.873; 15,6%) e Norte (918; 3,7%).

Entre os estados, São Paulo concentrou 7.690 emplacamentos (30,9%), à frente do Distrito Federal (2.223; 8,9%), Paraná (1.643; 6,6%), Minas Gerais (1.586; 6,4%) e Santa Catarina (1.475; 5,9%).

No ranking municipal, a cidade de São Paulo liderou com 2.932 unidades (11,8%), seguida por Brasília (2.223; 8,9%), Belo Horizonte (839; 3,4%), Rio de Janeiro (754; 3%) e Curitiba (750; 3%).

O desempenho do primeiro bimestre contraria projeções de desaceleração após o recorde histórico de 2025 e indica manutenção do crescimento da eletromobilidade no mercado automotivo brasileiro ao longo de 2026. (pv-magazine-brasil)

terça-feira, 10 de março de 2026

Recarga rápida cresce 167% em 12 meses e já representa 31% dos 21.061 eletropostos no Brasil

Com 21.061 pontos públicos e semipúblicos de recarga e 411.869 veículos plug-in em circulação, o Brasil registra relação de 19,6 veículos por carregador. Em um ano, os equipamentos rápidos e ultrarrápidos (DC) saltaram de 2.430 para 6.479 unidades, enquanto a rede chegou a 1.649 municípios.
Eletroposto Carioca, na Barra da Tijuca/RJ, funciona 24 horas e conta com sete vagas para veículos elétricos e híbridos.

O Brasil alcançou 21.061 pontos públicos e semipúblicos de recarga de veículos elétricos até fevereiro, segundo levantamento da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) em parceria com a Tupi Mobilidade. O volume representa crescimento de 42% em relação a fevereiro/2025 (14.827) e de 25% frente a agosto do ano passado (16.880).

Com 411.869 veículos elétricos plug-in em circulação no período, a relação entre frota e infraestrutura chegou a 19,6 veículos por ponto de recarga — proporção considerada adequada para o estágio atual do mercado, mas ainda distante da meta ideal, que demandaria praticamente dobrar a base instalada.

Avanço da recarga rápida

O principal destaque da atualização é o avanço dos carregadores rápidos e ultrarrápidos (DC), que cresceram 167% em 12 meses. O número saltou de 2.430 unidades em fevereiro/2025 para 6.479 em fevereiro/2026. Com isso, os equipamentos DC passaram a representar 31% da rede nacional, ante 16% no mesmo período do ano anterior.

Já os carregadores lentos (AC) somaram 14.582 unidades, alta de 17,6% sobre as 12.397 registradas em fevereiro/2025. Apesar de ainda responderem por 69% da infraestrutura, o ritmo de expansão é significativamente inferior ao da recarga rápida.

Lei permitirá avanço da recarga elétrica com segurança e esclarece ainda mais sobre requisitos e competências.

Recarga pública rápida sobe 167% em um ano e atinge 31% dos 21 mil eletropostos.

A mudança no perfil da rede acompanha a demanda por maior agilidade nas recargas, impulsionada pela redução de custos dos equipamentos, avanços tecnológicos, ganho de escala dos operadores e crescimento das viagens de média e longa distância com veículos elétricos. A eletrificação de frotas corporativas e logísticas também contribui para a maior procura por estações de maior potência.

Interiorização da infraestrutura

A rede de recarga está presente em 1.649 municípios brasileiros, alta de 21% em comparação com fevereiro/2025 (1.363) e de 10% frente a agosto (1.499).

A expansão, no entanto, ocorre de forma heterogênea entre as regiões. O Norte apresentou o maior crescimento proporcional, com alta de 74,5% no número de municípios atendidos (de 47 para 82). No Nordeste, o avanço foi de 26,4% (de 326 para 412), enquanto o Centro-Oeste cresceu 25,6% (de 121 para 152).

Nas regiões com maior base instalada, o ritmo foi mais moderado. O Sul passou de 363 para 423 municípios (+16,5%) e o Sudeste, de 506 para 580 (+14,6%).

Eletroposto da Volvo com recarga rápida, no interior de São Paulo

Brasil atinge 21 mil eletropostos; carregadores rápidos crescem 166%.

O avanço da infraestrutura fora das capitais e dos grandes centros indica maior interiorização da mobilidade elétrica, com presença crescente em cidades médias, polos turísticos e corredores logísticos. A ampliação da rede contribui para reduzir a chamada “ansiedade de autonomia” e ampliar o uso prático dos veículos elétricos no país. (pv-magazine-brasil)