sexta-feira, 20 de março de 2026

Energia solar nos telhados se recupera na Austrália e demanda por baterias domésticas aumenta

Energia solar nos telhados se recupera na Austrália e demanda por baterias domésticas aumenta.

Tantos australianos têm painéis solares em seus telhados que rede elétrica australiana está a um passo de acabar.

A demanda pela energia vinda da rede está baixa demais, o que pode causar sobrecarga e levar a apagões.
A energia solar em telhados na Austrália registrou um recorde em fevereiro de 2026, com 281 MW de nova capacidade, recuperando o crescimento do setor. Paralelamente, a demanda por baterias domésticas cresceu significativamente, com mais de 1,2 GWh de armazenamento instalado em dezembro/2025, impulsionada por programas governamentais e pela necessidade de gerenciar o alto excedente de energia produzida.

Aqui estão os principais detalhes sobre a recuperação do setor:

Recorde de Instalações: O mercado de energia solar no telhado australiano voltou a níveis recordes, com 281 MW de nova capacidade registrada no último mês.

Boom de Baterias Residenciais: A demanda por armazenamento de energia disparou, com a instalação de mais de 1,2 GWh de capacidade em dezembro/2025.

Incentivos Governamentais: A alta demanda por baterias é impulsionada pelo programa federal "Baterias Domésticas Mais Baratas", que investiu US$ 7,2 bilhões.

Solução para o Excesso: O alto volume de energia solar gerada nas residências (uma em cada três casas na Austrália possui painéis) estava sobrecarregando a rede, tornando as baterias essenciais para o armazenamento.

Adoção de Renováveis: A Austrália ultrapassou 50% de sua matriz elétrica vinda de fontes renováveis no 4º trimestre de 2025.

A alta penetração da energia solar no telhado causou, em setembro/2024, uma demanda extremamente baixa na rede elétrica, exigindo medidas de estabilização. O país continua a investir massivamente para se tornar uma potência em energia renovável.

O mercado australiano de energia solar em telhados voltou ao território recorde com 281 MW de nova capacidade registrados em todo o país no mês passado, marcando o maior total de fevereiro já registrado.

A última atualização mensal da empresa de pesquisa solar SunWiz mostra que 281 MW de nova capacidade de energia solar em telhados de pequena escala (0 kW a 100 kW) foram registrados em toda a Austrália em fevereiro/2026, um aumento de 57 MW em relação aos 224 MW instalados no mês anterior.

O diretor executivo da SunWiz, Warwick Johnston, disse que o total mensal é o maior de fevereiro até agora, enquanto o valor acumulado do ano está 6% acima dos volumes observados no mesmo período do ano passado.

“Os volumes fotovoltaicos se recuperaram fortemente em fevereiro, marcando o maior fevereiro já registrado, ligeiramente acima de fevereiro de 2021”, disse Johnston. “Isso dá sequência ao início volátil de 2026 após um forte encerramento de 2025, com a demanda permanecendo robusta apesar dos sinais de maturidade do mercado e de uma mudança mais ampla da indústria em direção a baterias e sistemas maiores”.

Johnston disse que o resultado marca o segundo mês do ano que apresentou níveis e volumes mais altos do que nos anos anteriores, o que pode indicar um 2026 promissor.

“A linha de tendência de longo prazo pode potencialmente subir em algum momento ainda este ano”, disse ele.

Apesar do aumento nacional nos volumes fotovoltaicos, o tamanho médio do sistema diminuiu pelo segundo mês consecutivo, descendo para 10,3 kW por instalação.

A maioria dos segmentos de capacidade registrou crescimento no último mês, com o segmento de 50 kW a 75 kW se recuperando fortemente, aumentando 40% em relação à queda do mês anterior.

Recorde de baterias

O mercado de baterias da Austrália também disparou em fevereiro, com mudanças no programa federal de subsídios para Baterias Domésticas Mais Baratas impulsionando a demanda.

“A pressão para concluir as instalações antes das mudanças nos reembolsos em 1º de maio elevou os registros para um mês recorde”, disse Johnston.
Um recorde de 1,2 GWh de capacidade de armazenamento de energia em pequena escala foi registrado durante o mês, um aumento de 24% em relação a janeiro de 2026.

As instalações estavam inclinadas para baterias maiores, sendo o segmento de 40 kWh a 50 kWh o mais popular, ajudando a elevar o tamanho médio da bateria para 10,34 kW.

“Desde a introdução do STC para baterias, não houve um único mês em que não tenhamos visto um aumento no tamanho médio das baterias no mercado”, disse Johnston. “Isso desacelerou um pouco em fevereiro, mas o crescimento continua mesmo assim”. (pv-magazine-brasil)

quarta-feira, 18 de março de 2026

Energia solar substitui diesel em escolas de ilhas de Belém (PA)

Energia solar substitui diesel em escolas de ilhas de Belém (PA) com investimento de R$ 6 milhões.
Prefeitura investe R$ 6 milhões em energia solar nas escolas das ilhas

Medida beneficia diretamente 11 escolas nas ilhas, reduzindo a emissão de gases poluentes, garantindo melhor infraestrutura de ensino e inclusão digital de alunos e da comunidade.

A Prefeitura de Belém está substituindo geradores a diesel por energia solar em escolas nas ilhas da região, com um investimento superior a R$ 6 milhões. O projeto inicial atende 11 escolas, eliminando o barulho, a fumaça e reduzindo custos, promovendo sustentabilidade e melhorando a qualidade do ensino.

Principais Detalhes da Iniciativa:

Objetivo: Substituir geradores a diesel por sistemas fotovoltaicos (energia solar) em escolas municipais da área insular.

Investimento: Mais de R$ 6 milhões para a instalação de painéis solares em 11 escolas, com previsão de ampliação.

Benefícios: Redução de custos operacionais, eliminação da poluição sonora/atmosférica e melhoria do ambiente escolar.

Sustentabilidade: Uso de energia renovável, alinhado à preservação ambiental e inovação tecnológica na Amazônia.

Impacto: Melhora a qualidade do ensino e proporciona energia 24 horas através de sistemas off-grid com baterias.

O projeto também inclui a oferta de internet, materiais escolares e uniformes, além de conscientizar alunos sobre fontes renováveis.

Projeto prevê a instalação de sistemas fotovoltaicos em escolas localizadas em algumas das mais de 40 ilhas de Belém, como Cotijuba, Jutuba, Paquetá, Outeiro e Mosqueiro. A iniciativa busca substituir geradores a diesel, reduzir custos operacionais e ampliar o uso de energia renovável em comunidades ribeirinhas da capital paraense.

A prefeitura de Belém iniciou a implantação de sistemas de geração de energia solar em escolas municipais localizadas em ilhas do município, em um projeto com investimento estimado em R$ 6 milhões. A iniciativa tem como objetivo substituir o uso de geradores a diesel utilizados em algumas unidades de ensino, garantindo fornecimento de energia mais estável e sustentável para comunidades ribeirinhas.

Belém possui mais de 40 ilhas em seu território, muitas delas com acesso limitado à rede elétrica convencional. Entre as regiões contempladas ou atendidas por políticas educacionais e de infraestrutura estão Mosqueiro, Cotijuba, Paquetá, Jutuba e Outeiro, que concentram diversas escolas e anexos que atendem famílias ribeirinhas e comunidades isoladas.

Os sistemas fotovoltaicos estão sendo instalados nos telhados das escolas e incluem módulos solares, inversores e estruturas de fixação, permitindo a geração local de eletricidade a partir da radiação solar. Em áreas onde o abastecimento depende de combustíveis fósseis ou apresenta instabilidade, a geração distribuída fotovoltaica pode reduzir significativamente custos com combustível e logística de transporte.

Os sistemas fotovoltaicos instalados nas escolas têm capacidade típica estimada entre 20 kWp e 40 kWp, com dezenas de módulos solares instalados nos telhados das unidades. A geração anual pode alcançar até 60 MWh por escola, volume suficiente para suprir grande parte da demanda elétrica e reduzir a dependência de geradores a diesel.

Além da economia operacional, a iniciativa também contribui para reduzir emissões associadas ao uso de diesel e ampliar a adoção de fontes renováveis na infraestrutura pública municipal. A substituição dos geradores também diminui ruídos e melhora as condições de funcionamento das unidades de ensino.

Prefeitura de Belém investe milhões em placas fotovoltaicas

As escolas atendem milhares de estudantes das comunidades insulares. Segundo dados da rede municipal, mais de 10 mil alunos frequentam unidades de ensino distribuídas nas ilhas de Belém, muitas delas localizadas em áreas de difícil acesso e dependentes de transporte fluvial.

Além do impacto energético, a presença dos sistemas solares nas escolas também tem caráter educativo, permitindo que estudantes tenham contato direto com tecnologias de geração de energia limpa e com temas ligados à sustentabilidade e à transição energética. (pv-magazine-brasil)

segunda-feira, 16 de março de 2026

Solar será a principal fonte de crescimento da oferta global de eletricidade até 2030

Relatório “Electricity 2026”, da Agência Internacional de Energia (IEA), projeta que a energia solar fotovoltaica acrescentará mais de 600 TWh por ano até o fim da década para atender a demanda das economias mais eletrificadas. Em volume de geração, a solar deve ultrapassar a energia eólica e nuclear já em 2026 e superar a hidrelétrica até 2029. As fontes renováveis e nuclear serão responsáveis por 50% da geração global de eletricidade até 2030, de 42% em 2025.
Complexo Solar Boa Sorte, da Atlas

A demanda global por eletricidade deve crescer a uma taxa média anual de 3,6% entre 2026 e 2030, impulsionada pela eletrificação da indústria, expansão dos veículos elétricos, uso crescente de ar-condicionado e proliferação de data centers e aplicações de inteligência artificial (IA), de acordo com o relatório Electricity 2026, da Agência Internacional de Energia (IEA).

De acordo com a publicação, a geração de eletricidade renovável deverá aumentar a cada ano em cerca de 1.050 TWh. Desse total, mais de 600 TWh, em média, deverão vir da energia solar fotovoltaica anualmente até 2030. Em volume de geração, a solar deve ultrapassar a energia eólica e nuclear já em 2026 e superar a hidrelétrica até 2029, consolidando-se como um dos pilares centrais da matriz elétrica global.

Participação das fontes na matriz elétrica global

A participação das energias renováveis ultrapassou o marco de um terço da geração global de eletricidade em 2025, um aumento significativo em relação aos 23% de uma década atrás. Fontes de energia de baixa emissão – renováveis, lideradas pela empresa solar, e nuclear – verão sua participação na geração global de eletricidade subir para 50% até 2030, ante 42% em 2025. A fonte solar deve corresponder a 15% da geração global de energia em 2030, quase dobrando a sua participação de 8% em 2025.

Ao mesmo tempo, a produção de energia a carvão deve contrair em média 0,9% ao ano até 2030. Apesar da tendência de queda, o carvão continuará sendo a maior fonte individual de eletricidade no período. A estabilização da geração de energia a carvão na China, onde se concentra mais da metade da produção mundial desse tipo de energia, é um dos principais catalisadores dessa tendência. Em contrapartida, a produção global de energia a gás deverá crescer a uma taxa acelerada de 2,6% no período de 2026 a 2030. Esse crescimento é impulsionado pelo forte aumento da geração de energia a gás nos Estados Unidos, em meio à robusta demanda por eletricidade, e no Oriente Médio, com a rápida expansão da substituição do petróleo pelo gás, especialmente na Arábia Saudita.

Restrição de rede e curtailment são desafios globais

A falta de capacidade da rede elétrica está se tornando um gargalo crítico em muitas regiões, destaca o relatório, causando níveis mais altos de congestionamento e retardando a implantação de novas usinas de geração, armazenamento e demanda de eletricidade. As filas de espera para conexão à rede atingiram níveis recordes em todo o mundo.

Mais de 2.500 GW em projetos de energia renovável, grandes cargas e armazenamento estão atualmente paralisados em filas de espera na rede elétrica em todo o mundo. Com o investimento na rede muito aquém do investimento em projetos de geração, muitos sistemas de energia já enfrentam um aumento nas restrições de geração relacionadas ao congestionamento da rede. Atender à demanda de eletricidade até 2030 exigirá um aumento anual de aproximadamente 50% no investimento na rede, partindo dos atuais US$ 400 bilhões, além de uma expansão nas cadeias de suprimentos da rede e uma gestão mais eficaz dos desafios relacionados à força de trabalho.

O desafio é agravado pelo fato de que planejar e executar a expansão da rede exige prazos mais extensos, a partir de 5 anos, do que a expansão de tecnologias como geração fotovoltaica e infraestrutura de recarga de veículos elétricos, que levam em torno de 1 a 2 anos.
Demanda global por energia deve crescer 3,6% ao ano até 2030

Perspectivas para o Brasil

Com o crescimento da demanda por eletricidade, aumenta também a necessidade de reforçar a segurança regulatória e modernizar a infraestrutura elétrica no Brasil, sobretudo para ampliar a oferta de fontes limpas, renováveis, mais competitivas e de rápida implantação, avalia a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Segundo a entidade, no contexto brasileiro, a expectativa de crescimento médio anual é de 3,3% no consumo de eletricidade no Brasil até 2035, projetado no Plano Decenal de Expansão de Energia, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e que está em fase de Consulta Pública.

“É preciso superar importantes desafios estruturais, como os cortes de usinas renováveis sem o devido ressarcimento aos empreendedores prejudicados e os obstáculos de conexão nos pequenos sistemas dos consumidores, sob a alegação de incapacidade das redes e inversão de fluxo de potência, bem como destravar o mercado de armazenamento energético, com legislação e regulamentação adequadas”, pontua Rodrigo Sauaia, CEO da Absolar.

“Os cortes e a dificuldade conexão de pequenos sistemas acendem um alerta para a necessidade de modernizar o planejamento e acelerar os investimentos na infraestrutura do setor elétrico, sobretudo em linhas de transmissão e novas formas de armazenar a energia limpa e renovável, gerada em abundância no país”, acrescenta.

Os dados da IEA confirmam que o mundo vive a “era da eletricidade”, marcada por uma transição acelerada para fontes renováveis e pela crescente eletrificação dos setores produtivos. “A eletrificação da economia global está se intensificando e a energia solar se destaca como a principal protagonista desse novo ciclo. Trata-se da fonte mais competitiva, rápida de implantar e que também está alinhada às metas de descarbonização. O Brasil, por sua abundância de recursos solares, tem uma oportunidade estratégica de liderar esse movimento”, diz Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Absolar.

O relatório também destaca a expansão robusta do armazenamento em baterias como elemento-chave para dar mais flexibilidade aos sistemas elétricos. Atualmente, há mais de 600 gigawatts (GW) de projetos de armazenamento em baterias em estágio avançado nas filas de conexão às redes elétricas em todo o mundo. A tecnologia terá papel cada vez mais relevante para apoiar a integração de fontes renováveis variáveis nas matrizes elétricas.
Energia solar será a fonte que mais crescerá no mundo até 2030

Demanda global por eletricidade deve incrementar em taxa média anual de 3,6% no período, mostra estudo da Agência Internacional de Energia (IEA).

“Neste sentido, a combinação da geração solar com sistemas de armazenamento em baterias representa uma oportunidade estratégica para ampliar o suprimento, aumentar a segurança da operação do sistema elétrico, reduzir custos aos consumidores e contribuir de forma ainda mais consistente para o desenvolvimento do Brasil”, conclui Sauaia. (pv-magazine-brasil)

BYD apresenta baterias que serão recarregadas em 10 minutos

BYD apresenta baterias para veículos elétricos que podem ser recarregadas em 10 minutos.
A BYD lançou a segunda geração da Blade Battery, capaz de carregar de 10% a 97% em apenas 9 a 10 minutos. A nova tecnologia, compatível com carregadores ultrarrápidos de até 1.500 kW (Flash Charging Technology), oferece autonomia superior a 1.000 km em modelos como o Denza Z9 GT e deve expandir globalmente em 2026.

Principais detalhes da nova Blade Battery:

Desempenho de Carga: Além dos 10% a 97% em 9-10 minutos, a bateria pode carregar de 10% a 70% em 5 minutos.

Desempenho: A nova bateria opera com eficiência mesmo em condições extremas, garantindo recarga rápida a -20ºC.

Alta Potência: Utiliza um novo sistema de carregamento rápido (Flash Charging Technology) com potência de até 1.500 kW, superior a tecnologias atuais.

Tecnologia: A bateria utiliza células de fosfato de ferro-lítio (LFP), que reduzem custos e dispensam metais raros. O avanço é impulsionado por um novo canal de íons de lítio de alta velocidade e gerenciamento térmico inteligente, reduzindo drasticamente a resistência interna.

Autonomia: Modelos equipados com essa tecnologia, como o Denza Z9 GT e o Yangwang U7, prometem autonomia de mais de 1.000 km.

Disponibilidade: Disponível inicialmente na China, com previsão de expansão global em larga escala até o final de 2026.

Infraestrutura: A BYD planeja expandir sua rede de carregamento rápido para 20.000 pontos até o final de 2026.

A fabricante chinesa de veículos elétricos afirmou que as novas baterias podem ser carregadas de 10% a 70% em 5 minutos e de 10% a 97% em 9 minutos. A empresa também anunciou uma nova geração de sua tecnologia de carregamento rápido.
A fabricante chinesa de veículos elétricos BYD anunciou a segunda geração de sua bateria Blade. Em uma publicação no X, a empresa afirmou que, em temperatura ambiente, ela pode ser carregada de 10% a 70% em 5 minutos e de 10% a 97% em 9 minutos. Em temperaturas extremamente baixas, de -30°C, a carga de 10% a 97% leva 12 minutos.

Acelerando o futuro mais rápido do que nunca.

A BYD apresenta a bateria Blade de 2ª geração e a tecnologia de carregamento FLASH, elevando os padrões de segurança, eficiência e desempenho.

Juntos, impulsionamos o próximo capítulo da mobilidade elétrica.

#BYD #BuildYourDreams

#BateriaBlade. pic.twitter.com/apTx0BwoBs.

- BYD Global (@BYDGlobal) 06/03/2026

A Reuters citou o presidente da BYD, Wang Chuanfu, dizendo que a nova bateria Blade de segunda geração oferece uma autonomia de 777 km. Ele acrescentou que as baterias podem estender a autonomia dos modelos premium da empresa, como o Denza Z9GT e o Yangwang U7, para mais de 1.000 km. Ele observou ainda que as baterias atenderam e superaram os padrões nacionais de segurança da China.

10 novos modelos da BYD incluirão a bateria de nova geração em todas as suas marcas. Agência de notícias informa que os preços variarão de 155.000 yuans (US$ 22.472) para o modelo Song Ultra EV a 1,3 milhão de yuans para o modelo topo de linha Yangwang U8L.

BYD anuncia bateria que carrega por completo em menos de 10 minutos

Além disso tudo, a empresa anunciou uma nova geração de sua tecnologia de carregamento FLASH em sua publicação X. A Reuters observou que a rede de carregamento FLASH da empresa, que atualmente inclui 4.000 estações, se expandirá para 20.000 até o final de 2026. Dessas, 2.000 estações estarão localizadas em rodovias. (pv-magazine-brasil)

sábado, 14 de março de 2026

Célula solar híbrida de perovskita gera energia a partir do sol e da chuva

Dispositivo com energia da chuva gera até 110 V por gota: nova célula de perovskita funciona no sol e na tempestade e pode alimentar sensores, LED e dispositivos da Internet das Coisas.

Pesquisadores desenvolveram uma célula solar híbrida de perovskita, combinando os efeitos fotovoltaico e tribo elétrico, capaz de gerar eletricidade tanto da luz solar quanto da energia cinética das gotas de chuva. A tecnologia utiliza uma camada especial de polímero que resiste à água e converte o impacto das gotas em energia, operando dia e noite, até mesmo em tempestades.

Detalhes Técnicos e Funcionamento

Captação Híbrida: A célula solar utiliza a tecnologia de perovskita para luz solar e, simultaneamente, incorpora nano geradores tribo elétricos (TENGs) para converter a energia mecânica das gotas de chuva em eletricidade.

Eficiência e Potência: O sistema demonstra alto desempenho, com algumas pesquisas indicando a geração de até 110 V por gota de chuva em condições ideais, oferecendo uma solução energética contínua.

Estrutura: Uma camada de polímero fluorado, como o CFx, é usada para proteger a perovskita da umidade e aumentar a eficiência na captação da energia da chuva.

Versatilidade: Além da chuva, o mecanismo tribo elétrico pode ser aplicado em pisos, roupas inteligentes e outras superfícies, transformando movimentos em energia elétrica.

Essa inovação no campo da energia renovável visa reduzir a dependência de baterias, fornecendo energia contínua e superando as limitações da luz solar em dias chuvosos ou nublados.

Pesquisadores desenvolveram uma célula solar híbrida de perovskita que gera eletricidade a partir da luz solar e das gotas de chuva, utilizando os efeitos fotovoltaico e triboelétrico. Uma camada de polímero fluorado CFₓ proporciona resistência à água, captação de energia triboelétrica e alta transparência à luz sem reduzir a eficiência da célula solar.

Pesquisadores do Instituto de Ciência e Tecnologia de Materiais (ICMS) em Sevilha, Espanha, desenvolveram uma célula híbrida que converte simultaneamente a radiação solar e o impacto de gotas de chuva em eletricidade. Enquanto o componente de perovskita se baseia no efeito fotovoltaico, a conversão de gotas de chuva em eletricidade utiliza o efeito triboelétrico.

O efeito triboelétrico ocorre quando dois materiais diferentes entram em contato e se separam, gerando uma carga elétrica. Os elétrons são transferidos entre os materiais durante o contato, deixando uma diferença de carga quando se separam, o que produz uma voltagem elétrica. Por exemplo, quando uma gota de água atinge uma superfície polimérica adequada, o contato e o subsequente escoamento ou desprendimento criam uma separação de cargas que pode ser aproveitada como um pulso elétrico por meio de eletrodos.

A principal inovação da equipe é uma camada de polímero fluorado, conhecida como “camada CFₓ”, que desempenha múltiplas funções. Ela encapsula e protege a camada de perovskita da umidade, aumenta a hidrofobicidade da superfície para reduzir a interação com a água e exibe propriedades triboelétricas. É importante ressaltar que ela mantém uma alta transparência óptica, superior a 90%, garantindo que o desempenho fotovoltaico não seja comprometido.

A camada de CFₓ é depositada à temperatura ambiente sob vácuo, utilizando tecnologia de plasma. De acordo com os pesquisadores, o revestimento deixa o desempenho das células solares praticamente inalterado, com as melhores células atingindo uma eficiência de 17,9%.

Para a geração de energia triboelétrica, a composição química da camada de CFₓ foi otimizada. Em uma das variantes, o gerador acionado por gotas de chuva atingiu tensões de circuito aberto de até 110 V e uma densidade de potência máxima de cerca de quatro mW/m².

O revestimento não afeta o desempenho das células solares. Em uma configuração híbrida que combina geração fotovoltaica e triboelétrica, o sistema atingiu uma densidade de corrente de curto-circuito de 11,6 mA/m² com 0,5 sóis de iluminação. Picos de tensão de até 12 V por gota impactante também foram medidos.


Em um protótipo, a célula solar híbrida de perovskita foi usada para carregar um supercapacitor, com um conversor especialmente desenvolvido permitindo a operação contínua de uma fita de LED vermelha. Os autores observam que a velocidade de carregamento é determinada principalmente pela célula solar, enquanto o gerador triboelétrico fornece uma contribuição complementar. Resta incerto se esse conceito pode ser escalado além de protótipos de laboratório.
Tecnologia Solar Híbrida: Eletricidade da Chuva Revoluciona Setor Renovável

Este trabalho faz parte do projeto 3DScavengers, financiado pelo Conselho Europeu de Pesquisa (ERC Starting Grant), e do projeto Drop Ener, cofinanciado pelo Next Generation Fund.

Os pesquisadores publicaram suas descobertas em “Water-resistant hybrid perovskite solar cell – drop triboelectric energy harvester”, publicado na revista Nano Energy. (pv-magazine-brasil)