Os detalhes estruturais desse avanço no país incluem:
• Carga Rápida (Corrente Contínua - DC): Saltou 32,8%, passando de
6.479 para 8.606 unidades. Este modelo representa agora 33,8% de toda a rede
nacional.
• Carga Lenta/Semirrápida (Corrente Alternada - AC): Cresceu
15,5%, alcançando 16.836 pontos (66,2% do total).
• Cobertura: A malha de recarga já está presente em 1.788
municípios, com destaque para a região Norte, que liderou a expansão em recarga
rápida (alta de 51%).
Essa expansão acompanha a marca de 505.806 veículos eletrificados
plug-in em circulação no país, resultando em uma proporção média de 19,9 carros
por eletroposto. O aumento da infraestrutura nacional acompanha também o avanço
de regulamentações, como a recente Lei 18.403/2026 em São Paulo, que
impulsionou o segmento de carregadores ao garantir novas regras para
edificações.
A capilaridade da infraestrutura é uma das soluções mais críticas
para mitigar a chamada "ansiedade de autonomia" dos motoristas.
Expansão foi impulsionada pelos carregadores rápidos, que avançaram 33% em três meses. Rede alcança 1.788 municípios, enquanto a região Norte lidera o crescimento da recarga rápida, com alta de 51%.
General Motors
A infraestrutura pública e semipúblicas de recarga para veículos
elétricos no Brasil alcançou 25.429 pontos em maio de 2026, um crescimento de
20,7% em relação a fevereiro deste ano, quando o país registrava 21.060
eletropostos. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira do Veículo
Elétrico (ABVE) em parceria com a plataforma de mobilidade elétrica Tupi.
O avanço da rede ocorre em paralelo à expansão da frota nacional
de veículos elétricos plug-in, que já soma 505.806 unidades entre modelos
totalmente elétricos (BEV) e híbridos plug-in (PHEV). A relação atual é de
aproximadamente 19,9 veículos por ponto de recarga.
Do total da frota eletrificada, 266.752 veículos (52,7%) são
híbridos plug-in, enquanto 239.054 unidades (47,3%) correspondem a veículos
100% elétricos, que dependem integralmente da infraestrutura de carregamento.
Carregadores rápidos ampliam participação na rede
A expansão continua sendo liderada pela recarga rápida em corrente
contínua (DC). O número desses equipamentos passou de 6.479 para 8.601 unidades
em apenas três meses, crescimento de 32,8%.
Com isso, os carregadores rápidos passaram a representar 33,8% da infraestrutura nacional, ante 30,8% registrados no levantamento anterior.
Já os carregadores em corrente alternada (AC), utilizados principalmente em recargas de longa permanência, também apresentaram aceleração relevante. O número de pontos aumentou de 14.582 para 16.828, avanço de 15,4% no período.
Segundo a ABVE e a Tupi, o desempenho dos equipamentos AC marca
uma mudança de tendência. No levantamento anterior, esse segmento havia
crescido apenas 17,6% ao longo de doze meses.
A retomada coincide com a entrada em vigor da Lei 18.403/2026, em
São Paulo, que assegura o direito à instalação de carregadores em vagas
privativas de condomínios, reduzindo uma das principais barreiras à recarga
residencial.
Para
Davi Bertoncello, diretor executivo da Tupi e diretor de Comunicação da ABVE,
dois movimentos explicam os resultados do trimestre.
“Os carregadores lentos, que vinham em baixa, reagiram. A
regulamentação de São Paulo garantindo o direito à instalação de carregadores
em condomínios tem papel direto nesse movimento. Ao mesmo tempo, o crescimento
dos carregadores rápidos começa a ser impulsionado por uma nova geração de
equipamentos ultrarrápidos, com potências que chegam a 480 kW e múltiplas
posições de recarga”, afirmou.
Segundo o executivo, o mercado brasileiro entrou em uma nova etapa
de desenvolvimento.
“O Brasil saiu da fase de teste e entrou na fase de escala. Estamos construindo a infraestrutura energética que vai sustentar a eletrificação do país”.
Norte lidera crescimento da infraestrutura rápida
A expansão da infraestrutura ocorreu em todas as regiões
brasileiras, mas com ritmos distintos.
A região Norte registrou o maior crescimento proporcional do país,
com aumento de 30,7% no número total de pontos de recarga e avanço de 51% nos
carregadores rápidos DC. O resultado indica uma expansão fortemente associada a
corredores rodoviários e logísticos, onde a recarga de alta potência é
considerada estratégica.
O Centro-Oeste apresentou crescimento de 23,7% na rede total e de
36,3% nos carregadores rápidos. Já o Sul avançou 23,4% no total de eletropostos
e 35,8% em infraestrutura DC.
No Nordeste, a rede cresceu 20,5%, enquanto os carregadores
rápidos aumentaram 33,7%. O Sudeste, que concentra a maior base instalada do
país, registrou crescimento de 18,1% no total de pontos e de 25,7% nos
equipamentos de recarga rápida.
Os dados mostram que a infraestrutura nacional está migrando
gradualmente para um perfil mais voltado à recarga de alta potência,
acompanhando a evolução tecnológica dos veículos e a necessidade de viagens de
longa distância.
Cobertura chega a 1.788 municípios
Além da expansão em volume de carregadores, a cobertura
territorial também avançou.
Em maio, 1.788 municípios brasileiros já contavam com
infraestrutura pública ou semipúblicas de recarga, frente aos 1.649 registrados
em fevereiro, crescimento de 8,4%.
O Nordeste liderou a expansão territorial, com aumento de 9,7% no
número de cidades atendidas, seguido pelo Centro-Oeste, com alta de 9,2%.
O crescimento simultâneo da frota e da infraestrutura reforça o
amadurecimento do mercado brasileiro de mobilidade elétrica. Além da ampliação
dos investimentos privados em redes de carregamento, a combinação entre novas
tecnologias de recarga ultrarrápida e avanços regulatórios tende a acelerar a
capilarização da infraestrutura nos próximos anos.
Com mais de 25 mil pontos instalados e presença em quase 1.800
municípios, o país amplia as condições para sustentar o avanço das vendas de
veículos eletrificados e reduzir uma das principais barreiras à adoção da
tecnologia: a disponibilidade de recarga. (pv-magazine-brasil)























