O projeto consolida a
infraestrutura que já vem sendo testada no reservatório da usina:
• Capacidade da Usina Solar:
O sistema flutuante inicial opera com 1 MWp, formado por 1.584 módulos
fotovoltaicos de 705 Wp cada Itaipu Binacional instalará sistema de
armazenamento com baterias em sua usina solar flutuante.
• Objetivos do Piloto de
Baterias: A integração das baterias permitirá avaliar o desempenho em
aplicações de flexibilidade operativa e como o armazenamento é capaz de
entregar energia de maior qualidade ao SIN (Sistema Interligado Nacional).
• Visão de Futuro: O aproveitamento
do reservatório e a expansão para milhares de megawatts dependem da atualização
das diretrizes do Tratado de Itaipu, abrindo caminho para complementar as águas
da hidrelétrica com a geração fotovoltaica Itaipu prepara projeto-piloto com
baterias para testar integração entre usina solar flutuante e hidrelétrica.
Empreendimento terá caráter demonstrativo e servirá para avaliar aplicações como energy shifting, flexibilidade operativa e complementaridade entre geração solar e hidrelétrica, com base em critérios técnicos previstos para o LRCAP.
A Itaipu Binacional avança na estruturação de um projeto-piloto de armazenamento de energia em baterias (BESS) associado à sua usina solar flutuante. A iniciativa terá caráter demonstrativo e pretende gerar conhecimento técnico para subsidiar futuros investimentos em sistemas de armazenamento e na expansão de fontes renováveis.
O
projeto foi anunciado durante um evento do setor elétrico e, segundo
informações de Itaipu à pv magazine Brasil, ainda está em fase de estruturação
em parceria com o Itaipu Parquetec. Nesta etapa, aspectos como cronograma,
potência instalada, capacidade de armazenamento, tecnologia das baterias,
investimento e modelo de contratação ainda não foram definidos.
A proposta é utilizar o
projeto como uma plataforma para avaliar o desempenho operacional dos sistemas
BESS em diferentes aplicações. Entre elas estão o deslocamento temporal da
energia (energy shifting), a ampliação da flexibilidade operativa, a integração
da geração solar flutuante e a complementaridade entre a produção fotovoltaica
e a geração hidrelétrica.
Segundo a binacional, os resultados obtidos deverão produzir indicadores técnicos que servirão de base para futuras decisões de investimento em armazenamento de energia.
Projeto seguirá parâmetros considerados no LRCAP
Como referência para a
concepção do projeto, a Itaipu informou que está considerando critérios
técnicos semelhantes aos previstos para o Leilão de Reserva de Capacidade na
forma de Potência (LRCAP) voltado aos sistemas de armazenamento.
Entre os parâmetros
analisados estão autonomia mínima de quatro horas, fornecimento contínuo de
potência durante todo esse período, além de requisitos relacionados à
disponibilidade e ao desempenho operacional dos equipamentos.
De acordo com a empresa, esses critérios permitirão avaliar a aderência da tecnologia às futuras necessidades do Sistema Interligado Nacional (SIN), especialmente diante da crescente participação de fontes renováveis variáveis na matriz elétrica.
Base para futuros investimentos
Embora o projeto tenha escala
experimental, a iniciativa faz parte da estratégia da Itaipu de ampliar o
conhecimento sobre o uso de baterias em aplicações voltadas ao sistema
elétrico.
A expectativa é que os dados
obtidos orientem futuras decisões sobre investimentos em armazenamento
eletroquímico e na expansão da geração renovável, contribuindo para aumentar a
confiabilidade, a flexibilidade operativa e a segurança energética dos sistemas
elétricos do Brasil e do Paraguai.
Durante o anúncio do projeto,
o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, também afirmou que os estudos
da empresa apontam potencial para expandir a geração solar na área do
reservatório para mais de 1 GW, reforçando a perspectiva de integração entre a
usina hidrelétrica, a geração fotovoltaica flutuante e os sistemas de
armazenamento em baterias. (pv-magazine-brasil)





















