Os dados do Global Solar
Market Outlook 2026-2030 da SolarPower Europe trazem os principais destaques do
mercado global:
• Liderança Absoluta: A
região Ásia-Pacífico foi responsável por 73% das adições (487 GW), com a China
liderando e detendo 57% da capacidade global instalada.
• Destaques Regionais: A
Índia adicionou 45,7 GW e ultrapassou os Estados Unidos como o segundo maior
mercado solar do ano. A Europa instalou 81,6 GW, mantendo a Alemanha como um
dos principais mercados.
• Demanda Global: Essa
capacidade instalada permite que a energia solar supra atualmente quase 10% de
toda a demanda de eletricidade do planeta.
No cenário nacional, o Brasil
também acompanhou esse ritmo de forte crescimento. O país se consolidou no topo
do ranking internacional de energia renovável, expandindo a geração distribuída
em residências, comércios e propriedades rurais.
O número representa um
aumento de 69 GW em comparação com 2024 e de 212 GW em comparação com 2023, mas
indica que o crescimento anual do mercado está desacelerando, de 85% em 2023 e
32% em 2024 para 12% no ano passado.
A região Ásia-Pacífico foi
responsável por 487 GW, ou 73%, da energia solar instalada no ano passado, com
a China sozinha instalando 382 GW, o que representa uma participação de mercado
recorde de 57%. A Índia adicionou 45,7 GW, ultrapassando os Estados Unidos como
o segundo maior mercado de energia solar.
A Europa instalou 81,6 GW de energia solar no ano passado, um aumento de 3% em relação ao ano anterior, liderada pela Alemanha como o quarto maior mercado global. As Américas adicionaram 43,2 GW, uma queda de 13% em relação ao ano anterior, enquanto o Oriente Médio e a África adicionaram 23,7 GW, um aumento de 51% nas instalações previstas para 2024.
Os dez maiores mercados do ano passado – China, Índia, EUA, Alemanha, Brasil, Espanha, Arábia Saudita, França, Itália e Japão – foram responsáveis por 82% das novas instalações de energia solar em 2025.
O crescimento continuou neste
ano, com a SolarPower Europe relatando que a capacidade global total
ultrapassou a marca de 3 TW no início deste ano, menos de 2 anos após atingir 2
TW e quatro anos após ultrapassar 1 TW. A energia solar agora supre 9% da
demanda global de eletricidade, três vezes mais do que há cinco anos.
Apesar desse impulso, o
relatório prevê uma queda nas instalações solares globais anuais este ano.
Estima-se que sejam instalados 612 GW em um cenário médio, o que representaria
uma redução anual de 8% e marcaria a primeira contração em mais de 20 anos.
A SolarPower Europe explica
que essa desaceleração é impulsionada principalmente pela China, que está a
caminho de registrar uma redução de 24% nas instalações após mudanças nas
políticas. “O declínio supera o crescimento contínuo em todas as outras
regiões, destacando a influência da China nas instalações globais”, afirma o
relatório, antes de acrescentar que o declínio global não deve ser confundido
com uma desaceleração estrutural.
Prevê-se que as instalações
na região Ásia-Pacífico, excluindo a China, aumentem 18% este ano, enquanto a
implantação de energia solar na Europa deverá crescer cerca de 3%. A
implantação de energia solar nas Américas deverá expandir-se em 11% este ano,
acrescenta o relatório, enquanto as instalações deverão aumentar 48% no Médio
Oriente e em África.
O cenário intermediário do relatório prevê que a capacidade solar global mais que dobrará, atingindo 6,6 TW até o final da década, uma revisão para baixo em relação à previsão do ano passado de 7,1 TW. O relatório cita congestionamento da rede, armazenamento insuficiente, flexibilidade limitada do sistema, atrasos na obtenção de licenças, barreiras de financiamento e resiliência da cadeia de suprimentos como os principais desafios que dificultam um maior crescimento.
“Embora persistam incertezas a curto prazo, a perspectiva de longo prazo para a energia solar permanece sólida, com a tecnologia continuando a se expandir em um ritmo sem precedentes e consolidando seu papel central nos esforços globais de descarbonização, bem como seu novo papel como tecnologia-chave para países que buscam maior segurança energética”, acrescenta o relatório.
O estudo também destaca o
papel da energia solar em meio às tensões geopolíticas e à segunda crise dos
combustíveis fósseis em menos de quatro anos. Em 2025, a eletricidade gerada
por energia solar foi equivalente a quase cinco anos de fluxo de gás natural
liquefeito pelo Estreito de Ormuz.
A energia solar representou
cerca de 80% dos acréscimos de capacidade renovável no ano passado, superando a
soma dos acréscimos de geração de energia a partir de combustíveis fósseis e
energia nuclear. “Essas conquistas notáveis refletem o ritmo extraordinário com
que a energia solar se tornou a espinha dorsal da transição energética global”,
afirma o relatório.
Walburga Hemetsberger, CEO da
SolarPower Europe, comentou que a desaceleração do crescimento observada em
2025 e a queda esperada em 2026 são sinais importantes que destacam uma nova
realidade.
“A expansão da energia solar
não se resume mais apenas a implantar mais capacidade, mas sim a quão bem ela
pode ser integrada ao sistema”, disse Hemetsberger.
“Precisamos investir urgentemente em redes elétricas, armazenamento de baterias e outras soluções de flexibilidade não fósseis para continuarmos integrando grandes volumes de energias renováveis às nossas redes”, acrescentou Hemetsberger. “Se os formuladores de políticas enfrentarem esses desafios, a energia solar continuará liderando a transição energética e permanecerá a ferramenta mais poderosa para garantir segurança energética, competitividade e descarbonização”.
Com mais de 400 km de painéis solares e 30 gigawatts de capacidade, a China concluiu um megaprojeto no deserto de Tengger, localizado na Mongólia Interior, que pode abastecer 13 milhões de residências, o equivalente a toda a população de países como Portugal e Bélgica juntos.
O complexo combina energia
solar, eólica e armazenamento inteligente, garantindo fornecimento contínuo
mesmo em períodos sem vento ou luz solar. A energia será transmitida por linhas
de alta tensão até as regiões industriais do leste chinês, reforçando a
infraestrutura verde do país, e evitando a emissão de 60 milhões de toneladas
de CO2 por ano. (pv-magazine-brasil)




















