sábado, 16 de maio de 2026

Energia solar viabiliza lavanderia coletiva voltada a mulheres rurais em RN

Energia solar viabiliza lavanderia coletiva voltada a mulheres rurais no Rio Grande do Norte.

Projeto piloto em assentamento no semiárido integra sistema fotovoltaico com aplicação em bombeamento de água e uso produtivo da energia, além de reuso hídrico e gestão comunitária, impulsionando inclusão produtiva e autonomia energética.
A primeira lavanderia coletiva da América Latina voltada a mulheres rurais será inaugurada em um assentamento no município de Mossoró, no Rio Grande do Norte, com a energia solar desempenhando papel central na viabilização do projeto.

Instalada no Assentamento Mulunguzinho, a iniciativa utiliza um sistema fotovoltaico para abastecer as máquinas industriais de lavagem e apoiar outras estruturas essenciais, como o bombeamento de água. A solução permite o funcionamento contínuo da unidade em uma região marcada por limitações de infraestrutura e desafios hídricos, típicos do semiárido brasileiro.

O projeto é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e integra uma estratégia mais ampla de promoção de inclusão produtiva em áreas da reforma agrária, com foco na autonomia econômica de mulheres rurais, responsáveis pela gestão da lavanderia.

RN inaugura 1ª Lavanderia Agroecológica do Brasil e amplia ações de sustentabilidade social

A adoção da geração distribuída a partir de fonte solar possibilita não apenas a redução de custos operacionais, mas também maior previsibilidade no fornecimento de energia para atividades produtivas. A eletrificação de usos finais — como lavagem de roupas e bombeamento — amplia o valor agregado da energia gerada localmente.

Além da geração de energia, a lavanderia incorpora soluções de reuso da água utilizada nos processos de lavagem, que pode ser direcionada à irrigação e ao apoio à produção agroecológica no assentamento. A integração entre energia, água e produção agrícola reforça o caráter sustentável e multifuncional da iniciativa.

Com investimento público superior a R$ 5 milhões, considerando aportes do governo federal e de outros órgãos envolvidos, o projeto deve beneficiar diretamente dezenas de mulheres e impactar centenas de famílias na região. A proposta também prevê a replicação do modelo em outros assentamentos, ampliando o alcance da solução.

Projeto fortalece a agricultura familiar e o trabalho das mulheres camponesas.

RN inova com projeto de lavanderias coletivas e agroecológicas.

A experiência em Mossoró evidencia o potencial da energia solar em aplicações descentralizadas e produtivas, especialmente em regiões com alta irradiância solar e limitações de acesso à rede elétrica. (pv-magazine-brasil)

Aumento de quase 700 GW em 2025 comprova o avanço da energia renovável

Em 2025, o mundo adicionou 692 GW de capacidade renovável, um aumento de 15,5% que elevou o total global para 5.149 GW, conforme dados da IRENA. A energia solar liderou com 511 GW (75% do total), destacando o papel da Ásia. As renováveis representaram 85,6% de toda a nova capacidade instalada, consolidando-se como principal fonte de expansão energética global.

Destaques do Crescimento em 2025:

Capacidade Adicionada: Cerca de 692 GW a 700 GW de novas fontes renováveis foram adicionadas, um novo recorde.

Protagonismo Solar: A energia solar fotovoltaica foi a principal impulsionadora, representando a grande maioria das adições.

Liderança Regional: A Ásia liderou a expansão, contribuindo com a maior parte da nova capacidade, especialmente com forte crescimento na China.

Domínio na Nova Capacidade: As fontes renováveis responderam por aproximadamente 85,6% de toda a nova capacidade de geração de energia no ano.

Resiliência e Avanço: Esse aumento demonstra o avanço contínuo das renováveis, tornando os sistemas energéticos mais resilientes.

A energia solar e a eólica estão expandindo-se rapidamente, provando ser soluções eficientes de baixo custo e com rápido tempo de implantação.

A energia renovável está ganhando destaque como uma ferramenta para a construção de sistemas mais resilientes e menos vulneráveis a choques internacionais

As energias renováveis tiveram um grande avanço no mundo em 2025. O relatório “Estatísticas da Capacidade Renovável 2026”, lançado pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), neste início de abril, mostra que houve um aumento significativo de 692 gigawatts (GW) na capacidade global instalada de energias renováveis.

Enquanto o presidente dos Estados Unidos da América (EUA) investe na predominância dos combustíveis fósseis e promove guerras contra a Venezuela, o Irã e outros países, as energias renováveis crescem em ritmo acima da média do aumento do PIB global. Donald Trump tem buscado transformar os EUA em um Petroestado, aumentando as emissões de carbono e contrariando as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris, de 2015. Mas outros países, especialmente, a China tem investido em energias mais limpas e na formação de um Eletroestado.

As tensões geopolíticas estão, mais uma vez, colocando o setor energético no centro das atenções da economia global. A guerra dos EUA e Israel contra o Irã levanta novas preocupações sobre a segurança do abastecimento e a volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis. Nesse contexto, a energia renovável está ganhando destaque como uma ferramenta para a construção de sistemas mais resilientes e menos vulneráveis a choques internacionais.

O relatório afirma que a energia renovável dominou a expansão total da capacidade, com uma participação de 85,6%, enquanto as fontes não renováveis continuam a representar uma parcela menor das adições. Em 2025, a capacidade total de energia renovável atingiu 5.149 GW após a adição de 692 GW, um aumento anual de 15,5% em relação a 2024, como mostra o gráfico abaixo.

Em linha com os anos anteriores, a energia solar liderou o crescimento, representando 511 GW, ou aproximadamente 75% da capacidade total adicionada de energias renováveis. A energia eólica veio em seguida, com 159 GW adicionados. Juntas, a energia solar e a eólica representaram 96,8% de todas as adições líquidas de energias renováveis no ano passado, refletindo a maior redução de custos entre todas as tecnologias renováveis.

A Ásia continuou a liderar os avanços da transição energética, contribuindo com 74,2% de toda a nova capacidade de energia renovável; os 513,3 GW adicionados representam uma taxa de crescimento de 21,6%. A África registrou seu maior aumento de capacidade, com um crescimento de 15,9%, ou 11,3 GW, impulsionado pela Etiópia, África do Sul e Egito. Outra região que apresentou seu maior crescimento anual foi o Oriente Médio, com um aumento de 28,9%, liderado pela Arábia Saudita. Outros destaques:

• A energia solar fotovoltaica representou 510,3 GW dos 511,2 GW de adições totais de energia solar em 2025.

• Energia hidrelétrica renovável (excluindo hidrelétricas de bombeamento): foram adicionados 18,4 GW em 2025, com 96% do aumento proveniente da China.

• A capacidade de energia eólica cresceu 14% em relação a 2024, com adições recordes de 158,7 GW em 2025. A China foi responsável por quase ¾ da expansão, adicionando 119,4 GW, enquanto a Índia registrou um aumento de 6,3 GW.

• A capacidade de bioenergia aumentou em 3,4 GW, liderada pelo Japão, que mais que dobrou sua expansão de capacidade de bioenergia em relação a 2024, adicionando 1,1 GW em 2025. A China seguiu com adições de capacidade de 0,8 GW e o Brasil com adições de 0,6 GW.

• A capacidade de energia geotérmica cresceu a uma taxa semelhante à do ano anterior, em 1,7%, adicionando 0,3 GW em 2025. As Filipinas e a Indonésia contribuíram com 0,1 GW cada para as adições, seguidas pela Alemanha, Turquia e Japão.

• Eletricidade fora da rede (excluindo Eurásia, Europa e América do Norte) expandiu em 1,7 GW, liderada pela energia solar com 1,5 GW. Uma ampla gama de tipos de bioenergia adicionou 0,2 GW à adição total de capacidade fora da rede.
Como as energias renováveis são produzidas localmente, têm baixo custo e podem ser implantadas imediatamente, o aumento de sua participação nos sistemas energéticos nacionais pode reduzir a exposição aos mercados internacionais de combustíveis. Os países que investiram na transição energética estão superando esta crise com menos danos econômicos, à medida que reforçam a segurança energética, a resiliência e a competitividade.

Diante desse cenário, fica evidente que, enquanto algumas nações insistem em um modelo ultrapassado e beligerante de exploração de combustíveis fósseis, a grande maioria do mundo acelera rumo a um futuro mais limpo, seguro e economicamente vantajoso. O avanço expressivo das renováveis em 2025, liderado por solar e eólica com participação avassaladora na nova capacidade global, não é apenas uma tendência técnica, mas uma resposta geopolítica e climática inevitável.

Os dados da IRENA confirmam que a transição energética já é uma realidade irreversível: países que investem nessa direção colhem não apenas benefícios ambientais, mas também maior resiliência, independência de choques externos e competitividade sustentável. Assim, a escolha não é mais entre desenvolvimento e sustentabilidade, mas entre ficar preso ao passado ou construir ativamente o futuro da energia.
Se a capacidade instalada de energia renovável e ultrapassar 1.000 GW anual ainda na atual década e continuar crescendo, então o mundo pode abandonar o uso generalizado de combustíveis fósseis, descarbonizar a economia global e garantir a segurança energética para toda a população mundial. As guerras pelo domínio dos hidrocarbonetos podem ficar para trás e um mundo mais pacífico e ecologicamente sustentável pode ser alcançado em breve. (ecodebate)

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Quais mercados de energia são mais impactados pelo conflito no Oriente Médio?

O conflito no Oriente Médio impacta severamente os mercados globais de petróleo (Brent) e gás natural, com aumentos expressivos de preço devido a riscos na infraestrutura e transporte. O Estreito de Ormuz, rota de grande parte do petróleo/GNL mundial, é uma zona crítica, elevando custos de energia na Ásia e Europa.

Principais Impactos Setoriais:

Petróleo e Derivados: Alta de preços pressiona combustíveis como diesel e gasolina (ex: alta de 35% nos EUA), com petróleo Brent atingindo picos elevados.

Gás Natural: Ataques a instalações como o polo de Ras Laffan (Catar) geram instabilidade no fornecimento e aumento de preços.

Logística e Comércio: A paralisação ou risco no Estreito de Ormuz afeta o transporte de mercadorias, fertilizantes e combustíveis.

Custo de Geração: Aumento de custos para 13 grandes mercados de energia, dependentes de importação.

Países e Regiões mais afetadas:

Ásia (Japão/Coreia): Altamente expostos devido à dependência energética.

Brasil: Risco de reajustes em contratos de gás e pressão inflacionária.

Europa: Alta vulnerabilidade a interrupções no fornecimento.

A mais recente análise da Wood Mackenzie explora como 13 dos principais mercados de energia do mundo são impactados pela atual crise de combustíveis, sendo que aqueles mais dependentes de importações de combustíveis enfrentam a maior exposição ao risco. A consultoria afirma que o custo médio de geração deverá aumentar em US$ 2,30/MWh nesses 13 mercados se uma redução da escalada do conflito permitir a moderação dos preços dos combustíveis no segundo semestre de 2026, chegando a uma média de cerca de US$ 8,30/MWh caso os atuais níveis elevados de preços persistam ao longo do ano.
De acordo com a análise mais recente da Wood Mackenzie, a crise no Oriente Médio dividiu os mercados globais de energia em vencedores e perdedores.

O relatório mais recente da consultoria, intitulado “A Grande Divisão de Poder”, aborda o impacto da crise atual em 13 mercados de energia – Brasil, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Coreia do Sul, Espanha, Tailândia, Estados Unidos, Reino Unido e Vietnã. Desde o início do conflito, os preços do GNL à vista na Ásia subiram 94%, enquanto os preços do carvão aumentaram entre 17% e 31%.

A Wood Mackenzie constatou que os países com maior dependência de importações de combustíveis são os que enfrentam maior risco de aumento significativo de custos e potenciais restrições de abastecimento. O Japão é o mercado de energia mais vulnerável entre os analisados, com 64% da sua geração de eletricidade dependendo da importação de carvão e gás, seguido pela Coreia do Sul com 56% e pela Itália com 47%.

Em contraste, os EUA e o Brasil demonstraram vulnerabilidade mínima, entre 0 e 1%. Juntamente com a China e a Índia, esses países são considerados mais protegidos devido aos seus recursos domésticos de combustíveis fósseis e energias renováveis, como a matriz energética brasileira, dominada por hidrelétricas.

Questionado pela pv magazine se as energias renováveis poderiam ajudar a amenizar a situação nos países mais afetados pela crise, Xizhou Zhou, Vice-Presidente Executivo e Chefe Global de Energia e Renováveis da Wood Mackenzie, afirmou que o investimento em recursos de geração não fósseis leva tempo para se traduzir em mudanças significativas na matriz energética.

“Por exemplo, após uma década de crescimento fenomenal em energias renováveis, a China ainda tem 56% de sua geração proveniente de carvão e gás, em comparação com uma participação de 68% em 2015”, explicou Zhou.

Zhou acrescentou que, embora as energias renováveis sejam uma parte importante da solução, muitos dos mercados analisados, como o Japão, a Coreia do Sul e a Alemanha, têm ou tinham grandes parques nucleares que poderiam protegê-los dos choques do mercado de combustíveis fósseis.

“A Alemanha optou por fechar todas elas, o Japão ainda está lutando para reativar as usinas nucleares fechadas após Fukushima e os governos anteriores da Coreia do Sul também haviam planejado desativar as usinas nucleares, embora o governo atual seja muito mais favorável a isso”, disse ele.

Zhou também disse à revista pv magazine que a gestão da demanda não deve ser subestimada.

“Por exemplo, após o acidente de Fukushima, o Japão desativou toda a sua capacidade nuclear, que gerava 30% da sua energia, enquanto o carvão e o gás aumentaram a produção para ajudar a suprir a diferença. Medidas de gestão da demanda foram implementadas – incluindo a permissão do uso de camisas de manga curta em ambientes comerciais durante o verão para reduzir a demanda por ar-condicionado – e o consumo de energia nunca retornou aos níveis pré-Fukushima”, explicou ele.

A análise mais recente da Wood Mackenzie acrescenta que os custos médios de geração de energia provavelmente aumentarão em US$ 2,30/MWh nos 13 mercados analisados, utilizando o cenário base, que pressupõe que a desescalada geopolítica permitirá a moderação dos preços dos combustíveis no segundo semestre de 2026.

Em um cenário de alta sensibilidade aos preços dos combustíveis, que pressupõe a persistência dos atuais níveis elevados de preços até 2026, os custos médios de geração aumentariam 26% em média, para cerca de US$ 8,30/MWh. Para os mercados mais impactados, os custos médios de geração subiriam para US$ 22,40/MWh na Itália, US$ 17,00/MWh no Japão e US$ 14,40/MWh na Coreia do Sul.
Allen Wang, vice-presidente e chefe de pesquisa de energia e renováveis da Wood Mackenzie para a região Ásia-Pacífico, afirmou que esses aumentos de custos representariam desafios políticos significativos, exigindo que governos e concessionárias de energia elétrica encontrassem um equilíbrio delicado entre mecanismos de apoio financeiro, intervenções regulatórias e ajustes nas tarifas de varejo.

“Para os mercados emergentes com capacidade fiscal limitada, os custos elevados dos combustíveis também se traduzem em maiores riscos de confiabilidade, uma vez que garantir o fornecimento adicional de combustível se torna cada vez mais difícil durante períodos de aperto no mercado”, acrescentou Wang. (pv-magazine-brasil)

terça-feira, 12 de maio de 2026

Sistemas fotovoltaicos verticais em telhados estreiam nos EUA

A Over Easy Solar, especialista norueguesa em energia solar vertical, instalou seu primeiro sistema de energia solar vertical em telhado nos Estados Unidos. O sistema de 100 kW, combinado com um telhado verde em Nova York, deverá gerar cerca de 120.000 kWh anualmente, dependendo de fatores como albedo, azimute e sombreamento local.
A Over Easy Solar, especialista em energia solar vertical, implantou sua primeira instalação solar vertical em telhado nos EUA.

A instalação integra-se a um telhado verde no bairro industrial de Willets Point, no Queens, Nova York, no topo de um edifício de proprietário não divulgado. A entrega foi realizada pela Sempergreen USA, parceira da Over Easy Solar e produtora e fornecedora de mantas de vegetação pré-cultivada para telhados verdes com atuação na América do Norte.

O sistema vertical de 100 kW utiliza a unidade VPV xM3 da Over Easy Solar, um sistema bifacial vertical pré-fabricado projetado para telhados planos. Ele conta com quatro unidades de 256 W cada, células solares de tecnologia de heterojunção (HJT) da Huasun com 95–96% de bifacialidade e um sistema de montagem que não requer lastro ou perfuração do telhado.

“Graças à sua resistência única à ação do vento, este sistema superleve [aproximadamente 11 kg/m2] pode ser combinado com um telhado verde sem qualquer preocupação adicional com lastro”, comentou Dick Bernauer, vice-presidente de vendas da Sempergreen USA. “Se você tem um telhado plano comum com baixa capacidade de carga, esta também é uma ótima solução”.

Trygve Mongstad, fundador e CEO da Over Easy Solar, disse à pv magazine que o sistema vertical permite que tanto a chuva quanto a luz solar atinjam toda a superfície vegetal, mantendo a retenção de água pluvial e a saúde das plantas, algo que, segundo ele, seria comprometido com os sistemas tradicionais com lastro.

Ele acrescentou que o projeto foi originalmente planejado com um layout fotovoltaico inclinado convencional, mas isso foi alterado para uma configuração vertical para atender às prioridades do Departamento de Proteção Ambiental da cidade de Nova York em relação ao desempenho de telhados verdes.
Instalação da Over Easy Solar e da Sempergreen USA no Queens, Nova York.Mongstad também disse à pv magazine que o rendimento energético específico de uma instalação solar bifacial vertical é semelhante ao de uma instalação convencional.

“Uma instalação de 100 kWp com painéis solares verticais em Nova York produziria de 100.000 a 140.000 kWh por ano, dependendo de fatores como albedo, azimute e sombreamento local”, explicou Mongstad. “Uma instalação solar convencional de 100 kWp em um telhado plano com inclinação de dez graus e orientação Leste-Oeste produziria cerca de 116.000 kWh por ano em Nova York, usando os mesmos dados de radiação”.

“Em termos de rendimento específico, as instalações solares verticais variam de 1.000 a 1.400 kWh/kWp/ano, enquanto os sistemas solares convencionais em telhados planos, orientados Leste-Oeste, rendem cerca de 1.300 kWh/kWp/ano”, acrescentou.

Mongstad também compartilhou que a Over Easy Solar começou a desenvolver um portal de rendimento energético que permite aos usuários explorar o efeito do albedo, azimute e localização em sistemas solares bifaciais verticais. A empresa agora adicionou dados de Nova York, juntamente com números de Berlim, Madri, Oslo e Tromsø.

Em setembro passado, a Over Easy Solar bateu seu próprio recorde mundial para o maior sistema solar vertical em telhado, com 320 kW, em Tromsø. No início do ano, um estudo de caso da empresa revelou que os painéis solares verticais em telhados podem superar os sistemas solares convencionais durante os meses de neve, com um rendimento energético até 30% maior.

Em janeiro, a Smart Commercial Energy, com sede em Sydney, anunciou uma parceria com a Over Easy Solar para lançar o sistema solar vertical para telhados da empresa norueguesa no mercado australiano. (pv-magazine-brasil)

domingo, 10 de maio de 2026

Jacareí (SP) inicia implantação de usina fotovoltaica para abastecer prédios públicos

Projeto será instalado em área de 17 mil m² e deve compensar até 100% do consumo de energia da administração municipal, com geração média esperada de 270 mil kWh por mês. Iniciativa reforça estratégia de sustentabilidade e redução de custos com eletricidade.
Terreno de mais de 17 mil m2 será instalada a usina solar de Jacareí.

A Prefeitura de Jacareí, no interior de São Paulo, iniciou a implantação de uma usina fotovoltaica voltada à compensação do consumo de energia elétrica da administração pública municipal.

De acordo com a gestão municipal, a usina terá geração média estimada de 270 mil kWh por mês, volume suficiente para compensar até 100% do consumo de energia dos prédios públicos por meio do sistema de compensação.

O empreendimento será instalado em uma área pública de aproximadamente 17 mil m2, permitindo o aproveitamento de um espaço ocioso para a geração de energia limpa.

A iniciativa integra as ações do município voltadas à sustentabilidade e à eficiência energética, com o objetivo de reduzir os custos com eletricidade e diminuir os impactos ambientais associados ao consumo de energia convencional.

Segundo a prefeitura, o projeto representa mais um avanço na modernização da gestão energética municipal e no uso de fontes renováveis no setor público.

Mais sustentabilidade: Jacareí inicia implantação de Usina Fotovoltaica para compensação do consumo de energia na administração pública.

Sistema acompanha demanda de responsabilidade ambiental

A Prefeitura de Jacareí, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Planejamento Urbano, deu início à implantação de uma usina fotovoltaica que deve representar um avanço em sustentabilidade e economia anual de, pelo menos, R$ 1,5 milhão aos cofres públicos. A obra encontra-se em fase de terraplanagem.

A instalação é realizada em um terreno público de aproximadamente 19 mil m2, às margens da Rodovia Geraldo Scavone. Antes do serviço de terraplanagem, os trabalhos já contaram com a obtenção de devido licenciamento ambiental, conclusão da limpeza do terreno e da preparação da área. O investimento previsto para toda a obra é de cerca de R$ 7,8 milhões.

O efeito fotovoltaico, previsto com a instalação das placas, é responsável por transformar a luz solar em energia elétrica. A potência máxima prevista é de 1 MWp (megawatt-pico). Na prática, o sistema deve possibilitar a geração de créditos que poderão ser compensados e gerar economia em faturas de energia, incluindo de prédios públicos e serviços como o da iluminação pública, por exemplo.

“A geração de energia solar própria permite ao município otimizar seus recursos públicos, transformando um custo fixo elevado em economia a médio e longo prazo. Estamos adotando uma matriz limpa, renovável e alinhada com as demandas atuais de desenvolvimento sustentável”, explicou o secretário de Meio Ambiente e Planejamento Urbano, Rogério Costa Manso.

Jacareí avança com usina fotovoltaica e aposta na sustentabilidade para transformar a gestão pública com energia solar limpa, reduzindo custos operacionais e fortalecendo a eficiência energética em serviços essenciais.

A previsão é de que o sistema seja concluído e dê início à operação ainda em 2026. (pv-magazine-brasil)