quinta-feira, 2 de abril de 2026

Capacidade renovável global deve atingir 8,4 TW até 2031

Capacidade renovável global deve atingir 8,4 TW até 2031, estima GlobalData.

A GlobalData afirma que a capacidade renovável global mais que dobrará para 8,4 TW até 2031, com a energia fotovoltaica atingindo quase 6 TW, uma taxa de crescimento anual composta de 13% em relação aos níveis de 4,1 TW em 2025.
A GlobalData afirma que a capacidade renovável global mais que dobrará para 8,4 TW até 2031, com a energia fotovoltaica atingindo quase 6 TW, uma taxa de crescimento anual composta de 13% em relação aos níveis de 4,1 TW em 2025.

O relatório “Energia Renovável: Inteligência Estratégica” afirma que a energia solar se tornou o principal motor da expansão global das renováveis devido à queda dos custos e às políticas favoráveis à transição energética. A geração fotovoltaica atingiu 2.800 TWh em 2025, superando a geração eólica de 2.770 TWh.

Em termos de capacidade, a energia solar representou cerca de 56,1% da capacidade renovável global em 2025, com mais de 2,5 TW instalados. O vento representou 33,5% da capacidade total, enquanto a bioenergia contribuiu com cerca de 5,3%.

A região Ásia-Pacífico liderou a implantação global, com 699,5 GW de capacidade eólica instalada e 1.550 GW de capacidade solar em 2025. A China gerou cerca de 1.150 TWh de eletricidade solar naquele ano, representando cerca de 41% da produção global de energia fotovoltaica.

Anos de transformações e desafios

Os Estados Unidos e a Índia seguiram a China como grandes produtores solares, gerando 486 TWh e 189 TWh de eletricidade fotovoltaica, respectivamente.

A GlobalData também afirma que a transição energética está se desenvolvendo de forma desigual entre as regiões. Embora o apoio renovável nos Estados Unidos possa enfraquecer após mudanças de política sob o presidente Donald Trump, o deslocamento em outras regiões continua acelerando.

O relatório também destaca o papel crescente da inteligência artificial no setor de energia. A IA está sendo usada para melhorar a previsão de geração renovável, otimizar o despacho de armazenamento de energia e coordenar operações de redes inteligentes, enquanto o rápido crescimento em data centers de IA está criando nova demanda em grande escala por eletricidade.

Geração renovável precisa crescer 1 TW por ano para limitar aquecimento global a 1.5°C. (pv-magazine-brasil)

Maior espaçamento entre módulos solares aumenta viabilidade em projetos agrovoltaicos

Maior espaçamento entre módulos solares pode aumentar viabilidade de projetos agrovoltaicos.
Aumentar o espaçamento entre módulos solares aumenta a viabilidade de projetos agrovoltaicos, pois facilita a circulação de maquinário agrícola e melhora o microclima para culturas, tornando o uso duplo da terra mais econômico e eficiente. Espaçamentos maiores que 9,6m podem ser sustentáveis, com ganhos agrícolas compensando o custo de capital.

Benefícios do Maior Espaçamento na Agrovoltaica:

Acesso ao Maquinário: O espaçamento ampliado entre fileiras de painéis permite que tratores e colheitadeiras operem normalmente, reduzindo barreiras técnicas.

Viabilidade Econômica: O aumento da produtividade agrícola e a produção de energia na mesma área, muitas vezes com retornos superiores ao modelo de uso único (apenas solar ou apenas agrícola), maximizam a receita do projeto.

Melhoria do Microclima: Os painéis criam um microclima protegido com menor estresse hídrico e de calor para as plantas, melhorando a produtividade em regiões áridas e protegendo contra eventos extremos.

Produtividade Aumentada: Estudos indicam que, com o planejamento adequado do espaçamento (que pode incluir, por exemplo, o uso de estruturas verticais), é possível aumentar a produtividade geral da terra em até 165% (somando a eficiência energética e o cultivo).

O maior espaçamento, portanto, transforma o sistema fotovoltaico em um sistema de "sebes" modernas, otimizando o uso do solo e garantindo que as plantas recebam a luz solar necessária, além da proteção contra o excesso de radiação.

Pesquisadores americanos desenvolveram uma estrutura que mostra que maior espaçamento entre fileiras de módulos fotovoltaicos pode tornar sistemas agrovoltaicos viáveis para a agricultura mecanizada em grande escala. Simulações no Colorado indicam que o espaçamento otimizado mantém a produção agrícola e melhora as receitas combinadas de energia e cultivo.
Uma equipe de pesquisa liderada pela Universidade do Colorado analisou se aumentar o espaçamento entre as fileiras fotovoltaicas pode tornar os sistemas agrícolas viáveis economicamente para a agricultura mecanizada em larga escala.

“A principal contribuição do nosso artigo é uma estrutura para analisar a economia dos agravoltaicos de fileira larga”, disse o autor correspondente Brian Mirletz à pv magazine. “Trabalhos anteriores focam principalmente em agrivoltaicos sob os painéis; queríamos oferecer uma forma de explorar essa técnica inovadora para integrar fotovoltaica e agricultura. Isso poderia possibilitar a escalabilidade dessa tecnologia de forma a promover a viabilidade energética, bem como a continuidade da produção agrícola mecanizada em escala”.

No entanto, Mirletz destacou que as principais limitações do trabalho são a suposição de que uma mesma empresa ou organização é dona da terra, possui o sistema fotovoltaico e realiza a agricultura. “Atualmente estamos trabalhando para resolver isso por meio do desenvolvimento de um modelo que considere essas entidades como entidades separadas, para oferecer mais flexibilidade na representação de diferentes contratos de propriedade e arrendamento”, acrescentou. “Também estamos no processo de concluir um estudo mais abrangente sobre os custos de capital associados ao agrovoltaico de forma mais ampla”.

Agrovoltaicos: modelo sustentável para o futuro

A estrutura da equipe primeiro define diferentes cenários de espaçamento de linhas fotovoltaicas, determinando assim a capacidade instalada. O modelo então incorpora restrições específicas dos equipamentos agrícolas para a cultura escolhida e, com isso, calcula as receitas da cultura. Ao mesmo tempo, o modelo fotovoltaico estima a geração de eletricidade e a receita resultante da venda de energia sob um acordo de compra de energia (PPA). As receitas agrícolas e energéticas, juntamente com os custos 1ª publicação do sistema, são então usadas para calcular métricas como valor presente líquido (VPL) e custo nivelado de energia (LCOE).

Demonstrando a estrutura, a equipe simulou um projeto de 160 acres (64,75 ha) no Colorado, instalado em um terreno quadrado por 25 anos. Assumiu-se uma configuração fotovoltaica em escala utilitária, com painéis montados a 1,2 -1,5 m do chão e girando até 50 graus enquanto acompanham o sol ao longo do dia. Foram considerados cenários de quatro culturas: batatas, que requerem 9,66 m de espaçamento solar para equipamentos agrícolas; cebolas, com o mesmo requisito; beterraba açucareira, com espaçamento mínimo de 12,71 m; e trigo, com espaçamento de 18,81 m.

Agrovoltaica: Cultivo + Energia Solar na mesma área

Os diferentes espaçamentos e cenários de culturas foram realizados com preços PPA variando de $0/kWh a $0,07/kWh com incrementos de $0,0005, e lucro agrícola a céu aberto variando de $-1.000 a $1.000 por acre com incrementos de $50. Além disso, uma análise de sensibilidade examinou o impacto do Capex e testou diferentes tamanhos de fazendas, variando de 80 a 640 acres, além de locais geográficos em 64 condados do Colorado.

“Uma coisa que nos chamou atenção foi a sensibilidade dos resultados ao tamanho do equipamento”, disse Mirletz. “O breakeven para cada agrupamento de sistemas em torno do número de equipamentos possíveis ocorre de modo que, dependendo dos lucros da safra, uma diferença de 5 pés (1,524 m) pode alterar o preço do PPA necessário para atingir o ponto de equilíbrio em 5% ou mais. Isso fica ainda mais complexo quando consideramos coisas como rotação de culturas”.

A análise mostrou que, em algumas circunstâncias, soluções agrícolas de fileiras mais largas que permitem a produção mecanizada contínua de culturas podem proporcionar benefícios econômicos em relação a um sistema fotovoltaico tradicional em escala de utilidade.

Para a maioria das culturas examinadas, cerca de $200 por acre em lucro agrícola justificava espaçar os painéis para pelo menos 9,662 m para acomodar configurações agrícolas versus configurações apenas fotovoltaicas. Além disso, oportunidades de aumento da receita agrícola com sistemas agrovoltaicos permitem que a economia dos projetos fotovoltaicos tolere uma gama maior de variabilidade de Capex, permanecendo economicamente viável em relação às configurações exclusivamente fotovoltaicas.

Os resultados foram publicados em “Spaced out: An economic framework to explore the impacts of PV panel spacing on large scale agriculture in Colorado“, publicado na revista Agricultural Systems. Cientistas do Laboratório Nacional das Montanhas Rochosas do Colorado, do Departamento de Agricultura do Colorado participaram da pesquisa. (pv-magazine-brasil)

segunda-feira, 30 de março de 2026

Projeto que colocou cidade brasileira entre os maiores complexos solares da AL

O projeto que colocou uma cidade brasileira entre as maiores complexos solares da América Latina.

Conheça São Gonçalo do Gurguéia, cidade brasileira que abriga o maior complexo de energia solar da América Latina e impulsiona energia limpa.
São Gonçalo do Gurguéia abriga o maior complexo de energia solar da América Latina. - Imagem criada por inteligência artificial.

O Brasil tem investido cada vez mais em energia renovável, especialmente em projetos solares de grande escala. Entre esses avanços, chama atenção a cidade brasileira que abriga o maior complexo de energia solar da América Latina. Localizada no estado do Piauí, São Gonçalo do Gurguéia tornou-se referência no setor energético. Portanto, entender como esse projeto transformou a região ajuda a explicar o crescimento da energia solar no país.

Como São Gonçalo do Gurguéia se tornou referência em energia solar?

A escolha da cidade de São Gonçalo do Gurguéia para sediar um grande projeto solar ocorreu devido às condições naturais favoráveis. Segundo dados divulgados pelo site da Enel Green Power, a região possui alto índice de radiação solar durante praticamente todo o ano, o que torna a produção de eletricidade mais eficiente.

Além disso, o estado do Piauí oferece grandes áreas disponíveis para instalação de painéis solares. Portanto, investidores enxergaram na região uma oportunidade estratégica para desenvolver um dos maiores complexos solares do continente.

- Início do projeto

Empresas de energia iniciaram estudos na região do sul do Piauí para identificar locais ideais para grandes usinas solares.

- Construção do complexo

Após os estudos, começaram as obras de instalação de milhares de painéis solares no município.

- Operação e expansão

Com a conclusão das primeiras etapas, o complexo passou a gerar energia limpa para milhões de pessoas.

Por que São Gonçalo do Gurguéia atraiu o maior complexo solar?

A localização geográfica do município favorece a geração solar em larga escala. Além disso, a região apresenta baixos índices de chuva durante grande parte do ano, o que aumenta o tempo de exposição dos painéis à luz solar.

Contudo, não foi apenas o clima que contribuiu para o projeto. Portanto, políticas de incentivo à energia renovável e investimentos em infraestrutura também ajudaram a consolidar São Gonçalo do Gurguéia como um dos principais polos solares do Brasil.

Milhares de painéis solares ocupam uma área extensa gerando eletricidade limpa – Créditos: Enel Green Power

Qual é o tamanho do complexo solar em São Gonçalo do Gurguéia?

O complexo solar instalado na região faz parte de um grande projeto de geração de energia limpa que reúne diversas usinas interligadas. Além disso, milhares de painéis solares ocupam uma área extensa, transformando a paisagem local.

Portanto, a capacidade de produção do complexo permite abastecer milhões de residências com eletricidade renovável. Esse tipo de projeto também contribui para reduzir emissões de carbono e ampliar a matriz energética sustentável do país.

Característica

Detalhe

Impacto

Localização

São Gonçalo do Gurguéia/PI

Alta incidência solar anual

Infraestrutura

Milhares de painéis solares

Grande capacidade de geração

Energia gerada

Energia limpa e renovável

Redução emissões de carbono

Como o complexo solar mudou São Gonçalo do Gurguéia?

O desenvolvimento do projeto trouxe impactos econômicos importantes para o município. Além disso, a construção das usinas gerou empregos diretos e indiretos durante diferentes fases da obra.

Portanto, a cidade passou a ganhar destaque nacional no setor de energia renovável. Com novos investimentos e expansão da infraestrutura energética, São Gonçalo do Gurguéia consolidou sua posição como um dos principais centros solares do Brasil. (olhardigital)

Buscas por energia solar crescem 52% em meio à preocupação com conta de luz

Estudo da Bulbe aponta aumento nas pesquisas por termos ligados à energia fotovoltaica no Google.

Um estudo da Bulbe aponta que as buscas por energia solar cresceram 52% no Brasil.
Um levantamento realizado pela Bulbe apontou que o termo “energia solar valor” registrou aumento de 52,6% nas buscas feitas no Google Brasil nos últimos seis meses. A análise também identificou crescimento em outras pesquisas relacionadas à tecnologia: o termo “energia solar preço”, por exemplo, teve alta de 46,2%.

O levantamento analisou pesquisas feitas no Google e identificou aumento significativo em termos relacionados à energia fotovoltaica.

Segundo o estudo, o aumento do interesse está associado principalmente ao impacto que a geração fotovoltaica pode ter na redução da conta de luz. A pesquisa indica que a procura por informações sobre a tecnologia tem relação com os sucessivos aumentos nas tarifas de energia elétrica.

O levantamento também aponta que o consumo tende a crescer durante o verão, período em que as famílias utilizam com maior frequência equipamentos de refrigeração e passam mais tempo dentro de casa em dias de temperaturas elevadas, o que contribui para o aumento da fatura de energia.

Segundo o estudo, o crescimento está associado à preocupação dos consumidores com o aumento da conta de luz e ao interesse em alternativas para reduzir gastos com energia.

A tendência reforça a expansão do mercado solar e o aumento da procura por soluções de geração própria.

Além disso tudo, o crescimento das pesquisas acompanha a expansão do próprio setor no país. Nos últimos anos, o Brasil registrou aumento significativo na instalação de sistemas fotovoltaicos, superando em dois anos projeções internacionais para o avanço da fonte solar. (canalsolar)

sábado, 28 de março de 2026

Energia solar no Brasil supera projeção internacional com 2 anos de antecedência

Energia solar no Brasil supera projeção internacional com quase dois anos de antecedência.

Estimativa da IEA era que o país superasse 66 GW ao fim de 2027, mas meta foi atingida quase dois anos antes.
O Brasil poderá triplicar sua atual capacidade operacional em energia solar (22,9 GW) e ultrapassar a marca de 66 GW de potência instalada até o fim de 2027. Essa era a projeção feita em dezembro/2022 pela IEA (Agência Internacional de Energia, na sigla em inglês) para o mercado brasileiro.

No entanto, essa estimativa já foi superada com mais de um ano e meio de antecedência. Dados atualizados nesta semana pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) mostram que o país já atingiu cerca de 67 GW de capacidade instalada em energia solar.

O número considera a soma da potência instalada em usinas de grande porte (geração centralizada) e em pequenos sistemas de geração própria instalados em residências, comércios e indústrias (geração distribuída).

Quando divulgou a projeção, a IEA estimava que entre 40 GW e 44 GW seriam adicionados pela geração distribuída até o fim de 2027 – patamar que já foi ultrapassado. Atualmente, a modalidade se aproxima dos 46 GW instalados no Brasil.

No caso da geração centralizada, a expectativa da agência internacional era que o país alcançasse entre 22 GW e 26 GW até o fim de 2027. Esse deverá ser atingido sem muitas dificuldades, uma vez que hoje o Brasil possui cerca de 21,5 GW no segmento.

Segundo profissionais do setor, os números poderiam ser ainda mais expressivos se não fossem alguns desafios regulatórios e operacionais enfrentados pela fonte, como questões relacionadas à inversão de fluxo nas redes de distribuição e os cortes forçados de geração nas grandes usinas, prática conhecida no setor como curtailment.

Esses cortes já resultaram na perda de energia equivalente ao consumo anual de cerca de 26 milhões de residências brasileiras.

O presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), Ronaldo Koloszuk, avalia que, sem esses entraves, a expansão da fonte solar no país poderia estar ainda mais avançada.

“Trata-se da fonte mais competitiva, rápida de implantar e que também está alinhada às metas de descarbonização. O Brasil, por sua abundância de recursos solares, tem uma oportunidade estratégica de liderar esse movimento”, destaca.
Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR.

Já o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, afirma que o potencial solar brasileiro pode ser ainda melhor explorado com avanços regulatórios e novos investimentos em infraestrutura.

“Os cortes e a dificuldade de conexão de pequenos sistemas acendem um alerta para a necessidade de modernizar o planejamento e acelerar os investimentos na infraestrutura do setor elétrico, sobretudo em linhas de transmissão e novas formas de armazenar a energia limpa e renovável gerada em abundância no país”, afirma.

Nesse contexto, Sauaia ressalta que a integração entre geração solar e sistemas de armazenamento em baterias pode desempenhar um papel estratégico para aumentar a flexibilidade do sistema elétrico brasileiro.

“Neste sentido, a combinação da geração solar com sistemas de armazenamento em baterias representa uma oportunidade estratégica para ampliar o suprimento, aumentar a segurança da operação do sistema elétrico, reduzir custos aos consumidores e contribuir de forma ainda mais consistente para o desenvolvimento do Brasil”, conclui.

Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR. (canalsolar)

quinta-feira, 26 de março de 2026

Pesquisas mostram que painéis solares convencionais podem sustentar o pastoreio de gado

Parques solares convencionais podem sustentar o pastoreio de ovelhas e gado, pois a vegetação sob e entre os módulos fotovoltaicos fornece alimento de qualidade adequada, de acordo com um novo relatório de pesquisa que analisa cinco instalações na Alemanha.
Segundo um estudo da Associação Federal para a Indústria de Novas Energias, as pastagens em parques solares convencionais podem ser utilizadas para a criação de ovelhas e gado. A pesquisa constatou que a vegetação dentro das instalações solares fornece alimento de qualidade suficiente, sugerindo que o uso agrícola é possível sem sistemas agrivoltaicos dedicados.

O estudo baseia-se em pesquisas realizadas por cientistas da Universidade de Göttingen e da Universidade de Colônia, que analisaram a vegetação, a biomassa e o comportamento animal em cinco parques solares em Schleswig-Holstein, Brandemburgo, Hesse e Baixa Saxônia, ao longo de um período de 18 meses.

Pesquisadores compararam as condições de pastagens sob, entre e fora das fileiras de módulos solares, incluindo locais com solos ricos em carbono e condições secas. Eles também avaliaram como os módulos fotovoltaicos influenciam fatores microclimáticos, como umidade do solo, temperatura do solo e condições de luminosidade, e como esses fatores afetam o desenvolvimento da vegetação e os serviços ecossistêmicos.
Ovelhas entre os painéis solares da Azure Sky, no Texas

Energia solar e animais no mesmo local: o novo jeito dos fazendeiros americanos de ganhar dinheiro.

Sistemas agrovoltaicos ganham espaço nos EUA e ajudam a derrubar barreiras em regiões mais conservadoras, geralmente hostis às energias renováveis.

Utilizando scanners lidar montados em plataformas móveis e drones, a equipe mapeou a estrutura da vegetação em três dimensões nos parques solares, incluindo áreas sob os módulos. O estudo constatou maior diversidade de espécies e maior teor de proteína em plantas que cresciam sob os módulos, enquanto a biomassa era tipicamente maior entre as fileiras de módulos.

Observações de animais em pastoreio mostraram que as ovelhas tendiam a permanecer sob os módulos em temperaturas mais altas, onde as estruturas ofereciam proteção contra a luz solar direta e as intempéries.

A associação afirmou que as conclusões indicam que os parques solares devem ser cada vez mais considerados terrenos agrícolas. Segundo a BNE, as instalações fotovoltaicas em solo podem gerar eletricidade e, ao mesmo tempo, permitir o uso agrícola.
Pastoreio solar, um aliado natural da energia renovável

O grupo recomendou que esse tipo de gestão de terras seja reconhecido como agricultura, juntamente com os sistemas agrivoltaicos. (pv-magazine-brasil)

A transição energética europeia entre sol, previsão e economia

Pela primeira vez na história, a combinação das fontes eólica e solar gerou 30% da eletricidade total da União Europeia (UE), superando a participação até de combustíveis fósseis (29%). Nesse cenário, a meteorologia deixa de ser apenas uma ciência de observação do tempo e se torna um instrumento estratégico: antecipar frentes frias, plumas de poeira ou padrões de nuvens permite planejar picos de geração, ajustar contratos de energia e evitar desperdício, garantindo que o sistema seja mais eficiente e econômico.
A energia solar na Europa não é apenas uma questão de tecnologia, é também uma dança complexa entre sol, tempo e economia. O ano de 2025 consolidou um marco para a transição energética europeia. Pela primeira vez na história, a combinação das fontes eólica e solar gerou 30% da eletricidade total da União Europeia (UE), superando a participação até de combustíveis fósseis (29%), segundo o relatório European Electricity Review 2026, da EMBER. Mas esse avanço impressionante veio acompanhado de desafios que mostram que a geração renovável depende tanto do sol quanto do conhecimento meteorológico.

A sazonalidade é um fator determinante na geração solar no Hemisfério Norte, onde a produção é regida pela grande variação climática da irradiância. Durante a primavera e o verão, a menor distância zenital do sol e o aumento do foto período garantem o pico de disponibilidade energética. Em contrapartida, no outono e inverno, a geração é reduzida por fatores como o ângulo de incidência solar mais baixo, a persistência de nebulosidade, dias mais curtos e até o acúmulo de neve sobre os painéis. Adicionalmente, fenômenos regionais também podem atuar como atenuadores críticos, como as plumas de poeira do Saara que, ao cruzarem a Europa Central, elevam a concentração de aerossóis e reduzem drasticamente a transparência atmosférica.

O contraste geográfico também é marcante. No sul da Europa (Espanha, Portugal, Grécia), a irradiação é comparável a partes do Brasil, enquanto no Norte (Alemanha, Polônia), pode ser 40% a 60% menor (Figura 1). Por outro lado, temperaturas mais amenas no centro-norte europeu ajudam a manter a eficiência das células fotovoltaicas, compensando parcialmente a menor radiação, já que o calor não sobrecarrega as placas geradoras.
Comparativo de Geração de Energia Brasil/Europa

O Brasil apresenta um nível de irradiação bem superior quando comparado a Europa, outro fator relevante é o custo da energia fotovoltaica, ela vem diminuindo gradativamente ano após ano e a tendência é que esses custos diminuam mais ainda.

No ano passado, a geração solar atingiu recorde de 369 TWh, com expansão superior a 20% pelo quarto ano consecutivo, representando 13% da matriz elétrica da UE, superando carvão e hidrelétrica. Mais da metade da eletricidade produzida no segundo trimestre veio de fontes renováveis, com a solar liderando momentos-chave, como junho, quando forneceu 22% da eletricidade. O aumento da capacidade foi uniforme: em 14 das 27 nações da UE, eólica e solar já superam os combustíveis fósseis. Países como Hungria, Chipre, Grécia, Espanha e Países Baixos já veem a solar responder por mais de 20% da eletricidade consumida.

O avanço acelerado da geração solar trouxe impactos econômicos diretos. Preços negativos passaram a ocorrer em momentos de pico, principalmente ao meio-dia, quando a radiação solar está no ápice e a demanda não acompanha a oferta. Nesses casos, o custo atacadista cai abaixo de zero, e os geradores chegam a pagar para que a energia seja consumida.

A Espanha se destacou, com mais de 500 horas de preços zerados ou negativos, devido ao salto da capacidade instalada impulsionada por mais de €1,2 bilhão em subsídios, agilidade nos licenciamentos e expansão de projetos de grande escala. A Alemanha também registrou forte impacto da geração solar. Em outubro, a energia solar no país recebeu cerca de €71,55/MWh, valor abaixo dos €84,40/MWh do mercado.

Mais do que excesso de oferta, o desafio reflete a necessidade de investir em armazenamento por bateria para absorver o excedente e garantir maior flexibilidade da rede elétrica. Nesse cenário, a meteorologia deixa de ser apenas uma ciência de observação do tempo e se torna um instrumento estratégico: antecipar frentes frias, plumas de poeira ou padrões de nuvens permite planejar picos de geração, ajustar contratos de energia e evitar desperdício, garantindo que o sistema seja mais eficiente e econômico.

O marco de 2025 evidencia que a transição energética europeia atingiu maturidade, onde eficiência, segurança e valor econômico estão diretamente ligados às condições climáticas. Em uma matriz elétrica dominada por fontes variáveis, previsões meteorológicas precisas são agora fundamentais para decisões de operação, planejamento e investimento, consolidando a meteorologia como pilar estratégico da gestão e energética. (pv-magazine-brasil)

terça-feira, 24 de março de 2026

Longi lança módulo solar resistente ao fogo para telhados

A LONGi lançou uma versão resistente ao fogo do módulo Hi-MO X10 (tecnologia HPBC 2.0) voltada para telhados, com até 24,8% de eficiência. Projetado para segurança máxima, o painel reduz em mais de 28% a temperatura local em casos de sombreamento, diminuindo riscos de incêndios e pontos quentes.

Tecnologia de Segurança: Utiliza contatos traseiros (HPBC 2.0) que evitam sobreaquecimento localizado e aumentam a vida útil do sistema.

Estética e Instalação: Módulo preto com visual moderno e discreto, pesando cerca de 25,8 kg, facilitando a instalação em telhados residenciais.

Durabilidade: Testado para alta resistência a condições extremas de calor e umidade, garantindo desempenho prolongado.

Eficiência e Potência: Alcança alta eficiência com design sem barramentos frontais (back contact), aumentando a geração de energia.

O novo módulo faz parte da estratégia da empresa de oferecer soluções mais seguras e eficientes para o mercado de geração distribuída.

A fabricante chinesa lançou uma versão resistente ao fogo de seu módulo Hi-MO X10 para aplicações fotovoltaicas distribuídas, com tecnologia de retrocontacto e até 24,8% de eficiência. A empresa afirma que o módulo adiciona um design aprimorado de segurança contra incêndio para lidar com riscos fotovoltaicos nos telhados, como pontos quentes e arcos DC.
A fabricante chinesa de módulos solares Longi lançou uma versão resistente ao fogo de seu módulo Hi-MO X10 em 9 de março na 19ª Conferência e Exposição Internacional de Utilização Solar da China (SUCE).

Segundo a empresa, o módulo é baseado na plataforma Hi-MO X10 da LONGi, que utiliza sua tecnologia de célula híbrida passivada de segunda geração (HPBC 2.0).

O portfólio Hi-MO X10 apresenta uma eficiência máxima de módulo de 24,8%, um coeficiente de temperatura de potência de -0,26%/C e uma garantia de produto e potência de 30 anos. A série é comercializada principalmente para aplicações fotovoltaicas distribuídas.

A nova versão resistente ao fogo foi projetada para responder a uma preocupação que se tornou cada vez mais evidente no segmento de fotovoltaicos em telhados da China: risco de incêndio acionado por módulos ligado a pontos quentes e arco contínuo (DC).

Segundo a Longi, o produto tem a intenção não apenas de reduzir a probabilidade de ignição, mas também de desacelerar ou prevenir a propagação da chama em caso de incêndio externo.

A empresa afirma que o módulo mantém o posicionamento “três defesas” da família Hi-MO X10 — anti-ignição, anti-sombreamento e antipoeira — além de adicionar um pacote dedicado de resistência ao fogo. Anteriormente, havia anunciado que a série Hi-MO X10 recebeu certificação Classe A para resistência a sombras da TÜV Rheinland, destacando seu foco no controle de superaquecimento localizado sob sombreamento parcial.

A versão resistente ao fogo utiliza 108 meias-células, suporta arquitetura de sistema de 1.500 V DC e é oferecida em uma faixa de potência de 580 W a 630 W. Longi afirma que o módulo alcança uma eficiência máxima de conversão de 24,8%, com eficiência média de produção em massa acima de 24,5%. A faixa de temperatura de operação é listada de -40°C a +85°C.

Longi descreve a arquitetura de segurança como combinando proteção em nível de célula, stringa e módulo. As características incluem uma estrutura de desvio de corrente no estilo favo de mel destinada a limitar a formação de pontos quentes, um design reforçado de vedação e soldagem em caixas de junção voltado para reduzir o risco de arcos, e o uso de materiais retardadores de chama em componentes de encapsulamento e caixas de junção. A empresa também afirma que o módulo incorpora um vidro frontal resistente a altas temperaturas, projetado para suportar exposição prolongada à chama por mais tempo do que o vidro PV convencional.

O produto obteve certificação de incêndio Classe A da TÜV Rheinland no nível de produção em massa de módulo completo. A empresa afirma também ter passado por verificações de desempenho e segurança pelo Centro Nacional de Supervisão e Inspeção da Qualidade de Produtos Fotovoltaicos Solares da China (CPVT), além de testes internacionais sob as normas IEC 61215 e IEC 61730.

O lançamento reflete uma mudança mais ampla no mercado de PV distribuído da China, onde a diferenciação de produtos está cada vez mais além da eficiência dos módulos em direção ao design específico para aplicações. Os fabricantes estão focando mais em recursos como desempenho antipoeira, estruturas leves, tolerância à sombra e configurações resistentes ao fogo.

Placas solares resistente ao fogo. Conformidade com o escudo de incêndio externo e interno à construção. (pv-magazine-brasil)

domingo, 22 de março de 2026

Persianas deslizantes integram painéis fotovoltaicos em fachadas de edifícios

Uma persiana capaz de captar energia solar e transformá-la em luz

Persianas deslizantes com painéis fotovoltaicos integrados, como o SolarSlide e soluções da SolarGaps, transformam fachadas em geradores de energia solar de até 100 W/m². Eles funcionam como brises funcionais, oferecendo conforto térmico, sombreamento, controle de luz natural e alta durabilidade. Esses sistemas dinâmicos se movem conforme a incidência solar, sendo ideais para edifícios residenciais e comerciais, com controle via aplicativo e compatibilidade com automação.

Benefícios e Funcionalidades Principais:

Geração de Energia: Captam energia solar durante o dia, transformando-a em eletricidade.

Sustentabilidade e Economia: Reduzem o uso de ar-condicionado e a dependência da rede elétrica.

Controle Solar: Funcionam como brises, melhorando o conforto visual e térmico.

Design e Versatilidade: Podem ser personalizados, conferindo um aspecto moderno e elegante.

Smart Home: Compatíveis com assistentes virtuais como Alexa.

Essa tecnologia é considerada o futuro da arquitetura, permitindo que as paredes externas dos edifícios se tornem ativas.

A fabricante alemã Ehret lançou o SolarSlide, uma persiana deslizante com módulos fotovoltaicos integrados, desenvolvida em parceria com o Instituto Fraunhofer de Sistemas de Energia Solar (Fraunhofer ISE). Ela proporciona sombreamento solar e, ao mesmo tempo, gera eletricidade para fachadas residenciais e comerciais.
Persianas geram energia usando a luz do sol

A fabricante alemã de sistemas de fachada Ehret lançou o SolarSlide, uma persiana deslizante com módulos fotovoltaicos integrados, projetada para fachadas de edifícios. O sistema foi desenvolvido em parceria com o Fraunhofer ISE e está disponível na França desde janeiro.

O dispositivo combina sombreamento solar com geração de energia no local. Cada módulo de vidro sobre vidro mede 1.000 mm por 1.000 mm e contém 25 células monocristalinas com uma potência de aproximadamente 141,7 W. Instalado como um painel deslizante em frente às janelas, o dispositivo filtra a luz solar direta para reduzir o ganho de calor no verão, mantendo a iluminação natural no interior.

A Ehret oferece duas configurações. A versão SolarSlide foi projetada para instalações de médio porte e se conecta a inversores externos e sistemas de armazenamento de energia. O SolarSlide Pro inclui um microinversor integrado e pode ser conectado diretamente a uma tomada padrão de 230 V, sendo ideal para projetos residenciais menores ou reformas.

Os módulos apresentam uma construção em vidro colorido sobre vidro, sem estruturas de células visíveis, permitindo que os arquitetos os integrem em fachadas novas ou renovadas. O sistema deslizante montado sobre trilhos é baseado nos projetos de esquadrias de alumínio de Ehret e suporta grandes vãos de janelas.

O produto tem como alvo o mercado de sistemas fotovoltaicos integrados a edifícios (BIPV), onde elementos de fachada, como dispositivos de sombreamento, são cada vez mais utilizados para gerar eletricidade e, ao mesmo tempo, melhorar o desempenho energético dos edifícios.

As persianas solares aproveitam a energia solar para alimentar equipamentos e assim reduzir a dependência e consumo da rede elétrica.  (pv-magazine-brasil)

sexta-feira, 20 de março de 2026

Energia solar nos telhados se recupera na Austrália e demanda por baterias domésticas aumenta

Energia solar nos telhados se recupera na Austrália e demanda por baterias domésticas aumenta.

Tantos australianos têm painéis solares em seus telhados que rede elétrica australiana está a um passo de acabar.

A demanda pela energia vinda da rede está baixa demais, o que pode causar sobrecarga e levar a apagões.
A energia solar em telhados na Austrália registrou um recorde em fevereiro de 2026, com 281 MW de nova capacidade, recuperando o crescimento do setor. Paralelamente, a demanda por baterias domésticas cresceu significativamente, com mais de 1,2 GWh de armazenamento instalado em dezembro/2025, impulsionada por programas governamentais e pela necessidade de gerenciar o alto excedente de energia produzida.

Aqui estão os principais detalhes sobre a recuperação do setor:

Recorde de Instalações: O mercado de energia solar no telhado australiano voltou a níveis recordes, com 281 MW de nova capacidade registrada no último mês.

Boom de Baterias Residenciais: A demanda por armazenamento de energia disparou, com a instalação de mais de 1,2 GWh de capacidade em dezembro/2025.

Incentivos Governamentais: A alta demanda por baterias é impulsionada pelo programa federal "Baterias Domésticas Mais Baratas", que investiu US$ 7,2 bilhões.

Solução para o Excesso: O alto volume de energia solar gerada nas residências (uma em cada três casas na Austrália possui painéis) estava sobrecarregando a rede, tornando as baterias essenciais para o armazenamento.

Adoção de Renováveis: A Austrália ultrapassou 50% de sua matriz elétrica vinda de fontes renováveis no 4º trimestre de 2025.

A alta penetração da energia solar no telhado causou, em setembro/2024, uma demanda extremamente baixa na rede elétrica, exigindo medidas de estabilização. O país continua a investir massivamente para se tornar uma potência em energia renovável.

O mercado australiano de energia solar em telhados voltou ao território recorde com 281 MW de nova capacidade registrados em todo o país no mês passado, marcando o maior total de fevereiro já registrado.

A última atualização mensal da empresa de pesquisa solar SunWiz mostra que 281 MW de nova capacidade de energia solar em telhados de pequena escala (0 kW a 100 kW) foram registrados em toda a Austrália em fevereiro/2026, um aumento de 57 MW em relação aos 224 MW instalados no mês anterior.

O diretor executivo da SunWiz, Warwick Johnston, disse que o total mensal é o maior de fevereiro até agora, enquanto o valor acumulado do ano está 6% acima dos volumes observados no mesmo período do ano passado.

“Os volumes fotovoltaicos se recuperaram fortemente em fevereiro, marcando o maior fevereiro já registrado, ligeiramente acima de fevereiro de 2021”, disse Johnston. “Isso dá sequência ao início volátil de 2026 após um forte encerramento de 2025, com a demanda permanecendo robusta apesar dos sinais de maturidade do mercado e de uma mudança mais ampla da indústria em direção a baterias e sistemas maiores”.

Johnston disse que o resultado marca o segundo mês do ano que apresentou níveis e volumes mais altos do que nos anos anteriores, o que pode indicar um 2026 promissor.

“A linha de tendência de longo prazo pode potencialmente subir em algum momento ainda este ano”, disse ele.

Apesar do aumento nacional nos volumes fotovoltaicos, o tamanho médio do sistema diminuiu pelo segundo mês consecutivo, descendo para 10,3 kW por instalação.

A maioria dos segmentos de capacidade registrou crescimento no último mês, com o segmento de 50 kW a 75 kW se recuperando fortemente, aumentando 40% em relação à queda do mês anterior.

Recorde de baterias

O mercado de baterias da Austrália também disparou em fevereiro, com mudanças no programa federal de subsídios para Baterias Domésticas Mais Baratas impulsionando a demanda.

“A pressão para concluir as instalações antes das mudanças nos reembolsos em 1º de maio elevou os registros para um mês recorde”, disse Johnston.
Um recorde de 1,2 GWh de capacidade de armazenamento de energia em pequena escala foi registrado durante o mês, um aumento de 24% em relação a janeiro de 2026.

As instalações estavam inclinadas para baterias maiores, sendo o segmento de 40 kWh a 50 kWh o mais popular, ajudando a elevar o tamanho médio da bateria para 10,34 kW.

“Desde a introdução do STC para baterias, não houve um único mês em que não tenhamos visto um aumento no tamanho médio das baterias no mercado”, disse Johnston. “Isso desacelerou um pouco em fevereiro, mas o crescimento continua mesmo assim”. (pv-magazine-brasil)