O entendimento vem com o nível cultural e intelectual de cada pessoa. Aprendizagem, conhecimento e sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança em agregar novos valores aos já existentes.
quinta-feira, 2 de julho de 2026
terça-feira, 30 de junho de 2026
Nem só carro de elétrico se chega ao futuro
Nem só carro de elétrico se chega ao futuro: Brasil pode construir rota própria para descarbonizar a mobilidade.
A descarbonização da mobilidade vai muito além dos veículos movidos puramente a bateria. A transição energética envolve uma rota com múltiplas soluções onde motores a combustão mais limpos e fontes renováveis desempenham papéis essenciais.
O Papel dos Híbridos e Combustíveis Renováveis
No Brasil, a eletrificação não exclui tecnologias alternativas. O
futuro da frota automotiva passa diretamente pelo uso de:
• Híbridos-Flex: Carros que combinam motor elétrico com a
combustão, abastecidos com etanol. O etanol é uma fonte de energia limpa e
renovável.
• Biometano: Alternativa promissora para o transporte pesado e
frotas, substituindo combustíveis fósseis por biogás.
• Biocombustíveis: A evolução contínua do etanol e do biodiesel
permite uma redução expressiva nas emissões de carbono sem exigir a troca de
toda a infraestrutura automotiva.
O Cenário Internacional vs. Local
A Europa e outros mercados desenvolvidos caminham fortemente para
a eletrificação total, focando em emissão zero nas frotas. No entanto, a
realidade de cada país dita o seu futuro:
• Autonomia e infraestrutura: A rede de carregadores para carros
elétricos ainda está em expansão, enquanto motores flex já são dominantes no
mercado nacional.
• Matriz energética: A liderança brasileira em biocombustíveis e energia limpa oferece uma vantagem regional de descarbonização, tornando os carros a combustão movidos a etanol muito mais ecológicos a curto prazo do que em países dependentes de carvão para gerar eletricidade.
A transição da mobilidade no Brasil pode passar menos por uma substituição dos carros à combustão por modelos elétricos e mais por uma combinação de rotas tecnológicas adaptadas à realidade energética e industrial do país.
Etanol, híbridos-flex, biometano, biodiesel, combustíveis
sustentáveis de aviação, eletrificação parcial e infraestrutura de recarga
formam um mosaico estrutural que, segundo especialistas, pode transformar
vantagens brasileiras em uma estratégia de descarbonização, de fato,
competitiva.
O acordo entre Mercosul e União Europeia, concluído após mais de
20 anos de negociações, tende a ampliar exigências ambientais sobre produtos
brasileiros. A pressão por rastreabilidade, pegada de carbono e critérios
sociais deve crescer sobre cadeias ligadas à indústria automotiva, energia,
combustíveis e agro exportação.
“Ao mesmo tempo em que o acordo abre mercados para a indústria
automotiva e bioenergética do Brasil, com alíquotas declinantes, portanto mais
atrativas, ele impõe rígidos critérios de medição da pegada de carbono no ciclo
produtivo, da comprovação de rastreabilidade ambiental e a aderência a
critérios sociais previstos nas diretrizes europeias”, analisou o presidente do
Instituto MBCBrasil, José Eduardo Luzzi, em entrevista ao Um Só Planeta.
Luzzi considera que a competitividade comercial brasileira deverá
estar associada ao cumprimento desses requisitos. O desafio, porém, é fazer com
que as especificidades da matriz energética brasileira sejam reconhecidas nos
parâmetros internacionais.
O Instituto MBCBrasil é uma organização multissetorial dedicada a
acelerar a descarbonização da mobilidade no país. A entidade reúne empresas, associações,
entidades de pesquisa e representantes de trabalhadores com o objetivo de
transformar evidências técnicas em propostas de políticas públicas. Sua atuação
se baseia na chamada neutralidade tecnológica, conceito segundo o qual
diferentes soluções podem contribuir para a redução de emissões, desde que
avaliadas por critérios técnicos e pelo impacto real ao longo do ciclo de vida.
Essa visão aparece no estudo “Iniciativas e Desafios Estruturantes
para Impulsionar a Mobilidade de Baixo Carbono no Com até 2040”, elaborado pela
LCA Consultores para o Instituto MBCBrasil. O levantamento projeta uma expansão
expressiva dos veículos eletrificados no Com, mas, indica que a transição
nacional continuará fortemente apoiada nos motores flex e nos biocombustíveis.
De acordo com o estudo, a participação dos veículos eletrificados
na frota circulante deve crescer 44 vezes até 2040. No segmento de veículos
leves, os eletrificados podem chegar a 17,4 milhões de unidades, mais de 27% da
frota nacional. Ainda assim, os motores flex devem seguir predominantes: a
projeção é que representem 62,4% da frota leve em 2040.
Na visão de Luzzi, esse dado mostra que a discussão sobre
mobilidade sustentável ficou excessivamente concentrada no carro elétrico,
desviando possibilidades para acelerar o processo.
“A eletrificação é uma tecnologia importante e terá um papel
crescente globalmente, mas a discussão não pode ignorar as realidades
econômicas, sociais, energéticas e industriais de cada país. No caso
brasileiro, defender apenas uma rota tecnológica significa desconsiderar
vantagens competitivas já consolidadas, especialmente, em bioenergia”, afirmou.
Nesse ponto, os híbridos-flex aparecem como uma das principais
apostas brasileiras. Oriundos do setor de bioelétricos, esses veículos combinam
eletrificação parcial com o uso de combustível renovável, especialmente, o
etanol. A tese é que essa solução pode reduzir emissões sem estar atrelada à
infraestrutura de recarga ainda em expansão.
O estudo também projeta uma ampliação da demanda por etanol. No
cenário-base, o consumo do combustível no ciclo Otto deve passar de 33,6
bilhões de litros em 2025 para 47,8 bilhões de litros em 2040. Em um cenário
alternativo, pode chegar a 52,2 bilhões de litros.
A expansão não viria apenas dos veículos leves. O etanol também
deve ganhar espaço como insumo para a produção de combustível sustentável de
aviação, conhecido pela sigla SAF, e como alternativa para transporte marítimo,
máquinas agrícolas e caminhões fora de estrada. Segundo o material do Instituto
MBCBrasil, a demanda por etanol pode ser ampliada em até 2,4 vezes até 2040,
considerando esses novos usos.
O biometano é outro vetor apontado como estratégico, especialmente
para o transporte pesado. Produzido a partir de resíduos agroindustriais, pode
substituir parte do diesel utilizado em caminhões e ônibus. O estudo aponta que
o combustível tem potencial para substituir até 70% do consumo de diesel no
transporte pesado até 2040, desde que haja infraestrutura e políticas públicas
coordenadas.
A descarbonização dos pesados é considerada uma das frentes mais
urgentes. O transporte de cargas no Brasil é majoritariamente rodoviário e
ainda depende fortemente do diesel. Em estudo anterior, o MBCBrasil indicou que
os veículos pesados representam cerca de 6% da frota, mas respondem por
aproximadamente 57% das emissões de gases de efeito estufa do transporte.
Apesar do potencial, o estudo aponta que a transição da mobilidade
brasileira depende de um salto em infraestrutura. A demanda por eletricidade
para veículos leves deve sair de 693 GWh em 2025 para 28,7 mil GWh em 2040.
Para acompanhar esse crescimento, seriam necessárias cerca de 807 mil novas
estações de recarga até 2040, com investimento estimado entre R$ 20,7 bilhões e
R$ 24,9 bilhões em eletropostos.
Luzzi argumenta que o Brasil tem condições de atender à expansão
da demanda por combustíveis renováveis, porém, precisa avançar em planejamento
e coordenação.
“O país tem potencial para atender essa expansão, mas ainda
precisa avançar de forma consistente em planejamento, coordenação,
investimentos e segurança regulatória para o aumento de capacidade, o avanço da
produtividade no campo, na recuperação de terras degradadas e na infraestrutura
de distribuição, de forma sustentável, eficiente e rastreável”, afirmou.
Políticas como o RenovaBio e o programa Combustível do Futuro
representam tentativas de estruturar uma transição energética adaptada às
características brasileiras, estimulando aumento de produtividade, expansão
sustentável da biomassa, rastreabilidade e previsibilidade regulatória para
novos investimentos.
Na avaliação do instituto, a discussão não se resume a escolher uma tecnologia prioritária, mas construir uma transição viável para um país continental, com desigualdades regionais, matriz renovável consolidada e forte dependência do transporte rodoviário.
Métrica vira disputa
Um dos pontos da discussão é como medir a emissão real de cada
tecnologia. A análise apenas do escapamento tende a favorecer veículos elétricos,
que não emitem durante o uso. No entanto, avaliações mais amplas, como a
análise de ciclo de vida, consideram também a fabricação do veículo, origem da
energia, produção de combustíveis, baterias, insumos e descarte.
Para o Instituto MBCBrasil, essa diferença é decisiva para países
como o Brasil, onde a matriz elétrica é majoritariamente renovável e há uma
cadeia consolidada de biocombustíveis.
“A pressão internacional por rastreabilidade e pegada de carbono
pode representar tanto uma oportunidade estratégica quanto um risco comercial
para o Brasil”, disse Luzzi. O país possui vantagens comparativas importantes,
contudo, precisam ser demonstradas com dados auditáveis.
“O mercado internacional caminha para exigir cada vez mais dados
auditáveis sobre emissões, origem da biomassa, da matéria-prima, uso da terra,
intensidade de carbono e rastreabilidade produtiva. Nesse contexto, a discussão
deixa de ser apenas ambiental e passa a ser também comercial e geopolítica”,
afirmou.
A transição da mobilidade também tem um componente industrial. Um
estudo anterior do MBCBrasil, elaborado pela LCA Consultores e MTempo Capital,
comparou cenários de eletrificação da frota e apontou que uma trajetória com
predominância de híbridos poderia gerar impacto econômico mais positivo do que
uma rota dominada por veículos 100% elétricos.
De acordo com o levantamento, o cenário com híbridos teria uma
diferença acumulada de R$ 2,8 trilhões no Produto Interno Bruto (PIB) e 1,6
milhão de empregos em relação ao cenário de predominância de elétricos puros. A
explicação está no maior conteúdo local da cadeia produtiva híbrida, que
preserva parte dos elos industriais já existentes e incorpora novas
tecnologias.
Para Luzzi, uma transição baseada exclusivamente em eletrificação
poderia ampliar a dependência tecnológica externa em relação a minerais
críticos, baterias e cadeias produtivas concentradas em poucos países. “Isso
pode gerar desafios para a competitividade industrial brasileira”, afirmou. Na
avaliação do instituto, a discussão não deve ser tratada como uma disputa entre
tecnologias, mas como uma tentativa de reduzir emissões preservando empregos,
capacidade industrial e segurança energética.
O Instituto MBCBrasil defende que o país não deve apenas copiar os
modelos de transição adotados por China, Europa ou Estados Unidos. A realidade
brasileira permite uma estratégia mais diversificada, com potencial de
influência sobre outros países em desenvolvimento.
“Poucos países reúnem as condições que o Brasil possui: matriz
elétrica majoritariamente renovável, forte produção de biocombustíveis,
capacidade agrícola, experiência industrial automotiva e disponibilidade de
diferentes fontes energéticas de baixo carbono”, ressaltou Luzzi.
Segundo ele, o país pode protagonizar uma agenda de mobilidade de
baixo carbono mais adaptada às condições do Sul Global, exportando tecnologia
flex, modelos regulatórios, biocombustíveis e conhecimento acumulado em
bioenergia.
“O Brasil pode e deve liderar ativamente o Sul Global para a
adoção gradual do modelo nacional de descarbonização da mobilidade, exportando
know how (expertise), modelos regulatórios, biocombustíveis e tecnologia
automotiva, como os carros flex e bioelétricos”, disse.
“A questão central agora é nos organizarmos, poder público, privado e sociedade, para estruturarmos políticas públicas e estratégias industriais que endereçam os desafios estruturantes para que a oferta e distribuição futura atenda a demanda projetada”, finalizou Luzzi. (biodieselbr)
Assaí faz contrato de autoprodução solar para atender 48% de sua demanda
O Assaí Atacadista firmou um
contrato de longo prazo de 15 anos para autoprodução de energia solar, garantindo
48% de sua demanda total a partir de janeiro de 2028. A operação foi aprovada
pelo Cade e envolve o Projeto Boa Hora, localizado em Tacaimbó (PE).
Detalhes do Acordo
• Volume Assegurado: 25 MW
médios (MWm).
• Parceiros: A iniciativa foi
viabilizada em parceria com a BCP Global e a European Energy.
• Objetivo: Além de mitigar
impactos ambientais e avançar na descarbonização, o modelo por equiparação
garante maior previsibilidade de custos.
• Fontes Oficiais: Você pode
acompanhar o comunicado oficial diretamente no Assaí Atacadista e conferir as
análises do setor no CanalEnergia e na pv magazine Brasil.
Acordo de 15 anos com a BCP Global e a European Energy envolve energia proveniente de uma usina fotovoltaica em Pernambuco, com fornecimento equivalente a 25 MW médios e foco em previsibilidade de custos, segurança energética e ampliação do uso de fontes renováveis.
Assaí Atacadista avançou em sua estratégia de contratação de energia renovável e terá 48% de seu consumo elétrico total atendido por autoprodução a partir de janeiro de 2028. A iniciativa foi viabilizada após a aprovação, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da operação firmada entre a companhia, a BCP Global e a European Energy.
O acordo prevê o fornecimento
de energia proveniente do Projeto Boa Hora, usina solar em desenvolvimento no
município de Tacaimbó (PE), por meio de um contrato de longo prazo com duração
de 15 anos. A energia destinada ao Assaí corresponderá a 25 MW médios (MWm).
Segundo a empresa, a iniciativa
integra a estratégia de eficiência energética da companhia, que busca aumentar
a previsibilidade de custos operacionais e fortalecer a segurança do
abastecimento energético de suas operações.
“Esse projeto representa um avanço importante na estratégia de eficiência energética do Assaí e reforça nosso compromisso com soluções estruturantes e sustentáveis para o negócio. Além de ampliar a previsibilidade de custos operacionais no longo prazo, a iniciativa fortalece a segurança energética da Companhia e amplia nossa participação no mercado de energia renovável”, afirmou o gerente de projetos do Assaí, Lucas Attademo.
Assaí terá 48% do consumo atendidos por autoprodução
Com mais de 310 lojas em
operação distribuídas por 24 estados e o Distrito Federal, a rede atacadista
tem na energia elétrica uma de suas principais despesas operacionais. Nesse
contexto, a contratação de energia por meio da autoprodução surge como
alternativa para reduzir a exposição às oscilações de preços e garantir maior
estabilidade no planejamento financeiro da empresa.
A
operação será estruturada no modelo de autoprodução por equiparação, mecanismo
que permite a grandes consumidores participarem da geração da própria energia
por meio da aquisição de participação em empreendimentos de geração renovável e
da celebração de contratos de longo prazo. A modalidade tem sido cada vez mais
adotada por consumidores corporativos em busca de competitividade,
previsibilidade tarifária e redução da pegada de carbono.
Com a aprovação do Cade, as empresas poderão avançar na implementação do projeto, ampliando a participação de fontes renováveis na matriz energética do Assaí.
Atacadista avança na migração de lojas para o mercado livre.
Desenvolvido pela European
Energy, o Projeto Boa Hora passará a integrar o portfólio energético da
varejista e reforça o movimento de expansão dos contratos corporativos de
energia solar no país, especialmente por meio de estruturas de autoprodução
voltadas ao atendimento de grandes cargas. (pv-magazine-brasil)
domingo, 28 de junho de 2026
Testes em estrada revelam forte impacto do sombreamento em veículos solares
O cenário do impacto do sombreamento em veículos inclui:
Estudo de campo recente: Pesquisas com 200 caminhões no Japão
destacaram que o sombreamento afeta substancialmente a geração fotovoltaica e a
eficiência geral dos sistemas.
Uso da energia: Nesses veículos, a energia solar costuma ser
direcionada para alimentar sistemas auxiliares e recarregar a bateria, e mesmo
assim, pode reduzir o consumo de combustível em até 7% ao compensar demandas do
alternador.
Efeito "Hotspot": O sombreamento parcial não derruba
apenas a produção; o bloqueio de luz em uma célula gera superaquecimento e
danos estruturais conhecidos como pontos quentes (ou hotspots), reduzindo a
vida útil do painel.
Se você tem interesse nessa área, me avise o que gostaria de
aprofundar:
A tecnologia dos painéis (como o uso de CIGS)
Como os diodos de bypass ajudam a minimizar os danos por sombra
O impacto em veículos de passeio vs. caminhões pesado
O projeto envolveu 200 caminhões comerciais com motores a diesel
equipados com módulos fotovoltaicos de 300–500 W baseados em cobre, índio,
gálio e seleneto (CIGS), com dados coletados sobre geração fotovoltaica,
desempenho de alternadores, fluxo de energia da bateria e operação do veículo.
Os painéis solares são usados exclusivamente para alimentar sistemas auxiliares
e recarregar a bateria principal, não para dirigir diretamente o veículo.
“Avaliamos quão eficazmente a energia fotovoltaica era utilizada
monitorando simultaneamente as saídas tanto do sistema fotovoltaico quanto do
alternador”, disse o autor correspondente Kenji Araki à pv magazine. “Isso nos
permitiu determinar em que grau a geração solar reduziu a carga do alternador”.
Os cientistas explicaram que a probabilidade de sombreamento no VIPV é influenciada pela geometria do objeto e pelos ângulos de raso, podendo ser estatisticamente aproximada usando a média de matriz de abertura, que é uma técnica computacional usada para avaliar sombreamento dinâmico, não uniforme, e irradiância solar em sistemas fotovoltaicos curvos ou complexos, integrando contribuições direcionais de luz através de elementos discretizados da superfície dentro de uma estrutura de coordenadas local. Segundo os pesquisadores, ele possibilita um cálculo consistente e prático da irradiância solar nas superfícies dos veículos.
A equipe monitorou o fluxo de potência entre o sistema fotovoltaico e o alternador em configurações VIPV instaladas em caminhões, com foco no uso de energia dentro de sistemas elétricos isolados do veículo, e não na eficiência dos módulos fotovoltaicos em si. Piranômetros não foram utilizados devido a restrições de instalação, e a potência gerada pelos módulos foi considerada representativa da irradiância solar local.
Foram desenvolvidas caixas de controle customizadas com
controladores de carga e registradores de dados, utilizando sensores de
corrente para monitorar a geração fotovoltaica, a produção de energia do
veículo e o comportamento de carga e descarga da bateria. O sistema também
recebeu reforços em cabeamento e fusíveis, além de ter passado por testes de
vibração e resistência climática para garantir confiabilidade em condições
reais de operação.
O sistema fotovoltaico foi tratado como um conjunto completo, incluindo
funções integradas de controlador de carga, como rastreamento do ponto de
máxima potência (MPPT), conversão DC-DC e prevenção de corrente reversa, e não
apenas como um painel solar. O alternador também inclui retificação e regulação
de tensão por meio de conversão DC-DC, operando de forma independente, sem
sincronização com o sistema FV, com prioridade para a fonte de maior tensão.
Ao longo de 17.901 dias monitorados, os acadêmicos registraram distância total de condução, horas de operação, consumo de energia, geração fotovoltaica e supressão do alternador, enquanto observaram os limites de sincronização de dados no sistema de medição. Os sistemas fotovoltaicos apresentaram contribuição mensurável para compensação do consumo energético durante a operação, além de uma redução significativa da carga do alternador em condições reais de condução.
De forma geral, os resultados mostraram ganhos mensuráveis em eficiência energética e economia de combustível, mas também indicaram que o desempenho de sistemas VIPV deve ser avaliado com modelos detalhados e dependentes das condições operacionais, e não apenas por médias simplificadas.
“Além disso, a avaliação do conjunto de dados medido mostrou que a
irradiância solar recebida por superfícies montadas em veículos corresponde a
cerca de 70% daquela em um plano horizontal”, disse Araki. “Essa redução é
atribuída a fatores como sombreamento urbano ao redor, condições das estradas e
mudanças na orientação dos veículos, e serve como um parâmetro importante para
estimar a produção anual de energia dos sistemas VIPV”.
Além disso, medições simultâneas de PV e alternador revelaram que
cerca de 85% da saída PV compensa diretamente a carga do alternador, melhorando
a utilização de energia em condições reais de condução. Já reduções no consumo
de combustível de aproximadamente 5,5–7% foram confirmadas por múltiplos
métodos de validação, embora os benefícios variem conforme o tipo de veículo e
o comportamento de direção.
Seus achados estão disponíveis no estudo “PV on heavy duty
vehicles (HDVs): monitoring 200 trucks with PVs“, publicado na Energy
Conversion and Management: X.
FIT Energia fornecerá energia solar distribuída para rodovias da Motiva em SP e PR
FIT Energia fornecerá energia
solar distribuída para rodovias da Motiva em São Paulo e no Paraná.
O contrato contempla um
volume estimado de 2.636 MWh por ano em créditos de energia para 293 unidades
consumidoras em baixa tensão, com potencial para chegar a um volume de 11.231
MWh para 350 pontos de consumo com a evolução da demanda das concessionárias da
Motiva. Com essa operação, a expectativa é evitar a emissão de 479 toneladas de
CO2 por ano nas rodovias durante o pico do contrato, volume que
equivale ao plantio de 21,7 mil árvores anualmente.
A parceria entre as partes
garante o fornecimento de energia elétrica limpa para algumas das principais
rodovias do país. Entre as concessionárias beneficiadas está a Motiva AutoBan,
que opera um dos principais eixos viários do Brasil, o Sistema
Anhanguera-Bandeirantes. Além disso, a parceria também vai abastecer a RioSP,
operadora da Presidente Dutra, entre São Paulo e Seropédica (RJ), e da
Rio-Santos, entre Ubatuba (SP) e Rio de Janeiro.
O contrato também contempla o
Sistema Castello Branco-Raposo Tavares (ViaOeste e Motiva Sorocabana) e um
conjunto de rodovias paranaenses operadas pela Motiva Paraná. Tanto a Motiva
Sorocabana quanto a Motiva Paraná poderão usar a energia solar para abastecer
as suas frotas operacionais de veículos elétricos, tornando essas concessões
ainda mais sustentáveis e com uma menor pegada de carbono em suas atividades.
A energia gerada nas usinas fotovoltaicas da FIT Energia, localizadas nos municípios de Bebedouro, Altair, Limeira, Pacaembu, Lorena, Cubatão e Sorocaba, em São Paulo, e Campo Mourão, Capanema e Colorado, no Paraná, será destinada à compensação de créditos de energia nas rodovias da Motiva em São Paulo e Paraná.
Motiva e FIT Energia firmam parceria para descarbonizar rodovias com energia solar
Estratégia de descarbonização
Desde 2024, o consumo de
energia das operações da Motiva em trilhos, rodovias e aeroportos já é 100%
baseado em fontes limpas e renováveis. A parceria com a FIT Energia faz parte
da estratégia da companhia para manter essa operação limpa.
Para antecipar a meta,
originalmente estabelecida para 2025, a Motiva construiu uma estratégia na área
de energia organizada nas seguintes frentes: investimentos em produção própria
de energia em diferentes modalidades e a migração dos seus ativos para o
mercado livre, com a assinatura de contratos de energia associados à aquisição
de certificados de energia renovável (IRECs).
No fim de 2024, a Motiva se
tornou sócia de três usinas eólicas no Piauí, marcando o seu primeiro projeto
de autoprodução por equiparação. Esses empreendimentos abastecem as operações
de trilhos no Estado de São Paulo, fornecendo energia limpa para as Linhas
4-Amarela e 5-Lilás, de metrô, e para as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda
(ViaMobilidade), de trens metropolitanos.
A Companhia também opera 6,3
MWp de usinas solares próprias instaladas em áreas de suas rodovias em Santa
Catarina (ViaCosteira), Rio de Janeiro (ViaLago) e Rio Grande do Sul (ViaSul).
Além disso, possui outros contratos de geração solar distribuída para
abastecimento de energia limpa para rodovias no Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Eletrificação para reduzir
emissões diretas
Com a redução de 61% das suas
emissões ao final de 2025, a Motiva construiu um plano de transição para manter
a sua pegada de carbono dentro da meta aprovada com o SBTi. Além de manter as
emissões de escopo 2 zeradas, com a continuidade da estratégia de consumir
energia elétrica apenas de fontes renováveis, a companhia pretende avançar na
redução das emissões de escopo 1.
Nos últimos dois anos, a
companhia conquistou três novas concessões de rodovias (Motiva Paraná, Motiva
Sorocabana e Fernão Dias), e tem a possibilidade de obter novos ativos em 2026.
Além disso, novas estações de metrô vão entrar em operação nos próximos anos no
Metrô Bahia, na Linha 4-Amarela (SP) e na Linha 5-Lilás (SP), além da assunção
da operação da Linha 17-Ouro (SP).
Atualmente, os combustíveis móveis e fugitivos representam 59% e 35%, respectivamente, das emissões de escopo 1 da Motiva. Por conta disso, a estratégia montada prevê algumas alavancas para a descarbonização, que são: acelerar a eletrificação da frota operacional, como guinchos leves e ambulâncias, expandir o uso de combustíveis de baixo carbono para veículos que não podem ser eletrificados e adotar sistemas de refrigeração mais eficientes em suas operações metro ferroviárias, tanto nos vagões quanto nos prédios.
Imagem da rodovia Anhanguera-Bandeirantes, em São Paulo. (pv-magazine-brasil)
sexta-feira, 26 de junho de 2026
Noruega, Holanda e Brasil serão hub de navegação sustentável
Ao lado de Noruega e Holanda, Brasil pode se tornar hub de navegação sustentável.
Brasil, Noruega e Holanda querem criar o 1º corredor marítimo verde do Atlântico, após rotas emitirem 4,7 milhões de toneladas de CO2e, e miram transformar portos, combustíveis e comércio entre América do Sul e Europa em nova corrida logística global.
Corredor verde entre Brasil e Europa deve sair da ambição e entrar na fase de entrega
Corredor marítimo entre
Brasil e Noruega mira portos verdes e redução de emissões no comércio com a
Europa.
Brasil, Noruega e Holanda
(Países Baixos) firmaram parceria para criar o primeiro corredor marítimo verde do Atlântico. A iniciativa vai estabelecer rotas de navegação
sustentáveis conectando a América do Sul à Europa, com foco no uso de
combustíveis de baixo ou zero carbono.
O projeto conjunto envolve
iniciativas estratégicas para descarbonizar o setor:
Estudo de Viabilidade: A
consultoria DNV elaborou o primeiro estudo técnico e econômico para criar a
rota. Os portos brasileiros (com destaque para o Porto de Santos) servirão de
polo exportador para cargas como soja, celulose e minério.
Combustíveis Alternativos: A
iniciativa visa substituir os combustíveis fósseis tradicionais por fontes limpas,
como hidrogênio verde, amônia verde e biocombustíveis.
Impacto Ambiental: Em
2023, o transporte marítimo entre essas regiões emitiu cerca de 4,7 milhões de
toneladas de CO2. O plano de corredores verdes é essencial para
zerar essas emissões até as próximas décadas.
A articulação entre os países foi discutida no seminário "Corredores verdes descarbonizados: traçando um caminho", realizado em Brasília. Para detalhes técnicos e econômicos completos, consulte o documento oficial no site da ABTRA e acompanhe os desdobramentos no Ministério de Portos e Aeroportos.
O Brasil pode se tornar um hub relevante na oferta de soluções para a descarbonização do transporte marítimo global. Com matriz energética majoritariamente renovável e mercados de produção e distribuição de biocombustíveis já consolidados e ecossistemas industriais próximos a portos estratégicos, o país é um bom candidato a provedor de um mix de combustíveis sustentáveis de aviação, de etanol a hidrogênio verde. Ao lado da Noruega, país com oferta de tecnologia marítima de ponta, e Países Baixos, onde está localizado o principal porto europeu, Rotterdam, e cuja experiência com infraestrutura logística é internacionalmente reconhecida, o Brasil pode entrar na rota mundial dos corredores verdes.
Um corredor marítimo verde é uma rota de navegação entre 2 ou mais
portos operados exclusivamente com combustíveis de emissão zero ou quase zero,
tais como amônia verde, metanol verde ou biodiesel, em substituição ao óleo
combustível fóssil que move a esmagadora maioria dos navios hoje. A definição,
estabelecida pela Declaração de Clydebank, assinada por dezenas de países em
2021, vai além da escolha do combustível: exige que as emissões sejam nulas ao
longo de todo o ciclo de vida da fonte de energia utilizada, ou seja, do ponto
de produção até a propulsão do navio. Na prática, isso implica coordenar
simultaneamente a produção e o abastecimento do combustível nos portos de
origem e destino, a adaptação ou renovação da frota e os acordos comerciais
entre armadores, donos de carga e operadores portuários. Dessa forma, o
corredor passa a funcionar como um ecossistema logístico completo e redesenhado
para operar sem ou com baixa intensidade de carbono.
Estudo desenvolvido pela consultoria DNV para o Conselho de
Pesquisa da Noruega e recém-divulgado, vai além e mostra a viabilidade técnica
e os custos de desenvolver rotas entre Brasil - importante polo sul-americano -
e a Europa, mais precisamente, até a Noruega. Segundo William Nygaard,
coordenador do projeto de cooperação trilateral Brasil–Noruega–Países Baixos
para corredores marítimos de baixa emissão, o objetivo não foi chegar a um
roteiro de implementação já definido, mas oferecer uma base de evidências para
orientar as decisões seguintes. “Estudos de viabilidade não tomam decisões.
Eles melhoram decisões”, disse.
Segundo o Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT, na sigla em inglês), o Brasil tem seis portos estratégicos: Santos, Rio Grande, Itaqui, Pecém, Açu e Navegantes. Este estudo, contudo, se aprofundou em algumas rotas específicas, entre elas, a que liga o porto de Vila do Conde, no Pará, a Karmøy, na Noruega, corredor responsável por 66% das emissões bilaterais entre os 2 países. Além disso, também são analisadas as viabilidades da conexão do Porto de Santos a Rotterdam e de Pecém a Rotterdam. No total, o transporte marítimo entre Brasil e Europa emitiu cerca de 4,7 milhões de toneladas de CO2 em 2023, sendo os graneleiros responsáveis por 77% das viagens e 74% das emissões no corredor bilateral.
Parceria entre Brasil e Noruega é fundamental para o desenvolvimento sustentável
3 combustíveis foram avaliados: biodiesel (FAME), amônia verde e
metanol verde. Os custos emergiram como os principais obstáculos. Operar com
biodiesel, por exemplo, custa 43% a mais do que a linha de base convencional a
combustível fóssil; com amônia, 65% a mais; e com metanol verde, 109% mais
caro. Projetando o período de 2026 a 2040 na rota Vila do Conde–Karmøy, o custo
total acumulado com biodiesel chega a US$ 252 milhões, contra US$ 291 milhões
com amônia e US$ 170 milhões da linha de base fóssil. Contudo, à medida que a
regulação do setor aperte e operar navios a óleo fóssil ficará progressivamente
mais caro, essa diferença tende a reduzir.
“A descarbonização marítima pode evoluir por múltiplos caminhos de
combustível em paralelo, em vez de uma única trajetória de transição. Para a
cooperação de corredor, o sequenciamento pode se tornar tão importante quanto a
escolha do combustível”. Cada opção cria condições de implementação distintas:
o biodiesel é compatível com navios existentes sem adaptação (drop in), sendo
uma ponte de transição. Já a amônia exige navios novos com motores
bicombustíveis e infraestrutura portuária específica. O metanol apresenta o
maior custo atual, mas o Brasil tem posição única pelo etanol, reforça Nygaard.
O coordenador destacou ainda que ainda é necessário se debruçar
sobre os custos operacionais, mais variáveis. “Pequenos ajustes em um mesmo
ambiente operacional podem fazer os custos oscilar bastante”, disse. “Mesmo a
DNV, que é referência global nesse campo, achou muito desafiador criar um
modelo universal para projeções de custos operacionais”.
Outra questão em aberto é o alinhamento global de metodologias de avaliação do ciclo de vida das emissões, especialmente com insumos energéticos diferentes. E cita um exemplo do Brasil. “A avaliação de ciclo de vida do etanol brasileiro é muito sólida, mas é baseada na metodologia nacional. Do outro lado do Atlântico, o etanol não está tão integrado aos ecossistemas locais. É preciso aprender um com o outro para criar um alinhamento firme sobre como isso funcionaria”, finaliza.
O estudo identificou ainda um obstáculo estrutural que vai além da tecnologia e dos combustíveis: o modelo de negócios do setor. A maior parte dos navios graneleiros opera no mercado spot, sem rotas fixas nem contratos de longo prazo — lógica incompatível com os investimentos necessários em infraestrutura dedicada e frotas especializadas. “Um corredor exige previsibilidade. Essa previsibilidade pode vir de arranjos comerciais, compromissos de carga ou novas formas de colaboração — não porque os mercados atuais estejam falhando, mas porque o investimento de primeiro movimento se comporta de forma diferente dos mercados maduros”, disse Nygaard. (biodieselbr)
Petróleo em crise, energia solar estável
A resposta do Brasil à crise energética global está em seus rios
Nesse cenário, o Brasil ocupa uma posição rara entre as grandes economias: possui uma matriz elétrica majoritariamente renovável, com forte presença hidráulica e independência de combustíveis fósseis para geração de energia. Essa condição, construída ao longo de décadas, deveria ser tratada como ativo estratégico nacional.
O potencial hídrico subutilizado
Apesar dessa vantagem, o País ainda utiliza apenas parte do seu potencial hidrelétrico. Há muitos projetos inventariados, de diferentes portes, que poderiam ampliar a oferta de energia firme, reforçar a confiabilidade do sistema e reduzir a necessidade de acionamento de térmicas fósseis.
As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) fazem parte desse potencial, fazem parte da solução. São empreendimentos distribuídos pelo território, próximos às cargas, com baixa pegada de carbono e capacidade de fornecer atributos essenciais ao Sistema Interligado Nacional (SIN), como modulação de geração, flexibilidade operativa e serviços ancilares.
O hidrobombeamento como solução
A expansão acelerada de fontes intermitentes — eólica e solar — trouxe ganhos relevantes, mas também desafios. A queda abrupta da geração solar no fim da tarde exige fontes capazes de responder rapidamente à demanda. A solução mais urgente então se traduz em uma palavra: armazenamento. Armazenamento que se traduz em duas opções: A primeira, bateria química de atuação em menor volume (BESS), com potencial de poucas horas, de curta vida útil, sem plano de descarte na natureza para os milhares de módulos que vem aí.
A segunda, bateria natural, a melhor que temos, verdadeiro amortecedor do Sistema: Usinas hidrelétricas reversíveis. Lagos de menor tamanho que podem ser rapidamente criados e adaptados a empreendimentos hidrelétricos existentes e novos de todos os portes, podendo dobrar a capacidade de armazenamento do país, sedimentando a segurança energética a longo prazo e gerando da forma mais eficiente possível a energia no horário de maior consumo. Basta haver vontade governamental para isso porque expertise para implantar, temos de sobra. É a vocação do Brasil!
A retomada de hidrelétricas de todos os portes, com reservatórios compatíveis, é fundamental para devolver equilíbrio ao sistema. Permite a regularização de vazões, controle de frequência e suporte à operação em momentos críticos.
Flexibilidade e confiabilidade: atributos cada vez mais necessários
O SIN tem apresentado necessidade crescente de flexibilidade e confiabilidade. A integração de grandes volumes de fontes intermitentes exige capacidade de resposta rápida, estabilidade e previsibilidade de geração. Hidrelétricas — incluindo também as de pequeno porte — oferecem esses atributos de forma contínua.
As pequenas hidrelétricas, parte desta solução, podem ajudar muito por estarem próximas aos centros de consumo. As PCHs e CGHs reduzem perdas elétricas e diminuem a necessidade de investimentos em transmissão. Em regiões com infraestrutura de rede limitada, esses empreendimentos contribuem para aliviar gargalos e reforçar a segurança de suprimento.
Impactos econômicos e regulatórios
A discussão sobre o papel das hidrelétricas envolve também regulação e racionalidade econômica. Estudos recentes mostram que, quando considerados atributos sistêmicos, vida útil, custos de transmissão e externalidades, as hidrelétricas apresentam competitividade superior àquela refletida nos preços de leilões tradicionais.
A modernização regulatória em curso, incluindo a implementação da Lei nº 15.269/2025, abre espaço para corrigir distorções e valorizar adequadamente os atributos das hidrelétricas. A correta interpretação de temas como confiabilidade, indisponibilidade externa e ressarcimento por cortes de geração será determinante para a expansão sustentável do segmento.
Desenvolvimento regional e benefícios socioambientais
As hidrelétricas de pequeno porte têm baixo impacto ambiental e impacto positivo direto no desenvolvimento regional. São empreendimentos que geram empregos locais, aumentam o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios e estimulam atividades como turismo e piscicultura. Seus reservatórios contribuem para regularização de vazões, preservação de nascentes e melhoria da qualidade ambiental dos rios.
Estudos ambientais mostram que muitos empreendimentos promovem três vezes mais recomposição florestal comparando a área originalmente suprimida, reforçando o caráter de baixo impacto e a contribuição socioambiental dessas usinas.
Uma oportunidade estratégica para o Brasil
A resposta do Brasil à crise energética global está, de fato, em seus rios. Reconhecer e aproveitar esse potencial é essencial para garantir energia firme, confiabilidade e soberania energética nas próximas décadas. (pv-magazine-brasil)































