USA
em 3º lugar
Mesmo
com as fontes renováveis dificultadas durante o governo de Donald Trump, os
Estados Unidos ocupam o 3º lugar mundial na expansão da energia solar.
Com
267 GW, os EUA conseguem suprir cerca de 8% de sua demanda elétrica total. Em
2015, esse valor era de 1%. Nos últimos dez anos, a participação do carvão caiu
pela metade — de 34% em 2015 para 17% em 2025.
O
presidente americano, entretanto, quer ressuscitar o carvão e proteger a
indústria ligada aos combustíveis fósseis.
Além
disso, os Estados Unidos são o maior produtor de petróleo e gás – em grande
parte para exportação. Em 2023, estas duas fontes correspondiam, juntas, a
quase três quartos da energia final consumida pelos americanos (excluindo o
consumo do próprio setor energético e perdas de transformação), segundo a
Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).
Crescimento
na Índia, no Paquistão e no Brasil
A Índia, em quarto lugar com 136 GW, agora gera cerca de 8% de sua
eletricidade para uma população de 1,45 bilhão de pessoas. O Japão aparece em 5º,
com capacidade solar de 103 GW, cobrindo 11% de sua demanda elétrica.
O
Brasil também está ampliando sua capacidade solar e agora consegue gerar cerca
de 10% de seu fornecimento nacional de eletricidade. O país soma 22 GW de
potência solar fiscalizada (ou seja, efetivamente instalada e em operação
comercial verificada pela Agência Nacional de Energia Elétrica). Junto com
hidrelétrica, eólica e biomassa, 88% da energia do Brasil vêm de fontes
renováveis.
Em 2015, Paquistão e África do Sul produziam cada um menos de 1% de sua
eletricidade a partir de painéis fotovoltaicos. Dez anos depois, o índice subiu
para 20% e 10%, respectivamente.
Preços
vantajosos
Energia
solar dispara globalmente sob liderança da China
Em
apenas uma hora, a luz do sol que atinge a Terra fornece mais energia do que a
humanidade precisaria durante um ano inteiro. Instalando painéis solares em
menos de 1% da superfície do mundo, seria possível cobrir toda a demanda global
de energia.
Outra
vantagem é o progressivo barateamento. Módulos mais eficientes e a produção em
massa reduziram os preços em cerca de 90%, o que significa que a energia solar
é a forma mais barata de eletricidade em muitas partes do mundo.
Em
regiões muito ensolaradas, grandes parques solares podem produzir eletricidade
pelo equivalente a R$ 0,05/quilowatt-hora.
A
eletricidade de painéis solares instalados em telhados costuma ser
significativamente mais barata do que a eletricidade da rede convencional e, em
muitos países europeus, agora custa menos da metade do preço médio de
eletricidade.

Como
a liderança da China na produção de energia solar está moldando o mercado
global e influenciando países como o Brasil.
Mais
proeminência a caminho
Em
2024, usinas com capacidade de 632 GW foram adicionadas à rede elétrica global.
Do total, 72% eram energia solar, seguida pela eólica com 18%, gás com 4%,
carvão com 3%, hidrelétrica com 2% e nuclear com 1%.
Diversas
previsões subestimaram o crescimento da indústria solar. Em sua análise global
anual de energia de 2020, a Agência Internacional de Energia estimou que a
expansão solar mundial atingiria cerca de 120 GW em 2024. Mas 597 GW foram
instalados naquele ano.
Especialistas
agora acreditam que a energia solar eventualmente se tornará a fonte de energia
mais importante do mundo. No entanto, ainda não se sabe quão rápida poderá ser
a mudança.
Pesquisadores
da Universidade de Tecnologia Lappeenranta-Lahti, na Finlândia, calcularam como
poderia ser um suprimento de energia global economicamente eficiente. Com base
em seu modelo, 76% da energia mundial viriam da energia solar. A energia eólica
representaria outros 20%, com o restante vindo de hidrelétrica, biomassa e
energia geotérmica. (cartacapital)
Nenhum comentário:
Postar um comentário