quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

BB inaugura 4 usinas para abastecer agências

Banco do Brasil/BB e EDP inauguram quatro usinas de energia de geração fotovoltaica para geração distribuída.
O Banco do Brasil, em parceria com a EDP, inaugurou quatro usinas de energia fotovoltaica com capacidade instalada de 23 MWp. Os empreendimentos vão gerar energia para 365 agências do banco, por meio da modalidade de geração distribuída, com uma economia estimada de R$ 102,5 milhões para o BB ao longo dos 15 anos de contrato. Com esse acordo, o Banco do Brasil chega a 7 unidades de geração de energia solar, dando continuidade a um movimento que começou em fevereiro/2020, com a inauguração de uma planta na cidade de Porteirinha (MG), também em parceria com a EDP. Entre as novas fazendas de energia solar, está a primeira planta do BB na região Nordeste. Localizada na cidade de Xique-Xique (BA), o empreendimento vai abastecer cerca de 140 agências do Banco, que deixarão de emitir mil toneladas de dióxido de carbono. Apenas nesta usina, são 6,5 mil painéis solares que vão gerar 8 GWh/ano. As outras três plantas estão instaladas nos municípios de Rio Paranaíba (MG), Loanda (PR) e Lins (SP).

Gustavo Lellis, diretor de Suprimentos, Infraestrutura e Patrimônio do Banco do Brasil, explica que esse movimento faz parte dos compromissos assumidos pela instituição junto à sociedade e que compõem a Agenda 30 do BB: “Queremos continuar sendo o banco mais sustentável do planeta e essas usinas solares da EDP reforçam o compromisso do BB de diminuir o impacto de nossas atividades no meio ambiente. Já estamos compensando 100% das nossas emissões de Gases do Efeito Estufa e não paramos por aí. Queremos chegar a 2024 com 90% de nossa energia vinda de fonte sustentável e trabalhamos para reduzir as nossas emissões diretas de Gases do Efeito Estufa em 30% até 2030”.

Em outubro deste ano, as usinas solares localizadas em Porteirinha (MG) e São Domingos do Araguaia (PA) – as duas primeiras inauguradas pelo BB, ultrapassaram a marca de 30 GWh de energia gerada, o suficiente para abastecer a uma cidade de 150 mil residências durante um mês inteiro. O sucesso desse primeiro projeto impulsionou, agora, a expansão do modelo para as operações do banco em todo o país. Em 2023, o BB prevê inaugurar mais 22 usinas fotovoltaicas, que já estão em construção. Ao todo, cerca de 1.400 agências terão o consumo compensando com a geração de energia renovável.

“Sabemos da importância do setor elétrico para a descarbonização do planeta. Temos atuado para liderar a transição energética, com investimentos de cerca de R$ 3 bilhões até 2025 apenas em energia solar”, afirma Carlos Andrade, vice-presidente de Clientes da EDP no Brasil. “Poder oferecer soluções aos nossos clientes, contribuindo para que eles também sejam protagonistas nesse processo de descarbonização, reforça ainda mais o nosso objetivo de acelerar a transição energética justa”, explicou o vice-presidente de Clientes da EDP no Brasil, Carlos Andrade.

Cada um dos empreendimentos possui contrapartidas sociais implementadas pelas empresas contratadas pelo BB em benefício à comunidade local, como plantio de árvores e instalação de placas fotovoltaicas em entidades sociais. Além disso, a modalidade de geração distribuída traz outros benefícios para as regiões onde as usinas são instaladas, como a geração de empregos diretos e indiretos, uma maior arrecadação de tributos no município e a melhoria da rede de energia. Além das usinas de geração distribuída, o BB e a EDP têm outras parcerias que possibilitam levar energia limpa para outros grandes prédios do Banco. No total, 61 edifícios migraram para o mercado livre de energia e estão sendo abastecidos com energia renovável certificada. Outros quatro prédios devem migrar nos próximos meses. Desde 2019, a migração ao mercado livre de energia em parceria com a EDP já gerou ao Banco do Brasil uma economia de R$ 36 milhões.

Banco do Brasil inaugurou quatro usinas solares.

Empreendimentos possuem capacidade instalada total de 23 MWp e foram construídos pela EDP. (petronoticias)

Copel inicia operação de carregador ultrarrápido

Empresa instala 2 novas unidades de abastecimento de carros elétricos, uma delas na região central de Curitiba, outra na Linha Verde.

A Copel iniciou a operação do seu primeiro carregador ultrarrápido, que está instalado no novo eletroposto da empresa, na região central de Curitiba. O equipamento possui estrutura para abastecer 3 carros elétricos simultaneamente. Além disso, a Copel também está colocando em operação mais um eletroposto, com seis carregadores, na Linha Verde, sentido São Paulo.

Segundo a companhia, o novo eletroposto fica na Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 1.001. Os 3 carregadores têm opções de diferentes velocidades para abastecer a bateria dos veículos. O carregador ultrarrápido tem capacidade de 150 kW. Outros 6 carregadores também estão entrando em funcionamento às margens da Linha Verde, sentido São Paulo, ao lado do prédio do Instituto Lactec: dois equipamentos de recarga rápida com 60 kW de potência, e outros 4 com potência de 22kW. O local conta ainda com geração de energia solar na cobertura das vagas veiculares. O processo de cobrança e liberação em ambos os endereços será feito através do aplicativo Lex Mobility.

A ampliação da malha de recarga é fruto de um trabalho conjunto da Copel com o Instituto Lactec, em parceria com empresas privadas, por meio de uma chamada pública proposta pela Aneel, em que os projetos aprovados pela Copel somaram investimentos de R$ 15,6 milhões. Com a conclusão da implantação dos novos postos, o número de carregadores elétricos veiculares disponibilizados pela Copel salta de 23, para 32, em todo o Paraná. Um incentivo que se soma à isenção de imposto sobre propriedade de veículos automotores (IPVA) oferecidos pelo Governo do Estado aos elétricos.

A empresa de startup chinesa apresenta carregador que recupera 210 km em 5 minutos.

Durante a demonstração, o carregador ultrarrápido da Xpeng Motors conseguiu trabalhar com uma potência de 480 kW. (canalenergia)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Comerc Renew vai fornecer energia solar para fábrica da Grendene

PPA terá 20 anos de duração e vai suprir 80% da demanda operacional. Energia virá de parque em MG.

A Comerc Renew fechou um acordo preliminar de parceria com a Grendene para fornecimento de energia solar com objetivo de suprir 80% de sua demanda operacional. Localizada em Várzea da Palma (MG) e com previsão de início de operação no ano de 2024, a usina fornecerá 10 MW med para a empresa, equivalente ao consumo de 75 mil residências, e será responsável por evitar a emissão de 52 mil toneladas de CO2 por ano.

O PPA terá duração de 20 anos e já vinha sendo trabalhado entre Comerc Renew e Grendene desde 2019, cumprindo com todas as etapas de estudo de viabilidade, preparação de infraestrutura e licenciamentos ambientais necessários. Nesta modalidade contratual, a empresa comercializou a participação de 42% do capital social total de sua Geradora Solar Várzea II, para proporcionar à Grendene a autoprodução.

O grupo Comerc foi responsável por migrar a Grendene do mercado regulado de energia para o mercado livre, anos atrás. A Grendene utilizará 42% da capacidade produtiva do parque solar para suprir a grande maioria de sua demanda operacional.

Com investimentos na casa dos R$ 400 milhões, ao todo, o complexo fotovoltaico terá capacidade instalada de 120 MWp, cujo restante de sua produção já está com negociações avançadas com outros consumidores de grande porte. A Comerc espera atingir 1,8 GWp de capacidade instalada até o início de 2024 e já possui praticamente a totalidade deste montante comprometido com parceiros. Por isso, já prevê novos investimentos no setor para 2025. (canalenergia)

Petrobras inicia testes para prospecção de energia eólica offshore

Investimento no projeto totalizará R$ 9 milhões e terá duração total de 2 anos e conta com parceria junto ao SENAI-RN.

A Petrobras iniciou no Rio Grande do Norte os primeiros testes em ambiente marinho da boia remota de avaliação de centos offshore, chamada de Bravo. O investimento da Petrobras no projeto totalizará R$ 9 milhões, por meio do Programa de P&D da Aneel.  O lançamento foi realizado a cerca de 15 km da costa de Areia Branca, com o apoio da Companhia Docas do RN (CODERN) e da empresa Intermarítima Portos e Logística, nova operadora do Terminal Salineiro de Areia Branca – Porto Ilha. O projeto foi iniciado em 2021, terá duração total de 2 anos e será feito por meio de parceira entre a Petrobras e os Institutos SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e em Sistemas Embarcados (ISI-SE).

A Bravo deverá ter capacidade de medir velocidade e direção dos ventos, variáveis meteorológicas, como pressão atmosférica, temperatura do ar e umidade relativa, além de variáveis oceanográficas, a exemplo de ondas e correntes marítimas. E os dados coletados deverão ser transmitidos para um servidor em nuvem por meio de comunicação satelital, para serem posteriormente analisados. A boia também conta com autonomia energética, fornecida por módulos fotovoltaicos instalados e uma pequena turbina eólica.

As informações colhidas serão comparadas com os dados coletados por um sensor ótico instalado no terminal salineiro de Areia Branca que permite medir a velocidade e direção do vento, entre 10 e 200 metros de altura, gerando dados compatíveis com a altura de operação das turbinas eólicas offshore.

Petrobras e Instituto SENAI de Inovação iniciam testes de Boia para prospecção de energia eólica offshore. (canalenergia)

sábado, 4 de fevereiro de 2023

UHE Belo Monte conquista selo Energia Sustentável

Geradora foi certificada por responsabilidade social e ambiental.

A UHE Belo Monte (PA, 11.233 MW) localizada no rio Xingu, conquistou o nível ouro do selo Energia Sustentável, do Instituto Acende Brasil. O selo avalia os empreendimentos e os classifica por responsabilidade socioambiental, a partir da comprovação de ações que envolvem meio ambiente e sociedade. Os compromissos precisam ir além do estabelecido em lei e no processo de licenciamento ambiental dos empreendimentos.

O Instituto Acende Brasil diz que o selo Energia Sustentável representa linhas de crédito mais rápidas, taxas de juros menores e melhoria nas vendas de energia no mercado livre. Isso porque uma empresa que dá transparência às suas ações socioambientais voluntárias tem muito mais condição de exercer suas atividades do que uma que não disponibiliza informação alguma.

Apesar das 27 ações civis públicas e das inúmeras condicionantes socioambientais não cumpridas, Ministério do Desenvolvimento Regional premia empresa por projeto "em prol da preservação e da revitalização da bacia hidrográfica do Rio Xingu".

Governo premia construtora de Belo Monte com selo de sustentabilidade, porém todos os atingidos rebatem.

Selo concedido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional gera questionamentos sobre falhas de gestão socioambiental da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. (canalenergia)