terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Aeroporto de Curitiba conta com carregadores gratuitos para veículos elétricos

Novidade no Aeroporto Internacional de Curitiba: serviço gratuito de recarga para carros elétricos.

Estacionamento da Indigo Brasil conta com 8 pontos de recargas abastecidos por painéis solares.

O Aeroporto Internacional de Curitiba (CWB), administrado pela CCR Aeroportos, está disponibilizando em seu estacionamento carregadores para veículos elétricos em parceria com a Indigo Brasil. Ao todo, são 8 pontos de recarga para carros elétricos e híbridos plug-in, que estão localizados no Edifício Garagem e que será oferecido sem a cobrança de taxa aos clientes.

Aeroporto Internacional de Curitiba/PR.

Essa gratuidade deve-se ao fato de existir uma planta de energia solar, instalada na cobertura do edifício, cuja geração atende a essa garagem e é utilizada nos pontos de recarga recém instalados.

Em comunicado, as empresas afirmaram que a ação conjunta está alinhada entre outros temas a contribuir com ações de sustentabilidade e fornecer um novo serviço e conveniência para os usuários. (canalenergia)

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Engie testará ônibus elétrico em aeroporto de Recife

Modelo Azure A12 BR da TEVX Higer é 100% elétrico, sem emissão de CO2 e ruídos, em teste no terminal do Recife.

A ideia é utilizar o veículo no transporte de passageiros dentro do aeroporto, substituindo os ônibus que utilizam combustível fóssil.

Parceria com Aena e Higer visa usar veículos dentro do aeroporto e reduzir emissões.

A Engie fechou uma parceria com a operadora de aeroportos Aena e com a fabricante de veículos elétricos Higer para realização de testes de um novo modelo de transporte que poderá ser implementado em aeroportos do país. O modelo Azure A12 BR da TEVX Higer é 100% elétrico, sem emissão de CO2 e ruídos, e está sendo testado no terminal de Recife (PE).

Aeroporto do Recife utiliza novo ônibus 100% elétrico, sem emissão de CO2 e ruídos.

A ideia é utilizar o veículo no transporte de passageiros dentro do aeroporto, substituindo os ônibus que utilizam combustível fóssil, reduzindo as emissões de carbono na atmosfera. O Azure A12BR tem autonomia de 270 km e é alimentado exclusivamente por baterias, com tempo de recarga de até 3h.

A parceria da Engie com a Aena, que opera 6 aeroportos no Brasil, está em linha com os objetivos da empresa de alcançar o Net Zero Carbon até 2045.

Atualmente, a Aena Brasil está investindo em obras estruturais nos aeroportos que administra para torná-los mais sustentáveis. Uma das primeiras medidas foi adotar a utilização de energia de fontes 100% renováveis e certificadas para a gestão dos terminais. A meta da empresa é alcançar a neutralidade de Carbono em 2026 e Emissões Zero em até 2040.

ENGIE fecha parceria com Aena e Higer para testes de ônibus elétricos no aeroporto de Recife (PE). (canalenergia)

Potencial eólico onshore duplica para 93 GW no RN

Comparação é em relação ao estimado pelo Atlas em 2003 e novo levantamento mostra potencial de 54,5 GW offshore e de 82 GWp para solar centralizada e de 718 MWp para GD.

O potencial eólico onshore do Rio Grande do Norte dobrou em relação ao estimado 20 anos atrás, chegando ao pelo menos 93 GW a 200 metros de altura – o equivalente a 15 vezes o que está em operação atualmente em seu território. O dado foi revelado com a última versão do Atlas Eólico e Solar do estado, lançado essa semana e que avalia pela primeira vez os projetos no ambiente offshore e na fonte fotovoltaica, esta última exibe potencial de 82 GWp para projetos centralizados.

Por sua vez, o potencial para futura geração de aerogeradores no mar alcança 54,5 GW e seria suficiente para suprir cerca de ⅓ de toda energia elétrica brasileira em 2020, de aproximadamente 651 TWh. As áreas mais promissoras estão no Litoral Norte, com o estado também se destacando pela abundância em energia solar. Vale lembrar que o estado é o maior produtor brasileiro de energia eólica.

Os dados e análises constam do documento de 200 páginas divididas em oito capítulos. Disponível online, o Atlas é fruto de um Termo de Colaboração firmado entre o governo, através da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), e a Federação das Indústrias (FIERN), com execução do SENAI-RN, por meio do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER). Também conta com participação da Camargo Schubert Wind Engineering.

Melhores áreas para desenvolvimento offshore estão no litoral norte, com alguns projetos já catalogados no IBAMA (G20).

O levantamento aponta as melhores áreas para desenvolvimento de novos projetos renováveis, trazendo textos, mapas e outras imagens com informações sobre as regiões mais promissoras para diferentes investimentos em terra, mar. No caso da energia solar também está em lagos, açudes e barragens monitorados pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Sobre a eólica onshore, o documento aponta potencial de 56 GW com ventos acima de 7 metros por segundo (m/s) e considerando uma altura de 100 metros – compatível com a média dos aerogeradores existentes nos atuais parques. O parâmetro é o mesmo utilizado no primeiro Atlas Eólico potiguar, publicado duas décadas atrás, em 2003. Mas não foi o único utilizado.

Rodrigo Mello, diretor do SENAI/RN e do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis, destaca que as análises apresentadas consideram alturas de até 200 metros e medições realizadas em conjunto com estações instaladas em campo, entre elas, uma torre de 170 metros, a maior existente no Brasil, seis estações solarimétricas, e uma torre no mar, no Porto-Ilha de Areia Branca.

Produção e expansão

Em áreas com velocidades de ventos maiores que 8 m/s, a 200 metros, mais de 26% da área territorial do estado é apontada com condições ótimas para geração eólica. Medições acima de 140 metros, com essa mesma velocidade, indicam uma capacidade instalável de 24,4 GW, o dobro da capacidade instalada e contratada atual do RN, de 12,2 GW.

A produção anual nessas condições é estimada em 104 TWh/ano, o que representa mais de 70% de toda a energia elétrica gerada no Nordeste em 2021 (147 TWh) e mais de 4 vezes a energia eólica gerada atualmente no estado (24 TWh). Se elevada a altura para 200 metros esse valor sobe para 286 TWh/ano.

Na análise da pesquisa, esse potencial “deve fomentar a implantação de novas linhas de transmissão e incentivar a instalação de projetos voltados ao mercado livre que possam gerar energia a um custo competitivo, capaz de incentivar a instalação de novas indústrias no estado e fomentar a geração de novos empregos”.

O estudo mostra as regiões imediatas para expansão de projetos nas fontes – conforme definição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – de Açu e Mossoró, Currais Novos, João Câmara e Natal, apresentada como a mais promissora. A área, segundo o Atlas, “apresenta um grande potencial de desenvolvimento eólico para a altura de 200 metros, sendo que mais da metade dessas áreas podem ser viáveis para instalação de parques eólicos no futuro”.

Na chamada área intermediária da capital potiguar, que compreende 75 municípios, totalizando mais de 24% do território do estado, a capacidade instalável para projetos eólicos vai de 35 GW a 51 GW. Destaca-se também nesse quesito o município de João Câmara.

Offshore

Já as localidades com maior potencial eólico em mar estão localizadas no Litoral Norte, onde a capacidade instalável é estimada em 32,8 GW, o que representa o dobro da estimativa oficial do governo brasileiro no Plano Nacional de Energia, documento que traz projeções até o ano 2050. É justamente nessa região que estão concentrados os primeiros complexos offshore cadastrados no IBAMA para licenciamento no estado.

A avaliação também frisa que o estado se destaca pela localização privilegiada, aliada a uma plataforma continental extensa, com profundidades adequadas para a instalação de turbinas eólicas. Considerando diferentes níveis de batimetria (profundidade), avaliaram um total de 24 milhas náuticas em uma faixa de distância da linha de costa de 2 Km até 45 Km. Os resultados também foram separados considerando a parte do mar ao norte do estado (litoral setentrional) e a porção do mar oriental.

Segundo o ISI-ER, o ponto de vista offshore é abordado de forma muito mais aprofundada, com alturas e parâmetros não contemplados em outros dos Atlas no Brasil, como aspectos infraestruturais e ambientais, além de questões oceanográficas que vão fazer a diferença para os projetos.

Solar

Potencial de 82 GWp para geração solar centralizada, incluindo projetos acima de 5 MW, o valor estimado é 2,5 vezes maior do que o consumo de energia elétrica de todo o Nordeste brasileiro em 2019. Número sobe para 57 GWp de capacidade instalável quando considerados apenas terrenos planos, o que corresponderia a aproximadamente 25 vezes o consumo total de energia do estado em 2019.

Em geral, o documento mostra que todas as áreas do estado são promissoras para usinas de grande porte. A intermediária de Mossoró aparece, entretanto, como destaque, com mais de 50% da capacidade instalável total. E ainda, que as condições favoráveis no estado podem viabilizar projetos híbridos eólico-solar em municípios que já possuem muitos parques eólicos em operação, a exemplo de regiões como João Câmara, além da já citada Mossoró.

Executivos, pesquisadores e pesquisadoras no lançamento do Atlas Eólico e Solar em Natal (SENAI-RN).

Pesquisadores e pesquisadoras também avaliaram a integração sobre açudes e lagoas monitorados. Os estudos consideraram 10% da área útil em um conjunto de reservatórios e identificaram uma capacidade instalável de 5,4 GWp, o que equivale a 80% do consumo residencial, comercial, rural e industrial em 2019.

Para geração distribuída o potencial potiguar também é apresentado como “abundante”, com mais de 718 MWp, o dobro do que em 2022. Neste cenário, o Atlas estima ser possível gerar entre 1 TWh e 1,3 TWh de energia, o que representa quase 20% da energia consumida no estado em 2019. Também constam projeções sobre o uso de energia solar em imóveis públicos.

O Atlas, aponta a entidade que realizou o estudo, é parte de um projeto mais amplo, que também incluiu o lançamento de uma plataforma com abastecimento contínuo de informações coletadas por torres e estações meteorológicas instaladas em campo, além de outras disponibilizadas por bases de dados oficiais, públicas. O investimento total do governo no projeto foi de R$ 2,6 milhões.

O Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) desenvolveu e lançou para o mercado uma plataforma online do novo Atlas Eólico e Solar do Rio Grande do Norte. A ferramenta concentra informações sobre os ventos que sopram no estado onshore (em terra) e offshore (no mar), além do potencial de geração de energia solar. (canalenergia)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Paraná desenvolve modelo para geração solar

IDR-Paraná desenvolve modelo para geração solar.
Projeto para sede do Noroeste foi idealizado e executado por servidores e pretende ser replicado em outras unidades do órgão

O Polo de Pesquisa Paranavaí do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná serviu de modelo para um projeto de energias renováveis que foi idealizado por servidores da entidade. As placas devem gerar cerca de 1.500 kW por mês, compensando todo consumo da unidade. Foram instaladas 17 placas solares para geração própria de energia na sede do Noroeste. O investimento total foi de R$ 25 mil. Como a mão de obra foi da equipe coordenada pelos técnicos da entidade, a economia chegou a 50%. O sistema em Paranavaí deve atender todo o gasto de energia da unidade.

O projeto contou com um kit de placas em Londrina primeiro e depois em Paranavaí pela incidência solar e por ser um local próximo. A ideia é expandir o projeto para outras unidades do IDR. Já há previsão para instalar 22 placas em Maringá no início do próximo ano. O próximo sistema deverá ter um investimento de R$ 32 mil e servirá como uma usina para distribuição de energia para outras sedes.

O IDR-Paraná também oferece subsídios para que o produtor rural possa investir em energias renováveis através do programa RenovaPR. A entidade diz que o programa facilita a instalação de sistemas de energia fotovoltaica e biogás/biometano para agricultores e já conta com 5.389 projetos acatados, o que representa uma soma de investimentos em andamento que ultrapassa R$ 1 bilhão, mobilizados com o apoio do Banco do Agricultor Paranaense. (canalenergia)

BP Bunge desenvolve projeto voltado para energia renovável

BP Bunge desenvolve projeto educacional voltado para energia renovável.
Em parceria com secretarias de educação, alunos de escolas municipais produzem livro e podcast “A Energia que se Renova”.

A BP Bunge Bioenergia concluiu neste mês a ação “Aprender com Energia”, projeto educacional voltado a conscientização de alunos de escolas públicas do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental I sobre o tema energia renovável. A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a editora Horizonte – Educação e Comunicação e com apoio das secretarias municipais de educação em comunidades onde estão localizadas as unidades da empresa.

De acordo com a companhia, na primeira fase da ação foram realizadas oficinas com os educadores das cidades envolvidas. Na etapa seguinte, em salas de aula, os estudantes, orientados pelos professores, produziram textos, ilustrações e podcast, como se fossem cartas, destacando aspectos como “energia que move a vida”, “formas de energia renovável”, “história da energia” e “como se gera a energia”. Ao todo, oito munícipios dos estados de Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Tocantins participaram da ação, que envolveu 41 professores e funcionários da própria BP Bunge. Foram alcançados 1.400 estudantes.

As 87 criações de alunos de 14 escolas foram avaliadas por uma banca e, as selecionadas, deram origem ao livro “Aprender com Energia – A energia que se Renova”. Além disso, os autores que tiveram seus textos publicados foram convidados a narrar suas produções. (canalenergia)