O novo projeto de estufa
fotovoltaica semitransparente (STPV), desenvolvido por uma equipe internacional de pesquisadores liderada
pela Qatar University, conseguiu
aumentar
a geração anual de energia em 20,1%.
O avanço foi alcançado através da otimização geométrica da estrutura, superando
os formatos de estufas convencionais em até 56,86% em eficiência de captação solar.
O estudo, publicado na
revista científica Energy Reports, focou em redistribuir as superfícies fotovoltaicas
de maneira estratégica nas paredes e seções do telhado voltadas para o sul,
maximizando o aproveitamento da luz solar conforme o clima local.
Mudanças
Estruturais Comparativas
Os cientistas aplicaram
algoritmos de otimização para alterar as dimensões e os ângulos da estufa,
mantendo a mesma área útil de piso e de cobertura de painéis:
Parâmetro - Configuração tradicional (ñ otimizada) - Configuração nova (otimizada)
Dimensões (L x C) - 6 metros
x 4 metros - 4 metros x 6 metros
Altura Máxima - 3 metros - 2,5
metros
Inclinação do Telhado - 50
graus - 26 graus
Resultado - Linha de base de geração - +20,1% de ganho elétrico anual
Benefícios para o Agrovoltaico
O uso de módulos solares
semitransparentes é uma forte tendência no setor, pois resolve o maior desafio
do agrovoltaico: gerar energia sem bloquear a luz necessária para a
fotossíntese e o crescimento saudável das plantas no interior da estufa. O
ajuste preciso da geometria provou que pequenos detalhes de engenharia e
posicionamento podem tornar as soluções de energia renovável na agricultura
moderna muito mais viáveis e autossuficientes.
Um grupo de pesquisa liderado
por cientistas da Qatar University propôs um novo projeto para uma estufa
fotovoltaica semitransparente (STPV). Os pesquisadores otimizaram a geometria
da estufa para aumentar a geração de eletricidade, mantendo restrições como a
área total do piso e a cobertura com STPV.
“Este estudo apresenta um
novo projeto de estufa que se concentra em maximizar a captação de energia
solar nas seções voltadas para o sul e nas superfícies das paredes, especificamente
adaptado às condições climáticas do Catar”, afirmaram os pesquisadores. “O novo
projeto é avaliado e comparado com configurações comuns de estufas, mantendo
restrições como a mesma área total de piso e área de STPV. Isso garante que o
projeto proposto otimize efetivamente a recepção de energia solar sem comprometer
os requisitos de espaço”.
Os cientistas avaliaram o
desempenho energético de cinco geometrias de estufa: even-span, uneven-span,
vinery, modified-arch e o projeto proposto, que destina uma parcela maior da
superfície de STPV às seções do telhado voltadas para o sul e às paredes
verticais.
Eles modelaram as cinco
configurações utilizando os mesmos módulos fotovoltaicos semitransparentes
bifaciais de 280 W, do tipo p, com vidro duplo. Cada estufa tinha uma área de
piso de 24 m² e uma área efetiva instalada de STPV de 71 m².
Os pesquisadores avaliaram os
quatro projetos convencionais de estufa utilizando geometrias fixas e não
otimizadas e compararam seu desempenho com o da configuração proposta. Em
seguida, otimizaram o novo projeto utilizando um algoritmo aprimorado de
otimização por mapeamento de média-variância (IMVMO), um método de otimização
meta-heurístico.
O algoritmo variou o comprimento e a largura da estufa, a altura máxima e os ângulos de inclinação do telhado e das paredes, com o objetivo de maximizar a geração anual de eletricidade.
Os projetos adicionais.
“Este estudo aprimora o
algoritmo de otimização por mapeamento de média-variância (MVMO) por meio do desenvolvimento
de uma versão aprimorada (IMVMO)”, explicaram os pesquisadores. “O algoritmo
aprimorado introduz mecanismos para evitar a convergência prematura e a queda
em ótimos locais, uma limitação comum em muitos métodos meta-heurísticos. Essa
melhoria torna o IMVMO mais robusto e eficiente na resolução de problemas
complexos de otimização, garantindo um desempenho superior na otimização de
projetos de estufas”.
Em termos de produção total
de energia, o projeto proposto superou consistentemente as quatro configurações
convencionais de estufa com as mesmas dimensões estruturais. Em comparação com
o projeto vinery, alcançou um ganho de energia de 56,86%. Os ganhos em relação
aos projetos even-span e modified-arch foram de 25,14% e 24,60%,
respectivamente, enquanto a melhoria em relação à configuração uneven-span foi
de 6,03%.
Os pesquisadores afirmaram
que as paredes desempenharam um papel significativo na geração de eletricidade
no novo projeto, contribuindo com 7.518,3 kWh, em comparação com 5.493,5 kWh provenientes
do telhado. A configuração não otimizada tinha 6 m de comprimento e 4 m de
largura, com altura máxima de 3 m e ângulo de inclinação do
telhado de 50°. Após a otimização, as dimensões passaram para 4 m por 6 m,
com altura máxima de 2,5 m e ângulo de inclinação do telhado de 26°. A
geometria otimizada aumentou a produção anual de energia em 20,1%.
Pesquisadores apresentaram
suas conclusões no estudo “Optimizing semi-transparent PV-integrated
greenhouse: A novel design for enhanced solar energy harvesting”, publicado na
Energy Reports. A equipe de pesquisa incluiu cientistas da Qatar University, da
BRAC University, em Bangladesh, e da Shanghai Maritime University, na China. (pv-magazine-brasil)




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