quarta-feira, 4 de novembro de 2015

CMSE afirma que risco de déficit de energia é zero

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), formado por agências reguladoras e órgãos de governo confirmou por meio de nota, que o risco de déficit de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) para 2015 é zero. A conclusão foi apresentada após reunião do colegiado, presidida pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.
Segundo o comitê, em 2015 entraram em operação 3.885 MW do total de 6.410 MW de capacidade de geração previstos, “dos quais 259 MW desde a última reunião do comitê”. Também foi definido que o Operador Nacional do Sistema (ONS) “deverá continuar efetuando o acompanhamento das condições hidroenergéticas do SIN”, de modo que, em função de sua evolução, proponha ao comitê “a definição da geração térmica necessária para a garantia do atendimento energético do SIN.”
Durante a reunião, o CMSE anunciou que, embora as principais bacias hidrográficas onde estão os reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste tenham “enfrentado situação climática desfavorável”, as condições de suprimento de energia do SIN melhoraram em relação ao mês anterior.
De acordo com a nota, além das análises apresentadas, outras avaliações de desempenho do sistema, “utilizando-se o valor esperado das afluências e anos semelhantes de afluências obtidas do histórico, não indicam, no momento, insuficiência de suprimento energético neste ano”.
O CMSE analisou as expectativas de suprimento de energia, considerando a entrada em funcionamento de novas usinas e o consequente desligamento das usinas térmicas com custo unitário acima de R$ 600 o megawatts (MW), conforme deliberou o comitê em sua reunião de agosto.
“Há sobra estrutural de cerca de 9.359 MW médios para atender a carga prevista, valor atualizado com as datas de entrada em operação das usinas para os próximos meses e a projeção de demanda”, informou o colegiado no comunicado.
A próxima reunião do colegiado está prevista para 2 de outubro. Além do Ministério de Minas e Energia (MME) e ONS, o comitê é formado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL). (ambienteenergia)

Mercado de energia vê melhora a partir de 2017

Mercado livre de energia vê melhora no setor a partir de 2017
Em dados divulgados pelo IBGE, as tarifas de energia acumularam alta de 40%, podendo chegar a 60% em 2016. Cenário que só começará a ser revertido a partir de 2017, segundo especialistas da Trade Energy, comercializadora livre de energia. De acordo com Walfrido Avila, presidente da companhia, não haverá tarifas mais baixas, mas um aumento menor no valor da energia pago pelos consumidores. Segundo apontamento do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o alto valor praticado no mercado energético é o principal fator de pressão sobre o custo de vida da população e das empresas, especialmente na cadeia industrial.
“Devido à recuperação lenta dos reservatórios, há um despacho quase na totalidade das usinas térmicas. Por conta deste cenário, todos os setores da economia brasileira estão sendo prejudicados com o aumento tarifário, exceto os consumidores que já estavam no mercado livre de energia. Para aqueles que já estão inseridos nesta modalidade de contratação, há uma economia de até 30%, comparando com o cativo”, declara Avila.
Outra avaliação realizada pelo presidente da Trade Energy revela que este momento de crise econômica, em função de uma disponibilidade maior de energia, é o ideal para migrar ao ambiente livre. “Programar com antecedência esta mudança permite ampliar a economia. O segmento comercial, por exemplo, foi o que mais cresceu na procura pelo mercado livre. Áreas como redes de supermercados, de lojas, de hotéis, shopping centers, entre outros, foram os destaques neste momento na migração”, afirma Walfrido.
Segundo o presidente, uma possível solução para impactar em tarifas mais baixas seria a abertura do mercado livre. “A legislação permite desde 2003 a diminuição para os critérios de elegibilidade do mercado livre pelo poder concedente – o Ministério de Minas e Energia. Porém, estamos trabalhando em um projeto de lei que estabeleça um cronograma para a ampliação deste mercado”, finaliza Walfrido Avila. (ambienteenergia)

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Aquecimento solar, biodigestores, energia em telhados, Minha Casa Minha Vida

Aquecimento solar, biodigestores e energia gerada nos telhados são iniciativas já testadas no Minha Casa Minha Vida
Venda de energia solar gerada nos telhados, aquecimento solar de água do chuveiro e biodigestores são iniciativas testadas pelo programa.
O programa Minha Casa Minha Vida, além de melhorar a qualidade de vida de mais de 9,6 milhões de famílias com renda salarial de até um salário mínimo, também ajuda na preservação do meio ambiente com as ações sustentáveis adotadas em suas construções.
Replicadas em empreendimentos País afora, essas soluções são muitas vezes simples, mas têm forte impacto positivo na qualidade dos condomínios e no bolso dos moradores.
Confira algumas das ações implementadas:
Aquecimento solar de água
Mais de 224 mil famílias beneficiadas em todo o País contam com um sistema de aquecimento solar de água do chuveiro. Segundo a Associação Brasileira de Ar Condicionado, Refrigeração, Ventilação e Aquecimento (Abrava), além de não poluir, a utilização desse sistema pode reduzir a conta de luz em até 30%.
Microusina de energia solar
Os 9.144 painéis fotovoltaicos instalados nos telhados transformaram os condomínios Praia do Rodeadouro e Morada do Salitre, em Juazeiro, no sertão baiano, em uma microusina de energia solar com potencial para produzir 2,1 Mega Watts (MW), o suficiente para abastecer 3,6 mil domicílios em um ano.
O projeto-piloto fez das mil famílias sócias do empreendimento. A energia vendida à distribuidora local rendeu R$ 1,89 milhão líquido entre fevereiro de 2014 e junho deste ano. O valor economizado é dividido. Parcela de 60% vai para o bolso das famílias, outros 30% abastecem um fundo de investimentos para o condomínio e a associação de moradores e os 10% restantes pagam as despesas de manutenção dos residenciais.
Em números, cada condomínio arrecada cerca de R$ 60 mil mensais, o que permitiu financiar centro comunitário, sala de informática, parada de ônibus, sinalização de trânsito e atendimentos médicos semanais. Cada família recebeu R$ 1.133 até junho, o que dá uma média de R$ 70 mensais, valor capaz de cobrir as prestações mensais do Minha Casa Minha Vida, que variam de R$ 25 a R$ 80.
Biodigestores
Biodigestores geram economia para produtores rurais, assistam ao vídeo:
O Minha Casa Minha Vida Rural começou a incluir biodigestores nas residências entregues pelo País em 2014. Atualmente, 335 famílias de agricultores fazem uso desta tecnologia em Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás.
Os biodigestores são equipamentos que processam matéria orgânica, como dejetos animais e restos de alimentos, transformando-os em biogás e biofertilizantes. Com eles, os agricultores podem produzir energia elétrica, gás de cozinha, adubo orgânico para capim e plantações, incluindo pomares, sem alterar o sabor dos alimentos. Pelas contas de José Jackson, pequeno agricultor de Itaberaí (GO), a 100 km de Goiânia, a economia com biodigestor deve chegar a R$ 1,5 mil por ano.
Desenvolvimento Sustentável
A estratégia de Desenvolvimento Integrado e Sustentável de Territórios (DIST) nasceu da necessidade de criar projetos nas áreas de saúde, ambiente, cultura, comunicação, esporte, lazer e formação técnica profissional para famílias de baixa renda que vivem em empreendimentos do Minha Casa Minha Vida.
Um dos projetos bem-sucedidos do DIST é o “Guerreiros sem Armas”, implantado pelo Instituto Elos na Baixada Santista. Ele funciona em um galpão que recebe crianças diariamente para atividades culturais como oficinas de fanzine, cinema de rua e festas culturais.
Casas de madeira
Nem todos os imóveis entregues pelo Minha Casa Minha Vida são de alvenaria. Uma tecnologia sustentável a seco homologada por Caixa e Ministério das Cidades possibilita a construção de casas de madeira.
O método alemão conhecido como wood frame (quadro de madeira) reduz em 75% a demanda por mão de obra e ainda minimiza o impacto ambiental da construção, uma vez que a opção por matérias-primas renováveis gera apenas 25% dos resíduos de um canteiro comum.
Selo Casa Azul
Criado pela Caixa Econômica Federal em 2010, o Selo Casa Azul é uma classificação socioambiental de projetos habitacionais financiados pelo banco para reconhecer empreendimentos que adotem soluções eficientes na construção. O selo possui 53 critérios de avalição e seis categorias: qualidade urbana, projeto e conforto, eficiência energética, conservação de recursos materiais, gestão da água, e práticas sociais. (ecodebate)

Painel solar fotovoltaico dá retorno financeiro em 5 anos

Painel solar fotovoltaico já dá retorno financeiro em 5 anos com novas tarifas de luz
Limpa e renovável, tecnologia é opção para quem deseja garantir segurança energética.
Só em 2014, foram instaladas ao redor do mundo painéis de energia solar suficientes para gerar o equivalente a 50 usinas de Angra 1. A estimativa, feita pelo site Portal Solar, é a prova da popularização dessa matriz energética. Além das vantagens ambientais, o modelo é uma boa opção para o bolso: hoje, já é possível recuperar o investimento da instalação em até cinco anos – e o equipamento dura 25.
O retorno financeiro mais rápido é resultado, por um lado, da infraestrutura para captação solar em média 70% mais econômica de 2008 para cá. Por outro, é também reflexo da crise hídrica, que fez a tarifa de luz subir. “Não há perspectivas de que a conta fique mais barata”, afirma Carolina Reis, diretora do Portal Solar. “Pelo contrário, tudo indica um agravamento da crise hídrica e aumento das tarifas.”
Para se adequar a esta nova realidade, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) publicou a NR 482, que regula o acesso dos micro e minigeradores à rede elétrica, assim como sua compensação. Isso permite a instalação de painéis fotovoltaicos – responsáveis por absorver a luz do sol e a transformar em eletricidade – em um sistema integrado ao das companhias de distribuição estaduais.
Em resumo, isso significa que nas residências ou empresas que contarem com a tecnologia, esta substituirá a energia da distribuidora sempre que houver sol suficiente e, no caso de excesso, o restante será devolvido para a rede pública. No mês seguinte, esse montante será descontado da conta.
Em São Paulo, por exemplo, a diretora do Portal Solar diz que a instalação de módulos fotovoltaicos para suprir a demanda de uma casa que gaste entre R$ 140 e R$ 150 de luz por mês custa, em média, R$ 15 mil. Já no caso de gastos mensais ao redor de R$ 500, a infraestrutura sairia por R$ 39 mil. “O retorno do investimento depende da região, tanto pela capacidade de produção da energia solar quanto pelas tarifas de luz. No Rio e em Minas, estados em que a conta é mais cara, o payback é ainda mais rápido”, explica ela.
Para 2016, a expectativa é que o setor de energia solar no Brasil cresça até 1.000%. Uma prova de como essa matriz vem se popularizando é a entrada de novas empresas do ramo no mercado. “Cerca de 40 prestadoras de serviço se cadastram em nosso site todo mês”, fala Carolina. Além de concentrar informações sobre energia solar, o Portal Solar atua como uma espécie de “hub” do segmento: oferece orçamentos gratuitos para os interessados com um pequeno custo para as empresas, cerca de 500 espalhadas por todo o Brasil.
Com relação às preocupações com a sustentabilidade, a especialista lembra que um painel fotovoltaico gera, em um ano, toda a energia gasta em sua produção. Além disso, 99% dos seus componentes são recicláveis. “Com a escassez energética, fazer uso de uma matriz que só depende de um recurso inesgotável, a luz solar, significa segurança em um futuro não tão distante”, finaliza Carolina.
Sobre o Portal Solar
Portal dedicado à difusão de informações sobre energia solar e que reúne cerca de 500 empresas que prestam esse serviço em todo o Brasil. De forma gratuita, o Portal Solar oferece orçamentos para os interessados a instalar painéis fotovoltaicos em suas casas ou empresas. Hoje, recebe, em média, dois mil pedidos de orçamento por mês. www.portalsolar.com.br. (ecodebate)

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Olfar recebe certificados por uso de energia limpa

A fabricante de biodiesel Olfar recebeu certificados que comprovam que a empresa utiliza energia proveniente de fontes limpas e renováveis nas atividades de seu parque fabril.
Os certificados foram emitidos pela consultoria Ludfor.
Além disso, os documentos atestam que a energia elétrica que movimenta a empresa é proveniente de fontes incentivadas pelo governo federal, com o objetivo de obter uma matriz energética ambientalmente sustentável.
Segundo o levantamento da consultoria, isso permitiu que a empresa obtivesse resultados importantes na redução de gases de efeito estufa:
- Reduziu as emissões do ano passado em pouco menos de 4.430 toneladas de CO2 equivalente (tCO2e);
- Totalizou pouco mais de 7.820 tCO2e desde que começou as ações em fevereiro de 2012;
Os dados dos cálculos seguem as metodologias internacionais do GHG Protocol Corporate Standart da The Greenhouse Gas Protocol Initiative e do Intergovernamental Panel on Climate Change (IPCC). (biodieselbr)