Previsões
e Tendências
Domínio
do Mercado: Estudos da PwC/Strategy& e da Anfavea sugerem que os veículos
eletrificados (incluindo híbridos e totalmente elétricos) podem representar até
90% das vendas no Brasil até 2040. Globalmente, a BloombergNEF projeta que 73%
das vendas totais serão de elétricos em 2040.
Crescimento
da Frota: No Brasil, as estimativas para o número de veículos eletrificados em
circulação variam entre 11 milhões (McKinsey & Company) e 35 milhões
(PwC/Strategy&) até 2040.
Adoção
em Frotas Comerciais: Estima-se que 85% da frota de veículos de aplicativos no
Brasil será elétrica até 2040, indicando uma forte tendência de eletrificação
em serviços de mobilidade.
Evolução
Tecnológica e Custos: Espera-se evolução tecnológica contínua e, crucialmente,
a redução dos custos de aquisição, que ainda são um desafio significativo, para
impulsionar a adoção em massa.
Demanda
Energética: Os carros elétricos devem representar cerca de 14% da demanda
energética do Brasil em 2040, o que exigirá adaptações na infraestrutura de
fornecimento de energia.
Desafios
e Oportunidades
O
principal desafio para concretizar essas projeções é o desenvolvimento da
infraestrutura de recarga. Investimentos em toda a cadeia produtiva e a adesão
dos consumidores são fatores-chave para o sucesso da transição para a
mobilidade elétrica.
Em
resumo, o cenário até 2040 aponta para uma transformação radical do setor
automotivo, com os veículos eletrificados deixando de ser um nicho e se
tornando a norma.
Frota
de veículos eletrificados no Brasil será 44 vezes maior até 2040, sendo 72%
híbrida
Mesmo com eletrificação, etanol é apontado como o protagonista da descarbonização no país, não só para veículos de passeio como também para aeronaves e navios.
Carro elétrico sendo carregado em ponto recarga em Brasília
Até
2040, a frota circulante de veículos no Brasil será 44 vezes mais eletrificada,
com os modelos híbridos representando 72%. É o que diz um levantamento
publicado pelo Instituto MBCBrasil, realizado pela LCA Consultores, chamado de
“Iniciativas e Desafios Estruturantes para Impulsionar a Mobilidade de Baixo
Carbono no Brasil até 2040”. A eletrificação deverá alcançar 17,4 milhões de
veículos, o que representará mais de 27,6% do total.
Etanol
Baseado
no estudo, apesar da eletrificação, o etanol é apontado como o protagonista e
sua demanda será ampliada em até 2,4 vezes até 2040. O combustível deverá ser
impulsionado tanto pelo mercado interno como pelo externo.
Essa
expansão será relevante também na produção de combustíveis sustentáveis de
aviação (SAF) e no transporte marítimo, segmentos que podem alcançar em 15 anos
um volume equivalente a 80% da demanda total de etanol do Ciclo Otto (veículos
leves e outros usos) registrada em 2025. A projeção é de que o etanol substitua
o metanol na navegação e que seja utilizado como matéria prima para SAF.
A demanda doméstica do etanol deve passar de 33,6 bilhões de litros em 2025 para 72,5 bilhões de litros em 2040, com 52,2% destinado ao Ciclo Otto, 17,9% SAF e 2,4% marítimo.
Fiscalização de postos revendedores de combustíveis em Brasília
A
oferta do combustível será escalada com o aumento da produtividade da
cana-de-açúcar e pela expansão do etanol de mil. Para suportar esse
crescimento, a expectativa é que haja avanços genéticos e biotecnológicos
capazes de dobrar a produtividade da cana-de-açúcar de 74 toneladas para 148
toneladas até 2040. O etanol de milho deve saltar de 7,6 bilhões de litros em
2024 para cerca de até 25 bilhões no mesmo período de tempo.
Biometano
O biometano será outro personagem para a descarbonização nacional. Produzido a partir de resíduos agroindustriais, o combustível tem potencial para substituir até 70% do consumo de diesel no transporte pesado até 2040. O aproveitamento do potencial estimado de produção pode chegar a 120 milhões m3/dia.
Planta de produção de biometano com o uso de mistura de esgoto, restos orgânicos de restaurantes e poda de grama
Atualmente,
apesar de os caminhões a combustão interna ainda representarem 85% da frota, o
estudo aponta o crescimento expressivo de alternativas como o biometano e os
veículos elétricos a bateria, que juntos devem somar 15% da frota até
2040. A descarbonização desse segmento ocorrerá por meio de múltiplas
soluções.
Para a frota majoritária movida a diesel, por sua vez, a política de biocombustíveis deve adotar a B20 no cenário base e B25 no cenário alternativo, ou seja, 20% e 25% de biodiesel no diesel, respectivamente.
Veículos movidos a biometano
Investimentos
na mobilidade elétrica
Atualmente
com 16.880 eletropostos, sendo 13.025 de carga lenta (77,2%) e 3.855 de carga
rápida (22,8%), o levantamento aponta que o avanço da mobilidade elétrica no
Brasil vai exigir investimentos de R$ 25 bilhões até 2040 para esse tipo de
infraestrutura. A estimativa é que o país dependa de 825.170 eletropostos, ou
807 mil a mais.
Para
o Instituto MBCBrasil, o sucesso da mobilidade de baixo carbono no país depende
da inovação tecnológica, assim como de políticas públicas coordenadas. “O
Brasil tem condições únicas para liderar uma transição energética eficiente e
inclusiva, capaz de unir crescimento econômico e sustentabilidade. O avanço das
novas tecnologias e o fortalecimento dos biocombustíveis mostram que é possível
reduzir emissões e, ao mesmo tempo, ampliar oportunidades de desenvolvimento”,
afirma José Eduardo Luzzi, presidente da organização. (quatrorodas.abril)





Nenhum comentário:
Postar um comentário