A
fonte solar fotovoltaica é projetada para representar 30% da capacidade
instalada de geração de energia no Brasil até 2035, alcançando cerca de 107 GW acumulados,
quase igualando a fonte hídrica no cenário de referência. O Plano Decenal de
Energia (PDE 2035) indica uma forte expansão, com destaque para a geração
distribuída (78 GW), consolidando o setor solar como líder na expansão da
matriz.
Destaques
da Projeção Solar para 2035:
Capacidade
Total: Projeção de acumulados em 2035.
Geração
Distribuída (GD): Espera-se de capacidade acumulada, um aumento de na próxima
década.
Papel
na Matriz: A energia solar passará a dividir o protagonismo com as
hidrelétricas, alcançando cerca de 30% da capacidade instalada total.
Armazenamento:
Baterias de armazenamento devem atingir de capacidade, representando 2% da
matriz.
Crescimento
contínuo: A fonte solar tem liderado a expansão, representando grande parte dos
novos empreendimentos de geração centralizada e distribuída.
Esses
dados baseiam-se no cenário de referência do Plano Decenal de Energia (PDE)
2035.
Em consulta pública, PDE 2035 projeta que a fonte solar alcance 107 GW
no período, quase igualando a fonte hídrica, no cenário de referência do
estudo. Só na geração distribuída seriam 78 GW de capacidade acumulada, o que
representa uma expansão de 38 GW na próxima década. O armazenamento em baterias
aparece com uma participação de 2% na matriz e 7 GW de capacidade acumulada.
Usina
Novo Oriente, maior complexo solar fotovoltaico do estado de São Paulo,
localizado em Ilha Solteira.
O
Ministério de Minas e Energia abriu consultas públicas para receber
contribuições ao Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035 e ao Plano
Nacional de Energia (PNE) 2055, 2 dos principais instrumentos de planejamento
do setor energético brasileiro, elaborados pela Empresa de Pesquisa Energética
(EPE).
No
cenário de referência apresentado na consulta pública do PDE 2035, o país
alcançaria 107 GW de capacidade instalada da fonte solar fotovoltaica em 2035,
saindo de 60 GW até dezembro de 2025. No período, as usinas solares
centralizadas sairiam de 20 GW para 29 GW e a geração distribuída de 40 GW para
78 GW.
Tal
expansão colocaria a fonte como a segunda maior da matriz elétrica brasileira,
com participação de quase 30%, e bastante próxima da hidrelétrica, que somará
113 GW, representando 32% da matriz.

Nos
primeiros anos do período avaliado no PDE, a expansão da energia solar
concentra-se na modalidade de Micro e Minigeração Distribuída (MMGD), com
projeções de alcançar expressivos 78 GW até 2035.
Em
contraste, a expansão otimizada para a geração solar centralizada reflete um
momento de excedentes de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN),
resultado da significativa adição de fontes renováveis variáveis. Nesse
contexto de curtailment energético (sobra de energia em relação à carga a ser
atendida), a expansão adicional da geração solar fotovoltaica centralizada
torna-se economicamente e operacionalmente desvantajosa para o SIN.
O
descompasso entre a produção solar, no período diurno, e os picos de demanda
líquida do sistema, geralmente no início da noite, intensifica os excedentes de
geração, resultando em cortes (curtailment) e pressionando os preços no mercado
de curto prazo para valores mais baixos.
“Como
a simulação do Cenário de Referência considerou contribuição nula da tecnologia
solar centralizada em momentos de demanda líquida elevada (período noturno),
novas adições de projetos solares podem não gerar tantos benefícios ao
equilíbrio entre oferta e demanda e à confiabilidade do sistema elétrico
brasileiro como em ciclos anteriores do PDE. Entretanto, a avaliação da
inclusão de sistemas de armazenamento nos parques solares surge como um vetor
de aumento da competitividade da tecnologia, especialmente por ampliar sua
contribuição nos períodos de maior necessidade sistêmica e, em tese, de preços
potencialmente mais elevados”, diz o texto em consulta pública.

Maior
necessidade de térmicas
Em
termos totais, o Brasil ampliará sua capacidade instalada de 249 GW em 2025
para 359 GW em 2035, uma expansão de 110 GW no período de dez anos.
A
participação da fonte hidráulica no cenário de referência cairia de 47% em 2025
para 35% em 2035 (incluindo UHEs e PCHs). A participação das fontes solar
centralizada e eólica seriam mantidas, enquanto a MMGD ampliaria sua
participação em 6 p.p., chegando a 22% ao final do horizonte.
Além
disso, estão indicados o aumento da participação de usinas térmicas, partindo
de 12% em 2025 e chegando a 14% em 2035, e o surgimento mais relevante do
armazenamento, representando 2% da capacidade instalada do SIN no horizonte do
estudo. Já o potencial de Resposta da Demanda alcança 1% em 2035.

A
participação das fontes renováveis na matriz deve recuar no período analisado,
segundo o cenário de referência do estudo, de 94% em 2025 para 88% em 2035.
(pv-magazine-brasil)
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