quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Matérias-primas para a produção de bioquerosene

A participação dos biocombustíveis na matriz energética aumentará.
O bioquerosene só será realidade no país se forem realizados investimentos.
A macaúba é uma das culturas em que se aposta como matéria-prima para a produção de bioquerosene.
O Brasil pode ser considerado um dos países mais privilegiados em termos de vocação agrícola no mundo. O País possui localização privilegiada na região tropical, com alta incidência de energia solar, regime pluviométrico adequado e conta com grandes reservas de terras agricultáveis, o que permite planejar o uso agrícola em bases sustentáveis, sem comprometer os grandes biomas nacionais.
Pode-se considerar que o Brasil é um dos únicos países do mundo em que é possível produzir alimento e energia sem que ocorra competição direta por área e recursos naturais. Existem, no Brasil, cerca de 90 milhões de hectares de áreas para a expansão agrícola, sem considerar mais de 200 milhões de hectares de pastagens com algum grau de degradação que, após recuperadas, podem ser usadas na produção de alimentos e bioenergia.
Todas estas condições fazem do Brasil um país com grande capacidade para a produção de alimentos, biocombustíveis e de outros derivados de óleos vegetais para atender tanto o mercado nacional, quanto internacional.
Recentemente, tem sido crescente o interesse da aviação nacional e internacional na produção de bioquerosene para substituir parte da demanda do querosene de origem fóssil. O consumo atual de querosene de aviação no Brasil é de aproximadamente 8 milhões de m3 anuais, com projeções de demanda, para o ano de 2020, de cerca 12 milhões de m3 de querosene.
Atualmente, a indústria da aviação é responsável por cerca de 2% das emissões de dióxido de carbono no mundo, com projeções crescentes que estimam atingir 3% até 2030. Neste contexto, a indústria da aviação estabeleceu metas para a mitigação dos impactos ambientais atribuídos ao setor, buscando reduzir em 50% as emissões de dióxido de carbono até 2050.
Embora a produção ainda não esteja regulamentada, observa-se no Brasil e no mundo diversas movimentações para implementar e tornar viável a produção comercial de bioquerosene. Desde o ano de 2010 têm sido realizados no Brasil diversos voos experimentais tripulados, com diferentes proporções de misturas de bioquerosene derivados de diversas fontes de matérias-primas, como óleo de pinhão-manso, óleo de macaúba e até mesmo óleo de fritura.
Resultados recentes têm demostrado ganhos positivos no uso do bioquerosene, com aumento de eficiência, diminuição da temperatura na turbina e redução das emissões de poluentes.
O bioquerosene pode ser produzido por diversos processos e matérias-primas, como biomassas lignocelulósicas, fontes sacarinas, amiláceas e óleos vegetais. Neste artigo, será dado foco apenas a discussões referentes às fontes oleaginosas e não serão consideradas as características físico-químicas do óleo para a produção do bioquerosene.
Existe no Brasil um grande número de espécies nativas e exóticas que produzem óleo em frutos e grãos, com diferentes potencialidades e adaptações naturais a distintas condições de clima e solo do País. Os desafios quanto ao uso das matérias-primas oleaginosas e as estratégias do desenvolvimento da cadeia de produção de bioquerosene de aviação no Brasil passam por gargalos técnico-científicos-políticos relativos à sua produção, seu processamento industrial e à sua integração com cadeias produtivas regionalizadas.
Dentre as oleaginosas cultivadas, a soja se destaca atualmente como a principal candidata a fonte de matéria-prima oleaginosa para a produção de bioquerosene em curto prazo, já que é a única entre todas que atende na totalidade a três parâmetros básicos e essenciais para a sustentabilidade de um possível programa de bioquerosene no Brasil. O primeiro parâmetro refere-se ao domínio de um pacote tecnológico, em que o Brasil é a referência mundial no desenvolvimento de tecnologias para a produção de soja em áreas tropicais e subtropicais.
O segundo parâmetro refere-se a escala de produção, sendo a soja a principal oleaginosa produzida no Brasil, com a produção representando quase 50% da produção nacional de grãos. Por fim, o terceiro critério refere-se à logística de distribuição espacial da matéria-prima ao longo do território nacional, sendo a soja uma das únicas matérias-primas com produção em todas as regiões do país.
Embora estes critérios façam da soja, em curto prazo, a principal candidata a fonte de matéria-prima para produção de bioquerosene, e considerando ainda que a soja é atualmente a principal fonte de matéria-prima para produção de biodiesel, é importante ponderar que não é estratégico para o País depender apenas de uma única fonte de matéria-prima, até porque os dois setores concorreriam entre si por esta fonte. Neste sentido, torna-se necessária a busca e o desenvolvimento contínuo de outras oleaginosas com maior adensamento energético e que atendam a critérios relacionados à diversificação e a regionalização.
Das oleaginosas disponíveis para diversificar a produção em médio prazo, pode-se considerar as opções como o dendê (palma-de-óleo), algodão, girassol, canola, entre outras. Estas oleaginosas possuem domínio tecnológico (cultivares, sistema de cultivo), porém carecem de ações para ampliar a escala de produção, considerando a regionalização da produção.
Muitas destas oleaginosas são opções interessantes para diversificar a produção regional, mas a área plantada e a produção ainda são consideradas baixas para atender a demanda de biocombustíveis. Um exemplo é a cultura do dendezeiro (palma-de-óleo), cuja produtividade pode atingir 4 mil kg/ha de óleo, o que supera em 8 vezes a produtividade da soja (500 kg/ha), sendo excelente fonte de matéria-prima para região norte do Brasil.
Em longo prazo podemos considerar as oleaginosas perenes e anuais que ainda não estão domesticadas como o pinhão-manso, a macaúba, a camelina e outras. Estas oleaginosas apresentam grande potencial para cultivo nas regiões centro-sul e nordeste do Brasil, porém, para que sejam opções economicamente viáveis necessitam de pesquisas para o desenvolvimento de cultivares e de sistemas de cultivo.
A mobilização e os investimentos do setor privado em P&D podem acelerar a geração de tecnologias direcionadas a estas espécies. Para este grupo de oleaginosas, primeiro será necessário desenvolver o domínio tecnológico para que sejam iniciadas ações buscando a escala de produção. Como muitas destas espécies são de ciclo longo, será necessário mais tempo para que possam ser completamente domesticadas.
Uma estratégia interessante será trabalhar estas espécies em sistemas agroflorestais incluindo seu consórcio com culturas anuais que possam compensar o custo do investimento nos anos iniciais de uma cultura perene. Neste grupo de oleaginosas, a macaúba vem tendo destaque nas pesquisas quanto ao potencial de rendimento, que gira entre 3 mil a 6 mil quilos por hectare de óleo.
Uma particularidade da produção de bioquerosene que difere, por exemplo, da produção de biodiesel, é que a produção da matéria-prima e a sua conversão em bioquerosene não devem ocorrer de forma pulverizada no País, mas sim em arranjos produtivos no entorno dos centros consumidores (aeroportos).
Em muitos casos, o centro de fornecimento de matéria-prima está distante do centro de transformação, o que eleva os custos, principalmente de logística, e aumenta os riscos à sustentabilidade. A matéria-prima deve estar próxima o suficiente para que o transporte não inviabilize a produção econômica. Não podemos, por exemplo, produzir óleo de dendê (palma-de-óleo) no estado do Pará para abastecer a demanda de bioquerosene do aeroporto de Brasília-DF.
Neste contexto, para o estabelecimento de um programa de produção de bioquerosene, torna-se crucial um estudo prévio dos entornos dos principais aeroportos do Brasil no que se refere a demanda potencial de bioquerosene e do zoneamento das principais matérias-primas existentes e potenciais de serem produzidas na região.
Desta forma, poder–sê-a planejar a produção da matéria-prima considerando as demandas, as espécies disponíveis (domínio tecnológico), aptidão das culturas para as regiões e a viabilidade de industrialização local do bioquerosene de aviação. Os usos e demandas atuais das matérias-primas, como por exemplo, para produção de biodiesel na região, também é algo que deve ser analisado neste processo de planejamento.
O custo de produção da matéria-prima, bem como, da produção do bioquerosene devem se equiparar ao preço de produção do querosene de aviação, caso contrário a competitividade do biocombustível será comprometida. A adoção ou desenvolvimento de processos de produção de bioquerosene que possam gerar concomitantemente outros produtos no conceito de biorrefinaria podem ser interessantes para viabilizar a produção do bioquerosene de aviação a preços mais competitivos.
Dendê é uma das opções para dar suporte à matriz energética de biocombustíveis.
Outra questão que pode impactar nos custos de produção são os custos da certificação da produção de matéria-prima. A certificação da produção da oleaginosa e a produção em bases sustentáveis é algo que vem ganhando importância no setor dos biocombustíveis de aviação. A certificação tem impactos no custo de produção, porém pode aumentar a competitividade do bioquerosene nacional e sua inserção no mercado mundial.
Nos próximos anos, a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira e global aumentará gradativamente em caráter irreversível. O bioquerosene de aviação poderá ter papel importante não só por diversificar a matriz energética, mas também por equacionar questões como a distribuição de renda e a segurança ambiental.
Embora a soja seja atualmente a oleaginosa com maior escala de produção no País, torna-se fundamental a utilização de matérias-primas de maior densidade energética, e o desenvolvimento tecnológico destas para dar suporte à sua incorporação na matriz energética de biocombustíveis.
A palma-de-óleo e as espécies alternativas, como pinhão-manso e palmeiras nativas (macaúba, tucumã babaçu e inajá), em função das maiores produtividades potenciais e das aptidões edafoclimáticas, são ótimas opções para atender às demandas quantitativas e ecorregionais de óleo.
Além do domínio tecnológico, deve-se considerar a produção de bioquerosene em arranjos produtivos de forma a garantir e potencializar a logística e o suprimento da matéria-prima nas diversas fases da produção, além de envolver os distintos atores associados ao sistema produtivo (produtores, comunidades, associação, instituições de capacitação e etc.).
Obviamente, o bioquerosene só se transformará em realidade no país se forem realizados investimentos significativos e constantes em pesquisa e desenvolvimento das matérias-primas e das tecnologias relacionadas, para que se tornem não apenas alternativas viáveis, mas também, alternativas sustentáveis pelo investimento na sua cadeia produtiva, nas soluções sociais, ambientais e econômicas para acomodar a mudança global de comportamento socioambiental imposta pelo mercado interno e externo. (g1)

Matéria-Prima para Biodiesel

O biodiesel pode ser produzido a partir de várias matérias-primas diferentes. É possível obter o combustível partindo de óleos vegetais, gorduras animais ou produtos residuais, como o óleo de fritura já usado.
Em diversos países, existe uma dependência maior de uma ou duas culturas em virtude da viabilidade que elas possuem levando-se em conta o fornecimento contínuo e de grande escala. A Europa, por exemplo, depende basicamente da colza, enquanto os Estados Unidos se apoiam principalmente na soja.
O Brasil encontra-se em uma posição privilegiada, embora utilize a soja de forma predominante. Segundo levantamento do Ministério da Agricultura é possível contar no país com uma centena de culturas que podem fornecer matéria-prima para este combustível verde. Dessas, pelo menos dez apresentam um bom potencial para cultivo e exploração comercial do óleo com fins energético.
As vantagens do Brasil têm origem não apenas na biodiversidade, já que o território nacional passa por diversas latitudes e climas, facilitando o aparecimento de espécies distintas em cada região, como na boa qualidade do solo e na disponibilidade de água doce para irrigação em escala industrial (o país possui um quarto da água doce de superfície e de subsolo do planeta).
Quanto à quantidade de solo necessário para a produção, novamente o Brasil tem motivos para ser otimista. De acordo com o Ministério da Agricultura, somando-se apenas as áreas novas que podem ser destinadas à produção de vegetais que sirvam de base à produção de biodiesel (área de expansão dos Cerrados; integração pecuária-lavoura; paisagens degradadas; áreas de reflorestamento; e áreas atualmente marginalizadas, como o Semiárido nordestino), o Brasil disporia de aproximadamente 200 milhões de hectares.
Para se ter uma ideia, os alemães, maiores produtores mundiais de biodiesel hoje, destinam apenas 1,1 milhão de hectares para a produção das oleaginosas usadas na produção do combustível.
Além disso, o Ministério da Agricultura acredita que o sistema de convívio de culturas, com uma safra de inverno e outra de verão, por exemplo, pode fazer com que o país plante as oleaginosas destinadas à indústria de biodiesel nos períodos em que outras culturas de valor comercial estão fora de sua época de plantio.
Hoje, a
maior parte do biodiesel produzido no Brasil é de origem vegetal, com notável predominância da soja.
A porcentagem de biodiesel brasileiro derivado da soja vem variando mês a mês, mas em média oscila entre 70% e 85% do total da produção nacional. Para reduzir a dependência de um só produto, o governo vem incentivando também o uso de outros materiais.
Entre os outros vegetais que estão presentes na produção brasileira ou que são aposta para um futuro próximo estão o algodão e o dendê. Desses, o algodão é o que já está tendo maior utilização nas usinas, chegando a atingir perto de 4% da produção nacional.
O segundo lugar entre as matérias-primas de biodiesel no Brasil fica com o sebo bovino. A gordura do boi chegou a responder por 25% da produção nacional em março de 2008, de acordo com o Ministério de Minas e Energia, e em geral tem se mantido em torno dos 10%.
A mamona foi uma das grandes apostas brasileiras, mas ainda não apresentou resultados expressivos. Por isso a planta vem perdendo espaço para outras culturas como o pinhão-manso e o crambe. (biodieselbr)

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Brasil bate recorde na produção de energia eólica

País já produz 2.989,2 megawatts médios de energia eólica, o suficiente para abastecer 13 milhões de pessoas
O Brasil bateu recorde na produção diária de energia eólica. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, em apenas um dia (20/07/15), foram produzidos 2.989,2 megawatts médios (MWmed) de energia gerada pela força dos ventos.
A energia é suficiente para o abastecimentos de cerca de 13 milhões de pessoas, levando-se em conta o consumo de energia elétrica residencial de 166 KWh/mês. O Nordeste, líder em produção de energia eólica, produziu 2.282,0 MWmed, enquanto a região Sul gerou 707,3 MWmed.
Brasil bate recorde na produção de energia elétrica
Em oito anos, a expansão dos parques eólicos pode fazer a produção, hoje em 3,5%, chegar a 11% da matriz elétrica brasileira.
Em um ano, a produção da energia eólica, que representa 3,5% do total da matriz de energia do Sistema Interligado Nacional, cresceu 179%. No mês de maio, foram gerados 1.536 GW/h pelos ventos, 57% a mais do que em abril.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, em oito anos, a expansão dos parques eólicos pode fazer a produção representar 11% da matriz elétrica brasileira. Segundo o Plano Decenal de Energia (PDE 2023), a participação das fontes de energia renováveis na matriz pode chegar a 83,8% até 2023.
Os empreendimentos para construção de usinas eólicas vêm atraindo mais empresas nos leilões agendados pelo governo federal. Cerca de 475 projetos foram cadastrados para o leilão A-3, que ocorrerá em 21/08/15. Os empreendimentos totalizam 11.476 megawatts (MW) de capacidade instalada. Já o 2º Leilão de Reserva, marcado para 13/11/15, recebeu 730 empreendimentos eólicos, que somam 17.964 MW.
(ecodebate)

Eólicas elevam produção de energia em 176%

Usinas eólicas elevam produção de energia em 176%
Dados da CCEE mostram que geração eólica alcançou 2 GW médios em maio.
Usinas eólicas elevam produção em 176%.
Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE mostram que as usinas eólicas brasileiras, em maio, produziram 176% a mais de energia na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram gerados 2,03 GW, enquanto o montante em 2014 foi de 0,73 GW.
A capacidade instalada da fonte no país, em maio, chegou a 6,2 GW. O crescimento é de 78%, em relação ao mesmo período do ano passado, quando a capacidade era de 3,5 GW.
Segundo o boletim InfoMercado mensal, o número de usinas cadastradas na CCEE em maio, com 244 plantas em funcionamento, acompanhou o desenvolvimento da fonte, que tinha 139 instalações que faziam parte da matriz energética brasileira em maio de 2014.
A maior geração eólica por Estado, em maio, foi alcançada no Rio Grande do Norte com o registro de 720 MW médios, montante 152% maior do registrado em 2014. Na sequência, aparece Bahia com 463 MW médios (+363%), Ceará com 380 MW médios (+165%) e Rio Grande do Sul com 328 MW médios, que significa 158% a mais do que em maio do ano passado.
Os dados consolidados da CCEE apontam que, em capacidade instalada, o Rio Grande do Norte (2.104 MW) também é o principal destaque, seguido por Ceará (1.301 MW) e Rio Grande do Sul (1.300 MW). (eólica)

domingo, 2 de agosto de 2015

Programa para aumentar eficiência no consumo de diesel

CNT quer programa para aumentar eficiência no consumo de diesel
A maior parte das transportadoras implanta alguma medida para reduzir o consumo de combustível ou tem interesse em implantar. A primeira Sondagem CNT de Eficiência Energética no Transporte Rodoviário de Cargas realizada pela Confederação Nacional do Transporte mostrou que somente o treinamento de motoristas de caminhão pode gerar 12% ou mais de economia de diesel.
Essa redução torna-se ainda mais significativa ao se considerar que o diesel é o principal insumo do setor. O gasto com combustível representa cerca de 30% a 40% do custo operacional do transporte rodoviário de cargas. O levantamento da CNT permite conhecer melhor as perspectivas dos empresários do setor em relação às medidas de eficiência energética e outras questões que envolvem sustentabilidade.
Foram realizadas 292 entrevistas com proprietários, diretores, gerentes ou profissionais com conhecimento da rotina administrativa, operacional e ambiental de transportadoras de todo o Brasil. O público-alvo foram empresas de transporte com frotas maiores ou iguais a 50 veículos, sendo caminhões próprios ou com a participação de caminhoneiros autônomos.
A proposta da Confederação é trabalhar para a construção de um Programa Nacional de Eficiência Energética no Transporte Rodoviário de Cargas, que estimule as empresas a adotar medidas para reduzir o consumo de diesel, principal insumo do setor.
O presidente da CNT e do Sest Senat, Clésio Andrade, destaca que a Confederação realiza um forte trabalho para incentivar os transportadores a promover ações de gestão ambiental. “Neste mês de julho, o Despoluir – Programa Ambiental do Transporte, da CNT e do Sest Senat, completa oito anos. A Sondagem é uma das ações importantes em busca do incentivo à sustentabilidade no setor”, diz Clésio Andrade. Ele também destaca que as mais de 140 unidades do Sest Senat espalhadas por todas as regiões do Brasil treinam motoristas para que eles conduzam de forma econômica e segura.
Na sede da CNT, em Brasília, já foi realizado um Seminário Internacional sobre Eficiência Energética de Veículos Pesados, com a participação de representantes de diferentes países. “Diversas medidas podem ser implementadas pelas empresas, incentivadas pelo poder público e desenvolvidas pela indústria automobilística para que se reduza o consumo de combustível. Assim, há um estímulo à conservação dos recursos naturais, à diminuição das emissões de poluentes e à redução de custos das empresas. São medidas que passam por treinamento, investimento em tecnologia e outras práticas que geram excelentes resultados”, diz Clésio Andrade. (biodieselbr)