MME amplia acesso à tarifa
rural e abre espaço para avanço da energia solar no campo.
Medida anunciada pelo ministro Alexandre Silveira busca simplificar o enquadramento de consumidores rurais na tarifa de energia elétrica e pode ampliar a atratividade de sistemas fotovoltaicos em propriedades agrícolas, reduzindo custos operacionais do agronegócio.
Pelas regras atuais, os
consumidores beneficiados devem concentrar o uso da energia em um período
noturno contínuo de 8 horas e 30 minutos para acessar o desconto tarifário. Com
a mudança proposta pelo governo, esse período poderá ser utilizado de forma
contínua ou fracionada em horários previamente definidos entre o produtor e a
distribuidora de energia, desde que fora do horário de ponta do sistema
elétrico.
Segundo o MME, a flexibilização permitirá que o consumo de energia seja deslocado para períodos de maior disponibilidade de geração renovável, especialmente durante o dia, quando a produção solar atinge seus maiores níveis. A medida busca adequar uma política criada há décadas a uma nova realidade do setor elétrico brasileiro, marcada pela rápida expansão da geração fotovoltaica.
Medida permitirá melhor aproveitamento da energia solar no campo, reduzindo desperdício energético e o curtailment.
Na avaliação da pasta, a
mudança contribuirá para reduzir desperdícios de energia renovável, melhorar o
aproveitamento da infraestrutura elétrica existente e aumentar a eficiência da
operação do sistema. O governo estima que aproximadamente 1,5 milhão de
unidades consumidoras rurais poderão ser beneficiadas pela nova regulamentação,
que preserva os descontos atualmente concedidos ao setor.
Para o segmento solar, a
iniciativa representa um importante sinal regulatório. Ao permitir que sistemas
de irrigação e aquicultura operem em horários de elevada geração fotovoltaica,
a medida tende a ampliar a sinergia entre consumo rural e produção solar,
reduzindo a necessidade de restrições operativas e fortalecendo o papel da
energia solar como fonte estratégica para o agronegócio.
Nos últimos anos, produtores rurais têm se consolidado entre os principais investidores em geração distribuída no Brasil. A energia solar vem sendo utilizada para abastecer sistemas de irrigação, bombeamento de água, armazenagem refrigerada, secagem de grãos e outras atividades intensivas em consumo elétrico, proporcionando redução de custos operacionais e maior previsibilidade financeira.
Vacas pastam sob painéis solares em uma fazenda, integrando produção de energia limpa e atividade agropecuária em um dia com céu parcialmente nublado.
Durante o anúncio, Alexandre
Silveira destacou que a medida faz parte do compromisso do governo federal com
o desenvolvimento do agronegócio e com a busca por soluções que conciliem
competitividade econômica, segurança energética e sustentabilidade. Para o
setor fotovoltaico, a expectativa é que a flexibilização contribua para
acelerar a eletrificação sustentável do campo e ampliar o aproveitamento da
energia solar produzida no país. (pv-magazine-brasil)



Nenhum comentário:
Postar um comentário