Detalhes da Expansão
• Capacidade Adicionada: O
Brasil ampliou sua capacidade de geração centralizada em 4.852,78 MW no
acumulado dos 8 primeiros meses de 2026.
• Participação Solar: Desse
total, 3.520,93 MW vieram exclusivamente de 75 novas centrais solares
fotovoltaicas (de um total de 91 usinas liberadas no período).
• Estados Destaque: O ranking
de expansão no ano é liderado por Mato Grosso do Sul (894,20 MW), seguido pelo Pará
(649,37 MW) e pelo Rio Grande do Norte (639,57 MW).
• Potência Total: Com esses acréscimos, a potência fiscalizada do país alcançou 220,66 GW, sendo que as fontes renováveis já representam 84,67% de toda a capacidade instalada nacional.
A energia solar fotovoltaica foi responsável por cerca de 73% de toda a expansão da matriz elétrica brasileira entre janeiro e agosto de 2026, com a adição de 3,52 GW de nova capacidade. No período, o país registrou um acréscimo total de 4,85 GW fiscalizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), elevando a potência instalada nacional para 220,66 GW.
A fonte fotovoltaica adicionou 3,52 GW entre janeiro e agosto, enquanto 15 novas usinas solares acrescentaram 891 MW apenas no último mês. A agência aponta 220,6 GW de potência instalada no país.
Brasil ultrapassa 20 GW em grandes usinas solares e acelera transição energética com investimentos bilionários, geração de empregos verdes e expansão estratégica no Nordeste e Sudeste.
A energia solar fotovoltaica
segue como principal vetor de expansão da matriz elétrica brasileira em 2026.
Entre janeiro e agosto, 75 usinas solares entraram em operação comercial,
acrescentando 3.520,93 MW de potência, segundo dados da Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel). O volume representa 72,6% dos 4.852,78 MW adicionados
à matriz elétrica brasileira no período.
Somente em agosto, foram
adicionados 1.968,37 MW de capacidade, dos quais 891 MW vieram de 15 centrais
solares fotovoltaicas. Assim, a fonte respondeu por aproximadamente 45,3% da
expansão registrada no mês. No mesmo período, entraram em operação três
termelétricas, com 100,87 MW, e duas usinas eólicas, com 76,50 MW.
O desempenho reforça a liderança da energia solar entre as fontes que vêm ampliando a capacidade de geração do país. No acumulado até agosto, as termelétricas adicionaram 1.087,05 MW, as eólicas 184,50 MW, as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) 52,70 MW e as centrais geradoras hidrelétricas (CGHs) 7,60 MW.
Solar domina novos empreendimentos
Painéis solares e turbinas
eólicas captam energia limpa em uma paisagem rural durante o pôr do sol.
Além de responder pela maior
parcela da potência adicionada, a solar também representa a maioria dos novos
empreendimentos que entraram em operação. Das 91 usinas liberadas
comercialmente entre janeiro e agosto, 75 são fotovoltaicas, equivalentes a
mais de 80% dos novos empreendimentos.
A expansão ocorreu em 15
estados. Mato Grosso do Sul liderou o ranking no acumulado do ano, com 894,20
MW, seguido por Pará, com 649,37 MW, e Rio Grande do Norte, com 639,57 MW.
O Mato Grosso do Sul também
foi o principal destaque em agosto, com 891 MW, praticamente todo o volume de
expansão registrado no estado no mês. O Pará ficou em segundo lugar, com 629,37
MW.
O avanço das novas usinas
ocorre em uma matriz que já alcançou 220,6 GW de potência instalada, de acordo
com o infográfico de expansão da Aneel, atualizado em 10/09/2026.
Considerando as usinas em
operação, a hidrelétrica continua sendo a maior fonte individual, com 46,64% da
capacidade, seguida pelas termelétricas, com 22,80%. A solar fotovoltaica já
representa 15,83% da capacidade, enquanto a eólica responde por 10,67%.
Na soma das fontes renováveis, a participação chega a 84,67% da potência instalada, segundo os dados do Sistema de Informações de Geração da Aneel (SIGA). A agência registrava 220.662,7 MW de potência fiscalizada em 08/09/26.
Solar também lidera capacidade que ainda não iniciaram construção
No início do século XXI, com
o avanço da globalização e das tecnologias digitais, as perspectivas de energia
renovável tomaram um novo fôlego.
O infográfico da Aneel mostra
ainda a dimensão da expansão solar que permanece no pipeline.
Entre
os empreendimentos cuja construção ainda não foi iniciada, a fonte fotovoltaica
representa 81,19% da potência, muito à frente das demais tecnologias. Já entre
os empreendimentos em construção, a solar responde por 22,01% da capacidade,
atrás das termelétricas, que representam 41,72%.
Os números indicam que, além
da forte expansão já materializada em 2026, existe um volume expressivo de
projetos fotovoltaicos ainda em diferentes estágios de implantação.
A Aneel acompanha essa expansão por meio do Relatório de Acompanhamento da Expansão da Oferta de Geração de Energia Elétrica (RALIE), que reúne informações sobre os empreendimentos em implantação, cronogramas, situação das obras e previsões de entrada em operação. A base é atualizada periodicamente pela agência.
Expansão aumenta desafios de integração
O crescimento acelerado da
capacidade solar também amplia os desafios para a operação do sistema elétrico.
A entrada de grandes volumes de geração fotovoltaica, concentrada
principalmente durante o período diurno, exige maior capacidade de
flexibilidade, transmissão e armazenamento para acomodar a produção e manter o
equilíbrio entre oferta e demanda.
Esse cenário ganha relevância
diante do avanço dos sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS) e
das discussões regulatórias sobre flexibilidade e integração de fontes
renováveis variáveis.
Para 2026, entretanto, os
dados da Aneel mostram que a expansão da matriz continua fortemente concentrada
na fonte solar: de cada 10 MW adicionados ao sistema entre janeiro e agosto,
cerca de 7,3 MW vieram de usinas fotovoltaicas. (pv-magazine-brasil)






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