sábado, 12 de julho de 2014

Os aviões vão voar com biocombustíveis, diz presidente da Boeing

A Boeing quer voar mais alto com novos biocombustíveis de biomassa. Por isso, a fabricante americana de aviões tem feito testes que revelam que é possível depender cada vez menos de derivados de petróleo para atravessar o mundo pelos ares. O resultado é economia para as companhias aéreas e, consequentemente, para os passageiros. Dona de um faturamento de US$ 86 bilhões, a empresa investe 2,5% desse total em pesquisa e em desenvolvimento, somente no Reino Unido. É de lá que sir Roger Bone pilota a companhia, que tem recebido mais e mais pedidos de aviões vindos, principalmente, da Ásia. Até 2005 quando foi escolhido para assumir o cargo na companhia, sir Roger era embaixador da coroa britânica, o que acabou por lhe render o título nobiliárquico. Ao longo de 38 anos, ele serviu em diversos países, inclusive no Brasil, entre 1999 e 2004. Em 2010, assumiu outra função, a pedido do primeiro-ministro: embaixador de negócios britânicos, que tem como missão atrair capital externo para a Inglaterra. Foi com esse quepe que sir Roger aterrissou no País.
DINHEIRO – A demanda por aviões no Reino Unido e na Europa tem crescido? Por quê?
SIR ROGER BONE – A demanda por aviões é enorme. Acreditamos que nos próximos 20 anos o mundo vai precisar de 35 mil novos aparelhos – não apenas da Boeing, mas de todas as fabricantes. Há duas razões para isso. Uma delas é que as companhias aéreas estão renovando as suas frotas. Depois de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, a aviação comercial sofreu um revés. O número de passageiros caiu e as compras de aeronaves desabaram. Treze anos depois da tragédia, as encomendas estão voltando a crescer. Além disso, a demanda da região Ásia-Pacífico é enorme. Já a segunda razão tem a ver com redução de custos. As companhias aéreas querem comprar aviões mais leves, que consumam menos combustível e que sejam mais fáceis de pilotar e de manter. Estamos investindo nisso, lançando um modelo, novo, feito com fibra de carbono. Isso torna a aeronave mais leve, que consome 20% menos de combustível.
DINHEIRO – Além de aviões mais leves, que outras mudanças tecnológicas o setor deverá vivenciar nos próximos 20 anos?
SIR ROGER – Queremos trazer eficiência para a fabricação e estamos desenvolvendo tanto biocombustíveis quanto tecnologias para seu uso nos aviões. Não vamos ser uma empresa produtora de biocombustíveis, mas estamos desenvolvendo pesquisas para isso. Já fizemos testes com aviões que voaram com metade do tanque cheio de biocombustível e a outra com querosene. E funcionou perfeitamente bem. Sem falar que esse é um combustível mais amigável em termos ambientais. O problema é como obter uma produção com escala grande o suficiente para justificar o investimento. Nós não vamos produzir o combustível, mas estamos ajudando a desenvolver a solução. Já no que se refere a materiais, estudamos tudo o que pode tornar o avião mais leve e mais rápido. Também temos como meta transformar a experiência de voar cada vez mais agradável para o passageiro. Quando se constrói um avião com fibra de carbono, consegue-se simular uma altitude mais baixa do que a que realmente se está viajando. Então, mesmo se a pessoa viaja por dez horas, a sensação de jet lag é pequena. 
DINHEIRO – O sr. foi embaixador britânico no Brasil ao longo de cinco anos, de 1999 até 2004. Qual é a sua opinião sobre o País dos últimos dez anos?
SIR ROGER – É ótimo estar de volta, eu sinto muita falta daqui. Infelizmente, o meu trabalho é no Reino Unido e tem ligação com os Estados Unidos. Então, tenho poucas desculpas para voltar para cá (risos). Há dez anos, quando morei no Brasil, as dificuldades provocadas pela hiperinflação ainda estavam bem vivas na memória. Estive aqui durante a presidência de Fernando Henrique Cardoso, quando o real se tornou estável. Foi o início de um processo de construção da confiança internacional em relação à economia brasileira. Eu me lembro de ter visto um enorme otimismo sobre o futuro do Brasil. Passados 20 anos, é bom ver que o Real levou o País à direção certa. Há enorme interesse internacional no Brasil, seja em Londres, seja nas maiores capitais do mundo. Todos querem saber o que o Brasil está fazendo. O País está se tornando uma das maiores economias do mundo, o que obriga os demais países a se esforçarem mais por entender o que ocorre aqui. O Brasil está ganhando uma presença no cenário internacional que não tinha antes. É um ótimo momento para ser brasileiro.
DINHEIRO – Esse interesse se traduz em novos negócios?
SIR ROGER – Sem dúvida, há um interesse crescente dos estrangeiros de vir para cá. Na última década, houve um aumento considerável no investimento em energia, assim como nos manufaturados do Reino Unido. Os ingleses entendem que o Brasil é um enorme mercado potencial e é um dos lugares para se prestar atenção. O problema é que abrir um negócio aqui não é fácil. É mais complicado do que deveria ser. Acho que o Brasil deveria fazer com que as empresas se sentissem mais bem-vindas por estar no País.
DINHEIRO – O desaquecimento econômico não preocupa?
SIR ROGER – As companhias olham o longo prazo quando decidem investir em um novo mercado. Todos os países vivem períodos de vicissitudes, de altos e baixos. Mas, se olharmos a direção do que o Brasil tem feito nos últimos anos, verificamos que ainda é uma força positiva. Se eu tivesse um negócio e quisesse entrar no País, não desistiria por causa de questões circunstanciais.
DINHEIRO – Então, se a situação econômica não é a questão, quais são as maiores barreiras para a entrada das empresas no Brasil?
SIR ROGER – A maior barreira é a questão regulatória. Ninguém entende como funciona a tributação no Brasil. Além disso, abrir uma companhia é complicado: enquanto na Grã-Bretanha é possível abrir uma empresa em menos de 24 horas, no Brasil, demora muito mais do que isso.
DINHEIRO – Como a crise econômica afetou o intercâmbio de empresas?
SIR ROGER – A crise econômica de 2009 a 2012 afetou os negócios, a produtividade, o emprego. Mas se você tem confiança na sua visão, no projeto e na capacidade de seu produto ser aceito em outras culturas, então os momentos difíceis podem se tornar uma janela de oportunidade para se estabelecer. Ou seja, as empresas precisam estar prontas para quando o melhor momento aparecer. 
DINHEIRO – Vamos falar sobre o caminho contrário. Por que é importante para uma empresa brasileira ter uma operação no Reino Unido?
SIR ROGER – Acredito que a Grã-Bretanha é um lugar interessante de se estar porque tem impostos corporativos mais baixos que os outros países do G7 ou até do G20. Isso é atraente. Além disso, a localização geográfica é privilegiada. É a porta de entrada para a Europa, sem falar que Londres é um dos maiores mercados financeiros do mundo. Tanto é que os maiores bancos brasileiros estão em Londres, incluindo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que também está em Nova York e em Montevidéu.
DINHEIRO – O que a Grã-Bretanha ganha com a entrada de empresas estrangeiras?
SIR ROGER – A Grã-Bretanha sempre precisou de investimentos para crescer, isso faz parte da nossa história. Somos um pequeno país, uma pequena ilha. Precisamos fazer negócios com o restante do mundo. Já o Brasil tem um enorme mercado doméstico. Isso significa que vocês precisam fazer um esforço maior para pensar em internacionalização. Não é o caso dos ingleses. Para a gente, é algo natural, faz parte do crescimento de nossas empresas.
DINHEIRO – Estamos falando de companhias de que porte?
SIR ROGER – Não é uma questão de tamanho e, sim, de confiança para se internacionalizar. Ou seja, não precisa ser uma megacampanha, significa que precisa ter um quê competitivo. As empresas que possuem essas características podem crescer bastante. Dias atrás, eu estive com o empresário Ivan Esteban Cisneros Zorn, da Toys Talk, uma fabricante de brinquedos. Ele é um excelente empreendedor. A empresa faz o design dos brinquedos em Belo Horizonte, fabrica o produto na China e tem um distribuidor de varejo no Reino Unido. É perfeito, é a fórmula ideal para crescer. Esse é o espírito. Mas é claro que se a empresa é grande tem mais musculatura para se internacionalizar.
DINHEIRO – Por falar em empresas grandes, como é presidir uma gigante como a Boeing fora dos Estados Unidos?
SIR ROGER – A Boeing é uma empresa que aprendeu a ser global. Temos escritórios em várias partes do mundo, mas nos tornarmos parte do cenário local. Isso significa que, no Reino Unido, somos uma companhia britânica. Esse é o segredo. Não somos uma simples extensão da matriz: somos uma empresa que quer fazer parte do país. Tanto é que, somente no Reino Unido, investimos de US$ 1,8 bilhão a US$ 2 bilhões em desenvolvimento e pesquisa, anualmente. Com isso, vem a responsabilidade social. Então, investimos em projetos sociais, principalmente no sistema educacional de Londres. (biodieselbr)

GOL e Amyris fazem acordo sobre combustível renovável

A GOL Linhas Aéreas fechou um acordo com a norte-americana Amyris para utilizar o combustível de aviação renovável farneseno. O novo produto vai responder por até 10% do combustível usado nas aeronaves do modelo Boeing 737 que viajam entre o Brasil e os EUA, a partir deste mês.
O combustível, um componente químico feito a partir da fermentação do caldo de cana, foi desenvolvido pela Amyris em parceria com a petroleira francesa Total, com apoio da Boeing e do Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Segundo a Amyris, quando a produção do farneseno for sustentável, ele poderá reduzir em até 80% a emissão de gases causadores do efeito estufa, comparado com combustíveis tradicionais derivados de petróleo.
"Esse biocombustível sustentável e de baixa emissão de carbono é parte de um grande compromisso da GOL de cumprir o Programa da Iata de Crescimento Neutro de Carbono até 2020. Usar esse combustível também é uma forma de conscientizar o público da importância de soluções sustentáveis de combustíveis para o meio ambiente global", disse em nota o diretor de operações técnicas da GOL, Pedro Scorza.
"Estamos felizes de a GOL utilizar o nosso combustível renovável para aviões na rota entre Brasil e Estados Unidos, que esperamos ser a primeira de muitas. Estamos trabalhando para alcançar os objetivos da aviação, trazendo soluções em combustíveis de baixa emissão de carbono", disse, em nota, o presidente e executivo-chefe (CEO) da Amyris, John Melo.
Pelos acordos firmados, as companhias aéreas de todo o mundo devem reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa em 50% até 2050, levando-se em conta as emissões de 2005. (biodieselbr)

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Brasília Ecomóvel é referência para mobilidade urbana

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, declarou que o projeto Brasília Ecomóvel, lançado por Itaipu Binacional e parceiros, em Brasília (DF), tem potencial para se transformar em referência para as políticas públicas na área de mobilidade no País, especialmente no transporte público.
“Essa é a nossa intenção”, afirmou o ministro, questionado sobre o assunto. “Acho que, com essa iniciativa, nós estamos dando um passo adiante na popularização daquilo que virá a ser uma grande alternativa de mobilidade para o povo brasileiro”, acrescentou.
Liderada por Itaipu Binacional, a iniciativa reúne a CEB Distribuição, o governo do Distrito Federal, os Correios, a aliança Renault-Nissan e o Centro de Excelência da Indústria da Mobilidade (CeiiA), de Portugal.
A cerimônia de lançamento do programa ocorreu no Parque da Cidade, o maior parque urbano da América Latina, localizado na Asa Sul da capital federal. Participaram o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz; a diretora financeira executiva de Itaipu, Margaret Groff; e o diretor-geral da CEB Distribuição, Rubem Fonseca Filho.
Também estavam presentes o vice-presidente da Renault do Brasil, Alain Tissier; o presidente executivo do CeiiA, José Rui Felizardo; e a vice-presidente de Operações dos Correios, Glória Guimarães, entre outras autoridades.
Lobão destacou que “o Brasil é um País que cresce extraordinariamente e, por isso mesmo, o consumo de energia é fantástico”. Essa situação, na avaliação do ministro, favorece o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.
“Dentro de 15 anos nós vamos dobrar o consumo de energia que temos hoje. Por isso, devemos desbravar novos caminhos, que sejam adequados à energia limpa”, afirmou o ministro, que elogiou e descreveu Itaipu Binacional como “um prodígio da engenharia brasileira e um ato de inteligência da política externa do Brasil”.
Momento histórico
Acompanhado da primeira-dama, Ilza Queiroz, Agnelo Queiroz disse que o lançamento do projeto em Brasília representa um “momento histórico”, que “profetiza um futuro maravilhoso para a nossa cidade”. “Trata-se de uma ação inovadora, que cria o propósito de dar início e motivar a implantação da mobilidade inteligente no Distrito Federal.”
O governador lembrou que Brasília é uma cidade planejada, com vocação para iniciativas sustentáveis, e que a tendência, a partir de agora, é ver cada vez mais veículos elétricos circulando nas vias da capital.
“Porque tudo em Brasília é assim, muito rápido e surpreendente. É característica da nossa cidade, desde a sua implantação, dar passos muito largos e servir de referência para muitas áreas. E nós queremos também servir de referência para o desenvolvimento sustentável”, disse Queiroz.
Pesquisa e inovação
Coordenadora executiva e idealizadora do programa Mobilidade Elétrica Inteligente (Mob-i), Margaret Groff fez a apresentação do programa aos convidados e destacou os benefícios da nova tecnologia.
“O Brasília Ecomóvel não se limita a instalações de eletropostos e carregamento de veículos”, explicou. “Esse projeto, pioneiro no mundo, garante total conectividade de todos os equipamentos e usuários, inclusive por meio de smartphones e sistemas inteligentes embarcados, todos ligados a uma plataforma central de gestão, estabelecendo processos de coleta e processamento de informação.”
Margaret avalia que o novo sistema irá pautar as políticas de mobilidade no futuro, alterando inclusive o conceito atual de veículo como propriedade.
“Para Itaipu, o projeto será uma importante fonte de pesquisa e inovação. Poderemos perceber a utilização dessas tecnologias e seu impacto na rede energética, com informações que possam ser úteis na formulação de políticas públicas e estratégias de negócios.”
O diretor da CEB Distribuição, Rubem Fonseca, também destacou o papel de Itaipu e parceiros no desenvolvimento de novas tecnologias e o esforço da binacional em levar essas inovações para todo o País.
“Acho que esse é um projeto extremamente desafiador. Não só para o Brasil, mas também para outros países. Itaipu tomou a dianteira desse processo e nós estamos juntos com Itaipu”, afirmou Fonseca.
Como será
Brasília é a segunda capital brasileira a receber o programa. O Mob-i foi lançado em Curitiba. Na capital federal, serão utilizados três eletropostos e sete veículos elétricos, cedidos ao Distrito Federal em regime de comodato: três Zoes de Itaipu e um Twizy e três Kangoos da parceira Renault.
A escolha das duas capitais para participar do programa não foi aleatória. Tanto Brasília como Curitiba receberão jogos da Copa do Mundo de Futebol, que começa nesta semana, e a circulação de veículos elétricos pelas ruas das duas cidades será também uma vitrine para o projeto de mobilidade inteligente.
Em Brasília, os veículos vão ser usados para os serviços de manutenção da rede elétrica da CEB, pelos Correios, e também para o patrulhamento do próprio Parque da Cidade, ponto de acesso do público ao Estádio Nacional Mané Garrincha – que terá sete partidas da Copa do Mundo, incluindo Brasil x Camarões, em 23/06/14 na primeira fase da competição.
Como funciona
Desenvolvido pela CeiiA, empresa reconhecida internacionalmente pelos estudos de mobilidade sustentável e desenvolvimento urbano, o sistema permite o monitoramento on-line de veículos elétricos e eletropostos (dispositivos para recarregar as baterias), com informações em tempo real sobre desempenho, quilometragem, itinerário percorrido, o impacto do abastecimento do veículo na rede elétrica e até a quantidade de gases poluentes (CO2) que deixarão de ser lançados no ambiente.
Um cartão permitirá ao usuário liberar o veículo e os eletropostos para reabastecimento. (ambienteenergia)

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Derrota da Seleção, não do Brasil!!!

Na Copa do Mundo 2014, o povo brasileiro está jogando um bolão! Como nenhum povo e cultura no mundo, soube acolher e aplaudir os milhares de turistas que aqui vieram se divertir, comemorar e integrar-se com nossa cultura. Soubemos, como ninguém, aplaudir o bom futebol, cultivar os melhores relacionamentos e respeitar a diversidade cultural do mundo que passou por aqui.
Soubemos valorizar a nossa cultura e a nossa história. Sem medo de expor as nossas contradições, mostramos o melhor que temos e manifestamos ao mundo o orgulho de ser brasileiros.
A Seleção brasileira não jogou o melhor futebol e, no jogo com a Alemanha, decepcionou geral. Mesmo assim, com esportividade, os jogadores e o técnico Felipão souberam reconhecer os erros e admitir o fracasso.
O Brasil sairá desta Copa muito maior do que entrou nela. Revigoramos as nossas esperanças e, podem apostar, o futuro pertencerá a todos aqueles e aquelas que verdadeiramente acreditam no Brasil e que se dispõem a lutar por mais conquistas e cidadania.
As aventuras de uma má escalação e formação da Seleção brasileira deixemos na conta de Felipão. As escalações da política, no advento das eleições gerais de outubro, os brasileiros saberão fazer, sem sobressaltos e sem falsas ilusões.
Nossa democracia se consolida com o orgulho, a coragem, a luta e a disposição de dos brasileiros que querem fazer o Brasil avançar sem retroceder. O povo é sábio porque não deixa que lhe tomem a esperança. Quem viver, verá! “Brasileiros não desistem nunca”! (ecodebate)

terça-feira, 8 de julho de 2014

Toyota lança carro movido a hidrogênio em 2015

Toyota lança o primeiro sedan que não emite CO2 em 2015.
Toyota anuncia lançamento de carro movido a hidrogênio em 2015.
O veículo, que ainda está em fase de desenvolvimento, pode circular 700 quilômetros com apenas uma carga completa de hidrogênio, uma operação que leva três minutos.
A montadora japonesa Toyota anunciou em 25/06/14 que lançará o primeiro sedan movido a células de combustível de hidrogênio em abril de 2015, no Japão, ao custo de sete milhões de ienes (US$70.000).
O automóvel, que alguns meses depois será lançado nos Estados Unidos e na Europa por um preço ainda não definido, receberá subsídios públicos no Japão para estimular a compra por particulares, instituições e empresas.
"Os veículos deste tipo não emitem dióxido de carbono (CO2)", recordou o diretor-geral adjunto da Toyota, Mitsuhisa Kato.
"O hidrogênio é uma fonte alternativa especialmente promissora porque pode ser produzido a partir de várias energias primárias, incluindo a energia solar e a eólica", explicou.
A Toyota começará a venda do novo carro por locais que tenham postos de recarga, principalmente na região de Tóquio, à espera da concretização do plano para construir 100 postos em todo o país.
O veículo, que ainda está em fase de desenvolvimento, pode circular 700 quilômetros com apenas uma carga completa de hidrogênio, uma operação que leva três minutos, segundo a Toyota.
A montadora japonesa Honda Motor, rival da Toyota, já lançou um veículo movido a células de combustível de hidrogênio, mas com um número muito reduzido de exemplares, e pretende lançar um novo modelo em 2015 nos Estados Unidos e Japão. (yahoo)