sábado, 4 de junho de 2016

Dobrar cota de energia renovável salvaria 4 milhões de vidas

Dobrar uso de renovável poderia salvar 4 milhões de vidas por ano.
Seria possível salvar as vidas de 4 milhões de seres humanos e economizar o equivalente a US$ 3,2 trilhões todos os anos se dobrássemos a parcela de fontes renováveis na matriz energética global até o ano de 2030.
Novo estudo aponta que biodiesel pode emitir até 85% menos que diesel fóssil.
A conclusão é de um levantamento realizado pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena).
Danos: criança recebe oxigênio em um hospital de Pequim, durante dia de forte poluição na China (em 08/12/2015).
Duplicar a participação global das energias renováveis até 2030 ajudaria a diminuir drasticamente as emissões de gases nocivos para a saúde humana e salvar 4 milhões de vidas por ano até 2030.
A estimativa é de um estudo da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, em inglês), que quantifica os custos sociais, econômicos e ambientais relacionados aos combustíveis fósseis.
Segundo o relatório, dobrar a cota de renováveis na matriz energética mundial diminuiria as emissões perigosas de poluentes como o amoníaco, material particulado (PM10 e PM 2.5), compostos orgânicos voláteis e dióxido de enxofre em 82%, 33%, 27% e 12%, respectivamente.
Menos poluição atmosférica resultaria em uma economia de até US$ 3,2 trilhões por ano até 2030, devido à redução dos custos relacionados com a saúde. Em termos absolutos, China, Índia, Indonésia e os EUA teriam a maior economia nessa seara.
A entidade lembra que as energias renováveis já ​​competem lado a lado com as fontes de combustível tradicionais, e saem vitoriosas. E destaca que quando todos os custos e benefícios relacionados são considerados, as energias renováveis ​​se tornam uma opção ainda mais atraente.
De acordo com Dolf Gielen, diretor do centro de inovação e tecnologia da IRENA, a fim de compreender o verdadeiro custo da energia, e tomar decisões políticas em conformidade, os custos externos associados ao uso de combustíveis fósseis devem ser incorporados nos preços de energia.
"Hoje, quatro dólares são gastos para subsidiar o consumo de combustíveis fósseis para cada dólar gasto para subsidiar as energias renováveis. Com o petróleo, o gás e os preços do carvão atualmente em mínimos históricos, agora é mais fácil do que nunca para os governos corrigir esse problema", diz Dolf Gielen, em nota.
Ainda de acordo com o relatório, sob as políticas e planos nacionais atuais, a demanda por combustíveis fósseis irá crescer 40% entre 2010 e 2030, aumentando as taxas atuais de poluição do ar. (exame)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Brasil publica vídeos didáticos de eficiência energética na construção civil

Governo brasileiro e PNUD publicam vídeos didáticos sobre eficiência energética na construção civil
Série online traz informações sobre aquecimento solar da água e construção de prédios que consomem menos energia. Setor de edificações representa 40% do total de eletricidade consumida no Brasil. Material foi produzido por parceria do PNUD com o Ministério do Meio Ambiente.
Setor de edificações representa 40% do total de eletricidade consumida no Brasil.
Em conjunto com o Ministério brasileiro do Meio Ambiente, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) produziu uma série de oito vídeos didáticos sobre eficiência energética.
Divulgada na internet no início do mês, a campanha quer disseminar informações sobre maneiras eficazes de reduzir o consumo de energia, além de apresentar as iniciativas da agência da ONU sobre o tema.
Os seis primeiros vídeos explicam como funciona a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) – classificação de edifícios segundo a eficácia dos sistemas de iluminação, ar condicionado e o exterior do prédio.
No Brasil, o setor de edificações representa 40% do total da eletricidade consumida no país.
O sétimo vídeo trata do Projeteee, uma ferramenta interativa voltada para universitários e projetistas que estão no começo da carreira. O instrumento oferece orientações para que os profissionais em formação projetem edificações energeticamente eficientes. O último vídeo da série é sobre o aquecimento de água por meio da energia solar.
A oficial de programas da Unidade de Desenvolvimento Sustentável do PNUD, Rose Diegues, destaca que, além de explicar iniciativas com clareza, os vídeos “retratam a realidade brasileira”.
“Quando tratamos de aquecimento solar de água, isso é a realidade de eficiência energética no Brasil. Mostrar para as crianças que existe uma casa com sistema de aquecimento solar no teto em vez de uma chaminé é divulgar a informação de forma acessível e didática”, explicou.
Projeto 3E - Vídeo 2: Etiqueta nacional de conservação
Material vai informar não apenas grande público, mas também especialistas.
Segundo a analista em infraestrutura Alexandra Albuquerque Maciel, da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério, os vídeos serão um importante material de apoio para as capacitações oferecidas ao longo de 2016 e 2017 aos setores público e privado.
Para estimular melhores práticas de uso dos recursos energéticos junto à sociedade, o PNUD e a pasta federal executam o projeto Transformação do mercado de eficiência energética no Brasil — conhecido como Projeto 3E.
A iniciativa busca influenciar o mercado de eficiência energética em edificações comerciais e públicas, estimulando a economia de eletricidade e, consequentemente, a redução de emissões dos gases de efeito estufa.
Um dos ramos do Projeto 3E é a capacitação em etiquetagem — classificação do nível de eficiência energética dos edifícios — para os setores público e privado. A metodologia decateogrização é diferente de acordo com a destinação do prédio: público, comercial ou residencial. E pode ocorrer em dois momentos: na fase de projeto ou após a construção do edifício.
“São considerados, no projeto, componentes necessários ao desenvolvimento do mercado de eficiência energética no Brasil: a capacitação e sensibilização, promoção de eficiência energética em prédios públicos e de mecanismos de garantia para financiamento de projetos de eficiência energética”, explica a coordenadora técnica do programa, Ludmilla Diniz.
Mais de 500 profissionais do setor de engenharia e manutenção participaram das capacitações do Ministério do Meio Ambiente e do PNUD em 2014 e 2015. Para 2016, pelo menos 26 treinamentos são esperados para treinar cerca de 900 profissionais dos setores público e privado. (ecodebate)

Futuro das cidades está na conectividade energética

Futuro das cidades está na conectividade, mas sem um Big Brother
No futuro, tudo será conectado para criar cidades inteligentes e funcionais, mas teremos de deixar nosso sonho juvenil de ver filmes de ficção científica se tornando realidade: não espere um grande cérebro digital no comando de tudo. O enfoque na vida em metrópoles se justifica pelo ritmo de urbanização no planeta.
Esta é a visão que a empresa francesa Schneider Electric apresentou sobre a integração entre tecnologias – com ajuda da internet das coisas – e qual o caminho que ela vê para essa indústria.
Pesquisas estimam que, até 2050, 2,5 bilhões de pessoas passarão a morar em cidades. É como se surgisse quase uma Hong Kong por mês. Esse processo cria uma necessidade imensa por infraestrutura: o crescimento da demanda por energia elétrica dobrará de ritmo até 2040 e haverá mais de vinte vezes a quantidade de aparelhos conectados até 2020.
Racionalização da energia
A produção de energia precisa aumentar, mas há margem para racionalizar seu uso já hoje. No Encontro de Inovação, organizado pela Schneider no início deste mês em Paris, a empresa disse que 82% do potencial de economia de energia em edifícios não é explorado.
Na indústria, esse índice fica em pouco mais de 50%. A operação urbana não seria melhor: 20% de desperdício no tráfego, 20% na distribuição e energia e 50% na distribuição de água. E isso com números de uma realidade europeia, americana e asiática.
“O mundo da energia está incrivelmente estável desde sua criação, mais de um século atrás”, comenta Jean-­Pascal Tricoire, CEO da Schneider. “Nos últimos dez anos, as mudanças permitiram que pensemos o mundo em que vivemos de forma mais digital, descentralizada e descarbonizada. As mudanças são exponenciais.”
Jean-­Pascal Tricoire, CEO da Schneider, durante encontro de inovação da empresa em Paris.
É aí que os executivos da Schneider falam sobre conectividade e objetos. Tricoire defende que a racionalização do uso se dará quando os aparelhos eletrônicos se integrarem a sistemas que otimizem seu trabalho, tanto no funcionamento quanto no consumo de energia. Esse raciocínio valeria para uma geladeira, e até para a operação dos diversos elementos que formam um sistema de transporte público.
“Em 2020, teremos quase mais equipamentos conectados em um edifício do que pessoas no planeta”, estima Philippe Delorme, vice-presidente executivo para edificações da Schneider. A referência diz respeito a edifícios corporativos, como a nova sede da Societé Générale, um dos maiores bancos da França.
“Tudo foi idealizado para ser mais eficiente, desde o consumo de energia até operação dos sistemas. Temos até um aplicativo desenvolvido apenas para o prédio trocar informações e comandos com os usuários”, comentou Sophie Février, vice-­diretora do banco.
Essa mesma lógica se aplica aos sistemas de infraestrutura. Para que um mundo tão digital funcione, a energia elétrica precisa ser fornecida com segurança, precisão e na quantidade certa.
Mundo hiperconectado
A produção tende a ser descentralizada, com fontes diferentes se juntando. No entanto, isso criaria um desafio de regulação, para padronizar a qualidade da energia, e integração, para identificar mudanças na demanda e no comportamento e se adaptar a isso. “A flexibilidade da distribuição será mais importante do que a distribuição em si, porque ela permitirá a racionalização do uso da energia”, argumenta Rodolphe d’Arjuzon, chefe de pesquisas da Verdantix, empresa de consultoria e pesquisa na área de energia, meio ambiente e desenvolvimento sustentável.
Tamanha conectividade poderia sugerir que tudo acabaria se concentrando em um local, que reuniria essas informações e distribuiria os comandos para os diferentes aparelhos, equipamentos ou sistemas. Mas isso é só para quem anda lendo muito Eu, Robô, de Isaac Asimov, ou viu Hal se voltar contra os astronautas em 2001 – Uma Odisseia no Espaço.
Questionado pelo Gizmodo Brasil sobre a possibilidade de tanta demanda por conectividade levar ao desenvolvimento de centrais, Jean­-Pascal Tricoire foi claro. “Vejo milhões de elementos conectados, mas de forma descentralizada. Tudo conversando, funcionando organicamente. O desenvolvimento tecnológico segue mais por esse caminho. Não consigo ver uma grande cidade Big Brother, com algo ou alguém olhando e controlando tudo.” (uol)

Distribuidoras investirão 20% dos recursos em eficiência energética

Distribuidoras terão que investir 20% dos recursos em eficiência energética.
Sancionada a Lei n. 13.280, que trata da redistribuição de investimentos das distribuidoras de energia elétrica em pesquisa e desenvolvimento e em eficiência energética. A lei prevê que as empresas devem investir 20% dos recursos destinados a investimentos em ações de eficiência energética, por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a lei poderá direcionar ao Procel cerca de R$ 100 milhões por ano. O Procel tem por objetivo promover a eficiência energética, por meio de ações de combate ao desperdício de energia elétrica, e a redução do consumo. Em 2015, o programa foi responsável pela economia de mais de 11 bilhões de quilowatts-hora, ou aproximadamente 2,5% do consumo de energia elétrica no país.
A lei sancionada hoje também cria o Comitê Gestor de Eficiência Energética (CGEE) e atribui à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a competência para definir o calendário de recolhimento e a forma de pagamento dos recursos que devem ser investidos no Procel. (ambienteenergia)
Sancionada a Lei n. 13.280, que trata da redistribuição de investimentos das distribuidoras de energia elétrica em pesquisa e desenvolvimento e em eficiência energética. A lei prevê que as empresas devem investir 20% dos recursos destinados a investimentos em ações de eficiência energética, por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a lei poderá direcionar ao Procel cerca de R$ 100 milhões por ano. O Procel tem por objetivo promover a eficiência energética, por meio de ações de combate ao desperdício de energia elétrica, e a redução do consumo. Em 2015, o programa foi responsável pela economia de mais de 11 bilhões de quilowatts-hora, ou aproximadamente 2,5% do consumo de energia elétrica no país.
A lei sancionada hoje também cria o Comitê Gestor de Eficiência Energética (CGEE) e atribui à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a competência para definir o calendário de recolhimento e a forma de pagamento dos recursos que devem ser investidos no Procel. (ambienteenergia)

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Energia hidrocinética de redemoinhos d’água

Este tipo de energia faz parte das energias hidrocinéticas.
A energia hidrocinética de redemoinhos é uma fonte de energia renovável que pode ser produzida graças a um mecanismo criado na Universidade de Michigan/USA que é capaz de gerar energia com os redemoinhos causados pelos fluidos em torno de um corpo.
Cientista cria mecanismo que gera energia com redemoinhos na água
"Realçamos as vibrações e controlamos essa força", diz pesquisador.
É o único mecanismo de energia hidrocinética que utiliza o fenômeno.
Um engenheiro da Universidade de Michigan projetou um mecanismo que, com a "tecnologia do peixe", gera energia com os redemoinhos causados pelos fluídos em torno de um corpo, informou a publicação científica americana "Journal of Offshore Mechanics and Arctic Engineering".
Desenho conceptual de um conjunto de dispositivos.
"Nos últimos 25 anos, os engenheiros, inclusive eu, tentamos suprimir as vibrações induzidas por vórtices", explicou Michael Bernitsas, professor do Departamento de Arquitetura Naval e Engenharia Marinha da Universidade de Michigan e criador da bomba.
"Mas agora fazemos exatamente o oposto", acrescentou. "Realçamos as vibrações e controlamos essa força poderosa e destrutiva na natureza".
As vibrações induzidas por redemoinhos são ondulações causadas por um objeto arredondado ou com forma de cilindro em um fluxo de fluídos, que pode ser ar ou água.
A presença do objeto causa desvios e transtornos na velocidade da corrente na medida em que passa em torno do corpo. Isso causa redemoinhos ou vórtices.
Esses vórtices empurram o objeto para cima ou para baixo, para a esquerda ou para a direita, de maneira perpendicular à corrente.
Bernitsas batizou sua criação de Vivace, sigla em inglês para Vortex Induced Vibration Aquatic Clean Energy, ou seja, Vórtice -- forte movimento giratório -- Induzido por Vibração para Energia Aquática Limpa, traduzindo para o português.
O sistema não depende de ondas, marés, turbinas e represas, e é o único de energia hidrocinética que utiliza as "vibrações induzidas por um redemoinho".
Vivace é a primeira bomba que poderia obter energia da maioria das correntes aquáticas do mundo porque funciona em fluxos que se movimentam a menos de 2 nós (aproximadamente 3,2 km/h).
Há muito tempo se soube que os peixes aproveitam muito bem os vórtices que causam estas vibrações.
"Vivace copia aspectos da tecnologia do peixe", explicou Bernitsas no artigo. (g1)