terça-feira, 16 de janeiro de 2024

SENAI RN lança-faculdade de energias renováveis

Faeti marca extensão da unidade potiguar do SENAI do setor e ficará sediada em Natal/RN.
Senai-RN lança Faculdade de Energias Renováveis dia 15/01.

Rodrigo Mello afirma que curso trará uma nova perspectiva de ensino direcionada para a indústria.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RN) lançou em 15/01/24, a primeira Faculdade de Energias Renováveis e Tecnologias Industriais do Brasil (Faeti). A instituição, que vai iniciar as atividades com o curso de Engenharia Mecânica, funcionará em Natal, com formação profissional, inovação e pesquisa aplicada para a atividade. A portaria de credenciamento da instituição de ensino foi publicada pelo Ministério da Educação em agosto do ano passado. No lançamento, serão apresentados os detalhes sobre formas de ingresso, número de vagas, processo seletivo e início das aulas.

De acordo com Rodrigo Mello, diretor regional do Senai-RN e da Faeti, a ideia é criar mão de obra qualificada para acompanhar o crescimento da indústria de energias renováveis, sobretudo no Rio Grande do Norte, que lidera a geração de energia eólica no País. “Nos próximos anos deveremos abrir o curso de engenharia elétrica, já nesse primeiro ano deveremos abrir algumas pós-graduações. A ideia é atender com a melhor qualidade possível um nicho de profissionais da área de tecnologia muito prontos para o desenvolvimento de suas atividades na indústria”, diz.

Rodrigo ressalta que a Faculdade não vem, necessariamente, para preencher uma lacuna frente a outras instituições de ensino. No entanto, ela traz uma outra perspectiva de ensino direcionada à inserção na indústria local. “O foco, o direcionamento, durante os cinco anos nos cursos serão as atividades de energia renovável. Abriremos com um único curso. Não temos a intenção de formar milhares de pessoas. A Faeti é uma faculdade do Senai e o Senai é o órgão criado pela indústria para trabalhar para indústria, desenvolvendo soluções para a empresa industrial”, diz.

E continua: “Nesse sentido pretendemos formar sempre poucas pessoas, certamente essas pessoas terão uma alta aderência no seu conhecimento com a necessidade do parque industrial do Rio Grande do Norte, mas virão pessoas do Nordeste e de outras partes do Brasil e isso vai gerar um nível de ocupação dessas pessoas através do emprego, através do empreendedorismo, assim como vários outros cursos que o Senai tem voltados para o setor de energias. Isso interessa muito à sociedade”.

SENAI-RN lançou primeira faculdade de energias renováveis e tecnologias industriais do Brasil em 15/01/24.

A portaria que credencia a Faculdade – a primeira com esse perfil criada no País – foi publicada quase um ano após a emissão de parecer favorável da Secretaria de Regulação do Ensino Superior e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), vinculados ao Ministério. A Faculdade será instalada no Hub de Inovação e Tecnologia (HIT) do Senai-RN, em Natal, complexo que, na área de energia, já sedia o CTGAS-ER e o ISI-ER.

A Faeti foi apresentada a partir das 8h, no Hub, em cerimônia para convidados, em 15/01/24. A programação incluirá entrevista coletiva e palestra. Participam do evento o diretor regional do Senai-RN e da faculdade, Rodrigo Mello, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern) e do Conselho Regional do Senai-RN, Roberto Serquiz, e o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ex-presidente da Fiern e idealizador da Faeti, Amaro Sales de Araujo.

Além de apresentações sobre a Faeti, a programação contará com palestra do engenheiro e empresário Sérgio Azevedo, CEO da Dois A Engenharia, que também preside a Comissão Temática de Energias Renováveis (Coere/Fiern), o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RN) e Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento do RN (Siprocim-RN). Ele abordará a importância da tecnologia, geração de talentos, transição energética, energias renováveis e descarbonização.

Azevedo esteve envolvido na construção de complexos de geração de energia eólica nos estados da Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Pernambuco e Ceará. Estes projetos resultaram em quase 8 Gigawatts (GW) de capacidade instalada de um total de 26 GW existentes no Brasil até 2023.

Investimentos

O investimento no ensino superior se soma às demais frentes de atuação do SENAI na educação, área em que, nos primeiros sete meses do ano, registrou 16.240 matrículas em cursos diversos.

Com relação aos serviços relacionados a Soluções de Tecnologia e Inovação oferecidos ao mercado foram 1.604 atendimentos, abrangendo um total de 386 empresas, de diferentes portes, em áreas como metrologia, Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação. (tribunadonorte)

domingo, 14 de janeiro de 2024

EDP ES moderniza iluminação de hospital universitário

Custos serão pagos com recursos do Programa de Eficiência Energética da concessionária, que está com inscrições abertas até 16/02/2024.

A EDP Espírito Santo vai modernizar a iluminação do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes, em Vitória (ES). A unidade foi contemplada na Chamada Pública – categoria Poder Público – do Programa de Eficiência Energética da concessionária. Com investimento de R$ 223 mil, a iniciativa inclui a substituição de luminárias ineficientes por tecnologia LED e a implementação de uma usina fotovoltaica com capacidade de 49 kWp, a partir de 108 placas solares, que serão instaladas no telhado do hospital.

O objetivo da modernização é promover maior eficiência e sustentabilidade à instituição com as melhorias no sistema elétrico do local. O projeto, além de proporcionar uma iluminação mais eficiente, visa gerar uma economia de energia estimada em até 70,69 MWh/ano, equivalente ao consumo médio anual de 29 residências.

Nova iluminação melhora o ambiente do hospital universitário de Vitória

A distribuidora também está com inscrições abertas para a Chamada Pública do Programa de Eficiência Energética no Espírito Santo. O investimento previsto é de R$ 7 milhões, em projetos com aplicação neste ano. O objetivo é incentivar propostas que contribuam com a conservação e o uso racional da energia elétrica em unidades consumidoras públicas e privadas, localizadas em sua área de concessão. Os interessados em participar podem acessar o edital de abertura, bem como realizar o cadastro no site. (canalenergia)

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Seara usa energia solar em 55 das granjas integradas

Resultado é ainda muito mais expressivo quando consideradas apenas unidades produtoras de aves em 2023, sobretudo nãos parceiros do Rio Grande do Sul.
Seara alcança 55% de adoção de energia solar em granjas integradas

Companhia incentiva parceiros no processo de transição energética por meio de bonificações e intermediação de financiamentos para a compra e instalação de placas fotovoltaicas.

Granja integrada da Seara em Tangará da Serra-MT.

A Seara, parte do Grupo JBS e especializada em alimentos à base de proteínas de aves e suínos, relatou que 55% de suas granjas de produtores integrados já haviam adotado a energia solar até o fim de 2023, percentual que aumenta para 60% especificamente nas granjas avícolas.

Destacam-se as regiões de Trindade do Sul (RS) e Salvador do Sul (RS), com taxas de adoção de 92% e 96%, respectivamente.

Para incentivar essa transição, a companhia oferece bonificações e intermedia financiamentos com juros reduzidos para a compra e instalação de placas fotovoltaicas. Além disso, desenvolveu um conjunto de critérios de sustentabilidade necessários para a concessão desses bônus aos parceiros. Esse esquema engloba não apenas a instalação de fontes renováveis de energia, mas também a gestão adequada de resíduos sólidos e a adesão às regras de bem-estar animal. Aqueles que aderem a essas normas podem receber incentivos de até 35% do valor total.

“A iniciativa tende a se pagar em até três anos, permitindo que o que antes entrava apenas na linha de custo passe a ser incorporado como margem pelo produtor. Então, é uma solução que, além de ser mais sustentável, também é interessante economicamente para o negócio dos integrados”, destaca Vamiré Luiz Sens Júnior, gerente-executivo de Agropecuária da Seara.

Na Seara, 55% das granjas de produtores integrados já utilizam energia solar

A implantação de placas fotovoltaicas nas granjas vem sendo incentivada pela empresa.

Na Seara, empresa da JBS entre as líderes mundiais na produção de alimentos à base de proteínas de aves e suínos, o ano de 2023 foi encerrado com uma marca expressiva: 55% das granjas de produtores integrados da marca já fazem uso de energia solar em suas instalações.

O resultado é ainda mais representativo quando consideradas apenas as granjas produtoras de aves, em que a utilização atingiu 60% no final de 2023.

Em certas regiões, os números são muito impactantes: entre os integrados de Trindade do Sul (RS), a adoção de placas fotovoltaicas ultrapassou 92% das granjas, já entre as unidades fornecedoras da região de Salvador do Sul (RS), o uso bateu os 96%.

A implantação de placas fotovoltaicas nas granjas vem sendo incentivada pela Seara, seja por meio de bonificação para aqueles produtores que realizam a migração para o uso de energia solar, seja pela intermediação de financiamentos para compra e instalação dos equipamentos, com juros reduzidos.

“O custo da energia elétrica participa de maneira impactante no processo de produção da integração, sendo importante a busca de alternativas para reduzi-lo. A tecnologia fotovoltaica é uma opção que agrega competitividade à atividade, atribuindo redução de custo e aumento de margens dos produtores. Estudos mostram que o gasto com eletricidade é o terceiro maior custo em uma granja produtora de frango de corte, a transição para o modelo fotovoltaico pode representar uma economia de até 90% na conta de luz”, afirma, em nota, José Antônio Ribas, diretor-executivo de Agropecuária da Seara.

“Atualmente, com o aumento de fornecedores, maior disponibilidade e domínio da tecnologia fotovoltaica no mercado, somados a um incremento anual do custo da energia elétrica nas concessionárias, muitas vezes, incentivado por crises de escassez hídrica, as linhas de créditos “Verdes” que possuem taxas de juros mais atrativas, representam um investimento que se mostra cada vez mais competitivo”, destaca Vamiré Luiz Sens Júnior, gerente-executivo de Agropecuária da Seara.

“A iniciativa, tende a se pagar em até três anos, permitindo que o que antes entrava apenas na linha de custo, passa a ser incorporado como margem pelo produtor. Então, é uma solução que além de ser mais sustentável, também é bastante interessante economicamente para o negócio dos integrados”, complementa Vamiré.

A Seara possui um check list que baliza a política de bonificação para parceiros integrados de aves e suínos. Além de critérios de adequação estrutural e de procedimentos, o check list também contempla itens de Sustentabilidade, que são responsáveis por até 35% do valor total da bonificação.

Entre os critérios ESG, além da instalação de fontes de energia renováveis nas granjas, como placas fotovoltaicas, também constam a implementação de programa para identificação, separação e destinação correta de resíduos sólidos; e a adoção da íntegra das regras de bem-estar animal. As granjas que são aderentes aos três itens passam a ter direito à bonificação.

Seara cria bônus ESG para granjeiro que instalar painéis solares

A implementação de critérios de sustentabilidade no check list foi um movimento importante para a JBS. O incentivo à utilização de fontes renováveis de energia pelos produtores integrados contribui com o objetivo Net Zero da empresa e será importante para permitir as reduções das emissões do escopo 3, que estão na cadeia de valor da companhia. (canalenergia)

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Moto que funciona com agua promete fim da dependência da gasolina

Curiosidades sobre a NX 200 movida a água power H2O.

Revolução na mobilidade: moto que funciona com agua promete fim da dependência da gasolina.

Revolução na mobilidade: moto que funciona com água promete ‘fim’ da dependência da gasolina, isso é verdade?

A promessa desta moto inovadora revela uma tecnologia capaz de extrair hidrogênio da água para utilizá-lo como combustível, revolucionando o conceito de mobilidade sustentável. De acordo com informações, o equipamento de eletrólise altamente eficiente instalado nesta moto é o cerne desta inovação.

Moto movida à água

Uma inovação surpreendente no setor de transporte: uma motocicleta que funciona exclusivamente com água, ‘promete’ ser capaz de percorrer mais de 1.000 km com um único tanque.

A promessa desta moto inovadora revela uma tecnologia capaz de extrair hidrogênio da água para utilizá-lo como combustível, revolucionando o conceito de mobilidade sustentável.

De acordo com informações, o equipamento de eletrólise altamente eficiente instalado nesta moto é o cerne desta inovação. Ele deveria extrair o hidrogênio contido na água, que é então utilizado como combustível. Esta abordagem elimina a necessidade de armazenar hidrogênio em tanques de alta pressão, uma vez que apenas o hidrogênio necessário é extraído. E além disso, o sistema de segurança da motocicleta desativa a geração de hidrogênio em caso de acidentes, evitando o risco de explosões.

Assista ao vídeo: https://youtu.be/wJeqvJ8SsB0

Descoberta de como fazer uma moto andar e funcionar 100% a água.

Consulta com engenheiros e especialistas

A ideia de uma moto movida a água, que supostamente funcionaria como uma fonte autossustentável de energia, é frequentemente abordada no contexto de inovações na mobilidade. No entanto, é importante analisar essa ideia sob a luz das leis da física e da engenharia.

Primeiramente, é essencial compreender que toda máquina, para funcionar, precisa de uma fonte externa de energia. Essa energia é convertida pelo motor em trabalho útil, mas há sempre perdas no processo, principalmente devido a fatores como atrito e calor. Por exemplo, em um motor de combustão interna tradicional, apenas cerca de 25% da energia proveniente da gasolina é efetivamente utilizada para mover o veículo; o restante é perdido principalmente em forma de calor.

No caso de uma moto que supostamente funcionaria com água, a ideia geral seria a de que a água poderia ser decomposta em hidrogênio e oxigênio através de eletrólise, e o hidrogênio seria então utilizado como combustível. Entretanto, a eletrólise requer energia elétrica, e essa energia precisa vir de alguma fonte externa. Não é possível, segundo as leis da termodinâmica, que a moto gere mais energia do que a energia que recebeu inicialmente para iniciar a eletrólise.

Portanto, a ideia de uma moto movida a água que produziria hidrogênio suficiente para se autopropulsionar e ainda gerar energia excedente é cientificamente inviável. Tal conceito violaria a primeira e a segunda leis da termodinâmica, particularmente o princípio de que não é possível criar ou destruir energia, apenas transformá-la, e que nenhum sistema pode ser 100% eficiente devido a perdas inerentes, como o atrito e a dissipação de calor.

Nada de gasolina para a motocicleta (Power H20) que funciona apenas com água.

Dessa forma, uma moto que funcione exclusivamente com água e seja capaz de produzir sua própria energia de forma contínua e autossustentável, sem necessidade de um combustível externo, não é viável com o atual entendimento das leis da física e da engenharia. Motores que utilizam hidrogênio como combustível são uma área de pesquisa, mas o hidrogênio utilizado nesses casos ainda precisa ser produzido e armazenado de forma tradicional, usando energia de fontes externas. (clickpetroleoegas)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Vendas de carros elétricos bate recorde em 2023

Eletrificados superam previsões e fecham o ano com 94 mil emplacamentos, com os modelos plug-in consolidando nova tendência no mercado.
As vendas de veículos leves eletrificados bateram todas as previsões da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e terminaram 2023 com 93.927 emplacamentos, crescimento de 91% sobre as vendas de 2022 (49.245).

Venda de carros elétricos dobra no Brasil em 2023 e bate recorde

Segundo Associação Brasileira do Veículo Elétrico, só em dezembro, foram 16 mil unidades vendidas; automóveis plug-in superaram os híbridos.

Dolphin, da BYD, foi lançado no mercado brasileiro em 2023, a R$ 149.000,00.

Venda de carros elétricos no Brasil bate recorde em 2023, diz associação.

Vendas cresceram mais de 90% em comparação a 2022.

Anúncio de aumento de impostos fez vendas se anteciparem.

As vendas de veículos elétricos leves no Brasil atingiram um patamar recorde de quase 94 mil unidades em 2023, informou em 03/01/24 a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Os emplacamentos do ano passado somaram 93.927, de acordo com a associação, um aumento de 91% em relação às vendas de 2022 (49.245).

Em dezembro, as vendas de carros elétricos alcançaram 16.279 unidades, crescimento de 191%.

Segundo a ABVE, os números de 2023 indicam uma transformação no mercado de veículos eletrificados no Brasil, impulsionada pelos veículos plug-in (com recarga externa das baterias).

Esses veículos representaram 56% das vendas de veículos elétricos leves em 2023, totalizando 52.359 unidades e superando os híbridos convencionais, conforme destacado pela ABVE.

O presidente da ABVE, Ricardo Bastos, atribuiu o recorde de 2023 a diversos fatores, incluindo o aumento anunciado do imposto de importação de veículos elétricos e híbridos a partir de janeiro. Essa medida provocou uma antecipação nas vendas durante o último bimestre de 2023.

“Os números indicam principalmente uma sensível evolução desse mercado este ano, com os veículos plug-in chegando a dois terços das vendas em dezembro, confirmando a confiança e a preferência cada vez maior do consumidor pelas novas tecnologias”, afirmou Bastos.

Veja também: CNN entrevista CEO da BYD, Stella Li assistindo ao vídeo: https://youtu.be/Jn02wyREepg

Em dezembro, os veículos plug-in responderam por 70% das vendas totais de veículos eletrificados, sendo 11.371 unidades de um total de 16.279, segundo a entidade.

(cnnbrasil)