segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Brasil reduz em 25% o custo da geração solar e se aproxima dos menores mundiais

Brasil reduz em 25% o custo da geração solar e se aproxima dos menores LCOEs do mundo, aponta Irena.
O custo nivelado de energia (LCOE) da geração solar fotovoltaica no Brasil caiu para US$ 37/MWh, uma redução de 25% que aproxima o país dos menores custos do mundo, segundo dados da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena).

Essa queda consolida o país entre os mercados mais competitivos internacionalmente, ficando abaixo da média global e equiparando-se a gigantes como a China e a Índia Custo nivelado da energia solar cai 25% no Brasil e coloca o país entre os mais competitivos do mundo, diz Irena. A expansão dessa matriz tem sido vital para a economia de energia, cortando até 90% dos gastos com eletricidade para consumidores Energia solar já corta 90% da conta de luz e pode dobrar de tamanho no Brasil até 2027 e poupando bilhões em combustíveis fósseis evadidos Brasil foi o 3º país que mais reduziu gasto com fósseis, diz relatório.

Relatório da Agência Internacional para as Energias Renováveis aponta que o custo nivelado da energia solar fotovoltaica no Brasil caiu para US$ 37/MWh em 2025, colocando o país entre os mercados mais competitivos do mundo para novos projetos de geração.

Complexo Solar Boa Sorte, em Paracatu (MG).

O custo nivelado de geração (LCOE, na sigla em inglês) da energia solar fotovoltaica no Brasil caiu 25% em 2025, alcançando US$ 37/MWh, segundo o relatório Renewable Power Generation Costs in 2025, divulgado nesta semana pela Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena). O resultado coloca o país entre os mercados mais competitivos do mundo para novos empreendimentos solares em escala de utilidade pública.

Segundo o estudo, apenas China (US$ 36/MWh) e Índia (US$ 35/MWh) registraram custos médios inferiores aos observados no Brasil. O valor brasileiro também ficou significativamente abaixo da média global da geração fotovoltaica, que permaneceu em US$ 44/MWh em 2025.

O levantamento mostra que, embora o custo médio global da tecnologia tenha permanecido praticamente estável em relação a 2024, alguns mercados conseguiram avanços expressivos graças à combinação de equipamentos mais baratos, ganhos de produtividade e melhores condições de implantação. O Brasil foi um dos destaques desse movimento.

Para a Irena, a redução dos custos dos equipamentos continuou compensando parcialmente o aumento do custo de capital observado em diversos países, permitindo que a energia solar mantivesse sua competitividade frente às fontes fósseis.

Segundo o relatório, aproximadamente 91% dos novos projetos renováveis comissionados em 2025 produziram eletricidade a custos inferiores à alternativa fóssil mais barata disponível em seus respectivos mercados.

Além da energia solar fotovoltaico, o Brasil também aparece entre os países mais competitivos na geração eólica terrestre. O estudo aponta que o custo nivelado da fonte eólica onshore no país permaneceu próximo dos menores níveis globais, reforçando a posição brasileira como um dos principais mercados para investimentos em energias renováveis.

Competitividade crescente

O relatório destaca que a queda dos custos das tecnologias renováveis observada ao longo da última década continua transformando a economia da geração elétrica. Entretanto, a IRENA ressalta que a próxima etapa da transição energética dependerá menos da redução do preço dos equipamentos e mais da expansão da infraestrutura elétrica, da modernização das redes de transmissão, da incorporação de sistemas de armazenamento e da redução do custo do financiamento.

Segundo a agência, em muitos mercados os principais desafios para novos investimentos já não estão relacionados ao custo da geração em si, mas à capacidade das redes elétricas de absorver volumes crescentes de energia renovável e às limitações de conexão dos empreendimentos.

No caso brasileiro, o resultado ocorre em um momento em que o setor enfrenta desafios relacionados ao curtailment, principalmente nas regiões Nordeste e Norte, evidenciando que a elevada competitividade da fonte solar precisa ser acompanhada por investimentos em transmissão, flexibilidade operativa e armazenamento de energia.

Custo da energia solar cai 25% no Brasil: País está entre os mais competitivos do mundo

Com LCOE de US$ 37/MWh, Brasil se aproxima dos patamares da China e da Índia e permanece abaixo da média global. (pv-magazine-brasil)

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