sábado, 12 de setembro de 2026

Escolas do litoral paulista receberão 1,3 MW de energia solar

Governo do Estado destina de R$ 6 milhões prevê 1,7 GWh de geração anual em 40 unidades de ensino de 12 municípios; sistemas devem suprir cerca de 75% do consumo das escolas.
O Governo de São Paulo iniciou a execução de um projeto que levará geração solar a 40 escolas estaduais do litoral paulista. A iniciativa, realizada em parceria com a Neoenergia Elektro, prevê a instalação de sistemas fotovoltaicos que somarão 1,3 MW de potência e deverão produzir aproximadamente 1,7 GWh de eletricidade por ano.

Com investimento estimado em R$ 6 milhões, financiado integralmente pelo Programa de Eficiência Energética/PEE da Agência Nacional de Energia Elétrica/ANEEL, o projeto também inclui diagnósticos do consumo de cada unidade e intervenções nos sistemas de iluminação.

A expectativa é que a geração solar corresponda a aproximadamente 75% da demanda elétrica das escolas participantes. O volume anual de energia projetado equivale, segundo o governo estadual, ao consumo de cerca de 770 residências.

As unidades foram selecionadas pela Secretaria da Educação (Seduc) e estão distribuídas por 12 municípios: Bertioga, Cananéia, Guarujá, Ilhabela, Ilha Comprida, Iguape, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Registro e Ubatuba.

Ao todo, a iniciativa deverá alcançar diretamente cerca de 29 mil estudantes, professores e funcionários.

Diagnóstico energético e modernização

Antes da implantação das medidas de eficiência, cada escola passará por uma avaliação das instalações e do perfil de consumo. O objetivo é identificar pontos de desperdício e oportunidades para reduzir a utilização de eletricidade.

Uma das frentes previstas é a atualização dos sistemas de iluminação, com foco na redução do consumo e na melhoria das condições dos ambientes escolares.

O projeto também considera o aumento da demanda provocado pela utilização de aparelhos de ar-condicionado nas escolas. De acordo com o governo paulista, a expansão da climatização elevou a carga elétrica das unidades, embora tenha contribuído para melhores condições de trabalho para professores e de aprendizagem para os alunos.

A combinação entre eficiência energética e geração fotovoltaica deverá, portanto, reduzir parte desse impacto e diminuir as despesas do Estado com eletricidade.

Para a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, a geração solar é particularmente adequada às escolas porque boa parte do consumo ocorre durante o período diurno. Segundo ela, a iniciativa também está alinhada às políticas estaduais de transição energética e expansão da geração renovável.

Resende afirma ainda que a economia obtida com a redução das despesas de energia poderá liberar recursos para outras áreas do governo. As escolas também deverão funcionar como espaços de aprendizado sobre geração limpa, eficiência energética e economia de baixo carbono.

Energia solar como ferramenta de educação ambiental

Além da redução da conta de energia, o projeto pretende incorporar a sustentabilidade ao cotidiano das escolas. A expectativa do governo é que os sistemas fotovoltaicos sirvam como exemplos práticos para estudantes e comunidades sobre produção de energia renovável e uso consciente da eletricidade.

O secretário da Educação de São Paulo, Renato Feder, destaca que a iniciativa combina redução de custos com ações de educação ambiental e inovação dentro das unidades de ensino.

A Neoenergia Elektro, responsável pelo investimento no âmbito do PEE, atende 223 municípios paulistas. Para a vice-presidente da Neoenergia, Solange Ribeiro, a implantação das usinas permite aproximar a transição energética da população e dos ambientes educacionais.

A executiva também ressalta que a companhia investiu R$ 113 milhões em projetos de eficiência energética em 2025, com ações que alcançaram mais de 160 mil unidades consumidoras no país.

Programa solar também contempla municípios

O projeto nas escolas ocorre paralelamente a outra iniciativa do governo paulista voltada à expansão da geração solar no setor público. Início de julho/26, o Estado divulgou a relação de 214 municípios classificados para projetos de geração fotovoltaica destinados às prefeituras.

A iniciativa busca reduzir os gastos municipais com eletricidade e ampliar a adoção de soluções de energia renovável, além de contribuir para as políticas estaduais de combate às mudanças climáticas. O programa está relacionado às metas do Plano de Ação Climática 2050 (PAC 2050) e do Plano Estadual de Energia (PEE 2050).

Na 1ª etapa, estão previstos R$ 5 milhões do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop). A classificação dos municípios foi publicada no Diário Oficial do Estado e antecede a convocação das prefeituras para apresentação da documentação necessária, conforme a disponibilidade de recursos.

Escolas do litoral de SP terão 75% da demanda suprida por energia solar

Do litoral norte ao sul: escolas de SP terão 75% da demanda suprida por energia solar.

Projeto de R$ 6 milhões prevê instalação de sistemas fotovoltaicos em 40 escolas de 12 municípios do litoral paulista. (pv-magazine-brasil)

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