domingo, 12 de maio de 2013

EUA favorece importações de carvão ‘barato’

O boom do xisto nos EUA favorece importações de carvão ‘barato’ pelas usinas da Europa
Fracking (fratura hidráulica), imagem em www.gaslandthemovie.com
Gás de xisto nos EUA favorece usinas a carvão na Europa – O boom do xisto nos EUA continua a ampliar seu impacto, e um número crescente de geradoras europeias de energia estão sendo obrigadas a colocar em banho-maria suas modernas usinas a gás, incapazes de competir com as crescentes importações de carvão barato proveniente dos EUA.
A Statkraft, estatal de energia norueguesa, declarou ontem ter paralisado a operação de uma usina a gás na Alemanha, incapaz de competir com concorrentes a carvão. Já a alemã E.ON disse estar avaliando seriamente suspender as operações de outras usinas a gás, entre elas uma tecnologicamente avançada na Eslováquia.
Outras companhias de eletricidade europeias tomaram decisões semelhantes, colocando os formuladores de políticas diante de um dilema: energia mais barata produzida pela queima de carvão poderá proporcionar algum alívio às economias em dificuldades na região, mas especialistas do setor advertem que isso é incompatível com os objetivos de longo prazo em termos de emissões de carbono e do uso de energia renovável.
O fechamento de usinas em toda a Europa é outro exemplo do longo alcance do boom de oferta de energia na América do Norte. Os crescentes estoques de gás natural extraído do xisto por uma nova combinação de tecnologias denominada “fratura hidráulica” levaram muitas companhias de eletricidade nos EUA a abandonar o uso de carvão, que passou a ser exportado a preços baixos em crescentes quantidades para a Europa.
Em 2012, as exportações americanas de carvão para a Europa cresceram 23%, para 66,4 milhões de toneladas, segundo dados do governo dos EUA. Grande parte desse carvão está tomando o lugar do gás natural como combustível para geração de eletricidade. No Reino Unido, por exemplo, em 2012, a proporção de energia gerada pela queima de carvão subiu para seu nível mais alto em 17 anos, enquanto o gás caiu para um mínimo correspondente.
“A situação econômica de nossas operações na Europa, particularmente na geração de energia convencional, continua difícil”, disse o presidente da E.ON, Johannes Teyssen. A empresa informou queda de 94% no lucro operacional do primeiro trimestre referente às usinas que empregam a extremamente eficiente tecnologia de turbinas a gás de ciclo combinado.
“As empresas estão em dificuldades para operar usinas de energia acionadas a gás, mesmo em caso de operações modernas, tecnologicamente avançadas”, porque o carvão barato corroeu sua vantagem competitiva, disse Kash Burchett, analista da IHS Energy.
Os preços do carvão para entrega em um ano na Bolsa Europeia de Energia caíram quase 19% nos últimos 12 meses. Já o gás natural em grandes volumes na Europa continental tem seu preço fixado em relação ao petróleo, e o preço médio do petróleo tipo Brent caiu só 5%, segundo dados da BP.
Isso mudou a dinâmica do mercado de energia. A CEZ, companhia checa de eletricidade, disse na semana passada que poderá manter suspensa por longo período uma nova usina a gás que deveria começar a operar no verão, porque ela seria deficitária desde o primeiro dia de funcionamento. A SSE, empresa de eletricidade britânica, anunciou em março o fechamento de uma usina a gás, a redução da capacidade de uma segunda usina e o cancelamento da construção de novas usinas por vários anos devido à inviabilidade econômica.
O fechamento de usinas da E.ON poderia ter sido mais amplo se a empresa não tivesse firmado acordo com a agência reguladora da rede elétrica alemã e com uma operadora da rede para manter duas usinas a gás modernas, porém não rentáveis, em operação. A E.ON e suas parceiras nas usinas tinham considerado a paralisação das operações, mas a agência competente considerou-as cruciais para a segurança do suprimento energético no sul da Alemanha.
Segundo a Eurelectric, associação do setor de eletricidade na Europa, em 2010 – ano mais recente para o qual há estatísticas disponíveis–os 27 membros da UE geraram, respectivamente, 24% e 23% de sua eletricidade com base no consumo de carvão e de gás, com o restante derivado de um mix de energia renovável e nuclear.
O carvão barato não é má notícia para todas as empresas. A alemã RWE, maior produtora de eletricidade em termos de capacidade geradora, que produz mais de 62% de sua eletricidade da queima de carvão, informou neste ano que elevou em 16% a produção de eletricidade em suas usinas à base de carvão e de lignite em 2012.
A RWE espera ter lucro operacional inalterado em 2013, ao passo que a E.ON prevê queda de até 15% em relação ao ano anterior.
Poderão surgir também vantagens mais amplas. “No momento, a economia como um todo está se beneficiando da produção mais barata de energia”, disse Marcus Schenck, principal executivo financeiro da E.ON. Mas isso vale somente se “assumirmos que a proteção ambiental não é mais uma prioridade da política energética”.
A União Europeia comprometeu-se em reduzir suas emissões de dióxido de carbono em 20% em relação aos níveis de 1990 e, suprir 20% de sua demanda energética de fontes renováveis até 2020. Um porta-voz do comissário europeu de Energia, Gunther Oettinger, recusou-se a comentar as mais recentes paralisações da usinas a gás. Em entrevista em abril, ele disse que o bloco deve ampliar o foco de sua política energética, fazendo mais do que simplesmente reduzir as emissões de gases, para assegurar também que a energia permaneça barata.
Especialistas alertam ainda que o fechamento de mais usinas a gás poderá enfraquecer a segurança energética do continente, à medida que fontes intermitentes de energia renovável, como a eólica, tornarem-se mais disseminadas.
“Na prática, capacidade geradora intermitente exige alguma forma alternativa de segurança”, disse Burchett, da IHS Energy. A possível escassez de usinas a gás, que são ideais para ajudar a atenuar os desequilíbrios que podem ser causadas por mudanças imprevisíveis na disponibilidade de energia renovável, como a energia eólica, pode agravar o problema, disse ele.
A França está implementando um novo modelo de mercado que poderá oferecer incentivos financeiros para beneficiar empresas de eletricidade por que mantenham em operação usinas de reserva a gás, disse Burchett.
Na Itália, país que efetivamente oferece incentivos financeiros para manter em condição operacional as usinas de reserva, um porta-voz da companhia de eletricidade Enel disse não ter planos para suspender a operação de suas usinas. (EcoDebate)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Brasil e Argentina acertam cooperação nuclear

Brasil e Argentina firmaram em 06/05/13, no Rio de Janeiro, um contrato para que engenheiros argentinos cooperem na construção de um reator nuclear brasileiro, informou o governo em Buenos Aires neste domingo.
O custo da assistência será de 60 milhões de pesos (cerca de 11 milhões de dólares), revela o site do governo argentino.
"Com base nos acordos bilaterais, o Brasil contratará para trabalhos de engenharia a empresa estatal atômica argentina INVAP para construir um reator brasileiro".
A iniciativa tem origem em uma declaração conjunta firmada pelos presidentes Cristina Kirchner e Luiz Inácio Lula da Silva em fevereiro de 2008.
O plano de cooperação bilateral inclui ainda a construção de um reator "gêmeo" na Argentina.
Brasil e Argentina utilizam a energia atômica para fins pacíficos e integram o tratado de não proliferação que declara a região livre de armas nucleares. (yahoo)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

NASA testa performance de bioquerosene

Pesquisadores da NASA completaram no fim de abril de 2013, uma rodada de testes sobre o efeito do bioquerosene na performance de aeronaves. (biodieselbr)

Tipos de Biocombustíveis

Metanol
Também chamado de álcool metílico e hidrato de metilo, esse biocombustível é muito inflamável e pode ser obtido através da destilação de madeira, cana-de-açúcar e gases fósseis. Ele é utilizado como solvente industrial (para diluir sais), para fabricar plástico, produção de biodiesel, preparação de hormônios, fabricação de produtos químicos, indústria farmacológica, dentre outros. Nos Estados Unidos, é utilizado em alguns postos como combustível.
O metanol (CH3OH) é bem mais tóxico que o etanol e polui mais o meio ambiente. Além disso, com a sua queima, as chamas são produzidas bem claras e isso atrapalha no controle do fogo. Outras desvantagens da substância são os problemas que ela pode causar à saúde, como dores de cabeça, náusea, vômitos, irritação, intoxicação e câncer.
Biodiesel
O biodiesel é um combustível feito com óleo vegetal (soja, amendoim, mamona, dendê, etc.) que pode ser obtido em processos como esterificação e craqueamento. Começou a ser pesquisado na Europa, durante o século XVIII. Para produzi-lo, é necessário misturar o óleo retirado das plantas com álcool/metanol e depois catalisar essa mistura. O catalisador causa uma reação química entre essas duas substâncias. Posteriormente, é feita a separação da glicerina no óleo e ele é filtrado.
A molécula de um óleo vegetal é um triglicídio com moléculas de ácidos graxos e glicerina. O processo que consiste na mudança do óleo vegetal para biodiesel recebe o nome de transesterificação (processo onde a glicerina se separa do óleo vegetal) e se trata do método mais usado atualmente para produzir esse biocombustível. Com a transesterificação, ou seja, sem a glicerina, o óleo fica mais fino e menos viscoso. A cor do produto se aproxima do amarelo podendo chegar a tons mais alaranjados. O cheiro adquirido vai depender da matéria-prima utilizada.
O biodiesel substitui o óleo diesel à base de petróleo nos automóveis, caminhões, geradores ou tratores. Para cada 2% de biodiesel acrescentado ao diesel de petróleo, seu nome é alterado. O mais baixo é o B2 e o biodiesel puro é o B100. Na União Europeia, a percentagem de combustível renovável adicionada à gasolina é de 2% e a tendência é aumentar esse valor de forma progressiva.
As pesquisas para a produção do biodiesel tiveram início em 1970, no Ceará. O Governo Federal criou o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), que busca implantar a produção e comercialização do biodiesel para a obtenção de fontes de renda e emprego. Além disso, esse programa busca reduzir os danos causados ao meio ambiente com o uso indiscriminado de fontes energéticas de origem fóssil.
A produção do biodiesel no Brasil trabalha de forma social, na medida em que a agricultura familiar é bastante explorada. Nas regiões semiáridas do país, há o crescimento na produção de palma e mamona. Para o consumidor, atualmente, o custo para usar o óleo diesel ainda é alto devido à baixa produção. Em 2005, foi instituída a Lei nº 11.097, que estabelece que os veículos de carga deverão abastecer 5% de biodiesel (B5) até 2013. Esse projeto de lei é uma das diretrizes do Programa Nacional de Biodiesel.
Principais Características do Biodiesel
É um combustível mais lubrificante e não tóxico;
Diminui a emissão de dióxido de carbono na atmosfera;
Pode ser transportado e armazenado com segurança;
Pode ser utilizado em sua forma pura ou acrescentado no diesel de petróleo;
Redução nos odores produzidos durante sua exaustão.
Biogás
É um biocombustível gasoso, formado por uma mistura de metano e dióxido de carbono sob a ação de bactérias fermentadoras (decomposição anaeróbia). Esse processo ocorre com a alteração e controle de propriedades como acidez e temperatura. A produção é feita com matéria orgânica em um aparelho chamado de biodigestor anaeróbico. A maioria dos gases tem um cheiro forte e desagradável.
Ele foi descoberto em 1667 e, em 1884, Louis Pasteur apresentou um estudo falando sobre o auxílio que a fermentação dava para a obtenção de energia. Os materiais mais usados na produção do biogás são as palhas, o lixo, bagaço e esterco.
Uma de suas vantagens é que não é uma fonte de energia inflamável e pode ser usado para gerar energia elétrica. Os locais onde os biogestores são instalados se encontram principalmente nas propriedades rurais e, em lugares como a China, eles ocupam a grande parte das residências.
Pode ser usado no lugar do gás natural e do GLP e, além disso, usado como gerador de energia elétrica quando utilizado em geradores elétricos.
Bioetanol
Esse combustível é obtido com a fermentação e a destilação de resíduos de milho, trigo ou cana-de-açúcar. Esses resíduos sofrem alterações e passam por processos como destilação, fermentação e deslignificação. O resultado é um combustível bastante energético e é uma fonte de energia vantajosa por ser renovável. Além disso, a queima do Bioetanol não afeta tanto o meio ambiente. Para quem critica sua utilização, a justificativa é o uso de matérias-primas essenciais para a alimentação sendo usadas para produzir biocombustível.
Etanol E85
O combustível E85 é uma mistura feita com 85% de etanol e 15% de gasolina, e a percentagem de etanol é o que dá o nome para essa fonte energética que começou a ser usada a partir de 1998. É um biocombustível muito usado nos Estados Unidos e os especialistas americanos garantem que ele consegue fazer com que os veículos lancem menos monóxido e dióxido de carbono na atmosfera. (biocombustivel.info)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Chuveiros que reduz consumo de água e energia

Empresa produz acessório para chuveiros, que reduz consumo de água e energia em 40%
Empresa de Santa Rita de Sapucaí (MG) produz acessório inovador para chuveiros, que reduz consumo de água e energia em 40%.
Sobre a empresa
Ramo de atividade: fabricação de acessório para chuveiro
Localização: Santa Rita do Sapucaí (MG)
Tempo de mercado: 20 anos
Área: 200 m²
Nº funcionários: 03
Como Sebrae apoiou: Empretec, Sebraetec, consultorias, cursos, etc
Números
De 2010 até o momento, a KL cresceu 100% ao ano, devido ao sucesso do Ecoshower.
Como reduzir o consumo de água e energia elétrica durante os banhos? Este é o sonho de muitos consumidores. Os chuveiros sempre foram grandes vilões das contas de água e luz das residências brasileiras. E essa era a preocupação de Claudio Lasso, desde os tempos em que cursava engenharia elétrica no Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), em Santa Rita do Sapucaí (MG), no Vale da Eletrônica.
Em 1988, ele desenvolveu o projeto de um acessório inédito para chuveiros, denominado na época como Power Control, exposto numa feira do Inatel. Vinte anos depois, o engenheiro eletricista e empresário da KL Tecnologia decidiu aperfeiçoar o dispositivo e lançá-lo no mercado como Ecoshower. O acessório, que deve ser instalado junto ao chuveiro, reduz o consumo de água e luz nos banhos em até 40%. O produto se tornou sucesso de vendas e foi patenteado. Até momento, foram comercializados mais de oito mil unidades para todo o país.
“Desenvolvi um acessório simples para ser instalado pelo próprio usuário. O Ecoshower também quebra paradigma, pois coloca o controle da qualidade do banho nas mãos do usuário”, afirma Claudio. O dispositivo aumenta as graduações de temperatura e vazão de água da maioria dos chuveiros elétricos, que só possuem as alternativas verão e inverno, acrescenta. O preço do acessório varia entre R$ 80 e R$ 128, conforme o modelo. Ele também é compatível com sistema de aquecimento solar.
Carro-chefe
A KL Tecnologia está no mercado há 20 anos, mas foi a partir de 2008 que Claudio despertou para o antigo projeto dos tempos de universitário. “Percebi que as mudanças climáticas e a preocupação com a emissão de carbono eram realmente sérias. O futuro é buscar soluções tecnológicas para mitigar os efeitos do CO2”, ressalta.
Hoje, o Ecoshower é o carro-chefe da KL Tecnologia, que também atua na área de telecomunicações. Quatro modelos são produzidos: slim; BC (baixo custo); kit slim (com chuveiro e cano); e kit BC (com chuveiro e cano).
“Além de economizar água e energia, nosso produto aumenta a vida útil dos chuveiros, pois poupa a resistência deles”, explica o empresário. “O Ecoshower é robusto e durável”, acrescenta. O produto não foi criado para ser descartável em pouco tempo, segundo ele.
A produção do Ecoshower é baseada em parcerias com empresas do Vale da Eletrônica. A KL Tecnologia tem capacidade para produzir até 7 mil peças/mês. Atualmente a empresa fabrica 500 unidades/mês. De 2010 até o momento, a KL Tecnologia cresceu 100% ao ano, devido ao sucesso do produto.
O acessório de chuveiro possui qualidade assegurada por laudo da Universidade Federal de Itajubá (Unifei). O site da KL Tecnologia calcula a quantidade de água e energia gasta nos banhos e a economia conseguida com o Ecoshower (www.ecoshower.com.br).
Clientela
Concessionárias estaduais de energia elétrica do RJ, MG e RS estão comprando Ecoshower para atender exigências da Agência Nacional de Energia Elétrica (Anel), por meio de Programa de Eficiência Energética. Hotéis, pousadas, hospitais, escolas, creches, academias de ginástica, residências, entre outros, compõem a clientela do produto.
Preços diferenciados para lojistas e consumidor final são encontrados na loja virtual do produto, que também está disponível em lojas de ferragens, materiais de construção, elétricos e hidráulicos.
A divulgação do acessório de chuveiro é feita em participações em feiras, catálogos e email marketing. No momento, Claudio revela que está negociando exportação para o México e Costa Rica. “O mundo vai ter que buscar soluções sustentáveis e equipamentos cada vez mais econômicos”, diz ele. “Estou feliz com o que faço. Vai de encontro aos nossos valores éticos”, enfatiza.
O empresário também inventou um umidificador ecológico, feito a partir de materiais recicláveis. Este produto não foi patenteado, não é comercializado, não consome energia elétrica e pode ser montado facilmente por interessados. O objetivo do empresário e engenheiro eletricista foi ajudar famílias menos favorecidas com uma solução simples e barata para usar durante períodos quentes e muito secos (http://www.inventeaqui.com.br/invencao/umidificador-de-ar-feito-com-sucata/resultado-final). (EcoDebate)