EUA consome mais energia
renovável do que carvão pela primeira vez.
Esse marco no setor foi
impulsionado pelo rápido avanço dos investimentos em energias renováveis e
pelos menores custos da tecnologia. Embora os combustíveis fósseis ainda
dominem, o declínio histórico do carvão mostra uma mudança estrutural
importante na economia americana.
O crescimento acelerado da demanda energética, puxado pela expansão da inteligência artificial e de data centers, tem exigido fontes de implantação rápida e menor custo, cenário em que a energia solar tem se destacado.
Apesar de Donald Trump incentivar o uso do carvão para geração de energia, no mês de maio passado, pela primeira vez, a energia solar superou a produzida a partir do carvão nos Estados Unidos: 12,8% contra 12,2%.
“Há anos a energia solar vem
crescendo na matriz elétrica dos EUA”, afirmou Nicolas Fulghum, analista da
Ember, uma organização com sede no Reino Unido que estuda a transição
energética; no mês passado, a energia solar tornou-se a terceira maior fonte de
eletricidade do país, atrás apenas do gás natural e da energia nuclear. A
geração a partir do carvão atingiu seu menor nível histórico em abril e
recuperou-se modestamente em maio.
Após duas décadas de consumo
praticamente estável, a demanda por energia elétrica nos EUA tem crescido para
alimentar a inteligência artificial, expandir a manufatura doméstica e
eletrificar transporte e aquecimento.
Esses números parecem
demonstrar que a energia solar “veio para ficar”, mesmo em um cenário de menor
apoio do governo Trump às renováveis.
Globalmente, a geração
elétrica renovável cresce rapidamente. Segundo a Agência Internacional de
Energia, até 2030 as renováveis representarão quase 45% da eletricidade mundial;
no Brasil esse número está ao redor de 22%, superado pela energia hidrelétrica.
A Casa Branca defendeu as
políticas energéticas de Trump como medidas para fortalecer a segurança
nacional. “O presidente reverteu políticas devastadoras da esquerda, salvou a
indústria do carvão, evitou o sucateamento de estruturas de produção de mais de
17 gigawatts de energia e salvou vidas em períodos de alta demanda”, disse a
porta-voz Taylor Rogers.
Espera-se que no governo americano o bom senso volte a prevalecer e a produção de energia limpa volte a ser prioritária. (ecodebate)



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