FIT Energia fornecerá energia
solar distribuída para rodovias da Motiva em São Paulo e no Paraná.
O contrato contempla um
volume estimado de 2.636 MWh por ano em créditos de energia para 293 unidades
consumidoras em baixa tensão, com potencial para chegar a um volume de 11.231
MWh para 350 pontos de consumo com a evolução da demanda das concessionárias da
Motiva. Com essa operação, a expectativa é evitar a emissão de 479 toneladas de
CO2 por ano nas rodovias durante o pico do contrato, volume que
equivale ao plantio de 21,7 mil árvores anualmente.
A parceria entre as partes
garante o fornecimento de energia elétrica limpa para algumas das principais
rodovias do país. Entre as concessionárias beneficiadas está a Motiva AutoBan,
que opera um dos principais eixos viários do Brasil, o Sistema
Anhanguera-Bandeirantes. Além disso, a parceria também vai abastecer a RioSP,
operadora da Presidente Dutra, entre São Paulo e Seropédica (RJ), e da
Rio-Santos, entre Ubatuba (SP) e Rio de Janeiro.
O contrato também contempla o
Sistema Castello Branco-Raposo Tavares (ViaOeste e Motiva Sorocabana) e um
conjunto de rodovias paranaenses operadas pela Motiva Paraná. Tanto a Motiva
Sorocabana quanto a Motiva Paraná poderão usar a energia solar para abastecer
as suas frotas operacionais de veículos elétricos, tornando essas concessões
ainda mais sustentáveis e com uma menor pegada de carbono em suas atividades.
A energia gerada nas usinas fotovoltaicas da FIT Energia, localizadas nos municípios de Bebedouro, Altair, Limeira, Pacaembu, Lorena, Cubatão e Sorocaba, em São Paulo, e Campo Mourão, Capanema e Colorado, no Paraná, será destinada à compensação de créditos de energia nas rodovias da Motiva em São Paulo e Paraná.
Motiva e FIT Energia firmam parceria para descarbonizar rodovias com energia solar
Estratégia de descarbonização
Desde 2024, o consumo de
energia das operações da Motiva em trilhos, rodovias e aeroportos já é 100%
baseado em fontes limpas e renováveis. A parceria com a FIT Energia faz parte
da estratégia da companhia para manter essa operação limpa.
Para antecipar a meta,
originalmente estabelecida para 2025, a Motiva construiu uma estratégia na área
de energia organizada nas seguintes frentes: investimentos em produção própria
de energia em diferentes modalidades e a migração dos seus ativos para o
mercado livre, com a assinatura de contratos de energia associados à aquisição
de certificados de energia renovável (IRECs).
No fim de 2024, a Motiva se
tornou sócia de três usinas eólicas no Piauí, marcando o seu primeiro projeto
de autoprodução por equiparação. Esses empreendimentos abastecem as operações
de trilhos no Estado de São Paulo, fornecendo energia limpa para as Linhas
4-Amarela e 5-Lilás, de metrô, e para as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda
(ViaMobilidade), de trens metropolitanos.
A Companhia também opera 6,3
MWp de usinas solares próprias instaladas em áreas de suas rodovias em Santa
Catarina (ViaCosteira), Rio de Janeiro (ViaLago) e Rio Grande do Sul (ViaSul).
Além disso, possui outros contratos de geração solar distribuída para
abastecimento de energia limpa para rodovias no Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Eletrificação para reduzir
emissões diretas
Com a redução de 61% das suas
emissões ao final de 2025, a Motiva construiu um plano de transição para manter
a sua pegada de carbono dentro da meta aprovada com o SBTi. Além de manter as
emissões de escopo 2 zeradas, com a continuidade da estratégia de consumir
energia elétrica apenas de fontes renováveis, a companhia pretende avançar na
redução das emissões de escopo 1.
Nos últimos dois anos, a
companhia conquistou três novas concessões de rodovias (Motiva Paraná, Motiva
Sorocabana e Fernão Dias), e tem a possibilidade de obter novos ativos em 2026.
Além disso, novas estações de metrô vão entrar em operação nos próximos anos no
Metrô Bahia, na Linha 4-Amarela (SP) e na Linha 5-Lilás (SP), além da assunção
da operação da Linha 17-Ouro (SP).
Atualmente, os combustíveis móveis e fugitivos representam 59% e 35%, respectivamente, das emissões de escopo 1 da Motiva. Por conta disso, a estratégia montada prevê algumas alavancas para a descarbonização, que são: acelerar a eletrificação da frota operacional, como guinchos leves e ambulâncias, expandir o uso de combustíveis de baixo carbono para veículos que não podem ser eletrificados e adotar sistemas de refrigeração mais eficientes em suas operações metro ferroviárias, tanto nos vagões quanto nos prédios.
Imagem da rodovia Anhanguera-Bandeirantes, em São Paulo. (pv-magazine-brasil)




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