Destaque de Março: Em março/2026, 25 novas
usinas solares centralizadas entraram em operação, somando 1.109 MW adicionais.
Expansão Contínua: O país superou as
projeções internacionais de crescimento, impulsionado pela geração centralizada
e distribuída.
Desafios: Apesar do recorde, o rápido aumento gera a
necessidade de maior capacidade de armazenamento e melhoria na rede de
transmissão para evitar desperdício de energia (curtailment).
Com
esse ritmo, a energia solar supera 17% de participação na matriz elétrica,
acumulando R$ 195 bilhões em investimentos desde 2012.
Capacidade adicionada ganhou impulso de 25 usinas centralizadas que somam 1.109 MW e foram conectadas em março. Se mantiver até o final do ano o ritmo observado nos primeiros 3 meses, o país poderia adicionar mais de 13 GW em 2026.
Complexo Solar Barro Alto, da Newave e Gerdau, conectado em março de 2026.
O Brasil adicionou 4,4 GW de
capacidade solar entre janeiro e março/26, puxada pela conexão de 25 usinas
centralizadas em março, que somam 1.109 MW. Apesar do novo impulso, de acordo
com o acompanhamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as novas
conexões centralizadas devem desacelerar até o final do ano.
O país adicionou 2.295 MW de geração solar centralizada até março, quase metade do total de 4.704 MW previstos para serem adicionados em 2026. Apesar de, nos últimos anos, a expansão da geração solar ter se baseado em contratos no mercado livre de energia, quase um quarto da capacidade adicionada esperada para este ano virá de projetos contratados em leilões para atender o mercado regulado, ou 1.087 MW.
Na geração distribuída, foram registrados 2.177 MW da fonte solar entre janeiro e março, em 245,112 mil novos sistemas — uma média de 8,8 kW por micro ou miniusina solar. Os novos sistemas geram créditos para 315,624 mil unidades consumidoras.
Se o país mantiver o ritmo de
conexão observado nos três primeiros meses de 2026 até o final do ano, poderá
adicionar 8,7 GW na geração distribuída. Somados aos 4,7 GW previstos na
geração centralizada, totalizarão 13,4 GW.
Esse resultado seria um pouco
maior do que o projetado pela Absolar no início de 2026, que esperava um
crescimento em torno de 10 GW para este ano, mas ainda está longe dos
crescimentos expressivos nas adições anuais observadas no Brasil há 2 anos.
Além de ter atingido um patamar alto de expansão anual, acima dos 10 GW desde 2022, o setor enfrenta restrições e gargalos de conexão à rede, tanto na geração distribuída quanto na centralizada, além de mudanças de regras setoriais. Nesse cenário, a oferta de soluções para além da instalação de sistemas fotovoltaicos, incluindo a oferta de eficiência energética, substituição de equipamentos, sistemas de armazenamento (BESS) e migração para o mercado livre de energia — é apontada como um caminho para manter os negócios no setor.
Brasil terá 68 GW nos próximos cinco anos, estima Solar Power Europe.
Brasil deve adicionar 44 GW
de potência de energia solar até 2027.
Solar Power Europe aponta que
o país terá taxa de crescimento anual de 23%, apesar das perspectivas de apoio
político serem incertas.
(pv-magazine-brasil)




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