domingo, 26 de julho de 2026

Veículo percorre 140 km com 1 kg de hidrogênio produzido pelo IPT

Em uma demonstração inédita realizada em junho de 2026, um Toyota Mirai movido a célula de combustível percorreu 140 km gastando apenas 1 kg de hidrogênio produzido pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). O teste feito entre a cidade de São Paulo e São José dos Campos validou a viabilidade e a eficiência da produção nacional do combustível limpo.

Detalhes do Teste Tecnológico

• Modelo utilizado: Toyota Mirai com célula a combustível.

• Distância total: 140 quilômetros rodados em condições reais.

• Abastecimento inicial: O tanque recebeu 5 kg de hidrogênio.

• Consumo verificado: Restaram 4 kg ao final da viagem.

• Origem do gás: Produzido localmente nos laboratórios do IPT.

Funcionamento da Tecnologia

• Eletricidade a bordo: Reação química entre hidrogênio e oxigênio.

• Subproduto zero: Emissão exclusiva de vapor de água pelo escapamento.

• Bateria menor: Dispensa o uso de grandes bancos de íon-lítio.

• Abastecimento rápido: Processo similar ao de combustíveis fósseis tradicionais.

Financiamento e Próximos Desafios

O projeto recebeu um aporte de R$ 20 milhões do Governo do Estado de São Paulo voltado à transição energética. Com o sucesso da demonstração na Pulsar Expo IPT 2026, os pesquisadores agora focam em metas específicas para o mercado:

• Ganhar escala: Ampliar o volume de produção do combustível.

• Cortar custos: Tornar a tecnologia financeiramente competitiva no Brasil.

• Logística: Desenvolver métodos de armazenamento e distribuição eficientes.

• Infraestrutura: Viabilizar postos de recarga nas principais rodovias.

O projeto de hidrogênio do IPT recebeu investimentos da ordem de R$ 20 milhões do Governo do Estado de São Paulo e integra uma estratégia voltada ao desenvolvimento de tecnologias para energia limpa, mobilidade sustentável e descarbonização da indústria.
Um veículo modelo Toyota Mirai, que opera com tecnologia de célula a combustível, convertendo hidrogênio em eletricidade para movimentação, percorreu 140 quilômetros utilizando 1 quilograma de hidrogênio produzido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Nesse sistema, uma bateria de menor porte é utilizada apenas para gerenciamento e recuperação de energia, reduzindo significativamente a dependência de grandes bancos de baterias e os desafios associados à destinação desses materiais ao final da vida útil.

“O hidrogênio vem sendo apontado mundialmente como uma das principais alternativas para a descarbonização do transporte. Levar essa tecnologia para condições reais de uso é fundamental para ampliar a confiança do mercado e acelerar sua adoção”, afirma Anderson Correia, diretor-presidente do IPT.

O percurso ocorreu durante a Pulsar Expo IPT 2026, realizada de 22 a 24/06/26 no Parque de Inovação Tecnológica (PIT), em São José dos Campos.

O veículo foi abastecido com cerca de cinco quilogramas de hidrogênio produzido no IPT. Ao final da viagem entre São Paulo e São José dos Campos, apenas um quilograma foi efetivamente consumido.

O projeto de hidrogênio do IPT recebeu investimentos da ordem de R$ 20 milhões do Governo do Estado de São Paulo e integra uma estratégia voltada ao desenvolvimento de tecnologias para energia limpa, mobilidade sustentável e descarbonização da indústria.

Além dos avanços já alcançados, os pesquisadores trabalham na otimização dos processos de produção e no desenvolvimento de soluções capazes de reduzir custos e ampliar a competitividade da tecnologia.

“O desafio agora é ampliar a escala de produção, reduzir custos e criar as condições para que essa alternativa ganhe espaço na matriz energética e na mobilidade brasileira. O IPT atua para reduzir riscos tecnológicos, validar soluções e apoiar a chegada dessas inovações ao mercado com segurança e competitividade”, afirma João Cordeiro, diretor da Unidade de Negócios de Energia do IPT.
O Instituto atua em toda a cadeia tecnológica do hidrogênio, incluindo pesquisa, produção, armazenamento, distribuição e aplicações em mobilidade e indústria. Com investimentos em infraestrutura, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico, o IPT vem contribuindo para consolidar essa fonte energética como uma alternativa estratégica para a construção de uma economia de baixo carbono no Brasil. (pv-magazine-brasil)

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