Renováveis responderam por 86% da geração
durante a Copa do Mundo, aponta NOS.
Copa do Mundo 2026: Renováveis garantem 86% da geração e ONS
gerencia picos de carga
Durante a Copa do Mundo FIFA 2026, fontes renováveis supriram 86%
da energia, com o ONS gerenciando picos de demanda.
Confirmado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), esse
percentual refere-se ao balanço da operação especial durante a Copa do Mundo de
2026 no Sistema Interligado Nacional (SIN). A matriz limpa garantiu o
suprimento e atendeu a oscilações bruscas, como as rampas de demanda de até
6.479 MW no fim das partidas.
O expressivo volume de energia limpa disponível exigiu até ações
de limitação temporária da produção (curtailment) para manter a estabilidade da
rede, como a redução de 20 GW durante a partida entre Brasil e Japão.
No jogo entre Brasil e Japão, a demanda por eletricidade registrou
uma rampa de 12.783 MW, equivalente à carga média combinada do Paraná e de
Minas Gerais; segundo o operador, o suprimento de energia transcorreu sem
intercorrências durante todo o torneio.

No jogo entre Brasil e Japão, a demanda por eletricidade registrou
uma rampa de 12.783 MW.
A Copa do Mundo FIFA 2026 transcorreu sem intercorrências no
suprimento de energia elétrica, período em que as fontes renováveis responderam
por 86% da geração no Sistema Interligado Nacional (SIN), segundo balanço
divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
De acordo com o operador, o planejamento especial para o torneio
permitiu atender com segurança às rápidas variações de carga provocadas pelos
horários das partidas, especialmente durante o intervalo e o apito final dos
jogos, momentos em que milhões de consumidores retomam simultaneamente o uso de
eletrodomésticos e equipamentos elétricos.

O maior salto de demanda ocorreu na partida entre Brasil e Japão,
quando a carga aumentou 12.783 MW, valor equivalente ao consumo médio combinado
dos estados do Paraná e Minas Gerais (PR+MG). O ONS classificou esse
comportamento como a maior rampa de carga registrada durante o campeonato.
Outras partidas da Seleção Brasileira também provocaram elevações
expressivas na demanda. No confronto entre Escócia e Brasil, a rampa atingiu
8.546 MW, equivalente à carga média dos estados do Paraná e Bahia (PR+BA). Já
no jogo entre Brasil e Noruega, foi registrada uma rampa de 7.128 MW,
equivalente à carga média de Minas Gerais (MG). Em outro confronto contra a
Noruega, a variação chegou a 7.011 MW, equivalente à carga média combinada do
Rio de Janeiro e Rondônia (RJ+RO).
Segundo o ONS, outros jogos da Copa também exigiram atenção
especial da operação do sistema elétrico. A partida entre Alemanha e Paraguai
provocou uma rampa de 4.450 MW em apenas 20 minutos, enquanto o confronto entre
Argentina e Cabo Verde registrou uma variação de 3.000 MW em 11 minutos.
Para garantir o atendimento seguro à demanda, o operador reforçou
o monitoramento em tempo real do SIN e intensificou a coordenação com agentes
de geração, transmissão e distribuição. Também foram realizados estudos
específicos para antecipar diferentes cenários operativos, considerando o
comportamento da carga, as condições meteorológicas e a disponibilidade das
instalações do sistema.
Segundo o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, o planejamento
antecipado e a atuação coordenada entre os agentes do setor foram fundamentais
para assegurar a confiabilidade do sistema durante todo o campeonato. “A
realização da Copa do Mundo exigiu uma atuação coordenada e um acompanhamento
permanente do sistema elétrico. O planejamento realizado previamente e a
integração com os agentes permitiram que o atendimento à demanda ocorresse de
forma segura durante todo o evento”, afirmou.

A Copa do Mundo de 2026 já mostra que o futuro do esporte também
passa pela sustentabilidade. Com estádios investindo em energia renovável e
eficiência energética, o futebol entra em campo. (pv-magazine-brasil)
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