quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Geração solar cresce 24,7% em 2025

Geração solar cresce 24,7% em 2025, aponta Atlas do MME.
A geração solar fotovoltaica no Brasil cresceu 24,7% em 2025, alcançando a marca de 88,1 TWh e uma capacidade instalada total de 64,8 GW, conforme dados divulgados no Relatório Síntese do Balanço Energético Nacional (BEN) pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

Dados do Setor Solar em 2025

• Crescimento percentual: Alta de 24,7% na geração em comparação ao ano anterior.

• Volume gerado: 88,1 TWh de energia solar fotovoltaica.

• Capacidade instalada: Atingiu 64,8 GW no país.

• Outras fontes renováveis: A energia eólica registrou um crescimento de 8,2% no mesmo período.

Fontes solar e eólica respondem por 26,4% da geração elétrica brasileira; participação de renováveis chega a 49,4% na matriz energética e a 86,8% na matriz elétrica, enquanto país avança na implementação de políticas voltadas à transição energética e estabelece meta de até 81% de renovabilidade na matriz energética em 2055.

A geração de energia solar cresceu 24,7% em 2025 no Brasil, enquanto a geração eólica avançou 8,2% e a bioeletricidade, 8,5%. Os dados integram a versão 2026 do Atlas Brasileiro da Transição Energética – Recorte dos Estados, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com cooperação técnica da Agência Internacional de Energia (IEA).

Segundo o Atlas, a expansão das fontes renováveis contribuiu para que a participação de renováveis na matriz energética brasileira chegasse a 49,4% em 2025. Na matriz elétrica, a participação das fontes renováveis alcançou 86,8% no mesmo ano.

Consideradas conjuntamente, a geração eólica e a solar fotovoltaica responderam por 26,4% da geração elétrica total do país em 2025. O Atlas registra ainda uma redução de 5,7% na geração hidráulica, atribuída a condições hidrológicas menos favoráveis, parcialmente compensada pelo aumento da geração termelétrica.

Transição energética

O Atlas destaca que o Brasil mantém uma posição de destaque no cenário internacional da transição energética, apoiada pela participação das fontes renováveis na matriz energética e elétrica. O documento também aponta que o país atualizou sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), estabelecendo como horizonte a neutralidade climática até 2050.

No âmbito institucional, o levantamento destaca a Política Nacional de Transição Energética (PNTE), instituída pela Resolução CNPE nº 5, de 2024, o Plano Nacional de Transição Energética (Plante) e o Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte) como instrumentos estruturados para orientar o processo de transição energética no país.

O Plante estabelece diretrizes de longo prazo para que o Brasil alcance até 81% de participação renovável na matriz energética em 2055. O plano foi submetido a consulta pública entre abril e junho/2026 e prevê ciclos de revisão a cada 4 anos.

País adicionou 14,5 GWp de potência fotovoltaica em 2025, queda de 23% em relação ao ano anterior.

Emissões

O Atlas também apresenta indicadores relacionados às emissões do setor energético. De acordo com o levantamento, o Brasil registra 2,1 toneladas de CO2 equivalente per capita e 67,5 kg de CO2 equivalente por MWh na geração elétrica. O documento destaca que os indicadores são inferiores às médias de Estados Unidos, China e União Europeia.

O Atlas Brasileiro da Transição Energética – Recorte dos Estados é uma base pública de informações sobre políticas, instrumentos e iniciativas relacionadas à transição energética. A plataforma foi desenvolvida pelo MME em parceria com a EPE e conta com cooperação técnica da IEA.

O levantamento é estruturado em 2 eixos. O Eixo Normativo reúne políticas, planos, programas, marcos legais e instrumentos regulatórios federais e estaduais. Já o Eixo Executivo registra projetos, ações e iniciativas em implementação.

A metodologia segue parâmetros de padronização, comparabilidade e rastreabilidade de dados, em linha com recomendações da IEA sobre governança da transição energética. Os registros são organizados por instrumentos de política — políticas, planos, programas, projetos e ações — e por temas relacionados à transição energética.

O que será que nos espera para 2026 no mercado de energia solar fotovoltaica no Brasil?

A edição 2026 utiliza 2025 como ano-base e está dedicada à coleta estruturada das contribuições dos estados e ao cadastramento das informações junto à EPE. A base busca apoiar a formulação de políticas públicas, a cooperação entre os entes federativos e a tomada de decisão baseada em evidências. (pv-magazine-brasil)

Nenhum comentário: