Dados do Setor Solar em 2025
• Crescimento percentual:
Alta de 24,7% na geração em comparação ao ano anterior.
• Volume gerado: 88,1 TWh de
energia solar fotovoltaica.
• Capacidade instalada:
Atingiu 64,8 GW no país.
• Outras fontes renováveis: A
energia eólica registrou um crescimento de 8,2% no mesmo período.
Fontes solar e eólica respondem por 26,4% da geração elétrica brasileira; participação de renováveis chega a 49,4% na matriz energética e a 86,8% na matriz elétrica, enquanto país avança na implementação de políticas voltadas à transição energética e estabelece meta de até 81% de renovabilidade na matriz energética em 2055.
A geração de energia solar cresceu 24,7% em 2025 no Brasil, enquanto a geração eólica avançou 8,2% e a bioeletricidade, 8,5%. Os dados integram a versão 2026 do Atlas Brasileiro da Transição Energética – Recorte dos Estados, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com cooperação técnica da Agência Internacional de Energia (IEA).
Segundo o Atlas, a expansão
das fontes renováveis contribuiu para que a participação de renováveis na
matriz energética brasileira chegasse a 49,4% em 2025. Na matriz elétrica, a
participação das fontes renováveis alcançou 86,8% no mesmo ano.
Consideradas conjuntamente, a geração eólica e a solar fotovoltaica responderam por 26,4% da geração elétrica total do país em 2025. O Atlas registra ainda uma redução de 5,7% na geração hidráulica, atribuída a condições hidrológicas menos favoráveis, parcialmente compensada pelo aumento da geração termelétrica.
Transição energética
O Atlas destaca que o Brasil
mantém uma posição de destaque no cenário internacional da transição
energética, apoiada pela participação das fontes renováveis na matriz
energética e elétrica. O documento também aponta que o país atualizou sua
Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), estabelecendo como horizonte a
neutralidade climática até 2050.
No âmbito institucional, o
levantamento destaca a Política Nacional de Transição Energética (PNTE),
instituída pela Resolução CNPE nº 5, de 2024, o Plano Nacional de Transição
Energética (Plante) e o Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte) como
instrumentos estruturados para orientar o processo de transição energética no
país.
O Plante estabelece diretrizes de longo prazo para que o Brasil alcance até 81% de participação renovável na matriz energética em 2055. O plano foi submetido a consulta pública entre abril e junho/2026 e prevê ciclos de revisão a cada 4 anos.
País adicionou 14,5 GWp de potência fotovoltaica em 2025, queda de 23% em relação ao ano anterior.
Emissões
O Atlas também apresenta
indicadores relacionados às emissões do setor energético. De acordo com o
levantamento, o Brasil registra 2,1 toneladas de CO2 equivalente per
capita e 67,5 kg de CO2 equivalente por MWh na geração elétrica. O
documento destaca que os indicadores são inferiores às médias de Estados
Unidos, China e União Europeia.
O Atlas Brasileiro da
Transição Energética – Recorte dos Estados é uma base pública de informações
sobre políticas, instrumentos e iniciativas relacionadas à transição
energética. A plataforma foi desenvolvida pelo MME em parceria com a EPE e
conta com cooperação técnica da IEA.
O levantamento é estruturado
em 2 eixos. O Eixo Normativo reúne políticas, planos, programas, marcos legais
e instrumentos regulatórios federais e estaduais. Já o Eixo Executivo registra
projetos, ações e iniciativas em implementação.
A metodologia segue parâmetros de padronização, comparabilidade e rastreabilidade de dados, em linha com recomendações da IEA sobre governança da transição energética. Os registros são organizados por instrumentos de política — políticas, planos, programas, projetos e ações — e por temas relacionados à transição energética.
O que será que nos espera para 2026 no mercado de energia solar fotovoltaica no Brasil?
A edição 2026 utiliza 2025
como ano-base e está dedicada à coleta estruturada das contribuições dos
estados e ao cadastramento das informações junto à EPE. A base busca apoiar a
formulação de políticas públicas, a cooperação entre os entes federativos e a
tomada de decisão baseada em evidências. (pv-magazine-brasil)





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