terça-feira, 22 de maio de 2018

Fontes de energia renováveis e não renováveis

Inúmeras são as fontes de energia disponíveis no nosso planeta, sendo que essas fontes se dividem em dois tipos, as fontes de energia renováveis e as não renováveis.
As fontes de energia renováveis são aquelas em que a sua utilização e uso é renovável e pode-se manter e ser aproveitado ao longo do tempo sem possibilidade de esgotamento dessa mesma fonte, exemplos deste tipo de fonte é a energia eólica e solar.
Por outro lado as fontes de energias não renováveis têm recursos teoricamente limitados, sendo que esse limite depende dos recursos existentes no nosso planeta, como é o exemplo dos combustíveis fósseis.
Existem vários tipos de energias renováveis, e cada vez mais, com o constante desenvolvimento das tecnologias e inovações, se descobrem novas formas de produção de energia eléctrica utilizando como fonte os fenómenos e recursos naturais, como é exemplo da recente inovação na criação de um hidrogerador cujo princípio é semelhante ao de um aerogerador, diferindo no facto de o movimento das pás ser provocado pelas correntes marítimas.
Dos vários tipos de energias renováveis existentes iremos tratar apenas de alguns.
A principal fonte de energia existente hoje é o petróleo, mas além de não ser renovável, e ser um dos principais responsáveis pelo efeito estufa o petróleo ainda será motivo de muitas guerras e conflitos entre os países, principalmente aqueles países que dependem muito dessa fonte energética como os Estados Unidos.
Diversas nações do mundo inteiro estão investindo muito dinheiro em projetos que utilizam as fontes de energia alternativa como a energia solar, a energia eólica, a energia geotérmica, o biodiesel, a energia obtida através do hidrogénio, a energia das marés, o etanol e a biomassa.
Essas fontes de energia alternativas citadas são as mais abordadas em projeto para uma menor contribuição para o aquecimento da Terra e também para tentar alcançar cada vez mais uma independência com relação ao petróleo.
Algumas das energias renováveis onde atualmente existe um maior desenvolvimento
• Biomassa: utiliza matéria de origem vegetal para produzir energia (bagaço de cana-de-açúcar, álcool, madeira, palha de arroz, óleos vegetais etc).
• Energia solar: utiliza os raios solares para gerar energia oferece vantagens como: não polui, é renovável e existe em abundância. A desvantagem é que ainda não é viável economicamente, os custos para a sua obtenção superam os benefícios.
• Energia eólica: é a energia gerada através da força do vento captado por aerogeradores. Suas vantagens são: é abundante na natureza intenso e regular e produz energias a preços relativamente competitivos.
• Etanol: é produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar, do eucalipto e da beterraba. Como energia pode ser utilizado para fazer funcionar motores de veículos ou para produzir energia eléctrica. Suas vantagens são: é uma fonte renovável e menos poluidora que a gasolina.
• Biodiesel: o biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores ciclo diesel. Vantagens: é renovável, não é poluente. Desvantagem:  existe o esgotamento do solo.
Ilustração com fontes de energia renováveis
Fontes de energia renováveis
Fontes de energia inesgotáveis ou que podem ser repostas a curto ou médio prazo, espontaneamente ou por intervenção humana.
Estas fontes encontram-se já em difusão em todo o mundo e a sua importância tem vindo a aumentar ao longo dos anos representando uma parte considerável da produção de energia mundial.
Exemplos de Fontes de Energias Renováveis:
•        Energia Hídrica;
•        Energia Eólica;
•        Energia Solar;
•        Energia Geotérmica;
•        Energia das Ondas e Marés;
•        Energia da Biomassa.
Fontes de energia não renováveis
Atualmente, a procura de energia assenta fundamentalmente nas fontes de energia não renováveis, as quais têm tecnologia difundida, mas possuem um elevado impacte ambiental.
Importa inverter esta tendência, tornando o seu consumo mais eficiente e substituindo-o gradualmente por energias renováveis limpas. Exemplos de Fontes de Energias não Renováveis:
•        Energia Do Carvão;
•        Energia do Petróleo;
•        Energia do Gás Natural;
•        Energia do Urânio.
Mas antes de se transformar em calor, frio, movimento ou luz, a energia sofre um percurso mais ou menos longo de transformação, durante o qual uma parte é desperdiçada e a outra, que chega ao consumidor, nem sempre é devidamente aproveitada.
Ciclo de algumas fontes de energia renováveis e não renováveis. (portal-energia)

Podemos obter 100% da nossa energia a partir de fontes renováveis?

Podemos obter 100% da nossa energia a partir de fontes renováveis? Sim, dizem cientistas internacionais em novo artigo.
Existe espaço suficiente para que todas as turbinas eólicas e painéis solares forneçam todas as nossas necessidades energéticas? O que acontece quando o sol não brilha e o vento não sopra? Não renováveis podem desestabilizar a rede e causar apagões? Um novo artigo reúne as evidências para responder a essas perguntas.
Em um artigo de revisão [https://doi.org/10.1016/j.rser.2017.03.114] no ano passado, no periódico de renome Renewable and Sustainable Energy Reviews, Benjamin Heard e seus colegas apresentaram seu caso contra sistemas 100% de eletricidade renovável. Eles duvidaram da viabilidade de muitos dos cenários recentes para altas parcelas de energia renovável, questionando desde sistemas baseados em renováveis que podem sobreviver a eventos climáticos extremos com baixo sol e vento fraco, até a capacidade de manter a rede estável com geração tão variável.
Agora os cientistas reagiram com a resposta aos pontos levantados por Heard e seus colegas. Os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, o Conselho Sul-Africano de Pesquisa Científica e Industrial, Universidade de Tecnologia de Lappeenranta, Delft University of Technology e Universidade Aalborg analisaram centenas de estudos de toda a literatura científica para responder cada uma das questões aparentes. Eles demonstram que não há barreiras no caminho para um futuro 100% renovável.
“Embora várias das questões levantadas pelo estudo do Heard sejam importantes, é preciso perceber que existem soluções técnicas para todos os pontos levantados, usando a tecnologia de hoje”, diz o principal autor da resposta, Dr. Tom Brown, do Karlsruhe. Instituto de Tecnologia. “Além disso, essas soluções são absolutamente acessíveis, especialmente tendo em conta os custos reduzidos da energia eólica e solar”, diz o professor Christian Breyer, da Universidade de Tecnologia de Lappeenranta, que é coautor da resposta.
Brown cita a solução de pior caso de hidrogênio ou gás sintético produzido com eletricidade renovável para os momentos em que as importações, a hidroeletricidade, as baterias e outros estoques não conseguem preencher a lacuna durante os períodos de baixa energia solar e solar durante o inverno. Para manter a estabilidade, há uma série de soluções técnicas, desde a rotação de estabilizadores de grade até novas soluções baseadas em eletrônica. Os cientistas coletaram exemplos de melhores práticas por operadores de rede de todo o mundo, da Dinamarca à Tasmânia.
A resposta dos cientistas apareceu agora no mesmo jornal que o artigo original de Heard e colegas.
“Existem alguns mitos persistentes de que 100% de sistemas renováveis não são possíveis”, diz o professor Brian Vad Mathiesen, da Universidade de Aalborg, que é coautor da resposta. “Nossa contribuição lida com esses mitos um a um, usando as pesquisas mais recentes. Agora vamos voltar ao negócio de modelar cenários de baixo custo para eliminar os combustíveis fósseis do nosso sistema de energia, para que possamos enfrentar os desafios climáticos e de saúde que eles representam”. (ecodebate)

domingo, 20 de maio de 2018

Expansão de renováveis valoriza geração térmica

Alta contratação de eólicas fará com que sistema necessite de energia firme fornecidas por usinas a gás, as movidas a carvão lutam por financiamento e restrições a fonte. Geração térmica estará em debate no Enase nos dias 23 e 24 de maio/2018, no Rio de Janeiro/RJ.
A forte expansão de eólicas e solares que vem sendo aplicada no país nos últimos anos não é motivo de alegria apenas para os agentes dessas fontes. O aumento da participação de fontes intermitentes na matriz traz a necessidade de uma complementação de geração térmica, que desde o leilão A-6 do ano passado viu duas usinas serem leiloadas, além de ver a Prumo Logística assumir uma usina da Bolognesi em construção. “A expansão aqui vai estar calcada com fontes renováveis e complementadas com geração térmica. Acho que vai continuar a ter muita geração térmica no médio e longo prazo”, avisa Xisto Vieira, presidente da Associação Brasileira das Geradoras Termelétricas. A geração térmica será um dos temas em debate na 15ª edição do Encontro Nacional dos Agentes do Setor Elétrico (Enase), que será realizado a partir de 23/05/2018, no Rio de Janeiro (RJ), e segue em 24/05/2018.
De acordo com Vieira, a expansão da fonte térmica na esteira das renováveis é um movimento que também acontece nos países mais desenvolvidos da Europa e nos Estados Unidos. Segundo ele, na Califórnia, a cada 3 MW de renováveis contratados, deve ser contratado 1 MW térmico. Ele acredita que o novo presidente da empresa de Pesquisa Energética, Reive Barros, saberá analisar o nível de penetração das renováveis no país para fazer um planejamento ideal par o setor.
O presidente da Abraget acredita que do total da geração térmica do sistema, uma parte deveria estar na base e outra em térmicas flexíveis para serviços ancilares, como atendimento a intermitências, da ponta e partidas rápidas. “Nós consideramos importante colocar renováveis, mas tem que ter cuidados, que são colocar valor de geração térmica”, explica Vieira. No último leilão A-6, foram viabilizados dois projetos no Rio de Janeiro que somam mais de mil megawatts. No leilão A-6 de agosto, foram cadastrados 39 projetos que somam 28.656 MW.
Sobre o novo modelo do setor, Xisto Vieira acredita que um modelo de leilão em que as especificidades das fontes sejam observadas seria fundamental no novo modelo. Para ele, é difícil a comparação entre os empreendimentos hídricos, eólicos e térmicos. “Cada tipo de fonte tem um atributo diferente. A UTE é mais cara, mas ela dá segurança ao sistema, a EOL tem um custo de operação mais baixo, mas tem a intermitência”, avisa.
Se pelo lado das térmicas a gás a tendência é de crescimento, as termelétricas a carvão têm um cenário mais desafiador. Há a expectativa com dois projetos cadastrados no próximo leilão: o da Ouro Negro (RS – 600 MW) e o Usitesc (SC – 340 MW), que ele espera que sejam viabilizados. Mas para Fernando Zancan, presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral, o maior entrave do carvão hoje no país é o financiamento, já que o BNDES não financia mais projetos desse tipo. “Com isso torna difícil a atração dos investidores”, comenta.
As conversas com o governo federal para o Plano de Modernização do parque Térmico a carvão brasileiro continuam. Segundo Zancan, sem esse plano as usinas vão acabar fechando, o que já está acontecendo, com a desativação de Charqueadas e as fases A e B de Candiota. “Com isso o Brasil perdeu 30% da sua capacidade instalada de carvão “, aponta. Segundo ele, a modernização é importante porque em 2027 o fim da CDE tornará o parque inviável economicamente. Como consequência disso vem o fim da mineração subterrânea do carvão, que vai trazer impactos negativos ao Sul do Brasil.
Lembrando que o carvão mineral é uma das maiores reservas de energia que o Brasil tem, Zancan quer ver aplicada no país tecnologias de alta eficiência e baixas emissões que permitem que a fonte seja usada sem causar danos ao meio ambiente. “Não devemos ser contra as fontes, mas sim ser contra as suas emissões. Se os combustíveis fosseis forem de baixo carbono, porque ser contra eles?”, pondera. Segundo o presidente da ABCM, tecnologias já existentes alcançam 50% de eficiência em usinas da China. A fonte não foi abandonada no mundo e somente o Japão inaugurou oito novas usinas a carvão nos últimos dois anos e deve construir mais 36 para diversificar a sua matriz e fornecer segurança energética para o país.
As políticas de subsídios concedidas à expansão renovável são frisadas por Zancan, que acredita haver uma grande disputa comercial entre as fontes e que se o meio ambiente fosse o foco principal, os investimentos para mitigação dos gases de efeito estufa seriam iguais. “As tecnologias de renováveis receberam desde 2006 cerca de US$ 2 trilhões enquanto as tecnologias de captura de CO2 – CCS só US$ 20 bilhões ou 1% do total”, dispara. Para o executivo, o mundo deve buscar a reduções dos impactos ambientais, mas não estigmatizar uma fonte se ela conseguir mitigar o impacto ambiental. (canalenergia)

Eficiência energética precisa de políticas públicas para crescer

Eficiência energética precisa de políticas públicas para crescer, afirma Abesco.
Envelhecimento do parque industrial brasileiro tem levado país a usar mais energia para a produção de mesmo volume de produtos e serviços que no passado.
A eficiência energética depende mais de políticas públicas do que o desenvolvimento da tecnologia. Essa é a opinião do presidente da Abesco, Alexandre Moana. Segundo ele, é necessário existir a obrigatoriedade de metas para que essa modalidade de “geração de energia” possa realmente decolar no país. Segundo o executivo, que participou de um workshop promovido em 10/04/18 pela Comerc Esco, faltam mecanismos para incentivar a eficiência energética no país. A tecnologia existe e sua mutação é contínua, e isto não é um problema para o crescimento das ações do segmento que representa.
Ainda hoje, comentou ele, investimentos nesse segmento são vistos como gastos e não como medidas de economia de energia e redução de custos. Mas, contou, o efetivo uso da eficiência energética como ferramenta de redução de custos existe em diversos países do mundo. Moana lembrou das características que a eficiência energética apresenta como ser a energia mais limpa e barata porque não depende de investimentos altos e evita aportes em novas usinas. O valor estimado para eficiência está em cerca de US$ 31/MWh cerca de um quarto do gasto com energia nova. “Ao redor do mundo vemos o crescimento de países que adotam políticas para o aumento de eficiência energética. E essas medidas vêm atreladas a uma palavra ‘obrigatoriedade’, sem isso essas ações não aconteceriam em algumas partes do mundo que hoje apresentam avanço nessa área”, comentou.
Segundo dados apresentados pela entidade, apenas 32% do mundo tem alguma política para incentivar a eficiência energética. Portanto, 68% não possuem nenhuma ação voltada a esses investimentos e o Brasil está incluído nesse grupo maior. Por aqui, avaliou, existem oportunidades, mas sem essa obrigatoriedade que as políticas em outras regiões impõe. Uma das possíveis forma de viabilizar a eficiência energética no país, continuou ele, pode se dar pela reforma do setor elétrico que estava em discussão durante a última gestão à frente do MME. O executivo destacou que a continuidade de ações pró mercado podem ser uma sinalização positiva para o mercado. Mas, mesmo assim, Moana salientou que a obrigatoriedade de metas é algo imprescindível para o Brasil conseguir fazer com que a eficiência energética realmente entre na agenda.
Segundo a Abesco, a receita de sucesso para a eficiência energética no Brasil passa ainda pela necessidade de uma forma de medição e verificação adaptada à realidade nacional com programas de etiquetagem de unidades consumidoras, assim como já existem com aparelhos elétricos e até veículos automotores. Marcel Haratz, presidente da Comerc Esco, ressaltou ainda que o Brasil assumiu compromissos na COP 21 de Paris em melhorar a eficiência energética em 10%. Contudo, o país vem apresentando aumento na intensidade de energia primária. Ou seja, está gastando mais recursos para produzir o mesmo produto ou serviço que no ano anterior e essa curva de crescimento é vista desde o ano de 2013 a 2016. Nesse período o crescimento médio foi de cerca de 2%. A comparação fica mais negativa para o Brasil quando se compara os dados de outros países nesse mesmo período. No Japão fica na casa de redução de mais de 2% e na China está 4% menor. A média mundial é de redução de 2% no uso de energia. Os dados são da Agência Internacional de Energia.
A explicação para esse fenômeno vem do fato de que a idade média de máquinas e equipamentos no Brasil está em 17 anos enquanto, por exemplo, na Alemanha que é o benchmark em eficiência energética, é de apenas cinco anos. Com o aumento da idade média é natural que vejamos a redução da produtividade e da competitividade. Outro dado que explica a perda da competitividade em eficiência energética é o gasto per capita com essas ações, por aqui é de US$ 3,29 o que coloca o país em 13° lugar do ranking enquanto a primeira é a Alemanha, com US$ 318,49. Os maiores potenciais de eficientização para 2050 estão no segmento de transportes com 44% e na indústria com 41%, segundo dados da EPE em um estudo de demanda de energia de janeiro de 2016. (ctee)

Empresas estão despreparadas para nova economia energética

Empresas estão despreparadas para nova economia energética revela pesquisa da Schneider electric.
Pesquisa da Schneider Electric revela que empresas estão despreparadas para a nova economia energética.
Estudo realizado com 236 empresas mostra que as organizações se sentem prontas para competir no mercado energético em evolução; mas a prática não reflete essa percepção.
Um novo estudo divulgado pela Schneider Electric, líder global na transformação digital em gestão de energia elétrica e automação, revela que a maioria das organizações se sente preparada para um futuro descentralizado, descarbonizado e digitalizado, mas muitas não têm tomado as medidas necessárias para integrar e promover seus programas de energia e sustentabilidade.
Essa falsa sensação de segurança pode ser atribuída à constatação de que a maioria das empresas ainda adota abordagens bastante convencionais para gerenciamento de energia e ação climática. E os desafios da inovação são ainda mais complicados por conta da coordenação limitada entre os departamentos de compras, operações e sustentabilidade, bem como a coleta e o compartilhamento ineficientes de dados.
81% das empresas fizeram upgrades ou planejamentos de eficiência energética, mas 30% ou menos têm considerado novas oportunidades de energia, como microgrids e resposta à demanda.
De acordo com a pesquisa, das quase 240 grandes empresas (US$ 100 milhões em receita ou mais) de todo o mundo, 85% disseram estar agindo nos próximos três anos para manter seus planos de redução de carbono a níveis competitivos. Mas os projetos que foram iniciados ou estão em desenvolvimento se inclinam fortemente para a conservação de energia, água e resíduos. Fora as energias renováveis, poucas organizações estão implementando estratégias e tecnologias mais avançadas para gerenciar energia e emissões.
As principais descobertas revelam que:
- 81% dos entrevistados têm feito melhorias ou planos de eficiência energética para os próximos dois anos; 75% estão trabalhando para reduzir o consumo e o desperdício de água.
- 51% completaram ou estão planejando projetos de energia renovável.
- Apenas 30% implementaram ou estão planejando ativamente o uso de armazenamento de energia, microgrids, calor e energia combinados - ou alguma mistura de tecnologias.
- Somente 23% têm estratégias de resposta à demanda ou planejam tê-las no curto prazo.
“Estamos no meio de uma grande ruptura na forma como a energia é consumida e produzida”, diz Jean-Pascal Tricoire, CEO da Schneider Electric. “O foco quase universal na conservação é positivo. No entanto, ser um consumidor consciente é apenas uma parte do que é necessário para sobreviver e prosperar. As empresas precisam se preparar para serem participantes ativas do setor de energia, apoiando a produção de energia e interagindo com todos os participantes da cadeia. Aqueles que não conseguirem agir agora serão deixados para trás”, completa.
A primeira barreira em direção ao progresso pode ser o alinhamento interno. 61% dos entrevistados disseram que as decisões de energia e sustentabilidade de sua organização não estão bem coordenadas com as equipes e departamentos relevantes, especialmente nos setores da Indústria e Bens de Consumo. Além disso, o mesmo número de entrevistados disse que a falta de colaboração é um desafio.
O gerenciamento de dados foi citado como outro obstáculo para a gestão integrada de energia e carbono. 45% dos respondentes afirmaram que os dados organizacionais são altamente descentralizados, tratados a nível local ou regional. E entre as pessoas que identificaram "ferramentas/métricas insuficientes para compartilhamento de dados e avaliação de projetos" como um desafio, 65% gerenciam dados a nível local, regional ou nacional - não global.
Líder de serviços gerenciados em nuvem, a britânica Iomart é um exemplo de empresa que aplica uma abordagem integrada, baseada em dados. A empresa trabalha para coordenar eficiência energética e gerenciamento ambiental em toda a rede de Data Centers que possui e opera no Reino Unido.
"Obter dados e inteligência acionável é essencial", aponta Neil Johnston, diretor de operações técnicas da Iomart. "Mas o que acontece depois que você tem a informação também é importante. Nossas equipes de compras, energia e sustentabilidade comparam os dados e desenvolvem estratégias compartilhadas para gerenciar o consumo e as emissões e reduzir os custos. Essa colaboração gerou economias significativas para o negócio e nos ajudou a obter a certificação ISO 50001 e cumprir os requisitos do Compromisso de Redução de Carbono".
A pesquisa também aponta para o progresso em várias áreas
Mais de 50% das empresas entrevistadas iniciaram projetos de energia renovável ou planejam fazê-lo nos próximos dois anos. Os setores de Saúde (64%) e Bens de Consumo (58%) saíram na frente. Além disso, a liderança e os executivos têm um alto grau de envolvimento nesses e outros programas focados em sustentabilidade. 74% disseram que os membros da liderança revisam ou aprovam iniciativas renováveis e de sustentabilidade, por exemplo, indicando que este trabalho é visto como uma prioridade estratégica.
E enquanto o ROI é a referência óbvia para as iniciativas de energia e sustentabilidade, as empresas estão começando a ter uma visão mais ampla e abrangente dos investimentos. Por exemplo, mais da metade dos entrevistados disseram que o impacto ambiental é levado em conta no processo de avaliação. O risco organizacional (39%) é outra consideração importante.
O estudo foi realizado pela GreenBiz Research para identificar como as empresas desenvolvem estratégias ambientais e de energia, coletam e compartilham dados e coordenam os departamentos - uma prática conhecida como Active Energy Management (Gestão Ativa de Energia, em tradução livre).
Os participantes incluem profissionais responsáveis pelo gerenciamento de energia e sustentabilidade, de membros da diretoria até indivíduos. As empresas pesquisadas representam 11 segmentos principais, incluindo Bens de Consumo, Energia/Utilities, Finanças, Indústria, Saúde e Tecnologia. Os resultados de qualquer amostra estão sujeitos a variação.
Sobre a Schneider Electric
A Schneider Electric lidera a Transformação Digital em Gestão de Energia Elétrica e Automação em Residências, Edifícios, Data Centers, Infraestrutura e Indústrias. Com presença global em mais de 100 países, a Schneider é líder absoluta em Gestão de Energia em Média e Baixa tensão, Energia Segura e em Sistemas de Automação. Fornecemos soluções integradas para eficiência, que combinam energia, automação e software. Em nosso Ecossistema global, colaboramos com a maior comunidade de Parceiros, Integradores e Desenvolvedores em nossa Plataforma Aberta, para entregar controle e eficiência operacional em tempo real. Acreditamos que Pessoas Talentosas fazem da Schneider Electric uma grande Empresa, e que nosso comprometimento com a Inovação, Diversidade e Sustentabilidade garante que “Life is On” seja realidade em todos os lugares, para todas as pessoas, em todos os momentos. (segs)