segunda-feira, 4 de julho de 2022

Hidrogênio Verde no Brasil tem futuro

Hidrogênio Verde no Brasil tem futuro, mas precisará vencer desafios.
Demanda por projetos, políticas públicas e custos de certificação foram apontados como pontos a serem suplantados.

O hidrogênio verde, considerado o combustível da transição energética, deverá enfrentar ainda alguns desafios até deslanchar no Brasil e conquistar o seu espaço. Políticas, perspectivas, projetos e custos  sobre o assunto suscitam curiosidade e dúvidas no setor. Camila Ramos, Sócia Diretora da Clean Energy Latin America, mostrou em apresentação durante painel  no Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico em 08/06/2022, que o mercado de H2 verde deve atingir entre 400 e 800 milhões de toneladas por ano em 2050, o que vai representar entre 12% e 22% da demanda total de energia no mundo. Ainda de acordo com ela, cálculo da Agência Internacional de Energia espera que o preço do quilo do h2 verde custa entre €$ 3,40 a €$ 5, enquanto o custo do cinza estaria em €$ 1,5 por quilo. A estimativa é que até 2030 os preços se encontrem.

Levantamento da Bloomberg indica que o Brasil já tem potencial para produzir o H2 verde mais barato do mundo. O custo nivelado ficaria entre US$ 1,7 a US$ 3 o quilo. Em 2030, esse custo cairia para US$ 1 o quilo. Segundo Camila Ramos, o Nordeste brasileiro tem o potencial para oferecer mais de 107 GW de projetos eólicos e solares para produção de hidrogênio verde até 2030.”‘O Brasil tem tudo para ser líder e abraçar esse desafio”, observa.

Ela apresentou ainda estimativas que indicam que o hidrogênio verde será capaz de suprir 14% de toda a demanda energética dos Estados Unidos até 2050. Na União Europeia, que em 2050 quer ter uma economia net zero, o hidrogênio deverá responder por 24% da demanda de energia. Dentro os grandes projetos que já foram anunciados, estão o de HyDeal Ambition, no Oeste da Europa, de 67 GW, o de Aqua Ventus, na Alemanha, com 10 GW, e o de NortH2, na Holanda, também, com 10 GW. Na América do Sul, o projeto Base 1, no Rio Grande do Norte, com 2 GW, e no Chile, o H2 Magallanes, aparecem na lista. Austrália, Japão e China também estão na lista.

Para a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias, Elbia Gannoum, o potencial de atração de investimentos por conta do hidrogênio verde é enorme. Porém ela considera que há muitos projetos de fontes renováveis autorizados, mas com baixa demanda para viabilizá-los. “Nosso problema é gestão do excesso e oferta, temos que ter competência para fazer a gestão da abundância”, avisa. Segundo ela, a associação está de olho nas novas tecnologias como a do H2 verde, porque elas acabam por trazer mercado para a fonte eólica. Ela pediu ainda um olhar sobre o deslocamento da curva de demanda, em um novo patamar para atender a demanda do energético verde que o mundo necessita.

Venilton Tadini, presidente executivo da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base, salientou a importância do H2 verde para o futuro. De acordo com ele, o movimento de transição energética foi acelerado por eventos com a COP, a pandemia e a Guerra da Ucrânia. Ele considerou importante que já se estude as cadeias de produção do hidrogênio para acelerar a eficiência do custo da produção e das condições de armazenagem e transporte do energético. “A estrutura que temos hoje é cara para transportar o H2 Verde e pode pôr em risco a própria viabilidade do projeto, principalmente se destinado a exportação”, avisa.

O executivo da Abdib vê o Brasil como exportador, mas desde que se prepare de modo adequado, com políticas públicas que permitam a inovação no segmento. Ele sugeriu uma política industrial para o setor, mas com a dosagem certa para propiciar o desenvolvimento em ritmo adequado, ao contrário do que aconteceu em setores como as telecomunicações e o petróleo da camada pré-sal. “O Brasil oscila em desvarios de ou excesso de proteção ou falta de entendimento do que é desenvolvimento em novos segmentos com papel de indução do estado em novos segmentos”, explica.

Um grupo de trabalho da Associação Brasileira de Energia Solar e Fotovoltaica contratou um estudo estratégico para mapear os gargalos que as novas tecnologias, como o hidrogênio verde, passarão para ser implantadas no país. Segundo o presidente executivo da associação, Rodrigo Sauaia, caso pontos básicos como segurança jurídica e o custo dos eletrolisadores a preço de mercado não estiverem equacionados, o potencial não será revertido em benefícios.

Assim como a presidente da ABEEólica, ele também pediu demanda, mas também pleiteou o acesso a crédito e políticas pública adequadas que permitam que o mercado esteja confiante para investir na tecnologia. “Se não tem demanda, não adianta ter política pública, porque não vai ter para quem vender o seu produto, seja hidrogênio, amônia ou outros que podem ser produzidos através dele”, comenta. Sauaia também citou os memorandos de entendimento que vem sendo assinados pelos estados. Ceará, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte e Piauí são alguns deles.

Hidrogênio verde, possível combustível do futuro.

Carlos Brandão, presidente da Associação Brasileira de Armazenamento e Qualidade da Energia, classificou o H2 verde como uma indústria de transformação e não de exploração como óleo e gás, mas que será muito competitiva e com taxas de retornos menores. Ele chamou atenção para o custo da certificação do hidrogênio verde. “Isso vai ser uma trava, vai custar muito dinheiro para a gente. Estamos muito atrasados”, aponta. Outro custo alertado foi o dos eletrolisadores, que hoje são na sua maioria produzidos na China. (canalenergia)

Brasil pode ‘partir para o escambo’ e trocar alimentos por combustível

Na falta de diesel, Brasil pode ‘partir para o escambo’ e trocar alimentos por combustível, sugere Bolsonaro.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou em 07/06/2022 que, na hipótese de faltar diesel para abastecer o mercado interno, o Brasil poderá "partir para o escambo", trocando alimentos por combustível.

"Vou falar um absurdo para você aqui. Podemos partir para o escambo, a troca. Tem país que refina petróleo e tem diesel em abundância, nós temos alimentos. O que é mais importante, alimento ou comida? Os dois são importantes. Mas a comida é mais importante", disse, em entrevista ao "SBT News".

"Nós alimentamos mais de 1 bilhão de pessoas mundo afora. Então, nós damos garantia alimentar para nós e para grande parte da população. Então, nós temos como medidas partir até mesmo para o escambo. Logicamente, que se esta guerra [entre Rússia e Ucrânia] acabar lá fora, tudo, no meu entender, volta à normalidade", disse.

Sobre a dependência externa do Brasil para combustível refinado, o presidente defendeu a necessidade de se investir em refinarias próprias. "Neste momento, acredito que nós deveríamos colaborar a fazer refinarias no Brasil, para daqui a 4, 5, 6 anos não estejamos passando uma crise como estamos passando agora. Se lá fora não tiver refino, vai faltar diesel no mundo todo", comentou.

Sobre a proposta apresentada em 06/06/22, de compensação pelo governo federal para que os Estados zerem alíquotas de ICMS do diesel e gás de cozinha, o presidente pediu sensibilidade aos parlamentares que analisarão a PEC e aos governadores. Disse ainda que poderá acionar órgãos do governo, como Ministério da Justiça e ANP, para assegurar que a redução de impostos chegue na prática ao preço final.

"Com redução de impostos, tenho certeza que vamos conseguir na ponta da linha baixa o combustível", frisou.

Representantes dos supermercados

Bolsonaro relatou ter conversado com empresários do setor de supermercados nessa terça e que fez apelo para que haja uma redução nos preços dos alimentos, em especial produtos da cesta básica.

"Vamos colaborar todos neste momento de crise. Acho que vamos ter resposta brevemente de redução da cesta básica", disse, na entrevista.

Questionado sobre a possibilidade de aumentar o piso de R$ 400 do Auxílio Brasil, Bolsonaro disse que neste ano a lei impede alteração, mas um reajuste é possível para o ano que vem. (biodieselbr)

CTG Brasil vai anunciar projetos eólicos e solares em 2022

Companhia vai ampliar parque gerador para além dos dez estados de atuação, mirando principalmente Bahia e Minas Gerais.

A CTG Brasil segue imbuída em sua estratégia de diversificar o portfólio hídrico e deve anunciar nos próximos meses novos investimentos em parques de geração eólica e solar, disse o vice-presidente corporativo da companhia, José Renato Domingues, durante apresentação no segundo dia do Enase 2022, evento promovido pelo Grupo CanalEnergia/Informa Markets no Rio de Janeiro.

O executivo ressaltou que acredita muito nos potenciais de crescimento do Brasil e que o investimento nesse ano nas fontes complementares ampliará a atuação da empresa em relação aos atuais dez estados brasileiros onde possui ativos, focando principalmente em projetos na Bahia e Minas Gerais.

“Transição energética é nosso core bussiness, em ter no mundo só fontes a partir da água, sol e vento, além de todo arcabouço tecnológico e de eficiência que buscamos nas operações”, resume, afirmando que as grandes companhias têm o dever de discutirem pontos importantes e trazerem perspectivas para o setor.

A geradora opera atualmente 14 usinas hidráulicas e possui participação em 11 parques eólicos. Nesse ano abriu uma consulta no Rio Grande do Norte para o hidrogênio verde, tendo recebido projetos relacionados a todos os pontos da cadeia do vetor. “Não basta ter a energia para o H2, mas sim a eletrólise e infraestrutura para produção e escoamento”, ressalta.

Outro processo mais recente realizado junto ao SENAI foca no armazenamento, tanto por baterias atuais como químicas e físicas, mas também olhando as usinas reversíveis no futuro.

Geradora opera 17 usinas hídricas, participações em 11 parques eólicos e mira novos projetos na Bahia e Minas Gerais.

Mercado livre

Já na parte de comercialização, o grande desafio do ponto de vista regulatório e operacional para Domingues é fazer com que a experiência do consumidor melhore nos próximos anos, com potenciais para digitalização e experiência de compra da energia. Para ele nesse ponto o segmento ficou para trás em relação a outros, como o de Telecomunicações. “Estamos mais ou menos como estava o setor de Telecom há 20 anos”, avalia.

Segundo o VP as plataformas digitais, estão prontas e o que é precisa no momento é uma regulação bem desenhada para que as trocas e serviços entre os agentes aconteçam da forma mais rápida e segura possível. No caso o ambiente digital da empresa está pronto desde abril do ano passado e objetiva levar à companhia ao próximo passo no ACL, com expectativa de olhar entre 150 mil e 200 mil empresas entrando nesse mercado, um consumidor que não é final, mas que certamente irá mudar o perfil e forma de fazer negócios.

“Discutimos contratos por dias, através das áreas jurídicas dos clientes, o que irá mudar radicalmente, além de ter um cliente que está acostumado a comprar utilities em quatro cliques e que precisa continuar tendo essa experiência de usuário”, comentou.

Sobre a aprovação do PL 414, o executivo destacou que a celeridade do processo irá concorrer com a agenda parlamentar de festas juninas, recesso em julho e início do período eleitoral em agosto, sem contar a Copa do Mundo no fim do ano, mas que não deve atrapalhar tanto o trabalho dos deputados e a responsabilidade da Câmara.

Como última mensagem, Domingues disse que a conjuntura atual do setor aponta para uma exigência de cooperação de outros setores, como o petroleiro e offshore para a eólica e o hidrogênio verde, que podem colocar o país no mercado global de energia, o que irá exigir preço, eficiência e competitividade. (canalenergia)

sábado, 2 de julho de 2022

Os 10 carros elétricos mais baratos à venda no Brasil

Entre os carros elétricos mais vendidos no Brasil está o Nissan Leaf.

• Os carros elétricos bateram recorde de venda no Brasil em 2021;

• O Nissan Leaf foi o mais vendido, com 439 emplacamentos;

• No primeiro trimestre de 2022, houve um aumento de 115% no número de emplacamentos de carros elétricos e híbridos.

No ano passado, os carros elétricos bateram recorde de venda no Brasil. Foram 2.860 emplacamentos, alta de 257% em relação ao ano de 2020, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) e Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Os carros elétricos que foram destaque em 2021 incluem o Nissan Leaf como o mais vendido, com 439 emplacamentos, seguido pelo Porsche Taycan, com 379 unidades vendidas e complementando o top 3, o Volvo XC40 Pure Electric com 375 carros vendidos. Este último foi um estreante no mercado e já marcou presença entre os mais comercializados.

Em 2022, as vendas de carros elétricos e híbridos seguem batendo recorde. Só no primeiro trimestre, houve um aumento de 115% no número de emplacamentos. De acordo com a ABVE, a frota de automóveis eletrificados no Brasil já soma 86.986 unidades, considerando os dados de janeiro de 2012 a março deste ano.

A revista Carro listou os 10 veículos elétricos mais baratos à venda no país confiram a seguir:

1.      Renault Kwid E-Tech

2.      JAC E-JS1

3.      JAC E-JS1 EXT

4.      Renault Zoe E-Tech Intense

5.      Mini Cooper S E

6.      Fiat 500e Icon

7.      JAC E-JS4

8.      Peugeot 208 e-GT

9.      JAC E-J7

10.    Nissan Leaf

Renault Kwid E-Tech

Preço: R$ 142.990

Autonomia: 265 km em uso misto ou 298 km em uso urbano (norma SAE J1634)

Potência: 65 cv

JAC E-JS1 EXT

Preço: R$ 164.900

Autonomia: 302 km (norma NEDC)

Potência: 62 cv

JAC E-JS1 EXT

Preço: R$ 179.900

Autonomia: 302 km (norma NEDC)

Potência: 62 cv

Renault Zoe E-Tech Intense

Preço: R$ 239.990

Autonomia: 385 km (norma WLTP)

Potência: 135 cv

Mini Cooper S E

Preço: R$ 249.990

Autonomia: 234 km (ciclo WLTP)

Potência: 184 cv

Fiat 500e Icon

Preço: R$ 255.990

Autonomia: 320 km

Potência: 118 cv

JAC E-JS4

Preço: R$ 264.900

Autonomia: 420 km (norma NEDC)

Potência: 150 cv

Peugeot 208 e-GT

Preço: R$ 265.990

Autonomia: 340 km (WLTP)

Potência: 136 cv

JAC E-J7

Preço: R$ 274.900

Autonomia: 402 km (norma NEDC)

Potência: 193 cv

Nissan Leaf

Preço: R$ 293.790

Autonomia: 389 km (norma NEDC)

Potência: 149 cv

(yahoo)

Embraer finaliza negociação ter energia 100% renovável

Meta ESG foi antecipada de 2025 para 2024.
A Embraer finalizou um contrato de compra de energia elétrica que assegura que 100% da eletricidade adquirida pela companhia no Brasil sejam de fontes renováveis a partir de 2024. Com isso, a Companhia conseguirá antecipar em um ano o compromisso público anunciado pela empresa, previsto inicialmente para 2025.

“Esta ação representa um novo marco para a empresa e reforça o compromisso da Embraer com as práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) na transição para um modelo de negócio de baixo carbono”, disse o Vice-Presidente de Pessoas, ESG e Comunicação da Embraer, Carlos Alberto Griner.

Embraer usará 100% de energia renovável a partir de 2024.

Com a aquisição do Certificado de Energia Renovável (CER) para 2024, a Embraer vai zerar as emissões de carbono “Escopo 2” no Brasil, passando a comprar toda a eletricidade utilizada de fontes solar e eólica, além de contribuir para o crescimento do mercado de energia renovável. Em 2021, a Embraer consumiu cerca de 170.000 MWh globalmente, a maior parte deste consumo (67%) no Brasil.

Vale lembrar que em agosto do ano passado, a Embraer anunciou metas ESG como parte de seu compromisso com um futuro sustentável. As metas incluem operações neutras em carbono até 2040, 100% de utilização de energia renovável até 2025 no Brasil, que acaba de ser antecipada para 2024, e nas operações globais até 2030, além de maior adoção de combustível sustentável de aviação (SAF) e desenvolvimento de tecnologias e produtos de baixa ou zero emissão de carbono, como propulsão elétrica, híbrida, SAF e hidrogênio.

“O ESG é um dos pilares do nosso plano estratégico e temos um programa amplo com diversas frentes e estamos buscando todas as oportunidades para acelerar a redução das nossas emissões de carbono”, finalizou Griner. (canalenergia)