sexta-feira, 18 de maio de 2018

CE recebe mais de R$ 878 mi em projetos de energia eólica

Ceara recebe mais de R$ 878 mi em projetos de energia eólica.
Estado foi o segundo maior beneficiado do País pelo banco no ano passado; recursos vêm de green bonds.
Dois parques eólicos cearenses foram beneficiados pelo financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento, com recurso obtido através de capital estrangeiro, na listagem de títulos na Bolsa Verde de Luxemburgo.
Reduto da geração de energias limpas e renováveis, o Estado do Ceará foi o segundo maior beneficiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2017 em financiamento de investimentos relacionados com projetos de energia eólica. A instituição financeira captou US$ 1 bilhão no mercado internacional em green bonds, isto é, títulos de investimento voltados para projetos ambientalmente responsáveis, e aportou R$ 878,062 milhões em dois parques no Ceará.
Ontem, o BNDES divulgou pela primeira vez o Relatório Anual Green Bond, que mostra detalhes sobre os resultados da listagem de títulos verdes na Bolsa Verde de Luxemburgo. A instituição foi o primeiro banco brasileiro a emitir green bonds.
"Esses títulos promovem a reputação do BNDES no apoio à geração de energia renovável. Também consolidam a presença internacional do Banco e oferecem uma série de vantagens, tais como reforçar a prioridade atribuída à sustentabilidade socioambiental; divulgar as melhores práticas de gestão social e ambiental; e incentivar o acesso de outros emissores brasileiros ao mercado de green bonds", afirmou o banco, na publicação.
Divisão
Para o Ceará, foram destinados R$ 652,522 milhões para a usina Rio Energy 1, em Itarema e outros R$ 225,540 milhões para o complexo Servtec 2 (Bons Ventos da Serra 2), localizado nos municípios de Ubajara e Ibiapina. Na primeira, que tem capacidade instalada de 207MW, houve redução de 66.248 toneladas deCO2 Eq ao ano. Na segunda, que ainda está em fase final de implantação e deverá operar neste ano, a capacidade de geração instalada é de 86,1 MW, e a redução prevista é de 23.292 toneladas de CO2Eq ao ano.
Segundo o BNDES, os recursos líquidos da emissão e venda dos green bonds totalizaram US$ 993.901.395 após a dedução das despesas da oferta, o correspondente a R$ 3.166.271.674.
"Os recursos foram totalmente lastreados em oito projetos de geração de energia eólica que totalizam 1.323 MW de capacidade instalada, o que corresponde a uma projeção de 421.608 toneladas de CO2 equivalente evitadas ao ano".
O título emitido pelo BNDES no mercado internacional expira em 2024 e tem um cupom de 4,75% ao ano.
Capacidade
O secretário-adjunto de Energia da Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra), Adão Linhares, exaltou a capacidade do Ceará no cenário de geração de energia limpa, que culminou na visibilidade para investimentos no setor. "Isso é o resultado não somente do posicionamento do Estado do Ceará como um estado com condições de investimento em energia eólica confiáveis, do ponto de vista de ventos, logística, de atração de investimentos no estado, mas também da iniciativa privada. Tem muito da atuação do Estado na atração desses investimentos para cá. A situação de gargalos de linha de transmissão está deixando de existir, prova foi o resultado do leilão em abril".
Na opinião de Linhares, a posição de destaque do Ceará acaba influenciando positivamente inclusive na captação de recursos por parte de estados vizinhos, como Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte. "Como potencial de geração de energia eólica no Ceará está se descobrindo mais agora o Interior. O Ceará é campeão em termos de potencial de geração. Tanto é de potencial bom que beneficia até os estados vizinhos, próximos às chapadas do Araripe, do Apodi e da Ibiapaba", apontou. (diariodonordeste)

EDF vence leilão para construir usina de energia eólica na BA

A partir de 2021, empresa francesa vai comercializar produção de nova usina a 350 km a noroeste de Salvador, com capacidade para gerar 114 megawatts.
Energia eólica: usina se beneficiará de contratos de compra de eletricidade por 20 anos, com 17 distribuidores.
A companhia francesa EDF anunciou nesta segunda-feira que ganhou um leilão público para comercializar eletricidade procedente de uma usina de energia eólica no estado da Bahia, que estará pronto em 2021.
Em comunicado, a EDF afirmou que a central, cujo investimento não foi divulgado, começará a ser construída em 2019 no estado da Bahia, a 350 quilômetros ao noroeste de Salvador.
A usina gerará 114 megawatts, equivalente ao consumo anual elétrico de 290 mil lares.
“A futura instalação se beneficiará de novos contratos de compra de eletricidade durante 20 anos assinados com 17 distribuidores de eletricidade no Brasil”, acrescentou a companhia.
A EDF lembrou que em apenas três anos de presença no Brasil já é uma das líderes desse mercado, onde conta com 700 megawatts em carteira, somando projetos solares e eólicos em operação e em construção.
A empresa francesa detalhou que neste ano finalizará a construção de um parque eólico para 117 megawatts, perto da sua instalação eólica de Ventos da Bahia, de 66 megawatts, em funcionamento desde o final de 2017.
Além disso, iniciará a construção “do maior complexo solar” de América Latina, Pirapora (Minas Gerais, sudeste do Brasil), que terá uma capacidade de 400 megawatts.
O grupo EDF tem seu grosso de negócio na energia nuclear, embora conte com uma carteira notável de projetos eólicos, especialmente na Europa, e expressou sua intenção de duplicar sua produção de renováveis antes de 2030. (abril)

Energia eólica pode chegar a 840 GW em 2022

Energia eólica pode chegar a 840 GW em 2022, aponta GWEC.
Mundo adicionou 52 GW eólicos em 2017, alcançando 539 GW de capacidade instalada.
Leilão A-4: começa a disputa por contratos para 2022.
EPE habilitou 1.672 projetos que somam 48,7 GW de capacidade instalada.
O leilão de energia nova A-4 acabou de iniciar a disputa. O certame é realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica e operacionalizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica via internet a partir de São Paulo. O objetivo é contratar energia proveniente de novos empreendimentos com início de suprimento em 1º de janeiro de 2022.
A perspectiva do governo é de que haja uma forte disputa entre os habilitados já que a expectativa é de que a demanda não seja tão elevada quanto o mercado deseja. E, sendo assim, a concorrência deve ser acirrada entre os postulantes aos CCEARs que serão fechados.
Disputam leilão empreendimentos das fontes hidrelétrica, eólica, solar fotovoltaica e termelétrica a biomassa. Os contratos são nas modalidades por disponibilidade com suprimento de 20 anos para os empreendimentos eólicos, fotovoltaicos e termelétricos, e por quantidade de energia para empreendimentos hidrelétricos, com prazo de suprimento de 30 anos.
A margem de escoamento de transmissão será utilizada como critério de classificação. Empreendimentos que entraram em operação comercial até a data de publicação do edital não poderão participar do certame. Os preços iniciais por empreendimento são: hidrelétrica a partir de R$ 291/MWh, para eólicas de R$ 255/MWh, para a solar de R$ 312/MWh e termicas a biomassa de R$ 329/MWh.
Para este leilão, a EPE cadastrou 1.672 projetos de 20 estados, totalizando 48.713 MW de potência instalada. Desse montante, 931 projetos referem-se a empreendimentos eólicos, 620 solares fotovoltaicos, 67 PCHs, 23 CGHs, três UHEs e 28 termelétricas a biomassa. (canalenergia)

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Energia eólica revoluciona matriz energética no Uruguai

1º na América Latina e 4º no mundo na quantidade de geração de energia elétrica coberta com fonte eólica.
Parque Eólico BX.
Em março, o vento venceu a água pela primeira vez. Durante o terceiro mês do ano, a energia eólica tornou-se a primeira fonte de geração de eletricidade no Uruguai, deslocando a hidráulica para o segundo lugar. Os 40,96% da energia em março foram gerados pelo vento, seguido por água com 38,77%, biomassa de resíduos florestais e casca de arroz (9%), térmica (7,65%) e fotovoltaica (4,65%) explicou o restante, de acordo com as informações disponíveis no site da empresa elétrica do país (UTE).
No fim do ano passado, foram instalados mais parques eólicos que permitiram ao país alcançar e se aproximar ainda mais das metas propostas para 2020 em energias renováveis, estabelecidas na Política Energética (2005 a 2030) da nação. Hoje, o Uruguai possui 43 centrais de geração, capazes de abastecer mais de 35% da população.
Em uma década, o Uruguai tornou-se o país com maior proporção de eletricidade gerada a partir da energia eólica na América Latina e quarto no mundo, segundo o relatório “Renovable 2017: Report Global”, elaborado pela REN 21 (Veja p. 89, na figura 29: http://www.ren21.net/wp-content/uploads/2017/06/17-8399_GSR_2017_Full_Report_0621_Opt.pdf).
Com isso, o país reduziu sua vulnerabilidade às mudanças climáticas e às crescentes secas que afetam as hidroelétricas, bem como reduzir os custos de geração e cumprir os compromissos firmados em fóruns internacionais como Paris e Marrocos.
Hoje, mais de 95% do país é abastecido com energias renováveis: hidroelétrica, solar, biomassa e eólica. Para alcançá-lo, foram investidos US $ 2.700 bilhões na mudança da matriz energética, dos quais US $ 1.800 bilhões foram destinados a infraestrutura para energia eólica.
O progresso da energia eólica no Uruguai foi feito graças a um conjunto de medidas e condições favoráveis: um esquema de benefícios fiscais, a disponibilidade de recurso eólico, processos competitivos de contratação transparentes, forte rede de infraestrutura viária, portuária e eletricidade, e fundamentalmente, um consenso político-social que garanta a continuidade e solidez do desenvolvimento energético como prioridade do Estado. (ecodebate)

Pele de tubarão pode aumentar eficiência de turbinas eólicas

Pele de tubarões pode tornar aviões e automóveis maia rápidos.
A pele dos tubarões pode ajudar a projetar melhores aviões, drones, automóveis ou turbinas eólicas, segundo estudos que estão a ser desenvolvidos por biólogos e engenheiros da Universidade de Harvard, Estados Unidos.
Em colaboração com investigadores da Universidade da Carolina do Sul, a equipa de Harvard procura construir máquinas mais aerodinâmicas inspirando-se na pele dos tubarões e nos seus dentículos, pequenas placas ósseas que tornam a pele áspera (parecida a uma lixa), mas que permitem aos tubarões nadar com menos resistência da água.
Os investigadores estão a criar uma nova estrutura "bio inspirada" que pode ajudar o desempenho aerodinâmico de automóveis ou de aviões, à semelhança do que já aconteceu com vestuário de natação que imita a pele do tubarão, e testaram 20 configurações diferentes de tamanhos de dentículos. E descobriram que além de reduzir o atrito as estruturas formadas com a "pele de tubarão" aumentavam significativamente a sustentação, atuando como geradores de vórtices de alta potencia e baixo perfil.
Um gerador de vórtice é um objeto que produz um movimento rápido em espiral de um fluido. Existem por exemplo em automóveis ou nos aviões (pequenas laminas verticais nas asas). Alteram o fluxo do ar sobre a superfície de um objeto em movimento e assim tornam-no mais aerodinâmico.
Segundo o estudo, publicado na revista académica "Journal of the Royal Society Interface", esses geradores de vórtices inspirados na pele dos tubarões conseguem melhorias de 323% quando comparados com um perfil aerodinâmico sem geradores de vórtice.
Os investigadores lembram que tubarões e aviões nem são assim tão diferentes já que ambos são projetados para se mover de forma eficiente num fluido, água ou ar, usando as formas dos seus corpos para se sustentar e para diminuir o atrito. A diferença é que os tubarões têm 400 milhões de anos de avanço no processo evolutivo do design.
"A pele dos tubarões é coberta por milhares e milhares de dentículos, que variam de forma e tamanho ao longo do corpo", lembrou George Lauder, professor de Ictiologia e de Biologia e um dos autores da investigação.
Até agora têm sido feitas investigações sobre as propriedades dos dentículos na redução do atrito, mas a nova investigação quer saber como eles influenciam também a sustentação, explicou Mehdi Saadat, outro dos autores do trabalho.
Na investigação os responsáveis contaram com a colaboração de uma equipa de engenheiros de Harvard e inspiraram-se no tubarão Anequim, ou Sardo, (Isurus oxyrinchus), o tubarão mais rápido do mundo.
Os dentículos do Anequim têm três cristas, como um tridente, que a equipa formou e modelou em três dimensões socorrendo-se de uma micro-tomografia computorizada. O resultado em 3D foi impresso na superfície de uma asa com uma secção transversal aerodinâmica curva, o chamado perfil alar ou aerofólio.
August Domel, outro dos autores do artigo, explicou que o objetivo é testar essas estruturas para perceber que efeito têm na sustentação a no atrito e as aplicações que podem ter em aviões, drones ou turbinas eólicas. (dn)