terça-feira, 14 de junho de 2022

Brasil precisa de ¾ de energia limpa e dobrará agrofloresta

Brasil precisa de ¾ de energia limpa e dobrar agrofloresta para bater meta.

Brasil precisa de ¾ de energia renovável e dobrar agrofloresta para cumprir a meta climática.

Estudo mostra que País tem de evitar que 21 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente sejam despejadas no ar para atingir objetivo prometido na Cúpula do Clima. (ehtrend)

Shell anuncia planta de H2 verde no Porto do Açu

Projeto piloto regulado pela ANP começa com 10 MW em 2025 e pode chegar depois a até 100 MW.

A Shell Brasil e o Porto do Açu assinaram um Memorando de Entendimento para o desenvolvimento conjunto de uma planta-piloto para produção de hidrogênio verde nas instalações portuárias no norte fluminense. “O projeto funcionará como um laboratório de pesquisa para desenvolver aprendizado, realizar testes de descarbonização e impulsionar a indústria no país, desde os fornecedores da tecnologia, passando pelo domínio da operação e a formação de mão-de-obra especializada”, afirma a nota enviada à imprensa em 19/05/2022.

O empreendimento deve ficar pronto em 2025 e terá capacidade inicial de 10 MW, podendo chegar a 100 MW obedecendo o plano de expansão da unidade. Inicialmente a energia oriunda da rede nacional será conectada à planta de eletrólise, que terá como principal produto o hidrogênio renovável. Parte deste H2 gerado será destinado à armazenagem e posterior envio a potenciais consumidores. O remanescente será direcionado à planta de geração de amônia.

Porto do Açu (RJ) reúne pelo menos três projetos para construção de plantas de H2 verde (Porto do Açu)

Os recursos para a construção da unidade vêm da cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação (PD&I) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que determina a aplicação obrigatória de um percentual da receita bruta da produção, em projetos que estimulem a pesquisa e a adoção de novas tecnologias no setor de energia. A multinacional deverá investir entre US$ 60 milhões e US$ 120 milhões em PD&I em 2022.

Globalmente a Shell tem projetos de geração de hidrogênio na Alemanha, Países Baixos e China. Já o Porto do Açu é uma plataforma multinegócios, desenvolvida pela Prumo Logística, controlada pela EIG Energy Partners, investidor institucional em energia e infraestrutura. O ativo portuário já possui outras iniciativas envolvendo o vetor energético, além das fontes solar e eólica offshore.

Porto do Açu planeja primeira usina de hidrogênio verde do país. (canalenergia)

domingo, 12 de junho de 2022

Brasil deverá contribuir para mercado de hidrogênio verde

Executivos acreditam em potencial do hidrogênio verde no Brasil, porém cadeias de fornecimento deverão estar preparadas.

Debate sobre o hidrogênio verde e o seu papel na matriz energética apontou novamente o Brasil como exportador líder nesse segmento. Durante o Congresso Mercado Global de Carbono, realizado no Rio de Janeiro, Agnes Maria da Costa, Chefe da Assessoria Especial em Assuntos Regulatórios do Ministério de Minas e Energia, declarou que temos que ter atenção para certificar o hidrogênio e sermos exportadores. “A nossa meta é descarbonizar e usar os vetores energéticos da melhor forma possível”, disse.

Agnes ainda destacou que o Brasil tem muitos caminhos viáveis para seguir e que o Ministério do Meio Ambiente tem sido bastante atuante nisso e que está no bom caminho.

Paulo Alvarenga, executivo da Thyssenkrupp, afirmou que o Brasil pode contribuir muito com esse mercado e ser um player de hidrogênio verde. “Nós vemos uma grande alavanca de crescimento e podemos reposicionar o Brasil num cenário global, porém o desafio será grande para as cadeias de fornecimento, pois elas não estão preparadas”, ressaltou. Ele ainda revelou que a companhia pretende substituir o carvão por hidrogênio verde em sua planta até 2030.

Já Marcus Silva, representante da Air Products, destacou a questão da segurança. “O processo de criar infraestrutura para o hidrogênio verde requer investimentos altos e os investidores precisar ter segurança fiscal e regulatória. Os agentes precisam se sentir seguros para investir no Brasil”, explicou. Ele ainda explicou que a segurança tem que vir de uma política de estado, como o Chile tem feito.

Para finalizar, Sandra Barba, Desenvolvimento BD Brasil Enel Green Power, acredita que o Brasil tem muitas oportunidades em renováveis e ela acredita que o hidrogênio verde irá impulsionar as renováveis. (canalenergia)

Eólica tem recorde de nova capacidade instalada em 2021

Foram instaladas 104,7 GW divididos em quase 30 mil turbinas em todo o mundo, destaque para Vestas e Goldwind que mantiveram os dois primeiros lugares no ranking.
Os fabricantes de turbinas eólicas forneceram um novo volume recorde. Segundo dados anuais do Global Wind Energy Council (GWEC), 30 empresas instalaram 104,7 GW de nova capacidade em 2021, apesar das contínuas interrupções causadas pela pandemia de Covid-19 e pela crescente pressão dos aumentos de preços das commodities e problemas logísticos. Mesmo com esse volume, os resultados financeiros ficaram piores devido a um ambiente de preços classificado como ultracompetitivo, custos externos mais altos e gargalos contínuos que estão impedindo uma expansão mais rápida da energia eólica.

Foram instaladas 29.234 turbinas eólicas em todo o mundo, 18 fabricantes são da Ásia-Pacífico e 9 da Europa. Dentre esses a Vestas apresentou um ano recorde e permanece como o maior número de instalações, realizando 17,7% do total registrado. A chinesa Goldwind seguiu em segundo lugar com 11,8%, mantendo sua posição desde 2020, enquanto a Siemens Gamesa também teve um ano recorde com 9,7% de participação no mercado global, subindo duas posições para o terceiro lugar em 2021. Outra empresa chinesa, a Envision, está quarto com 8,65% do mercado de 2021. A GE Renewable Energy completa os cinco primeiros com 8,55% do mercado.

Em diversificação de atuação, a Vestas e a Siemens Gamesa lideram com 37 e 32 países entregues, respectivamente. A GE chegou a 22 mercados em 2021, enquanto a Goldwind e a Envision atingiram apenas sete e três mercados, respectivamente.

A tendência ascendente no diâmetro do rotor continua desde o ano passado. A capacidade nominal média das novas turbinas instaladas em 2021 ultrapassou a marca de 3,5 MW enquanto o rotor com tamanho superior a 140 metros respondeu por mais de 58% das novas instalações. Na análise do GWEC, isso se deve principalmente ao fato de a indústria eólica ter um ano recorde em novas instalações para a modalidade offshore, enquanto turbinas eólicas terrestres maiores foram instaladas na China depois que seu mercado eólico onshore entrou na era da paridade de rede a partir de 2021.

As turbinas eólicas de velocidade média continuam a ganhar popularidade, mostram os dados, com sua participação no mercado global aumentando para 9,7% em 2021, um aumento de 3,6% em relação a 2020. Neste nicho, a Mingyang e Vestas continuam sendo os principais fornecedores do trem de força de turbina. A Goldwind, fornecedora número um do mundo de turbinas eólicas de acionamento direto, e a Sewind, fornecedora líder de turbinas eólicas offshore da China, instalaram suas turbinas comerciais de velocidade média em 2021 pela primeira vez.

O número de fornecedores de turbinas caiu de 35 em 2020 para 30 em 2021, mostrando uma maior consolidação do mercado do lado da oferta, mas os seis principais OEMs de turbinas eólicas perderam 3% de participação de mercado em 2021, à medida que os OEMs de turbinas chinesas de nível 2 e 3 ganharam mais participação de mercado durante a corrida de instalação na China.

Mudanças climáticas

De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), o mundo precisa adicionar cerca de 390 GW de energia da geração eólica até 2030 para manter o mundo no caminho certo para limitar o aquecimento a 1,5°C. O Global Wind Report 2022 do GWEC apontou que as instalações precisam quadruplicar até 2030 para manter o mundo no caminho para atingir esse número. E que esses números só podem ser alcançados com o apoio de um mercado que forneça energia limpa, empregos e trabalhe em mercados financeiros livres de combustíveis fósseis.

Na avaliação de Ben Backwell, CEO do GWEC, o recorde em instalações é “um testemunho do papel fundamental que a energia eólica está desempenhando na transição energética e na proteção de pessoas e economias dos altos preços da energia causados pela volatilidade dos combustíveis fósseis”. Contudo, alertou ao lembrar da declaração da ONU, de que os governos precisam tomar medidas urgentes para iniciar uma transição muito mais rápida para as energias renováveis e remover as barreiras à implantação e ao investimento, incluindo a redução da burocracia e da burocracia, acelerando os investimentos na rede e garantindo que os mercados remunerar adequadamente a energia verde em vez de subsidiar os combustíveis fósseis. (canalenergia)

Brasil pode ter 54 GW solares até 2026

Brasil pode ter 54 GW solares até 2026, aponta estudo.

Relatório global da Solar Power Europe mostra que a fonte já ultrapassou a marca de 1 terawatt, tendo dobrado a capacidade instalada nos últimos três anos.

Um estudo internacional lançado neste mês em Munique, na Alemanha, mostra que a energia solar acaba de ultrapassar a marca histórica de 1 TW de potência instalada. Segundo o Global Market Outlook for Solar Power 2022-2026, o Brasil, líder na implementação da fonte na América Latina, deve se tornar um dos principais mercados globais nos próximos anos, podendo atingir 54 GW de capacidade total até 2026. Atualmente são 15,3 GW disponibilizados na matriz de geração nacional.

O relatório aponta que apesar dos impactos sem precedentes causados pela pandemia no mundo, a capacidade FV dobrou no mundo nos últimos três anos. Com isso, em abril o setor ultrapassou a marca de 1 TW de sistemas solares em operação no mundo. A projeção é de que a tecnologia continuará acelerando seu crescimento, ultrapassando a marca de 2 TW em menos de quatro anos, o que representará o dobro da potência de geração de eletricidade da França e da Alemanha somadas.
O levantamento foi coordenado pela SolarPower Europe, associação europeia do setor solar, contando com a participação e co-autoria da Associação Brasileira de Energia Solar fotovoltaica (Absolar). A entidade foi responsável por dois capítulos do documento: um que apresenta o panorama e perspectivas da fonte na América Latina e outro especificamente dedicado ao mercado no Brasil.

O presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, destacou que em 2021 o país foi um dos mercados líderes do mundo na instalação de novos sistemas FV, tendo adicionado 5,7 GW ao longo do ano, considerando a somatória das grandes usinas com os painéis em telhados, fachadas e pequenos terrenos.

“Desde 2012 a solar trouxe mais de R$ 82,1 bilhões de investimentos e mais de 459 mil novos empregos acumulados, além de ter evitado a emissão de 22 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade. Isso é apenas o começo, dado que a tecnologia ainda tem um imenso potencial para avançar no Brasil”, conclui.

Tendências e inovações

Na feira foram apresentadas as principais tendências tecnológicas do setor e as inovações em desenvolvimento na Europa. Entre elas o uso de sistemas em telhados e fachadas de edificações substituindo materiais construtivos como telhas, brises e revestimentos de fachadas. Há também o crescente interesse nos projetos flutuantes, instalados sobre superfícies de água de lagos e reservatórios hidroelétricos, aumentando a geração e ajudando a reduzir a evaporação de água.

Outra frente são as novas aplicações junto à produção rural, diretamente sobre plantações, proporcionando um uso duplo da área produtiva, considerando também a combinação da geração com armazenamento, especialmente por meio de baterias.

Completam a lista a aceleração da mobilidade elétrica, com mais opções de carregadores para uso em residências e empresas, e os novos softwares e soluções de gestão de consumo energético, aplicando a inteligência digital para otimizar o uso da eletricidade nos horários críticos, reduzindo gastos e custos aos consumidores. (canalenergia)