As vendas globais de carros elétricos cresceram 35% no segundo
trimestre de 2026, impulsionadas pela crise energética no Oriente Médio,
enquanto o mercado automotivo geral recuou cerca de 5%. Países como Brasil,
Índia, Coreia do Sul e Vietnã dobraram seus emplacamentos no período.
Cenário Global e Demanda
• Mais de 9 milhões de veículos eletrificados foram
comercializados no 1º semestre/2026.
• O avanço compensou a queda inicial do ano, com alta anual de 4%
no 2º trimestre/2026.
• A volatilidade nos preços do petróleo forçou a transição em mais
de 50 mercados com recordes de vendas.
Destaque no Brasil
• O mercado nacional registrou alta expressiva, com vendas de
eletrificados disparando acima de 100% no semestre.
• A expansão da oferta e a concorrência de novas marcas
impulsionaram os números locais a patamares recordes.
A Agência Internacional de Energia (IEA) projeta que os carros
elétricos alcancem 29% do total de vendas de automóveis no mundo em 2026 e
destaca o Brasil como um dos mercados que dobraram as vendas no segundo
trimestre.

O Brasil está entre os mercados que praticamente dobraram as
vendas de carros elétricos desde o início da atual crise energética, na
comparação entre março e junho/2026 com o mesmo período de 2025. O dado consta
do relatório “Electric Car Markets in a Time of Uncertainty”, divulgado pela
Agência Internacional de Energia (IEa), que também aponta Austrália, Índia,
Coreia do Sul e Vietnã nessa mesma condição.
No cenário mundial, as vendas de elétricos cresceram 4% na
comparação anual no 2º trimestre de 2026 e ficaram 35% acima do primeiro
trimestre, compensando quase toda a queda do início do ano. Já o mercado automotivo
global como um todo recuou cerca de 5% no primeiro semestre, puxado pela
retração em China e Estados Unidos. Com isso, os elétricos alcançaram 24% das
vendas globais de automóveis no período, e a AIE projeta que essa fatia chegue
a 29% ao longo de 2026.
China perde no mercado interno, mas dispara nas exportações
As vendas totais de automóveis na China caíram mais de 20% no 1º semestre
de 2026, uma retração de cerca de 2,5 milhões de unidades. Para compensar, as
exportações chinesas de carros cresceram 65% no período, e as de elétricos
avançaram mais de 120%, elevando a participação dos elétricos nas exportações
do país de 35% para mais de 45%.
A AIE observa ainda um descompasso entre exportações e vendas
registradas no exterior: mais de 1 milhão de elétricos exportados pela China
nos últimos 18 meses ainda não constam como vendidos em outros países, o que
sugere acúmulo de estoques em alguns mercados de destino.

Montadoras tradicionalmente focadas em motores a combustão
respondem por 98% das vendas desse tipo de veículo, mas apenas 55% das vendas
globais de elétricos — reflexo do avanço das fabricantes chinesas,
especialmente em mercados emergentes. Segundo a AIE, essa liderança se apoia em
cadeias de suprimento integradas, forte capacidade em baterias e custos de
produção cerca de 35% menores que os das economias avançadas, o que deve
pressionar governos e indústria a reforçar inovação e competitividade nos
próximos anos. (pv-magazine-brasil)
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