quarta-feira, 26 de abril de 2017

Biogás tem potencial equivalente a 25% da energia do país

Biogás tem potencial equivalente a 25% da energia do país, aponta Abiogás.
Maior contribuição para a produção do combustível é originada do setor sucroenergético com 56 milhões de m3 de gás diários.
O Brasil possui um potencial de produzir cerca de 78 milhões de m3 diários de biogás e biometano de segunda geração. Esse dado leva em consideração números de 2017 e consta de um levantamento apresentado pela Associação de Biogás e Biometano (Abiogás). Desse volume, a maior parte, ou 56 milhões de m³ são originados do setor sucroenergético, 15 milhões de m³ da produção de alimentos e outros 7 milhões de m³ derivam do saneamento básico.
De acordo com o presidente emérito da associação, Cícero Bley, que deixou oficialmente entidade em 19/04/17, esse volume equivale a cerca de 25% da disponibilidade de energia no país ou a 73% do gás natural do país. “O biogás pode ser um combustível que ajudaria o país a não depender dos investimentos em linhas de transmissão para utilizar os aproveitamentos hidráulicos localizados afastados dos centros de carga ou de regimes hidrológicos”, apontou ele durante o Seminário Técnico sobre Geração Distribuída, evento promovido pela entidade.
Ele destacou que programas do governo federal como o Renovabio é uma política de estado importante que encaixa o biogás dentro da matriz energética nacional. Com isso, vê a perspectiva de encaixar a fonte como uma opção para a geração de energia na base, pois se assemelha à UHE por existir a possibilidade de estocagem, um fator que em suas palavras, facilita enormemente o despacho seletivo. Outro benefício que Bley apontou para o combustível é a perspectiva de produção descentralizada da fonte que tem como característica principal gerar energia e desenvolvimento econômico no local onde é produzido.
Segundo dados do CIBiogás, há casos em locais de produção de proteína animal, como às margens da usina de Itaipu, no oeste do Paraná, onde abatedouros de frango tem no biometano fonte para atender a toda sua demanda por energia em substituição a outras fontes, entre elas a madeira para o aquecimento dos animais. Outro ponto é o retorno do investimento realizado que dependendo do caso chega a ser de apenas quatro anos ao se avaliar o aporte com base na resolução 687 da Aneel, a atualização da 482/2012.
Segundo o diretor presidente da instituição, Rodrigo Regis, esse benefício vem em decorrência de 75% da energia produzida ser excedente ou seja pode ser colocada na rede e gerar nova remuneração.
Mas ainda há problemas acerca da caracterização jurídica que dependendo de detalhes técnicos podem ser impeditivos. Na avaliação de Raphael Gomes, do escritório Demarest, a questão contratual é bastante importante e cita que não há configuração específica para a GD, mas, que no caso do biogás é mais simples, pois se consegue atrelar um valor variável ao combustível como forma de remuneração e não à energia elétrica, pois segundo a lei 10.848/2004 não se pode caracterizar como compra e venda de energia elétrica. “Se colocar no contrato que a remuneração é em Reais por kWh, pode ter problemas”, definiu.
Independente do combustível, a perspectiva da Agência Nacional de Energia Elétrica é de que o crescimento da GD seja exponencial no país nos próximos sete anos. A atual estimativa da agência reguladora é de que o país alcance algo próximo a 4,6 GW em capacidade instalada ao final desse período ante os pouco mais de 100 MW que estão registrados pelo órgão.
“Estamos com base na projeção da [resolução] 687, percebemos que há um incentivo grande para a sua expansão. Há financiabilidade com várias linhas disponíveis no mercado e existe a questão da demanda, que consequentemente levará à redução do custo unitário dos equipamentos”, comentou o diretor Reive Barros. “Por isso, a previsão é de crescimento nessa ordem de grandeza e esses números podem nos surpreender para cima e não para baixo”, apontou.
Um fator que pode auxiliar no crescimento da GD é a questão do armazenamento que está na “ordem do dia” na Aneel. Barros lembrou que uma vez definidos os principais tipos de armazenamento pode-se ter tarifas diferenciadas para estimular o consumo. Essa, comentou ele, é uma discussão para levar as distribuidoras para o seu negócio que é o da prestação de serviços. Entre as possibilidades está, por exemplo, a geração em determinado período e modular o seu consumo no horário de ponta.
Carlos Evangelista, da Associação Brasileira de Geração Distribuída, concorda e ressalta que o advento das baterias fica mais interessante a geração fora do horário de ponta e injetar na rede no horário de ponta que é mais elevada a tarifa. Entre os dados apresentados por ele, o retorno médio dos investimentos em sistemas de micro e mini geração está em cerca de sete anos. Contudo, lembra que esse cálculo depende da tarifa de energia e do ICMS sobre a energia injetada e sobre os equipamentos. (canalenergia)

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Tesla investe em projeto que garantirá energia solar 24h no Havaí

Você já parou pra pensar como ilhas afastadas dos continentes produzem energia elétrica?
Sem dúvida, vale a pena pensar nessa questão porque as principais formas de geração de eletricidade - como as que advém de rios volumosos ou transporte de carvão ou gás – são escassas em locais como esse.
Por esse motivo, não é incomum ver muitos geradores a diesel sendo usados em ilhas, e aqui no Portal Solar você já deve ter aprendido: esse tipo de estrutura, além de custar caro, pode poluir o ambiente.
Nesse contexto, a multinacional Tesla pensou numa solução interessante para resolver esse problema na ilha de Kauai, no Havaí. A empresa criou um projeto que vai gerar e armazenar grandes quantidades de eletricidade a partir de enormes usinas de energia solar.
Porém, vale ressaltar que muitos moradores do Havaí já utilizam placas solares em suas residências, e geralmente toda a estrutura funciona muito bem. No entanto, à noite e durante dias nublados, eles precisam apelar para os geradores a diesel.
Sendo assim, esse projeto de captação de energia solar pretende resolver o problema. Para conseguir armazenar a eletricidade gerada, a Tesla disse que irá utilizar uma enorme bateria, capaz de armazenar a eletricidade produzida durante o dia e em dias limpos e que pode ser usada quando o Sol não aparece.
De acordo com comunicado da empresa, a usina solar de 13 megawatts de capacidade de geração será por 54.978 painéis combinados com 272 baterias, chamadas de “powerpacks”, de 52 megawatt-hora (MWh). Ainda é importante destacar que este será o maior projeto de armazenamento de energia solar do tipo desde que a Tesla comprou outra grande empresa, a Solar City.
A Kauai Island Utility Cooperative (KIUC), uma concessionária local, estabeleceu um contrato de 20 anos com a Tesla com o objetivo de comprar eletricidade por US 0,139 o quilowatt-hora.
Segundo os cálculos realizados pelo KIUC, o novo negócio vai evitar o uso de 6 milhões de litros de combustíveis poluentes por ano - o equivalente a quase duas piscinas olímpicas.
Por fim, vale a pena ressaltar que o sistema de bateria que será utilizado nesse novo projeto de captação de energia solar já foi utilizado com essa mesma função em outra ilha, chamada Ta’u, na Samoa Americana.
Para o Havaí, a instalação das novas placas solares e das baterias de armazenamento representa mais um passo para alcançar seu objetivo de alimentar o estado com 100% de fontes renováveis até 2045. Já para a Tesla, é mais um passo que se abre para o futuro.
(portalsolar)

Google mostra potencial de energia solar em cidades norte-americanas


Mapa solar do Google mostra potencial de energia solar em cidades norte-americanas

Você já pensou se vale a pena instalar placas de energia solar no telhado na sua casa?

O engenheiro de software Carl Elkin – um funcionário do Google – criou um projeto que pode te ajudar a responder a essa pergunta.

O Project Sunroof foi desenvolvido nas horas vagas do trabalho na empresa – que incentiva os colaboradores a se dedicarem a projetos pessoais. Elkin, vendo o potencial sustentável e de economia que a energia solar traz, resolveu criar esse sistema.
Basicamente, ele usa o Google Maps para responder perguntas como: “Vale a pena instalar placas fotovoltaicas?”, “Qual o melhor lugar do telhado para fazer a instalação?”, “Será que a economia vai compensar os gastos?”
O Project Sunroof utiliza as imagens de satélite do Google Earth combinadas com os mapas do Google Maps. A partir disso, calcula o potencial de geração de energia de um painel solar na sua casa, revelando inclusive quanto você poderá economizar.
Ficou curioso para saber mais informações a respeito desse projeto voltado à energia solar? Confira como o Google se envolveu no Project Sunroof.
A empresa criará um modelo em 3D do telhado das casas – e isso será possível graças às imagens em alta resolução gerados pelos novos satélites que ela tem acesso.
Logo em seguida, um algoritmo realizará os cálculos a fim de descobrir qual o potencial de geração de energia solar do local. Além disso, também será levado em conta algumas variáveis que podem diminuí-lo – entre eles, prédios ou árvores que fazem sombra na casa.
Depois de todo esse processo, o algoritmo combinará os resultados com informações relacionadas a padrões de temperatura, formação de nuvens e outras questões que podem impedir a incidência de energia solar nos telhados.
Por fim, todos os resultados levantados mostrarão quantas horas de sol poderão ser convertidas em energia, bem como qual a localização no telhado é melhor instalar a placa solar. Vale ainda destacar que o programa ainda dará uma base de quanto de economia será possível realizar ao longo de 20 anos.
Bastante coisa, não é mesmo?! Justamente por toda essa complexidade, o projeto de energia solar do Google funcionará apenas em duas cidades do Estados Unidos: São Francisco e Boston. No entanto, a tendência é que a cobertura seja ampliada com o passar do tempo.
Agora, resta torcermos para que esse projeto ou algum outro parecido venha ao Brasil! Afinal de contas, precisamos de mais medidas de incentivo a projetos de placas de energia solar.
(portalsolar)

sábado, 22 de abril de 2017

Cargill e supermercados Condor coletam 60 m³/ano de óleo usado

Cargill e supermercados Condor coletam 60 m³ de óleo usado num ano
A Cargill e a rede de supermercados paranaense Condor coletaram 60 mil litros de óleo de cozinha usado no período entre março de 2016 e março de 2017. Esse é um crescimento de 30% sobre o período anterior. Em dois anos de coleta, 105 mil litros de resíduo receberam destinação ambientalmente adequada deixando de poluir cerca de dois bilhões de litros de água.
“Quando o óleo vegetal usado é descartado em ralos ou pias, pode entupir os encanamentos e encarecer o custo de tratamento do esgoto municipal. Em cidades onde não há tratamento de esgoto, o resíduo chega aos rios e mananciais”, ressalta Fernando Janizello, analista de Sustentabilidade da Cargill. “Por isso, a Cargill oferece uma alternativa prática e sustentável para o descarte ambientalmente correto do resíduo, tornando-o matéria prima para novos produtos, como biodiesel, produtos sanitários, entre outros” completa.
Um dos produtos finais que é produzido com o óleo descartado é o sabão em pasta biodegradável produzido pela Ambiental Santos. Entre os dias 20 e 24 de março, mais de 4 mil consumidores levaram para a casa amostras do produto em ação promovida pela Cargill em quatro unidades da rede Condor em Curitiba, além da unidade em Ponta Grossa, localizada no bairro Jardim Carvalho.
“Nesta última ação realizada em nossas lojas, em comemoração ao Dia Mundial da Água, foi satisfatória a participação e envolvimento dos clientes que se conscientizaram com a campanha, demonstrando preocupação com a qualidade e a conservação da água, além da oportunidade de conhecer um produto ecologicamente sustentável”, ressalta a analista Ambiental da Rede Condor, Amanda Corrêa.
Renove o Meio Ambiente
Criado em 2010, com o objetivo de oferecer ao consumidor uma alternativa prática e sustentável para o descarte ambientalmente correto do óleo de cozinha usado, o programa articula parcerias com redes de supermercados, empresas e ONGs para implantação de mais de 600 pontos de coleta de óleo residual em oito estados brasileiros.
Desde sua implantação, a Ação Renove já arrecadou mais de 1,5 milhão de litros de óleo residual. O material é reciclado sendo transformado em sabão e biodiesel. (biodieselbr)

Argentinos identificam leveduras Antártida para produção de biodiesel

Pesquisadores argentinos identificaram três tipos de levedura encontrados na Antártida que demonstraram potencial para a produção de biodiesel. “As leveduras são excelentes alternativas aos óleos vegetais usados na produção de biodiesel, além de terem outras aplicações biotecnológicas”, afirmou o diretor do projeto, Silvana Viñarta, pesquisadora do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnica (Conicet) que dirige esse projeto de pesquisa.
A equipe liderada pela cientista analisou sete espécies de leveduras Rhodotorula isoladas a partir de amostras do solo da Antártida coletadas a partir da base científica de Carlini. Eles observaram que, sob certas condições de cultura, duas das linhagens analisadas – a glutinis e a glacialis – demonstraram alta capacidade para acumular lipídios neutros.
“Os valores de acumulação lipídica obtidos por estas leveduras, algo em torno de 70% do peso de suas células, estão entre os mais elevados já relatados na literatura para leveduras oleaginosas. E o perfil de ácidos graxos é similar aos que os óleos vegetais apresentam”, comemorou Viñarta que também é professora associada da Faculdade de Ciências Naturais da Universidade Nacional de Catamarca (UNCA).
O estudo, publicado na revista “Journal of Basic Microbiology”, também mostrou que os óleos acumulados por essas leveduras são ricos em ômega 3 e 6 o que pode também despertar o interesse para as indústrias farmacêutica e de alimentos.
Vantagens
Os óleos microbianos têm vantagens sobre os óleos convencionais. A maior delas é o tempo de maturação. Enquanto as culturas vegetais comuns precisam de meses até estarem prontas para a colheita, os micróbios conseguem chegar ao mesmo ponto em questão de dias. Além disso, eles podem permitir o aproveitamento de resíduos orgânicos e agrícolas e serem cultivados em terras marginais improdutivas.
Segundo a professora Viñarta, a pesquisa agora vai se dedicar a otimizar a produtividade dos microrganismos e testar em resultados em escalas maiores.
O projeto foi a realização de uma parceria firmada entre Walter Mac Cormack, do Instituto Antártico Argentino (IAA) e da Dirección Nacional del Antártico (DNA), que facilitou a expedição para coleta de amostras das leveduras. (biodieselbr)