quinta-feira, 20 de março de 2025

Veículos elétricos movidos a energia fotovoltaica podem ter até 30% mais alcance

Os carros solares e sua inovação em relação aos veículos elétricos.

A energia fotovoltaica é obtida a partir da captação dos raios solares por placas fotovoltaicas. A tecnologia permite a conversão de parte da luz solar em eletricidade, que pode ser utilizada para alimentar o veículo.

No entanto, a quantidade de energia gerada pode não ser suficiente para alimentar o veículo em dias nublados ou em regiões com pouca incidência solar.

Algumas desvantagens dos veículos movidos a energia solar são:

Dependência das condições climáticas

Custos de aquisição mais altos que um carro elétrico tradicional

Tecnologia ainda não aperfeiçoada para produção em massa

Uma equipe de pesquisa europeia instalou painéis solares em um veículo elétrico comercial leve e testou seu desempenho por quatro meses. O veículo conseguiu estender o alcance em 530 km, embora nem todos os painéis tenham contribuído igualmente. A eficiência do sistema foi medida em até 66%. O EV conta com potência máxima dos módulos fotovoltaicos de silício wafer M2 de 2.180 W.

Pesquisadores da Alemanha e da Holanda montaram módulos fotovoltaicos em um veículo elétrico comercial leve (VE) e mediram seu desempenho ao longo de quatro meses.

Durante esse período, o VE fez viagens diárias de 45 minutos da casa de um pesquisador na área de Hannover, na Alemanha, até o Instituto de Pesquisa de Energia Solar Hamelin (ISFH), permaneceu estacionado lá por algumas horas e depois voltou para casa à tarde pelo restante do dia antes de ser carregado na rede.

O EV conta com potência máxima dos módulos fotovoltaicos de silício wafer M2 de 2.180 W, sendo 875 W no teto, 215 W na parte traseira e 545 W nos lados esquerdo e direito. Os módulos do teto foram conectados individualmente a 5 MPPTs separados, enquanto no resto do EV, cada dois módulos foram conectados em série a um único rastreador MPPT. Todos os MPPTs foram conectados à bateria LV e ao conversor DC-DC, que forneceu energia para a bateria HV do veículo.

“Apresentamos uma análise mais detalhada e estatisticamente sólida ao longo de um longo período de 4 meses de abril a julho de 2021”, disseram os cientistas. “O foco estará em componentes individuais no sistema, como módulos fotovoltaicos, MPPTs, bateria de buffer de baixa tensão (LV), conversor DC-DC, bateria de tração de veículo de alta tensão (HV) e as perdas gerais que ocorrem no sistema”.

A eficiência geral do sistema, considerando vários estágios de conversão de energia, perdas de carga/descarga da bateria e perdas auxiliares, foi de 60,44% para estacionamento ISFH, 65,05% para estacionamento residencial e 66,26% para viagens. Com base no consumo médio por quilômetro de todas as viagens e na energia fotovoltaica total injetada na bateria, a equipe estimou que a eletricidade fotovoltaica contribuiu com 530 km para o alcance do EV durante o período medido, o que é 30% da distância total de 1750 km.

Suas descobertas foram apresentadas em “Performance Analysis of an Onboard PV System on a Demonstrator Light Commercial Vehicle in Hannover, Germany”, publicado em Progress in Photovoltaics. Cientistas do Instituto de Energia, Materiais e Dispositivos da Alemanha – Fotovoltaica (IMD-3), do Instituto de Pesquisa em Energia Solar de Hamelin (ISFH) e da Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda, conduziram o estudo.
A ideia de um carro movido a energia solar já foi explorada antes. A General Motors apresentou o Sunmobile na década de 1950, e a holandesa Lightyear lançou o modelo One em 2022, mas nenhum desses projetos alcançou produção em larga escala. Agora, a startup californiana Aptera promete mudar esse cenário com seu novo veículo, apresentado na Consumer Electronics Show (CES), a maior feira de tecnologia do mundo.

O modelo da Aptera é um veículo elétrico ultraleve, feito de fibra de carbono e vidro, e tem apenas três rodas. Sua carroceria conta com painéis fotovoltaicos, que permitem uma recarga solar suficiente para percorrer até 64 km por dia. A autonomia total chega a 643 km, e o consumo é de apenas 6,2 kWh a cada 100 km, um feito possível graças ao seu design aerodinâmico avançado. Com um coeficiente aerodinâmico (Cx) de apenas 0,13 – o mais baixo entre veículos de passeio em produção –, o Aptera exige menos esforço para romper a resistência do ar. Esse desempenho foi alcançado com testes no túnel de vento da renomada empresa Pininfarina.

Por dentro, o carro adota um estilo minimalista, com um volante de aro cortado e uma central multimídia. Projetado para ser um sEV ("solar electric vehicle"), ele acomoda apenas duas pessoas.

O interesse pelo modelo já é significativo: 48 mil unidades foram reservadas, com preços a partir de US$ 40 mil. A Aptera planeja iniciar a produção em 2025, com as primeiras entregas previstas para o final do ano.

A startup tem uma trajetória cheia de desafios. Fundada no fim dos anos 2000, chegou a encerrar suas operações antes de ser adquirida por investidores chineses. Retomou suas atividades em 2019 e, desde então, trabalha no desenvolvimento desse modelo. Resta saber se, desta vez, conseguirá transformar sua visão em realidade ou se seguirá o destino de projetos ambiciosos que nunca chegaram ao mercado.  (pv-magazine-brasil)

Itaipu direciona R$ 81 milhões em energia solar para hospitais filantrópicos

Entidades paranaenses terão economia prevista de R$ 12 milhões por ano na conta de luz.
Itaipu investe R$ 81 milhões em energia solar para hospitais filantrópicos paranaenses

A Itaipu Binacional e a Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Paraná (Femipa) lançaram em 03/02/25, em Curitiba, o programa Femipa Energia, que prevê a implantação de 18MWps nos sistemas de geração solar fotovoltaica para o abastecimento de energia elétrica de Santas Casas e hospitais filantrópicos do Estado do Paraná.

Evento em Curitiba.

Convênio firmado entre Itaipu Binacional e Femipa contempla a implantação, até fevereiro/27, de 18 megawatts de sistemas de geração fotovoltaica para atendimento da demanda de energia elétrica das instituições hospitalares filantrópicas no Paraná associadas à Federação.

O investimento, de mais de R$ 81 milhões, beneficiará os hospitais sem fins lucrativos e as Santas Casas que fazem parte dos grupos tarifários A e B, com estimativa de economia de R$ 11,7 milhões ao ano, o que corresponde ao suprimento de 35% da energia consumida.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, enfatizou que a política desenvolvida pela empresa nos últimos dois anos, por meio do programa Itaipu Mais que Energia, foca em municípios com baixos IDHs e receitas, investindo em políticas ambientais vinculadas à geração de emprego e renda e na área da saúde. “As Santas Casas e os hospitais beneficentes não têm lucro nenhum, têm dificuldades financeiras por conta do serviço que prestam. E a conta de energia elétrica faz uma diferença muito grande”, explicou.

Diretor-geral da Itaipu, Enio Verri.

O diretor-geral da Santa Casa de Paranavaí e vice-presidente da Femipa, Héracles Alencar Arrais, concorda. “É um ganho enorme que a Itaipu está trazendo para as entidades filantrópicas, tanto financeiro quanto social. As entidades vivem momentos de dificuldade e toda ajuda é muito bem-vinda. Deixando de pagar energia, sobram recursos para investimentos em outras áreas, tanto internas quanto financeiras. Isso nos ajuda a sair do caos atual” comentou Arrais.

O diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Carboni, destacou que o investimento também é importante para a transição energética. “Eu diria que é uma revolução no cuidado da geração de energia limpa. Com a Itaipu Binacional fornecendo esses sistemas de geração fotovoltaica, temos a oportunidade de ofertar essa energia para municípios e hospitais, através de grandes parcerias que beneficiarão muitas famílias”, explicou.

O presidente da Femipa, Charles London, explicou que serão quatro usinas fotovoltaicas: três na área de distribuição da Copel e uma da Energisa, em Guarapuava, além de 29 pequenas usinas em cada um dos hospitais. “Hoje é um dia importante na história dos hospitais filantrópicos do Paraná, representados pela Femipa, que congrega esses hospitais e os representa”, completou London.

O projeto será dividido em duas etapas: Lote 01 – instalação de usinas fotovoltaicas em unidades hospitalares, com previsão de início de obras em abril de 2025; e Lote 02 – implantação de usinas fotovoltaicas em solo em quatro municípios, com previsão de início das obras em junho de 2025.

Também estiveram presentes no evento, o diretor jurídico da Itaipu, Luiz Fernando Delazari, e demais autoridades.

Itaipu investe aproximadamente R$ 81 Milhões em energia solar para reduzir custos de Hospitais Filantrópicos no estado do Paraná/PR.

Projeto beneficiará inúmeras instituições de saúde sem fins lucrativos, garantindo economia de praticamente R$ 11,7 milhões anuais na conta de energia. (itaipu)

terça-feira, 18 de março de 2025

Estudo aponta Brasil como líder potencial da transição energética

O Brasil está entre os quatro países com maior capacidade para liderar a transição energética em âmbito global. Essa é a conclusão central de um estudo conduzido pelo Net Zero Industrial Policy Lab (NZIPL), laboratório da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, ao qual o Valor teve acesso com exclusividade.

De acordo com o estudo, que avaliou o panorama tecnológico e político em sete setores críticos para a economia verde global projetada para 2050, o Brasil possui vantagens competitivas para desenvolver uma potente “indústria verde” até 2050 devido a sua posição privilegiada em sete áreas: minerais estratégicos, baterias, veículos elétricos híbridos com biocombustíveis, combustíveis sustentáveis para aviação, produção de equipamentos para energia eólica, aço com baixo carbono e fertilizantes verdes.

Uma vantagem do Brasil apontada em relação a outros países que também têm abundante riqueza de recursos naturais é a base industrial já construída. Por outro lado, os pesquisadores da Johns Hopkins alertam para lacunas importantes em políticas públicas. O relatório diz que, apesar de promissor, o plano do governo federal chamado Nova Indústria Brasil (NIB) precisa de mais clareza e foco nos investimentos para alcançar impacto significativo. A análise aponta que os R$ 468,38 bilhões a serem alocados correm o risco de serem pulverizados em muitas prioridades.

Brasil desponta como líder global na transição energética, aponta estudo.

Os pesquisadores da Johns Hopkins, liderados por Tim Sahay, especialista em políticas climáticas e diretor do Net Zero Industrial Policy Lab, não propõem que setores tradicionais da indústria brasileira sejam abandonados no processo, mas usam o termo “microtargeting”, ou seja, sugerem priorizar áreas as sete áreas que consideram mais críticas para libertar o potencial de liderança do Brasil em indústria verde durante as próximas duas décadas.

“Usamos o termo ‘microtargeting’ por um motivo. Em baterias, por exemplo, argumentamos que focar em componentes intermediários como ânodos poderia alavancar os pontos fortes existentes do Brasil em processamento artificial de grafite e silício. A recente chamada pública da Finep e do BNDES para projetos de minerais críticos é um passo na direção certa, pois inclui a transformação de grafite, embora a junte a outros projetos para atrair uma gama mais ampla de propostas”, disse Sahay ao Valor. “Mas, embora a ampla experimentação tenha seu lugar, uma abordagem em microalvos pode fornecer resultados mais rápidos e dar início a um efeito cascata em toda a cadeia de valor”, explica.

Para Sahay, a partir do que observou no programa Nova Indústria Brasil, há sinais “encorajadores” de que o governo está se movendo na direção certa. Ele cita, por exemplo, a convocação de grupos de trabalho para mapear e fortalecer as cadeias de valor, mas observa que essas iniciativas já deveriam ter sido feitas antes. “Parece já estabelecer as bases para intervenções mais direcionadas. É algo bem-vindo. Em nossa opinião, contudo, isso chega um pouco tarde”, afirma.

Brasil pode se tornar Superpotência da Indústria Verde, aponta Relatório Internacional.

Integração estratégica

O especialista da Universidade Johns Hopkins destaca ainda que uma integração bem-sucedida dos setores estratégicos será fundamental para projetar o Brasil ao posto real de liderança em economia verde nas próximas duas décadas. “Para garantir que as estratégias setoriais somem mais do que os esforços de suas próprias partes, é preciso integrar essas oportunidades setoriais em sistemas. Parte do que o governo deve fazer não é apenas fornecer capital e suporte ao projeto, mas criar condições mais amplas para a transformação com investimentos, visão de futuro em infraestrutura, capital humano e energia barata”, destaca em relatório.

Quanto a possíveis reveses ao redor do mundo na disposição de fazer a transição energética depois que o presidente Donald Trump reassumiu o cargo prometendo acabar com os incentivos do governo Biden para a transição energética nos EUA, Sahay avalia que nem mesmo o respaldo americano aos combustíveis fósseis irá interromper a transformação global. Da mesma maneira, aponta que a descrença do presidente da Rússia, Vladimir Putin, em relação às energias renováveis apenas tende a atrasar dois países que podem rivalizar com o Brasil e com a China.

Brasil pode liderar transição energética, mas terá longo e árduo caminho.

O estudo mostra que os outros três países que figuram ao lado do Brasil como de maior potencial para desenvolvimento da indústria verde são justamente Estados Unidos, Rússia e China.

“O investimento massivo da China na transição verde já está enfraquecendo a demanda no mercado global de petróleo. Com Índia, Europa e Turquia aumentando rapidamente a implantação de energia solar, essa tendência vai se ampliar. Os EUA sob Trump e a Rússia de Putin estão atirando nos próprios pés ao desacelerar a transição, prejudicando seus empregos futuros, a produtividade e as suas perspectivas de competitividade”, analisa.

“Isso torna a escolha do Brasil até mais direta. É estratégico construir uma posição na economia das décadas de 2030 e 2040 em vez de insistir em ativos encalhados na velha economia. O mundo está se movendo rápido e a nova economia verde não é uma utopia colaborativa. Haverá vencedores e perdedores”, afirma Sahay. “Com o grande potencial que possui no novo sistema energético, os líderes do Brasil, tanto políticos quanto industriais, têm uma oportunidade única nesta geração para aproveitar”.

Brasil será líder na transição energética com sanção da Lei do Combustível do Futuro no final de 2024.

Nova legislação, que destina R$ 260 bilhões em investimento, visa fortalecer a mobilidade sustentável e a economia de baixo carbono; MCTI tem participação efetiva desde o início do programa. (biodieselbr)

Energia solar está sendo jogada no lixo

Segundo o economista alagoano Daniel Lima Costa publicou em suas redes sociais, em 22/01/2025, às 14:31hs, em pleno pico da geração solar, o Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou 102.810 MW, o maior pico da história.

Nesse dia a geração fotovoltaica respondeu por cerca de 13% da energia gerada, fornecendo aproximadamente 12.000 MWmed de energia, o que representou o dobro da geração das termelétricas (incluindo Angra dos Reis).

Um forte indicativo de que a energia solar fotovoltaica é uma aliada essencial para o Brasil, com inúmeras vantagens: não só contribuindo para a sustentabilidade, mas também com benefícios econômicos e operacionais significativos.

Ele enumera alguns benefícios dessa alternativa energética:

“- A energia solar economiza a água utilizada em reservatórios das hidrelétricas, uma vantagem considerável para regiões que enfrentam escassez hídrica.

- Ao diminuir a necessidade de acionar termelétricas, que são mais caras e poluentes, a energia solar contribui para o clima planetário e na redução dos custos de produção de energia.

- A distribuição da energia solar alivia a operação geral do sistema elétrico, proporcionando maior estabilidade e eficiência.

- A energia solar é uma das fontes mais baratas, de grande versatilidade e rápida implantação”.

Apesar de seus benefícios, Daniel Costa explica que o Brasil desperdiçou mais de 200.000 MWh (energia que poderia abastecer mais de 100 mil casas por ano) de energia solar nos últimos três anos, resultado de cortes e limitações na infraestrutura e gestão da energia solar.

“Esses desafios precisam ser urgentemente abordados para que o país possa maximizar o uso de sua energia limpa e renovável. Uma solução promissora para otimizar o uso da energia solar é o investimento em tecnologias de armazenamento de energia. Sistemas de armazenamento, como baterias de íon-lítio e outras tecnologias avançadas, permitem a retenção da energia gerada durante os períodos de alta produção para uso posterior, quando a demanda for maior”, argumenta.

Consequências, segundo ele, da aplicação dessas medidas:

“- Aumentar a eficiência, minimizando o desperdício de energia gerada e não utilizada.

- Estabilizar a rede, fornecendo uma fonte de energia constante e confiável, mesmo durante períodos de baixa produção solar.

- Reduzir custos, permitindo o armazenamento de energia durante períodos de baixa demanda e preços mais baixos para uso durante picos de demanda”.

Daniel destaca a importância de se priorizar o uso da energia solar:

“Melhoria na infraestrutura com investimentos que possibilitem um maior aproveitamento da energia solar na matriz energética nacional.

- Incentivos governamentais que promovam a adoção cada vez maior dessa fonte de energia.

- Educação e conscientização, com campanhas para a população sobre os benefícios e a importância da energia solar. Infelizmente, a solução atual é jogar o excedente da geração de energia solar no lixo”.  (tnh1)

domingo, 16 de março de 2025

Chamada pública de R$ 100 milhões para eficiência e GD em prédios públicos

A chamada pública ajuda a promover a cultura de eficiência energética na operação e manutenção de edificações públicas e estimula a adoção de estratégias arquitetônicas adaptadas à diversidade climática do país, bem como o uso de tecnologias construtivas inovadoras.

Projetos devem ser voltados para a redução do consumo de energia, além de promover uso de materiais sustentáveis e incentivos de geração de energia renovável. Um projeto de retrofit deve reduzir o consumo do edifício em pelo menos 90%.
O sistema fotovoltaico instalado no Ministério de Energia e Minas (MME).

O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) detalharam a Chamada Pública que prevê R$100 milhões para projetos de Energia Zero no Setor Público. A chamada é parte do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e investirá na eficiência energética de edificações existentes por meio de reformas e instalação de geração distribuída renovável. Serão priorizadas as edificações administrativas e as áreas de educação e de saúde nas esferas federal, estadual e municipal.

Serão selecionados projetos com as melhores estratégias de aprimoramento de desempenho energético dos sistemas em uso de forma combinada com a inserção de tecnologias de geração de energia renovável local integrada à edificação.

Pelas regras da chamada pública, um projeto de retrofit bem-sucedido será aquele que reduzir o consumo de energia original da edificação entre 90% e 110%. A partir de 100%, o imóvel reformado estaria gerando mais energia do que a necessária para o consumo de todo funcionamento.

Trabalhadores instalam placas fotovoltaicas na cobertura de prédio do MME, em projeto-piloto fruto da parceria com a Absolar.

Para concorrer aos recursos, os prédios deverão ter sido construídos há pelo menos 12 (doze) meses, ter área mínima de 500m² e estarem ocupados ou operacionais. Edifícios onde funcionem serviços de saúde, educacionais e administrativos terão um acréscimo de 20% na nota final pelo caráter estratégico e pelo alto potencial de economia de energia.

Os projetos têm que estar voltados para a redução do consumo de energia, além de promover uso de materiais sustentáveis e incentivos à geração de energia renovável, sem perder o conforto e a qualidade de vida das pessoas que utilizam os espaços públicos. “Mais do que um desafio, essa é uma oportunidade de gerar impacto real e duradouro combinando com tecnologias, boas práticas e políticas públicas”, destacou a superintendente do Procel, Juliana Tadeu.

A coordenadora geral de Eficiência Energética do MME, Samira Sousa, afirmou que a iniciativa é uma importante contribuição para o setor dentro das formulações de políticas públicas sobre o tema. “O alcance de melhores índices de eficiência energética nas edificações públicas, chegando ao estágio de energia quase zero, também faz parte do plano de implementação de índices mínimos de desempenho energético para edificações no Brasil”. Segundo Samira, o setor público servirá como exemplo para outros setores da economia na implementação da eficiência energética na área de edificações.

Prédios do Rio Grande do Sul

Dos R$100 milhões da chamada pública, cerca de R$25 milhões serão destinados aos municípios gaúchos, em razão da tragédia ambiental vivida em maio de 2024. Os R$75 milhões restantes serão distribuídos igualmente entre estados das regiões Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul, considerando-se, para a última região, municípios do Paraná, de Santa Catarina e as cidades do Rio Grande do Sul não incluídas no decreto de calamidade pública. (pv-magazine-brasil)