terça-feira, 22 de setembro de 2026

Adições globais de energia solar devem chegar a 638 GW em 2026

As adições globais de energia fotovoltaica devem alcançar aproximadamente 638 GW em 2026, conforme apontam as projeções do setor divulgadas pela pv magazine.

Cenário do Mercado

• Ajuste de ritmo: O mercado mundial passa por um momento de readequação após anos de forte expansão e recordes consecutivos de instalações.

• Excesso de capacidade: Há uma oferta estrutural abundante de componentes na cadeia de fabricação global.

• Diferenças regionais: Enquanto grandes mercados como a China enfrentam reajustes nas taxas de crescimento, outras regiões continuam expandindo a adoção da tecnologia.

Perspectivas e Impactos

• Preços dos módulos: Os custos de painéis solares tendem a oscilar devido a questões comerciais, subsídios locais e políticas tarifárias em polos como os Estados Unidos e a Índia.

• Transição e baterias: A integração da energia solar com sistemas de armazenamento ganha tração para equilibrar a oferta nas redes elétricas.

Análise da Intertek CEA aponta que o excesso estrutural de oferta é grave e persistente, com a capacidade de fabricação em todas as etapas da cadeia superando com ampla margem a demanda projetada para 2026.

American Public Power Association en Unsplash

As instalações fotovoltaicas globais devem chegar a 638 GW em 2026, de acordo com uma análise da consultoria técnica em energia solar e armazenamento Intertek CEA.

O relatório PV Supply, Technology and Policy Report for Q2 2026, da empresa, prevê uma queda nas instalações em relação ao ano passado, seguida pela retomada do crescimento até 2030.

Segundo o estudo, a retração deste ano é causada inteiramente pela China, que enfrenta uma estagnação do mercado, enquanto a maior parte das outras regiões do mundo deve registrar crescimento estável ou acelerado.

O relatório acrescenta que o excesso estrutural de oferta é “grave e persistente” em toda a cadeia de valor solar, com a capacidade de fabricação em todas as etapas superando com ampla margem a demanda projetada para 2026.

A capacidade de produção de polissilício está em aproximadamente 2.034 GW, ante 638 GW de instalações previstas, segundo os dados do relatório. Já a capacidade de fabricação de módulos, de cerca de 1.908 GW, representa um excedente superior a 1,2 TW.

O PV Price Forecasting Report for Q2 2026, também da Intertek CEA, acrescenta que os preços dos módulos chineses devem continuar subindo entre 2026 e 2027, à medida que os fornecedores “buscam ampliar suas margens e repassar os custos de materiais”.

O relatório também afirma que os preços dos módulos nos Estados Unidos permanecerão elevados enquanto o mercado “aguarda clareza sobre a estrutura tarifária que provavelmente surgirá da investigação sobre o polissilício conduzida com base na Seção 232”, referência à legislação comercial norte-americana.

Na Índia, os preços dos módulos ao longo de 2026 e 2027 continuarão expostos aos custos dos insumos provenientes da China.

A partir de 2028, a Intertek CEA prevê uma queda dos preços, citando o amadurecimento do mercado e margens baixas, porém estáveis.

O relatório acrescenta que os custos de produção regionalmente integrados variam de menos de US$ 0,12/W a mais de US$ 0,37/W. Os subsídios à fabricação nos Estados Unidos reduzem a diferença de custos entre a produção norte-americana e a produção fora da China para apenas US$ 0,01/W a US$ 0,03/W.

A fabricação de células e a montagem de módulos na Índia, assim como a montagem de módulos no mercado do Sudeste Asiático, devem ficar, “com o tempo”, entre US$ 0,01/W e US$ 0,03/W dos preços chineses, segundo o relatório.

A montagem de módulos na União Europeia, por outro lado, não deve eliminar a diferença de preços em relação aos demais mercados, projeta a Intertek CEA.

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