quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Comunidade de Guarulhos (SP) recebe instalação de postes de energia solar

Comunidade de Barra de São Miguel, em Guarulhos (SP) recebe instalação de postes de energia solar.

Em parceria com a organização Litro de Luz, a EDP entregou 30 postes de iluminação públicas na comunidade Barra de São Miguel, beneficiando 250 famílias e contribuindo para a segurança e bem-estar dos moradores.
A EDP concluiu a instalação de 30 postes de energia solar nas ruas da comunidade de Barra de São Miguel, em Guarulhos (SP). Nos últimos dias 11 e 12, foram instalados 21 postes, complementando outros nove que já estavam em funcionamento desde junho. A ação foi realizada em parceria com a organização Litro de Luz, com o apoio da Gerando Falcões e do Instituto Sonhar Alto.

Além de levar iluminação sustentável à região, os postes de energia solar contribuem para a segurança e bem-estar dos moradores, aumentando o potencial de comércio e atividades de lazer noturnas. A comunidade possui cerca de 250 famílias. Os postes são produzidos com materiais simples, como garrafa PET e cano PVC, além de placas solares, baterias e LEDs.

EDP instala 30 postes de energia solar na comunidade Barra de São Miguel, em Guarulhos (SP), levando iluminação sustentável, inclusão social e segurança a cerca de 250 famílias. A ação faz parte do programa Comunidade In, que une inovação e responsabilidade socioambiental.

EDP transforma Guarulhos com postes de energia solar e inclusão social: projeto sustentável reforça segurança e impulsiona protagonismo comunitário.

O projeto tem buscado, também, incentivar a participação dos moradores como agentes de transformação da própria comunidade. Um grupo de líderes comunitários participou da formação, ministrada pela organização Litro de Luz, e conduziu as instalações junto aos colaboradores voluntários da EDP.

A iniciativa faz parte do programa Comunidade In, realizado pela EDP em comunidades na sua área de concessão para promover o desenvolvimento integrado e melhorar a qualidade de vida local. Além desta ação, a Escola Amadeu Pereira Lima, localizada na comunidade, está recebendo o Brincando com Pipas, projeto socioeducativo realizado em parceria com a Evoluir, que visa conscientizar sobre os riscos de acidentes com pipas na rede elétrica e promover a brincadeira segura por meio de atividades lúdicas e pedagógicas.

Os postes garantem uma iluminação sustentável à região de energia solar e contribuem para a segurança e bem-estar dos moradores, aumentando o potencial de comércio e atividades de lazer noturnas. (pv-magazine-brasil)

Combustíveis fósseis dominarão uso global de energia após 2050

Combustíveis fósseis dominarão uso global de energia após 2050, diz McKinsey.
A transição energética global confronta a dura realidade

Um novo relatório da McKinsey sugere que, apesar do crescimento das renováveis, os combustíveis fósseis dominarão o uso global de energia após 2050, com projeções indicando que até 55% do mix de energia pode ser formado por eles, segundo a Investing.com Brasil.

Esse cenário se deve ao aumento da demanda por eletricidade (impulsionada por data centers, por exemplo) e a prioridade de governos na segurança e acessibilidade energética, o que pode dificultar o cumprimento de metas como as do Acordo de Paris, aponta o Cenário Energia.

Fatores que sustentam o uso de combustíveis fósseis

Combustíveis fósseis ainda dominam apesar do crescimento das energias renováveis.

Crescimento da demanda por eletricidade: O aumento da demanda por eletricidade, especialmente por data centers e tecnologia digital, supera a capacidade de adoção de fontes renováveis em curto e médio prazo.

Prioridade de segurança e acessibilidade: Governos em todo o mundo estão priorizando a segurança energética e a acessibilidade dos preços, o que favorece o uso de combustíveis fósseis.

Desafios na adoção de renováveis: A adoção de fontes alternativas deve ser limitada até 2040, a menos que haja regulamentações governamentais mais fortes.

Consequências e desafios

Metas de emissões: O uso contínuo de combustíveis fósseis representa um desafio para o cumprimento das metas de emissões líquidas zero de gases de efeito estufa.

Transição lenta: A transição energética, embora necessária, pode ser mais lenta e complexa do que o ideal, considerando os fatores econômicos e geopolíticos.

Petróleo, gás e carvão continuarão a dominar a matriz energética mundial muito além de 2050, já que o aumento da demanda por eletricidade supera a mudança para as energias renováveis, de acordo com um novo relatório da McKinsey.

O uso contínuo de combustíveis fósseis representa um grande desafio para as metas globais de emissões líquidas zero de gases causadores do efeito estufa.

1ª publicação A demanda por eletricidade crescerá principalmente devido a um aumento projetado de 20% a 40% nos setores industrial e de construção até 2050, de acordo com o estudo, sendo que os data centers norte-americanos são vistos como os maiores contribuintes para essa expansão na demanda por eletricidade.

A expectativa é que o uso de gás natural para geração de energia cresça significativamente, enquanto o uso de carvão também pode persistir em níveis mais altos.

A McKinsey espera que os combustíveis fósseis respondam por cerca de 41% a 55% do consumo global de energia em 2050, abaixo dos 64% atuais, mas acima das projeções anteriores.

A demanda de energia relacionada às centrais de processamento de dados dos EUA deve crescer quase 25% ao ano até 2030, enquanto a demanda dos data centers em todo o mundo terá um crescimento médio de 17% ao ano entre 2022 e 2030, especialmente nos países da OCDE.

É improvável que os combustíveis alternativos sejam amplamente adotados antes de 2040, a menos que sejam obrigatórios e as energias renováveis têm o potencial de fornecer de 61% a 67% do mix de energia global em 2050, disse a McKinsey.

“Essa foi provavelmente a nossa maior mudança de pensamento sobre a evolução do sistema energético”, disse o sócio da McKinsey, Diego Hernandez Diaz, à Reuters. Ele acrescenta que a consultoria não espera que a demanda de petróleo se estabilize até a década de 2030.

De acordo com ele, combinado com a economia regional e global de alguns combustíveis fósseis, “isso leva a ver até 55% da pilha global de energia sendo formada por combustíveis fósseis em 2050”.

A perspectiva energética global está sendo moldada pela incerteza geopolítica e pelos governos que priorizam a acessibilidade e a segurança energética em detrimento do cumprimento das metas do Acordo de Paris. (biodieselbr)

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Prefeitura de SP autoriza mais de R$ 23 mi para eletrificação de ônibus

Prefeitura de São Paulo/SP autoriza mais de R$ 23 milhões para eletrificação de frotas da Transppass e Express.
A Prefeitura de São Paulo autorizou o pagamento de R$ 23,7 milhões para subsidiar a aquisição de ônibus elétricos por duas operadoras do sistema de transporte público da capital paulista – a Transppass e a Express. Os valores foram empenhados em 20/10/25 em 2 despachos publicados pela Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte no diário oficial da cidade.

A Transppass que opera linha na zona oeste da capital deverá receber cerca de R$ 10,8 milhões. Já o valor empenhado em nome da Express se aproxima dos R$ 13 milhões. Em ambos os casos para a aquisição de veículos elétricos ainda este ano.

A subvenção cobre a diferença entre o preço de veículos elétricos e o de modelos equivalentes movidos à diesel.

Financiamento

A Prefeitura de São Paulo levantou um total de R$ 5,75 bilhões em recursos junto à bancos de fomento tanto nacionais quanto internacionais para subsidiar a eletrificação das operadoras do sistema municipal de ônibus com o objetivo de cumprir as metas de descarbonização fixadas pela Política de Mudanças Climáticas do Município de São Paulo.

Criada pela Lei Municipal 14.933/2009, a política determina que as emissões do sistema sejam zeradas até 2038. (biodieselbr)

Armazenamento ilimitado de energia de baixo custo

Não existe armazenamento de energia ilimitado e de baixo custo atualmente, mas a combinação de fontes como a solar com sistemas de armazenamento de energia (BESS) é a melhor abordagem para um fornecimento constante e acessível. A energia solar é a fonte mais barata, e as baterias de íon-lítio são a tecnologia de armazenamento mais comum. Para reduzir custos, o sistema pode ser usado para armazenar energia excedente gerada durante o dia e utilizá-la à noite, ou em horários de pico quando a eletricidade é mais cara. Outras tecnologias promissoras incluem armazenamento de calor com sal fundido, pilhas de areia e hidrogênio verde, mas elas ainda estão em desenvolvimento.

Combinação de fontes de energia renovável e armazenamento

Energia Solar e Baterias: A energia solar é declarada como a fonte de energia mais barata. O sistema solar pode gerar eletricidade durante o dia, e a energia excedente pode ser armazenada em baterias de íon-lítio (BESS) para ser utilizada à noite, tornando a fonte de energia constante e reduzindo a dependência da rede elétrica.

Energia Eólica e Baterias: Similarmente, a energia eólica pode ser armazenada em baterias quando a produção é alta, para ser usada quando a velocidade do vento diminui.

Tecnologias alternativas em desenvolvimento

Armazenamento de calor:

Sal fundido: Armazena calor gerado em períodos de alta produção de energia para uso posterior, como aquecimento, diz um vídeo do YouTube.

Pilhas de areia: Armazenam calor em altas temperaturas para aquecer edifícios e indústrias, especialmente em climas frios, conforme o vídeo do YouTube.

Hidrogênio verde: A produção e o armazenamento de hidrogênio verde são tecnologias promissoras que estão sendo impulsionadas por avanços tecnológicos, como a hidrogenação de turbinas eólicas, cita a CNN Brasil.

Baterias de sódio: São consideradas uma alternativa mais barata e segura às baterias de íon-lítio, e pesquisas estão sendo realizadas para melhorar a sua eficiência e viabilidade.

Benefícios adicionais de sistemas de armazenamento de energia (ESS)

Redução de custos: O armazenamento de energia ajuda a reduzir os custos de eletricidade, permitindo que os consumidores aproveitem as tarifas de energia fora do horário de pico ou usem a energia solar para suprir a demanda quando os preços são altos.

Segurança energética: Em caso de falhas na rede, os sistemas de armazenamento de energia garantem um fornecimento contínuo, como em hospitais, data centers e indústrias, de acordo com a BYD - Energia.

Estabilidade da rede: A integração do BESS com fontes renováveis melhora a estabilidade da rede, pois a energia pode ser armazenada e liberada de acordo com a necessidade, ajudando a gerenciar a intermitência das fontes renováveis.

Em sua mais nova coluna mensal para a pv magazine, a International Solar Energy Society (ISES) explica como o armazenamento de energia hidrelétrica bombeada combinado com a geração de energia fotovoltaica pode fornecer energia 24 horas por dia, 7 dias por semana para data centers.
O Armazenamento de Energia Hidrelétrica Bombeada (PHES) fornece uma solução amplamente disponível, altamente madura, de menor custo, de menor impacto e de vida útil mais longa para dunkelflaute (períodos com pouca luz solar e pouco ou nenhum vento).

A PHES constitui 95% do armazenamento global de energia. O mundo tem 820.000 locais PHES com um armazenamento combinado de 86 milhões de GWh, o que equivale ao armazenamento utilizável em 2.000.000.000.000 de baterias de veículos elétricos.

PHES e baterias são uma solução completa de armazenamento de energia para eletricidade solar e eólica. As baterias cuidam do armazenamento de alta potência de curto prazo (algumas horas), enquanto o PHES cobre o armazenamento durante a noite, dias ou estações.

Uma PHES de qualidade premium fornece armazenamento de energia na faixa de tamanho de 5 a 5000 GWh a um custo de capital de 5 a 10 vezes menor do que as baterias (US$ 8 a 40) e com uma vida útil 10 vezes maior (150 anos). Os sites premium têm cabeça grande – diferença de altitude (ou desnível) entre os reservatórios superior e inferior em uma usina hidrelétrica reversível (400-1600 m); grande relação água-rocha (10-50) e túneis de pressão curtos (alguns km).

O custo do PHES está caindo tão rápido quanto as baterias porque o Atlas Global do PHES descobriu centenas de milhares de excelentes locais fora do rio.

Não são necessárias novas barragens nos rios. A mineração mínima é necessária em comparação com a mineração de metais para baterias. As paredes do reservatório são construídas escavando rocha do leito dos reservatórios. Aumentar o volume de armazenamento de energia custa pouco: retire mais pedras para tornar as paredes um pouco mais altas.
As necessidades de água para PHES são muito pequenas em comparação com baterias equivalentes (incluindo mineração e refino). Os requisitos de terra para PHES também são muito pequenos. O PHES de qualidade premium armazena 5-+100 GWh por km2, em comparação com baterias de serviços públicos em torno de 15 GWh/km2.

Os requisitos de terra e água para fornecer todo o armazenamento necessário para uma economia afluente e totalmente eletrificada e descarbonizada, que depende da energia solar e eólica, estão na faixa de 2 m2 por pessoa e 2 litros por pessoa por dia, respectivamente.

O conteúdo econômico local para PHES é alto: construção de reservatórios, túneis, casas de força e transmissão. Em contraste, a maioria dos países importa baterias.

Quase todo mundo tem PHES ou pode encontrá-lo nas proximidades. A Europa tem um potencial ilimitado de PHES na Noruega, nos Alpes e no sul da Europa.

Estados secos dos EUA, como Texas e Novo México, têm ótimos locais para armazenar sua excelente energia solar e eólica durante a noite em um local de 15 GWh, ou por uma temporada em um local de 5000 GWh. A Califórnia, como todos os estados do oeste, tem um embaraço de locais excelentes, muito mais do que jamais precisaria. Os estados dos Apalaches no Alabama até o Canadá também são bem-dotados.

Sudeste e Leste da Ásia, América Central e do Sul, África e Oriente Médio têm um grande número de locais excelentes exatamente onde a maioria das pessoas vive. A Índia tem milhares de locais excelentes, não apenas no Himalaia, mas também no sul. A construção do PHES na Índia está decolando em conjunto com o rápido aumento da implantação de energia solar e eólica.

Mesmo a Austrália plana e árida tem muitos locais excelentes. A Austrália em breve terá 400 GWh de armazenamento PHES (15 kWh por pessoa), construídos a um custo de um centavo por pessoa por dia ao longo de sua vida útil de 150 anos. Isso equivale a 8.000 GWh na Europa ou 5.000 GWh nos EUA. A Austrália está se movendo rapidamente para aumentar o armazenamento e a transmissão porque tem a maior geração solar por pessoa.

E depois há a China, talvez o país mais bem-dotado do mundo, para igualar sua vasta escala de implantação solar e eólica. A China tem um pipeline de conclusão PHES de 16 GW por ano, juntamente com centenas de GWh de armazenamento de energia.

Sistemas de armazenamento de energia - Tipos e oportunidades

A energia solar acoplada ao PHES é ideal para fornecer energia 24 horas por dia, 7 dias por semana, para data centers. Por exemplo, um data center de 1 GW no Novo México pode ser alimentado por 5 GW de painéis solares voltados para SE e SW com alta inclinação (para o inverno). O armazenamento híbrido é fornecido por 2 GW de PHES de 25 horas (50 GWh) mais 1 GW de baterias de 4 horas (4 GWh, para coletar energia de pico por volta do meio-dia). O armazenamento PHES pode ser recarregado a partir da rede fora dos períodos de pico, e tanto o PHES quanto as baterias são remunerados por ajudar a estabilizar a rede durante os períodos de estresse.

Juntos, PHES e baterias são assassinos de gás. As baterias consomem os fluxos de receita de alto valor para serviços auxiliares e picos matinais e noturnos. A hidrelétrica bombeada absorve o excesso de energia solar e eólica a um custo baixo ou negativo e fornece energia quando os preços estão altos durante noites, semanas e estações úmidas e sem vento.

Dunkelflaute e energia solar excessiva no verão são problemas cada vez maiores. O PHES fornece uma excelente solução pronta para uso em combinação com baterias, conforme descrito em um artigo de revisão recente aqui.

Há muita atividade de implantação do PHES em lugares como China, Índia e Austrália. Por que não há muitos novos PHES acontecendo na Europa e nos Estados Unidos? Nant de Drance, na Suíça, foi concluída recentemente, mas tem apenas 5% do volume de armazenamento de energia em construção na Austrália, que tem apenas 5% da população da Europa!

Algumas pessoas têm a percepção errônea de que o PHES requer novas barragens nos rios, muita terra, muita água e alto custo – tudo isso está errado. Também parece haver uma paralisia parcial sobre a construção de novas transmissões para compartilhar energia solar, eólica e armazenamento entre regiões e estados.

Milhares de excelentes sites PHES no sul da Ásia.

Local potencial PHES de 1500 GWh no Lago Theodore Roosevelt, no Arizona, armazenando 90 GWh por km2. (pv-magazine-brasil)

domingo, 16 de novembro de 2025

ABNT reforça qualidade e rastreabilidade de módulos solares

Normas da ABNT reforçam qualidade e rastreabilidade de módulos solares comercializados no Brasil.
As recentes normas da ABNT fortalecem a qualidade e rastreabilidade dos módulos solares no Brasil com a atualização de requisitos técnicos para a qualificação e aprovação de tipo de módulos de silício cristalino (série NBR IEC 61215) e a introdução da norma NBR 17258:2025, que estabelece critérios para a avaliação de defeitos por meio da eletroluminescência. Essas publicações alinham o setor com padrões internacionais e padronizam a avaliação de defeitos, promovendo mais transparência e comparabilidade de resultados entre laboratórios e fabricantes.

Atualização das normas de qualificação (NBR IEC 61215): Duas normas atualizam e revisam os requisitos e procedimentos de ensaio para a qualificação de projeto e aprovação de tipo de módulos de silício cristalino.

Nova norma de eletroluminescência (NBR 17258:2025): Estabelece critérios nacionais para a avaliação de defeitos detectados em ensaios de eletroluminescência, um teste que funciona como um "raio-X" dos módulos solares.

Padroniza o uso de imagens de eletroluminescência para avaliar a integridade das células solares, identificando defeitos como microtrincas.

O objetivo é definir parâmetros objetivos e uniformes para a aceitação de módulos, tornando o processo mais transparente e comparável entre diferentes empresas.

Benefícios das novas normas: Fortalecimento da qualidade: Garante que os módulos comercializados atendam a critérios rigorosos de qualidade e durabilidade.

Melhora na rastreabilidade: A padronização dos ensaios e a definição de critérios claros aumentam a rastreabilidade dos processos de certificação.

Alinhamento internacional: Promove a adequação às normas técnicas internacionais da International Electrotechnical Commission (IEC).

Revisões dos requisitos e procedimentos de ensaio para qualificação de projeto e aprovação de tipo de módulos de silício cristalino, além de novos critérios para avaliação de defeitos detectados em ensaios de eletroluminescência, fortalecem a qualidade e a padronização técnica dos módulos fotovoltaicos comercializados no Brasil, avalia a Absolar.
Três recentes publicações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), no âmbito do Comitê Brasileiro de Energia Solar Fotovoltaica (ABNT/CEE-253), representam um importante passo para fortalecer a qualidade e a padronização técnica dos módulos fotovoltaicos comercializados no Brasil, avalia a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Duas normas, pertencentes à série ABNT NBR IEC 61215, atualizam e revisam os requisitos e procedimentos de ensaio aplicáveis à qualificação de projeto e aprovação de tipo de módulos de silício cristalino, promovendo o alinhamento técnico com as normas internacionais da International Electrotechnical Commission (IEC). São as publicações ABNT NBR IEC 61215-1-1:2025 e a revisão da ABNT NBR IEC 61215-2:2025.

Pela análise da Absolar, essas revisões trazem maior consistência aos métodos de teste, definem parâmetros mais precisos e fortalecem a confiabilidade dos resultados obtidos por laboratórios e organismos de certificação.

Já a ABNT NBR 17258:2025 é uma norma inédita, que estabelece critérios nacionais para avaliação de defeitos detectados em ensaios de eletroluminescência (EL) — técnica empregada rotineiramente durante a fabricação de módulos fotovoltaicos de silício cristalino, com a finalidade de identificar fissuras, microtrincas e interrupções em células solares.

Esta aplicação ocorre principalmente em ambientes fabris e laboratoriais, podendo distribuidores e consumidores solicitar comprovação do atendimento aos critérios de qualidade definidos pela norma.

Embora as normas técnicas da ABNT tenham aplicação voluntária, as determinações são amplamente reconhecidas como referência em regulamentos, contratos e programas de certificação, o que torna seu cumprimento obrigatório nesses contextos.

Na avaliação da Absolar, a publicação destas normas reforça o compromisso do setor fotovoltaico brasileiro com a segurança, a rastreabilidade, a performance e a excelência técnica, contribuindo para elevar o padrão de qualidade e a confiabilidade dos equipamentos utilizados em todo o mercado brasileiro. (pv-magazine-brasil)