Além disso, o potencial ainda
não aproveitado é expressivo e está distribuído entre diferentes setores da
economia. Nesse campo estão a indústria, comércio, serviços, residências e
infraestrutura. De acordo com estimativas do planejamento energético, medidas
de eficiência podem proporcionar ganhos relevantes nos próximos anos. E assim,
reduzir o desperdício, além de contribuir para atender parte do crescimento da
demanda sem a necessidade de uma expansão equivalente da oferta.
Os números mostram a dimensão desse potencial. O PDE 2035, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estima ganhos de cerca de 20 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep) em eficiência até 2035. Além disso, a projeção para o setor elétrico chega a 53 TWh. No longo prazo, o PNE 2055 aponta para uma redução de até 25% no consumo energético, equivalente a aproximadamente 200 milhões de tep. Ademais, no âmbito do Procel, as ações apoiadas pelo programa proporcionaram, somente em 2024, economia estimada de 23,79 bilhões de kWh. Ou seja, cerca de 4,24% do consumo nacional de eletricidade.
Taesa ganha RAP adicional de R$ 5,8 milhões, após energização de reforço
Taesa passa a receber receita
anual permitida adicional pela energização do 3º banco de autotransformadores
da SE Rio Grande II; valor terá efeito retroativo e será revisado em 2029.
A Taesa (BOV:TAEE11) informou
que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu os Termos de Liberação
referentes ao 3º banco de autotransformadores da Subestação Rio Grande II,
parte da concessão São Pedro Transmissora de Energia. Com a energização do
equipamento, a companhia passa a ter direito a uma Receita Anual Permitida
(RAP) adicional de aproximadamente R$ 5,8 milhões no ciclo 2026-2027.
O valor já considera
PIS/Cofins e corresponde a 100% da RAP autorizada para o reforço. Segundo a
Taesa, a receita terá efeitos retroativos referentes ao período entre 14 e
21/08/2026, o que adiciona uma contribuição financeira ao negócio de
transmissão de energia da companhia.
A notícia reforça a
importância dos projetos de reforços e melhorias para a geração de receita da
Taesa. Embora o valor de R$ 5,8 milhões seja pequeno diante do porte da
companhia, a entrada em operação de ativos regulados amplia a capacidade da
empresa de capturar receitas vinculadas à infraestrutura de transmissão de
energia elétrica.
A Taesa destacou, porém, que
a RAP adicional possui caráter provisório. O valor estará sujeito à próxima
Revisão Tarifária Periódica (RTP) da concessão São Pedro, prevista para ocorrer
em 2029. Portanto, a remuneração atualmente autorizada ainda poderá ser
revisada no processo regulatório.
“É importante ressaltar que
essa RAP tem caráter provisório e está sujeita à próxima Revisão Tarifária
Periódica (RTP) desta concessão, que ocorrerá em 2029”, explicou a Taesa.
Os papéis terminaram em
25/08/26 estáveis em R$ 38,86, sem variação percentual. No momento da
publicação, portanto, ainda não há preço de abertura ou máxima e mínima do
pregão de 26/08/26. O mercado deverá avaliar o impacto da nova RAP sobre as
receitas futuras da Taesa, especialmente levando em conta que o valor é
provisório e poderá ser alterado na RTP de 2029. Nas últimas 52 semanas, TAEE11
apresenta faixa entre R$ 33,77 e R$ 46,11, mostrando que a ação ainda está
abaixo da máxima registrada no período. Para quem acompanha as ações Taesa, o
comportamento do papel após a abertura poderá indicar o peso atribuído pelo
mercado à nova receita regulada.
A Taesa — Transmissora
Aliança de Energia Elétrica — atua no segmento de transmissão de energia
elétrica, operando concessões responsáveis pela infraestrutura que transporta
eletricidade pelo Sistema Interligado Nacional (SIN). O modelo de negócios é
baseado principalmente em receitas reguladas, como a RAP, o que faz com que
novos reforços, melhorias e entrada em operação de instalações sejam
acompanhados de perto pelo mercado.
A evolução da RAP é um dos
pontos relevantes para avaliar a geração de caixa e a capacidade de
distribuição de proventos da companhia.



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