terça-feira, 24 de janeiro de 2017

25 gigawatts de energia solar em 2030


25 gigawatts de energia solar em 2030 trará R$ 125 bilhões em investimentos.


Meta de 25 gigawatts de energia solar fotovoltaica em 2030 deve trazer mais de R$ 125 bilhões em investimentos ao País.

 

As novas projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), lançadas em recente nota técnica, com a meta de 25 gigawatts (GW) em potência instalada da fonte solar fotovoltaica até 2030, estão cada vez mais alinhadas com as expectativas setor fotovoltaico brasileiro e mobilizarão mais de R$ 125 bilhões em investimentos ao País na construção dos projetos.

 A previsão é do presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Dr. Rodrigo Sauaia. Segundo ele, as novas projeções divulgadas pelo governo federal são positivas, na medida em que sinalizam um esforço concreto de diversificar a matriz elétrica nacional por meio do aumento da participação de fontes renováveis com baixa emissão de gases de efeito estufa (GEE).

 Para Sauaia, o grande destaque vai para a fonte solar fotovoltaica, cuja participação na matriz elétrica brasileira será fortemente ampliada de 0,01% em 2015 para mais de 10% em 2030, um crescimento de mil vezes em um horizonte de 15 anos, maior crescimento relativo do período.

 Segundo a nota técnica da EPE, intitulada “O Compromisso do Brasil no Combate às Mudanças Climáticas: Produção e Uso de Energia”, documento que serviu de base para a definição das metas nacionais de redução de emissões de gases de efeito estufa, conforme os compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris, que entrou em vigor em novembro de 2016, os 25 GW de energia solar fotovoltaica que farão parte da matriz elétrica brasileira de 2030 estarão divididos em 17 GW de geração centralizada solar fotovoltaica (usinas de grande porte) e 8,2 GW de geração distribuída solar fotovoltaica (sistemas em edifícios residenciais, comerciais, industriais, públicos e na zona rural).

“Apesar de representar um avanço considerável frente às projeções anteriores, a ABSOLAR recomenda uma meta nacional de 30 GW em energia solar fotovoltaica até 2030, levando em consideração o envolvimento tanto do governo federal, quanto de governos estaduais e municipais”, diz Sauaia.

De acordo com dados da ABSOLAR, o segmento de micro e minigeração distribuída solar fotovoltaica, que registrou crescimento de 320% em 2015, conta atualmente com mais de 6000 sistemas em todo o país, representando mais de 42 MW em potência instalada, o equivalente a mais de R$ 375 milhões em investimentos privados.

Já no segmento de geração centralizada, o País conta atualmente com 3,3 GW em projetos da fonte solar fotovoltaica contratados via leilões de energia, o que deverá movimentar mais de R$ 13,5 bilhões até 2018. “A estimativa preliminar da ABSOLAR para 2017 aponta para um volume de novas contratações para a fonte solar fotovoltaica de 2 GW por meio de leilões de geração centralizada”, comenta Sauaia. “Simultaneamente, estimamos que o mercado de geração distribuída solar fotovoltaica continuará em forte trajetória ascendente, com destaque para clientes residenciais e comerciais, motivados a reduzir os seus gastos com energia elétrica”, acrescenta.

Os compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris, que busca combater as mudanças climáticas e limitar o aumento da temperatura do planeta, incluem metas para reduzir em 37% as emissões nacionais de GEE até 2025 e em 43% até 2030, ambas em relação ao ano-referência de 2005. Adicionalmente, o país se comprometeu a ampliar a participação das fontes renováveis não hídricas (solar, eólica e biomassa) na matriz elétrica brasileira para pelo menos 23% até 2030. (ecodebate)



Energia solar no Rio Grande do Sul


Inaugurada primeira usina de energia solar do Rio Grande do Sul

Estrutura, com mais de mil placas solares, fica em Boa Vista das Missões.

Usina tem capacidade gerar 257 kw de energia e abastecer 300 famílias.

Inaugurada em 09/11/16 a primeira usina de produção de energia elétrica a partir do sol no Rio Grande do Sul. As estruturas foram montadas no entroncamento das BR-386 e BR-158 em Boa Vista das Missões, no Noroeste do estado, cidade de pouco mais de 2,1 mil habitantes.
Ao todo são mais de mil placas solares em 25 painéis, que garantem a geração de 257 kw de energia. Com isso, até 300 famílias podem ser abastecidas com a energia, considerada limpa. "A luz solar ela entra através da captação dessas células, ela é convertida em eletricidade, vai para uma subestação e essa subestação está conectada a uma rede de média tensão", explica o gerente de energia alternativa Marco Weirich.
Esta é a primeira etapa do projeto de geração de energia solar da cooperativa da região Norte do estado, que atende 36 cidades. O diretor técnico da Creluz, Valdair Pedro Battisti, explica que as condições climáticas favoreceram a escolha do local. "Não tem cerração, é mais alto, sem cerração e o município foi estratégico."
A obra custou mais de R$ 4 milhões e a maioria dos equipamentos foi fabricado no Brasil. O presidente da Creluz, Elemar Battisti, observa que uma usina de energia solar tem menos impacto no meio ambiente, em relação a uma hidrelétrica.
"Sem alagar, sem destruir matas e a natureza. Essa aqui não tem nada mais limpo que energia solar. Então tem um potencial enorme para ser explorado e a gente pensa poder explorar mais adiante, digamos assim, mais energia solar", diz Battisti. (g1)

domingo, 22 de janeiro de 2017

Campeonato de barcos movidos à energia solar

Desafio Solar: conheça o campeonato de barcos movidos à energia solar
Anualmente, Armação dos Búzios, no Rio de Janeiro, recebe uma competição de barcos chamada Desafio Solar. O diferencial do evento é que todos os participantes realizam os ralis com embarcações movidas à energia solar.
O objetivo do evento, que em 2016 aconteceu entre os dias 5 e 11 de dezembro, é estimular o desenvolvimento de tecnologias para fontes limpas de energias alternativas. Além disso, busca divulgar todo o potencial desse tipo de tecnologia em aplicações que podem ser utilizadas no cotidiano, para transporte de passageiros e de recreio.
O Desafio Solar é inspirado numa competição holandesa chamada Frisian Solar Challenge, que acontece a cada dois anos no norte do país europeu. Lá, os participantes percorrem aproximadamente 220 quilômetros de canais das 11 cidades da região de Frísia.
O polo náutico brasileiro demonstrou interesse neste modelo de competição desde a primeira edição do evento internacional, em 2006, que foi um sucesso. Na época, construíram um barco movido por energia solar a fim de participar de um torneio parecido, mas dessa vez nos Estados Unidos.
A experiência fez com que a equipe pudesse estar preparada para participar do Frisian Solar Challenge seguinte. Então, em 2008, o Brasil finalmente viajou até a Holanda para participar do evento.
Apesar de não ter vencido a competição, a equipe brasileira recebeu um prêmio de incentivo e o apoio dos anfitriões holandeses para a realização de um evento semelhante no Rio de Janeiro. Segundo a organização, “o time voltou para o Brasil entusiasmado com a ideia e determinado a repetir o desafio aqui, organizando a primeira competição brasileira de barcos solares”.   
A primeira edição do Desafio Solar aconteceu no ano de 2009 e desde então tem sido bem sucedido. No ano de 2016, contou com circuitos de até 12 quilômetros.
De acordo com a organização, cerca de 250 estudantes, divididos em 19 equipes de quatro estados brasileiros, participam das provas. O campeonato é promovido anualmente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A cada edição, os produtores do Desafio Brasil esperam grupos representantes das mais diversas instituições educacionais e de centros de pesquisa não apenas do País, mas também de fora. Dessa forma, a intenção é que a competição seja uma oportunidade para compartilhar conhecimentos e experiências sobre energia solar.
Um fato interessante do evento de 2016 é que ele foi palco de lançamento do primeiro barco movido à energia solar do Brasil, que apesar de não ter participado da competição, chamou a atenção dos interessados em geração de energia limpa.
E apesar do ambiente promover uma disputa, o clima amigável do evento cria oportunidades para que o desenvolvimento de sistemas de energia solar continuem em crescimento no País, se tornando uma alternativa sustentável e limpa de lidar com os recursos naturais abundantes que existem nos estados brasileiros. 
O Desafio Solar Brasil é uma realização do NIDES – Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social / UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, em conjunto com o Lafae – Laboratório de Fontes Alternativas de Energia da UFRJ e também da engenharia mecânica da UFRJ / Macaé. (portalsolar)

UFRJ conta com trem de levitação movido a energia solar

Mais barato que o metrô e tão acessível quanto o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), o trem de levitação Maglev-Cobra promete se tornar uma solução de transporte acessível e sustentável para quem precisar se locomover dentro da Cidade Universitária da UFRJ, na Ilha do Governador (RJ).
Alimentado por energia solar gerada através de quatro painéis fotovoltaicos, o trem de levitação, além de econômico, também não emite poluentes e circula a uma velocidade de 10 km/h, transportando até 30 passageiros por viagem com a possibilidade de se conectar novos módulos e de aumentar a sua velocidade para até 100 km/h.
Os pesquisadores envolvidos no projeto estimam que o trem apresente custos até cinco vezes mais baixos do que o metrô, chegando a algo próximo do apresentado pelo VLT.
Realizando o percurso entre o Centro de Tecnologia 1 e o Centro de Tecnologia 2 da UFRJ todas às terças-feiras das 11h às 12h e das 14h às 15h, o Maglev-Cobra está sendo encarado pelos pesquisadores como uma possibilidade interessante para a mobilidade urbana do Rio de Janeiro, podendo ser utilizado para interligar pontos estratégicos da cidade. (ambienteenergia)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Tipos de energia

Você sabe quais são os dois tipos de energia solar mais usado no Brasil e no mundo?
Você já ouviu falar da energia Geotérmica?
E das turbinas eólicas com eixo vertical?
Tipos de energia solar
Se você esta pensando em utilizar a energia solar, você esta, provavelmente, procurando dois tipos distintos de se aproveitar e energia do sol: Energia Solar Fotovoltaica OU Energia Solar Térmica (também conhecido como aquecedor solar).
Veja as diferenças:
Energia Solar Fotovoltaica
A tecnologia fotovoltaica (FV) converte diretamente os raios solares em eletricidade. O constante avanço desta tecnologia está proporcionando o aumento da capacidade de fornecimento de energia elétrica no mundo todo, permitindo que a energia solar fotovoltaica seja uma opção viável, de baixo custo e com manutenção mínima.
Os Painéis Solares, normalmente, possuem uma aparência azulada ou preta e são instalados em grupos chamados de sistemas fotovoltaicos. Os painéis solares fotovoltaicos são utilizados em casas, comércios ou indústrias principalmente para gerar eletricidade e reduzir a conta de luz.
Se você quer reduzir a sua conta de luz produzindo energia elétrica com a luz do sol você esta no lugar certo! O Portal Solar é o maior 1° e maior portal do setor, basicamente um guia para você aprender a comprar este tipo de solução para sua casa, empresa ou indústria SEM SE ARREPENDER. Assim que você aprender o básico na seção "guia do comprador" vá para a página de "cotação" deste site e preencha o formulário para receber até 3 orçamentos de energia solar grátis de empresas qualificadas na sua região.
Abaixo, uma foto de um sistema solar fotovoltaico sendo instalado em uma casa:
Aprenda aqui como funciona o sistema de energia solar fotovoltaica.
Energia solar térmica (aquecedor solar)
Outro tipo de energia solar é Solar Térmica que usa o calor do sol diretamente para aquecer outro meio, geralmente água. Sistemas solares térmicos usam coletores (também conhecidos como placas) ou tubos a vácuo para captar o calor do sol e transferir o calor para um líquido (água).
A energia solar térmica é normalmente usada para produzir água quente para banho ou processos industriais. Em dias chuvosos, provavelmente, não haverá sol suficiente para gerar toda a água quente que você precisa, portanto os aquecedores solares possuem também ou uma resistência elétrica ou um aquecedor a gás para auxiliar a atingir a temperatura ideal da água. De qualquer forma, são extremamente eficientes e reduzem em até 80% o consumo de energia relativo ao aquecimento da água.
Você deve ter visto os "painéis solares térmicos em telhados" que normalmente se parecem com isto:
Estes painéis não geram eletricidade. Os painéis contêm fileiras de tubos cheios de água que coletam o calor do sol, desta forma aquecendo a água e à armazenando em um reservatório térmico (boiler).
Outros tipos de energia
Abaixo uma visão geral dos principais tipos de energia que estão em uso, além da energia solar:
Energia eólica 
Um dos principais tipos de energia renovável em uso no Brasil é a energia eólica que esta se tornando cada vez mais comum no mundo todo. A energia eólica é o uso do fluxo de ar captado através de turbinas eólicas e suas pás para converter a energia mecânica em energia elétrica. A energia eólica, como alternativa à queima de combustíveis fósseis, é abundante, renovável, amplamente distribuída, limpa, não produz emissões de gases de efeito estufa durante a operação, não consome água e usa pouca terra. Os impactos ao meio ambiente são muito menos problemáticos do que os das fontes de energia não renováveis. Como por exemplo, as usinas térmicas a carvão ou óleo combustível. Os 2 tipos de turbinas de energia eólica mais usados são:
Eixo horizontal
As turbinas de eixo horizontal possuem pás como as hélices de avião, e geralmente possuem três pás. As maiores turbinas de eixo horizontal são tão altas quantos edifícios de 20 andares e possuem pás de mais de 35 metros de comprimento. As turbinas mais altas com lâminas mais longas geram mais eletricidade. Quase todas as turbinas eólicas atualmente em uso são turbinas de eixo horizontal.
Eixo vertical
As turbinas de eixo vertical possuem pás que são ligadas ao topo e à parte inferior de um rotor vertical. O tipo mais comum de turbina de eixo vertical - a turbina eólica Darrieus, batizada em homenagem ao engenheiro francês Georges Darrieus que patenteou o projeto em 1931 - parece um batedor de ovo gigante de duas lâminas. Elas não são tão eficientes para fazer parques eólicas, porém são mais silenciosas e comumente utilizadas em áreas urbanas para gerar energia para empreendimentos comerciais como um shopping ou um supermercado. (existem versões residências também)
Energia hidrelétrica
Esse é o tipo de energia mais conhecido no Brasil. O que muitas pessoas não estão cientes é que a maioria das cidades no mundo todo dependem deste tipo de energia a décadas. Em 30 de setembro de 1882, a primeira usina hidrelétrica do mundo começou a operar no Rio Fox em Appleton, Wisconsin. Toda vez que você vê uma grande represa, ela provavelmente está fornecendo energia hidrelétrica para alguma cidade ou empresa. A força da água em movimento (energia potencial), passa pela tubulação da usina com muita força e velocidade, movimentando a turbina da hidrelétrica. As turbinas em movimento estão conectadas a um gerador, que transforma esta energia mecânica em energia elétrica. Os dois principais tipos de usinas hidrelétricas são:
Usinas hidrelétricas “a fio d’água”
São aquelas que possuem reservatório de água. Ou seja são instalados no curso do rio e quando este esta com baixo volume a usina não produz energia.
Usinas hidrelétricas “de Acumulação”
São aquelas que possuem um reservatório de água, como a famosa Itaipu.
Energia geotérmica
As usinas geotérmicas são semelhantes às outras usinas térmicas que utilizam turbinas a vapor. O calor de uma fonte de combustível (no caso geotérmico, o núcleo da terra) é utilizado para aquecer água ou outro fluido de trabalho. O fluido de trabalho é então usado para girar uma turbina de um gerador, produzindo assim eletricidade. O fluido é então arrefecido e devolvido à fonte de calor.
Este tipo de energia pode ser utilizada por uma unidade residencial ou em grande escala por uma aplicação industrial. Foi usado durante épocas antigas para o banho e aquecimento. A maior desvantagem com a energia geotérmica é que ela só pode ser produzida em locais selecionados em todo o mundo. O maior grupo de usinas de energia geotérmica do mundo está localizado em The Geysers, um campo geotérmico na Califórnia, Estados Unidos. Os dois principais tipos de energia geotérmica em uso são:
Centrais térmicas a vapor
Estações de vapor seco são o projeto mais simples e mais antigo. Eles usam diretamente o vapor geotérmico de 150°C ou mais para girar as turbinas.
Centrais térmicas de vapor instantâneo
As estações de vapor instantâneas puxam água quente de alta pressão para tanques de baixa pressão e usam o vapor resultante para impulsionar as turbinas. Eles exigem temperaturas fluidas de pelo menos 180°C, geralmente mais. Este é o tipo mais comum de estação em operação hoje em dia.
Energia nuclear
A energia nuclear é o uso de reações nucleares que liberam energia nuclear para gerar calor, que mais freqüentemente é usado em turbinas a vapor para produzir eletricidade em uma usina nuclear. No Brasil temos a Angra 1, que é uma usina nuclear situada na Praia de Itaorna, em Angra dos Reis, e foi a primeira usina do programa nuclear brasileiro, que atualmente conta também com Angra 2 em operação, Angra 3 em construção. A usina Angra 3 foi recentemente pauta das notícia devido ao desvio de verbas.  A energia nuclear é extremamente controversa devido aos danos que ela pode causar ao meio ambiente caso aconteça um desastre como foi o caso de Chernobyl, na Ucrânia, que matou mais de 4.000 pessoas de câncer. Dentre outros, o desastre de Fukushima no Japão em 2011 causado por uma tsunami fez com que mais de 200.000 pessoas tivessem de ser removidas da região devido ao perigo de contaminação por radiação.
(portalsolar)