sábado, 30 de abril de 2022

Usinas eólicas e solares são liberadas com 46,82 MW de capacidade

Empreendimentos estão localizados na Bahia e Piauí.
A Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou para início da operação comercial, a partir de 19 de março, unidades geradoras da EOL Pedra do Reino V e EOL Ventos da Bahia XXIII. Juntos, os empreendimentos que estão localizados no estado da Bahia, somam 32,5 MW de capacidade instalada. Foi autorizado também unidades geradoras da UFV São Gonçalo 17, com 14,32 MW de capacidade e que estão localizadas no estado do Piauí. (canalenergia)

BNDES financiará geração solar por consumidores do Norte

Emissão de R$ 60 milhões em debêntures verdes objetiva ampliarem o uso e acesso da energia limpa com instalação de 1.600 sistemas UFV em substituição aos geradores a diesel na região dos sistemas isolados.

O BNDES aprovou a operação que permitirá ao consumidor de energia do Norte do país, principalmente da Amazônia, substituir seus geradores a diesel por usinas fotovoltaicas. O banco adquiriu 95% dos R$ 60 milhões em debêntures verdes emitidas pela Amazônia Solar Companhia Securitizadora de Créditos Financeiro. A emissão viabilizará a parceria com a fintech Solfácil, especializada em financiar a instalação de sistemas de microgeração solar fotovoltaica.

A operação permitirá o financiamento a cerca de 1.600 projetos num prazo de até 150 meses para a instalação de sistemas UFVs em residências e empresas localizadas na região. A Solfácil será responsável por avaliar a capacidade do contratante e do contratado, além de verificar a viabilidade do sistema para o consumidor antes de aprovar o crédito.

Cada investimento na ponta deverá apresentar um custo médio em torno de R$ 37 mil e será 100% financiado. Ao todo serão cerca de 12 MWp de capacidade instalada, equivalente ao consumo de quase sete mil famílias.

Ideia é diminuir geração a diesel e incentivar energia limpa em regiões isoladas como Amazônia.

1ª vez que o banco atua neste formato piloto, visando promover a aceleração da geração solar distribuída no Norte, que convive com problemas de fornecimento de energia, possuindo ainda 250 Sistemas Isolados que utilizam a geração térmica a diesel para o fornecimento. Na visão da diretora de Concessão de Crédito à Infraestrutura do BNDES, Solange Vieira, a operação é inovadora na forma de atuação, ao permitir o acesso do consumidor final aos recursos da instituição sem a intermediação tradicional de bancos.

“A operação vai contribuir para democratizar o acesso à geração solar para os consumidores de energia da região Norte, permitindo maior acesso ao crédito na ponta e promovendo a desconcentração bancária”, comentou.

Outro benefício para o consumidor é a redução no gasto com contas de luz, estimada em até 90%, e também da operação em si, visto o diesel ter aumentado muito de preço após o início da invasão russa à Ucrânia e pressão sobre o preço dos combustíveis. A compensação será suficiente para pagar o financiamento. Após a liquidação do empréstimo, o cliente será o proprietário do sistema fotovoltaico, quem tem uma durabilidade prevista de 25 anos.

Fórum Mundial Amazônia+21 realizado em novembro/2020, destacou o uso de energia solar na região amazônica.

Especialistas do setor elétrico apontaram alternativas para incrementar o potencial de energia na Amazônia (canalenergia)

Cristo Redentor renova iluminação e reduz consumo em 68% no RJ

Projeto da Enel reduz número de refletores e aumenta eficiência do sistema luminotécnico, que pode ser acionado de forma automática e remota.

O Santuário do Cristo Redentor mais conhecido do mundo recebeu um novo sistema de iluminação capaz de reduzir em 68% o consumo de energia na localidade. O número de refletores foi reduzido de 280 para 142, mas a eficiência luminosa da tecnologia LED garantirá maior produção de luminosidade e estabilidade da luz. Ao todo, a demanda do novo parque de iluminação no Rio de Janeiro será de 9.900 watts, informou a Enel Brasil, responsável pelo projeto por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

Outro recurso utilizado para evitar desperdícios no consumo é um software que gerencia remotamente os horários para ligar e desligar o sistema de forma automática. Além disso, o LED aplicado é mais sustentável, feito de componentes como alumínio e chips eletrônicos, os quais podem ser reciclados em mais de 90% da sua composição.

A possibilidade de gestão através de um smartphone torna possível, por exemplo, a programação do acionamento da iluminação do Santuário em uma série de ações culturais, religiosas e temáticas integradas ao projeto 90 anos de luz.

Para o Country Manager da Enel no Brasil, Nicola Cotugno, o patrocínio à iluminação do monumento ao Cristo Redentor reafirma a conexão entre Itália e Brasil e a ligação entre a empresa e a cidade do Rio de Janeiro, que passou a abrigar, no segundo semestre de 2021, os escritórios da empresa no Estado, localizados na região portuária.

“O monumento do Cristo foi iluminado pela 1ª vez em 1931, a partir de um impulso elétrico disparado de Roma, a 10 mil quilômetros de distância, onde fica a sede do Grupo Enel”, lembrou o executivo durante a cerimônia de entrega do projeto. (canalenergia)

China alerta para ‘consequências inimagináveis’

China alerta para ‘consequências inimagináveis’ se energia nuclear for encurralada.

O vice-ministro das Relações Exteriores de Pequim culpa a OTAN por alimentar a instabilidade que levou ao conflito Rússia-Ucrânia.
Bandeiras dos países membros da OTAN.

O vice-ministro das Relações Exteriores da China, Le Yucheng, disse que a globalização não deve ser “armada” e a política do bloco militar deve ser “rejeitada”. Os comentários vêm um dia depois que o presidente dos EUA, Joe Biden, alertou seu colega chinês, Xi Jinping, que haveria “consequências” se a China apoiasse a ação militar da Rússia na Ucrânia.

Falando no Quarto Fórum Internacional sobre Segurança e Estratégia em Pequim no sábado, o funcionário concordou com a avaliação de Moscou de que a expansão descontrolada da OTAN na Europa Oriental e o fracasso em abordar as preocupações de segurança nacional da Rússia abriram o caminho para a crise atual. Ele disse que um simples “compromisso de não expandir para o leste poderia facilmente acabar com a crise e parar o sofrimento”.

“Em vez disso, optou-se por atiçar as chamas a uma distância segura, observando seus próprios traficantes de armas, banqueiros e magnatas do petróleo fazerem fortuna com a guerra, deixando o povo de um pequeno país com as feridas da guerra que levaria anos. para curar”, disse.

China diz que laços com Rússia estão se 'aprofundando', mas nega que Xi tenha dado aprovação a Putin sobre a Ucrânia.

Autoridades chinesas disseram que suas relações com a Rússia continuam se aprofundando apesar da reação internacional em relação aos movimentos militares de Moscou contra a Ucrânia, mas descartaram as especulações de que Pequim endossou o plano do Kremlin de atacar o país vizinho.

A busca da OTAN por “segurança absoluta” leva, em vez disso, à “não-segurança absoluta”, acrescentou Le.

As consequências de encurralar uma grande potência, especialmente uma potência nuclear, são ainda mais inimagináveis.

Moscou se opôs veementemente à presença da OTAN perto de suas fronteiras e embarcou em uma missão para obter garantias escritas que impediriam a expansão do bloco militar liderado pelos EUA e impediriam a Ucrânia de se juntar às suas fileiras. No entanto, o Ocidente ignorou as preocupações da Rússia.

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma “operação militar especial” em 24/02/22, com o objetivo declarado de “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia, garantindo que não representasse mais uma ameaça à Rússia ou às recém-reconhecidas repúblicas do Donbass, que sofreram sete anos de cerco extenuante.

Os EUA e seus aliados da OTAN acusaram a Rússia de iniciar uma guerra “não provocada” para conquistar e subsumir a Ucrânia. Como resultado, Moscou viu milhares de novas restrições e sanções severas, com os EUA, a UE e outros buscando “isolar” e “destruir” a economia russa.

“A história provou repetidamente que as sanções não podem resolver os problemas”, disse Le. “As sanções contra a Rússia estão ficando cada vez mais ultrajantes. As sanções só vão prejudicar as pessoas comuns, impactar o sistema econômico e financeiro e piorar a economia global”.

Pequim está sob crescente pressão do Ocidente para se distanciar de Moscou e romper seus laços comerciais, depois que a China se absteve de uma resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas condenando a ação militar da Rússia na Ucrânia, optando por permanecer neutra, ao lado de Índia, Paquistão, África do Sul, e 30 outros países.

Em uma videoconferência com Biden, Xi enfatizou que a China sempre foi “pela paz e se opõe à guerra” e instou todas as partes envolvidas no conflito a retornarem à diplomacia. Em resposta, Biden o alertou que Pequim enfrentaria “consequências” caso fornecesse apoio material à Rússia ou a ajudasse a evitar sanções ocidentais. (jornalalerta)

Shell dá entrada em licenciamento para eólicas offshore no Brasil

Solicitação envolve projetos que somam 17 GW nos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Shell Brasil informou que deu entrada em março/2022 em pedidos de licenciamento ambiental junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais para geração de energia eólica offshore em 6 áreas, nos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Os 6 projetos em desenvolvimento juntos terão capacidade instalada de 17 GW.

A iniciativa demonstra o compromisso da Shell com o Brasil e a materialização da estratégia centrada nas metas de descarbonização para a transição energética.

Enquanto aguarda a definição do restante da regulamentação que guiará o desenvolvimento desses projetos no país, o envio do Formulário de Caracterização de Atividade ao IBAMA é um primeiro passo para garantir o melhor estudo das áreas e o desenvolvimento sustentável e responsável dos investimentos necessários para o licenciamento. Os estudos ambientais começarão ainda em 2022.

Gabriela Oliveira, gerente de Geração Renovável da Shell no Brasil, afirmou que com mais de 20 anos de atuação em energia eólica no mundo e mais de 50 anos de tradição em projetos offshore, a Shell pretende aliar sua expertise nestas duas frentes com o objetivo de fornecer mais energia e energia limpa para o país. (canalenergia)

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Quanto tempo um carro elétrico demora para "se pagar"?

Quanto tempo um carro elétrico demora para "se pagar" em relação a um a combustão?

Não há resposta absoluta, mas tempo pode ser menor que seis anos. Autoesporte fez quatro simulações com modelos de R$ 165 mil a R$ 700 mil.
É comum ouvir que as pessoas teriam carros elétricos se eles não fossem tão caros. Por mais que os custos baixem a cada ano, é fato que eles são muito pouco acessíveis. O JAC E-JS1, mais barato do tipo no Brasil, custa o mesmo que um Jeep Compass. Só que tem o tamanho de um Renault Kwid.

Por outro lado, os custos de propriedade e manutenção são bem mais baixos em modelos elétricos. Afinal, não há óleo para ser trocado ou velas, bobinas, bicos injetores e centenas de outras peças móveis que se desgastam e quebram com o tempo. A Volvo, por exemplo, não cobra pelas três primeiras revisões do XC40.

Na hora de abastecer, ter um carro elétrico pode ser ainda mais vantajoso se o dono souber aproveitar a estrutura (ainda escassa, mas gratuita) dos pontos de recarga no Brasil. Considerando uma metrópole como São Paulo, é possível usar as estações instaladas em supermercados, concessionárias e postos de combustível sem gastar um centavo.

Isso dito, quanto tempo é necessário para que o investimento extra em um carro elétrico se pague? Autoesporte fez quatro simulações comparando veículos elétricos com similares a combustão ou híbridos.

Pelas nossas contas, e considerando o melhor dos cenários, a resposta mais simples é de seis a sete anos. Esses resultados foram obtidos nas duas extremidades: do carro elétrico mais barato e também do mais caro.

Antes de detalhar os cálculos, é preciso apresentar os veículos. O primeiro duelo envolve o JAC E-JS1, de R$ 164.900. Por ser automático (como todo carro elétrico), e ter equipamentos como faróis de LED e acesso por chave presencial e quadro de instrumentos digital, ele foi comparado com o Chevrolet Onix topo de linha, de R$ 102.340.

“Confronto” seguinte foi entre as versões a combustão e elétrica do Peugeot 208. Elas custam, respectivamente, R$ 114.990 e R$ 269.990.

A terceira, entre o Volvo XC40 Recharge (R$ 409.950) e o Audi Q3 1.4 Black (R$ 288.990).

A última foi “caseira”, entre os Porsche Panamera 4 Sport Turismo e Taycan 4 Cross Turismo. Esse confronto levou em consideração versões equivalentes de veículos com carroceria semelhante. No caso, o Panamera escolhido possui conjunto híbrido.

Critérios

• 5 mil km rodados por ano, sendo 10,5 mil km na cidade e 4,5 mil km na estrada;

• Consumo segundo o Inmetro nos respectivos ciclos para os modelos a combustão e a média em kWh/100 km no caso dos elétricos;

• Nas revisões, todas as marcas foram consultadas. A Volvo disse que ainda não tem os valores dos serviços daqui a três anos. Então, não foram incluídos no cálculo;

•        Os custos de combustível foram estabelecidos de acordo com a média semanal da Agência Nacional do Petróleo para São Paulo – R$ 5,007 para o etanol e R$ 6,637 para a gasolina;

• Já o custo da energia elétrica levou em conta mesma localidade – R$ 0,623/kWh;

• Os custos do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) não foram considerados porque há diferenças de taxação de acordo com o estado. Ceará, Maranhão, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, por exemplo, oferecem isenção na cobrança do tributo para híbridos e elétricos;

• Por se tratar de um mercado ainda relativamente novo (e pequeno) no Brasil, também não foi calculada a taxa de depreciação, que tende a ser maior nos elétricos levando em conta a garantia das baterias, que é de oito anos, em média.

Resultados

JAC E-JS1 x Chevrolet Onix Premier

JAC E-JS1 x Chevrolet Onix é o confronto entre o elétrico mais barato e um hatch compacto.

Diferença: R$ 62.560

• Tempo necessário para investimento ser compensado: sete anos.

Ficha técnica

 

Jac E-JS1

Chevrolet Onix Premier

Motor

Elétrico, dianteiro

1.0 turbo, 3 cilindros, flex

Potência

62 cv

116 cv

Torque

15,3 kgfm

16,8 kgfm

Comprimento

3,65 m

4,16 m

Entre eixos

2,39 m

2,55 m

Largura

1,67 m

1,73 m

Porta-malas

121 l

275 l

Bateria

30,2 kWh

N/D

Autonomia

300 km (NEDC)

N/D

Os carros mais baratos e os mais caros desse comparativo são os que se pagam em menos tempo. No primeiro cenário, o JAC E-JS1 é R$ 62.560 mais caro do que um Onix topo de linha. Essa diferença começa a ser diluída com os custos de manutenção.

A Chevrolet pede R$ 4.664 para realizar as revisões até os 70 mil km, cobrindo exatos sete anos de uso. Já os serviços da JAC no mesmo período custam praticamente a metade – R$ 2.393.

Mas é na hora de abastecer que os custos adicionais do carro elétrico são amortizados. Caso banque todas as recargas, o dono de um E-JS1 vai gastar R$ 6.280 em energia elétrica nos sete anos.

A soma é inferior aos custos de etanol de um Onix 1.0 turbo por um ano – R$ 8.440. Dessa forma, nos sete anos, o investimento com combustível fica em R$ 59.080.

JAC E-JS1: aceleramos o elétrico mais barato do Brasil

Assim, ao considerarmos os gastos com manutenção e recarga/abastecimentos, em sete anos, o JAC E-JS1 é R$ 47.175 mais econômico que um Chevrolet Onix. A diferença ainda não é suficiente para compensar o investimento extra.

Porém, também é preciso levar em conta que as recargas podem ser feitas de forma gratuita. Assim, simulamos outros 2 cenários.

1º em que o proprietário realiza metade dos abastecimentos em casa, a diferença entre os dois fica em praticamente R$ 50 mil.

Caso consiga recarregar o modelo elétrico de forma gratuita todas as vezes, em sete anos a economia será de R$ 61.351, praticamente suficiente para bancar o investimento extra feito no momento da compra.

Só é preciso considerar que o E-JS1 é bem menor do que um Onix. São 3,65 metros de comprimento, 2,39 m de entre eixos e apenas 121 litros no porta-malas. Já o Chevrolet tem, respectivamente, 4,16 m, 2,55 m e 275 l.

Peugeot e-208 x Peugeot 208 Griffe

Peugeot e-208 x Peugeot 208: confronto caseiro entre hatches compactos.

Diferença: R$ 155 mil

• Tempo necessário para investimento ser compensado: mais de oito anos

Ficha técnica

 

Peugeot e-208

Peugeot 208

Motor

elétrico, dianteiro

1.6, aspirado, flex

Potência

136 cv

118 cv

Torque

26,5 kgfm

15,5 kgfm

Comprimento

4,05 m

4,05 m

Entre-eixos

2,54 m

2,54 m

Largura

1,74 m

1,74 m

Porta-malas

311 l

265 l

Bateria

50 kWh

N/D

Autonomia

340 km (WLTP)

N/D

Apesar de, em tese, serem o mesmo carro, a diferença de preços entre a versão a combustão e a elétrica do Peugeot 208 é a maior deste comparativo. Exatos R$ 155 mil separam os dois modelos.

É preciso considerar que a opção a bateria chega ao Brasil importada da França, ao passo que o modelo flex vem da Argentina e, por isso, paga menos impostos. Também há diferenças de equipamentos. A versão elétrica tem acabamento mais refinado e itens como freio de estacionamento elétrico.

Peugeot e-208 é feito na França e tem as mesmas medidas do modelo argentino.

Ainda assim, os custos elevados extrapolaram nossas simulações – limitadas a até oito anos. Com esse tempo de uso e no cenário mais otimista, em que o proprietário consegue realizar todas as recargas do modelo elétrico de forma gratuita, metade do investimento seria recuperado.

Isso significa R$ 77.830 dos R$ 155 mil pagos a mais pela versão elétrica. A soma é resultado de uma economia de R$ 74 mil em combustível e quase R$ 4.000 a menos nas revisões. Caso tenha de pagar por todas as recargas, a diferença após oito anos é de pouco mais de R$ 65 mil.

Volvo XC40 Recharge x Audi Q3 1.4 Black

Volvo XC40 Recharge x Audi Q3 é um dos confrontos mais desequilibrados.

Diferença: R$ 120.960

• Tempo necessário para investimento ser compensado: mais de oito anos

Ficha técnica

 

Volvo XC40 Recharge

Audi Q3

Motor

2 elétricos, um em cada eixo

1.4, turbo, gasolina

Potência

413 cv

150 cv

Torque

67,3 kgfm

25,5 kgfm

Comprimento

4,42 m

4,48 m

Entre-eixos

2,70 m

2,68 m

Largura

1,86 m

1,85 m

Porta-malas

414 l

530 l

Bateria

78 kWh

N/D

Autonomia

418 km (WLTP)

N/D

Esse é outro comparativo em que o cliente vai demorar mais para recuperar o investimento. E olha que demos aquela “colher de chá” para a Volvo, que disse não saber qual será o valor das revisões do XC40 após o terceiro ano – os serviços até lá estão inclusos no preço de compra. O SUV custa R$ 409.950.

Dessa forma, consideramos apenas os custos das recargas do Volvo e de manutenção e abastecimento do Audi Q3 1.4 mais completo – Black. Nem assim o XC40 compensou os mais de R$ 120 mil a mais na hora da compra.

Volvo XC40 elétrico é caminho sem volta para futuro sem motores a combustão.

É preciso considerar que o XC40 tem números de potência, torque e desempenho muito melhore que os do Audi.

Após o oitavo ano de uso, o Q3 vai ter exigido de seu dono R$ 96.840 em manutenção e combustível. Considerando apenas a gasolina, os gastos estimados são de R$ 80.808. Em contrapartida, caso o dono do XC40 decida carregar o veículo em postos pagos, deverá desembolsar R$ 8.048 – um décimo dos custos do Audi.

Audi Q3 1.4 foi lançado em 2020 no Brasil.

No fim das contas, a diferença com os gastos após 8 anos entre Q3 1.4 e XC40 elétrico fica, no cenário mais otimista, em R$ 96.840, podendo ser de R$ 88.792, caso as recargas sejam pagas – ainda distantes dos R$ 120 mil de diferença entre os modelos.

Precisa relembrar que não foram considerados gastos de manutenção do XC40. A disputa pode ficar mais parelha quando os números de consumo e os custos de revisão do Audi Q3 2.0 Performance Black forem divulgados. Nesse caso, a diferença de preço entre ele e o Volvo é de menos de R$ 90 mil – fator que certamente vai baixar o número de anos necessários para o modelo elétrico valer a pena.

Porsche Taycan 4 Cross Turismo x Porsche Panamera 4 Sport Turismo

Porsche Taycan compensa o investimento extra em relação ao Panamera depois de 6 anos.

• Diferença: R$ 40 mil

• Tempo necessário para investimento ser compensado: menos de 6 anos

Ficha técnica

 

Porsche Taycan 4 Cross Turismo

Porsche Panamera 4 Sport Turismo

Motor

2 elétricos, um em cada eixo

V6, gasolina + 1 elétrico

Potência

380 cv (476 cv no modo arrancada)

462 cv (combinada)

Torque

51 kgfm

71,4 kgfm (combinado)

Comprimento

4,97 m

5,05 m

Entre-eixos

2,90 m

2,95 m

Largura

1,97 m

1,94 m

Porta-malas

446 l

418 l

Bateria

83,7 kWh

N/D

Autonomia

456 km (WLTP)

54 km

Esse é outro confronto “caseiro”. É também aquele com a menor diferença de preços entre os dois carros. E o único com um modelo híbrido – combinando um motor elétrico e outro a combustão.

As versões selecionadas não são as mais vendidas, mas sim as que têm especificações mais próximas. É preciso lembrar que, em algumas configurações, o Taycan é até mais barato que o Panamera.

Porsche Taycan Cross Turismo só é oferecido na versão 4.

Não é o caso da versão 4. Aqui, a diferença é de R$ 40 mil, sem considerar opcionais. Nesse cenário, apesar de os preços serem mais próximos, o baixo consumo de combustível do Panamera e a menor eficiência energética do Taycan tenderiam a deixar as contas mais complexas.

Na prática, a primeira simulação, com 6 anos de uso e todas as recargas do Taycan bancadas pelo proprietário já foram suficientes para que ele valha a pena em relação ao Panamera – pelo menos do ponto de vista financeiro.

Isso porque há um abismo entre os custos de manutenção dos dois modelos. Nos seis primeiros anos de uso, o Taycan exige R$ 6.408 em serviços, contra R$ 31.061 do Panamera.

Incluindo os R$ 30.192 necessários para abastecer o Panamera e os R$ 13.734 em energia elétrica do Taycan, a diferença de custos de propriedade dos dois fica em R$ 41.111 a favor do modelo elétrico. (globo)

Dona da Fiat quer 20% de elétricos e híbridos

O grupo Stellantis, dono das marcas Fiat, Jeep, Citroën e Peugeot, espera que 20% de suas vendas na América do Sul e Brasil sejam de modelos eletrificados até 2030.
O grupo já tem previsto sete lançamentos de carros híbridos e elétricos até 2025, um deles um híbrido flex a etanol desenvolvido no País.
Para chegar a essa participação, a companhia pretende ampliar a nacionalização de componentes e tecnologias de eletrificação em parceria com seus fornecedores.
“Isso significa desenvolver e atrair investimentos, qualificar empregos e instituições de educação relacionadas a isso”, afirmou Antonio Filosa, presidente da Stellantis na região.
(canalenergia)