terça-feira, 30 de junho de 2020

Produtores rurais aproveitam ao máximo a energia com usinas híbridas

Produtores rurais aproveitarão potencial máximo de energia com usinas híbridas.
Grupo Alexandria está construindo complexos combinados de energia solar e de biogás para abastecer operações no meio rural.
A combinação das energias solar com a de biogás é o novo modelo de negócios que está sendo desenvolvido no País pelo Grupo Alexandria, especializado em projetos de geração de energia alternativa. Com capacidade para extrair o máximo do potencial de ambas as fontes – solar e compostos orgânicos – o modelo permite o máximo de aproveitamento da eletricidade gerada para abastecer operações no meio rural.
Segundo a empresa, na prática as usinas vão gerar eletricidade a partir de painéis fotovoltaicos durante o dia, enquanto os resíduos orgânicos serão transformados em biogás, que é armazenado em cilindros ou em grandes reservatórios, para ser usado nos períodos quando não há radiação solar, ou para abastecer caminhões e máquinas colheitadeiras, por exemplo.
Alexandre Brandão, CEO do Grupo Alexandria, destaca que as usinas poderão abastecer 100% do consumo de fazendas, agroindústrias e granjas ininterruptamente e de forma distribuída, por todo o período de funcionamento.
“Potencial dos sistemas híbridos para o Brasil é enorme e diversificado”.
Ele também acrescenta que a usina híbrida vai potencializar benefícios já conhecidos, como menor custo por ser produzida no mesmo local de consumo, oferta constante também durante o período de entressafra, menor dependência de fontes externas em períodos de seca, com o benefício extra de aliviar os reservatórios, além de dar uma destinação ambientalmente correta para os resíduos orgânicos.
“O Brasil é um dos países que recebe a maior irradiação solar do planeta e que possui grandes propriedades rurais com alta produção de resíduos orgânicos. Assim, a introdução das usinas híbridas, é uma alternativa natural”, diz Brandão.
Além de gerar eletricidade mesmo no período entressafras, a propriedade pode alugar parte da usina para terceiros, mantendo uma renda constante durante todo o ano. Neste caso, o Grupo Alexandria também faz toda a gestão dos contratos de locação, isentando o produtor rural de estrutura administrativa para esta atividade.
A construção de usinas híbridas, como a combinação de solar e biogás deve se tornar uma tendência global, principalmente por ser ambientalmente correta e possível de ser instalada também em áreas periféricas de grandes cidades, para aproveitamento do lixo orgânico na produção do biogás. Para falar mais sobre isso, Alexandre Brandão participará de uma palestra na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 26), que ocorrerá na Escócia, em 2021.
O evento que aconteceria em novembro deste ano foi adiado por conta da pandemia.
Projetos solares e eólicos avançam no mercado livre de energia. (portalsolar)

Alta de 20% na conta de luz torna energia solar mais atrativa

Energia solar torna-se ainda mais atrativa com possível aumento de 20% na conta de luz.
Maior tarifa de energia pode ocorrer em decorrência das medidas de socorro às companhias do setor elétrico durante a pandemia.
O pacote anunciado pelo governo de socorro às companhias do setor elétrico na pandemia da Covid-19 prevê um aumento de 20% na tarifa de eletricidade, segundo estimativa da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace). Para se proteger desse crescimento de tarifa, a energia solar, conhecida por suas vantagens na redução do valor da conta de luz, é uma ótima opção ao consumidor – residencial, comercial e do setor público, tornando-se ainda mais atrativa nesse momento.
Para Rodrigo Sauaia, CEO da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a tecnologia solar fotovoltaica é uma grande aliada neste momento crítico do mercado mundial, pois traz economia direta ao bolso dos brasileiros, alivia o orçamento das empresas e dos governos e os protegem contra os aumentos das tarifas no País. 
“De imediato, sobretudo neste momento, a energia solar reduz o custo de energia elétrica da população, aumenta a competitividade das empresas e desafoga o orçamento do poder público, beneficiando pequenos, médios e grandes consumidores do País”, diz Sauaia.
Segundo a Abrace, o possível aumento de 20% na conta de energia do consumidor é consequência das medidas emergenciais anunciadas pelo governo para o setor elétrico.
“Na prática, um sistema fotovoltaico bem dimensionado pode reduzir os gastos com eletricidade dos consumidores em até 95%. Com essa economia gerada o usuário pode destinar os recursos para outras necessidades essenciais, como alimentação, saúde e educação”, aponta Sauaia.
Camila Ramos, vice-presidente de financiamento da ABSOLAR, afirma que estão disponíveis no País mais de 70 linhas de financiamento, com taxas de juro a partir de 0,75% ao mês, um patamar abaixo de outros momentos de crise, o que viabiliza a instalação.
“O consumidor que não dispõe de recurso próprio também pode adquirir o sistema, uma vez que a economia na conta de luz trazida pela energia solar já paga a parcela do financiamento e ainda pode aumentar o poder aquisitivo das famílias em suas demais necessidades diárias”, explica. (portalsolar)

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Consumo Sustentável numa Perspectiva Econômica e de Marketing

A visão de consumo como sendo um produto dos processos de tomada de decisão individual tem dominado os estudos econômicos e estudos de marketing. Assim sendo, os enfoques teóricos para reduzir o consumo e seus impactos tem se limitado a motivar a mudança de comportamento individual, de um lado, e desenhar tecnologias mais eficientes e sistemas de produção mais limpos, do outro. Nesta perspectiva os indivíduos são os responsáveis pela adoção de tecnologias mais eficientes como se elas fossem a solução milagrosa adequada e estivessem prontamente disponíveis. Em resumo, são as pessoas que agem tanto como barreiras e catalizadores da mudança.
Como veremos a seguir, esta literatura está distante de ser consistente, quando se busca teorias alternativas de como o consumo se encaixa nas práticas diárias das pessoas, através de uma perspectiva que parece ser crítica para caracterizar as políticas e atividades do consumo sustentável nos dias de hoje.
Apesar de dois grandes eventos (Rio-92 e Joannesburgo), a publicação de estratégias ambientais corporativas ou sustentabilidade tornaram-se lugar comum e a chegada de muitos produtos inovativos verdes, dados econômicos e ambientais demonstram que boa parte das tendências continua movendo-se fora da sustentabilidade (PEATTIE; PEATTIE, 2008). Não podemos esquecer que o consumo é geralmente determinado pelos regimes sociotécnicos (SEYFANG, 2009), e que o objetivo principal das empresas é o lucro.
Grandes corporações que operam em nível global têm muita influência e o foco delas é determinado por interesses de negócios (LEVKOE, 2006). Consequentemente, as escolhas que os cidadãos podem fazer em lojas e supermercados são muito limitadas, no senso ambientalmente sustentável, levando a dificultar mudanças efetivas na sociedade, mesmo que todos os indivíduos desejassem agir sobre princípios sustentáveis (SEYFANG, 2009). Isto significa que os indivíduos têm escolhas limitadas e suas decisões são, acima de tudo, determinadas pelo sistema da indústria e corporações cuja prioridade é a de aumentar lucros. Isto leva ao fato de que padrões de consumo de acordo com os interesses dos negócios frequentemente têm prioridade sobre a livre escolha individual.
Neste caso, os consumidores são capturados em armadilhas dentro de padrões de consumo e práticas de estilo de vida pelas estruturas sociais do mercado, negócios, padrões de trabalho, planejamento urbano e desenvolvimento (SEYFANG, 2009). Escolhas podem ser feitas dentro do que é oferecido pelo mercado, mas nunca vão além disto. São também limitadas pelas instituições sociais, normas dos consumidores e infraestruturas (SEYFANG, 2009).
Baseado na suposição de que a atual situação ambiental exige a contribuição dos cidadãos, uma parte significativa das políticas ambientais contemporâneas é direcionada para promover mudanças comportamentais dos indivíduos.
Na prática, a noção de ação ambiental do indivíduo predominantemente toma a forma de consumo sustentável (CS), ou seja, os indivíduos fazendo um pouco de sua parte em relação às questões ambientais, dentro do esquema do comportamento do mercado (SEYFANG, 2005). Contudo, a efetividade do consumo sustentável (CS) como ferramenta para se alcançar a sustentabilidade tem sido criticada. A política do CS se mantém firmemente dentro da cultura contemporânea das economias industrializadas, pouco preocupadas com a redução de consumo e mudanças das estruturas sociais.
Neste caso, o CS como política estratégica indica claramente o não desejo ou inabilidade dos governos ocidentais desafiarem as conexões estruturais entre a democracia liberal e a economia de mercado orientada para o crescimento. Ao invés de promoverem uma mudança fundamental nos estilos de vida dos indivíduos e das estruturas sociais, os governos defendem um progresso simultâneo sobre a sustentabilidade ecológica e o crescimento econômico como sendo ambos desejáveis e viáveis.
Diante das falhas do chamado consumo sustentável sugestões têm sido feitas para a responsabilidade ambiental individual de uma forma mais ampla, visando alcançar os estilos de vida e mudanças de comportamentos por considerações morais e não por incentivos externos e financeiros.
O modelo de economia circular visa utilizar racionalmente os recursos e se opõe ao processo produtivo linear baseando-se na inteligência da natureza, onde os resíduos são insumos para gerar novos produtos. O conceito também é conhecido como “cradle to cradle” (do berço ao berço): não há resíduos e tudo é continuamente aproveitado para uma nova etapa. 
A economia circular é benéfica para a sociedade, meio ambiente e também para as empresas. De acordo com um relatório da Fashion for Good e da Accenture Strategy, os modelos econômicos circulares podem elevar as margens de lucro das marcas. (ecodebate)

Legado das Águas abriga 13% da fauna ameaçada de extinção na Mata Atlântica

Reserva Legado das Águas abriga 13% de toda fauna ameaçada de extinção na Mata Atlântica.
Balanço de espécies catalogadas na área reforça a importância da Reserva para conservação de espécies que só podem ser encontradas nesse bioma.
Um levantamento realizado pelo Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do país, mostrou que em seus oito anos de existência, as pesquisas científicas e monitoramento de fauna e flora já registraram 1.765 espécies na área, localizada no Vale do Ribeira paulista. Deste total, 809 são espécies animais e, neste mesmo grupo, 50 estão ameaçadas de extinção. Os números também chamam a atenção para a diversidade de aves, são 296 espécies catalogadas no local, o que representa 40% de toda a avifauna do Estado de São Paulo. Já na flora, a lista conta com 956 espécies, sendo 9 ameaçadas.
Muriqui-do-sul.
Quando comparado com dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF), que mostram que a Mata Atlântica abriga 383 dos 633 animais ameaçados de extinção no Brasil, o Legado das Águas é refúgio para 13,05% do total de espécies animais ameaçadas no bioma. A área da Reserva, localizada entre os municípios de Juquiá, Miracatu e Tapiraí, é correspondente ao tamanho da cidade de Curitiba.
Das 809 espécies animais registradas, 296 são de aves, 322 são de borboletas, 70 de mamíferos, 67 de anfíbios e répteis e 54 de peixes. Já do total de 956 de espécies da flora, sendo 233 de orquídeas.
Onça Parda
Para David Canassa, diretor da Reservas Votorantim, os números do balanço impressionam. “Ter 13,05% das espécies animais ameaçadas de extinção na Mata Atlântica em nossa área nos anima, e reforça a importância e o compromisso do Legado das Águas em manter a área conservada. Temos certeza que o número de espécies nas florestas do Legado pode ser bem maior. O monitoramento da fauna em florestas densas e fechadas como da Mata Atlântica é mais difícil, mas o balanço nos mostrou que a catalogação de novas espécies é crescente, o que pode indicar que nos próximos anos, incluindo 2020, podemos ter mais boas surpresas”, diz Canassa.
Além do levantamento feito por meio das pesquisas científicas, o Legado das Águas mantém o monitoramento constante da fauna e flora utilizando dois métodos, um deles é com o registro fotográfico e de vídeo feitos pelos monitores ambientais, guias turísticos e técnicos de campo. O outro é por armadilhas fotográficas instaladas na mata, que disparam automaticamente quando os animais passam pelo sensor. Os equipamentos não oferecem risco algum para os animais.
Descobertas
As pesquisas no Legado das Águas já resultaram em descobertas relevantes para a ciência, consequentemente para a conservação da Mata Atlântica. Entre as principais, estão: com a descoberta de duas antas albinas, possivelmente as únicas do mundo, em parceria do Instituto Manacá; a redescoberta de uma espécie de orquídea considerada extinta na natureza no Estado de São Paulo, com parceira do biólogo Luciano Zandoná; a descoberta de uma borboleta que não era registrada há mais de 50 anos no Estado, em parceria com a bióloga Dra. Laura Braga; o reconhecimento pela União Internacional Para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) como Área Prioritária Global para conservação do macaco muriqui-do-sul, em parceria com o Instituto Pró-Muriqui, e o reconhecimento como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica pelo sistema ONU/UNESCO. Além disso, na biotecnologia, em parceria com o pesquisador Mauro Rebelo, atualmente o Legado das Águas detém o maior banco genético de flora da Mata Atlântica do mundo, que pode ainda resultar na descoberta de ativos de interesse para as indústrias de cosméticos, perfumaria e farmacêutica.
Araçari banana
Os resultados das pesquisas realizadas no Legado das Águas têm como principal objetivo gerar conhecimento para subsidiar ações de conservação da Mata Atlântica, assim como possibilitar o respaldo para o desenvolvimento de negócios. “No Legado das Águas, buscamos sempre transformar esses dados em oportunidades”. Exemplo disso são as possibilidades de ecoturismo incluindo o avistamento da fauna. Já com a flora, a produção de espécies de plantas nativas para projetos paisagísticos.
Jaguatirica
É urgente que a conservação seja vista pelo viés das oportunidades de geração de renda com nossos biomas. E as pesquisas relacionadas ao momento pós-pandemia, mostra a importância das florestas e a reconexão que será buscada pelas pessoas, finaliza Canassa. (ecodebate)

Com 10 milhões de hectares perdidos todos os anos, proteger florestas é fundamental

Com 10 milhões de hectares perdidos todos os anos, proteção de florestas é fundamental para salvar biodiversidade.
Novo relatório destaca importância desses ecossistemas para proteger espécies do planeta; mico-leão-de-cara-dourada, no Brasil, é um dos exemplos do risco de extinção; cerca de 420 milhões de hectares foram destruídos desde 1990, mas taxa de desmatamento anual diminuiu.
É preciso tomar ação urgente para se proteger a biodiversidade das florestas devido a taxas alarmantes de desmatamento e degradação, segundo a última edição do relatório Estado das Florestas do Mundo.
Publicada no Dia Internacional da Biodiversidade, a pesquisa mostra que cerca de 420 milhões de hectares de floresta foram perdidos desde 1990, mas a taxa de desmatamento anual diminuiu nas últimas três décadas.
Riqueza
Estes ecossistemas abrigam a maior parte das espécies do planeta, com cerca de 60 mil espécies de árvores, 80% de todos os anfíbios, 75% das aves e 68% dos mamíferos.
Um dos exemplos destacados no relatório é o mico-leão-de-cara-dourada, do Brasil. O relatório afirma que a floresta da região está muito fragmentada, devido a décadas de desmatamento, e por isso o animal corre risco de extinção. Nesse momento, é estimada uma população entre 6 mil e 15 mil micos.
A maioria se encontra na Reserva Biológica de Una. Apesar de poderem viver em plantações recentes com algumas árvores mais velhas, não sobrevivem em regiões sem árvores de grande porte, onde precisam dormir durante a noite para sobreviver a predadores.
A proteção destes ecossistemas também tem uma importância econômica. As florestas fornecem mais de 86 milhões de empregos. Daqueles que vivem em extrema pobreza, mais de 90% dependem destes recursos para sua subsistência. Esse número inclui 8 milhões de pessoas na América Latina.
O fim da natureza selvagem
Estudo mostra que as poucas florestas que permanecem intactas no mundo podem desaparecer completamente em 19 países nas próximas décadas.
Ameaças
O relatório destaca que mais de metade das florestas de todo o mundo podem ser encontradas em apenas cinco países: Brasil, Canadá, China, Estados Unidos e Rússia.
Apesar da desaceleração da taxa de desmatamento, cerca de 10 milhões de hectares ainda estão sendo perdidos a cada ano através da conversão para agricultura e outros usos da terra.
Os fogos florestais são outra ameaça. Cerca de 90% são contidos imediatamente, mas os 10% que não são controlados são responsáveis por 90% da área queimada.
A pesquisa destaca grandes fogos que ocorreram em 2019, como na Amazônia e na Austrália, dizendo que “causam grandes perdas de vidas humanas e animais, propriedades e bens econômicos e ambientais.”
Medidas
O relatório foi produzido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, em parceria, pela primeira vez, com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma.
Em nota conjunta, os chefes das agências, Qu Dongyu e Inger Andersen, disseram que “são precisas mudanças transformadoras na maneira como se produz e consome alimentos.” Além disso, é necessário adotar um modelo de gestão integrada e reparar os danos causados nas últimas décadas.
O relatório aponta ainda alguns avanços de conservação. Nesse momento, mais de 30% de todas as florestas tropicais fazem parte de áreas protegidas. (ecodebate)

domingo, 28 de junho de 2020

AIE projeta queda de 5% na demanda por eletricidade em 2020

Fontes renováveis serão as únicas a registrar crescimento no ano enquanto o gás natural deve recuar após 10 anos. O carvão será o mais pressionado.
A pandemia de covid-19 representa o maior choque para o sistema global de energia em mais de sete décadas. Essa é a principal conclusão de um relatório da Agência Internacional de Energia, publicado em 04/05/2020. A queda na demanda deste ano resultará em um declínio anual recorde nas emissões de carbono de quase 8%. Já a demanda por eletricidade deverá diminuir em 5% em 2020, a maior queda desde a Grande Depressão na década de 1930.
Com base em uma análise de mais de 100 dias de dados reais até agora este ano, a publicação, Global Energy Review (acessível neste link, em inglês) inclui estimativas de como as tendências de consumo de energia e emissões de dióxido de carbono (CO2) provavelmente evoluirão ao longo de 2020. Esses dados são baseadas em suposições de que os bloqueios implementados em todo o mundo em resposta à pandemia são progressivamente diminuídos na maioria dos países nos próximos meses, acompanhados por uma recuperação econômica gradual.
O relatório projeta que a demanda de energia como um todo cairá 6% em 2020 – sete vezes o declínio após a crise financeira global de 2008. Em termos absolutos, equivale a perder toda a demanda de energia da Índia, o terceiro maior consumidor de energia do mundo.
Nas economias avançadas devem ser registrados os maiores declínios, sendo 9% nos Estados Unidos e 11% na União Europeia. A entidade lembra que o impacto da crise na demanda de energia depende fortemente da duração e do rigor das medidas para conter a propagação do vírus. Nos cálculos da AIE constatou que cada mês de bloqueio mundial nos níveis vistos no início de abril reduz a demanda global anual de energia em cerca de 1,5%.
Apesar deste cenário, as energias renováveis ​​devem ser a única fonte de energia que crescerá em 2020, com sua participação na geração global de eletricidade projetada para aumentar, graças ao acesso prioritário às redes e aos baixos custos operacionais. Mesmo com as interrupções na cadeia de suprimentos que levaram à paralisação ou atrasaram a implantação em várias regiões, a solar fotovoltaica e a eólica estão no caminho para ajudar a elevar a geração de eletricidade renovável em 5% em 2020, auxiliada por uma maior produção de energia hidrelétrica.
De acordo com a AIE, as alterações no uso de eletricidade durante os bloqueios resultaram em declínios significativos na demanda geral de eletricidade, com níveis e padrões de consumo nos dias úteis parecidos com os de um domingo anterior à crise. Os bloqueios completos reduziram a demanda de eletricidade em 20% ou mais, com menores impactos de bloqueios parciais.
Depois de superar o carvão pela primeira vez em 2019, as fontes de baixo carbono devem estender sua liderança este ano para atingir 40% da geração global de eletricidade. Esse índice representa 6 pontos porcentuais à frente do carvão. Assim, essa tendência está afetando a demanda por eletricidade a partir de carvão e gás natural, que estão cada vez mais pressionados entre a baixa demanda geral de energia e o aumento da produção vinda das fontes renováveis.
Como resultado, a participação combinada de gás e carvão no mix global de energia deve cair 3 pontos porcentuais em 2020 para um nível registrado em 2001. Assim, o carvão é particularmente atingido, o maior declínio desde a Segunda Guerra Mundial. Após o pico de 2018, a geração de energia a carvão deverá cair mais de 10% este ano. Já a demanda de gás natural está a caminho de cair 5% em 2020, a primeira interrupção após uma década de expansão.
Em sua análise o diretor executivo da AIE, Dr. Fatih Birol, aponta que ainda é muito cedo para determinar os impactos em longo prazo, mas o setor de energia que emerge dessa crise será significativamente diferente daquele que veio antes.
Contudo, a entidade destaca que apesar da resiliência das energias renováveis ​​na geração de eletricidade em 2020, seu crescimento deve ser menor do que nos anos anteriores. A energia nuclear, outra importante fonte de eletricidade com baixo teor de carbono, está a caminho de cair 3% este ano em relação à alta histórica de 2019.
A queda de 8% nas emissões são o resultado dessas tendências, impulsionadas principalmente pelas reduções no uso de carvão e petróleo. Se confirmado esse resultado terá atingindo seu nível mais baixo desde 2010 e a maior redução de emissões já registrada, quase 6 vezes maior que a queda recorde anterior de 400 milhões de toneladas em 2009, resultante da crise financeira global.
Para Birol, os governos podem aprender com essa experiência colocando tecnologias de energia limpa – além de geração – ações de eficiência energética, baterias, hidrogênio e captura de carbono, no centro de seus planos de recuperação econômica. Na opinião da entidade, investir nessas áreas pode criar empregos, tornar as economias mais competitivas e direcionar o mundo para um futuro de energia mais resiliente e mais limpo. (canalenergia)

Renováveis serão as únicas fontes a crescer em 2020

Renováveis serão as únicas fontes a crescer em 2020, aponta IEA.
Segundo relatório da agência, tecnologias fotovoltaica e eólica devem superar os problemas de cadeia de suprimentos e apresentar um incremento de cerca de 5% no ano.
As renováveis serão as únicas fontes que irão apresentar crescimento em 2020, aponta relatório da Agência Internacional de Energia (IEA) que avalia os impactos da pandemia de coronavírus e as consequentes medidas de restrição na demanda e oferta global do setor. De acordo com a análise, esse tipo de geração, em especial solar e eólica, deve superar os problemas de cadeia de suprimentos e apresentar um incremento de cerca de 5% em 2020.
“Em meio a essa crise econômica e sanitária sem precedentes, a queda de demanda de quase todos os principais combustíveis é impressionante, especialmente para carvão, petróleo e gás. Apenas as renováveis irão se sustentar durante essa queda no uso de eletricidade”, disse o diretor executivo da IEA, Faith Birol, que descreveu a pandemia como um choque histórico para todo o setor de energia.
O relatório projeta que a demanda global de energia irá decair por volta de 6% nesse ano, um declínio quase sete vezes maior que o experimentado durante a crise financeira de 2008 e o mais severo desde a Segunda Guerra Mundial. Os efeitos já são visíveis no primeiro trimestre, com uma queda de 3,8%, de acordo com a análise da entidade.
As economias mais avançadas sofreram o maior impacto. A IEA prevê que a demanda de energia nos Estados Unidos caia 9% e 11% na União Europeia em 2020, em função dos efeitos de restrição na atividade industrial. O papel das renováveis na matriz energética dos dois mercados já mostra crescimento.
A avaliação é de que o rigor e a duração das quarentenas são instrumentais para o colapso da demanda. A análise mostra períodos de isolamento completo, como ocorreu em muitos países da Europa, podem causar quedas de até 20%. A expectativa é de que o mundo registre 5% de queda da demanda de energia nesse ano, a maior queda desde a Grande Depressão.
A IEA indica que esse colapso irá beneficiar o setor de renováveis, a única classe de geração que deverá apresentar crescimento no período, graças a operação de novas capacidades, menores custos operacionais e o benefício de despachos prioritários em mercados importantes. É factível que as renováveis forneçam 40% da energia global em 2020, concretizando a liderança sobre combustíveis fósseis conquistada no ano passado.
Caso essa projeção se confirme, a geração renovável teria uma vantagem de seis pontos percentuais sobre o carvão. Até mesmo o gás, defendido como uma fonte de transição em muitos mercados, mostra tendência de declínio, com projeção de 5% de queda na demanda, segundo a IEA. “Ainda é cedo para determinar os impactos de longo prazo, mas a indústria de energia que irá emergir após a crise será significativamente diferente do que era anteriormente”, declarou Birol.
Para a organização, trata-se de um momento para criar uma política industrial robusta no continente.
Crise é oportunidade de impulsionar fontes renováveis na Europa, aponta Enel Green Power. (portalsolar)

Telha Solar inovadora L8 de filme fino chega ao Brasil

Telha Solar L8 chega ao Brasil e é capaz de gerar energia limpa e sustentável por cerca de 1200 horas/ano.
Aprovada pelo Inmetro, Instituto Nacional de Metrologia, a Telha Solar L8 tem a tecnologia pioneira do filme fino e pode acender uma lâmpada de 30W.
Construções eficientes estão cada vez mais presentes na pauta das grandes cidades e é um dos 17 desafios da Agenda 2030 das Nações Unidas. A implantação de soluções sustentáveis na indústria da construção civil é uma das principais tendências do setor para este ano. E, para isso, a tecnologia é sua principal aliada.
Telha Solar inovadora L8 de filme fino
No Brasil, a Telha Solar L8 é a grande novidade para gerar eficiência energética às construções. A L8 Energy trouxe com exclusividade e pela primeira vez ao país a telha com a tecnologia de ponta chamada do filme fino. Além de ser resistente, ela possui maior poder de absorção de energia, desta forma deixando acessível a possibilidade de geração de energia solar em residências.
“A Telha Solar L8 apresenta uma tecnologia nunca vista antes por aqui. Sua estrutura possui alta resistência e por isso sua durabilidade é enorme. Ela vem com 10 anos de garantia de fábrica e a geração de energia após 25 anos é de 85% da potência nominal. Ou seja, do lado da eficiência, também temos um avanço muito significativo em tecnologia. O sistema de absorção é capaz de acender uma lâmpada de 30W com apenas uma telha, que mede 50 x 70 cm”, explica Guilherme Nagamine, diretor executivo da L8 Energy, empresa de soluções em geração de energia sustentável que trouxe a melhor Telha Solar do mundo para o Brasil.
Além da durabilidade e eficiência, a Telha Solar possui uma resistência diferenciada. “Ela detém tecnologia de vaporização catódica à vácuo, considerada a melhor solução para a produção de filmes finos CIGS (Cobre, Índio, Gálio e Selênio). Na prática, é muito mais resistente e eficiente do que as telhas de fibrocimento adaptadas com células em silício monocristalino que existem no mercado.” segundo Leandro Kuhn, CEO da L8.
Como é a telha na prática
Telhas Solares de Filme Fino
Leandro afirma que a Telha Solar L8 possui grande potencial de mercado. “Temos o melhor produto já fabricado para este fim com acabamentos perfeitos, que traz beleza além de qualidade. O produto foi premiado como design de produto do ano no IF Gold Award 2019, o mais prestigiado evento de design do mundo”.
Ela ainda é imune a sombras, com captação da luz difusa e mais eficiência na captação em locais nublados, ou com baixa luminosidade. Agora, pessoas podem gerar a própria energia com seus telhados sem precisar alterar o projeto arquitetônico.
Mais de 70% da produção de energia solar está em instalações residenciais
Um levantamento feito pela Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, mostra que em números de sistemas fotovoltaicos instalados no país, os consumidores residenciais representam a maioria: 72,60%.
A consciência de consumo entre as pessoas vem crescendo de forma exponencial e isso se reflete também em relação a suas casas. Tornou-se necessário o investimento em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias inovadoras e é isso que a L8 está trazendo para o mercado brasileiro.
A Telha Solar, aliada ao conceito de solução integrada ao projeto, otimiza o uso do espaço do telhado, gera conforto térmico que diminui o uso de aquecedores ou ar condicionados, além de proporcionar a redução na conta de energia elétrica”, explica Nagamine. (portal-energia)

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Atlético mineiro economiza R$ 2 milhões em 1,5 anos com energia solar

Atlético mineiro deve economizar R$ 2 milhões em um ano e meio com energia solar.
Usina do Galo, montada pela Solatio Energia, no norte de Minas, produzirá eletricidade para abastecer todo o clube.
O clube Atlético/MG acaba de inaugurar a Usina do Galo, montada pela Solatio Energia, no norte de Minas, sendo o primeiro clube brasileiro a ter tal empreendimento. No local, será produzida energia fotovoltaica para abastecer a sede, o centro de treinamento e os clubes sociais, o que gerará descontos em diferentes períodos. Estima-se que essa economia deve ser de R$ 2 milhões nos próximos 18 meses. Além disso, após este período de um ano e meio, o Atlético terá desconto de 10% na fatura de energia elétrica por 20 anos.
A Usina do Galo está em operação desde o dia 15 de abril e se localiza no Norte de Minas Gerais, na cidade de Verdelândia.  Em sua área central, a usina terá o escudo do clube, que poderá ser visto de uma perspectiva aérea. O anúncio da novidade foi feito, na Arena Independência, antes do jogo contra o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro.
A construção da usina também foi possível devido à parceria com a Solatio Energia, que virou patrocinador e terá a sua logomarca estampada nas camisetas e calções dos jogadores. “Há muito tempo idealizamos essa parceria, que surge agora”, comenta Gabriel Guimarães, diretor de patrimônio do clube.
Atlético-MG ganha usina de energia solar e vai economizar até 10% na conta de luz.
Clube anuncia parceria com um dos patrocinadores do clube, que vai doar uma usina fotovoltaica no Norte de Minas; lá será gerada energia para abastecer unidades do clube em BH.
O diretor de Administração e Controle do Atlético, Plínio Signorini, ressalta a importância da iniciativa: “Além do aspecto financeiro, essa parceria demonstra que o Atlético, que sempre foi um clube de vanguarda, segue a tendência mundial da sustentabilidade, por meio da utilização de energia proveniente de fonte limpa e renovável”, declara o diretor.
O presidente da Solatio, Pedro Vaquer, destaca a solidez do relacionamento com o clube: “A Solatio sempre teve um ótimo relacionamento com Atlético, que é um parceiro muito importante para o objetivo da empresa de expandir sua presença na esfera esportiva. Além do período em que terá energia gratuita, o clube continuará consumindo energia renovável nos próximos 20 anos, reduzindo o impacto ambiental de forma significativa”, comenta. Com toda essa inovação, o clube terá uma poupança de 10% na conta nos próximos 20 anos, além da energia totalmente gratuita.
Atlético – MG passará a ter 100% de sua energia produzida a partir de fontes renováveis.
As parcerias entre Atlético e empresas na relação de patrocínios precisaram passar por reavaliação diante da pandemia do coronavírus, mesmo assim o clube vem contando com o valioso apoio dos seus parceiros. Se a Solatio promete uma poupança para o Atlético, e outras marcas com espaço maior nas camisas mantiveram os contratos intactos, alguns investidores tiveram de readequar ou congelar os contratos para, assim como o próprio Galo, atravessar o túnel da crise do coronavírus. (portalsolar)

Escola municipal de Andradina começa a gerar energia solar

Instituição de ensino infantil “Eulália Matos de Oliveira”, pertencente a rede municipal de ensino, é pioneira na cidade a usar a fonte fotovoltaica.
A escola de ensino infantil “Eulália Matos de Oliveira”, em Andradina/MG, é a primeira na cidade a gerar energia solar. No final de 2019, a prefeita Tamiko Inoue assinou o contrato no valor de R$ 48,1 mil no sistema de produção de energia limpa e renovável.
O sistema deve gerar no mínimo 1500 Kwh/Mês, que é a necessidade da escola, o que torna a instituição autossustentável energeticamente e vai atender a demanda de cerca de 300 pessoas, entre alunos e profissionais na unidade escolar.
“Além de gerar economia para os cofres públicos, esse sistema traz outros benefícios, entre eles ser um sistema mais sustentável e a principal fonte de energia num futuro”, comenta a prefeita.
A escola recebeu ainda reformas e teve sua capacidade duplicada com investimentos de R$ 520 mil. Além de um maior conforto, para os alunos e professores, a capacidade de atendimento foi ampliada.
Não é de hoje que escolas municipais no Brasil iniciaram este processo. Desde 2015, a escola Professor Oswaldo Aranha, que fica no bairro Itaquera, em São Paulo, e a outra, Professor Milton Magalhães Porto, localizada em Uberlândia, Minas Gerais, que possuem os sistemas desde 2015. Os dois projetos foram realizados graças a arrecadação de capital através da internet.
CEA sai na frente e se torna a primeira escola autossustentável em energia.
De acordo com relatos da administração, na escola mineira, o financiamento coletivo permitiu a instalação de 48 placas fotovoltaicas, em abril de 2015. O efeito trouxe ótimos resultados e surpreendeu: a fatura de luz de R$ 1,3 mil que a escola costumava pagar mensalmente, caiu para R$ 300, uma economia de aproximadamente 75%.
Para se ter uma ideia do impacto que isso causou na instituição, é importante ressaltar que, no primeiro ano, a escola utilizou cerca de R$ 15 mil que seriam gastos com energia para realizar outras atividades com os alunos, como excursões.
Em 2017, o governo tinha como projeto destinar, por meio de recursos de emendas parlamentares incluídas no Orçamento da União deste ano, R$ 2,6 milhões para projetos de energia solar em escolas públicas municipais de alguns estados brasileiros.
O projeto pretendia atender cerca de 40 escolas, com cada instalação devendo ficar entre R$ 65 mil e R$ 70 mil. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ficou de administrar os recursos, repassando aos municípios indicados a sua parte da verba.
As cidades que deveriam contar com esse recurso para projetos de energia solar em escolas públicas são: Belém-PA (R$1,2 milhão), Rio de Janeiro-RJ (R$250 mil) e São Matheus-ES (R$180 mil). Os estados do Piauí e Goiás, que iriam receber R$ 500 mil cada para tocar esses projetos, ainda iriam definir que escolas e municípios que seriam atendidos.
A escola mostra por ações tudo o que prega a seus estudantes.
Para o empresário Edson Augusto e sua esposa, proprietários da escola Sol Nascente, a tecnologia fotovoltaica, unida ao processo pedagógico, serve literalmente para educar as crianças e ensiná-las o caminho certo do que será necessário também para que elas mesmas criem um mundo mais sustentável. (portalsolar)

Telha solar com tecnologia de filme fino chega ao Brasil

Aprovada pelo Inmetro a telha é capaz de gerar energia limpa por cerca de 1,2 mil horas por ano.
A preocupação com construções eficientes e um modo de vida sustentável está se tornando cada vez mais presente. E, neste cenário, a geração de eletricidade tem um papel de destaque – fontes sustentáveis de energia devem ser priorizadas por empresas e por famílias preocupadas com o meio ambiente e também com a economia.
Pensando em oferecer uma alternativa para a geração de energia solar residencial, a L8 Energy trouxe para o Brasil uma telha solar com a tecnologia do filme fino. Segundo a empresa, além de ser resistente, a tecnologia possui maior poder de absorção de energia, possibilitando seu uso para geração de energia solar em residências.
Telha Solar
“A Telha Solar L8 possui uma estrutura de alta resistência e por isso sua durabilidade é enorme. Ela vem com 10 anos de garantia de fábrica e a geração de energia após 25 anos é de 85% da potência nominal. Ou seja, do lado da eficiência, também temos um avanço muito significativo em tecnologia” explica Guilherme Nagamine, diretor executivo da L8 Energy.
O executivo explica que o sistema de absorção pode acender uma lâmpada de 30 w com apenas uma unidade, cada telha 50 x 70 cm.
Outro diferencial importante é a resistência da telha. “Ela detém tecnologia de vaporização catódica à vácuo, considerada a melhor solução para a produção de filmes finos CIGS (Cobre, Índio, Gálio e Selênio). Na prática, isso torna a telha mais resistente e eficiente do que as telhas de fibrocimento adaptadas com células em silício monocristalino que existem no mercado”, garante Leandro Kuhn, CEO da L8.
Leandro afirma que a Telha Solar L8 possui grande potencial de mercado, pois reúne qualidades técnicas e design, para que as pessoas possam gerar a própria energia sem precisar alterar o projeto arquitetônico. . “O produto foi premiado como design de produto do ano no IF Gold Award 2019, o mais prestigiado evento de design do mundo”, conta o executivo.
A Telha Solar L8 é imune a sombras, com captação da luz difusa e mais eficiência na captação em locais nublados, ou com baixa luminosidade. O produto está a venda no Brasil e a unidade custa R$ 350,00.
Um levantamento feito pela Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, mostra que em números de sistemas fotovoltaicos instalados no Brasil, os consumidores residenciais representam a maioria com 72,6% das instalações.
“A consciência de consumo entre as pessoas vem crescendo de forma exponencial e isso se reflete também em relação a suas casas. A telha solar, aliada ao conceito de solução integrada ao projeto, otimiza o uso do espaço do telhado, gera conforto térmico que diminui o uso de aquecedores ou ar condicionados, além de proporcionar a redução na conta de energia elétrica”, explica Nagamine.
Acessórios solares também chegam ao Brasil
Outras inovações que seguem a mesma proposta da Telha Solar L8 são os acessórios: mochilas e guarda-sóis também terão um sistema fotovoltaico. Ambos possuem a tecnologia do filme fino e a energia solar pode ser revertida para uma carga de bateria, onde a energia é armazenada e pode recarregar celulares, laptops e até caixas de música por meio de cabo USB. (ciclovivo)

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Usina solar no parque do peão de Barretos

Usina solar no parque do peão, em Barretos/SP, vai entrar em operação.
Com o empreendimento, o complexo deixará de emitir para o meio ambiente mais de 100 toneladas de CO2 por ano.
Após 4 meses de obra, o Parque do Peão, em Barretos/SP, acaba de implementar uma usina de energia solar e os testes devem ser iniciados. Em uma área de 10,5 mil m2, foram instalados 2.908 geradores fotovoltaicos, que tornarão o complexo autossustentável. Com a usina funcionando totalmente, o Parque deixará de emitir para o meio ambiente mais de 100 toneladas de CO2/ano.
O Parque do Peão é um complexo com 2 milhões m2 construído para sediar a Festa do Peão de Barretos, evento considerado o maior do gênero na América Latina. É o principal ponto turístico da cidade e por isso aberto à visitação todos os dias o ano inteiro.
O empreendimento foi possível graças a uma parceria realizada entre a Associação Os Independentes e as empresas do grupo CPFL Energia, CPFL Soluções e ENVO. A usina terá uma potência instalada de 986 kWp de energia solar, mais do que o suficiente para abastecer toda a necessidade do Parque. Para se ter uma ideia, essa capacidade poderia abastecer aproximadamente 640 residências com consumo mensal de 200kwh.
“Projetamos o sistema de tal forma que a energia excedente, que deve ocorrer na maioria dos meses, fique como um crédito para os meses de maior consumo”, comenta Fabrício Gonçalves Moisés, consultor comercial da CPFL Soluções. O parque tem por objetivo iniciar a produção de energia na primeira quinzena de maio.
Para Jeronimo Luiz Muzeti, presidente de Os Independentes, esta parceria deve ser a primeira para atingir outras empresas na região. “Além da economia, somos responsáveis por colaborar com um futuro melhor cuidando do meio ambiente”, afirmou.
“Será a maior usina fotovoltaica” da região, um grande marco para a região e para Os Independentes, ressaltou Hussein Gemha Junior, diretor financeiro da associação, acrescentando que o benefício para a natureza e a economia gerada compensam os investimentos.
A Festa do Peão de Barretos é uma festa do peão de boiadeiro que acontece todos os anos na cidade de Barretos, no estado de São Paulo, Brasil. É tradicionalmente organizada e promovida no mês de agosto pelo clube “Os Independentes”, porém este ano devido à pandemia do coronavírus a festa deve ocorrer somente em novembro. Entre as tradições presentes na festa estão, além do rodeio, shows de música sertaneja e a queima do alho.
CPFL inicia instalação da usina fotovoltaica do Parque do Peão de Barretos/SP.
A partir de 2020 o complexo será autossustentável com energia solar.
Esta grande festa tem suas raízes no transporte de gado pelas estradas de terra desde as pastagens de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, passando por Barretos em direção aos frigoríficos desta cidade. Os peões das “comitivas” que levavam estas boiadas se reuniam no entardecer para brincar de montar cavalos bravos, daí então surgindo este costume. A prática do rodeio em touros, hoje muito mais dinâmica que a de cavalos, foi trazida dos Estados Unidos. No ano de 1956, na cidade de Barretos, localizada no interior do estado de São Paulo, um grupo de rapazes solteiros realizou a primeira Festa do Peão de Boiadeiro que se tem notícia.
Desde essa época, esta grande festa ficou conhecida internacionalmente pela sua gigantesca estrutura e alta qualidade dos peões, cavalos e touros que ali se apresentam.
Usina fotovoltaica instalada no Parque do Peão de Barretos.
Energia limpa: Usina fotovoltaica do Parque do Peão está pronta.
Obras de instalação foram finalizadas em meados de abril/2020 e usina agora entra em fase de teste. (portalsolar)

Confira os carros elétricos que chegam ao Brasil em 2020

Mesmo diante da pandemia do coronavírus e do dólar nas alturas, algumas montadoras mantêm cronograma de lançamentos.
Modelos 100% elétricos e híbridos (foto) devem chegar ao Brasil neste ano.
Diante da pandemia do novo coronavírus, as montadoras estão revisando suas estratégias, mas muitas delas mantêm o cronograma de lançamentos, incluindo o de carros elétricos. Em 2020, alguns modelos acabam de desembarcar no país e a expectativa é que o portfólio aumente ao longo do ano.
Embora o imposto de importação tenha sido quase zerado para elétricos e híbridos no Brasil, a baixa escala de produção e a influência do câmbio ainda fazem com que estes modelos sejam para poucos. Confira os principais:
Bolt EV (Chevrolet)
Chevrolet Bolt EV 2020
Após comercializar todas as 50 unidades de pré-venda do Bolt EV no lançamento, a Chevrolet já está produzindo o segundo lote do seu modelo 100% elétrico.
Alguns dos atributos do veículo são o sistema regenerativo dos freios e o assistente de permanência na faixa.
Autonomia: 416 quilômetros
Preço: R$ 209.990
Golf GTE (Volkswagen)
Golf GTE
O lançamento da Volkswagen é um híbrido, com motores a gasolina (turboalimentado) e elétrico. O Golf a combustão possui uma legião de fãs no mercado brasileiro e, no mundo, é o mais vendido da marca: por isso a sua chegada na versão híbrida desperta curiosidade entre os apaixonados por carros.
Autonomia: 50 quilômetros (no modo totalmente elétrico) e até 900 quilômetros (combinado).
Preço: R$ 199.990
500e (Fiat)
Fiat 500e
O primeiro carro 100% elétrico da Fiat no Brasil está prometido para o final deste ano e é um clássico entre os apaixonados do setor: este Cinquecento oferece direção autônoma nível 2 que inclui, entre outros atributos, alerta de faixa e controle de cruzeiro adaptativo.
Autonomia: 320 quilômetros
Preço: ainda sem preço estimado
JAC iEV20, iEV 60 e iEV 330 P
Modelo 100% elétrico da JAC.
Aguardado para chegar ao país ainda em abril, o JAC iEV20 promete ser o carro mais econômico do Brasil: para completar a carga total do veículo, o proprietário deve gastar pouco mais de R$ 20.
A montadora ainda reserva para o segundo semestre dois novos modelos 100% elétricos, o SUV iEV60, de médio a grande porte, e a picape iEV330 P.
Autonomia: 400 quilômetros (iEV20)
Preço: R$ 119.990
E-tron (Audi)
Audi e-tron, o primeiro 100% elétrico da marca no país.
Um SUV 100% elétrico, de luxo, que vai de 0 a 100 quilômetros em apenas 5,7 segundos: essa é a promessa do e-tron, que acaba de desembarcar no mercado brasileiro. Para os amantes de potência, o modelo entrega 408 cavalos. Possui tração nas quatro rodas.
Autonomia: 436 quilômetros
Preço: R$ 459.990 (durante período de lançamento).
Arrizo 5e (Caoa Chery)
O primeiro modelo 100% elétrico da marca no país.
O primeiro modelo 100% elétrico da Caoa Chery a desembarcar no Brasil começou a ser vendido no final de janeiro e promete ser o “laboratório” da marca no segmento. A montadora promete know-how que vem da China, onde a Chery tem quatro fábricas de veículos elétricos.
Autonomia: 322 quilômetros
Preço: R$ 159.990
Soul EV (Kia)
Soul EV, da Kia.
Embora a marca não confirme sua chegada ao país, existe a expectativa de que a versão elétrica do sucesso de vendas da Kia, o Soul, desembarque no Brasil.
Autonomia: 212 quilômetros
Preço: Sem preço (exame)