sábado, 26 de janeiro de 2019

Os maiores produtores de biodiesel do Brasil em 2018

O Brasil produziu em 2018 o maior volume de biodiesel de sua história. Essa marca foi atingida em razão do aumento da mistura de biodiesel no diesel para 10%. Essa demanda maior trouxe oportunidade para as usinas aumentarem suas vendas e lutarem para ganhar uma fatia maior de um bolo bem maior que no ano anterior.
Determinação do CNPE impulsiona o mercado deste biocombustível.
Veja abaixo:
- Quem ganhou e quem perdeu com o aumento da mistura de biodiesel;
- As usinas que mais produziram biodiesel;
- A concentração do mercado entre as maiores empresas;
- Os estados com maior produção;
- A evolução entre 2017 e 2018. (biodieselbr)

Adição de bioquerosene será obrigatória na Espanha

Adição de bioquerosene pode se tornar obrigatória na Espanha.
Os voos de e para a Espanha podem se tornar um pouco mais verdes dentro dos próximos anos. O governo de Madri está planejando exigir que as empresas aéreas em operação no país passem a adicionar uma parcela de bioquerosene (bioQAV) em todo o combustível de aviação que suas aeronaves consumirem. Inicialmente a mistura seria de 2% e passaria a ser exigida em 2025. (biodieselbr)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Energia solar produzida na USP poderia abastecer 3,2 mil casas

O caminho da energia solar na USP
Em maio de 2012, o Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP iniciou as atividades para a implantação da usina fotovoltaica no campus Cidade Universitária, no Butantã, em São Paulo. Os projetos receberam recursos da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) e da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), além do auxílio da Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp) e da Prefeitura do Campus da capital (PUSP). Conheça a localização das placas solares e a sua contribuição para a demanda de eletricidade do campus.
Onde estão as placas solares
Os sistemas de energia solar da USP, em São Paulo, totalizam, juntos, 540 kW de potência, gerando o total de 1% da energia elétrica do campus. A energia produzida é jogada na rede subterrânea, podendo ser utilizada por toda a Cidade Universitária.
Luz solar transformada em energia elétrica
Quanto a USP economiza?
Em 2017, a USP consumiu quase 80 mil  Megawatt-hora (MWh)
Isso equivale a um custo de 30 milhões de reais*
* considerando apenas o campus Cidade Universitária
A economia pode chegar a 305 mil reais com o 1% de energia gerada via usinas solares
A energia solar produzida na USP poderia abastecer 3200 casas.
*domicílio padrão com quatro pessoas e um consumo mensal de 250 kWh/mês
Novas instalações
A USP poderia ter uma economia ainda maior caso houvesse investimento em mais usinas solares. Em 2017, o então aluno do IEE Mario Luiz Ferrari Pin fez, em sua dissertação de mestrado, um levantamento do potencial para instalação de novos sistemas fotovoltaicos na Cidade Universitária
14 edifícios
poderiam ter módulos fotovoltaicos instalados em seus telhados, como o Conjunto Residencial (Crusp) e o Departamento de História e Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH)
As novas usinas poderiam gerar até 3,1% da energia elétrica consumida no campus.
Outras unidades onde é possível instalar placas solares
Instituto de Ciências Biomédicas
Faculdade de Economia e Administração
Instituto de Química
Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica
Centro de Difusão Internacional
Faculdade de Odontologia
Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas
Instituto Oceanográfico
Centro de Práticas Esportivas – Raia Olímpica
Departamento de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica (ecodebate)

Energia solar fotovoltaica brasileira ultrapassará 3.000 MW

Energia solar fotovoltaica ultrapassará a marca de 3 mil megawatts em 2019 no Brasil.
Segundo projeções da ABSOLAR, o setor solar fotovoltaico investirá este ano mais de R$ 5,2 bilhões, gerando mais de 15 mil novos empregos no País.
Em 2018, o Brasil ultrapassou a marca histórica de 2 mil megawatts (MW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica conectados na matriz elétrica nacional. E a trajetória de crescimento seguirá em ritmo acelerado em 2019.
Segundo projeções da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o setor solar fotovoltaico ultrapassará a marca de 3 mil MW até o final do ano, atraindo ao País mais de R$ 5,2 bilhões em novos investimentos privados, com a instalação de mais de 1 mil MW adicionais em sistemas de pequeno, médio e grande porte. Com isso, o crescimento anual do mercado será de 88,3% frente ao crescimento do ano de 2018, ajudando a acelerar a economia nacional.
“O mito de que a energia solar fotovoltaica era cara já caiu por terra. Já é uma das fontes renováveis mais competitivas do Brasil, com retornos sobre investimento entre 3 e 7 anos na geração distribuída. Com isso, a energia solar fotovoltaica crescerá mais de 80% em 2019 e será uma grande locomotiva de prosperidade, contribuindo para o progresso e desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil. Este será mais um ano radiante para o mercado solar fotovoltaico brasileiro, repleto de boas oportunidades, novos negócios, atração de investimentos e geração de mais empregos”, comenta o presidente do conselho de administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk. “O País tem um potencial solar privilegiado e poderá se tornar uma das principais lideranças em energia solar fotovoltaica no planeta ao longo dos próximos anos”, completa Koloszuk.
No segmento de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica, composto por sistemas de pequeno e médio porte instalados em residências, comércios, indústrias, produtores rurais, prédios públicos e pequenos terrenos, a ABSOLAR projeta um crescimento do mercado de mais de 97% frente ao total adicionado em 2018, com a entrada em operação de 628,5 MW em 2019, totalizando 1.130,4 MW até o final do período. Com este avanço a participação do segmento de geração distribuída no mercado solar fotovoltaico brasileiro subirá de 21,9% até 2018 para 34,2% até o final de 2019, demonstrando a relevância cada vez maior deste mercado para o setor.
“A geração distribuída está em alta e é imprescindível para o avanço da energia solar fotovoltaica no Brasil. Ela será responsável pela movimentação de mais de R$ 3 bilhões em todos os estados e municípios do País, trazendo economia e sustentabilidade aos consumidores públicos e privados, ao mesmo tempo em que gera milhares de empregos locais qualificados para a população”, destaca o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia.
Já no segmento de geração centralizada solar fotovoltaica, composto por usinas de grande porte, a ABSOLAR projeta a adição de mais de 380 MW, número muito inferior às expectativas do mercado. O pequeno volume é resultado do cancelamento, pelo Ministério de Minas e Energia, de dois leilões de energia solar fotovoltaica que seriam realizados em 2016. A situação diminuirá a participação do segmento de geração centralizada no mercado solar fotovoltaico brasileiro de 78,1% até 2018 para 65,8% até o final de 2019, evidenciando o impacto negativo do cancelamento dos leilões de energia de 2016.
“Foi um tropeço horrível e um golpe duro para o setor, que frustrou as expectativas do mercado, congelou investimentos internacionais estratégicos ao Brasil e prejudicou o desenvolvimento da fonte. O Governo Federal pode reverter este quadro, com previsibilidade e continuidade na contratação para evitar estas situações. Por isso, a ABSOLAR recomenda ao Ministério de Minas e Energia a contratação de 2.000 MW por ano em usinas solares fotovoltaicas de grande porte. A fonte está entre as mais baratas e sustentáveis do Brasil e queremos contribuir na expansão renovável e competitiva da matriz elétrica nacional nos leilões A-4 e A-6 de 2019, bem como junto aos consumidores livres”, explica o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia.
Segundo levantamento da ABSOLAR, o setor solar fotovoltaico possui mais de 20.021 MW em estoque de projetos não contratados de usinas solares fotovoltaicas, disponíveis e preparados para participar de novos leilões de energia do Governo Federal. (portalsolar)

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Telhado solar em resort nas Maldivas é destaque principal no projeto arquitetônico

Empreendimento integra os painéis solares do teto ao design geral da ilha e aposta no chamado “turismo sustentável” na região.
O recém-inaugurado resort Kudadoo Maldives, localizado nas Ilhas Maldivas, no Oceano Índico, elevou a energia solar para um novo patamar de sustentabilidade, usabilidade e beleza. O sistema de geração distribuída instalado no telhado do empreendimento foi concebido e desenhado para funcionar como o destaque principal de todo o projeto arquitetônico.
A empresa que está por trás do projeto na ilha privada é a Yuji Yamazaki Architecture (YYA), de Nova York (EUA). A proposta do empreendimento é a aposta no chamado “turismo sustentável”, que tem crescido exponencialmente em todo o mundo. O plano principal para o resort foi integrar os painéis solares do telhado ao design geral da região.
Embora a energia solar não seja uma novidade na ilha, já que tradicionalmente os sistemas são instalados em locais escondidos, o resort, por sua vez, distingue-se pelo seu impressionante telhado fotovoltaico, que está decididamente visível, tornando-se o ícone do lugar.
Com o Kudadoo Maldives, a YYA afirma que o conceito solar deve ser tão informativo e persuasivo quanto produtivo. De relance, os visitantes podem avaliar o tamanho do telhado solar, e então compreender a relação com a escala do resort por ele abastecido.
O projeto revela a geometria do sistema fotovoltaico, que não só maximiza a produção de eletricidade por seu ângulo de inclinação, mas também minimiza o consumo de eletricidade no local, permitindo que os raios solares passem pelas aberturas entre os painéis, o que reduz o uso de luz artificial durante o dia.
O sistema de geração solar distribuída do Kudadoo Maldives possui 320 kWp e gera eletricidade suficiente para alimentar todo o retiro de ilha de três hectares, sem a necessidade de qualquer fornecimento de energia adicional, como o diesel, por exemplo.
Os engenheiros do projeto preveem que o investimento inicial para instalar o sistema solar completo se pague em apenas cinco anos. (portalsolar)