terça-feira, 30 de agosto de 2022

Inscrições abertas para Olimpíada Nacional de Eficiência Energética

Estão abertas as inscrições para Olimpíada Nacional de Eficiência Energética.
Distribuidoras de todo o país promovem disputa com o objetivo de premiar a propagação de boas práticas no uso da energia elétrica e sustentabilidade entre os jovens.

A 2ª Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE 2022) estão com as inscrições abertas para professores e estudantes do 8º e 9º ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas de todas as regiões do país. O objetivo da Olimpíada é levar informações sobre o uso racional da energia elétrica, além de contribuir para a criação de uma geração de consumidores conscientes, quantificando esse conhecimento através de desafios e provas.

Interessados poderão confirmar sua participação na disputa até 21/10/2022, acessando o ícone “Inscrições” no site https://onee.org.br/olimpiada. Mais informações podem ser obtidas através do telefone 0800 606 9130. A ONEE 2022 é uma iniciativa da Aneel, e conta com a coordenação do Instituto da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (IAbradee) e com a realização de concessionárias de energia que operam em 22 estados e no Distrito Federal, são elas: Celesc, Cemig, Copel, Grupo CPFL, Grupo EDP, Grupo Enel, Grupo Energisa, Grupo Equatorial, Grupo Neoenergia e Light.

O curso direcionado aos estudantes que participarem da ONEE 2022 será composto por três módulos, que contemplarão assuntos como: Introdução à energia e suas transformações; fontes e matrizes energéticas; produção/geração de energia e consumo consciente; e ações de eficiência energética e combate ao desperdício. Os participantes com melhores desempenhos receberão certificados e serão premiados com notebooks, bolsas de estudo, medalhas e menções honrosas. Os vencedores de cada categoria participarão de uma solenidade de encerramento na sede da Aneel, em Brasília. (canalenergia)

domingo, 28 de agosto de 2022

Alupar concluirá 3 projetos de geração de energia renovável

Alupar pretende concluir três projetos de geração de energia renovável.
Empresa também ficará de olho em oportunidades de transmissão.

Em 2022, a Alupar pretende concluir três projetos de geração de energia renovável, que totalizam 120 megawatts de potência instalada. “Sobre os novos projetos, vai depender muito do que a gente achar no mercado. Vamos olhar as oportunidades sim, pois tem muita coisa de transmissão vindo e vamos avaliar onde podemos fazer as melhores alocações de capital”, disse o CFO da companhia, José Luiz Godoy.

O executivo afirmou que tem observado um aumento de custo tanto nos projetos de eólica quanto nos de solar. “Vemos uma dificuldade muito grande de fazer projetos hidráulicos. É praticamente impossível você conseguir uma licença para um projeto hidráulico e quem for implantar o projeto daqui para frente vai ter um custo maior e que vai ter que refletir no preço das PPA e energia”, explicou.

Godoy ainda afirmou, durante teleconferência com investidores nesta quarta-feira, 10 de agosto, que o projeto da PCE ELTE está em andamento. “A licença já foi emitida com uma restrição no final da execução. Já fizemos todos os estudos exigidos e já foram entregues no órgão licenciador e acreditamos que mais uns 60 ou 90 dias essas restrições devem cair. É uma restrição bastante pequena e ela impacta somente 15 torres na chegada da linha e com isso não é nada que seja tão impactante assim”, ressaltou.

Ele ainda declarou que estão encontrando dificuldades com relação aos epecistas. “A questão da pandemia agravou muito a situação de muitos prestadores de serviços. Hoje no Brasil temos poucos epecistas em função dessa crise e reduziu bastante. Inclusive vi uma manifestação de vários epecistas no Ministério de Minas e Energia no final do ano explicando todas as dificuldades que estavam passando. O efeito da pandemia causou um impacto muito grande nas empresas e eu vejo uma tendência de alta nos custos dessa área. Durante a implantação dos nossos projetos tivemos que substituir mais de cinco fornecedores ao longo dos projetos por não estarem performando de forma adequada e então eu acho que isso aí é uma coisa que vai impactar cada vez mais os projetos”.

Vale destacar que a Alupar registrou lucro líquido de R$ 180 milhões no segundo trimestre, com recuo de 45,8% sobre igual período anterior, de acordo com a medida IFRS. Nos seis primeiros meses do ano, o lucro chegou a R$ 611 milhões, 6,8% menor.

No 2T22 foram realizados investimentos totais da ordem de R$ 212,5 milhões, sendo R$ 98 milhões investidos no segmento de transmissão, R$ 113 milhões no segmento de geração, e R$ 1,5 milhões no desenvolvimento de novos negócios, ante os R$ 204 milhões registrados no 2T21, quando R$ 147,3 milhões foram investidos no segmento de transmissão, R$ 55,9 milhões foram investidos no segmento de geração e R$ 800 mil no desenvolvimento de novos negócios. “Com relação aos investimentos, estávamos num ciclo de investimento que agora estamos concluindo. Ainda temos um valor muito relevante para investir entre este ano e o próximo, vários projetos estão por vir”, ressaltou o CFO.

Com relação a parceria com a Equatorial no último leilão, Godoy afirmou que foi muito boa e produtiva. “Eles têm uma linha de pensamento muito coerente com a nossa e eu acho que foi bastante interessante. E claro que podemos eventualmente fazer parcerias com eles no futuro ou sempre que fizer sentido para agregar para as duas partes. Sempre podemos estudar e estruturar uma parceria com eles”, finalizou. (canalenergia)

Telhas fotovoltaicas da Eternit recebem registro do Inmetro

Modelos apresentam ganhos de potência e praticidade na instalação.
A Eternit agora poderá comercializar as telhas fotovoltaicas da sua linha Tégula Solar. As telhas BIG-F10C, BIG-F11 e PLANA-F15 receberam o certificado do Inmetro sob os registros BIG-F10C – 006825/2022, BIG-F11 – 00785/2022 e PLANA-F15 – 007263/2022. Segundo a companhia, os novos modelos apresentam ganhos de potência e praticidade de instalação em relação à primeira telha fotovoltaica Tégula Solar BIG-F10, homologada em 2019.

O modelo BIG-F10C foi criado para oferecer maior flexibilidade na instalação, em telhados já construídos ou reformas em coberturas que utilizam a telha de concreto BIG da Tégula, com galgas (espaçamento entre as ripas que determina a sobreposição entre as telhas) menores, entre 36 a 40,5cm.

“A BIG-F10C tem mais área para sobreposição e permite maior faixa de espaçamento entre as ripas. Com a BIG-F10C, vamos contemplar um maior número de telhados já construídos, principalmente onde já foi instalada a telha BIG da Tégula, com galga menor que o padrão de 40,5cm. Atenderemos esses clientes sem a necessidade de alteração do ripamento”, disse o gerente de desenvolvimento de novos negócios da Eternit, Luiz Lopes.

Já a BIG-F11 é uma evolução da BIG-F10. A nova versão consiste em um produto com 20% a mais de potência em relação a primeira, com 11Wp (Watt-pico). Cada módulo é capaz de produzir uma média de energia de 1,4 kWh/mês. Para um consumidor que resida na cidade de São Paulo, com a tarifa atual de energia, isso pode representar uma economia de até R$ 120,00 na conta de luz se comparada à geração anterior (considerando um sistema com 500 telhas instaladas). “O aumento de potência dessa telha demonstra nossa busca contínua por inovação e qualidade, acompanhando a rápida evolução das tecnologias fotovoltaicas”, explica Luiz.

Entre os modelos, a PLANA-F15, por sua vez, tem potência de 15Wp (Watt-pico), utiliza galga de 34cm e são necessárias pouco menos que 10 pçs/m². A maior ocupação da área da telha com células fotovoltaicas torna o modelo o mais potente na comparação potência/área de cobertura. “O aumento da potência na PLANA-F15 melhora ainda mais o aproveitamento do espaço para geração de energia, o que influencia diretamente na diminuição da quantidade de telhas que serão necessárias para cada projeto”, ressalta Luiz Lopes. (canalenergia)

VW faz parceria com a Raízen para adotar energia renovável

Concessionária da Volkswagen fecha parceria com a Raízen para adotar energia renovável.
A energia será gerada por meio do biogás, evitando, assim, a emissão de 29 toneladas de carbono em cinco anos.

A Raízen fechou um contrato com a Volkswagen do Brasil para geração distribuída de energia limpa na concessionária do Grupo Germânica, localizada em Mogi Mirim, no Estado de São Paulo. A energia será gerada por meio do biogás, evitando, assim, a emissão de 29 toneladas de carbono em cinco anos.

“O Grupo Germânica é o maior grupo do interior do estado de São Paulo e o segundo maior grupo do País para a marca e esta iniciativa é mais um passo, dentro da nossa estratégia Way To Zero, em trazer não só soluções de descarbonização para os nossos produtos e fábricas, mas também trabalharmos efetivamente para reduzir o impacto no meio ambiente, a partir também de nossa rede de concessionárias. Já estamos, em parceria com a Raízen, neste processo para abranger toda a rede, composta por cerca de 500 unidades”, disse o vice-presidente de Vendas & Marketing da Volkswagen do Brasil, Roger Corassa.

A unidade do Grupo Germânica poderá economizar de 10% a 23% na fatura de energia elétrica por ano, dependendo da bandeira tarifária, com a solução de Geração Distribuída da Raízen. “Para nós, sermos pioneiros nessa substituição é muito significativo, pois além de contribuirmos para a descarbonização, incentivamos outros grupos a seguir o mesmo caminho e com expressiva redução de custos”, ressaltou o acionista controlador do Grupo Germânica, Evandro Garms.

Vale lembrar que a Raízen produz sua própria energia por meio de fontes renováveis, como o sol, resíduos da cana-de-açúcar e outras matrizes limpas. “A Raízen dispõe de um portfólio completo de soluções em energia renovável para todas as necessidades dos clientes, sempre com foco em eficiência e sustentabilidade. A parceria com a Volkswagen contempla diversas soluções de descarbonização para toda a cadeia no setor automotivo, desde a produção até seus canais de venda, como é o caso de agora, atendendo o Grupo Germânica através da Geração Distribuída”, finaliza o diretor de Soluções de Energia e Renováveis da Raízen, Rafael Rebello. (canalenergia)

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Transição para energia limpa é o caminho para um planeta habitável

As fontes de energia renovável são reabastecidas pela natureza e emitem pouco ou nenhum gás de efeito estufa ou poluentes no ar.

A energia está no centro do desafio climático – e é a chave para a solução.

Uma grande parte dos gases de efeito estufa que cobrem a Terra e retêm o calor do sol são gerados através da produção de energia, queimando combustíveis fósseis para gerar eletricidade e calor.

Os combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás, são de longe os maiores contribuintes para a mudança climática global , respondendo por mais de 75% das emissões globais de gases de efeito estufa e quase 90% de todas as emissões de dióxido de carbono.

A ciência é clara: para evitar os piores impactos das mudanças climáticas, as emissões precisam ser reduzidas quase pela metade até 2030 e chegar a zero líquido até 2050.

Para conseguir isso, precisamos acabar com nossa dependência de combustíveis fósseis e investir em fontes alternativas de energia que sejam limpas, acessíveis, acessíveis, sustentáveis e confiáveis.

As fontes de energia renovável – que estão disponíveis em abundância ao nosso redor, fornecidas pelo sol, vento, água, resíduos e calor da Terra – são reabastecidas pela natureza e emitem pouco ou nenhum gás de efeito estufa ou poluentes no ar.

Os combustíveis fósseis ainda representam mais de 80% da produção global de energia, mas as fontes de energia mais limpas estão ganhando terreno. Cerca de 29% da eletricidade atualmente vem de fontes renováveis.

Aqui estão cinco razões pelas quais acelerar a transição para energia limpa é o caminho para um planeta saudável e habitável hoje e para as próximas gerações.

1. As fontes de energia renovável estão ao nosso redor

Cerca de 80% da população global vive em países que são importadores líquidos de combustíveis fósseis – são cerca de 6 bilhões de pessoas que dependem de combustíveis fósseis de outros países, o que os torna vulneráveis a choques e crises geopolíticas.

Em contraste, as fontes de energia renovável estão disponíveis em todos os países e seu potencial ainda não foi totalmente aproveitado. A Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) estima que 90% da eletricidade mundial pode e deve vir de energia renovável até 2050.

As energias renováveis oferecem uma saída para a dependência de importações, permitindo que os países diversifiquem suas economias e as protejam das oscilações imprevisíveis de preços dos combustíveis fósseis, ao mesmo tempo em que impulsionam o crescimento econômico inclusivo, novos empregos e redução da pobreza.

2. A energia renovável é mais barata

A energia renovável, na verdade, é a opção de energia mais barata na maior parte do mundo hoje. Os preços das tecnologias de energia renovável estão caindo rapidamente. O custo da eletricidade da energia solar caiu 85% entre 2010 e 2020. Os custos da energia eólica onshore e offshore caíram 56% e 48%, respectivamente.

A queda dos preços torna a energia renovável mais atraente em todos os aspectos – inclusive para países de baixa e média renda, de onde virá a maior parte da demanda adicional por nova eletricidade. Com a queda dos custos, há uma oportunidade real para que grande parte do novo fornecimento de energia nos próximos anos seja fornecido por fontes de baixo carbono.

A eletricidade barata de fontes renováveis poderia fornecer 65% do fornecimento total de eletricidade do mundo até 2030. Poderia descarbonizar 90% do setor de energia até 2050, cortando maciçamente as emissões de carbono e ajudando a mitigar as mudanças climáticas.

Embora se espere que os custos de energia solar e eólica permaneçam mais altos em 2022 e 2023 do que os níveis pré-pandemia devido aos preços elevados de commodities e frete, sua competitividade realmente melhora devido a aumentos muito mais acentuados nos preços do gás e do carvão, diz a Agência Internacional de Energia. AIE).

3. A energia renovável é mais saudável

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 99% das pessoas no mundo respiram ar que excede os limites de qualidade do ar e ameaça sua saúde, e mais de 13 milhões de mortes em todo o mundo a cada ano se devem a causas ambientais evitáveis, incluindo ar poluição.

Os níveis insalubres de partículas finas e dióxido de nitrogênio se originam principalmente da queima de combustíveis fósseis. Em 2018, a poluição do ar por combustíveis fósseis causou US$ 2,9 trilhões em custos econômicos e de saúde , cerca de US$ 8 bilhões por dia.

A mudança para fontes limpas de energia, como eólica e solar, ajuda a lidar não apenas com as mudanças climáticas, mas também com a poluição do ar e a saúde.

4. As energias renováveis criam empregos

Cada dólar investido em energias renováveis cria três vezes mais empregos do que na indústria de combustíveis fósseis. A AIE estima que a transição para emissões líquidas zero levará a um aumento geral dos empregos no setor de energia : enquanto cerca de 5 milhões de empregos na produção de combustíveis fósseis podem ser perdidos até 2030, cerca de 14 milhões de novos empregos seriam criados em energia limpa, resultando em um ganho líquido de 9 milhões de empregos.

Além disso, as indústrias relacionadas à energia exigiriam mais 16 milhões de trabalhadores, por exemplo, para assumir novas funções na fabricação de veículos elétricos e aparelhos hipereficientes ou em tecnologias inovadoras como o hidrogênio. Isso significa que um total de mais de 30 milhões de empregos podem ser criados em tecnologias de energia limpa, eficiência e baixas emissões até 2030.

Garantir uma transição justa, colocando as necessidades e os direitos das pessoas no centro da transição energética, será fundamental para garantir que ninguém seja deixado para trás.

5. A energia renovável faz sentido econômico

Cerca de US$ 5,9 trilhões foram gastos para subsidiar a indústria de combustíveis fósseis em 2020, inclusive por meio de subsídios explícitos, isenções fiscais e danos à saúde e ao meio ambiente que não foram incluídos no custo dos combustíveis fósseis.

Em comparação, cerca de US$ 4 trilhões por ano precisam ser investidos em energia renovável até 2030 – incluindo investimentos em tecnologia e infraestrutura – para nos permitir atingir emissões líquidas zero até 2050.

O custo inicial pode ser assustador para muitos países com recursos limitados, e muitos precisarão de apoio financeiro e técnico para fazer a transição. Mas os investimentos em energia renovável serão recompensados. A redução da poluição e dos impactos climáticos por si só poderia economizar ao mundo até US$ 4,2 trilhões por ano até 2030.

Além disso, tecnologias renováveis eficientes e confiáveis podem criar um sistema menos propenso a choques de mercado e melhorar a resiliência e a segurança energética ao diversificar as opções de fornecimento de energia em diferentes setores e ecossistemas.

“É hora de parar de queimar nosso planeta e começar a investir na abundante energia renovável ao nosso redor”. (ecodebate)