domingo, 2 de abril de 2023

Descubra por que a mobilidade elétrica é o caminho do futuro

Na mobilidade elétrica, a ideia é substituir o veículo movido a combustíveis fósseis por fontes renováveis.

Mobilidade elétrica é caminho para descarbonização

Energia do futuro será limpa, descentralizada e democrática, dizem especialistas.

São muitas as vantagens de trocar os veículos movidos por combustíveis fósseis pelos abastecidos com energia. Entenda o motivo e veja as iniciativas já em andamento.

Mais modernos, silenciosos, econômicos e, principalmente, sustentáveis, os veículos elétricos são uma grande contribuição para a redução das emissões de CO2 no transporte - setor responsável por quase metade dos gases de efeito estufa no Brasil.

No país, a maior parte da matriz elétrica (72,8%) vem de fontes renováveis (hídrica, eólica e solar) e, por isso, optar por um veículo abastecido nesta rede de distribuição limpa é muito mais positivo do que investir em um que usa combustível fóssil, como gasolina.

A troca de veículos antigos por híbridos ou elétricos trará resultados significativos em dez anos.

Cidade inteligente e mobilidade elétrica: a combinação do futuro.

É possível um modelo de gestão que aponte caminhos em poucos anos?

A transição para a mobilidade elétrica é um importante avanço para o futuro do país e, atualmente, iniciativas que unem órgãos públicos e empresas privadas têm impulsionado esse caminho.

Entre essas frentes de inovação no setor, estão as ações de sustentabilidade que integram o Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Neoenergia, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Com ótimos exemplos de uma mobilidade elétrica cada vez mais presente e viável no Brasil, a Neoernegia oferece para os consumidores e empresas, soluções completas de pontos de recarga elétrica. O melhor é que a companhia cuida de tudo, do projeto até a manutenção, e o cliente só precisa solicitar o orçamento aqui.

Veículos elétricos trazem muitos benefícios da eletromobilidade, causando  menos impacto ao meio ambiente e representa maior economia no dia a dia! (globo)

Licenciamento de veículos elétricos pode chegar a 20%

PDE 2032: licenciamento de veículos elétricos pode chegar a 20%.
Caderno de Eletromobilidade aponta que Brasil tende a não sofrer as pressões que outros países enfrentarão por conta de seu programa de biocombustíveis.

O segmento de veículos elétricos é apontado como o futuro do transporte. No Brasil, contudo, o programa de biocombustíveis por muitas vezes é apontado como uma barreira a essa evolução quando comparado ao mercado europeu, por exemplo. Apesar disso, a perspectiva da próxima década na eletrificação do transporte rodoviário é de expansão. Ao final do horizonte, licenciamento de novos veículos semileves e leves, para uso com o transporte cargas, pode chegar a 20% para elétricos e 15% para híbridos.

Essa é uma das principais conclusões do Caderno de Eletromobilidade do PDE 2032, publicado pela Empresa de Pesquisa Energética e Ministério de Minas e Energia. Contribuem para essa estimativa a eletrificação de nichos como de entrega aos consumidores, estimulada por compromissos ESG de grandes empresas, e por crescentes restrições às emissões e à circulação de veículos poluentes em áreas urbanas.

De acordo com a EPE, a eletrificação de frotas de transporte público de massa também deve ancorar a disseminação da eletrificação em ônibus, elevando as projeções de licenciamentos de veículos elétricos novos para cerca de 10% em 2032.  A compra de ônibus elétricos a bateria anunciada por cidades como São Paulo, São José dos Campos e Salvador fundamentam essa projeção. “Observa-se que a eletrificação ainda enfrenta barreiras no curto prazo, especialmente em função do preço de aquisição dos ônibus e da infraestrutura de carregamento”, ressalta o planejador.

Já os licenciamentos de automóveis elétricos privados devem ser inicialmente limitados aos segmentos de maior renda. Isso se deve ao custo ainda elevado desses veículos, basicamente.

No segmento de caminhões semipesados e pesados, a significância do peso e do custo das baterias torna a eletrificação mais difícil e onerosa, restringindo sua aplicação para distâncias menores. Segundo a EPE, há oportunidade para outras tecnologias, como a hibridização e o gás natural (tanto comprimido, como liquefeito). No entanto, projeta-se que a motorização a diesel permaneça com cerca de 95% do total de licenciamentos em 2032 nessa categoria.

Mercado internacional

O caderno também realiza uma abordagem do contexto internacional, explicando como a concessão de subsídios governamentais e investimentos públicos e privados em veículos e redes de carregamento estão promovendo a expansão da eletrificação, especialmente nos EUA, na Europa e na China.

No final de 2021, a frota mundial de veículos elétricos ultrapassou 16 milhões, com particular destaque para o crescimento registrado em 2020 e 2021. Entretanto, estima-se que as vendas somente em 2022 possam chegar a 10 milhões de unidades.

Esse movimento pode trazer uma pressão sobre a oferta de materiais críticos, levantando questões sobre garantia de oferta, divergências geopolíticas, e de concentração da produção e processamento. Assim, o desequilíbrio entre oferta e demanda tende a se refletir nos preços, dificultando a adoção generalizada da eletrificação.

A demanda por todos os insumos integrantes das cadeias logísticas de baterias deve aumentar, requerendo um aumento expressivo da oferta, especialmente de minerais como lítio, níquel, cobalto, baterias e automóveis elétricos. Cita que uma projeção da Agência Internacional de Energia estima um aumento de quatro vezes na demanda mineral para tecnologias limpas até 2040 no cenário renovável, podendo chegar a seis vezes no net-zero. E mais, que o processamento desses minerais críticos é ainda mais concentrado, com a China sendo responsável por entre 40% e 80% para materiais como cobre níquel, cobalto, lítio e terras raras.

De acordo com o caderno publicado, o Brasil não sofre as mesmas pressões que outros países para eletrificar rapidamente sua frota, pois é relativamente pouco dependente de importações de energia. Cita justamente a existência de um mercado de combustíveis bem estabelecidos, com atividade econômica e empregos bastante relevantes.

SP: híbridos e elétricos terão desconto no IPVA.

Por isso, “não tem a mesma demanda emergencial por redução da poluição local, embora haja oportunidades de melhoria e os recursos para subsidiar veículos elétricos disputam espaço com outras medidas para promoção de crescimento e distribuição de renda”, conclui. (canalenergia)

CCEE aponta recorde de geração de energia renovável em 2022

Usinas hidrelétricas, eólicas, solares e de biomassa foram responsáveis por 92% do total de eletricidade produzida pelo país.

Um levantamento realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontou que o Brasil ultrapassou o marco de 92% da energia renovável com a participação de usinas hidrelétricas, eólicas, solares e de biomassa no total gerado pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), o maior percentual dos últimos 10 anos.

Ainda de acordo com o levantamento, as fontes produziram quase 62 mil megawatts médios de energia, um reflexo do cenário hídrico climático mais favorável, que contribuiu para a recuperação dos reservatórios de água, e da expansão das usinas movidas pelo vento e pelo sol. A geração solar                1ª publicação centralizada teve o maior aumento em 2022, de 64,3% na comparação com o ano anterior. Ao todo foram produzidos mais de 1,4 mil MW médios. A chegada de 88 novas fazendas solares ao SIN fez com que o segmento alcançasse 4% de representatividade na matriz nacional.

Segundo a CCEE, com relação à geração hidráulica, as chuvas de 2022 contribuíram para um aumento de 17,1% na produção das hidrelétricas, para 48 mil MW médios. A reversão do cenário crítico de 2021 deixa o país em uma situação muito mais confortável para 2023. Hoje a capacidade instalada desta fonte é de 116.332 MW.

A geração eólica cresceu 12,6% no comparativo anual, fornecendo à rede elétrica mais de 9 mil megawatts médios. Hoje o país conta com 891 parques eólicos, que juntos somam mais de 25 mil megawatts de capacidade instalada.

A produção de energia a partir da biomassa, que tem como principal matéria-prima o bagaço da cana-de-açúcar, registrou um leve aumento de 0,3%, entregando ao sistema quase 3 mil MW médios em 2022. Atualmente existem 321 usinas deste tipo, com capacidade instalada total de 14.927 MW.

(canalenergia)

quinta-feira, 30 de março de 2023

Eletrobras quer liderança global em renováveis e menores emissões

Fontes renováveis de energia são consideradas matrizes alternativas inesgotáveis de energia que provocam menos danos ao meio ambiente.

Companhia revisa planejamento estratégico mirando maior inserção na fonte eólica, solar e no fim dos contratos termelétricos para ultrapassar o grupo Enel e a Statkraft.

A Eletrobras quer aproveitar o embalo da transição energética para ser o maior player em energia renovável e com menores emissões de dióxido de carbono (CO2) no mundo. Em 31/01/23 o presidente da companhia, Wilson Ferreira Jr, lembrou que a corporação é formada 97% por ativos ambientalmente mais amigáveis, mas focada em hidrelétricas E ainda, que o planejamento estratégico que está sendo revisado deverá seguir também em direção das fontes intermitentes, levando a empresa a ultrapassar a Enel e a Statkraft nos respectivos rankings de maior empresa de energia renovável e menores emissões por MWh gerado.

“A transição energética é um diferencial para o Brasil e para a Eletrobras […] Temos pouca eólica e solar e aqui eu acho que é o grande potencial, até em vista da infraestrutura que a empresa tem se juntado aos reservatórios e a obrigação de revitalizar o Rio São Francisco”, comentou o executivo durante o webinar que marcou o lançamento do evento Fórum Brasileiro de Líderes em Energia. Essa ação no rio do submercado do Nordeste poderia ser feita com uma usina solar flutuante aproveitando o sistema de transmissão e o fato das garantias físicas das usinas terem sido revisadas para baixo.

Wilson também ressaltou que nenhuma nação tem a quantidade de florestas para capturar carbono como o Brasil, e que agora existirá uma política mais aderente à preservação do meio ambiente, que seria o primeiro ativo para a transição energética. Outro destaque é o conjunto de térmicas da holding que estão no final da vida útil e vencendo seus contratos, algumas a carvão e a óleo, com o executivo prevendo a redução à metade do que há hoje em apenas três anos.

“Se continuarmos a crescer da forma como ambicionamos vamos ter a maior empresa de energia renovável e com o menor nível de emissão no mundo, algo que só o Brasil pode fazer”, concluiu.

Energias solares e eólicas estão liderando o aumento na geração global de eletricidade renovável em 2022.

Crescimento das renováveis freia aumento das emissões de CO2 em 2022.

Estudo da IEA aponta que as emissões mais que triplicariam se não fosse a implantação das energias limpas e dos VEs. (canalenergia)

Setor de energia solar registrou recorde de fusões e aquisições em 2022

Volume de transações envolvendo o segmento foi 92% maior do que em 2021 no Brasil.

Um levantamento realizado pela Redirection International mostrou que as fusões e aquisições (M&A) no mercado brasileiro de energia solar apresentaram um crescimento de 92% em 2022, em relação a 2021, com 25 transações concluídas, quase o dobro do ano anterior, que registrou 13.

De acordo com o estudo, os fatores que impulsionaram a atração de investimentos no setor são o marco legal da micro e minigeração distribuída, em vigor desde o início de 2022, e os incentivos fiscais para a instalação de sistemas fotovoltaicos. O economista e sócio da Redirection, Adam Patterson, destaca que a legislação vigente trouxe segurança jurídica para os investidores e as fusões e aquisições trazem grandes oportunidades para acelerar essa transição da matriz energética.

Além disso, o levantamento aponta que o setor macro de energia no Brasil também apresentou crescimento no volume de fusões e aquisições. As operações envolvendo companhias energéticas representaram 10% do total de transações registradas no Brasil no ano passado, com 114 negociações consolidadas, crescimento de 81% em relação a 2021, quando foram 63.

Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) mostram que o bom desempenho é resultado do crescimento do setor, que já responde por 11,2% de toda a energia elétrica produzida no país e se tornou recentemente a segunda principal fonte da matriz energética brasileira.

Só nos últimos doze meses, a potência instalada de sistemas fotovoltaicos aumentou 84% no país, passando de 13 gigawatts (GW) em janeiro de 2022 para 23,9GW no início de 2023, de acordo com dados da ABSOLAR. A expectativa é que a capacidade produtiva aumente 42% em 2023, alcançando 34GW de potência instalada.

Por fim, os dados da Redirection International mostram que o mercado de startups também deve alavancar o setor nos próximos anos. As energytechs atraíram, somente nos 11 primeiros meses de 2022, cerca de US$ 288 milhões em investimentos, crescimento de 134% em relação a 2021. (canalenergia)