sábado, 10 de junho de 2023

Eólica e Solar recebem liberação de 13,13 MW

Operação comercial começou a valer a partir de 07/04/2023.

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou para início da operação comercial, a partir de 07/04/23, a UG1, da UFV Federal, com 0,73 MW de capacidade instalada, localizada no estado de Pernambuco; e por fim, as UG1 e UG2, da EOL Serra do Tucano XVI, com 12,4 MW, localizada no estado da Bahia. Juntos, os empreendimentos, somam 13,13 MW de capacidade instalada. 

(canalenergia)

Swift conta com 100 lojas abastecidas por geração solar

Empresa tem como meta ter 100% do consumo de eletricidade dos seus estabelecimentos de rua supridos por energia renovável.

A Swift, empresa da JBS que atende no ramo de alimentos congelados, atingiu a marca de 100 lojas com painéis solares fotovoltaicos instalados nos telhados de suas unidades. O resultado, segundo a empresa, faz parte de sua estratégia para que, até 2025, 100% do consumo de eletricidade de seus estabelecimentos de rua sejam supridos por fontes renováveis e limpas de energia. A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Âmbar Energia.

Ao todo, já foram instalados 4.801 painéis solares sobre os telhados das lojas da Swift, ocupando uma área de 20 mil metros quadrados (m2). Juntos, os sistemas fotovoltaicos somam uma capacidade instalada de 2,3 Megawatt-pico (MWp), suficiente para fornecer energia elétrica para 250 famílias. Em 2022, os telhados solares produziram 1,019 milhão de kWh, evitando a emissão de 643,251 toneladas de gás carbônico (CO2).

Swift adota 100% de energia solar em sua rede de lojas no Brasil.

De acordo com a companhia, ao priorizar a solução solar em suas operações, a Swift reduz as emissões de carbono do chamado “escopo 2”, relacionadas ao consumo de energia elétrica, e reforça o seu alinhamento com o compromisso da JBS de se tornar Net Zero até 2040, que visa zerar o balanço líquido de todas as emissões de gases de efeito estufa da Companhia. (canalenergia)

EDP/ES investe R$2,3 milhões em eficiência energética

EDP ES investe R$2,3 milhões em projetos de eficiência energética.
Nos municípios de Muniz Freire e Santa Maria de Jetibá, os projetos serão de substituição da iluminação pública comum por LED, somando mais de 1,1 mil luminárias.

A EDP ES anunciou os projetos contemplados na Chamada Pública de Projetos de Eficiência Energética – CPP 001/2022. Serão destinados cerca de R$2,3 milhões para o incentivo de iniciativas com objetivo da conservação e o uso racional da energia elétrica na área de atuação no estado. Entre os beneficiados, estão as cidades de Mimoso do Sul, Vila Velha, Vitória, Guarapari, Santa Maria de Jetibá, Ponto Belo e Muniz Freire.

Segundo a distribuidora, as iniciativas selecionadas abrangem consumidores residenciais, hospitais e entidades beneficentes, escolas e iluminação pública, promovendo a transformação através da eficiência energética, estimulando o desenvolvimento de novas tecnologias e a criação de hábitos e práticas sustentáveis do uso de energia elétrica.

Nos municípios de Muniz Freire e Santa Maria de Jetibá, os projetos serão de substituição da iluminação pública comum por LED. Ao todo, serão 1.179 novas luminárias. Outro projeto contemplado acontecerá no Hospital Apóstolo Pedro, em Mimoso do Sul, com a substituição de 66 lâmpadas e geração solar de 50,22 kW, visando maior eficiência energética, por meio de geração limpa de energia.

Os projetos vencedores foram avaliados por uma comissão julgadora formada por colaboradores da EDP, conforme critérios técnicos estabelecidos no edital e a ação são regulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica. (canalenergia)

quinta-feira, 8 de junho de 2023

Fabricantes preparam ônibus elétricos para transporte público

Em janeiro de 2018, a Prefeitura de São Paulo publicou a Lei Municipal 16.802, que estabelece as metas de eletrificação da frota usada no transporte público da cidade. Segundo o documento, até 2028, a redução de emissão de dióxido de carbono dos veículos deve chegar a 50%. Ao final de 20 anos, em 2038, esse número precisará ser de 100%.

A pandemia provocada pela covid-19 atrapalhou o movimento das fabricantes, mas elas não interromperam seus projetos. Tanto que, em março, a Eletra reuniu 200 representantes de empresas de transporte público para apresentar o modelo e-Bus.

O encontro foi importante porque, em outubro de 2022, a SPTrans, gestora do sistema de transportes de São Paulo, determinou que os ônibus comprados pelas operadoras não poderão ter motores diesel. Atualmente, dos 11 mil veículos operacionais da frota da capital paulista, pouco mais de 200 são elétricos – 20 movidos a bateria e os demais são trólebus.

“O posicionamento da SPTrans merece destaque, porque, definitivamente, tirou a lei do papel e mostrou o pioneirismo de São Paulo para eletrificar o transporte público”, diz Iêda Oliveira, diretora executiva da Eletra.

Em estágio avançado para cumprir a lei, a Eletra já apresenta em seu portfólio as versões do e-Bus 10m-Midi, 12,1m, 12,8m-Padron, 15m e 21,5m-articulado. Para desenvolver o novo ônibus, a Eletra fez parcerias com outras empresas do setor. A Caio produz as carrocerias e-Millennium; a WEG fornece motores elétricos, inversores e baterias de lítio-ferro-fosfato; e a Scania e a Mercedes constroem os chassis.

“A tração elétrica tem várias vantagens, como menor custo de manutenção e conforto dos passageiros”, garante Iêda. Ela conta que os ônibus movidos a bateria usam o mesmo chassi do modelo a diesel, mas sem o motor e o sistema de câmbio. Assim como no automóvel, a implementação do sistema elétrico reduz muito o número de componentes.

Os ônibus da Eletra são controlados eletronicamente e adotam o sistema de aceleração parecido ao dos trens do metrô. “O deslocamento dos ônibus é de 1,2 m2/seg. Mesmo que o motorista enfie o pé no pedal do acelerador, o veículo partirá suavemente, ao contrário do ônibus com motor diesel, que gasta mais combustível e provoca um tranco incômodo aos usuários”, explica.

Outra semelhança com o carro elétrico é a frenagem regenerativa, que ajuda a alimentar a bateria e economiza quatro vezes mais as lonas de freio. “Depois de oito anos, a capacidade energética da bateria sofre uma perda de apenas 20%. Ou seja, em vez de 100 quilômetros, o ônibus rodará 80”, revela a executiva.

Em equipamentos de 120 kWh ou 160 kWh, a recarga do ônibus elétrico demora aproximadamente três horas, operação realizada à noite para ele poder andar, no dia seguinte, de 200 a 250 quilômetros. Mas já existem as recargas de oportunidade, quando a bateria é a realimentada em paradas operacionais de dez minutos.

A Eletra mantém quatro ônibus rodando, em caráter experimental, em Vitória (ES), onde o Estado planeja eletrificar o transporte público. Em Curitiba (PR), testes com os modelos da fabricante estão marcados para abril e maio, ao passo que São José dos Campos (SP) se tornou um exemplo na implantação de ônibus elétricos no transporte público.

Menos custos operacionais

A BYD também está pronta para colocar seus ônibus nas ruas de São Paulo. Para o mercado brasileiro, a fabricante oferece chassis de ônibus 100% elétricos. Os ônibus são seguros, silenciosos e podem diminuir os custos operacionais em até 70%.

“Cada ônibus da BYD evita, em média, a emissão de 118,7 toneladas de dióxido de carbono ao ano, o equivalente ao plantio de 847 árvores por veículo”, afirma Marcello Von Schneider, diretor institucional e head da divisão de ônibus elétricos da BYD Brasil. No País, já circulam 93 ônibus da fabricante chinesa em operações urbanas e privadas, nas cidades de Belém (PA), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Vitória (ES), Brasília (DF), São José dos Campos, São Paulo, Bauru, Santos, Campinas (SP), Maringá (PR) e Rio de Janeiro (RJ).

Segundo Von Schneider, a expectativa de vendas é alta, principalmente por causa da agenda de meio ambiente e sustentabilidade elaborada pelo governo federal. “Existe um apelo das prefeituras para que o governo crie algo para o sistema de transporte público, como é o SUS [Sistema Única de Saúde] para a área da saúde”, revela. “Isso pode ser viável com liberação de recursos, linhas de financiamento diferenciadas ou crédito para renovação da frota.”

Desde 2015, a BYD tem fábrica de veículos e chassis elétricos em Campinas (SP), com capacidade de produção anual de 2 mil unidades. O modelo D9W, por exemplo, usa bateria de ferro-lítio, sem metais pesados na composição e com ciclo de vida útil de 15 anos. “Depois desse período, a bateria pode ser totalmente reciclada ou aproveitada em sistemas estacionários de armazenamento de energia”, afirma.

Outra grande fabricante de ônibus, a Mercedes-Benz não está fora do jogo da eletrificação da frota de São Paulo. Além da parceria com a Eletra, ela desenvolveu o chassi de ônibus urbano eO500U para os mercados brasileiro e dos demais países da América Latina. Por questões estratégicas, porém, a empresa guarda sigilo sobre os potenciais compradores.

Elétrico x diesel

- O custo médio para abastecer baterias de ônibus elétricos é de quase 60% menos do que o gasto com diesel.

- A vida útil dos ônibus elétricos é de 15 anos, enquanto os dos veículos a diesel chegam, no máximo, há dez anos.

- Os motores elétricos têm eficiência energética de 90%, contra 30% dos motores a combustão.

- O custo de manutenção dos ônibus elétricos é 50% inferior em relação aos motores a combustão. (biodieselbr)

Ágil Solar vê oportunidades para carregadores de veículos elétricos

Empresa também vê com bons olhos inclusão de GD no programa Minha Casa Minha Vida.

Confirmando a expectativa de um bom 2023, a integradora de projetos fotovoltaicos Ágil Solar também planeja buscar o mercado de carregadores veiculares. Em entrevista a Agência CanalEnergia, o CEO da empresa, Matheus Carvalho, vê um grande potencial nesse segmento, uma vez que muitas montadoras vem anunciando novos modelos na categoria. “Tem tudo a ver com com o que a gente faz. O nosso olho no momento está sendo isso, criar inovação e oportunidades e fortalecer ainda mais a marca do mercado”, afirma.

A intenção é trabalhar com carregadores tanto de corrente continua, de carga mais rápida, quanto o de corrente alternada. Construtoras já estão dotando seus novos empreendimentos, inclusive com equipamentos em vagas individuais. A mudança na lei 14.300 traz o desafio de adequação do mercado para as novas regras e a Ágil já desde o fim do ano passado já trabalhava para as adaptações.

A disposição do governo em incluir sistemas de geração distribuída no programa Minha Casa Minha vida foi elogiada por Carvalho. De acordo com o executivo, esse será um caminho natural, pela evolução que a GD tem alcançado junto ao mercado da construção. Para ele, haverá uma oportunidade grande por conta de licitações de instalações e o sinal do governo será fundamental para o mercado de construção. “Acho que vai dar certo e faz muito sentido”, comenta. Nesse mês, a Ágil prepara um e-book para construtores e arquitetos.

Foco da empresa continua sendo o estado de São Paulo pelo tamanho e demanda do mercado. Março/23 o Mato Grosso se tornou o mais novo estado a contar com representação da integradora. Estado paulista, que recentemente ultrapassou Minas Gerais no ranking da GD, a meta é ter 30 franquias. Para Carvalho, a GD agora passa pelo seu segundo momento, em que não há mais o desconhecido e a importância da solução é um fato. “Estamos no ponto de um produto essencial, está se fortalecendo cada vez mais”, pontua.

O CEO contou ainda que embora o período da pandemia tenha levado as ações de venda para o ambiente digital, o dia seguinte ao evento traz um a volta a ações físicas, como eventos, a fim de alavancar a meta de 40 unidades de franquia este ano. (canalenergia)