terça-feira, 4 de julho de 2023

Brasil bate novo recorde na produção de energia renovável

CCEE: Brasil bate novo recorde na produção de energia renovável.
Cenário também permitiu ao Brasil comercializar o maior volume de energia elétrica com Argentina e Uruguai.

Um levantamento realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontou que o Brasil produziu quase 70 mil MW médios nos primeiros meses deste ano e 94% desta energia elétrica foram geradas por fontes renováveis. Este é o maior índice de participação de energia limpa na matriz energética do país nos últimos 10 anos. A maior parte foi gerada pelas hidrelétricas (77%), seguidas das usinas eólicas (12%), solares (3%) e biomassa (2%), destacou o levantamento.

De acordo com a CCEE, chegar ao final do período úmido com níveis confortáveis nos reservatórios de água do país e com boa representatividade das fontes alternativas, ajudam a complementar a oferta de energia.

O cenário favorável para a geração hídrica ainda permitiu ao Brasil exportar 1.445 MW médios para a Argentina e Uruguai no primeiro trimestre, volume recorde na história das negociações de energia com os países vizinhos. Uma boa parte foi enviada pelo mecanismo de Energia Vertida Turbinável – EVT, uma operação lançada recentemente com o apoio da CCEE para otimizar o uso de recursos hídricos.

(canalenergia)

domingo, 2 de julho de 2023

Valor do H2 é tema de novo estudo do Gesel e PUC-Rio

Cadeia de valor do H2 é tema de novo estudo do Gesel e PUC-Rio.
Livro “A Economia do Hidrogênio: Transição, descarbonização e oportunidades para o Brasil” analisa as perspectivas atuais e futuras do vetor energético como novo driver de reindustrialização.

O Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da UFRJ e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) lançaram um estudo em conjunto em 25/04/23, em que abordam as perspectivas atuais e futuras do hidrogênio como novo driver de reindustrialização do país. A publicação apresenta uma análise abrangente e atual do arcabouço de conhecimentos técnicos, financeiros, econômicos, regulatórios e ambientais da área de Economia do H2.

Intitulado “A Economia do Hidrogênio: Transição, descarbonização e oportunidades para o Brasil”, o livro é fruto de um projeto desenvolvido no âmbito do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Aneel e financiado pela empresa Energy Assets do Brasil, juntamente com apoio da Siemens Energy. A ideia é informar tanto os leitores curiosos quanto os atores do setor sobre o estado da arte e as perspectivas de desenvolvimento dos mercados de baixo carbono no Brasil.

O documento busca sistematizar análises de vários vetores da transição energética com foco no H2 e destaque para as tecnologias de produção, o cenário regulatório, políticas públicas, arranjos institucionais e certificação no âmbito da inserção do combustível como vetor para a descarbonização. Também conta com as principais experiências internacionais de estruturação e desenvolvimento, assim como a experiência e potencialidade brasileira nesse futuro mercado.

Segundo as partes, um elemento diferenciador da publicação é que o desenvolvimento de uma plataforma integrada de avaliação de projetos de geração, armazenamento, transporte e uso do hidrogênio de baixo carbono aplicado ao cenário brasileiro, que certamente será uma ferramenta importante para a difusão deste novo recurso energético renovável.

“É uma contribuição consistente e bem fundamentada para subsidiar o processo de formação da indústria nascente deste recurso energético que desempenhará papel estratégico para que em 2050 as metas de neutralidade do CO2 possam ser atingidas, e onde o Brasil terá um papel de protagonista ativo e construtivo”, comenta o professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do Gesel, Nivalde de Castro.

Já o Vice-Presidente Sênior para o hub América Latina da Siemens Energy, André Clark, destacou que estão em curso prospecções e projetos de investimentos que irão consolidar a cadeia produtiva da indústria do H2V, mais ainda é preciso endereçar com clareza os desafios porvir. “Esse é justamente o ponto em destaque neste novo livro, que mostra os possíveis caminhos para cooperação entre governos e iniciativa privada, com regulamentações e políticas de incentivo à infraestrutura para esse novo mercado de energia”, conclui o executivo. (canalenergia)

Diesel de biomassa avançou a 26,5% em 2022

EUA: Produção diesel de biomassa avançou a 26,5% no ano passado.
O diesel verde cada vez mais perto de suplantar o biodiesel como protagonismo da indústria de diesel de biomassa nos Estados Unidos. Em apenas um ano, a produção deste novo biocombustível avançou impressionantes 82% – indo de aproximadamente 3,08 para mais de 5,61 milhões de m³ – o que alavancou os resultados das indústrias norte-americanas como um todo. Segundo dados divulgados pela Administração de Informação de Energia (EIA), a produção de alternativas renováveis ao diesel fóssil passou dos 11,7 milhões de m³ o que representa um avanço de quase 26,5% sobre o resultado apurado em 2021.
Enquanto o diesel verde avança rapidamente, o biodiesel transesterificado derrapa e amarga seu segundo resultado anual negativo. O volume fabricado pelas usinas norte-americanas foi de 6,13 milhões de m³, o que representa uma contração de 1,1% de um ano para outro. Apesar do número negativo, o resultado ele está longe da sangria que sofreu entre 2020 e 2021 quando a produção caiu perto de 9,7%.
Com os dois produtos que formam o mercado caminhando em direções opostas, a distância entre eles se encurtou substancialmente. A produção de diesel verde que, 10 anos atrás, representava 8,3% da apresentada pelas usinas de biodiesel; ficou em 91,5% no ano passado. (biodieselbr)

Desperta Energia oferece assinatura solar aos clientes de baixa tensão

Desperta Energia quer facilitar o acesso à energia solar aos consumidores de baixa tensão.

Objetivo é facilitar o acesso à energia limpa, por meio do serviço de assinatura; nova plataforma vai permitir algo inovador: a venda da energia solar gerada em excesso pelos clientes.
Número de instalações de painéis solares em todo o país ultrapassou 1,7 milhão de pequenas usinas instaladas em telhados, fachadas e terrenos, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Isso ocorre porque cada vez mais clientes residenciais e comerciais estão interessados em trocar a energia elétrica por outra limpa, renovável e mais barata. Hoje, a energia solar já é a segunda maior fonte de geração de energia no Brasil.

Diante deste cenário, a Mutual Solar, que começou a atuar em 2020, oferecendo crédito para instalação de painéis solares, incorporou as operações da Desperta Energia, que fornece soluções de energia dentro do mercado de geração distribuída. A empresa facilita a compra de energia renovável por consumidores que recebem energia em baixa tensão, como é o caso de residências e estabelecimentos comerciais.

“Nosso objetivo é democratizar o mercado de energia no Brasil, com foco nos clientes de baixa tensão no Brasil”, afirma Marciliano Freitas, CEO da Desperta Energia.

Após a incorporação, a Mutual Solar passa a se chamar Desperta Energia e começa a operar com um portfólio completo de soluções para otimizar o custo de energia dos clientes (pessoas físicas e jurídicas) que querem economizar e consumir energia limpa e renovável ou até mesmo monetizar os créditos gerados em excesso. Com uma rede de mais de 10 mil integradores de projetos de painéis solares, esses parceiros oferecerão aos seus clientes novas possibilidades de acesso à energia fotovoltaica por meio da plataforma da Desperta Energia.

“Nosso objetivo é democratizar o mercado de energia no Brasil, com foco nos clientes de baixa tensão no Brasil”, afirma Marciliano Freitas, CEO da Desperta Energia.

A Desperta Energia foi criada para atender todos os perfis de consumidores: desde quem quer consumir energia renovável e não pode gerar sua própria energia (pelo fato das características dos imóveis não permitirem a instalação de painéis), até quem quer ter uma renda extra com a venda da energia produzida e que não foi consumida.

No modelo de energia solar como assinatura, os consumidores de baixa tensão que não podem ou não querem investir em painéis solares nos telhados conseguem ter acesso à energia renovável e mais barata. Isso é possível por meio de uma espécie de aluguel de energia.

Ao ser vinculado a uma usina solar produtora remota parceira da Desperta Energia, a energia limpa contratada é injetada por essas geradoras diretamente na rede elétrica e revertida ao cliente em formato de crédito, que pode ser abatido do valor da conta mensal de energia elétrica.

A companhia tem como parceiros alguns dos mais importantes geradores de energia do mercado brasileiro, como (re) energisa, do Grupo Energisa, Raizen, Brasil Solar, Tallento Energia e Energea.

Da redução da conta de energia à geração de renda extra

Atualmente, consumidores que recebem energia em baixa tensão, como casas e pequenos estabelecimentos comerciais, conseguem apenas reinjetar a energia excedente produzida na rede elétrica em troca de crédito a ser abatido na fatura da companhia distribuidora. Outra possibilidade é transferir a sobra para outra unidade consumidora com o mesmo CPF do produtor, dentro da mesma área de concessão.

A Desperta Energia desenvolveu um produto inovador que permitirá aos seus clientes de baixa tensão gerar uma renda mensal com a comercialização dos créditos de energia excedente que serão alocados na plataforma de comercialização da companhia. Nela, pessoas físicas e empresas interessadas em adquirir energia limpa, poderão comprá-los por meio do modelo de assinatura.

Em breve, quem tem placas solares poderá monetizar a geração de energia limpa com a venda do que não foi consumido diretamente a outros consumidores que não tem condições de instalar painéis solares em suas residências e pequenos comércios.

“Agora, com os serviços de energia por assinatura, cotação de equipamentos, crédito para instalação de micro usinas fotovoltaicas, e, em especial, comercialização da energia gerada, estamos posicionados para ser uma opção completa para os consumidores diminuírem seus custos de energia”, diz Rodrigo Maciel, fundador da Desperta Energia e diretor de desenvolvimento de negócios da empresa. Veterano no mercado de energia, o executivo já atuou como CEO das operações de geração distribuída da Sun Grow no Brasil.

Expansão no mercado de energia solar

O próximo passo da Desperta Energia é aumentar seu escopo geográfico de atuação. Atualmente está presente no Rio de Janeiro, interior de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, mas já tem contratos, alguns fechados e outros em negociação para entrar em operação nos próximos meses em São Paulo (capital), Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Bahia, Piauí e Ceará.

A Desperta Energia já gerou mais de R$ 1,12 milhão em economia de energia ao ano para seus clientes, equivalente a 6.400 MWac anuais. A empresa possui contratos estabelecidos para iniciar a comercialização de até 143MWac, ainda 2023, com a entrada em operação das usinas-clientes. (petrosolgas)

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Sistema climático da Terra está em desequilíbrio energético

O sistema climático da Terra está fora do equilíbrio energético como resultado das mudanças climáticas induzidas pelo homem. O calor se acumulou continuamente nas últimas décadas, aquecendo o oceano, a terra, a criosfera e a atmosfera.

Um novo estudo, ‘ Calor armazenado no sistema terrestre 1960-2020: para onde vai a energia? ‘ mostra que o Desequilíbrio Energético da Terra continua a crescer e aumentou quase 50% nos últimos 14 anos em comparação com o valor acumulado na última metade de uma década.
O Desequilíbrio Energético da Terra (EEI), a diferença entre a quantidade de energia do sol que chega à Terra e a quantidade que retorna ao espaço, serve como uma métrica fundamental para permitir que o Sistema Global de Observação do Clima (GCOS) copatrocinado pela OMM avalie quão bem o mundo responde à tarefa de controlar as mudanças climáticas.

O Plano de Implementação GCOS 2022 recentemente publicado destaca a importância de avaliar regularmente as lacunas no sistema de observação que sustentam as estimativas de EEI e propõe ações para resolvê-las.

O estudo multidisciplinar internacional foi publicado no Earth Systems Science Data, um importante periódico de acesso aberto da Copernicus Publications. É liderado por Karina von Schuckmann, da Mercator Ocean International, que contribui para os relatórios sobre o estado do clima global da OMM.

Pesquisadores (quase 70 de dezenas de institutos em 15 países) acessam dados cuidadosamente calibrados, verificados e bem documentados do oceano, terra, gelo e atmosfera para concluir:

A Terra acumulou quase 0,5 watts (0,48 + 0,1) sobre cada metro quadrado de superfície da Terra nos últimos 50 anos (desde 1971);

 Mais recentemente (2006 a 2020), o aquecimento aumentou para mais de 0,75 watts (0,76 + 0,2) por metro quadrado;

 A maior parte do calor entrou no oceano (89%);

 O calor global restante foi para a terra (6%), gelo (4%) e atmosfera (1%);

 A avaliação global da energia adquirida e desembolsada representa uma métrica fundamental da mudança climática e suas implicações ao aquecer o oceano, a terra, a atmosfera e a criosfera;

 Esforços de avaliação como esses requerem cooperação internacional sustentada em monitoramento e pesquisa.

“O inventário de calor da Terra neste estudo é sustentado pela colaboração multidisciplinar em todo o mundo e demonstra a importância crítica de esforços internacionais concentrados para monitoramento de mudanças climáticas e recomendações baseadas na comunidade e também pedimos ações urgentemente necessárias para permitir a continuidade, arquivamento, resgate e calibração esforços para garantir uma capacidade de monitoramento aprimorada e de longo prazo do sistema global de observação do clima”, escrevem os autores.

Terra sofreu uma alteração perturbadora que afetou o seu delicado equilíbrio energético.

O relatório State of the Global Climate 2022 da OMM, destaca os principais indicadores climáticos, incluindo temperaturas, calor e acidificação dos oceanos, aumento do nível do mar e gelo marinho. (ecodebate)