quarta-feira, 12 de julho de 2023

EDP lança edital para projetos de transição energética

EDP abre edital para projetos de transição energética justa no Brasil.
Propostas devem conter soluções inovadoras para acesso à energia, eficiência energética ou energia limpa, e investimento nas iniciativas pode chegar a R$ 500 mil.

A EDP, empresa que atua em todas as áreas de negócios do setor elétrico brasileiro, lançou o edital EDP Energia Solidária, que vai disponibilizar até R$ 500 mil para projetos inovadores relacionados à transição energética justa. A iniciativa vai ao encontro do objetivo da empresa de se tornar 100% verde até 2030, liderando a transição energética sem deixar ninguém para trás, e acontece por meio do Instituto EDP, organização responsável pela gestão dos investimentos socioambientais da empresa. Podem se inscrever projetos que apresentem soluções relacionadas a Acesso à Energia, Eficiência Energética e Energia Limpa em Comunidades Vulneráveis.

Inscrições ficaram abertas até 31/05/23 pelo site https://investidor.bussolasocial.com.br/institutoedp/editais/edpenergiasolidaria2023, em que também está disponível o regulamento completo. A relevância social, o carácter inovador e a sustentabilidade a longo e médio prazo são alguns dos critérios de avaliação, além de a necessidade dos projetos serem executados nas regiões de atuação da EDP no Brasil: Amapá, Ceará, Espírito Santo, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Paraíba e São Paulo. O investimento poderá ser destinado a um ou mais projetos, dependo do resultado da seleção.

“Por meio do Instituto EDP, contribuímos para a inclusão social, qualidade de vida e bem-estar das comunidades. Agora, com o EDP Energia Solidária, iniciamos uma nova etapa, com foco na inovação social para uma transição energética justa”, reforça Fernanda Pires, vice-presidente de Pessoas e ESG da EDP Brasil.

Os projetos pré-selecionados serão divulgados em agosto e os selecionados serão comunicados em outubro. A execução dos projetos deve acontecer em 2024. (fmetropolitana)

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Expansão na matriz elétrica em 2023 é de 3,3 GW até abril

Usinas eólicas respondem por 1,6 GW no ano. Em abril, capacidade de geração cresceu 593 MW.
O Brasil superou em abril a marca de 3 gigawatts (GW) de crescimento na matriz de geração de energia elétrica em 2023, segundo dados apurados mensalmente pela fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Nos primeiros quatro meses do ano, a expansão na capacidade instalada foi de 3.343,1 megawatts (MW), sendo 86,34% desse quantitativo referente a usinas eólicas (1.643 MW, 49,15% do total) e solares fotovoltaicas (1.243,4 MW, 37,19% do total).

O mês de abril contabilizou, sozinho, um crescimento de 593,0 MW concentrados em 27 usinas, sendo 11 eólicas (153,5 MW), oito solares fotovoltaicas (324,0 MW), cinco termelétricas (85,2 MW), uma pequenas central hidrelétrica (22,3 MW), uma central geradora hidrelétrica (8 MW).

Um total de 104 usinas iniciou a operação comercial em 2023, em 15 estados das cinco regiões brasileiras. Em ordem decrescente, apresentam maiores resultados até o momento os estados de Minas Gerais (1.057,8 MW), Rio Grande do Norte (687,4), Bahia (567,1 MW) e Piauí (314,9 MW). No recorte apenas para o mês de abril, Minas Gerais obteve o maior crescimento, com 231,0 MW.

Capacidade instalada

Brasil somou 191.702,7 MW de potência fiscalizada até 02/05/23, de acordo com dados do Sistema de Informações de Geração da ANEEL, o SIGA, atualizado diariamente com dados de usinas em operação e de empreendimentos outorgados em fase de construção. Desse total em operação, ainda de acordo com o SIGA, 83,55% da matriz elétrica do país é considerada renovável.

A ANEEL atualiza diariamente os dados de geração do país por meio do Sistema de Informações de Geração da ANEEL, o SIGA. Ele apresenta dados de usinas em operação e de empreendimentos outorgados em fase de construção.

Outras informações sobre o acompanhamento da expansão da oferta de geração estão disponíveis em painéis interativos em www.aneel.gov.br/acompanhamento-da-expansao-da-oferta-de-geracao-de-energia-eletrica. Esses painéis, atualizados mensalmente, mostram a previsão para a entrada de novas unidades geradoras para os próximos anos. Eles trazem ainda um histórico da expansão da geração desde a criação da ANEEL (1997). Além dos painéis, também está disponível a base de dados com informações de previsão e acompanhamento de obras dos empreendimentos outorgados para construção. (gov.br)

Associações lançam Pacto Brasileiro pelo Hidrogênio Renovável

ABEEólica, Absolar, Abiogás e AHK Rio assinaram acordo de cooperação para acelerar desenvolvimento do mercado no país.

A Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica), Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Associação Brasileira do Biogás (Abiogás) e Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK Rio) assinaram um acordo de cooperação denominado Pacto Brasileiro pelo Hidrogênio Renovável. A ideia é acelerar o desenvolvimento do mercado brasileiro de H2 verde, tanto para exportação quanto para consumo doméstico.

São seis objetivos centrais: contribuir para a definição de um arcabouço regulatório; desenvolver o mercado de aplicação de H2V; promover o desenvolvimento socioeconômico, por meio da economia do hidrogênio renovável; disseminar as oportunidades desse novo mercado aos seus associados e à sociedade brasileira; e por fim aumentar a competitividade da produção e uso do insumo que é tido como combustível do futuro.

As ações conjuntas incluirão atividades e projetos técnicos e institucionais, visando a cooperação e participação das partes em grupos de trabalho, comissões técnicas, eventos, reuniões, debates, seminários, palestras, road shows, estudos, publicações e todo o necessário para desenvolver a cadeia de valor do vetor energético no país, bem como estimular investimentos e negócios e sua divulgação por aqui e no exterior.

Segundo estudo da consultoria Mckinsey, o país poderá instalar uma nova matriz elétrica inteira até 2040, destinada à produção do H2V, trazendo cerca de R$ 1 trilhão em novos investimentos no período. Os aportes seriam destinados à geração de eletricidade, novas linhas de transmissão e mais unidades fabris do combustível limpo e de estruturas associadas, incluindo terminais portuários, dutos e armazenagem.

Em nota, a Absolar ressalta que esse acordo é oportuno para criar um ponto focal de apoio ao setor público na criação de políticas ambiciosas, urgentes e assertivas em prol do H2V, acelerando a reindustrialização verde. Lembra ainda que analistas de mercado projetam que o Brasil poderá produzir o hidrogênio renovável mais competitivo do mundo em poucos anos se desenvolver políticas públicas, programas e incentivos adequados.

Lideranças da ABEEólica, Absolar, Abiogás e AHK Rio assinaram acordo no dia 5 de maio (Divulgação)

A ABEEólica destacou a eólica offshore como possibilidade de atender a energia necessária para produção do combustível, com projetos grandes escalas e mais de 700 GW conforme apresentado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Nesse mesmo comunicado a associação aponta que o hidrogênio já é realidade no Brasil citando a planta piloto da EDP no Complexo do Pecém e a Unigel será o primeiro projeto em escala industrial no país.

Para a AHK Rio, o hidrogênio renovável tem um potencial enorme na reindustrialização do Brasil, o que pode fortalecer as relações bilaterais com a Alemanha, tido como um dos principais compradores do H2V brasileiro no futuro. A entidade destacou, por sua vez, que o desafio de transportar o hidrogênio renovável por longas distâncias favorece o desenvolvimento de indústrias próximas ao local onde ele é produzido, com efeitos positivos importantes na economia de vários países. Por isso, as indústrias tendem a se instalar onde as condições climáticas e geográficas forem favoráveis à produção e o custo de transporte for baixo.

Na visão da ABiogás, uma rota interessante para a produção do H2V é a reforma a vapor, já consolidada hoje com o uso do gás natural fóssil. Mais de 90% do hidrogênio do mundo atualmente vem do GN, o que facilita o uso do biometano para descarbonizar a produção, já que é 100% renovável e poderia ainda utilizar a infraestrutura já existente para os mesmos processos, de forma competitiva. (canalenergia)

CPFL investe R$ 166 mi em eficiência energética em hospitais

CPFL investe R$ 166 milhões em ações de eficiência energética em hospitais.

Hospitais recebem investimento de mais de R$ 16 milhões em ações de eficiência energética e humanização hospitalar no primeiro trimestre.

A CPFL Energia investiu R$ 16,6 milhões em ações de eficiência energética no primeiro trimestre de 2023 através dos programas CPFL e RGE nos Hospitais. Foram 7 unidades de saúde beneficiadas com a instalação de sistemas fotovoltaicos para a geração de energia solar.
Programas CPFL e RGE nos Hospitais beneficiaram instituições no interior dos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.

Somente no primeiro trimestre de 2023, a CPFL Energia investiu R$ 16,6 milhões em ações de eficiência energética pelos programas CPFL e RGE nos Hospitais. Foram um total de 7 unidades de saúde beneficiadas com a instalação de sistemas fotovoltaicos para a geração de energia solar. Ainda pelo projeto, outros 18 hospitais foram beneficiados em ações de humanização hospitalar promovidas pelo Instituto CPFL.

Entre as unidades de saúde que tiveram obras de eficiência energética concluídas, estão os hospitais Santa Casa de Duartina, Santa Casa de Misericórdia de Ituverava, Hospital Das Clínicas da Unicamp, em Campinas, e Hospital e Maternidade Municipal Governador Mario Covas, em Hortolândia, todos no interior de São Paulo, na área de concessão da CPFL Paulista. Com as ações, a companhia estima uma economia de cerca de R$ 770 mil ao ano, em energia elétrica, aos hospitais. 

Já o eixo de humanização hospitalar beneficiou mais de 16 mil pessoas, em ações promovidas pelo do Instituto CPFL no primeiro trimestre de 2023. As ações sociais foram realizadas em 18 hospitais das cidades de São Vicente (SP), Santos (SP), Jundiaí (SP), São Leopoldo (RS), Veranópolis (RS), áreas de concessão da CPFL Piratininga, RGE e Porto Alegre (RS), sede da CPFL Transmissão.

Para 2023, o montante total de investimento previsto é de R$ 55,3 milhões em ações de eficiência energética, e de R$ 4,3 milhões pelo Instituto CPFL em ações de humanização hospitalar e melhorias nos hospitais.

Sobre o CPFL nos Hospitais

O Programa CPFL nos Hospitais está vinculado ao Instituto CPFL, plataforma de investimento social do Grupo CPFL Energia que completa 20 anos em 2023. A iniciativa funciona por meio de três pilares de investimento social: 1) eficiência energética; 2) iniciativas de humanização hospitalar e melhorias de infraestrutura; 3) doação para hospitais por meio da conta de energia dos clientes.

Lançado em 2019, o Programa foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), dois anos depois, em 2021, como um exemplo de boa prática ligada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O reconhecimento se deve à integração dos indicadores ambientais, sociais e econômicos gerados pelo programa, que contribuem diretamente para os ODS. 

O programa faz parte das ações que compõem o Plano ESG 2030 da CPFL Energia, lançado em novembro de 2022, durante a 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP27).

Por meio do Plano ESG 2030, a CPFL Energia se compromete em impulsionar a transição energética para uma forma mais sustentável, segura e inteligente de produzir e consumir energia, maximizando os impactos positivos da empresa na sociedade. (grupocpfl)

sábado, 8 de julho de 2023

Audi, Porsche e Raizen ampliam rede de carregamento elétrico

A iniciativa conjunta recebeu investimentos de cerca de R$ 24 milhões e instalará um total de 20 carregadores rápidos, prioritariamente em postos Shell, até março/2024, como parte do programa global Shell Recharge.

Audi, Porsche e Raízen investem R$ 24 milhões em rede de recarga para veículos elétricos.

Serão 20 estações de recarga rápida Shell Recharge para veículos elétricos até março/2024.
Audi e Porsche anunciam uma parceria com a Raízen para ampliação da rede de carregamento para veículos elétricos.

As montadoras de luxo alemãs Audi e Porsche anunciaram uma parceria com a Raízen para investir cerca de R$ 24 milhões na instalação de 20 carregadores rápidos, prioritariamente em postos da Shell, até 2024, no programa Shell Recharge.

A rede de recarga será formada por carregadores de 150 kW, que alimentam 80% da bateria em aproximadamente 30 minutos.

A parceria para ampliar a rede de eletropostos é uma estratégia de incentivo ao mercado de eletrificados, em crescimento no Brasil. Ao mesmo tempo, o interesse das montadoras de luxo sinaliza o perfil de consumidores dos carros elétricos no país.

A Audi tem o 9º eletrificado mais vendido no Brasil, de acordo com ranking da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O modelo Q5 pode variar de R$ 388 mil a R$ 450 mil. Já o Cayenne, da Porsche, com versões de R$ 629 mil a R$ 659 mil, é o 10° mais vendido.

A título de comparação, os carros populares (motores a combustão) ficam na faixa de R$ 65 mil a R$ 90 mil.

Os projetos de eletrificação das duas montadoras somam mais de R$ 60 milhões no país. No final de 2021, a Audi anunciou R$ 20 milhões para eletrificação integral de sua rede de mais de 40 concessionárias, que passaram a disponibilizar o carregador de 150 kW aos clientes. Em 2022, 30 concessionárias em todas as regiões do Brasil inauguraram eletropostos.

A Porsche aportou, até o momento, R$ 32 milhões na construção de um ecossistema de soluções de carregamento.

Segundo a empresa, mais de 708 carregadores AC foram instalados em residências de clientes das linhas Panamera (que custa acima de R$ 600 mil) e do esportivo elétrico Taycan (mais de R$ 700 mil). Outros 172 carregadores foram instalados em pontos de conveniência como hotéis e restaurantes e estabelecimentos.

Aumento da infraestrutura de recarga eleva confiança

Dados da ABVE apontam para uma expansão de 50% nos emplacamentos de carros elétricos no primeiro trimestre de 2023, em comparação com mesmo período de 2022. Foram 14.787 unidades vendidas, entre janeiro de março de 2023.

O interesse do consumidor brasileiro pelos modelos elétricos plug-in (que podem ser recarregados por conector externo) também está aumentando. Dos 5.989 emplacamentos de março, 2.172 foram de PHEV (elétricos híbridos plug-in) e 587 de BEV (elétricos 100% a bateria), totalizando 2.750 veículos plug-in no mês.

“Esse total indica um crescimento expressivo de 194% desse segmento na comparação com o total de 939 elétricos plug-ins leves comercializados em março de 2022”, explica a associação.

“Tais números são muito representativos para o mercado da eletromobilidade no Brasil, pois sinalizam uma maior confiança dos compradores com a tecnologia de veículos elétricos recarregáveis por conector externo. Essa confiança tem sido reforçada pelo aumento da infraestrutura de recarga”, analisa.

Segundo a ABVE, havia em dezembro/2022 um total de aproximadamente 2.950 eletropostos públicos e semi-públicos no país. A previsão dos empresários do setor é de que haverá pelo menos 10 mil até 2025. (epbr)