sábado, 8 de novembro de 2025

Energia renovável adicionará 1 TW/ano para atingir metas climáticas até 2030

Energia renovável precisa adicionar 1 TW por ano para atingir metas climáticas até 2030.
Para atingir as metas climáticas, o mundo precisa adicionar mais de 1 TW (terawatt) de nova capacidade de energia renovável por ano entre 2024 e 2030. Especificamente, a taxa de instalação anual precisa aumentar para aproximadamente 16,6% entre 2025 e 2030 para triplicar a capacidade instalada global até 2030.

Meta de capacidade: Atingir uma capacidade total de 11.174 GW (ou 11,17 TW) até 2030, que representa a triplicação da capacidade atual de energia renovável.

Meta anual de adição: Adicionar 5,5 TW de nova capacidade renovável entre 2024 e 2030, o que corresponde a uma média de aproximadamente 1 TW por ano.

Taxa de crescimento: Para atingir a meta de 2030, é necessária uma taxa média anual de crescimento de 16,6% entre 2025 e 2030, o que representa um aumento em relação ao crescimento de 15,1% observado em 2024.

Investimento: Para atingir as metas, os investimentos em energias renováveis e na infraestrutura de rede precisam ser significativamente ampliados. Um estudo estima que o investimento total seria de US$12 trilhões até 2030, com uma média de US$2 trilhões por ano de 2024 a 2030.

Responsabilidade: Países como a China e a Índia são vistos como líderes na expansão da capacidade renovável, com a China respondendo por quase 60% da capacidade instalada global entre agora e 2030.

Novo relatório de progresso global aponta gargalos em investimentos, redes e cadeias de suprimentos, pedindo aos governos que estabeleçam metas mais ousadas para as energias renováveis antes da COP30. Apesar dos 582 GW adicionados em 2024, o mundo ainda não está ampliando sua capacidade de geração renovável rápido o suficiente, alerta a Agência Internacional de Energia Renovável.

O mundo está ficando para trás em suas metas de energia renovável e de eficiência energética, apesar do progresso recorde no ano passado, confirma um novo relatório divulgado em 14/10/25 pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), a Presidência Brasileira da COP30 e a Aliança Global de Renováveis (GRA) durante um evento de alto nível pré-COP30 em Brasília.

Em 2024, os acréscimos de capacidade renovável global atingiram um número sem precedentes de 582 GW. No entanto, isso ainda não é suficiente para manter-se no caminho certo para a meta do Consenso da COP28 dos Emirados Árabes Unidos de triplicar as energias renováveis para 11,2 TW até 2030. Cumprir essa meta agora exige uma capacidade adicional impressionante de 1.122 GW todos os anos a partir de 2025, exigindo que o crescimento anual acelere para 16,6% ao longo da década, de acordo com o segundo relatório oficial de acompanhamento das metas energéticas históricas estabelecidas pelo Consenso dos Emirados Árabes Unidos na COP28.

O relatório de progresso, cumprindo o Consenso dos Emirados Árabes Unidos: Acompanhamento do progresso para triplicar a capacidade de energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030 também destaca que a eficiência energética é uma preocupação igualmente grande. A intensidade energética global melhorou em apenas 1% em 2024, muito abaixo dos ganhos anuais de 4% necessários para atingir a meta do Consenso dos Emirados Árabes Unidos e manter viva a meta de 1,5°C.

O relatório exige ações urgentes para:

- Integrar as metas de energias renováveis nos planos climáticos nacionais (NDC 3.0) antes da COP30 em Belém;

- Dobrar a ambição coletiva da NDC para alinhar-se à meta global de energias renováveis; e

- Aumentar o investimento em energias renováveis para pelo menos US$ 1,4 trilhão por ano em 2025-2030, mais do que dobrando os US$ 624 bilhões investidos em 2024.

“A revolução da energia limpa é imparável. As energias renováveis são implantadas de forma mais rápida e barata do que os combustíveis fósseis, gerando crescimento, empregos e energia acessível. Mas a janela para manter o limite de 1,5°C dentro do alcance está se fechando rapidamente. Precisamos intensificar, ampliar e acelerar a transição energética justa – para todos, em todos os lugares”, afirmou o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.

As principais economias avançadas e emergentes do mundo devem assumir a liderança, de acordo com as recomendações do novo relatório. Prevê-se que as nações do G20 respondam por mais de 80% das energias renováveis globais até 2030, e espera-se que as economias desenvolvidas mais ricas do G7 assumam um papel de liderança, aumentando sua participação para cerca de 20% da capacidade global nesta década.

As principais economias globais também precisam cumprir as metas de financiamento climático, atingindo o piso anual de US$ 300 bilhões da nova meta coletiva quantificada (NCQG) e aumentando a escala em direção aos US$ 1,3 trilhão confirmados na COP29 no Azerbaijão.

Além das energias renováveis, o relatório destaca a necessidade urgente de investimentos em redes, cadeias de suprimentos e fabricação de tecnologia limpa para energia solar, eólica, baterias e hidrogênio.

Embora os investimentos em energia renovável tenham crescido 7% em 2024, os desembolsos reais permanecem muito abaixo dos níveis necessários para criar pipelines de projetos robustos e acelerar a construção. Quanto às cadeias de suprimentos, é preciso garantir práticas comerciais justas e transparentes para as tecnologias essenciais de energia renovável e buscar a cooperação internacional para proteger os corredores comerciais de materiais e componentes essenciais.

Além disso tudo, o investimento estratégico na modernização e expansão das redes de eletricidade é a base essencial para a integração de novas capacidades e o fortalecimento da segurança energética. Até 2030, estima-se que US$ 670 bilhões devem ser direcionados anualmente para as redes, com a necessidade de mais investimentos para ampliar rapidamente as soluções de armazenamento de energia, facilitar a integração das energias renováveis e proteger a estabilidade da rede. (pv-magazine-brasil)

Operadora de rede elétrica da Espanha alerta para variações repentinas de tensão

A Red Eléctrica de España (REE) relatou que variações repentinas de tensão na rede da Espanha estão ligadas a mudanças na geração renovável, mas não há risco de apagão.
Edifício da operadora do sistema de transmissão da Espanha, REE.

A operadora do sistema de transmissão da Espanha, REE, alertou os reguladores sobre flutuações repentinas de tensão na rede continental, citando mudanças abruptas no cronograma na geração renovável e o tempo de resposta das usinas que fornecem controle dinâmico de tensão.

Embora a rede permaneça dentro dos limites regulatórios, a REE disse que as variações podem causar desconexões de geração ou demanda que prejudicam a estabilidade do fornecimento.

A operadora solicitou aprovação urgente e temporária da Comissão Nacional de Mercados e Concorrência (CNMC) para revisar vários procedimentos operacionais a fim de fortalecer o controle de tensão e a capacidade de resposta. As mudanças afetariam os processos de programação, restrições técnicas, regulação secundária e gerenciamento de tensão complementar.

A REE planeja aumentar a exigência de conformidade com o controle de tensão para 90% e expandir a amostragem para 60 valores por período. Também pretende exigir que as usinas programadas reservem capacidade para equilibrar os mercados, limitando sua exposição ao comércio intradiário.

Como precaução, enquanto novos procedimentos estão sendo introduzidos, a REE restringiu temporariamente as injeções de energia renovável para evitar picos na rede.

Reportagens na imprensa baseadas na carta sugeriram um risco potencial de apagão, o que a REE negou nas redes sociais. “À luz das informações publicadas, estamos emitindo uma mensagem de segurança”, afirmou. “Não mencionamos o risco de um apagão iminente ou generalizado. Recentemente, observamos flutuações de tensão que devem ser evitadas, mas que não representam um risco para o fornecimento, pois estão dentro dos limites aceitáveis”.

A REE descreveu as medidas como rotineiras e destinadas a estabilizar uma rede que é cada vez mais afetada por rápidas oscilações de produção da geração eletrônica de energia. A operadora citou o número crescente de grandes usinas renováveis conectadas no nível de transmissão, bem como sistemas menores ligados a redes de distribuição para autoconsumo, que não pode monitorar diretamente.

A entidade acrescentou que a expansão do autoconsumo durante períodos de forte geração solar reduziu drasticamente a demanda líquida de transmissão, deixando as redes subcarregadas e mais sensíveis às variações de energia ativa que afetam a estabilidade da tensão da rede. (pv-magazine-brasil)

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Carros elétricos aumentam o consumo de energia no Brasil

Diante do crescimento, o Ministério de Minas e Energia planeja criar a Secretaria Nacional de Eletromobilidade. O licenciamento de VEs saltou de 1,9 mil em 2020 para mais de 215 mil em 2024.
O consumo de eletricidade no transporte rodoviário brasileiro registrou alta nos últimos anos, acompanhando o crescimento acelerado da frota de veículos eletrificados no país. O número de licenciamentos acumulados desses veículos passou de 1,9 mil em 2020 para mais de 215 mil em 2024, um aumento de mais de 100 vezes em apenas cinco anos. Os dados são do Balanço Energético Nacional 2025, divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) junto com o Ministério de Minas e Energia (MME).
Alta na frota de veículos elétricos impulsiona consumo de energia no Brasil

Esse avanço refletiu diretamente no consumo de energia elétrica pelo setor, que saltou de 14 gigawatt-hora (GWh) em 2020 para 309 GWh em 2024. Os automóveis foram responsáveis por mais de 90% do total de veículos eletrificados em circulação, seguidos por comerciais leves, ônibus e caminhões.

A tendência é impulsionada por fatores como a maior oferta de modelos no mercado, a redução dos preços e a ampliação da autonomia desses veículos. Com isso, a eletrificação do transporte começa a ganhar escala e se torna um elemento cada vez mais relevante na transição energética brasileira.

Diante do crescimento, o Ministério de Minas e Energia planeja criar uma secretaria para o tema. “Eu quero anunciar a criação da Secretaria Nacional de Eletromobilidade. É importante que se haja um planejamento para eletromobilidade nacional e nós vamos criar no Ministério de Minas e Energia essa secretaria para que haja um planejamento de médio prazo”, disse o ministro Alexandre Silveira. (pv-magazine-brasil)

Itaipu apresenta o primeiro barco 100% movido a hidrogênio verde do Brasil

Em parceria com o Itaipu Parquetec, a embarcação de alumínio conta com capacidade de carga de 9 ton e é equipado com um sistema fotovoltaico integrado. O lançamento oficial ocorrerá na COP30, em Belém, capital do Pará.
A Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec, um ecossistema de inovação que integra universidades, empresas, startups e órgãos governamentais para promover pesquisa, empreendedorismo e o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, apresentaram o primeiro barco 100% movido a hidrogênio verde do Brasil. A primeira navegação ocorreu na semana passada no reservatório da Itaipu, junto à barragem, e foram acompanhados por jornalistas e colaboradores de ambas as instituições.

A embarcação foi desenvolvida aproveitando a experiência de mais de 10 anos da produção de hidrogênio verde no Itaipu Parquetec. Com 1,5 ton e capacidade de carga de 9 ton, o barco é de alumínio, com 9,5 m de comprimento por 3 m de largura. Conta com um sistema fotovoltaico integrado complementar. A embarcação não emite ruídos nem poluentes. O único resíduo do motor a hidrogênio é água pura.

Itaipu apresenta barco movido a 100% hidrogênio verde

Em um esforço para se mostrar um centro desenvolvedor de energia renovável, a Itaipu Binacional, empresa responsável pela hidrelétrica na fronteira do Brasil com o Paraguai, apresentou um barco 100% movido a hidrogênio verde, combustível limpo que não emite gases do efeito estufa, causador do aquecimento global.

A embarcação foi desenvolvida por Itaipu Parquetec, centro de inovações em soluções sustentáveis da empresa, e é a primeira do tipo na América Latina. A apresentação foi no reservatório de Itaipu, no Rio Paraná, em Foz do Iguaçu, lado brasileiro da usina.

O barco

Em um primeiro momento, o barco de alumínio, com 9,5 metros de comprimento e 3 metros de largura, será utilizado na atividade de coleta seletiva de resíduos sólidos urbanos nas ilhas habitadas da capital paraense.

A embarcação também conta com sistema para aproveitar energia solar e, durante a navegação, não emite barulho nem poluentes. O único resíduo do motor é água pura.

O barco ficará sob responsabilidade da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), instituição sem fins lucrativos que tem como objetivo apoiar o desenvolvimento científico, social e tecnológico da Amazônia, e ligada à Universidade Federal do Pará (UFPA).

A entrega oficial da embarcação acontecerá durante a COP30, em Belém. O projeto faz parte de um conjunto de iniciativas da Itaipu como parte dos investimentos do governo do Brasil na organização da Conferência Mundial do Clima, da ONU.

O barco ficará sob responsabilidade da Fundação Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), que irá monitorar tanto seu uso na coleta seletiva quanto o abastecimento com hidrogênio verde, que está em produção na universidade, além de utilizá-lo em pesquisas.

O diretor de Tecnologias do Parquetec, Alexandre Leite, acrescentou que há grande potencial para explorar barcos movidos a hidrogênio mesmo na região do reservatório da Itaipu, em atividades como transporte de pessoas, lazer e pesca. (pv-magazine-brasil)

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Petroleiras contribuem com apenas 1,4% dos projetos renováveis

Petroleiras contribuem com apenas 1,4% dos projetos renováveis, aponta a revista Nature Sustainability.

Petroleiras ficam para trás na transição energética: Estudo revela que 1,4% dos projetos renováveis no mundo têm participação do setor.

Dados apontam que apenas 20% das produtoras possuem algum projeto de energia renovável operando. No Brasil, empresas do setor detêm 2,82 GW de capacidade renovável, apenas 1,3% do total do país. Apesar dos anúncios, a Petrobras não tem nenhuma usina renovável em operação.
A indústria de combustíveis fósseis está muito longe de sua promessa de “liderar a transição energética”, de acordo com novo levantamento do Instituto de Ciência e Tecnologia Ambientais da Universidade Autônoma de Barcelona (ICTA-UAB). O estudo mostra que as maiores empresas de petróleo e gás do mundo são responsáveis por apenas 1,42% dos projetos de energia renovável em escala global.

A pesquisa, recém-publicada na revista Nature Sustainability, desafia a narrativa dominante promovida pela indústria fóssil, que se apresenta agora como uma protagonista da luta contra a mudança climática por meio de projetos “verdes”.

Com base em dados do Global Energy Monitor, o estudo analisa as 250 maiores produtoras de petróleo e gás do mundo — responsáveis por 88% da produção global de hidrocarbonetos — e identifica 3.166 projetos únicos de energia eólica, solar, hídrica e geotérmica nos quais essas empresas possuem participação, seja direta, por meio de subsidiárias, ou via aquisições.

Os resultados mostram que apenas 20% dessas empresas possuem algum projeto de energia renovável em operação, e que as renováveis representam apenas 0,1% de sua produção primária de energia.

“As empresas de petróleo e gás simplesmente não estão investindo em renováveis como prometeram. Afirmar o contrário é puro greenwashing”, destaca Kasandra O’Malia, gerente do Global Solar Power Tracker do Global Energy Monitor.

No Brasil, empresas de combustíveis fósseis detêm atualmente 2,82 GW de capacidade renovável, o que representa apenas 1,3% da capacidade total de energia renovável do país. Esses ativos em operação são majoritariamente controlados pela Equinor (32%), Mitsui (27%) e TotalEnergies (24%).

“A Petrobras afirma que está investindo em energia renovável, mas ainda não construiu nenhuma usina renovável. Mesmo que construa todas as usinas que anunciou, apenas uma fração minúscula (0,7%) de sua energia viria de fontes renováveis”, segundo pesquisador do ICTA UAB e autor principal do estudo, Marcel Llavero Pasquina. Na prática, a Petrobras está investindo bilhões de dólares no desenvolvimento de novas reservas de combustíveis fósseis”.

As usinas anunciadas fariam parte da parceria com a Equinor para desenvolver três unidades offshore (Aracatu, Atobá e Mangará) com capacidade combinada de 8,34 GW, nos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Maranhão. Essas usinas ainda estão em fase de licenciamento e não há garantia de que serão construídas. Mesmo que saiam do papel, sua contribuição para a geração de energia da Petrobras seria em torno de 0,7%.

Empresas como Shell, TotalEnergies, Equinor e Petrobras planejam 48 GW de usinas eólicas offshore no Brasil, entre anunciadas e em licenciamento — para efeito de comparação, há cerca de 83 GW de energia eólica offshore operando no mundo atualmente.

“A atuação das empresas de petróleo e gás nas energias renováveis é meramente anedótica. Sua contribuição para o enfrentamento da crise climática deve ser avaliada exclusivamente pela quantidade de combustíveis fósseis que deixam de extrair do solo”, pontuou Llavero Pasquina.

Petroleiras serão obrigadas por lei a investir em pesquisa, energias renováveis e inovação com 1% da receita bruta no Brasil.

Estudos recentes propõem rota para descarbonizar a Petrobras

Dois estudos divulgados em 16/09/2025 mapeiam caminhos para que a Petrobras possa deixar de depender exclusivamente do petróleo e se reposicionar como uma gigante da transição energética.

O primeiro documento, “Questões-Chave e Alternativas para a Descarbonização do Portfólio de Investimentos da Petrobras”, foi produzido pelos economistas Carlos Eduardo Young e Helder Queiroz, da UFRJ. Ele dá subsídios ao segundo, “A Petrobras de que Precisamos”, produzido pelas 30 organizações do Grupo de Trabalho em Energia do Observatório do Clima. Ambos buscam iniciar um debate sobre transição energética justa que o governo brasileiro tenta postergar.

“A surpresa seria se os investimentos numa verdadeira transição fossem significativos. Isso mostra que não se pode dizer que elas estão se adequando às políticas fósseis do governo americano”, afirmou o pesquisador do Instituto ClimaInfo e um dos autores do segundo estudo, Shigueo Watanabe Jr. “Longe disso, declarações cheias de sustentabilidade servem apenas para escamotear a intenção de perpetuar a extração e comércio de combustíveis fósseis”.

Entre as propostas dos pesquisadores estão: ampliação de investimentos em biocombustíveis e hidrogênio de baixo carbono; retomada da atuação em distribuição e terminação de recarga elétrica; priorização de energias limpas (SAF, hidrogênio verde); realocação de recursos de novas refinarias e congelamento da expansão em fronteiras como a Foz do Amazonas. (pv-magazine-brasil)