domingo, 14 de julho de 2019

Energia solar no Brasil gerará 672 mil empregos até 2035

Regras atuais da energia solar distribuída no Brasil podem gerar 672 mil empregos até 2035.
Depois de sete anos da sua criação, o segmento de geração distribuída atingiu certo nível no Brasil que, caso inalterado, pode continuar gerando ganhos ao país durante os próximos anos.
Foi o que apontou o estudo realizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e enviado a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), que regula e monitora o segmento de geração distribuída de energia no Brasil, conhecido também como GD.
Segundo a ABSOLAR, caso sejam mantidas as atuais regras da GD, que impulsionaram a expansão do segmento nos últimos anos, o país poderia arrecadar novos 25 bilhões de reais até o final de 2027.
Mas os ganhos seriam mais que financeiros. Com a mão de obra necessária para atender as milhares de instalações anuais, o estudo também projeta 672 mil oportunidades de empregos criadas pelo segmento até 2035.
As vagas se espalhariam por todas as formas de atuação presentes na GD, como vendedores, projetistas, até aos profissionais responsáveis pela instalação dos equipamentos, como as placas e inversor, este último responsável pela conversão da corrente alternada e contínua.
O estudo foi entregue pela ABSOLAR durante Audiência Pública nº 001/2019, da Aneel, na qual foram ouvidas as contribuições da sociedade sobre os impactos das possíveis alterações a serem feitas nas regras da micro e minigeração distribuída no Brasil.
Com a expansão inalterada da energia solar, a associação ainda aponta um ganho indireto de R$13,3 bilhões para todos os consumidores de energia elétrica do Brasil, gerados pelas economias que a tecnologia proporciona ao setor elétrico, como a construção e manutenção das linhas de transmissão.
Por fim, o estudo também reforça os ganhos nacionais em saúde e sustentabilidade, estimando uma quantidade de 75,38 milhões de toneladas de CO2 a menos lançadas na atmosfera com o crescimento do segmento até 2035. (ecodebate)

Inércia política mundial bloqueia progresso de energias sustentáveis

Inércia política mundial é responsável pela falta de progresso em energias sustentáveis.
Inércia em políticas de energia sustentável é responsável pela a falta de progresso no alcance das Metas de Clima e Desenvolvimento da ONU
As energias renováveis atualmente são responsáveis por mais de um quarto (26%) da produção global de eletricidade, mas as tendências atuais do setor mostram que decisões políticas mais ousadas são necessárias em todos os setores de uso final para tornar nossos sistemas de energia sustentáveis.
A energia renovável está suprindo o consumo mundial de forma crescente, mas políticas erráticas estão impedindo o setor de contribuir para reduzir a poluição por emissões de carbono e de atingir as metas climáticas e de desenvolvimento, segundo o Relatório Global de Status Renewables 2019 da REN21 (GSR).
O relatório confirma que, pelo quarto ano consecutivo, a capacidade adicional de energia renovável que foi instalada é maior do que aquela proveniente de combustíveis fósseis e de energia nuclear combinados – 100 gigawatts (GW), apenas de energia solar fotovoltaica, foram adicionados em 2018, o suficiente para atender a mais de 25% da demanda de eletricidade na França.
No entanto, a falta de políticas ambiciosas e constantes para impulsionar a descarbonização nos setores de aquecimento, resfriamento e transporte indica que os países não estão maximizando os benefícios da transição para sua população, incluindo ar mais limpo e segurança energética.
“Um avanço importante poderia ocorrer se os países eliminassem seus subsídios aos combustíveis fósseis que estão impulsionando a energia suja”, diz Rana Adib, Secretário Executivo da REN21. Políticas ambiciosas e arcabouços regulatórios são fundamentais para criar condições favoráveis ​​e competitivas, permitindo que a energia renovável cresça e substitua os combustíveis mais caros e que emitem carbono. Quarenta países empreenderam algum nível de reforma nos seus subsídios aos combustíveis fósseis desde 2015, mas esses subsídios continuaram a existir em 112 países em 2017, com pelo menos 73 países fornecendo subsídios de mais de US $ 100 milhões cada. Os subsídios globais totais estimados para o consumo de combustíveis fósseis foram de US $ 300 bilhões em 2017, um aumento de 11% em relação a 2016.
Segundo o relatório:
– Energia solar fotovoltaica e eólica agora são opções comumente usadas no setor de energia. Mais de 90 países tinham mais de 1 GW de capacidade de energia renovável instalada e 30 países tinham mais de 10 GW. Pelo menos nove países geraram mais de 20% de sua eletricidade com energia solar fotovoltaica e eólica. Os países são: Dinamarca, Uruguai, Irlanda, Alemanha, Portugal, Espanha, Grécia, Reino Unido e Honduras.
– A introdução global de energia renovável não depende mais de apenas alguns países. Em 2018, a implantação global de energias renováveis manteve um ritmo constante, em geral, com a expansão da União Europeia subindo ligeiramente e as instalações e investimentos anuais da China diminuindo em comparação ao ano anterior. Isso mostra que a energia renovável é uma forte tendência global.
– As cidades estão se tornando cada vez mais fortes impulsionadoras da implantação de energia renovável, e adotando algumas das metas mais ambiciosas para as energias renováveis ​​em todo o mundo. Em muitos casos, esses compromissos e ações excederam as iniciativas nacionais e estaduais/provinciais. Mais de 100 cidades (que vão de Nairobi, Quênia e Dar es Salaam, Tanzânia, até Auckland, Nova Zelândia, Estocolmo, Suécia e Seattle, EUA) usam pelo menos 70% de eletricidade renovável e pelo menos 50 cidades estabelecem metas de energia renovável para aquecimento, resfriamento e transporte.
Há uma enorme oportunidade para os países impulsionarem ações expandindo a transição para os setores de aquecimento, resfriamento e transporte. As energias renováveis ​​fornecem mais de 26% da eletricidade global, no entanto, fornecem apenas 10% da energia utilizada para aquecimento e resfriamento e pouco mais de 3% para o transporte. Este desequilíbrio entre os setores da energia deve-se, em grande parte, ao apoio insuficiente ou instável das políticas existentes. O número de países com políticas para energias renováveis​, na verdade, diminuiu.
Apesar do apoio insuficiente, iniciativas nos setores de transporte, aquecimento e refrigeração estão sendo implementadas. Biocombustíveis sustentáveis. Os veículos elétricos e as políticas de economia de combustível estão reduzindo a dependência geral de combustíveis fósseis no setor de transporte. Políticas arrojadas, como o mandato de mistura de 27% do Brasil para etanol e o Programa de Combustível de Baixo Carbono da Califórnia (EUA), demonstram a contribuição das renováveis ​​para o setor de transporte. As políticas de aquecimento e resfriamento incluem a construção de códigos de energia, incentivos e mandatos de calor renováveis ​​e abordagens indiretas, como a precificação de carbono. O preço do carbono continua subutilizado. Até o final de 2018, apenas 44 governos nacionais, 21 estados/províncias e 7 cidades haviam implementado políticas de precificação de carbono, cobrindo apenas 13% das emissões globais de CO2.
Sobre o Renewables Global Status Report (GSR) da REN21
Composta por uma comunidade mundial de governos, organizações intergovernamentais e não-governamentais, indústria, ciência e académicos, a REN21 é uma rede global que divulga informações atualizadas de alta qualidade para moldar o debate sobre energia. A REN21 está empenhada em assegurar um futuro energético sustentável. Com base no conhecimento e nos dados, a REN21 muda a forma como pensamos sobre as energias renováveis, que por sua vez, informam decisões e moldam o futuro.
Publicado pela primeira vez em 2005, o GSR fornece uma visão abrangente do que está acontecendo no setor de energia renovável. O relatório deste ano foca nos desenvolvimentos e tendências de 2018 por mercados, investimentos e políticas em todo o mundo. Agora, no seu 15º ano, este relatório anual tornou-se o padrão da indústria para energias renováveis. Ele é construído com base em dados e informações fornecidas pela rede da REN21, com mais de 900 colaboradores em todo o mundo. Coletivamente, a informação é usada para moldar os debates para estimular o pensamento e a ação em relação às energias renováveis. (ecodebate)

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Ilhas solares flutuantes podem mitigar emissões globais de CO2

Ilha solar flutuante experimental, para captura de CO2.
Enquanto a maioria dos países investem na geração de energia solar para evitar novas emissões de gases de efeito estufa, um projeto apresentado por cientistas europeus busca uma nova abordagem no uso das placas solares.
Apresentado na edição de junho da revista científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences jornal, o projeto desenvolvido por cientistas Suecos e Noruegueses visa a instalação de milhões de ilhas artificiais movidas a energia solar para a captação do CO2 presente na água do mar.
Com 100 metros de diâmetro, cada uma delas seria coberta por painéis fotovoltaicos para a geração de energia, que alimentaria navios laboratórios responsáveis pela captação do CO2 e hidrogênio da água do mar, e sua conversão em Metanol, combustível usado no setor de transportes.
Ilhas solares flutuantes podem ajudar a diminuir emissões de CO2.
Para isso, os cientistas propõem o uso de equipamentos de dessalinização e eletrólise da água marinha para obtenção do hidrogênio, além de protótipos apresentados para a captura do CO2 e sua hidrogenação em Metanol.
Com uma produção estimada de 15.300 toneladas do combustível por ano, os cientistas calculam que 3.2 milhões dessas ilhas seriam suficientes para compensar todas as emissões globais provenientes dos combustíveis fósseis.
Muitos desafios ainda persistem, entretanto, como as condições climáticas locais, sendo as linhas costeiras ao longo do equador (Indonésia, norte da Austrália e o Brasil), os locais mais indicados no estudo, com muita radiação solar e pequenas ondas.
Os custos também seriam outro desafio, razão pela qual escolheu-se a geração fotovoltaica como fonte elétrica, que a cada ano fica mais acessível com a queda do preço da energia solar.
Segundo os cientistas, a importância desse projeto se deve ao fato de que as fontes renováveis, embora de vital importância para a redução das emissões de CO2, ainda não conseguem poupar por completo o uso dos combustíveis fósseis. (ecodebate)

Eólica Cânion do Funil obtém licença ambiental em SC

Eólica Cânion do Funil consegue licença ambiental em Santa Catarina.
Projeto de 58,5 MW foi pensado para atender a demanda por autoprodução com energia renovável; estimativa é de que a construção seja iniciada em 2020.
A eólica Cânion do Funil conquistou a licença prévia ambiental após 3 anos de processo junto ao órgão licenciador. Localizado no município de Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, o empreendimento ficará em uma das regiões mais frias do Brasil, há uma altitude média de 1.400 metros acima do nível do mar. O projeto possui potência instalada de 58,8 MW, capaz de produzir 154,5 GWh/ano, energia suficiente para abastecer 56 mil residências. A expectativa é que a licença de instalação seja emitida até o final do ano. O início da construção está planejado para 2020, com operação programada para 2021.
O diretor executivo da VILCO Energias Renováveis, Sérgio Costa, responsável pelo desenvolvimento do projeto, contou como foi o desafio do processo de licenciamento ambiental. Às vésperas do impeachment, a ex-presidente Dilma Rousseff aceitou um pedido do ICMBio para ampliar a área do Parque Nacional de São Joaquim. Isso fez com que a eólica Cânion do Funil perdesse área útil, obrigado ao desenvolvedor a reconfigurar o projeto para que não fosse inviabilizado. Porém, após pressões de agricultores que também foram prejudicados, o ex-presidente Michel Temer vetou a decisão de ampliação do parque.
Outro ponto curioso do licenciamento ambiental, contou Costa, foi a exigência do ICMBio de que fosse instalado um sistema de radar para detecção de rotas de aves migratórias. O equipamento tem valor estimado em R$ 12 milhões, praticamente o valor de um aerogerador.
“A grande questão é que não foi identificada nenhuma rota migratória nessa região. Então por que exigir um equipamento de elevado custo ao empreendedor”, questionou o executivo. “Esses são exemplos de contrassenso político e risco ambiental que desafiam os empreendedores no Brasil”, completou.
BUILD-OPERATE-TRANSFER
Para a implantação do parque eólico Cânion do Funil, o modelo de negócio escolhido foi o Build-Operate-Transfer (BOT), muito aplicado no mercado asiático. No BOT clássico o investidor privado recebe a autorização para construir e operar um empreendimento por um período determinado. Após esse período o controle da planta é transferido para o governo.
No Cânion do Funil, ao invés de ser o governo, é o desenvolvedor do projeto quem viabiliza o financiamento por meio de investidores privados, tendo na outra ponta o comprador (off-taker) da energia para garantia da receita do projeto.
O projeto vai vender energia no mercado livre de energia, independente se for para um consumidor final ou comercializadora. E no caso desse consumidor se tornar sócio do empreendimento, pode ser enquadrado como autoprodutor de energia, cujo grande benefício é a isenção de pesados encargos setoriais, além da redução de 50% no pagamento da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD). “Isso aumenta significativamente a redução de custos da energia para o consumidor”, afirma o presidente da VILCO.
No modelo BOT adaptado para eólicas, a expectativa de retorno dos investimentos está entre 7 e 10 anos. “Estamos acompanhando que a estratégia das empresas é contratar energias renováveis de longo prazo, ou fazer elas mesmo para autoconsumo, com foco em vincular a imagem da empresa à sustentabilidade, além da economia direta no consumo da energia, insumo fundamental para ganho de competitividade no mercado de atuação da empresa. A Google, Microsoft, Honda, Heineken, AmBev, L’Oréal, e GM são exemplos dessa tendência”, destacou Costa.
O PAPEL DO MERCADO LIVRE
Na visão de Sérgio Costa, o mercado livre terá papel determinante na expansão da matriz de geração no Brasil, principalmente por fontes renováveis. Para ele, o modelo de leilões atual não atende mais a dinâmica da própria economia. Quando há uma queda muito grande na demanda, as distribuidoras ficam sobrecontratadas, onerando o consumidor do mercado cativo.
“Acredito que o Ministério de Minas e Energia deveria reavaliar novas formas de contratação de energia no mercado regulado, aperfeiçoando os leilões com mecanismos de flexibilização nesses casos de desequilíbrio. No mercado livre, os riscos são do comprador e do vendedor, os ajustes de montante/volume e preço de energia são acordados bilateralmente entre as partes, sem repassar os custos do desiquilíbrio para a tarifa da distribuidora”, disse Costa. Hoje o mercado livre representa pouco mais de 30% do consumo nacional, mas a com potencial de chegar a mais de 50%.
Contudo, a financiabilidade dos projetos ainda é um desafio. Os bancos continuam resistente em financiar projetos com contratos de venda de energia com menos de 15 anos. Os contratos no mercado livre possuem duração entre 1 e 5 anos. Raros são os casos em que se realizam contratos com prazos mais longos.
“Acredito que somente com a abertura e desenvolvimento do mercado de capitais no Brasil – onde a concorrência dos bancos/instituições pela oportunidade de emprestar/financiar recursos para empreendedores e projetos de infraestrutura – pode fazer com que o custo do capital decaia sensivelmente, além de flexibilizar os requisitos para financiamento considerando mecanismos de swap de contratos para durações de vigência menores, e assim transformando o mercado livre no principal ambiente de viabilização de energias renováveis para o país”, opinou Costa.
“Os bancos estão começando a perceber essa necessidade e ajustando as suas formas de exigência de garantias, porém não no ritmo desejado pelo mercado. Pois ainda não estão com apetite para assumir grandes riscos, e necessitam avançar na qualificação dos profissionais atuantes, e assim refletir em procedimentos e práticas que suportem essa dinâmica de financiamento do mercado livre”, conclui o executivo. (ctee)

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Kit fotovoltaico pronto para ser instalado

Mobimax entra no mercado de energia com kit fotovoltaico pronto para ser instalado.
Solução admite mais de 450 combinações para ser instalada em residências, áreas comerciais e na indústria, trazendo ao consumidor a opção de gerar sua própria energia através do sol.
Com 17 anos de atuação no Brasil, a distribuidora de produtos e serviços para o setor automotivo e de informática Mobimax anunciou sua entrada no mercado de energia renovável com kits fotovoltaicos para atender residências, pontos comerciais e indústrias com energia limpa e sustentável. O produto oferecido promete facilitar a escolha e a instalação do sistema para geração solar em relação às opções já oferecidas no mercado brasileiro, aumentando a eficiência do serviço e potencializando os benefícios da autoprodução energética.
“O Mobimax Solar é um sistema fácil e prático de instalar e que tornará possível gastar bem menos com as contas de luz em casa, encontrar o sistema de energia mais indicado para o seu negócio nunca deixar de ser rentável, evitar apagões, aumentar a produtividade, e claro, ainda ser sustentável”, explica o diretor-geral da Mobimax, Mário Okuno.
A empresa trabalha atualmente com 155 configurações para os kits, tendo adicionado recentemente seis novos tipos de inversores que completam um portfólio de mais de 450 combinações de sistemas diferentes a partir do que a companhia tem em estoque. Sobre os preços, o executivo revela não haver limites para a expansão das plantas, mas que o valor mínimo para um sistema de pequeno porte fica em torno de R$ 3 mil. O tempo de vida útil da solução é estimado em 20 anos, já que depois desse período a tendência é que os painéis percam produtividade, produzindo cerca de 20% a menos de energia devido a acumulação de perdas ao longo deste tempo.
Ainda que os benefícios da energia solar sejam conhecidos pelo público de uma maneira geral, o diretor conta que um dos paradigmas a ser quebrado nesse mercado é a ideia de que esses sistemas são caros e complexos, lembrando também que essa tecnologia valoriza o imóvel e praticamente não mexe no orçamento mensal, devido a produção de energia ser compensativo nas contas. “É um investimento que se paga rápido e se estende em torno de 25 anos. Nossa vontade é entrar nesse mercado e facilitar a decisão para quem esteja procurando um sistema simples e completo de geração solar para sua casa”, define.
O tempo de retorno do investimento, chamado de payback, representa o período necessário para que o custo de instalação se pague e, a partir de então, comece a dar lucro para o proprietário. Usando a média nacional, em um sistema residencial, por exemplo, os recursos retornariam em seis anos. Na avaliação de Okuno, a energia solar é uma medida de economia que apresenta hoje um benefício financeiro melhor que muitos investimentos de baixo risco, como a renda fixa ou poupança. “Para se ter uma ideia, com o uso da tecnologia o retorno pode chegar em até quatro anos de payback, com uma produção de energia totalmente gratuita por mais de 20 anos”, destacou.
Valor mínimo para um sistema de pequeno porte é de aproximadamente R$ 3 mil.
Mercado oportuno, mas competitivo.
O momento para entrada no segmento é oportuno, visto que o país deverá ter um salto de 44% na capacidade instalada da fonte em 2019, de acordo com projeção feita pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). A ideia é que essa tecnologia renovável entre para a cultura dos brasileiros, passando a enxergar a energia solar como um bom investimento, tanto para o bolso quanto para o meio ambiente.
Segundo a Aneel, até 2024, algo em torno de 1,2 milhão de geradores fotovoltaicos devem ser instalados em empresas e residências em todo o país, o que representaria 15% da matriz energética nacional. Para entrar em um mercado tão competitivo e em ascensão, a Mobimax Solar conta com a expertise de trabalho e troca de informações estratégicas com grandes clientes, como a Apple, Volskwagen e a GM, num processo que habilita novas experiências de negócios baseado na descoberta de insights a partir de dados compartilhados.
“Somos reconhecidos no mercado pelo nosso pioneirismo, inovação e qualidade. Pegamos o conceito excelência do produto e qualidade de compra em nossa experiência com a Apple”, conta o diretor, afirmando que o processo foi sendo aprimorado até a percepção de uma forte demanda por parte de setores e até de amigos em trazer produtos diferentes para o mercado brasileiro. “Vimos a oportunidade e decidimos entrar com um produto voltado ao atendimento em forma de kit, visando facilitar a venda do produto e aceitação do mercado”.
A companhia conta com fornecedores reconhecidos mundialmente e uma logística que garante cuidado com o produto desde o estoque até a entrega, além de uma equipe de profissionais altamente capacitados e devidamente treinados, garantindo a qualidade da solução e de todo suporte e atendimento necessários. O fabricante dos painéis é a TrinaSolar, mas o executivo afirmou que assim que o dólar abaixar e se estabilizar, irá fazer a importação de um novo material com a Sun Power, um produto premium e muito caro, mas que ele afirma ser diferenciado. “Dizem que não existe essa demanda para esse mercado no Brasil, mas tenho quatro clientes já esperando essa nova tecnologia chegar”, revelou, afirmando que a lista de fornecedores atuais é completada pela GoodWee, Fronius, Proauto, Solar Group e a Enphase.
Mário Okuno também compartilhou um lado pessoal seu para entrada nesse ramo: sempre foi uma pessoa “muito econômica em tudo”, e após sua experiência morando na Europa percebeu quantas coisas se desperdiçam no Brasil, sobretudo energia, que para ele é cara e sem qualidade. Era preciso proporcionar uma independência ao consumidor diante desse cenário. “Nós temos vários problemas de energia no país, então se conseguimos facilitar e dar um pouco mais de independência ao consumidor e salvar o planeta, é muito melhor e me dá um prazer muito grande em atuar nesse mercado”.
Sobre as perspectivas de expansão, o executivo é enfático ao afirmar que há muita gente entrando nesse meio, e por isso também a ideia de se lançar na frente de atendimento, com os kits sendo mais vendáveis para clientes residenciais e comerciais. Ele conta que apesar de terem surgido outras oportunidades dentro do segmento, o foco é atuar nessa área específica, com uma meta atual de atingir 2 MW negociados para os próximos dois messes de atividade. “Desde o primeiro dia de inserção no mercado surgiram diversas oportunidades para entrar como participante em leilões, de usinas querendo contratar. Estou vendo que o negócio pode vir a ser maior do que o planejado no futuro”, prevê.
Novos negócios
O primeiro fornecimento da Mobimax Solar aconteceu para o Tribunal Regional do Trabalho do Mato Grosso, onde a J.P Eneregy Engenharia já construiu quatro plantas fotovoltaicas nos Fóruns Trabalhistas de Sinop, Várzea Grande, Tangará da Serra e mais recentemente, no começo deste mês, em Sorriso, totalizando 265kWp de potência e com estimativa de geração anual de 355.630 kWh para esses sistemas.
Com capacidade instalada de 40 kWp, a expectativa é que 60% da energia gerada seja utilizada pela própria unidade de Sorriso. Os 40% restantes serão utilizados para compensação de valores na conta de energia da Vara do Trabalho do município de Nova Mutum. Segundo o Fórum, o valor gasto para instalação da planta foi de aproximadamente R$ 132 mil, o que deverá ser totalmente recuperado em menos de três anos, especialmente com a atual tarifa de energia, acima de R$ 0,93 por kWh.
Quanto a relação com os fornecedores, Mário Okuno informou que uma carga de três modelos microinversores deve chegar essa semana da Europa. Um produto inovador, que funciona bem no calor e que está sendo muito utilizado hoje no Havaí, com características de estabilidade, produção e longevidade, numa garantia de vida de 20 anos. “Para se ter uma ideia, o melhor que temos no mercado hoje chega só até sete anos”, conta o diretor, que informou também estar fechando uma parceria com a empresa Talesun para entrar no mercado mexicano, onde também há muito potencial para a energia solar. (canalenergia)