quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

ENEL Brasil lança edital para projetos de eficiência energética

Companhia irá disponibilizar R$ 38milhões para iniciativas propostas pelos consumidores das áreas de concessões das distribuidoras do grupo em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.
ENEL Brasil lança edital de Chamada Pública de Projetos de Eficiência Energética.

A Enel Brasil abriu a Chamada Pública (CPP 001/2023) para financiamento de projetos de eficiência energética nas três distribuidoras do grupo no país. As inscrições podem ser feitas até 03/07/24 e os projetos selecionados serão executados em 2025.

Enel lança edital para projetos de eficiência energética

Serão disponibilizados R$ 38 milhões, sendo R$ 12 milhões para iniciativas de iluminação pública e R$ 26 milhões para projetos de outros tipos.

A Enel lançou chamada pública para financiamento de projetos de eficiência energética nas três distribuidoras do Grupo no Brasil. Ao todo, serão disponibilizados R$ 38 milhões, sendo R$ 12 milhões para iniciativas de iluminação pública e R$ 26 milhões para projetos de outros tipos. Até 3 de julho clientes das concessionárias da Enel em São Paulo.

A Enel lançou chamada pública para financiamento de projetos de eficiência energética nas três distribuidoras do Grupo no Brasil. Ao todo, serão disponibilizados R$ 38 milhões, sendo R$ 12 milhões para iniciativas de iluminação pública e R$ 26 milhões para projetos de outros tipos.

Até 03/07/24 clientes das concessionárias da Enel em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, que atendam aos requisitos descritos no edital, poderão inscrever seus projetos. Estão aptos a participar clientes das classes de Comércio e Serviços, Industrial, Residencial, Rural, Poder Público, Serviço Público e Iluminação Pública.

Em São Paulo, o valor dos projetos propostos poderá ser de R$ 1 milhão a R$ 4 milhões. Já no Rio de Janeiro, os projetos terão valores entre R$ 400 mil e R$ 800 mil. No Ceará, os aportes nos projetos podem variar entre R$ 250 mil e R$ 500 mil.

As propostas podem abranger temas como troca de equipamentos por modelos mais eficientes, modernização de sistemas motrizes, instalação de aquecedores solares e sistemas fotovoltaicos, modernização de sistemas de iluminação e refrigeração, entre outros. A execução dos projetos selecionados está prevista para ocorrer em 2025.

A seleção das propostas inscritas contará com análise e classificação, considerando a documentação obrigatória, a qualidade das iniciativas, o desenvolvimento da proposta e ações inovadoras. O processo de avaliação segue metodologia definida pela Aneel, por meio de uma comissão julgadora, que irá analisar e pontuar os projetos submetidos de acordo com os critérios estabelecidos em edital.

Enel lança edital de chamada pública de projetos de eficiência energética.

Márcia Massotti, diretora de Sustentabilidade na Enel Brasil, destaca que a empresa está empenhada em selecionar e apoiar propostas que atendam e incorporem, além das demandas energéticas dos clientes, práticas inovadoras e sustentáveis, alinhadas aos compromissos da companhia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. “Queremos ir além do tradicional com os projetos de chamada pública, ao buscar iniciativas que impulsionem não apenas o setor energético, mas também a sustentabilidade e a qualidade de vida das pessoas”. (energiahoje)

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Hydro Alunorte compra 10 carros elétricos da Renault

A refinaria Hydro Alunorte adquiriu 10 carros elétricos da Renault para contribuir para a sua estratégia de descarbonização, que inclui a ambição de tornar-se uma das refinarias de menor nível de emissões do mundo até 2025.
Hydro Alunorte investe em veículos elétricos

Novidade contribui para a meta de tornar-se uma das refinarias de menor nível de emissões do mundo até 2025.

O Pará está acompanhando cada vez mais a tendência dos veículos elétricos, mercado que está em expansão em todo o país. De acordo com pesquisa divulgada pela Neocharge, o número deste tipo de transporte aumentou 83% em pouco mais de um ano. Na região Norte, o Pará se destaca e conta com a maior fatia desse mercado.

Em Barcarena, município da Região Metropolitana de Belém, a refinaria Hydro Alunorte adquiriu 10 carros elétricos para contribuir para a sua estratégia de descarbonização, que inclui a ambição de tornar-se uma das refinarias de menor nível de emissões do mundo até 2025. “Os carros elétricos vão substituir outros 10 veículos que são movidos a combustíveis fósseis dentro da refinaria. Essa troca corresponde a uma redução de 119.658 toneladas de CO2 por ano, o que representa 1.660 árvores plantadas em cinco anos, ajudando a reduzir a pegada de carbono da Alunorte”, explica Klebio Coelho, gerente de Planejamento e Gestão de Contratos da refinaria.

Os carros já estão em operação, sendo utilizados principalmente para transporte dentro da refinaria, para o porto de Vila do Conde, próximo às instalações da empresa e para a Vila dos Cabanos, onde residem empregados da refinaria. A autonomia do carro é de 298 km e pode ser carregado tanto nos postos de abastecimento instalados na Hydro Alunorte, como nas casas dos empregados. “Basta ter o carregador portátil específico que dá para carregar em casa, além dos ganhos em conforto. É uma experiência diferenciada, com menos barulho, torque instantâneo e excelente desenvolvimento”, comenta Allain Marczewski, supervisor e fiscal de Contratos da refinaria. Além disso, os veículos não têm consumo quando parados no trânsito, não têm câmbio e possuem mais regeneração de energia.

Uma pesquisa publicada no Conselho Internacional de Transporte Limpo apontou que os carros elétricos com bateria de tamanho médio emitem entre 60% e 80% menos carbono que os veículos comuns com motor a combustão, durante toda sua vida útil. Hoje, a Hydro Alunorte já é uma das refinarias mais eficientes no consumo de energia do mundo e está entre as 25% mais eficientes em emissões. “As iniciativas também têm inspirado os fornecedores, que estão buscando formas de reduzir a emissão de carbono, eletrificando os aparelhos de ar-condicionado dos ônibus de transporte dos empregados, por exemplo. Conforme formos evoluindo nos testes, o objetivo é buscar mais formas de substituir a nossa frota para reduzir nossa pegada”, conclui Luzineth Leal, gerente de Contratos, Logística e Almoxarifado da Hydro Alunorte. (hydro)

domingo, 4 de fevereiro de 2024

EMAE inaugura 1ª fase de projeto fotovoltaico flutuante no reservatório Billings

Empreendimento terá capacidade de injetar até 5MW na rede de distribuição de energia.
A EMAE informou foi inaugurada a primeira fase do projeto fotovoltaico flutuante no reservatório Billings, com capacidade de injetar até 5 MW na rede de distribuição de energia.

O comunicado foi feito pela companhia EMAE em 17/01/24.

Este evento demonstra o empenho da Companhia em expandir seu parque gerador, priorizando fontes de energia renováveis, através de parcerias também comprometidas com o desenvolvimento sustentável.

EMAE (EMAE4) inaugura primeira fase do projeto fotovoltaico flutuante no reservatório Billings

Ativo possui capacidade de injetar até 5 MW na rede de distribuição de energia.

Em 17/01/24 a EMAE (EMAE4) comunicou a inauguração da a primeira fase do projeto fotovoltaico flutuante no reservatório Billings, com capacidade de injetar até 5 MW na rede de distribuição de energia.

De acordo com a companhia, o evento demonstra o seu empenho em expandir seu parque gerador, por priorizar fontes de energia renováveis, por meio de parcerias também comprometidas com o desenvolvimento sustentável. (spacemoney)

Nova bateria promete 1,5 mil quilômetros de autonomia

Carro elétrico: nova bateria promete 1,5 mil quilômetros de autonomia

Veja como funcionam e quais as vantagens das novas baterias sólidas, que equiparão carros elétricos e híbridos nos próximos anos.

Carro elétrico: nova bateria promete 1,5 mil quilômetros de autonomia. Diferente das baterias de íons de lítio usadas atualmente, a nova bateria que equipará carros elétricos nos próximos anos, substitui o eletrólito líquido por um eletrólito sólido, tornando a transferência de elétrons mais eficiente.
Novas baterias sólidas são mais seguras e proporcionam mais energia.

Diferente das baterias de íons de lítio usadas atualmente, a nova bateria que equipará carros elétricos nos próximos anos, substitui o eletrólito líquido por um eletrólito sólido, tornando a transferência de elétrons mais eficiente.

Assim, as baterias sólidas tendem a ser uma escolha mais econômica e segura, além de gerarem maior autonomia para os carros elétricos e melhor desempenho.

Quais são as vantagens da bateria sólida?

Carros elétricos ficam mais leves com as baterias sólidas

1ª vantagem é que a bateria sólida tem densidade energética maior, ou seja, pode armazenar mais energia em um pacote de células menor.

Com isso, a bateria e, consequentemente, o carro ficam mais leves, conseguindo atingir uma maior autonomia com menor gasto energético.

BMW iX xDrive50 Sport é o elétrico com maior autonomia do Brasil.

O resultado disso é que, de acordo com a Toyota, as novas baterias sólidas armazenam energia suficiente para garantir autonomia de até 1,5 mil quilômetros com uma única carga.

Para entender melhor a dimensão deste valor, vamos tomar como exemplo o modelo com maior autonomia do mercado nacional, o BMW iX xDrive 50. O veículo promete 528 quilômetros de autonomia, ou seja, três vezes menos que as baterias sólidas prometem proporcionar. 

Além da autonomia, bateria sólida deve ter boa vida útil

Autonomia dos carros elétricos aumentará quase três vezes com nova tecnologia.

A durabilidade das baterias é um fator decisivo na hora do comprador optar - ou não - por um modelo elétrico. Porém, ao que tudo indica, com a chegada das baterias sólidas, isso não será mais um problema.

O motivo é que, de acordo com os testes da Volkswagen, a nova bateria atingiu 500 mil quilômetros de durabilidade e perdeu apenas 5% de capacidade energética após realizar mil ciclos de recarga.

Líquido de bateria é inflamável e, em altas temperaturas, pode causar incêndios.

Além disso, a bateria apenas com compostos sólidos é uma ótima solução para sanar os temidos incêndios em carros elétricos, já que suporta temperaturas mais altas e não traz líquido inflamável no seu interior, como as atuais de íons de lítio que, muitas vezes, tem início pelo combo: alta temperatura e vazamento do líquido inflamável.

E quando a nova tecnologia chega ao mercado?

Fábrica da Ganfeng já produz as novas baterias sólidas desde 2023.

Segundo a Toyota, seus primeiros carros híbridos e elétricos com baterias sólidas chegarão ao mercado daqui a pelo menos três anos, em meados de 2027.

Já a empresa chinesa exploradora de lítio Ganfeng afirmou que está produzindo as novas baterias desde o ano passado e deve começar a disponibilizá-las já em 2026.

Carros elétricos com maior autonomia à venda no Brasil

Ranking mostra veículos elétricos a bateria com maior alcance disponíveis no mercado nacional (Brasil) (vrum)

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

O papel do setor elétrico na descarbonização da economia brasileira

Se vamos investir para ampliar a nossa capacidade instalada de geração, devemos buscar formas de aumentar forma significativa a demanda.
O setor elétrico é um dos mais importantes e estratégicos setores de infraestrutura da economia brasileira, em função da sua transversalidade, por estar presente em todas as cadeias produtivas de bens e serviços e por garantir o bem-estar da sociedade brasileira.

Descarbonização do Setor de Energia no Brasil

Principais conclusões

1. Para o setor de transportes no curto prazo há um maior potencial do etanol, cuja produção poderá ser impulsionada pela plantação de cana energia e pelo etanol de segunda geração. Para o médio/longo prazo, há alto potencial da eletrificação no mercado brasileiro, impulsionada pela matriz elétrica de baixa emissão, de diesel verde, combustível de aviação sustentável (SAF) e hidrogênio/amônia de baixo carbono.

2. As emissões do gasto energético do setor industrial e de produção de combustíveis representaram 6% das emissões brasileiras, que acumularam 128 milhões de toneladas de CO2 equivalente (MtCO2) em 2019. As cinco atividades industriais com maior impacto nas emissões do setor (cerca de 70% do total) são: i) Exploração de petróleo e gás natural; ii) Refino de petróleo; iii) Indústria química; iv) Produção de cimento; e v) Produção de ferro gusa e aço.

3. O gasto energético proveniente de edificações comerciais, públicas e residenciais representou, em 2019, 7% das emissões do setor de energia, com 30 MtCO2e ao ano, das quais 90% são derivados da parcela residencial. As principais formas de descarbonizar o setor de edificações são i) Eficiência Energética, voltada aos materiais e técnicas de arquitetura; ii) Autoprodução de energia elétrica focado em sistemas solares fotovoltaicos; iii) Energia solar para aquecimento térmico da água; e iv) Motores elétricos de maior rendimento em eletrodomésticos.

4. A geração de eletricidade representou 13% das emissões do setor energético em 2019, com uma intensidade de emissões de cerca de 87gCO2e/kWh. Esses níveis de emissão são bastante inferiores à referência global, que é próxima de 475 gCO2e/kWh. Isso acontece devido à alta participação de fontes renováveis na matriz elétrica brasileira, principalmente hidrelétrica. Nesse contexto, o maior desafio para o setor elétrico será o de expandir para conseguir responder a demanda de outros setores que apresentam processos de difícil descarbonização, e fazer isso sem aumentar sua parcela de fontes fósseis na matriz.

O processo de transição energética para alcançar a descarbonização da economia brasileira até 2050: desafios e oportunidades.

Este estudo apresenta uma discussão detalhada sobre os caminhos para a descarbonização do setor energético brasileiro. O relatório é subdividido nos setores de Transportes, Indústria, Edifícios e Eletricidade, baseando-se nas categorias consideradas pelo Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa.

Nesse sentido, este relatório/estudo busca elucidar o contexto geral do tema e, de certo modo, levantar hipóteses a serem aprofundadas em esforço de pesquisa ampliado.

Brasil pode liderar o processo de descarbonização da economia no mundo.

Finalmente, merece destaque que a implementação das medidas apresentadas para descarbonização poderá ser incentivada a partir de políticas governamentais. No caso de opções que já apresentam viabilidade econômica, como determinadas ações de eficiência energética, o papel do governo poderá se restringir a definição de linhas de crédito especificas, de modo a incentivar a tomada de decisão da empresa ou indivíduo. Já com relação a tecnologias que ainda não apresentam viabilidade econômica, a medida mais eficaz considerada seria a definição de um preço sobre carbono. Com o alto potencial brasileiro para a produção de recursos renováveis, um pequeno preço já seria o suficiente para causar impactos significativos na intensidade de carbono na economia do país. (emaisenergia)