domingo, 18 de maio de 2025

Energia solar bateu recorde em 2024 com a adição de 452 GW à capacidade global

A capacidade global das renováveis cresceu 585 GW em 2024, com a energia solar respondendo por 452 GW, de acordo com a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). Para atingir a meta de triplicar a capacidade renovável até 2030, taxa de crescimento deve ser de 16,6% ao ano até o fim da década.
Fontes renováveis de energia, solar e eólica

Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) divulgou seu mais recente estudo Renewable Capacity Statistics 2025 que demonstram um aumento maciço na capacidade de energia renovável em 2024, atingindo 4.448 GW. A adição de 585 GW no ano passado indica uma participação de 92,5% na expansão total da capacidade e uma taxa recorde de crescimento anual (15,1%).

Embora 2024 tenha demonstrado grande capacidade e crescimento de energia renovável, o progresso continua aquém dos 11,2 terawatts necessários para alinhamento da meta global de triplicar a capacidade instalada de energia renovável até 2030. Para atingir essa meta, a capacidade renovável deve agora se expandir 16,6% ao ano até 2030.

Além disso, mais uma vez o crescimento reflete disparidades geográficas significativas. Como nos anos anteriores, a maioria do aumento ocorreu na Ásia, com a maior parte sendo contribuída pela China – quase 64% da capacidade global adicionada – enquanto a América Central e o Caribe contribuíram com o mínimo, com apenas 3,2%. Os países do G7 e do G20 representaram, respectivamente, 14,3% e 90,3% da nova capacidade em 2024.

A energia solar e eólica continuou a se expandir mais, respondendo conjuntamente por 96,6% de todas as adições renováveis líquidas em 2024. Mais de ¾ da expansão da capacidade foram na energia solar, que aumentou 32,2%, atingindo 1.865 GW, seguida pela energia eólica, que cresceu 11,1%.

O grande desmantelamento líquido de energia não renovável em algumas regiões contribuiu para a tendência ascendente da capacidade renovável. No entanto, é preciso fazer mais para alcançar a meta de triplicar a capacidade de energias renováveis até 2030 e o Acordo de Paris. (pv-magazine-brasil)

Renováveis somaram 585 GW em novos projetos em 2024

Renováveis somaram 585 GW em novos projetos em 2024, aponta Irena.
Fontes ​​foram responsáveis ​​por mais de 90% da expansão total da geração de eletricidade em 2024 com predominância para eólica e solar, uma participação de 92,5% da expansão total da capacidade e uma taxa recorde de crescimento anual de 15,1%.

Conforme a Irena, a capacidade global acumulada de energia renovável atingiu 4.448 GW ao final de 2024. Os 585 GW adicionados no ano passado.

Brasil é 6º colocado no ranking global de energia solar de 2024

País segue no Top 10 mundial de capacidade acumulada da fonte fotovoltaica; confira o levantamento completo da Agência Internacional de Energia Renovável.

O Brasil encerrou 2024 na 6ª colocação do ranking mundial de geração de energia solar fotovoltaica, mostra relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês). Conforme o levantamento, o país atingiu 53 GW de capacidade instalada e manteve a mesma posição da lista de 2023.

Solar passa eólica e é segunda maior fonte no Brasil

O ranking leva em conta grandes usinas (geração centralizada) e sistemas de menor porte (geração distribuída) em operação. Em março de 2025, o mercado brasileiro atingiu 55 GW, sendo 37,4 GW de geração distribuída e 17,6 GW de geração centralizada.

Os mesmos dez países que figuraram na lista anterior permaneceram no ranking atual, com algumas mudanças de colocação. O destaque foi a Índia, que saiu de 5º para 3º, superando Alemanha e Japão. A Espanha ultrapassou a Itália e ficou com a 8ª posição.

De acordo com o levantamento, 451,9 GW de capacidade instalada de energia solar fotovoltaica foram adicionados no mundo em 2024. Com o resultado, a fonte chegou à potência global acumulada de 1.858 GW. Somente a China, líder do ranking, foi responsável pelo acréscimo de 278 GW. O Brasil foi o 4º país que mais adicionou capacidade fotovoltaica no ano passado (15,2 GW), sendo superado também por Estados Unidos (38,3 GW) e Índia (24,5 GW).

Renováveis

Conforme a Irena, a capacidade global acumulada de energia renovável atingiu 4.448 GW ao final de 2024. Os 585 GW adicionados no ano passado indicam uma participação de mais de 90% na expansão da capacidade instalada de todas as fontes energia e um crescimento anual de 15,1%.

Apesar do resultado positivo, o desempenho não foi o suficiente dentro da meta de triplicar a capacidade instalada até 2030, atingindo 11,2 TW. Para isso, seria necessária uma média de crescimento anual de 16,6%. A energia solar seguiu liderando o setor, representando cerca de ¾ do acréscimo de capacidade renovável, seguida pela eólica, com 113 GW. As 2 fontes em conjunto corresponderam a 96,6% de todo o crescimento das fontes renováveis em 2024.

Ranking mundial de energia solar fotovoltaica de 2024:

China: 887 GW

EUA: 175 GW

Índia: 97 GW

Japão: 91 GW

Alemanha: 89 GW

Brasil: 53 GW

Austrália: 38 GW

Espanha: 36,2 GW

Itália: 36 GW

Coreia do Sul: 26 GW

Quais as perspectivas para 2025 no mercado de energia solar?

2024 foi marcado por avanços significativos no setor de energia solar no Brasil, com crescimento expressivo da geração distribuída e investimentos bilionários. No entanto, o setor também enfrentou desafios, como a necessidade de mão de obra qualificada e a adaptação à nova regulamentação da Aneel sobre inversão de fluxo. (Absolar)

sexta-feira, 16 de maio de 2025

Usinas fotovoltaicas offshore vs. montadas no solo

Pesquisadores na Arábia Saudita compararam o desempenho de usinas fotovoltaicas montadas no solo com o de instalações solares offshore e descobriram que as instalações flutuantes se beneficiam do efeito de resfriamento da água do mar.
Pesquisadores da Universidade King Fahd de Petróleo e Minerais da Arábia Saudita conduziram uma investigação comparativa de sistemas solares fotovoltaicos flutuantes experimentais (SFPV) e solares fotovoltaicos montados no solo (GSPV) em um sistema de inteligência artificial (IA) que prevê a temperatura da superfície e a potência de saída de ambas as configurações.

“Os sistemas SFPV e GSPV são instalados e testados sob as mesmas condições climáticas de Azizia, Reino da Arábia Saudita e avaliados em profundidade com relação à energia elétrica produzida, temperatura do painel de superfície fotovoltaica, tensão PV-DC, corrente PV-DC e rendimento e eficiência energética”, explicou a equipe. “O segundo objetivo deste estudo se concentra na aplicação de modelos avançados de inteligência artificial para prever a geração de energia elétrica e a temperatura do painel de superfície fotovoltaica em sistemas SFPV e GSPV, uma área que não raramente foi investigada”.

Usinas solares offshore são mais produtivas que as de solo, afirmam cientistas

As configurações SFPV e GSPV consistiam em dois painéis bifaciais com potência máxima de 545 W. Ambas as configurações também incluíam um inversor, uma bateria e um conjunto de registradores de dados e dispositivos de medição. O sistema SFPV foi instalado a 25 m da costa do Golfo do Bahrein, em Azizia, a uma profundidade de 1,5 m, enquanto o GSPV foi instalado nas proximidades em terra. O SFPV também usou uma estrutura de madeira, tambores de plástico reutilizáveis, uma estrutura de suporte feita de aço inoxidável, cabos de aço, ganchos e blocos de concreto de ancoragem.

A análise mostrou que a temperatura ambiente média a longo prazo flutuou de 15,35°C em janeiro para 36°C em julho, com a umidade relativa atingindo 31,65% em junho e atingindo um pico de 68,23% em dezembro. A intensidade solar horizontal global variou diariamente de 3,30 kWh/m²/dia a 7,74 kWh/m²/dia, com uma média geral de 5,64 kWh/m²/dia ao longo do ano. Além disso, a velocidade média do vento a 10 m acima do nível do mar variou entre 3,71 m/s em outubro e 5,42 m/s em junho.

As medições de ambos os dispositivos foram feitas em junho de 2024 e mostraram que o sistema SFPV melhorou a energia elétrica fotovoltaica média e acumulou energia elétrica líquida diária em 59,25% e 69,70%, respectivamente, em comparação com o sistema montado no solo. Isso se deveu, em parte, ao efeito de resfriamento da água do mar. Enquanto a média medida na superfície do GSPV foi de 58,40°C, o SFPV teve 39,5°C, uma redução de 32,36%.

Para prever as capacidades desses sistemas, o grupo combinou o algoritmo de otimização do urso pardo (BBOA) com a técnica de memória de longo e curto prazo (LSTM). O BBOA é inspirado nos comportamentos naturais dos ursos pardos e é usado para ajustar os hiperparâmetros do modelo LSTM. Os hiperparâmetros são as configurações externas definidas antes do início do processo de aprendizado do LSTM, que regem sua operação. O LTSM então usa sua capacidade de entender padrões para prever os resultados.

Devido à falta de espaço em terra, Singapura tem uma das maiores usinas de energia solar offshore do mundo que conta com mais de 120.000 painéis solares capazes de gerar mais de 60 MW de energia.

“O particionamento do conjunto de dados foi feito usando divisões 70/30, nas quais 70% do conjunto de dados foi alocado para treinamento e 30% para testes”, explicou o grupo. “As variáveis de entrada para o modelo incluem recursos como tempo, radiação solar, corrente fotovoltaica, tensão fotovoltaica e temperatura ambiente, enquanto as saídas alvo são energia elétrica e temperatura da superfície fotovoltaica”.

O LSTM-BBOA foi então comparado com três outros modelos: máquina de aumento de gradiente de luz (LightGBM), LSTM sozinho e unidade recorrente fechada (GRU). De acordo com os resultados, o modelo LSTM-BBOA alcançou robustez superior nos sistemas SFPV e GSPV. No caso da eletricidade da SFPV, ela alcançou um coeficiente determinístico (R²) de 0,9998. Para compressão, o LSTM sozinho recebeu 0,9966 e o LightGBM teve 0,9844.

Análise mostrou que o híbrido LSTM-BBOA revelou um desempenho “robusto” com valores mínimos de erro médio absoluto (MAE), raiz quadrada média (RMSE) e coeficiente de variação (COV) de 0,4884, 0,5031 e 0,1938 para as previsões de produção de energia SFPV. Enquanto o LightGBM autônomo exibiu os valores máximos de MAE, RMSE e COV de 5,7036, 12,6872 e 20,3577, respectivamente.

Usinas solares offshore em construção ajudarão o Brasil a atingir muito mais de 200 MW.

“O modelo LSTM-BBOA alcançou valores de coeficiente de eficiência de pico (EC) e índice geral (OI) de 0,9998 e 0,9931, respectivamente, excedendo as pontuações do modelo LSTM de 0,9969 e 0,9472 para produção de energia SFPV”, concluíram os cientistas. “Em comparação, o LightGBM registrou os valores mais baixos de EC e OI, em 0,9844 e 0,9190, respectivamente”. (pv-magazine-brasil)

MME visita usinas solares do Programa Luz para Todos em terras indígenas em MT

MME visita usinas solares do Programa Luz para Todos em terras indígenas de Mato Grosso.

Em visita à Terra Indígena Wawi, localizada no Território Indígena do Xingu, o Ministério de Minas e Energia ouve as lideranças e acompanha o funcionamento do sistema de energia solar, baseado em painéis fotovoltaicos.
O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou visita na Terra Indígena Wawi, localizada no Território Indígena do Xingu (TIX), no Mato Grosso (MT), para acompanhar o Encontro de Monitoramento e Avaliação do Programa Luz para Todos (LPT). O encontro, realizado na aldeia do povo Kisêdjê, segue até o fim dessa semana e reúne diversas lideranças indígenas, para debaterem a implementação e ajustes necessários para o LPT nas aldeias.

Além das demandas das comunidades, a visita do MME também analisa os impactos da chegada da eletricidade em áreas tão isoladas. Até o momento, o processo de monitoramento revelou que, embora a energia tenha melhorado a qualidade de vida de muitas famílias, ainda existem desafios, como a manutenção do sistema e a capacitação para o uso adequado dos sistemas.

“A energia foi boa para a gente. Melhorou muito o nosso dia e trouxe muita coisa boa, mas temos muitas dúvidas sobre o seu uso e algumas questões poderiam ser melhores”, disse Winti, articulador político e liderança da comunidade Ksedjê.

Projeto leva energia elétrica para áreas remotas do Brasil

Nas comunidades indígenas, a energia elétrica é distribuída pelo sistema de energia solar, baseado em sistemas fotovoltaicos. Para o MME, é fundamental garantir que o programa continue a ser uma ferramenta de inclusão social e desenvolvimento sustentável para as populações mais isoladas do Brasil.

“É uma grande oportunidade para o MME dialogar com os povos tradicionais atendidos pelo Luz para Todos buscando sempre satisfazer as necessidades das pessoas e impactar positivamente a vida dos beneficiários”, afirmou o diretor do Programa LPT e representante do Ministério de Minas e Energia na expedição, André Dias.

Além do MME, participam do Encontro de Monitoramento, as vinculadas Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), e Organizações da Rede Energia e Comunidades.

Energia solar salvou aldeias

A energia solar possibilita a iluminação noturna e a oferta da Educação de Jovens e Adultos (EJA), pode ligar data show e melhorar a qualidade do ensino. (pv-magazine-brasil)

quarta-feira, 14 de maio de 2025

Enerzee lança oferta de locação de usina solar com geração local

No modelo de Energy-as-a-Service, a empresa instala a usina solar na propriedade do cliente em comodato sem exigir qualquer investimento inicial e com descontos de até 30% na fatura de energia.
A Enerzee, plataforma de soluções para energia solar, anuncia a solução Ezee Solar, que oferece o modelo de Energy-as a Service – EaaS (ou energia como serviço em português), por meio da locação de sistema de energia solar com geração local em comodato que possibilita descontos conta de energia elétrica sem a necessidade de investimento inicial por parte do cliente.

Por meio de um contrato de locação, o cliente paga uma conta de energia com desconto para a Enerzee e a empresa assume todos os custos do projeto, operação e manutenção, seleção de equipamentos e instalação do sistema, possibilitando que os consumidores recebam até 30% de economia imediata na conta de energia. Ao final do contrato, o cliente recebe a titularidade da usina, tornando-se o proprietário do sistema e usufruindo de energia solar de forma independente.

Trata-se de uma nova modalidade de locação solar com consumo local voltada para clientes de baixa tensão, consumidores industriais, comerciais, condominiais e residenciais. A locação de equipamentos solares já tem sido explorada na modalidade de geração compartilhada, em geral, realizada fora do local de consumo.

De acordo com a empresa, a instalação conta com equipamentos fotovoltaicos de última geração da multinacional brasileira WEG, além de instalação rápida e sem burocracia.

Em simulação realizada pela empresa, a unidade consumidora com média de gasto mensal com energia elétrica estimado em R$ 1.091,85, ao contratar o Ezee Solar, paga R$ 0,99 durante 6 meses para Enerzee (promoção do mês do consumidor foi válida até 31/03/25) e recebe parcelas fixas de R$ 756,51 (reajustado anualmente pelo IPCA), com um desconto de 19%, a economia estimada ao longo de 30 anos é de R$ 591.684,95. Após o término de contrato de 8 anos, a titularidade do sistema é transferida para o cliente. (pv-magazine-brasil)